Governo de Pernambuco inicia 2026 com rede de cozinhas comunitárias fortalecida e pronto para expandir cozinhas solidárias

Pernambuco começa 2026 dando um grande salto de qualidade em sua política de combate à insegurança alimentar. O Governo do Estado mais do que quadruplicou o número de cozinhas comunitárias – eram 55 no final de 2022 e agora são 252 unidades – e, por meio do programa Bom Prato já serviu, desde o início de 2023, mais de 20,5 milhões de refeições a famílias em situação de vulnerabilidade social. Apenas no ano passado, foram investidos mais de R$ 60 milhões para cofinanciar a abertura e manutenção desses equipamentos. Este ano, também entram em ação as 100 cozinhas solidárias que terão apoio do Governo de Pernambuco.

“Sabemos que quem tem fome tem pressa e por isso investimos de maneira muito firme no programa Bom Prato, assegurando cozinhas comunitárias em todas as regiões de Pernambuco. Em 2026, com as cozinhas solidárias, vamos continuar cuidando de quem mais precisa, com alimentos de qualidade e atenção, além de fortalecer outras importantes iniciativas assistenciais”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A meta para 2026 é chegar ao total de 300 cozinhas comunitárias. Já o investimento de até R$ 12,96 milhões em 100 cozinhas solidárias irá reforçar a rede de proteção social e alimentar para os pernambucanos. Até o momento, entidades selecionadas por meio de edital já assinaram seus Termos de Fomento com o Governo do Estado para a implantação das primeiras 62 cozinhas solidárias.

Investimentos – Por meio da Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS), a gestão estadual transferiu, em 2025, mais de R$ 107,4 milhões aos cofres dos 184 municípios pernambucanos e ao Distrito Estadual de Fernando de Noronha para fortalecimento das políticas públicas de Assistência Social e de Segurança Alimentar e Nutricional.

Do total repassado, R$ 52,6 milhões foram destinados às diversas modalidades de cofinanciamento da política de assistência social, assegurando a manutenção e a ampliação de serviços essenciais nos territórios. Já R$ 54,8 milhões foram aplicados no custeio e investimento das cozinhas comunitárias, no âmbito da política estadual de combate à fome, garantindo o direito humano à alimentação e nutrição adequadas à população em situação de vulnerabilidade.

“O Governo de Pernambuco escreve uma nova história, recuperando a confiança dos municípios e mostrando o que é orçamento garantido de verdade para a assistência social e para o combate à fome”, disse o secretário de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas, Carlos Braga.

Os recursos repassados garantem a continuidade de serviços como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Centros POP, serviços de acolhimento institucional e familiar, benefícios eventuais, medidas socioeducativas, ações de abordagem social, além da expansão e manutenção das cozinhas comunitárias do programa Bom Prato.

“Tudo será feito com tranquilidade, naturalidade, na hora certa, no momento certo e ao lado do povo de Pernambuco”, diz Eduardo da Fonte

Em entrevista ao programa ‘Cidade em Foco’, da Rede Pernambuco de Rádios e ao Blog do Alberes Xavier o deputado, Eduardo da Fonte (PP), falou sobre o assunto. “A candidatura ao Senado Federal é uma construção coletiva, que passa por várias mãos, que passa por uma reunião que iremos realizar no início deste ano. Será criado um conselho político da federação União Progressista (União Brasil e PP), para que tudo se dê através de uma construção coletiva. Um candidato ao Senado deve reunir, aglutinar um conjunto de forças políticas de todas as regiões do estado de Pernambuco e nós temos grandes quadros na federação para essa missão”, disse ele.

“Vamos buscar a unidade, tanto dentro da federação, quanto fora dela, com prefeitos, deputados estaduais, deputados federais e forças políticas de vários partidos. Tudo será feito com tranquilidade, naturalidade, na hora certa, no momento certo e ao lado do povo de Pernambuco”, garantiu o deputado federal.

Para finalizar, Eduardo da Fonte falou sobre a posição que a federação União Progressista adotará no estado em 26, se ao lado da governadora Raque Lyra, do PSD, que buscará sua reeleição ou se ao lado do prefeito do Recife, João Campos, pré-candidato ao governo, pela oposição. “Vamos estar no palanque que o povo de Pernambuco determinar, para que a gente possa fazer uma grande eleição no próximo ano”.

Após sucesso no São João de Caruaru, Klever Lemos lança projeto de verão “Klever Lemos numa Onda Tropical” com foco no Carnaval

O cantor Klever Lemos, natural de Caruaru (PE), inicia o verão 2025 em grande estilo com o lançamento do seu novo projeto musical “Klever Lemos numa Onda Tropical”, que chega embalado pelo sucesso vivido este ano no São João de Caruaru, onde o artista conquistou ainda mais o público com sua energia e presença de palco.

Agora, Klever apresenta um projeto pensado especialmente para a temporada de verão e Carnaval, trazendo uma mistura contagiante de axé, maracatu e frevo, ritmos que traduzem a alegria, a força e a identidade cultural de Pernambuco. A proposta é transformar cada apresentação em uma verdadeira celebração popular, cheia de cor, dança e alto astral.

A festa de lançamento acontece no dia 08 de janeiro, a partir das 18h, em um dos cenários mais paradisíacos do litoral pernambucano: a Praia dos Carneiros, no espaço Carneiros Deck River Sunset. O evento une música, natureza e experiência, aproveitando o pôr do sol como fundo para apresentar esse novo momento artístico do cantor.

“Klever Lemos numa Onda Tropical” aposta em uma sonoridade quente, tropical e carnavalesca, conectando o público ao clima do verão, à vibe praiana e às tradições culturais nordestinas. O projeto reafirma a versatilidade do artista e seu compromisso em valorizar ritmos que fazem parte da identidade do povo pernambucano.

O lançamento promete reunir fãs, convidados, imprensa e amantes da boa música em um fim de tarde especial, onde o som, o mar e o espírito do Carnaval se encontram em perfeita sintonia.

Serviço:

📍 Evento: Lançamento do projeto “Klever Lemos numa Onda Tropical”
🎤 Atração: Klever Lemos
📅 Data: 08 de janeiro
⏰ Horário: 18h
📌 Local: Praia dos Carneiros – Carneiros Deck River Sunset/
Rua 72.

São Bento do Una realiza maior procissão religiosa de Pernambuco em homenagem ao Bom Jesus dos Pobres Aflitos

São Bento do Una viveu, na última terça-feira (6), mais um dos momentos mais marcantes do seu calendário religioso com a tradicional Procissão do Bom Jesus dos Pobres Aflitos. Considerada a maior procissão de Pernambuco, a celebração reuniu milhares de fiéis que tomaram as ruas da cidade em uma expressiva demonstração de fé, devoção e espiritualidade.

Movidos por sentimentos de esperança, gratidão e renovação da fé, devotos acompanharam a imagem do padroeiro em um percurso marcado pela emoção e pela tradição, que atravessa gerações. Muito além de um ato religioso, a procissão se consolida como um grande encontro de fé, fortalecendo laços comunitários e acolhendo filhos da terra que retornam ao município neste período para reviver suas raízes.

A cada ano, o evento cresce e reafirma sua importância, não apenas para São Bento do Una, mas também para Pernambuco e para o cenário religioso nacional, sendo reconhecido como um dos maiores movimentos católicos do país. Após a caminhada de fé, os fiéis participaram da Santa Missa celebrada na Praça da Matriz, momento de reflexão sobre as bênçãos recebidas e o compromisso com a vivência cristã.

A celebração eucarística foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Aguinaldo Timóteo, e concelebrada pelo bispo de Sobral, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, com a participação dos párocos locais, Padre Marcelo Protázio Alves e Padre Tony, reforçando a importância e a solenidade do evento religioso.

A procissão contou ainda com a presença de autoridades políticas e lideranças locais, entre elas a ex-prefeita e atual deputada estadual Débora Almeida, o deputado federal e ex-ministro da Educação Mendonça Filho e o empresário e ex-vice-prefeito José de Almeida.

A deputada Débora Almeida destacou a emoção de participar da celebração. “Com o coração cheio de fé e gratidão, participei de mais um ano da Procissão do Bom Jesus dos Pobres Aflitos, tradição que há 188 anos emociona, fortalece e une o povo de São Bento do Una”, afirmou. “Com quase dois séculos de história, a Procissão do Bom Jesus dos Pobres Aflitos segue como um símbolo da fé do povo são-bentense e um dos maiores patrimônios religiosos de Pernambuco. Esse é um momento de agradecer e ter gratidão pelo ano que passou, assim como pedir proteção para o ano que se inicia”, ressaltou a parlamentar.

O deputado federal Mendonça Filho também ressaltou a grandiosidade do momento. “Como é bom começar o ano num ato de fé tão grandioso como a Procissão do Bom Jesus dos Pobres Aflitos, em São Bento do Una. Ao lado de amigos e do nosso povo, agradecemos e pedimos por um ano de muitas bênçãos. Um momento de devoção, encontro e esperança que renova a nossa caminhada”, declarou.

Crédito das fotos: Matheus Augusto

Caruaru alcança melhor resultado histórico na segurança pública em 2025

Em 2025, Caruaru atingiu um marco histórico na área da segurança pública. Dados preliminares da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS/PE) apontam o registro de 98 Mortes Violentas Intencionais (MVI) ao longo do ano, uma redução expressiva de 20% em relação a 2024, quando foram contabilizados 123 casos.

O resultado representa o melhor desempenho de toda a série histórica iniciada em 2004. Até então, o menor número de MVI havia sido registrado em 2022, com 100 ocorrências, patamar agora superado, reforçando a tendência consistente de queda da violência letal no município.

Os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP) também apresentaram, em 2025, o melhor resultado desde o início da série histórica, em 2014. Embora a redução em relação a 2024 tenha sido de 1,14%, o dado revela um avanço estrutural: em comparação a 2017, os índices atuais são cerca de 75% menores, evidenciando a efetividade das ações de prevenção e controle ao longo dos últimos anos.

Os números confirmam a trajetória positiva da segurança pública em Caruaru, resultado de investimentos contínuos, integração entre os órgãos operativos, fortalecimento das forças municipais e uso estratégico de dados e inteligência. O desempenho de 2025 consolida o município como referência no enfrentamento à violência e no aprimoramento permanente das políticas públicas voltadas à proteção da população.

“Os resultados de 2025 refletem um trabalho técnico e integrado, com investimentos na Guarda Municipal, atuação conjunta com as forças de segurança e uso estratégico da inteligência. A redução histórica da violência comprova que planejamento e prevenção salvam vidas. Seguiremos firmes no compromisso de garantir mais segurança para a população de Caruaru”, assegurou o secretário de Segurança Municipal, Coronel Patrício Filho.

Venezuela concorda em enviar até 50 milhões de barris de petróleo para os EUA, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que o governo interino da Venezuela concordou em enviar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos EUA. O anúncio foi feito em uma rede social.

A declaração ocorre três dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou no sequestro do ditador Nicolás Maduro. Ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos morreram na operação.

Trump disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele disse ainda que será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”. As informações são do g1.

“O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou.
Mais cedo, a agência Reuters revelou que autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, um acordo para vender o petróleo parado da Venezuela às refinarias dos EUA redirecionaria os embarques que antes seguiriam para a China.

A Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los por causa de um bloqueio imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em vigor desde dezembro.

O embargo faz parte da crescente pressão americana sobre a Venezuela, que resultou na queda de Maduro.

Interesse dos EUA
No sábado (3), logo após a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas, o presidente Donald Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias dos EUA.

“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país”, declarou.

As refinarias americanas na Costa do Golfo conseguem processar os tipos pesados de petróleo da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, as companhias importavam cerca de 500 mil barris por dia.

Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente, cerca de 1 milhão de barris por dia, devido às sanções e a problemas de infraestrutura.

De acordo com Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management, aumentar essa produção, como pretende Trump, não será um processo rápido, pois exige investimentos elevados e pode levar anos.

A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela
A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos.

Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesada, exigindo tecnologia avançada e investimentos elevados para sua extração.

Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que restringem operações e acesso a capital.

Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021.

No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo.

STF terá programação especial para lembrar o 8 de janeiro

Fotografia de dois homens colocando na parede uma escultura que representa a cabeça da estátua da Justiça. No canto inferior esquerdo, está escrito o texto

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, na próxima quinta-feira (8/1), uma programação especial aberta ao público para lembrar os três anos dos ataques que resultaram na depredação do edifício-sede da Corte, bem como para celebrar o fortalecimento da democracia simbolizado pela restauração e reabertura do prédio, concluídas em prazo recorde.

A iniciativa integra a campanha “Democracia Inabalada”, criada em resposta aos atos golpistas que resultaram na depredação do edifício. O objetivo é preservar a memória do episódio para que ele não se repita, reconhecer o trabalho de quem contribuiu para a reconstrução do espaço e reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito.

Programação

A programação começa às 14h30, com a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, no átrio do Espaço do Servidor. Às 15h, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, produzido pela TV Justiça, que registra as histórias dos profissionais do STF que testemunharam os ataques e participaram da reconstrução do Palácio da Justiça.

Às 15h30, ocorre uma roda de conversa com jornalistas que cobriram os ataques e irão relatar o que viram e ouviram naquele dia. A atividade será conduzida pela jornalista Gabriela Guerreiro, então coordenadora de Imprensa do STF, que receberá os convidados Weslley Galzo, repórter do jornal O Estado de S. Paulo; Marina Dias, repórter do Washington Post em Brasília; e Gabriela Biló, fotógrafa da Folha de S. Paulo.

Já às 17h, está marcada a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, a ser realizada no Salão Nobre do STF. Participam do encontro o teólogo e pesquisador Ronilso Pacheco, mestre em Religião e Sociedade pela Columbia University, diretor do Instituto de Estudos da Religião (ISER), colunista do UOL e autor de obras voltadas à intersecção entre raça, política, religião e democracia; o historiador Carlos Fico, professor titular de História do Brasil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador do CNPq e referência nos estudos sobre a ditadura militar e a historiografia brasileira, com ampla atuação acadêmica e institucional, incluindo a coordenação da área de História da Capes; a advogada e cientista social Juliana Maia Victoriano da Silva, mestra em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), gerente do Programa de Equidade Racial do Instituto Ibirapitanga, com experiência em pesquisas e iniciativas voltadas à justiça racial, gênero e políticas públicas; e o jornalista Felipe Recondo Freire, graduado pela Universidade de Brasília, pesquisador associado do CPDOC/FGV, cofundador do JOTA e autor de livros que analisam a atuação do Supremo Tribunal Federal no contexto da ditadura militar e da democracia contemporânea.

8 de janeiro

Em 8 de janeiro de 2023, o edifício-sede do STF, projetado por Oscar Niemeyer, foi invadido e depredado durante ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Salas, obras de arte, móveis e equipamentos foram destruídos. Apesar dos danos, as instalações foram restauradas e o local reaberto em 24 dias, tornando-se símbolo da resistência das instituições democráticas.

Dólar cai para R$ 5,37 com redução de preocupações com Venezuela

dólar Reuters/Mike Segar/Proibida reprodução

A redução das preocupações em torno da Venezuela e o maior apetite por economias emergentes impulsionaram o mercado financeiro. O dólar fechou abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez desde o início de dezembro.

A bolsa subiu e atingiu o nível mais alto em mais de um mês.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (6) vendido a R$ 5,379, com recuo de R$ 0,026 (-0,48%). A cotação chegou a subir nos primeiros minutos de negociação, mas caiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos.

Na mínima do dia, por volta das 12h, chegou a R$ 5,36.

Essa foi a quarta queda consecutiva da moeda estadunidense. No menor valor desde 4 de dezembro, a divisa cai 3,5% apenas nas quatro últimas sessões.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 163.664 pontos, com alta de 1,11%. O indicador está no maior nível desde 4 de dezembro, dia em que atingiu recorde histórico.

Em relação à Venezuela, as moedas de países emergentes foram beneficiadas pela diminuição das tensões, após a presidenta em exercício, Delcy Rodríguez, enviar uma carta a Donald Trump em que informa estar disposta a uma “agenda de colaboração”.

Além disso, o real beneficiou-se do realinhamento de posições típico do início de cada ano.

Em dezembro, a moeda brasileira foi pressionada por ruídos políticos provocados pela pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às eleições de 2026, e pelo envio de remessas de empresas ao exterior, aproveitando-se dos dias finais de isenção de Imposto de Renda sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês.

Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir ressarcimento ao INSS

Brasília (DF), 22/05/2025.- Presidente do INSS, Gilberto Waller, durante entrevista coletiva para atualizar as ações do Governo Federal sobre os descontos de entidades associativas. 
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto, Gilberto Waller. Em entrevista ao programa a Voz do Brasil, ele fez um balanço atualizado sobre os pedidos.

De acordo com presidente Waller, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do INSS, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.

O prazo original se encerraria em 14 de novembro. No entanto, o Ministério da Previdência Social decidiu ampliar o período para garantir que todos os afetados possam registrar seus pedidos.

O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril.

Na entrevista, Gilberto Waller ressaltou o esforço coordenado de órgãos federais para ressarcir as vítimas dos descontos não autorizados. O presidente do INSS também destacou a união entre o instituto, a Advocacia-Geral da União (AGU), a CGU e a Polícia Federal para rastrear os recursos desviados e entrar com ações na Justiça para recuperar o dinheiro.

Como pedir a devolução

Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:

Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal Gov.br;
Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h;
Agências dos Correios, que oferecem suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.

Brasileiros publicam maior estudo já feito sobre sequelas do zika

Mosquito da Dengue, Aedes Aegypti, picada, malária. Foto: 41330/Pixabay

Pesquisadores de diferentes estados e instituições brasileiras publicaram, no fim do ano passado, o maior estudo do mundo sobre os principais efeitos do vírus Zika na infância. Com dados de 12 centros de pesquisa do país, o Consórcio Brasileiro de Coortes de Zika (ZBC-Consórcio) reuniu informações de 843 crianças brasileiras com microcefalia, nascidas entre janeiro de 2015 e julho de 2018, nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país.

A pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), que integra o ZBC-Consórcio, destacou nesta terça-feira (6) à Agência Brasil a importância do estudo.

“Não há estudo anterior publicado com esse número de crianças”,

A pesquisa foi publicada no último dia 29 de dezembro de 2025, no periódico científico focado em saúde pública PLOS Global Public Health.

Os dados foram investigados para descrever os casos, uniformizar as informações e definir qual é o espectro da microcefalia causada por esse vírus.

Maria Elizabeth lembrou que a maior incidência de microcefalia por Zika do mundo ocorreu no Brasil, que viveu uma epidemia da doença entre 2015 e 2016.

Na avaliação da pesquisadora do IFF/Fiocruz, o resultado mais importante do estudo foi a definição de como era a morfologia dessa microcefalia, isto é, o que ela apresentava de diferente em relação a outras microcefalias por outras causas.

Segundo Maria Elizabeth, o que torna o estudo especial é que os pesquisadores pegaram o banco de dados original e separaram todos os casos. “Além do grande número, foram examinados os dados primários dos diferentes estudos no Brasil”.

Até então, a caracterização da Síndrome Congênita do Zika (SCZ) se baseava em séries de casos e estudos com poucos participantes ou em estudos individuais.

“Já o tamanho relativamente grande da amostra permitiu observar que, entre as crianças com microcefalia, existe um espectro de gravidade e diferentes tipos de manifestações da Síndrome”, completou.

“Agora, a gente tem mais capacidade de dar respostas para o sistema público de saúde”.

O professor da Universidade de Pernambuco (UPE), Demócrito Miranda, ressalta que a importância do estudo é consolidar um conhecimento que vem sendo construído nos últimos dez anos, desde o início da epidemia de microcefalia, identificada inicialmente no Nordeste brasileiro

Colapso

Maria Elizabeth explicou que, na maior parte das vezes, quando uma mãe era infectada no segundo ou no terceiro trimestres da gestação, a criança apresentava um cérebro que vinha crescendo normalmente e, de repente, começava a ter destruição celular e colapsava.

“É uma microcefalia diferente. É uma anatomia diferente, vamos dizer assim. É muito típica da doença por Zika na gravidez. Nas outras microcefalias, o cérebro fica pequeno. Na da Zika, não. Você vê claramente que tem algo diferente. O cérebro colapsa, e a estrutura óssea colapsa junto também”.

A pesquisadora acrescenta que isso vem associado a distúrbios neurológicos, auditivos e visuais. “E muita convulsão de difícil controle para essas famílias, relacionada à epilepsia causada pela Zika”.

Principais resultados

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cristina Hofer, descreve que as sequelas mais frequentes foram as anormalidades estruturais do sistema nervoso central, detectadas por neuroimagem, além de anormalidades nos exames neurológico e oftalmológico. Destacam-se:

a microcefalia ao nascer, observada em 71,3% dos casos, dos quais 63,9% eram graves;
a microcefalia pós-natal, registrada em 20,4% das crianças;
a prematuridade, em 10% e 20%;
o baixo peso ao nascer, com média de 33,2%, variando de 10% a 43,8%;
e malformações congênitas, entre as quais as mais frequentes foram epicanto (40,1%), occipital proeminente (39,2%) e excesso de pele no pescoço (26,7%).
Entre as alterações neurológicas, as mais frequentes foram déficit de atenção social, em cerca de 50% das crianças; epilepsia, em 30% a 80%, com média de 58,3%; e persistência de reflexos primitivos, em 63,1%.

No que tange ao comprometimento sensorial, observou-se alterações oftalmológicas em até 67,1% dos casos; e alterações auditivas menos frequentes, mas presentes.

Exames de neuroimagem constataram ainda calcificações cerebrais em 81,7%; ventriculomegalia em 76,8%; e atrofia cortical em cerca de 50%.

Maria Elizabeth destacou que em torno de 30% das 853 crianças objeto do estudo já morreram. As que permanecem vivas estão com idades entre 8 e 10 anos, e enfrentam dificuldades na inclusão escolar em muitos casos. “Algumas nem conseguem, porque têm problema de paralisia cerebral grave. As que vão, têm um déficit de atenção grande e de aprendizagem também”.

Recomendações

Não existe um tratamento específico para o zika vírus, reforçou a pesquisadora do IFF/Fiocruz. Diante disso, a primeira recomendação é a mulher grávida buscar evitar, o máximo possível, estar em zonas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, em épocas de epidemia, além de usar repelentes e roupas de mangas compridas, preferivelmente em ambientes com ar condicionado.

“Coisas bem complicadas para uma determinada faixa da população”, reconhece Maria Elizabeth, que afirmou que, ao nascer, as crianças devem iniciar estimulação precoce o mais rápido possíve, porque é característica da criança ter a capacidade de formar novas células.

“Ela tem essa possibilidade. Ainda está formando novas células, e essas novas células na criança são formadas por estimulação. Quanto mais você estimular com estimulação essencial, fisioterapia, fonoaudiologia, melhor vai ser o prognóstico da criança”, disse Maria Elizabeth.

Segundo ela, isso se aplica a qualquer criança. Se a mãe foi exposta ao vírus na gravidez, mesmo que a criança, ao nascer, não apresente microcefalia, ela deve ser mais estimulada.

“Porque as crianças cujas mães tiveram exposição (ao vírus), mas não tiveram microcefalia, também podem ter atraso de desenvolvimento. E essas respondem muito bem às estimulações precoces”.

Maria Elizabeth estima que, em tempos de epidemia, 70% das mulheres grávidas têm Zika e não sabem. “Ou seja, é assintomático. Até hoje, não existe um exame que distinga se uma grávida teve Zika ou não. Uma boa sorologia para Zika ainda não existe”.

A pesquisadora disse que uma mulher só vai saber se teve Zika quando os ultrassons durante a gravidez detectarem uma microcefalia, e algum tipo de intervenção só poderá ser feito depois do nascimento da criança, com estímulos. “O bebê tem uma coisa chamada neuroplasticidade, ou seja, ele é capaz de formar novas células”.

Cuidados permanentes

Uma criança que nasce com o vírus da Zika tem de ter cuidados a vida inteira, recomendou o pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da UPE, Ricardo Ximenes.

“Esses graves danos ao sistema nervoso central (SNC) exigem cuidados multidisciplinares e assistência de diferentes especialidades médicas e de outras áreas da saúde”.

Mais uma vez, a pesquisadora do IFF/Fiocruz ponderou que o acesso a esses cuidados tem obstáculos no Brasil, levando as mães a peregrinarem pelos diferentes serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

“É uma carga social muito grande para as famílias”, manifestou, acrescentando que, em muitos casos, o marido abandonou a família appos o diagnóstico, deixando todo o peso para uma mãe solo.

Maria Elizabeth salientou a necessidade de que seja desenvolvida no Brasil uma vacina para as mulheres em idade fértil, que as impeça de terem Zika.

Vida escolar

Após a publicação do estudo, os pesquisadores continuarão a acompanhar as crianças que tiveram Zika, investigando os impactos da doença na vida escolar.

“Essa é a maior dificuldade das crianças, principalmente das que não têm microcefalia, mas cujas mães tiveram Zika na gravidez comprovada. Quando nascem, um grupo dessas crianças tem microcefalia, e o outro, não. O grupo com microcefalia vai evoluir com muitos problemas. Mas o outro precisa ser acompanhado, porque também pode apresentar algum distúrbio de desenvolvimento”.

Esse acompanhamento é importante para permitir que estímulos precoces possam prevenir problemas mais graves, reforça. “Especialmente a geração que nasceu entre 2015 e 2018, deve ter o neurodesenvolvimento mais cuidadosamente investigado pela pediatria de forma geral”, sugeriu a pesquisadora.