Segunda fase do eSocial começa na próxima quarta-feira

Empresas com faturamento inferior a R$ 78 milhões em 2016, não optantes pelo Simples, devem estar atentas ao início da segunda fase do eSocial. A partir desta quarta-feira (10), os empreendimentos que integram esse grupo devem informar os dados dos trabalhadores, bem como os seus vínculos empregatícios ao sistema. Essas informações são chamadas de eventos não periódicos e devem ser enviadas até 9 de janeiro de 2019.

De acordo com o auditor fiscal do trabalho João Paulo Machado, integrante do projeto eSocial no Ministério do Trabalho (MTb), as organizações precisam observar o cronograma, uma vez que o não envio dentro dos prazos pode gerar atraso nos recolhimentos e penalidades para as empresas. “A observância dos prazos é fundamental para que, ao final de cada fase, a empresa já esteja preparada para a próxima etapa”, afirmou. A resolução com as novas datas foi publicada nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial da União.

Além de especificar o início da segunda fase para o segundo grupo, o documento traz importantes mudanças no cronograma do sistema. A partir de 10 de janeiro de 2019, as empresas integrantes do Simples Nacional, inclusive MEI, as instituições sem fins lucrativos e as pessoas físicas, que compõem o terceiro grupo, devem enviar informações ao sistema. Já o último grupo, formado pelos órgãos públicos e organizações internacionais, prestará suas informações ao e-Social a partir de janeiro de 2020.

“Após uma avaliação do comitê, a partir da experiência com a implantação do eSocial para o primeiro grupo, ficou clara a necessidade de um prazo maior para a implantação do projeto nas demais empresas”, explicou João Paulo. A terceira fase para o segundo grupo terá início em janeiro de 2019.

Entenda o eSocial

Por meio do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), os empregadores comunicam ao governo federal, de forma unificada, as informações relativas aos trabalhadores. Cada grupo tem quatro fases para a transmissão eletrônica de dados.

Na primeira, devem ser comunicados os eventos de tabela, que são os cadastros do empregador mais o envio de tabelas. A segunda etapa abrange os eventos não periódicos – dados dos trabalhadores e seus vínculos com a empresa. A terceira fase compreende os eventos periódicos, que são as informações sobre a folha de pagamento. E, por fim, na última fase são exigidas informações relativas à Segurança e Saúde.

O objetivo é simplificar a prestação das informações referentes às obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas, de forma a reduzir a burocracia para as empresas. O envio de dados ao eSocial substitui o preenchimento e a entrega de formulários e declarações separados a cada ente.

A obrigatoriedade de utilização desse sistema para os empregadores é regulamentada por Resoluções do Comitê Diretivo do eSocial, conforme o Decreto 8.373/2014. Compete ao Comitê definir o cronograma de implantação e transmissão das informações por esse canal.

Falta de água pode ser combatida com medidas simples

O reúso da água é hoje um dos grandes desafios para diversos países. Alemanha, Japão e Estados Unidos, entre outros, enfrentam também o mesmo problema. De acordo com o Ministério das Cidades, o Brasil desperdiça 38,8% de toda a água tratada. Em algumas cidades do Norte e do Nordeste, esse índice ultrapassa os 50%.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, lavar a calçada com água potável desde julho de 2018 pode render uma multa de R$ 250. A prefeitura da capital publicou um decreto no Diário Oficial que determina que “a limpeza de calçada deverá ser feita por varrição, aspiração ou outros recursos que prescindam de lavagem, exceto quando essa seja realizada com água de reúso, de poço ou de aproveitamento de água de chuva, desde que comprovada a origem da água utilizada”, diz o texto.

Para auxiliar na conscientização da população e ao mesmo tempo preservar os recursos naturais, a Kärcher desenvolveu uma campanha de conscientização sobre o reúso da água. Além de dicas simples que podem ser aplicadas tanto em casas quanto em comércios, os produtos Kärcher também contribuem para a economia de água no processo de limpeza através da lavagem.

Um dos destaques são as lavadoras de alta pressão, ideais para a limpeza de áreas externas. O equipamento economiza até 80% de água, se comparada ao uso de uma mangueira comum de jardim. Tendo vendido mais de 100.000 milhões de lavadoras no mundo, a economia gerada ficou na ordem de 6 trilhões de litros de água estimados, o que daria para abastecer 158 milhões de pessoas por 1 ano. Para se ter ideia, uma mangueira convencional possui uma vazão de 1.500 litros/hora, já lavadoras de alta pressão possuem uma vazão de 300 litros/hora. Considerando que os equipamentos vendidos foram usados por 1 hora por semana, 1 vez na semana durante 1 ano, foi possível mensurar esta economia. “Estimamos que o gasto anual com uma mangueira foi de 78 mil litros, já o gasto anual de uma lavadora foi de 15,6 mil litros”, comenta Rafael Ferrari, gerente de marketing e produtos.

Todas as lavadoras funcionam com água de reúso, desde que utilizado com um filtro de água, para evitar que as partículas de sujeira cheguem até a bomba. Para armazenar a água, é possível utilizar desde baldes plásticos como reservatório até cisternas embutidas de maior porte. Essa água pode ser usada na limpeza diária do quintal, garagens, bicicletas, motos e outras superfícies em geral. “A tendência é sempre buscarmos soluções que reflitam positivamente no futuro do meio ambiente e possam formar consumidores cada vez mais conscientes. A Kärcher é uma empresa que, há mais de 80 anos, acompanha os hábitos de limpeza nos mais diferentes países, sempre pensando na preservação dos recursos naturais”, ressalta Caroline Watanabe, gerente de produtos.

Algumas mudanças de hábito podem contribuir para um consumo mais consciente de água na limpeza. Confira abaixo dicas da equipe Kärcher!

1 – Para não desperdiçar água da torneira, utilize água da chuva ou de reúso. Há lavadoras de alta pressão que possuem essa funcionalidade, possibilitando o aproveitamento de água coletada para a limpeza diária do quintal, garagens, bicicletas, motos e outras superfícies em geral.

2- Ao invés de utilizar mangueira para limpar grandes superfícies com folhas e poeiras, opte por varredeiras mecanizadas, que ajudam a economizar tempo e promovem maior comodidade na limpeza de áreas externas.

3 – Caso necessite limpar áreas externas da casa, como garagens, quintais e piscinas, utilize lavadoras de alta pressão. Segundo a Abralimp (Associação Brasileira de Limpeza Profissional), o equipamento utiliza em média 300 litros de água/hora, consumindo pouca energia. No mesmo espaço de tempo, a mangueira consome 1.500 litros.

4 – Para limpeza de vidros e janelas, utilize apenas borrifadores os limpadores de janela otimizados para essa função.

5 – Na higienização de superfícies têxteis, como carpetes, tapetes e colchões, opte por extratoras, que permitem uma limpeza em profundidade, ideal para pessoas com alergias e sem consumir muita água.

6 – Limpadoras a vapor são ideais para a higienização de utensílios e objetos que necessitam de uma limpeza mais profunda, eliminando 99,99% bactérias domésticas. Com apenas 1,3 litros de água, é possível produzir 25 minutos de vapor, permitindo também a limpeza de gorduras e sujeiras na cozinha, banheiros, pisos e vidros.

Em sua linha residencial a Kärcher possui diversos equipamentos que visam otimizar as tarefas voltadas à limpeza da casa. Confira:

Lavadora de alta pressão: prática, compacta, com baixo consumo de água e energia elétrica, ideal para limpeza de garagens, pequenos quintais, carros, bicicletas, motos, itens de jardim, entre outros. Possui tubeira com regulagem de pressão e pode vir acompanhada por acessório que evita respingos em sua área de atuação, permitindo também a limpeza de áreas internas.

Varredeira: Varre cinco vezes mais rápido se comparada a uma vassoura tradicional. É resistente à corrosão, fácil de manobrar e com poderosas escovas rotativas laterais. As cerdas extralongas garantem uma limpeza completa até em cantos difíceis, com alça de altura ajustável. O recipiente de resíduos pode ser removido facilmente e com segurança e possibilita ser esvaziado sem entrar em contato com a sujeira.

Extratora: esse equipamento aplica uma solução do detergente nos tecidos e carpetes, aspirando-a novamente, removendo toda a sujeira. Manchas de gordura e odores também são eliminados com eficácia. Ideal para lares com pessoas alérgicas ou animais de estimação, podendo ser ainda utilizada na limpeza de pisos frios e como aspiradora de pó e líquidos.

Limpador de vidros: ideal para janelas, espelhos, superfícies lisas e de vidro, com inovador sistema de sucção de água. Proporciona uma limpeza rápida, higiênica e sem deixar marcas no vidro. Vem acompanhado de um borrifador e um pano de microfibra especial para uma limpeza ainda mais eficiente.

Limpadora a vapor: ideal para limpezas rápidas e práticas sem uso de produtos químicos. Possui diversas aplicações, como em coifas, fornos, louças, vidros, azulejos, carros, bicicletas e diversos tipos de pisos. Pode ainda ser usada para higienização de brinquedos, chupetas e demais utensílios do bebê. É ideal também para desamassar cortinas e roupas. Elimina 99,99% das bactérias domésticas, além de sujeiras teimosas e gorduras sem danificar as superfícies. Sua pistola pode ainda ser acoplada a diversos acessórios, como bico turbo com escovas removíveis e panos de microfibra.

Recife recebe primeira edição do Workshop de Música de Câmara

Capacitar músicos e aprofundar o conhecimento sobre a música de câmara produzida no Brasil, transformando a capital pernambucana em um grande palco. Esse é o objetivo do 1º Workshop de Música de Câmara do Recife, que acontece a partir desta segunda-feira até a quinta-feira (8 a 11/11).

Dividida entre o Conservatório Pernambucano de Música, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Concatedral de São Pedro dos Clérigos, no Pátio de São Pedro, a programação contará com palestras, masterclasses e recitais, todos gratuitos. A abertura, no dia 8, às 19h, levará ao Auditório Cussy de Almeida, do Conservatório, palestra e recital do Trio da Muléstia e do Trio Brasilianas.

O workshop foi idealizado pelos professores Rinaldo Fonseca e Arthur Ortenblad, do Departamento de Música da UFPE, e é realizado em parceria com o Laboratório de Educação Musical Especial e Inclusiva (Lemei) e o Núcleo de Acessibilidade (Nace) da universidade. Fazendo jus ao conceito de acessibilidade e inclusão, os programas terão versão em Braille e as apresentações e palestras contarão com intérpretes e tradutores de Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

As aulas serão ministradas por instrumentistas que se dedicam ao estudo da música de câmara brasileira de concerto e participarão das orientações, divididas em dois níveis: o técnico-instrumental, que acontece nas aulas, quando o aluno toca o mesmo instrumento que o professor, e o nível interpretativo e artístico, durante as masterclasses, quando o aluno aprende mesmo sem tocar instrumento igual ao do professor.

Além de divulgar a música instrumental brasileira composta para diferentes formações instrumentais, o projeto pretende contribuir para a formação de novas plateias, por meio dos recitais gratuitos. Além da abertura, no Conservatório, a Concatedral de São Pedro dos Clérigos, no Pátio de São Pedro, receberá recitais do Quinteto Sopro Brasil, Grupo Instrumental Brasil, Maria Di Cavalcanti e do Quinteto Uirapuru.

“Sentia a necessidade de trazer um evento específico sobre a música de câmara para o Recife, com foco no que é feito no Brasil. Para isso, teremos a honra de receber grupos como o Trio Brasilianas, o Quinteto Uirapuru, o Trio da Muléstia, o Quinteto Sopro Brasil e o Grupo Instrumental Brasil, que estão entre os mais respeitados do País’’, comenta o professor Rinaldo Fonseca.

“O coração bate forte, estamos otimistas e esperando por algo bem enérgico e radiante, que chame as pessoas a apreciarem esse tipo de trabalho. Quando converso com os alunos em relação a carreira e espaço, deixo claro que precisamos procurar alternativas e eventos assim, que auxiliam a expandir o olhar para outros caminhos profissionais’’, encerra Fonseca.

A inscrição para participar das aulas é gratuita e pode ser feita através do site da UFPE.

PROGRAMAÇÃO

DIA 8/10 (SEGUNDA-FEIRA)

9h às 12h – Masterclass do Trio Brasilianas (CPM – salas 2 e 3)

14h às 16h – Palestra de Ravi Shankar (CPM – Auditório Cussy de Almeida)

19h – Palestra e recital do Trio da Muléstia e o Trio Brasilianas (CPM – Auditório Cussy de Almeida)

DIA 9/10 (TERÇA-FEIRA)

9h às 12h – Masterclass do Trio da Muléstia (CPM salas 2 e 3)

14h às 16h – Masterclass de Rucker Bezerra e Paulo França

19h – Palestra Pré-Recital (Igreja de São Pedro dos Clérigos)

19h30 – Recital do Quinteto Sopro Brasil, Grupo Instrumental Brasil e Maria Di Cavalcanti

DIA 10/10 (QUARTA-FEIRA)

9h às 12h – Masterclass Rinaldo Fonseca e Artur Ortenblad (CPM – salas 2 e 3)

14h às 16h – Masterclass Quinteto Uirapuru (UFPE)

19h – Palestra pré-recital (Igreja de São Pedro dos Clérigos)

19h30 – Recital Quinteto Uirapuru

Dia 11/10 (quinta-feira)

9h às 12h – Palestra Música brasileira para instrumentos de Madeiras (CPM – salas 2 e 3)

Palestrante: Artur Ortenblad

14h às 16h – Mesa-redonda: Composições Para Grupos de Música de Câmara

Convidados: Dierson Torres, José Urcisino da Silva e Paulo Lima (UFPE)

Mediador: Artur Ortenblad

16h30 – Recital dos grupos dos alunos do Workshop (UFPE)

18h – Premiação dos grupos e encerramento do Workshop (UFPE)

SERVIÇO:

1º Workshop de Música de Câmara do Recife – De 8 a 11 de outubro, no Conservatório Pernambucano de Música, Universidade Federal de Pernambuco e Concatedral de São Pedro dos Clérigos. Gratuito. Informações: www.ufpe.br.

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Perfil do novo profissional de vendas é discutido no Aspa Motiva

Encerrando o ciclo de capacitações da Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (Aspa) para este ano, a entidade realiza o Aspa Motiva, neste sábado (6), no auditório Tabocas, no Centro de Convenções de Pernambuco. “Vendo, logo existo!” é o tema da palestra a ser ministrada pelo consultor de empresas e diretor de negócios do Instituto Empresariar, Benedito Morais. O evento é voltado para os profissionais do mercado atacadista distribuidor do Estado.

Com duração de uma hora, a palestra é um convite para a reflexão sobre as profissões que trabalham diretamente com vendas. “Este encontro busca despertar alguns pontos relevantes e também conhecimentos sobre a área de vendas com um impacto imediato. A ideia é inspirar, gerando uma carga de entusiasmo, que será aproveitada na rotina das empresas. Busco também atentar para a importância da formação para trabalhar competências”, destaca Benedito.

A evolução de vendas nos últimos anos, o perfil do profissional de vendas e os atuais desafios do mercado serão alguns dos tópicos abordados pelo especialista em marketing, que promete utilizar cases de sucesso para ilustrar os assuntos discutidos. O público-alvo da capacitação são os profissionais das empresas associadas à Aspa.

O Aspa Motiva acontece todos os anos e é um dos principais eventos da entidade, que tem como destaque uma palestra de capacitação e motivação, contribuindo para tornar os profissionais aptos a oferecer uma melhor prestação de serviços aos clientes, especialmente ao pequeno e médio varejo. Os palestrantes apresentam novas técnicas e visões atualizadas do mercado, criando uma nova postura no atendimento e melhorando negociações de vendas.

SOBRE BENEDITO MORAIS

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de Fortaleza, Benedito Morais é pós-Graduado em Marketing pela FGV e em Gestão de Projetos pela Unichristus, além de mestrando em Administração pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. No campo profissional, é professor de pós-graduação, palestrante, consultor de empresas e diretor de negócios do Instituto Empresariar.

SERVIÇO

ASPA MOTIVA – Sábado (6/10), das 8h às 12h, no Auditório Tabocas, no Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho). Mais informações pelo e-mail aspa@aspa.com.br ou pelo telefone 3465-3400.

Pagode romântico promete agitar cena musical de Caruaru

Está marcado para o dia 23 de novembro, na Arena Caruaru, o show de lançamento do DVD de um dos principais nomes da nova geração do samba e pagode nacional, o cantor e compositor Ferrugem. O artista traz a Caruaru a turnê de lançamento de seu primeiro DVD: “Prazer, eu sou Ferrugem”.

O show reúne músicas de seus dois primeiros álbuns, “Climatizar” e “Seja O Que Deus Quiser”, além de diversas canções inéditas. Entre os destaques, está a faixa “Pirata e Tesouro”, que foi o samba mais ouvido durante o Carnaval 2018, segundo a Billboard Brasil. Sucessos como “Eu Juro”, “Ensaboado” e “Minha Namorada” também fazem parte do repertório, mostrando as diversas faces de Ferrugem, passando pelo pagode romântico até chegar na animação do samba-rock.

Na mesma noite, também se apresenta o cantor Péricles, ex-vocalista do grupo Exaltasamba, conhecido como o maestro do samba, que vem com seu show dirigido por Lázaro Ramos, a primeira investida do ator global no segmento. O cantor vai apresentar sucessos da época do Exalta e canções que fazem parte do projeto ‘Deserto da Ilusão’, lançado no ano passado. Completando o time do pagode, a banda recifense Beleza Pura e os caruaruenses do Grupo Nuwe.

Os ingressos já estão à venda, na Arena Caruaru e na banca Terceiro Mundo. Os valores variam de R$ 35,00 a R$ 500,00, dependendo do setor. Os camarotes especiais, open bar para 10 pessoas, custa R$ 3.000,00.

A Arena Caruaru tem capacidade para receber um público de 10 mil pessoas, dispõe de 12 camarotes climatizados e mobiliados, baterias de banheiro também com ar-condicionado, arena, front stage, mesas premium e área exclusiva de open bar, bem como um novo estacionamento com capacidade para 2.500 veículos. O open bar vai contar com água, refrigerante, whisky, vodka, caipirinha, Pitú Cola e catuaba.

Outras informações e reservas através do telefone: (81) 3721-7744

Modernizações são saída para empresas com pouco dinheiro

Para empresas de pequeno, médio ou grande porte, dos mais variados segmentos, com planos de ingressar na Indústria 4.0, mas sem recursos financeiros para investimentos pesados, a Schneider Electric aponta a solução: modernizações. A líder global na transformação digital em gestão da energia elétrica e automação oferece uma série de sensores e componentes capazes de tornar inteligentes equipamentos antigos, trazendo-os para o mundo da IoT. Esse trabalho fica a cargo de Field Services, área que vem aumentando faturamento e ganhando espaço dentro da companhia.

“O cliente pode contar com um painel da década de 1990 que, apesar da idade, opera de forma correta e, portanto, não precisa ser trocado, necessariamente. A boa notícia é que nós temos tecnologia para tornar esse equipamento inteligente”, afirma Pedro Vazquez, VP de Field Services da Schneider Electric para o Brasil. “E caso haja produtos de outras marcas, estamos dispostos a fazer estudos para resolver a questão”, completa.

Mais serviços

Como um passo anterior, a área de Field Services oferece o assessment MPS, sigla para Modernização, Performance e Segurança. Trata-se de um estudo amplo e profundo em toda a unidade fabril que visa suportar o cliente com recomendações para modernização de equipamentos, aumento da confiabilidade das instalações elétricas e garantia da segurança do operador. “O processo é conduzido por engenheiros da Schneider altamente treinados. No fim, apresentamos um relatório detalhado, com várias observações e sugestões”, diz Vazquez.

Além das modernizações e do MPS, a Field Services está pronta para atender a demandas relacionadas a: peças de reposição; instalação e comissionamento (procedimentos para verificar, inspecionar e testar todos os equipamentos antes da energização); e operação assistida (quando um profissional é designado para acompanhar a energização de um equipamento e verificar seu comportamento durante um período de tempo). A área também oferece uma variedade de contratos de manutenção, customizados às necessidades de cada cliente. Hoje, há cerca de 420 contratos de manutenção ativos, com técnicos distribuídos em localidades estratégicas do país.

“Seja para ações preventivas, preditivas ou corretivas, esses contratos são, sem dúvida, a melhor opção para empresas que querem equipamentos em níveis ótimos de confiabilidade/disponibilidade, operadores protegidos, produtividade assegurada e ainda planejamento financeiro otimizado. Em alguns casos, o atendimento acontece em até três horas – o que é ideal para clientes de missão crítica, como hospitais e bancos”, declara o VP da Schneider Electric. Para manutenções preventivas, por exemplo, é possível instalar, em um painel elétrico, um sensor de temperatura, sem bateria (ele se alimenta da energia que passa no barramento). De forma remota e em tempo real, o técnico verifica se o aquecimento está adequado, podendo tomar medidas, caso necessário.

“Everything as a service”

Com mais de 20 anos de existência, a Field Services da Schneider Electric Brasil foi totalmente reestruturada em 2015, quando se tornou uma unidade de negócios. Atualmente, a área oferece serviços relacionados a quatro divisões da companhia: ITD (nobreaks e aparelhos de ar-condicionado de precisão), Energy (equipamentos de média tensão), Industry (inversores de frequência) e, por fim, Building (equipamentos de baixa tensão).

Seus técnicos são formados e certificados pelo centro de treinamento localizado em Cajamar, interior do estado de São Paulo, e, em alguns casos, eles viajam para a fábrica de origem do equipamento. “Para os painéis isolados a gás, por exemplo, nossos técnicos passam 20 dias em treinamento na Alemanha. Quando retornam, realizam os primeiros serviços acompanhados de um profissional mais experiente; só depois, ficam aptos a trabalharem sozinhos. Somos extremamente rigorosos no que diz respeito à qualidade do atendimento que prestamos”, reforça Pedro Vazquez. E finaliza: “Nós contribuímos para o movimento ‘everything as a service’; trabalhamos com afinco para que os clientes possam contar com nossa disponibilidade e, assim, desfrutar de boas experiências.”

Sobre o EcoStruxure™

O EcoStruxure™ é nossa arquitetura de sistema aberta, interoperável e habilitada para IoT. O EcoStruxure™ entrega valor agregado em relação à segurança, confiabilidade, eficiência, sustentabilidade e conectividade para nossos clientes. O EcoStruxure™ aproveita os avanços em IoT, mobilidade, detecção, nuvem, análise e segurança cibernética para oferecer inovação em todos os níveis. Isso inclui produtos conectados, Edge Control, aplicativos, análises e serviços. O EcoStruxure™ foi implementado em mais de 480 mil sites, com o apoio de mais de 20 mil integradores de sistemas e desenvolvedores, conectando mais de 1,6 milhão de ativos sob gerenciamento por mais de 40 serviços digitais.

Sobre a Schneider Electric

A Schneider Electric lidera a Transformação Digital em Gestão de Energia Elétrica e Automação em Residências, Edifícios, Data Centers, Infraestrutura e Indústrias. Com presença global em mais de 100 países, a Schneider é líder absoluta em Gestão de Energia em Média e Baixa tensão, Energia Segura e em Sistemas de Automação. Fornecemos soluções integradas para eficiência, que combinam energia, automação e software. Em nosso Ecossistema global, colaboramos com a maior comunidade de Parceiros, Integradores e Desenvolvedores em nossa Plataforma Aberta, para entregar controle e eficiência operacional em tempo real. Acreditamos que Pessoas Talentosas fazem da Schneider Electric uma grande Empresa, e que nosso comprometimento com a Inovação, Diversidade e Sustentabilidade garante que “Life is On” seja realidade em todos os lugares, para todas as pessoas, em todos os momentos.

Desistência de buscar empregos é maior entre as mulheres

Em pleno cenário de crise, o Brasil atingiu número recorde de desalentados, conforme dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, o Brasil já conta com 4,8 milhões de pessoas que abandonaram a busca por emprego por acreditarem que não vão encontrar vagas disponíveis, referentes ao segundo trimestre de 2018, os dados mostram também que a recessão atinge as mulheres com maior intensidade. Dentre os desalentados, 54% são do sexo feminino.

Apesar das mudanças culturais, o cenário do mercado de trabalho para as mulheres persiste. Elas continuam tendo menos oportunidades do que os homens. A situação, muitas vezes, força a tomada de novas atitudes. “É muito comum que, diante dessas situações, elas acabem optando por retornar ao lar para cuidar da casa e dos filhos”, explica Ana Paula Escorsin, psicoterapeuta e docente do curso de Gestão de Pessoas do Centro Universitário Internacional Uninter.

Além da opção financeira por corte de gastos, a professora explica que o fator cultural ainda representa um forte impedimento para a entrada da mulher no mercado de trabalho. Alguns empregadores desconsideram contratar uma mulher por considerá-la menos capaz ou disponível do que um homem, principalmente quando tem filhos. “A empresa tende a pensar logo em faltas e baixa produtividade, mas não em ampliar sua carteira de benefícios com creche, flexibilidade de horário, entre outros benefícios para o funcionário”, pontua a professora.

Outra forma de desmerecimento do trabalho das mulheres é demonstrada pelos salários. Também segundo dados do IBGE, entre 2012 e 2016 as mulheres ganhavam 75% do salário dos homens pela mesma função exercida (Estatísticas de Gênero – Indicadores sociais das mulheres no Brasil).

Para mudar esse cenário, a professora sugere uma mudança na cultura empresarial brasileira. “É necessário melhorar a capacitação dos dirigentes para que compreendam que seus estabelecimentos são constituídos por pessoas e não apenas por máquinas”, defende.

Mulheres chefiam os lares

Mesmo com mais empecilhos na busca por emprego, o contingente de lares em que as mulheres tomam as principais decisões mais do que dobrou em 14 anos. Passou de 14,1 milhões, em 2001, para 28,9 milhões, em 2015, o que representa alta de 105%, segundo estudo coordenado pela Escola Nacional de Seguros. Por isso, é importante a mudança no cenário empregatício.

“Para as mulheres que estão desempregadas, recomendo que persistam na procura de espaços de trabalho que valorizem seus currículos e enxerguem seu potencial a partir de suas experiências e competências”, incentiva Ana Paula. “Mesmo em menor escala, espaços de trabalho existem”.

Academia Internacional de Cinema (AIC) prepara estudantes

A escolha de uma profissão e a relação com oportunidades no mercado de trabalho é algo que sempre suscita muita preocupação e discussão por parte de pais e filhos. Mas há espaço, e muito, além dos tradicionais cursos, que sempre atraem a atenção de estudantes e familiares. O mercado audiovisual é um deles. Além de cinema e televisão, o surgimento das plataformas de streaming como Netflix e a estratégia de produção de conteúdo nacional adotada por parte de algumas plataformas tem ampliado o mercado para profissionais que trabalham na área. Aliado ao aquecimento do mercado, existe também uma demanda por profissionais qualificados. Um desses profissionais é o diretor, também chamado de realizador.

O trabalho do diretor consiste em supervisionar e dirigir a execução das filmagens, utilizando recursos humanos, técnicos, dramáticos e artísticos necessários para a realização do produto audiovisual – seja para televisão, cinema ou internet. Os aspectos técnicos inerentes à formação de um diretor exigem conhecimentos práticos e um contato mais direto com o dia-a-dia de um set de filmagem. Igualmente importante é a interação entre escola e mercado. Cursos de caráter técnico, como o Filmworks – o Curso de Formação Profissional em Direção Cinematográfica da AIC, passam a ser uma opção para quem quer obter uma formação específica em direção audiovisual, com ênfase na prática, num período relativamente mais curto do que uma faculdade. O modelo funciona tanto para quem já cursou uma faculdade e quer fazer uma imersão na área, aprofundar os conhecimentos práticos e buscar uma porta de entrada para o mercado, como para quem sai do segundo grau à procura de uma profissão.

Um diferencial deste curso é a realização de festival exclusivo para estudantes apresentarem suas produções e ainda participarem de premiações em categorias diversas – o Filmworks Film Festival (FWFF). Todos os anos os alunos podem inscrever os seus filmes no evento nas áreas de roteiro, direção, arte, fotografia, atuação, som, edição, bem como prêmios para Melhor Filme, Júri Popular, New Vision (primeiro semestre do Filmworks), Curta Livre (produzidos por alunos de cursos livres) e Melhor Documentário. O Júri oficial é composto por profissionais do mercado, convidados especialmente pela AIC. Durante todo o curso, o aluno também tem contato com o mercado através de seus professores, que são profissionais atuantes na área, e participando de eventos como a Semana de Orientação (palestras sobre criação audiovisual com cineastas convidados) e a Semana de Cinema e Mercado (palestras com produtores, distribuidores e outros profissionais de mercado), além de aulas especiais que acontecem ao longo do ano.

Outro diferencial está no planejamento da carreira dos estudantes. No último módulo, o aluno participa de sessões de orientação como um profissional da área para entender melhor como dar os primeiros passos no mercado de trabalho: o que esperar do mercado, como abordar as produtoras e os players, quais os rumos e as dificuldades. Com um portfólio em mãos, e com a experiência obtida no Filmworks Film Festival, os estudantes podem começar a explorar caminhos para suas carreiras.

O curso é dividido em 4 módulos organizados de maneira progressiva no que diz respeito aos desafios e ao aprendizado. A preocupação do curso é ainda articular teoria com diferentes desafios práticos, contribuindo para o desenvolvimento de repertório técnico e artístico necessários para a elaboração, a produção e a realização de filmes, conectando os alunos com questões fundamentais da cinematografia atual. Todo semestre, os estudante produzem um projeto audiovisual, além de exercícios de escrita de roteiro, filmagem e pós-produção, passando por todas as etapas da realização.

Após ataques, campanha por placas de Marielle já arrecada R$ 28 mil

Menos de um dia depois que circularam nas redes sociais imagens de dois candidatos do PSL-RJ exibindo uma placa destruída que homenageava a vereadora Marielle Franco, uma campanha feita por simpatizantes e apoiadores das causas defendidas por ela já arrecadou ontem (4) 14 vezes o valor definido como meta para fazer novas placas.

O valor estipulado foi de R$ 2 mil para a confecção de 100 placas. Em apenas 24 minutos, a quantia foi obtida. Por volta das 15h desta quinta-feira, as doações já somavam R$ 28 mil com a adesão de mais de mil
pessoas. A organização da campanha fará mil placas e destinará o dinheiro restante para outras ações de homenagem à vereadora ainda não divulgadas.

A homenagem havia sido colada sobre uma das placas que identifica a Praça Floriano, no centro do Rio de Janeiro, mais conhecida como Cinelândia. A placa, que não foi instalada pela prefeitura, mudava informalmente o nome do logradouro para Rua Marielle Franco e informava: “Vereadora, defensora dos direitos humanos e das minorias, covardemente assassinada no dia 14 de março de 2018”.

Campanha da placa

A campanha para fazer novas placas foi lançada pelo site de humor Sensacionalista, que posta notícias falsas que abordam com ironia questões políticas e sociais do Brasil e do Mundo. Sócio do site, o jornalista Nelito Fernandes conta que a equipe ficou estarrecida quando viu a imagem da placa quebrada e decidiu agir para reconstruir a homenagem à vereadora assassinada a tiros.

“A gente vê um acirramento das opiniões em um sentido sempre de desconstruir. Essa vai ser uma eleição em que as pessoas vão votar contra. Poucos vão votar a favor. Já que destruíram a homenagem, decidimos que vamos construir outra”.

Para não ser acusada de “incitar o vandalismo”, a campanha imprimirá placas de tamanho diferente do padrão de identificação das ruas do Rio de Janeiro e distribuirá as homenagens no dia 14 de outubro, quando o assassinato completa oito meses.

“O que foi quebrado não foi uma placa, foi a Marielle, mais uma vez. A imagem de uma mulher, negra, que se recusou a cumprir o destino de servir o cafezinho. Que mal Marielle fez para merecer esse ódio?”, questionou Nelito.

Retirada da placa

Em um vídeo postado nas redes sociais, o candidato a deputado estadual Rodrigo Amorim, e o candidato a deputado federal Daniel Silveira, ambos do PSL-RJ, retiram a homenagem da placa que foi colocada na esquina da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, onde Marielle cumpria seu primeiro mandato quando foi assassinada.

No vídeo, Daniel defende que o assassinato não justificava colar a placa, o que classificou de vandalismo. Já Rodrigo afirma que outras 60 mil pessoas foram assassinadas no país.

Dias depois, os candidatos levaram a placa a um ato político para apoiadores em Petrópolis, na Região Serrana. O ato foi registrado em mais um vídeo postado nas redes sociais, e Amorim e Silveira exibem a placa quebrada ao meio. Os dois foram fotografados com os pedaços da placa nas mãos, e as imagens se espalharam nas redes.

Com a repercussão, os dois políticos fizeram uma transmissão ao vivo no Instagram em que afirmam que repudiam o assassinato de Marielle e defendem que seus algozes têm que ser investigados e punidos severamente.

Na gravação transmitida na internet, eles afirmam que não haverá pedido de desculpas e defendem que retiraram a homenagem como se fosse uma pichação qualquer, sem a intenção de atingir a imagem da vereadora, porque buscavam restaurar o patrimônio público havia sido depredado.

Uso da radicalização

O pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, mapeou que a postagem dos links e imagens relacionados ao caso teve grande repercussão no Facebook, especialmente em páginas de esquerda e veículos de imprensa. Apesar disso, páginas de direita também postaram a história, com bem menos repercussão.

Apesar de muitas pessoas terem postado a imagem por indignação, o pesquisador acredita que o episódio pode se converter em votos para os candidatos. “É uma coisa que choca as pessoas que consideram bárbaro. Mas isso pode ser considerado irrelevante ou até mesmo positivo por quem poderia votar neles, e eles surfam nessa exposição”, diz o analista. Ortellado ainda alerta que a polarização dificulta que a indignação seja compartilhada com “o outro lado”.

“Há um antagonismo exacerbado de tal maneira que tudo que um lado afirma, o outro nega automaticamente. Com a esquerda indignada, parte da direita vai defender”, diz ele. Como exemplo, cita o próprio assassinato da Marielle, que foi seguido por uma onda de notícias falsas contra a vereadora e relativizações sobre o número de homicídios no Brasil, que já passa de 60 mil por ano.

Ortellado lembra ainda que a campanha de Donald Trump, que venceu a eleição para a presidência dos Estados Unidos, se beneficiou dessa mídia espontânea.

Linguista da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas, Lucas Calil acredita que os diferentes polos do espectro político aproveitam publicações de impacto nas redes sociais para reforçar a adesão de seus eleitores. No caso de candidatos ao parlamento, notícias mais impactantes podem servir ainda para diferenciar as candidaturas de outras que estão no mesmo campo político que elas, destacando-as aos olhos dos eleitores polarizados.

“Eles vão cada vez mais ao polo limite de seus valores, para não perder espaço e garantir a arena polarizada”, diz ele. Calil vê protagonismo das redes sociais nesse processo porque as informações são recebidas e as posições reforçadas por pessoas próximas. “As pessoas têm entre si uma relação de confiança totalmente diferente do que com os meios de comunicação. Elas estão em grupos que reúnem família, colegas de trabalho. É totalmente diferente de um jornal dizer algo para você”.

O coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, avalia que episódios como esse revelam uma defesa da “eliminação do adversário”, retratado como um “inimigo público”.

“O que a gente viu com esse episódio é que os limites já foram ultrapassados”, diz o pesquisador. “A gente vive no país uma situação em que já se tem, por parte de um grupo de políticos, uma visão de que se ganha voto com apologia à violência política.”

Para Malini, a justificativa de combater o vandalismo não se sustenta, porque o ato foi teatralizado para ser viralizado na internet. “Há uma bolha que sustenta essa postura.”

Agência Brasil

Em entrevista à sua medida, Bolsonaro é docilizado e parabeniza Palocci

Em entrevista exibida pela TV Record no mesmo horário do debate entre os presidenciáveis na TV Globo, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) não foi pressionado, recebeu perguntas propícias para expor suas pautas e foi exibido como uma figura dócil, ainda fragilizada devido à facada que recebeu no início de setembro. Bolsonaro foi proibido por seus médicos de participar do debate por estar em recuperação após ser esfaqueado.

Na terça-feira (2), o bispo Edir Macedo, proprietário da TV Record, manifestou apoio a Bolsonaro. O anúncio da entrevista revoltou os adversários do capitão reformado. As coligações de Fernando Haddad (PT), de Henrique Meirelles (MDB) e de Guilherme Boulos (PSOL), além do deputado Wadih Damous (PT-RJ), pediram ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que a exibição da entrevista fosse proibida. Eles alegaram que levar a entrevista com Bolsonaro ao ar infringia as normas de conduta para as televisões. O ministro Carlos Horbach liberou a veiculação da entrevista.

Nela, Bolsonaro apareceu em sua casa, no Rio, e encaminhou a entrevista com a mesma estrutura de suas recentes aparições públicas. Começou falando do ataque a faca recebido em Juiz de Fora e de sua vontade de estar nas ruas fazendo campanha. Ele ressaltou que, por “determinações médicas”, deverá evitar excessos.

Na sequência, voltou sua mira ao PT, adiantando a estratégia de atacar Fernando Haddad, possível adversário em um eventual segundo turno. Ele chamou Haddad – que ao mesmo tempo falava na TV Globo – de “fantoche do senhor Lula”.

Em mais uma passagem clássica de sua estratégia eleitoral, Bolsonaro disse que unirá o povo brasileiro, que, segundo ele, teria sido dividido pelo PT. Ele argumenta que o país foi separado em caixas entre negros e brancos, ricos e pobres, e, por fim, pais e filhos. Segundo ele, a “lei da palmada”, ao não permitir castigos físicos aos filhos, voltaria uns contra os outros.

Ele ainda se defendeu das acusações de que seja homofóbico, racista ou machista. Ao fim desse primeiro bloco de dez minutos, um enfermeiro interrompeu a entrevista e Bolsonaro parou para beber um copo de água.

No segundo bloco da entrevista, o candidato acusou os artistas que fazem parte do movimento #elenão, de repúdio à sua candidatura, de “mamarem na Lei Rouanet. Todos eles”. Sobre as críticas ao 13º salário proferidas pelo vice de sua chapa, o general Hamilton Mourão (PRTB), ele disse que as palavras foram tiradas do contexto, e que nunca foi falado em acabar com o direito.

Bolsonaro ainda defendeu a revogação do estatuto do desarmamento (que, segundo ele, teria aumentado a violência) e fez a defesa da trinca dos valores da família, das religiões e da redução tarifária que sustentam boa parte de sua atuação nas redes sociais.

Após a entrevista ser interrompida mais uma vez pelo enfermeiro enquanto o entrevistador diz que ele mostra cansaço, Bolsonaro produziu o único momento surpreendente ao parabenizar o ex-ministro Antonio Palocci. Ao ser perguntado se a decisão do juiz Sergio Moro levantar o sigilo de parte do acordo de colaboração de Antonio Palocci com a Polícia Federal poderia interferir no resultado das eleições, Bolsonaro respondeu positivamente.

“Sempre há impacto. Palocci já vinha colaborando. Ele foi um homem muito próximo do governo, ele conta as entranhas do poder. Não tem como ele fugir da verdade. Parabéns ao Palocci. Quem não erra como ser humano? Ele tenta corrigir seus erros com essas ações”, disse o militar.

Folhapress