ARTIGO — Sustentabilidade deve ser um dos pilares empresariais

Janguiê Diniz

Há vinte anos, poucos empresários consideravam importante o respeito ao meio ambiente. Atualmente, a sustentabilidade é um elemento central na atividade e cada vez mais essencial na estratégia das empresas. Durante muito tempo se acreditou, erroneamente, que a sustentabilidade estaria diretamente relacionada ao meio ambiente. Entretanto, essa ideia é dividida em três principais pilares: social, econômico e ambiental. Para se desenvolver de forma sustentável, uma empresa deve atuar de forma que esses três pilares coexistam e interajam entre si de forma plenamente harmoniosa.

O pilar ambiental refere-se, basicamente, à preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, além da redução do desperdício de materiais. O social compreende ao capital humano relacionado às atividades do empreendimento, incluindo a comunidade, o público-alvo, os fornecedores e a sociedade em geral. E finalizando, o econômico inclui assuntos referentes à produção, distribuição e consumo de bens e serviços, considerando os pilares ambiental e social.

Para a ONU, entre os dez objetivos que o mundo poderia adotar para atingir o desenvolvimento sustentável estão erradicar a pobreza extrema, incluindo a fome; assegurar o aprendizado efetivo de todas crianças e jovens para a vida e a subsistência; alcançar a saúde e o bem-estar para todas as idades; melhorar os sistemas agrícolas e aumentar a prosperidade rural; tornar as cidades mais inclusivas, produtivas e resilientes; entre outras.

O desenvolvimento sustentável já é um assunto recorrente na sociedade mundial. A assiduidade das pautas de discussão está ligada diretamente a urgência e a necessidade de se criar movimentos para equilibrar as ações desenvolvimentistas do homem e da preservação dos recursos naturais. Assim, pensar no desenvolvimento sustentável implica considerar a necessidade de recuperar o patrimônio natural, preservar os ecossistemas e definir o uso racional dos recursos, permitindo o equilíbrio socioeconômico e cultural.

Mundialmente, o consumidor brasileiro é menos preocupado com a preservação dos recursos naturais do que os consumidores dos países desenvolvidos. Nos EUA, ações de premiação para as empresas que agem sustentavelmente já alcançam 50% da população consumidora. Essa relação fica ainda mais clara quando analisamos o percentual das pessoas que buscam os produtos ecologicamente corretos: nos países desenvolvidos esse número é de 39%, enquanto aqui, os percentuais são de 13%.

O papel da educação e da erradicação da pobreza é extremamente importante para atingir os objetivos propostos pela ONU. Um país que investe em educação está investindo em desenvolvimento – econômico e sustentável. É preciso criar e ter a consciência de que assegurar esse equilíbrio entre o desenvolvimento dos países e a preservação do meio ambiente, significa, acima de qualquer outro objetivo, garantir que nossos filhos, netos e bisnetos tenham condições mínimas de sobrevivência.

A busca das empresas pelo equilíbrio de suas ações nas áreas econômica, ambiental e social, visando à sua sustentabilidade e a uma contribuição cada vez mais efetiva à sociedade, é hoje um fato. Para medir esse equilíbrio, alguns modelos e ferramentas de gestão, globalmente aceitos, têm sido utilizados no dia-a-dia empresarial para o aperfeiçoamento de seus processos e ações.

Mas a sustentabilidade, entendida no ambiente corporativo como fator estratégico para a sobrevivência dos negócios, é bem mais que um princípio de gestão ou uma nova onda de conceitos abstratos. Representa um conjunto de valores e práticas que deve ser incorporado ao posicionamento estratégico das empresas para definir posturas, permear relações e orientar escolhas.

UPE altera locais de provas do SSA 2 no domingo (03/12)

A Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos da Universidade de Pernambuco (CPCA/UPE) divulgou a mudança dos locais de provas para a segunda fase do Sistema Seriado de Avaliação (SSA) da instituição somento no domingo (03/12).

A decisão foi tomada considerando a realização do jogo do campeonato Brasileiro da Série A (Sport x Corinthians), que acontecerá no estádio da Ilha do Retiro, situado nas proximidades da Fcap/UPE e Poli/UPE, e a possível dificuldade de mobilidade nessas proximidades.

No dia 04/12 (segunda-feira), as provas acontecerão, normalmente, no local informado no cartão de inscrição (Fcap e Poli). Os demais prédios permanecem inalterados.

Não haverá modificação do cartão de inscrição, que permanece obrigatório para os dias 03 e 04/12 (disponível no sistema de inscrição). Não haverá qualquer alteração para o SSA1.

Pernambuco atinge a marca inédita de cinco mil homicídios em 2017

Adolescente 2

Folhape

Pernambuco alcançou, na madrugada desta quarta-feira (29), a marca de cinco mil homicídios no ano. Esse quantitativo nunca havia sido registrado no Estado desde que crimes do tipo passaram a ser contabilizados no Sistema de Informação de Mortalidade do DataSUS, em 1979.

Na contagem da Secretaria de Defesa Social (SDS), iniciada em 2004, o ano mais violento da história, até agora, havia sido 2006, com 4.638 casos. Considerando que o total mensal de assassinatos tem ficado acima de 400 há quatro meses e que ainda restam os 31 dias de dezembro, 2017 pode terminar com um número ainda mais alarmante de homicídios: quase 5,5 mil.

Os dados oficiais da SDS indicam que, até outubro, houve 4.576 casos. A contagem de novembro só será consolidada no próximo dia 15, como ocorre todos os meses. Contudo, levantamento paralelo feito pela imprensa junto à sede do Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife, e dos postos da instituição em Caruaru, no Agreste, e Petrolina, no Sertão, indica que, até a madrugada desta quarta-feira, 426 assassinatos tinham sido contabilizados só neste mês.

Somando o número aos 4.576 casos dos dez meses anteriores, o total do ano chega a 5.002. É provável que essa marca tenha sido atingida até antes, já que os dados do IML não incluem vítimas que saem feridas dos locais de crimes e morrem nos hospitais. Em fevereiro deste ano, a SDS deixou de divulgar, diariamente, as estatísticas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), o que era praticado desde a criação do Pacto pela Vida, em 2007.

Uma das pessoas assassinadas na terça-feira (28) foi um rapaz que acompanhava o tio, ex-presidiário, a uma oficina automotiva em Serra Talhada, no Sertão. Enquanto esperavam o fim do atendimento, as vítimas foram surpreendidas por atiradores, que invadiram o local e efetuaram vários disparos. Além deles, o mecânico foi baleado. O jovem foi hospitalizado, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Em Tabira, na mesma região do Estado, outro caso: um adolescente de 17 anos foi morto nas proximidades do mercado público da cidade depois de ser reconhecido pelo dono de uma moto que ele teria, supostamente, roubado em Água Branca, na Paraíba. A vítima foi esfaqueada no meio da rua. Além desse crime, também houve duas ocorrências em Jaboatão dos Guararapes e uma Abreu e Lima, no Grande Recife.

Falta de resultados
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros lamenta a marca histórica e critica que bons resultados não tenham aparecido mesmo com investimentos anunciados pelo Governo do Estado nos últimos meses.

“No decorrer do ano, foi dito que haveria R$ 300 milhões para a segurança pública, mas não sentimos isso na Polícia Civil. As delegacias continuam sem estrutura, com os servidores tendo que comprar água para beber e papel para imprimir os boletins de ocorrência. Muitas não funcionam à noite e nos fins de semana. Com tudo isso e com um efetivo menor do que há 30 anos, fica difícil algum resultado. Digo que mais de 90% dos crimes não são investigados. Já denunciamos tudo isso à SDS e ao Governo, mas falta diálogo”, reclama.

O professor do Departamento de Sociologia e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas de Segurança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) José Luiz Ratton participou da criação do Pacto pela Vida, em 2007.

Hoje crítico do programa por considerá-lo distante de seus propósitos originais, o especialista explica que o Governo “perdeu a capacidade de coordenação das polícias” e “o foco nos crimes contra a vida”, passando a dar atenção “às apreensões de drogas, o que realimenta a violência”. “Os programas de prevenção da violência nunca foram efetivamente implementados, nunca tiveram escala, nem cobertura ampla. O gasto com segurança pública concentra-se em pessoal (ativos e inativos) e há pouco investimento em formação policial continuada, tecnologia, prevenção da violência, reinserção de egressos do sistema prisional e inteligência policial”, avalia.

Possíveis saídas
Em maio deste ano, a Folha de Pernambuco publicou uma reportagem especial sobre os dez anos do Pacto pela Vida, programa que viveu períodos exitosos e inspirou outros estados do Brasil. Em 2013, por exemplo, foram contabilizados 3.103 homicídios, o menor número desde a criação do Pacto. No ano seguinte, entretanto, a curva voltou a subir e não parou mais. O número de CVLIs chegou a 3.434, em 2014 (+10,7%), 3.889, em 2015 (+13,3%), e 4.479, em 2016 (+15,1%). Em 2017, o pior mês da década: março, com 551 mortes.

O professor José Luiz Ratton afirma que o investimento do Estado em medidas repressivas, como a criação de novos batalhões, sem que haja foco em ações preventivas, tem se mostrado “absolutamente ineficiente” na redução da violência. “Prende-se muito, prende-se seletivamente, prende-se mal. O Bope [Batalhão de Operações Policiais Especiais, criado no primeiro semestre] não é solução para a redução dos crimes contra a vida e é sinônimo de um tipo de atuação policial incompatível com a garantia e realização dos direitos fundamentais. O investimento em formas de repressão direcionada para os crimes contra a vida somado à ampliação e fortalecimento dos programas de prevenção da violência é a estratégia mais adequada e mais sustentável para reduzir a violência”, diz.

Ratton acrescenta que, atingindo a marca de cinco mil homicídios, Pernambuco “voltará a ter uma taxa de mais de 50 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes” e que isso torna o Estado “um dos lugares mais violentos do planeta”.

A resposta do Governo
Em nota enviada à Folha, a SDS informou que só comentará o número de homicídios de novembro quando houver a consolidação dos dados, em 15 de dezembro, e destacou ações que tem realizado para diminuir o número de homicídios no Estado. Veja o texto na íntegra:

“A Secretaria de Defesa Social informa que as estatísticas de violência (a exemplo dos CVLIs) referentes ao mês de novembro serão publicadas e comentadas no dia 15 de dezembro, conforme estabelecido em portaria do órgão.

Sobre os CVLIs, a SDS vem trabalhando intensamente para reduzir as estatísticas de homicídios, um desafio imposto a todos os estados brasileiros, conforme demonstrou a última edição do Anuário Brasileiro de Segurança. Enquanto não houver uma política nacional de segurança, com maior controle das fronteiras, criação de vagas em presídios e participação da União no custeio do setor, a disputa pelo tráfico de drogas e o crime organizado continuarão fazendo vítimas. Estatísticas da SDS são claras: 60% das mortes são causadas pelas disputas em torno do tráfico de drogas e outras atividades criminais e 41% das vítimas têm passagem pelo sistema penal, como presidiário ou indiciado pela Polícia. É preciso ações que abranjam o território nacional, envolvendo as mais diversas instituições brasileiras, de modo a conter o impacto trazido, fundamentalmente, pela crise econômica e o desemprego.

O Estado de Pernambuco, por meio das suas forças de segurança, tem trabalhado intensamente para conter os CVLIs. Em 2017, 2 mil homicidas foram presos, 90 operações Força no Foco foram desencadeadas para prender assassinos e desarticular grupos de extermínio. Investigações de CVLIs foram descentralizadas para todas as delegacias distritais e novas divisões de homicídios foram implantadas. No policiamento ostensivo, 1.500 PMs entraram em atividade, outros 1.322 estão em formação. Foram criados o BOPE (Recife), o BIESP (Agreste), o 25º Batalhão de Jaboatão dos Guararapes e a Companhia de Tamandaré. Serão implantados, em 2018, o 2º Biesp (Petrolina), o 26º BPM de Itapissuma, nove delegacias de repressão ao narcotráfico e a Companhia de Lajedo. No trabalho investigativo, 1, 3 mil policiais civis vão compor, no primeiro trimestre de 2018, a estrutura das delegacias em 185 municípios (mais Fernando de Noronha). O orçamento da segurança em 2017 (R$ 3,7 bilhões) superou todos os anos superiores.

Ações de gestão, aplicação de recursos e ajustes operacionais nas polícias já deram resultados significativos na sensação de segurança e na redução dos mais diversos delitos. Caíram os crimes contra o patrimônio pelo terceiro mês consecutivo e, em regiões como a RMR e o Agreste, os CVLIs tiveram inflexão. Houve diminuição drástica nos assaltos a ônibus, roubos a ônibus e roubos e furtos de veículos. Recentemente, o secretário Antônio de Pádua instituiu a Força-Tarefa Vidas, para atacar o tráfico de drogas e evitar os conflitos que mais colaboram para as estatísticas de homicídios.

Assim como nos últimos 10 anos, o Pacto pela Vida, responsável por salvar mais de 12 mil vidas no período, continuará como o fórum central de discussão e decisão na política pública de segurança, agregando os mais diversos setores do Executivo, além de Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e municípios.”

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Aluguel residencial com aniversário em dezembro e reajuste pelo IGP-M recua 0,86%

O aluguel residencial em andamento, com aniversário em dezembro e correção pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), da FGV (Fundação Getúlio Vargas), poderá sofrer atualização de -0,86% no seu valor.

O IGP-M é eleito como um dos principais indicadores para reajustes contratuais por ser o primeiro divulgado dentro do mês de referência. Assim, a variação mensal de 0,52% em novembro fecha o comportamento dos preços no período compreendido entre os meses de dezembro de 2016 e novembro de 2017 (12 meses).

Para facilitar o cálculo do novo aluguel, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação) divulga fator de atualização que, no caso, será de 0,9914. Por exemplo: para atualizar um aluguel de R$ 1.500,00 que vigorou até outubro de 2017, realiza-se a multiplicação de R$ 1.500,00 por 0,9914. O valor resultante, de R$ 1.487,10, refere-se ao aluguel de novembro, a ser pago no final de dezembro ou início de janeiro de 2018.

Fatores de reajuste do contrato de aluguel:

• Aniversário em dezembro/17 e pagamento em janeiro/18: 0,9914
• Aniversário em novembro/17 e pagamento em dezembro/17: 0,9859
• Aniversário em outubro/17 e pagamento em novembro/17: 0,9855
• Aniversário em setembro/17 e pagamento em outubro/17: 0,9829
• Aniversário em agosto/17 e pagamento em setembro/17: 0,9834
• Aniversário em julho/17 e pagamento em agosto/17: 0,9922
• Aniversário em junho/17 e pagamento em julho/17: 1,0157
• Aniversário em maio/17 e pagamento em junho/17: 1,0337
• Aniversário em abril/17 e pagamento em maio/17: 1,0486
• Aniversário em março/17 e pagamento em abril/17: 1,0538
• Aniversário em fevereiro/17 e pagamento em março/17: 1,0665
• Aniversário em janeiro/17 e pagamento em fevereiro/17: 1,0717
• Aniversário em dezembro/16 e pagamento em janeiro/17: 1,0712

Padilha diz que o presidente Temer não tem pretensão eleitoral

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (29) que o presidente Michel Temer “não tem nenhuma pretensão” em disputar a eleição de 2018. Segundo Padilha, o objetivo de Temer é cumprir bem seu mandato e “colocar o Brasil nos trilhos”.

O ministro acrescentou que o Brasil “está começando andar nos trilhos” e jornalistas questionaram se, então, Temer não teria que ficar mais tempo no cargo, até que o país entrasse “totalmente” nos trilhos. “Por enquanto, posso dizer que, o que ele disse, foi que cumpriria por inteiro sua missão se conseguisse colocar o Brasil nos trilhos”, respondeu Padilha.

Brasília – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, conversa com jornalistas no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/Agência Brasil)
O ministro Eliseu Padilha falou após apresentação de balanço do programa Brasil Eficiente.Antonio Cruz/Agência Brasil
A declaração foi feita em entrevista a jornalistas após a apresentação de balanço do programa Brasil Eficiente. Sobre as eleições de 2018, o ministro disse que o PMDB deverá estar alinhado com quem defenda o legado do governo do presidente Michel Temer.

“Nossa intenção é mantermos a base de sustentação e termos uma candidatura que defenda o legado do presidente Michel Temer. Portanto, não se exclui ninguém”. E completou “O presidente tem conversado com os presidentes dos partidos que hoje formam a base de sustentação e a ideia é de nós termos, dentro desse conjunto da base, uma candidatura que possa representar esse legado”.

Radiohead confirma shows no Brasil em 2018

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Folhapress

Radiohead confirmou nesta quarta-feira (29) sua passagem pelo Brasil em abril 2018. A banda inglesa fará shows no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, no dia 20, e no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 22.

“Radiohead tocará em alguns festivais na América do Sul em abril de 2018”, anunciou a banda em suas redes sociais. As apresentações integram uma o festival Soundhearts que reunirá também o produtor Flying Lotus, o projeto Junun e a banda brasileira Aldo, The Band.

O festival passa também pela Argentina, Peru e Colômbia. Ainda não há detalhes sobre a venda de ingressos dos shows no Brasil.

Testemunhas detalham conduta imprudente de João Victor no dia do acidente

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Folhape

Antes de provocar o acidente que destroçou pelo menos duas famílias, além da própria, no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, no último domingo (26), João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, de 25 anos, quase provocou uma colisão no Viaduto da Torre, no Parnamirim. Pelo Facebook, uma mulher entrou em contato com o delegado Paulo Jean, responsável pelas investigações, e relatou que o Fusion que era conduzido pelo rapaz passou pelo local em alta velocidade e quase colidiu com o carro dela.

Outras testemunhas teriam relatado que ele passou cantando pneu pela Avenida Norte, na altura da Padaria do Rosarinho. Todas as informações sobre o trajeto feito pelo motorista na noite do trágico acidente estão sendo reunidas pelos investigadores. Funcionários do AutoBar, localizado em Casa Forte, estiveram na Delegacia de Delitos de Trânsito para depor.

Momentos antes da tragédia, João Victor havia deixado o bar, antes mesmo da primeira banda começar a tocar. Ainda não se sabe se o rapaz estava retornando ao bar, já que a Cônego Barata é uma via que dá acesso de volta ao estabelecimento. O depoimento de Zélia Santiago, vizinha de Victor que relatou em seu Facebook uma briga e agressão, foi remarcado para esta quinta-feira (30).

Outras intimações seguem sendo entregues por oficiais de Justiça e policiais estão nas ruas em busca de outras testemunhas que possam colaborar. Até o momento, quatro pessoas foram ouvidas. O casal que vinha em um carro logo atrás do conduzido por Miguel Arruda da Motta Silveira Filho prestou depoimento na última terça-feira (29). Eles relataram que o sinal estava aberto e João Victor vinha em alta velocidade, como se a pista fosse apenas para ele.

O delegado disse que não poderá passar informações sobre as investigações, já que o caso agora corre em sigilo, mas reforçou que é importante ouvir as pessoas que viram João Victor no dia do acidente e dias anteriores dar ao inquérito um embasamento mais preciso sobre o comportamento dele.

Gestores públicos devem privilegiar as compras dos pequenos fornecedores

Diante de 1.600 pessoas, entre empresários e gestores públicos, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, convocou gestores públicos e tribunais de contas para fazer valer a Lei Geral, que determina tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas nas compras governamentais. O discurso de sensibilização ocorreu na terça-feira (28), durante a abertura do VIII Fomenta Nacional, em Brasília.

“A burocracia é como o colesterol. Tem o bom, que é necessário, e o ruim, que paralisa e prejudica”, comparou Afif. “Estamos aqui hoje porque nós queremos que os exemplos de iniciativa se multipliquem. Aqui, nós abraçamos a bandeira da simplificação de processos para fomentar ainda mais e dar entusiasmo a todos os agentes públicos de que é possível romper as barreiras da má burocracia”, declarou o presidente do Sebrae.

Em 2016, as compras públicas nas esferas federal, estadual e municipal movimentaram R$ 88,6 bilhões, sendo que R$ 19,6 bi foram resultado do fornecimento de micro e pequenas empresas. Entre os produtos mais comprados estão livros, material de socorro, alimentos que compõem a cesta básica e material de construção. Os serviços mais prestados pelos pequenos negócios foram manutenção e reparo de equipamentos, serviços gerais de construção e agências de viagens. Os maiores compradores foram os ministérios da Defesa, da Educação e da Saúde.

Presente à abertura do Fomenta, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, ressaltou que 60% das compras efetuadas pelo governo local são de pequenos fornecedores. Rollemberg assinou duas declarações do Programa de Microcrédito do Banco do Brasil, para dois Microempreendedores Individuais (MEI) de São Sebastião. A cidade próxima a Brasília está sendo usada como piloto no projeto de cadastro de MEI para atender mais de 26 escolas, como marceneiros, pedreiros e pintores, que são contratados para prestar pequenos serviços. “Essa interação entre o poder público e os empresários de micro e pequeno porte em condições de promover medidas muito positivas para o desenvolvimento local”, destacou Rollemberg.

A abertura do VIII Fomenta Nacional contou com ainda com a participação do do secretário de Estado da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, José Ricardo Veiga; do secretário de Gestão, Gleisson Rubin; do secretário da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nacional do Ministério do Desenvolvimento Social, Caio Rocha; da diretora do Grupo de Aquisições UNOPS – ONU internacional, Patrícia Moser; do integrante da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, Marcos Benquerer; do presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae Distrito Federal, Luiz Afonso Bermúdez; e do diretor superintendente do Sebrae Distrito Federal, Rodrigo Sá. O evento continua nesta quarta-feira (29), com painéis, oficinas, palestras e encontro de oportunidades, para aproximar as micro e pequenas empresas dos compradores governamentais.

Exemplo colombiano

Após a abertura do evento, os participantes do Fomenta assistiram a palestra do ex-secretário de Cultura de Medellín Jorge Melguizo. Ele falou sobre transformações sociais e urbanas na cidade colombiana, em 27 anos, deixou de ser a cidade mais violenta do mundo e passou a ser referência em inovação. “Para termos uma cidade mais segura, é preciso investir em desenvolvimento social, ou seja, promover qualidade de vida e equidade. Investimentos em polícia e equipamentos de segurança, assim como os movimentos de pacificação em áreas tomadas pela criminalidade, já se mostraram inócuos”, ponderou Melguizo.

Nas últimas duas décadas, governo e sociedade civil se uniram para implementar estas melhorias e também decidiram destinar a maior parte de seus recurso para projetos sociais. O seu orçamento é US$ 2 bilhões, e deste montante, 80% é usado para promover transformações sociais e urbanas. Desde 2007, Medellín é considerada a cidade colombiana com melhor qualidade de vida. Em 2013, foi eleita a metrópole mais inovadora do mundo, por concurso organizado pelo The Wall Street Journal, o Citigroup e o Urban Land Institute.

Parecer de Armando aumentando o FPM é aprovado na CCJ

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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta manhã desta quarta-feira (29), por unanimidade, o parecer do senador Armando Monteiro (PTB-PE) à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que eleva em um ponto percentual os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A PEC, que pode ir à primeira votação do plenário do Senado ainda hoje, irá atenuar a grave crise financeira por que passam as prefeituras, com demissões de pessoal e paralisação de vários serviços públicos.

Por emenda de Armando, o aumento será concedido em quatro anos, de modo a não comprometer a redução do déficit público: 0,25% em 2018 e 2019 e 0,5% em 2020, completando um ponto percentual a partir de 2021. A estimativa de Armando é de que as prefeituras receberão a mais R$ 1,1 bilhão no próximo ano, R$ 1,2 bilhão em 2019 e R$ 2,6 bilhões e R$ 5,6 bilhões em 2020 e 2021, respectivamente. “O ajuste fiscal vigente e os benefícios futuros dele decorrentes não serão afetados”, assinala seu parecer.

Em uma “feliz coincidência”, comentou o senador pernambucano após a votação da CCJ, que foi ele o relator da Emenda Constitucional que, em 2014, aumentou também em um ponto percentual, em dois anos, os repasses do FPM. “Reafirmo, assim, meu compromisso inabalável com a agenda municipalista”, completou. Com a PEC, a receita do FPM, atualmente de 24,5%, corresponderá, em 2021, a 25,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados).

Em boa hora – “O relatório do senador Armando Monteiro veio em boa hora”, disse o senador Cidinho Santos (PR-MT) na sessão da CCJ, enquanto a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) ressaltou que o aumento do FPM é “justo e necessário”. Para o senador José Pimentel (PT-CE), o parecer de Armando “foi muito bem fundamentado”.

Entre os fundamentos do seu parecer estão os efeitos perversos da crise econômica nas finanças dos municípios. Segundo Armando Monteiro, paralelamente a uma redução real (acima da inflação) de 2,1% da receita do FPM entre 2014 e 2016, devido à queda na receita tributária da União provocada pela desaceleração da economia, as despesas com pessoal dos municípios subiram 19,6% em igual período.

Armando assinalou que tais gastos se elevaram como reflexo do aumento dos pisos salariais profissionais, principalmente dos professores, e da crescente municipalização de políticas públicas ocorridas a partir de 1988, com a vigência da Constituição, sem a correspondente transferência voluntária de recursos do governo federal.

Acic promove Semana Imobiliária em Caruaru

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O mercado imobiliário é um dos setores que mais geram emprego e economia para o país na atualidade. Apesar da crise econômica, a perspectiva é de que o mercado se reestabeleça por completo até o ano de 2018. A recuperação do setor teve início no segundo semestre deste ano, quando gradualmente o consumidor retomou sua autoestima e voltou a investir no mercado.

Por isso, a Acic realiza a Semana Imobiliária do dia 29 de novembro ao dia 2 de dezembro no Shopping Difusora. O evento, que conta com 15 empresas, sendo elas consultoras e imobiliárias, tem o objetivo de reintegrar o consumidor a esse mercado. Na ocasião, o público pode encontrar as melhores opções e adquirir um imóvel com segurança e garantia de satisfação. Além disso, é uma oportunidade para que o cliente encontre serviços de consultoria, já que muitas pessoas vão em busca da compra do seu primeiro imóvel.

De acordo com o coordenador da Câmara Setorial dos Corretores de Imóveis, Matheus Graciano, o setor imobiliário tem apresentado muitas ofertas devido à estabilização econômica alcançada no segundo semestre deste ano. A feira é uma oportunidade para que o consumidor aproveite essas ofertas também.

“As empresas imobiliárias têm notado que as pessoas estão mais confiantes para adquirir imóveis e têm buscado as melhores alternativas para isso. Esperamos atender cerca de quatro mil pessoas nos dias do evento para oferecer as melhores oportunidades”, afirmou ele.

A Semana Imobiliária acontece no terceiro piso do shopping. A entrada é gratuita e o evento acontece das 10h às 22h de quarta a sábado e das 11h às 21h no domingo. A iniciativa conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, da Brascon Incorporações, Residencial Ipojuca e da Terras Alpha Caruaru.