“Marcolino foi morto num motel”, confirma Civil

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Por Pedro Augusto

As dúvidas que ainda restavam a respeito da morte do jornalista e colunista social do VANGUARDA, Marcolino Junior, de 46 anos, foram tiradas pela Polícia Civil e pelo Instituto de Criminalística, na manhã da última segunda-feira (2), na sede da Delegacia Regional de Caruaru, entre os bairros Boa Vista I e II. Na coletiva, que contou as participações dos delegados Nehemias Falcão, Bruno Vital e Márcio Cruz bem como com os peritos criminais Carlos Henrique Tabosa e Bruno Santos, a imprensa pernambucana pôde ter acesso a todas as informações correspondentes à conclusão do inquérito.

Um dos responsáveis pelas investigações, o titular do 3ª Núcleo de Homicídios do Agreste, Bruno Vital, relembrou os primeiros indícios referentes à morte do comunicador. “A princípio tratamos o caso como desaparecimento. Embora tivesse compromissos profissionais agendados para a noite do último dia 16 (um sábado) Marcolino não foi mais visto, sequer deu notícias a ninguém. A suposta atitude dele chamou a atenção de familiares e amigos haja vista que o comunicador era bastante responsável para com os seus trabalhos bem como era muito apegado a sua mãe. Tão logo a família de Marcolino registrou o boletim de ocorrência, já na data posterior, iniciamos as diligências à procura dele”.

Apesar dessa série de buscas, com denúncias que acabaram não sendo confirmadas, o corpo de Marcolino Junior só foi encontrado mesmo na manhã do dia 18 no distrito de Insurreição, na zona rural de Sairé, no Agreste do Estado. Jogado em um local de difícil acesso com vasta vegetação nativa, o cadáver já se encontrava em estado avançado de decomposição. Nele, a equipe do IC identificou logo de cara algumas perfurações no pescoço da vítima. Durante a coletiva de imprensa, na sede de Derepol, o perito Carlos Henrique Tabosa confirmou o número exato de golpes de arma de branca que foram executados contra ela.

“Os exames que foram realizados no corpo do comunicador constataram que ele foi morto com três facadas. Duas foram aplicadas na parte lateral e outra na parte frontal do pescoço. Os golpes acabaram causando choque hemorrágico na vítima. Além das perfurações, também identificamos em seu cadáver um saco plástico em volta do pescoço bem como alguns objetos pessoais da mesma, a exemplo da cueca, da pulseira e do anel. Como já se encontrava em estado avançado de putrefação, o corpo de Marcolino precisou ser encaminhado ao IML do Recife”. Em paralelo à localização do corpo, também no último dia 18, a Polícia Civil conseguiu prender os dois suspeitos de terem participado do crime.

O funcionário de Marcolino, Davi Fernando Ferreira Graciano, de 22 anos, foi preso enquanto consolava a mãe do jornalista, no bairro São Francisco, enquanto o comparsa Rafael Leite da Silva, de 32, acabou sendo autuado em flagrante no momento em que tentava comercializar o automóvel da vítima, no bairro Maurício de Nassau. Na apresentação da conclusão do inquérito, a Civil acabou retirando a dúvida que ainda restava a respeito do local, onde o comunicador foi morto. “Confirmamos que o Marcolino foi assassinado na noite do último dia 16, num motel de Caruaru. Câmeras de vídeomonitoramento captaram quando ele chegou até ao local juntamente com o Rafael”, destacou o delegado Márcio Cruz.

Lá, de acordo ainda com o policial, Rafael Leite teria aplicado um golpe de jiu-jítsu e desferido em seguida os golpes de faca peixeira no pescoço da vítima. Para atrair o colunista até o motel, o suspeito teria contado com a intermediação de Davi Fernando. “Como o Davi sabia que o Marcolino possuía interesse no Rafael, ele acabou intermediando o encontro. Eles chegaram até o motel por volta das 16h50 com Marcolino dirigindo e Rafael como passageiro do automóvel. Mais de uma hora depois, precisamente às 18h, as câmeras de vídeomonitoramento registraram, quando o veículo deixou o local sob a condução do executor. Assim como suspeitávamos, o corpo de Marcolino foi colocado mesmo no porta-malas do carro. Isso ficou comprovado através da perícia do IC. O cadáver foi levado pelo próprio Rafael até o distrito de Insurreição”, acrescentou Márcio Cruz.

O Instituto de Criminalística não só realizou perícias no automóvel da vítima – o Corola de cor branca e de placas PFS-1871 – como também promoveu o mesmo trabalho de investigação no quarto, onde ela foi morta. “No veículo encontramos marcas de sangue, não só no porta-malas, mas em outros setores, a exemplo do banco do motorista. Nele, ainda identificamos vários objetos de posse do comunicador dentre eles a última roupa que ele havia vestido. Por outro lado, no motel, encontramos marcas de sangue na fronha de um dos travesseiros bem como na escada que dá acesso até ao quarto. Os exames que foram realizados em ambos os locais confirmaram que se tratava do sangue da vítima”, ressaltou o perito Carlos Henrique.
Segundo o delegado Bruno Vital, dos dois suspeitos presos, apenas um confirmou a prática do crime, o Rafael.

“Apesar de o Davi negar a participação contamos com provas robustas de que ele teria premeditado, arquitetado, e mandado executar a morte de Marcolino Junior. O crime, conforme já havíamos divulgado à imprensa, se deu em decorrência do interesse do suspeito em se beneficiar de alguma forma dos bens e das quantias em dinheiro os quais a vítima possuía. Como funcionário do colunista, o Davi também se sentia injustiçado por conta da suposta má remuneração a que lhe era repassada semanalmente. Por isso, fez o convite ao Rafael, que prontamente aceitou a execução”.

De acordo ainda com a polícia, além da promessa do repasse de R$ 1 mil pela venda do automóvel, em paralelo, pela execução do crime, Rafael Leite, também seria recompensado por Davi Fernando com a quantia de R$ 14 mil – esta última proveniente de uma conta bancária da vítima. Tanto Davi como Rafael se encontram recolhidos desde o último dia 16, na Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru. Indiciados pelos crimes de latrocínio (assalto seguido de morte) e ocultação de cadáver, eles poderão pegar pouco mais de 30 anos de reclusão.

Concluído, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco. “Mas isso não que dizer que não poderemos incluir posteriormente novas informações que engrossem ainda mais as provas que foram apresentadas contra os dois suspeitos”, ressaltou o gerente operacional da Dinter 1, Nehemias Falcão.

Marcolino Júnior, de nome de batismo Antônio Marcolino Barros Filho, foi visto com vida pela última vez em uma pousada da cidade. Antes disso, ele havia almoçado com a mãe bem como feito compras em um supermercado do bairro Maurício de Nassau. O velório e o enterro de Marcolino foram realizados na noite do último dia 19, no Cemitério Parque dos Arcos, em Caruaru. No local, centenas de pessoas, entre familiares, amigos e fãs, tiveram a oportunidade de prestar as suas últimas homenagens ao colunista.

Além de assinar a coluna Gente de VANGUARDA por mais de duas décadas, o jornalista também era editor da revista Festas, bem como era responsável pelo programa Agenda Social, da TV Asa Branca. O jornalista ainda promovia vários eventos de sucesso na cidade, como o Café VIP e a Feijoada do Marcolino Junior.

HMV promove ações para comemorar o Dia das Mães

Para o dia das mães, a Comissão de Humanização do HMV realizará nesta próxima terça-feira (10), uma manhã de beleza para as mães de bebês que estão com caso fechado para microcefalia, além de mães que estão com seus filhos internados na UTI e enfermaria pediátrica. A expectativa é que cerca de 50 mulheres participem do evento. Serão ofertadas maquiagens e escovas de cabelo, além de um reforçado café da manhã.

Nesta sexta-feira (6) também está prevista a apresentação do Projeto Alegria do Mestre em que os profissionais de saúde da unidade irão se caracterizar doutores da alegria e convidarão as mães para participarem de uma homenagem que envolverá músicas e distribuição de brindes, a partir das 15h, no hall do primeiro andar do HMV.

Shineray do Brasil assume segunda posição no emplacamentos de veículos

De acordo com os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE), os modelos de veículos de suas rodas produzidos na planta pernambucana da Shineray do Brasil assumem a segunda posição em emplacamentos em todo o país. Desde novembro a Shineray figura entre as três primeiras marcas e, hoje, seus produtos representam 11,47% do total de emplacamentos realizados em 2016 no gênero, ultrapassando a Yamaha.

A performance se deve aos modelos Shineray e Wuyang, ambos produzidos em Pernambuco pela montadora. No acumulado entre janeiro e abril, a soma dos emplacamentos das duas linhas resultou em 43.540 unidades contra 39.426 emplacamentos feitos pela Yamaha. No total, os modelos da fábrica pernambucana representam 11,47% dos registros do segmento no país em 2016.

Além dos modelos de ciclomotores, a marca Shineray também lidera o segmento de Custom, devido à Bolt 250. Ideal para as estradas, a motocicleta possui freios dianteiro e traseiro a disco, rodas de liga leve, motos balanceado, assento bipartido e dois faróis auxiliares, além de escapamento duplo.

A Shineray do Brasil – Desde 2005, quando chegou ao Brasil, a marca Shineray trouxe um novo cenário para o segmento de duas rodas, oferecendo produtos a preços acessíveis e de qualidade. Consolidada no mercado nacional Duas Rodas, a Shineray inauguro, em junho de 2015, sua primeira montadora fora do país de origem, instalada no Complexo industrial de Suape. A planta industrial é a primeira do Brasil a fabricar motos fora da Zona Franca de Manaus. Em uma área de aproximadamente 210 mil m², a montadora recebeu investimentos de R$ 130 milhões e a unidade terá uma capacidade de produção total de 250 mil unidades por ano com emprego de 250 profissionais.

Nova campanha da Vitarella celebra momentos em família

Líder no mercado, a Vitarella está lançando uma nova campanha publicitária. Produzida pela agência Ampla, a campanha trabalha o tema “O sabor das pequenas surpresas”, que valoriza pequenos gestos, como sair de casa mais cedo para surpreender a filha no balé, visitar o avô no meio da semana ou preparar um café da manhã sem motivo. A ideia é convocar as pessoas a criar e registrar pequenos grandes momentos em família, cada vez mais difíceis na vida moderna.

As cenas dos filmes da campanha mostram pessoas fazendo de algumas surpresas experiências inesquecíveis. “Queremos resgatar a valorização dos pequenos gestos, que podem ter grandes significados, estreitando relações e aproximando as pessoas”, diz a gerente de marketing da Vitarella, Marina Lemos.

Para estar ainda mais presente nesses momentos, a marca ampliou seu portfólio, entrando em novas categorias como chocolates, torradas, margarinas e bolos. Deliciosos, os produtos Vitarella são perfeitos para todos os momentos, seja no café da manhã, com as crackers, no lanche, com os recheados e wafers, nas reuniões, com Maria e Maizena, e nos almoços e jantares, com as massas.

A nova campanha da Vitarella começou esta semana com inserções na TV Globo (Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia), SBT (Recife e Salvador) e TV Clube/Record (Pernambuco).Também conta com veiculação em salas de cinema da Bahia ao Rio Grande do Norte, mídia exterior, anúncios em revistas do trade, rádios, e internet. Conheça mais sobre a marca no site www.vitarella.com.br

Dia das Mães recheado de atrações no Polo Caruaru

Para comemorar o Dia das Mães, o Polo Caruaru terá um fim de semana de eventos. No sábado (7), uma ação em parceria com o Senac irá repaginar o visual de quatro mães. Elas foram selecionadas por uma equipe especializada em moda e estilo do Senac e irão ganhar um dia de beleza, com coloração, corte de cabelo e design de sobrancelhas. Além disso, elas também serão presenteadas com roupas das lojas do Polo.

Já no domingo (8), quem vai estar no Polo Caruaru é o cantor e compositor Batista Lima, ex-vocalista da banda Limão com Mel. Ele irá receber os visitantes para uma tarde de autógrafos, a partir das 12h, na Praça de Eventos. Os fãs também poderão conversar e tirar fotos com o cantor durante a tarde.

Com cerca de 300 lojas e um estacionamento amplo, o Polo Caruaru espera receber muitos visitantes durante o fim de semana. O Dia das Mães é uma das datas mais importantes para o varejo, onde o fluxo de clientes aumenta bastante.

Campanha de combate à corrupção tem assinatura da Oficina Comunicação

Em tempos de crise política, quando muitos escândalos de corrupção vêm sendo desmascarados nos bastidores da República, combatê-la desde pequenas infrações é missão de todos. Assim, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru (Fafica) lançou este mês a campanha “Jeitinho Brasileiro”, vídeo institucional que mostra como muita gente tenta levar vantagem em tudo para se dar bem. Em menos de uma semana de divulgação na rede social, já foram registradas mais de 20 mil visualizações. Confira o vídeo no link https://www.facebook.com/FaficaCaruaru.

A campanha foi criada pela Oficina Comunicação, agência que presta serviços de assessoria de imprensa e publicidade para a Fafica. De acordo com Moema Duarte, sócia-diretora da agência, a campanha chega num momento em que as pessoas precisam se conscientizar de que os pequenos erros se transformam em grandes erros: “Nós precisamos espalhar essa cultura de que é preciso fazer o certo, de que é preciso cumprir as leis e as regras para que tenhamos um ambiente melhor para podermos ter legitimidade para cobrar de todos um comportamento adequado”.

Padre João Paulo Gomes, diretor-geral da Fafica, destaca a importância de uma campanha como esta para conscientizar a população: “Mais do que lutar contra episódios de corrupção, a atual crise é uma oportunidade para a geração de uma nova cultura da honestidade que começa nas pequenas coisas.”

Jorge Côrte Real inaugura a maior escola técnica do Senai

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Ocupando uma área de mais de 33 mil metros quadrados, onde funcionou a antiga oficina da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), no município de Jaboatão dos Guararapes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) e deputado federal, Jorge Côrte Real (PTB-PE), inaugurou a maior escola técnica do Senai, esta semana. A solenidade contou com as presenças do prefeito de Jaboatão, Elias Gomes, do superintendente do Senai, Sérgio Gaudêncio, o deputado estadual Joel da Harpa, e demais autoridades. Esta é a 11ª unidade que o Senai abre no Estado.

Para o presidente Jorge Côrte Real, que também preside o Conselho Regional do Senai, a inauguração da escola técnica de Jaboatão transmite o sentimento de dever cumprido. “O Senai, além de gerar e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento sustentado através das indústrias, busca capacitar as pessoas, principalmente os jovens, e os empresários, prestando serviços na medida que esses investidores necessitem de avanços tecnológicos, de inovação, de certificação. É isso o que o Senai quer, fazer com que a indústria de Pernambuco seja alçada para um patamar cada vez maior”, assinalou o deputado federal.

Em seu discurso, Jorge Côrte Real destacou que, nos últimos anos, o Senai ampliou suas unidades já existentes, a exemplo da do Cabo de Santo Agostinho, Petrolina e Caruaru, e construiu novas escolas, com as de Garanhuns e Santa Cruz do Capibaribe. O presidente da FIEPE destacou a importância da atuação dos municípios para abrir novas unidades de ensino técnico. “É fundamental fazer as parcerias com as prefeituras. Temos que valorizar o prefeito Elias Gomes, que, junto conosco, analisou várias possibilidades para se instalar uma escola do Senai aqui em Jaboatão”, afirmou o presidente da FIEPE.

A escola do Senai de Jaboatão vai oferecer capacitações nas áreas de Construção Civil, Gestão, Segurança do Trabalho e Transportes. Foram investidos até o momento R$ 16 milhões, num total previsto de R$ 25 milhões. A unidade tem capacidade para atender 2 mil alunos por dia e oferta capacitações técnicas em Administração, Edificações, Segurança do Trabalho. A partir de 2017, também serão ofertados cursos técnicos de Saneamento, Estradas e Sistemas de Energias Renováveis. A escola é dotada de 24 salas de aula, 16 laboratórios e uma biblioteca.

Segundo o superintendente do Senai, Sérgio Gaudêncio, a unidade de Jaboatão inicia as atividades com 400 matrículas, mas até o fim do ano a escola terá mil alunos matriculados. A estima chegar a 20 mil matriculas ao ano, quando em pleno funcionamento. “Nós entendemos a importância da educação profissional para o nosso país e tentamos fazer o melhor de nós para poder atender as expectativas para formá-los para o mercado de trabalho”, concluiu o gestor.

“Vice” de Temer, Renan é alvo de 11 inquéritos

Do Congresso em Foco

Prestes a se tornar o primeiro na linha sucessória da Presidência da República, com o iminente afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a suspensão do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acumula 11 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de dinheiro público e falsidade ideológica.

Destes, nove são relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras, apurado pela Operação Lava Jato, e um decorre da Operação Zelotes, que investiga fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão de controle vinculado ao Ministério da Fazenda, e a venda de medidas provisórias. O mais antigo deles, porém, remonta à acusação de que o senador teve despesas pagas por um lobista de empreiteira, caso que o levou a renunciar à presidência da Casa e quase lhe custou o mandato de senador em 2007.

Caso o Senado confirme a suspensão do mandato de Dilma na próxima semana, o senador alagoano será promovido a “vice” do provável novo presidente Michel Temer (PMDB). Este é o entendimento da Secretaria-Geral da Câmara, que avalia que o presidente em exercício da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), não poderá assumir a Presidência da República, na eventual ausência de Michel Temer por estar no cargo de maneira interina. Alguns juristas, no entanto, contestam essa tese e apontam o presidente em exercício da Câmara como o primeiro na linha sucessória na ausência de um vice-presidente de fato.

Zelotes e bois

A investigação mais recente contra Renan apura o pagamento de propina para inclusão de emendas em MPs que beneficiaram o setor automotivo. Com base em um diário apreendido pela Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República investiga se o senador e outros políticos participaram de um esquema de recebimento de propinas estimado em R$ 45 milhões. Já a perda de arrecadação provocada pelas três medidas provisórias suspeitas é estimada em R$ 13 bilhões até 2020. O inquérito é relatado pela ministra Cármen Lúcia.

Pela Constituição brasileira, deputados, senadores, ministros, presidente da República, entre outras autoridades federais, só podem ser investigadas com autorização do Supremo – o chamado foro privilegiado. O problema é que, muitas vezes, a morosidade prevalece nesse universo restrito. Desde janeiro de 2013, está nas gavetas do STF um parecer da Procuradoria-Geral da República denunciando o presidente do Senado por peculato (desvio de dinheiro público ou bem público por funcionário público), falsidade ideológica e uso de documento falso.

De acordo com o Ministério Público, ele apresentou documentos falsos para forjar uma renda com venda de gado em Alagoas e assim justificar seus gastos pessoais. Renan também é acusado, na denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de ter desviado R$ 44,8 mil do Senado, por meio da chamada verba indenizatória, benefício ao qual os parlamentares têm direito para cobrir despesas associadas ao mandato. A punição para esses três crimes varia de cinco a 23 anos de prisão, além de pagamento de multa. A demora na decisão, no entanto, pode levar à prescrição dos crimes.

Em nota divulgada à época, Renan afirmou que o caso será julgado com “imparcialidade” pelo STF, apesar da “suspeição” da denúncia e de sua “natureza nitidamente política”, uma vez que foi apresentada na semana anterior à sua volta à presidência do Senado, no início de 2013. De lá para cá, a denúncia ficou engavetada no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski, atual presidente da corte, que repassou os autos ao ministro Edson Fachin, em maio do ano passado. Fachin chegou a incluir na pauta a análise da denúncia no início deste ano, mas resolveu pedir mais tempo para analisar os argumentos da defesa.

Mônica

O caso acima é o desdobramento de outra denúncia. A de que o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, pagava R$ 16,5 mil mensais à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha. Como mostrou a revista Veja, entre 2004 e 2006 a empreiteira recebeu R$ 13,2 milhões em emendas parlamentares de Renan destinadas a uma obra – feita pela empresa – no porto de Maceió.

Se a denúncia tivesse sido aceita, ele estaria hoje na condição de réu, a exemplo de Eduardo Cunha, e sujeito à proibição de assumir, ainda que de forma interina, a Presidência da República, por ser alvo de ação penal. Essa tese é defendida por juristas e parlamentares que recorreram ao STF para barrar uma eventual posse de Cunha na ausência do provável presidente Michel Temer. A ação, liderada pela Rede, estava na pauta do Supremo ontem, mas acabou sendo adiada com a decisão dos ministros de confirmar a liminar concedida por Teori Zavascki em favor do afastamento de Cunha do mandato parlamentar.

Lava Jato

A Operação Lava Jato também já resultou na abertura de nove inquéritos contra o presidente do Senado. Mas, até o momento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não ofereceu qualquer denúncia contra o peemedebista. O lobista Fernando Baiano, operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, e o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró acusam Renan de ter recebido mais de US$ 6 milhões em propina por um contrato de afretamento do navio-sonda Petrobras 10.000. O senador também é suspeito de ter recebido R$ 2 milhões do doleiro Alberto Youssef para evitar a instalação da CPI da Petrobras.

O peemedebista também é investigado por suspeitas de irregularidades em contratações na Transpetro, subsidiária da Petrobras, e por conluio com o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) para facilitar negócios de empresas interessadas em fechar contratos com a estatal.

Procurado pela reportagem, Renan não quis se manifestar sobre as investigações a que responde.

Ocaso e ressurreição

O caso das despesas de Mônica Veloso causou uma crise no Senado em 2007. A empreiteira Mendes Júnior – supostamente a fonte de recursos de Renan para pagar a pensão da jornalista – executou uma obra no Nordeste que recebeu uma emenda do senador na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

As denúncias multiplicaram-se no Conselho de Ética, chegando até mesmo a uso de laranjas para esconder a propriedade de veículos de comunicação em Alagoas, o que é proibido aos parlamentares segundo a Constituição. Das seis denúncias no Conselho, duas foram ao plenário. Mas Renan escapou duas vezes da cassação do mandato. Entretanto, teve que renunciar ao cargo de presidente para garantir a sobrevida política.

Renan “mergulhou” no ano seguinte, ou seja, adotou uma postura mais discreta e atuou preferencialmente em negociações reservadas. Mas já em 2009 tornou-se líder do PMDB, cargo importante para quem desejava voltar a ter a relevância de outrora na política. Em 2013, apesar das denúncias, foi eleito por seus colegas presidente do Senado novamente – mandato renovado por mais dois anos no início de 2015.

Raffiê tem encontro com Álvaro Dias em Brasília

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O membro da Executiva Estadual do PV-PE, Raffiê Dellon, se reuniu esta semana em Brasília com o Líder da Oposição no Senado, o Senador Álvaro Dias, que foi um dos responsáveis pela filiação do caruaruense ao Partido Verde. Dias faz um trabalho forte de oposição ao Governo Dilma, foi reeleito Senador pelo Paraná em 2014 com quase 80% dos votos, e pode ser o nome do PV para disputar a Presidência da República em 2018.

Raffiê aproveitou também para conhecer a Sede Nacional dos Verdes na Capital Federal e se reuniu com o Presidente Nacional do Partido, o ex-Deputado Federal por São Paulo, José Luiz Penna. “Foi uma agenda muito importante com os principais líderes do PV em nível nacional. Fui recebido da melhor forma possível. Álvaro é um dos melhores quadros do Brasil e possivelmente estará conhecendo o São João de Caruaru no próximo mês”. Comentou Raffiê.

Dilma: Temer é “cúmplice” do impeachment e “usurpador do poder”

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Do Congresso em Foco

Durante evento realizado na manhã desta sexta-feira (6) no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff chamou seu vice, Michel Temer, de “cúmplice” do processo de impeachment e de usurpador do poder. ”Todos aqueles que são beneficiários desse processo, como por exemplo, infelizmente aqueles que estão usurpando o poder, como o senhor vice-presidente da República, são cúmplices de um processo extremamente grave”, disse Dilma.

A presidente também aproveitou a ocasião para criticar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem chamou de “pessoa destituída de princípios morais e éticos”. “Foi necessário uma pessoa destituída de princípios morais e éticos acusada de lavagem de dinheiro, de possuir contas do exterior para perpetrar o golpe”, declarou Dilma, enfatizando o argumento de que o processo de impeachment deflagrado por Cunha em dezembro foi uma retaliação à decisão do PT de não apoiá-lo no Conselho de Ética da Câmara, onde ele responde a uma representação por quebra de decoro parlamentar.

“Ontem o supremo disse que o Eduardo Cunha era uma pessoa que usava de práticas condenáveis e uma delas foi a chantagem explícita com o meu governo”, disse Dilma, acrescentando que essa é “uma questão tão descarada” que o “pecado original não pode ficar escondido”.

Cunha também foi alvo de críticas de representantes de movimentos sociais e demais entidades presentes no evento. Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), disse que o peemedebista é o “maior bandido da história recente do Parlamento brasileiro”. “É importante que se diga que há um golpe em curso no Brasil que passou pela Câmara conduzido pelo Eduardo Cunha, o maior bandido da história recente do Parlamento brasileiro. Ele foi afastado ontem, muito bom, mas agora temos que perguntar: por que não foi afastado antes? O pedido de afastamento é de dezembro, por que demorar quatro meses para afastar o cidadão?” questionou Boulos.

“Porque esse cidadão vem, faz o trabalho sujo e depois vai embora. E tem gente que diz que é uma tentativa de higienizar o governo golpista neste país. Nem com muito desinfetante vão conseguir higienizar”, declarou o coordenador do MTST. Segundo ele, haverá resistência ao afastamento de Dilma. “Uma coisa é o jogo jogado no carpete da Câmara e do Senado. Outra coisa é o jogo jogado nas ruas deste país. Ali o povo esta mobilizado para resistir a esse golpe.”

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, também não poupou críticas a Cunha. “Ontem de manhã o Brasil amanheceu com uma bela notícia: o STF suspendeu o mandato de um dos maiores corruptos deste Brasil, o presidente da Câmara. Que pena que fizeram isso tarde demais. Mas é como a gente do campo costuma a dizer: melhor tarde do que nunca.”

Além de classificar o processo de impeachment como “golpe”, a presidente se defendeu da acusação das pedaladas fiscais, a qual chamou de “ridícula”. “Nós vivemos um impeachment golpista porque não tem base real. É ridícula essa questão das pedaladas fiscais. Não entendo, porque nos governos anteriores a mim, todos os presidentes usaram as mesmas práticas que eu usei, e naquela época não era crime mas hoje é”.

Dilma reafirmou que pretende resistir e não renunciará: “Tenho a disposição de resistir, resistirei até o último dia”.

Minha Casa Minha Vida

As declarações foram feitas na cerimônia de contratação de 25 mil moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida. A meta do governo é de que, até 2018, um em cada oito brasileiros tenha adquirido sua casa pelo programa. “O programa está presente em 96% dos municípios do país. Estamos no caminho certo”, disse a ministra das Cidades, Inês Magalhães.

Durante o evento, Dilma criticou as propostas do documento “A Travessia Social”, formulada pela Fundação Ulysses Guimarães (do PMDB), de concentrar a aplicação dos recursos do programa Bolsa Família nos 5% da população mais pobre do país, o que representa 10 milhões de brasileiros. “Tenho escutado, mas, sobretudo lido nos próprios jornais, que tem gente defendendo que os programas sociais precisam ter foco”, disse Dilma. “Pagar o Bolsa Família só para 5% da população, por exemplo. Você teria um ganho, gastaria menos. Ora, o Bolsa Família hoje contempla 47 milhões de pessoas, seria como tirar 37 milhões e deixá-los a margem porque eles não precisam”, argumentou a presidente. “A mesma coisa com o Minha Casa Minha Vida. Focar o Minha Casa Minha Vida é reduzi-lo, transformá-lo em programa piloto, que é só o que eles sabem fazer: programa piloto”, criticou Dilma.

A presidente destacou que o processo de impeachment é um ataque não só ao seu mandato, mas também aos programas sociais desenvolvidos durante a gestão do PT na presidência da República. “Está em questão uma eleição indireta travestida de impeachment. Vão querer, na maior cara de pau, aplicar um programa que não foi o programa referendado nas urnas”, afirmou.