Janot busca apoio do STF contra corte no orçamento do Ministério Público

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Em meio às revelações de grandes investigações criminais e expectativa de julgamentos importantes para 2016, representantes do Judiciário e do Ministério Público decidiram formar uma aliança para evitar cortes orçamentários que comprometam o andamento dos trabalhos.

Recém-chegado do período de recesso de fim de ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se reuniu nesta quinta-feira, 14, por uma hora e meia com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, para discutir a situação econômica da instituição.

A intenção é afinar os discursos para ter mais voz nas negociações com o governo federal e evitar um corte maior do que o já feito no orçamento.

Tanto no Judiciário como no Ministério Público da União, a perspectiva é de que os cortes afetem, por exemplo, gastos com passagens aéreas e diárias. Os pagamentos de viagens são essenciais para garantir o trabalho de profissionais deslocados de outros Estados para integrar forças-tarefa de investigações – caso da Operação Lava Jato.

O corte no orçamento de 2016 do Ministério Público da União – que abrange todos os ramos do Ministério Público do País – foi de R$ 110 milhões da proposta inicial feita pela instituição.

O Ministério Público apresentou proposta de orçamento de R$ 5,7 bilhões, já reduzida em relação ao executado em 2015 (R$ 5,9 bilhões), mas que foi diminuída para R$ 5,6 bilhões. O objetivo agora é garantir que ao menos o orçamento já aprovado não seja novamente contingenciado.

No Judiciário, segundo o STF, houve uma proposta negociada entre a instituição e o governo federal para um orçamento de R$ 228 milhões para 2016. A verba foi cortada em R$ 70 milhões, sem negociação, sendo R$ 2,1 milhões em custeio e R$ 17,9 milhões em gastos com pessoal.

A preocupação é com futuros contingenciamentos. Desde o fim do ano passado, Lewandowski tem se reunido com presidentes de outros tribunais para discutir a verba e os problemas a serem enfrentados na Justiça.

No início deste ano, o presidente da Corte se reuniu com os ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão, e chegou a esboçar o descontentamento com a situação financeira.

No ano passado, Lewandowski enfrentou intensa pressão dos servidores do Judiciário nas negociações sobre reajuste salarial Nos debates com a categoria, costumava ponderar que a situação econômica vivida pelo País era delicada.

Mas tanto a Justiça como o Ministério Público argumentam que as instituições já têm trabalhado no limite da economia.

Ontem, ao deixar a reunião, o procurador-geral evitou comentar o assunto da conversa. Além dos dois, a equipe do diretor-geral do tribunal, Amarildo Vieira de Oliveira, responsável pelas finanças da instituição, também acompanhou o encontro.

Polícia Federal

No início do ano, a Polícia Federal, por meio da associação que representa delegados da instituição, levantou a polêmica sobre cortes orçamentários prejudicarem o andamento de investigações.

De acordo com a associação, uma restrição de R$ 133 milhões promovida pelo Congresso no orçamento da PF para 2016 comprometeria os trabalhos.

O Ministério da Justiça, no entanto, argumentou que operações nunca ficaram ameaçadas, pois já estava em curso a discussão com a pasta do Planejamento para recompor o orçamento do órgão por meio de créditos suplementares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Governo pode recuperar R$ 2,7 bi em recursos desviados, prevê CGU

Do Estadão Conteúdo

Levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que o governo pode recuperar até R$ 2,79 bilhões de recursos desviados – ou aplicados de forma não justificada – seja por pessoas físicas, entes governamentais ou entidades sem fins lucrativos.

O cálculo é resultado da análise de 2.438 Tomadas de Contas Especiais (TCEs) referentes ao ano passado. O valor que pode ser ressarcido é quase o dobro do estimado para 2014, quando foi calculado um potencial de recuperação de R$ 1,38 bilhão.

As TCEs são encaminhadas pelos ministérios à CGU para certificação. Depois da análise, o órgão envia os dados para o Tribunal de Contas da União (TCU), para julgamento e início da cobrança. Cabe recurso por parte dos implicados.

Se o agente responsável envolvido (pessoa física ou jurídica) não reconhecer o débito e não atender à cobrança do TCU, a Advocacia-Geral da União (AGU) inicia a cobrança judicial.

De acordo com a CGU, a principal razão para a instauração de Tomadas de Contas Especiais no ano passado foram as irregularidades na aplicação dos recursos (1.098) por conta de “desfalque, desvio ou desaparecimento de dinheiro, bens ou valores públicos; documentos fiscais inidôneos; e superfaturamento na contratação de obras e serviços”.

As irregularidades correspondem a 56,5% do total de processos de ressarcimento. Há também instauração de TCEs por conta do não cumprimento do objeto conveniado (303) e omissão no dever de prestar contas (295).

No ano passado, o Ministério do Turismo foi o que mais enviou operações para análise da CGU: foram 409. Na sequência, aparecem os ministérios da Saúde (351) e o da Educação (340). No entanto, as pastas onde os processos apresentaram maior valor atualizado de prejuízo foram o Ministério dos Transportes (R$ 530 milhões), o Ministério da Integração Nacional (R$ 523 milhões) e novamente o MEC (R$ 378 milhões).

Raquel Lyra comemora inauguração da Vara da Mulher

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Com a criação tendo sido aprovada pela Alepe, Raquel Lyra comemora a inauguração da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Caruaru. “Esta ação é símbolo de um esforço para o cuidado com a mulher de Pernambuco, ajudando a consolidar o Pacto pela Vida, e demonstrando a preocupação para que os órgãos estejam estruturados para combater este problema”, disse Raquel. A deputada já fez discurso na tribuna da Assembleia após a criação ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, presidida pela socialista.

Fortes chuvas assustam caruaruenses

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Na tarde de ontem (14), fortes chuvas, com raios e trovões, deixaram alguns moradores de Caruaru assustados. De acordo com o meteorologista Fabiano Prestrelo, da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o índice de precipitação registrado no município foi de 12,1 mm, quando o normal para o mês é de 25,1 mm. Sendo assim, tudo está dentro da normalidade. “Os fenômenos foram registrados com intensidade apenas em Caruaru, por isso dizemos que foi isolado”, afirma.

Apesar da intensidade do fenômeno, não foi registrado nenhum dano, a não ser uma queda rápida no fornecimento de energia elétrica. “Esse é o período chuvoso de Caruaru. As chuvas de janeiro ocorrem devido a um vórtice ciclônico em altos níveis, que tem o núcleo no oceano e a borda em cima do continente americano”, explica o meteorologista, que também aproveitou para alertar que haverá chuvas mais intensas em Caruaru entre os meses de março e julho.

Dilma sanciona sem vetos Orçamento de 2016

Do Congresso em Foco

A presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos o Orçamento Geral da União de 2016. Aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, a Lei Orçamentária Anual (LOA) inclui previsão de queda de 1,9% no Produto Interno Bruto (PIB) e inflação oficial de 6,47%.

Com a sanção integral do texto aprovado pelos parlamentares, Dilma manteve a previsão de repasse de R$ 819 milhões para o Fundo Partidário, valor considerado alto por alguns especialistas. A justificativa para a manutenção deste valor na lei é que este será o primeiro ano eleitoral em que o financiamento privado de campanhas estará proibido.

Partidos

Em 2015, após ter sido triplicado, o valor destinado ao fundo foi de R$ 867,56 milhões. Os recursos são divididos proporcionalmente entre os partidos, de acordo com o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.

Dilma também manteve no Orçamento a estimativa de R$ 24 bilhões de receitas provenientes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que ainda não foi recriada. O ponto causou polêmica durante o debate entre os parlamentares, já que a proposta de emenda à Constituição que determina o retorno do tributo ainda não foi aprovada pelo Congresso.

Com a sanção integral, Dilma também manteve na lei a previsão de R$ 28,1 bilhões para o Bolsa Família em 2016.

A íntegra do Orçamento de 2016 será publicada na edição desta quinta-feira (15) do Diário Oficial da União.

Atividade econômica tem queda de 0,52% em novembro

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,52% em novembro de 2015 na comparação com outubro. O dado é dessazonalizado (ajustado para o período). O IBC-Br foi divulgado hoje (15) pelo Banco Central (BC). Segundo os dados revisados, em 2015 só houve crescimento em fevereiro (0,53%).

Em novembro, comparado ao mesmo mês de 2014, houve queda de 6,14%, de acordo os dados sem ajustes, já que a comparação é feita entre meses iguais. Nos onze meses do ano, contra igual período de 2014, houve queda de 3,85%. Em 12 meses encerrados em novembro, a retração chegou a 3,53% (dados sem ajuste).

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira a cada mês. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado trimestralmente.

Taxa de desemprego sobe para 9% no trimestre encerrado em outubro

A taxa de desocupação registrada no Brasil subiu para 9% no trimestre encerrado em outubro, divulgou hoje (15) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

No trimestre anterior, maio-junho-julho, a taxa de desocupação ficou em 8,6%, com um crescimento de 0,6 ponto percentual na comparação com os três meses anteiores.

O rendimento real habitual em relação a maio-junho-julho teve variação de -0,7%. Já na comparação com agosto-setembro-outubro de 2014, houve queda de 1%.

Menor prestação do Minha Casa, Minha Vida sobe de R$ 25 para R$ 80

Da Agência Brasil

A prestação mínima do Minha Casa, Minha Vida vai subir de R$ 25 para R$ 80 e será cobrada para as novas moradias do programa habitacional, que começam a ser contratadas neste ano. Pertencente à terceira etapa do programa, a mudança se refere às famílias pertencentes à primeira faixa, com renda de até R$ 1,8 mil.

Para as pessoas que recebem salário mensal de no máximo R$ 800, a prestação será de R$ 80. De acordo com o Ministério das Cidades, para aqueles que têm renda mensal entre R$ 800 e R$ 1,2 mil, o valor corresponderá a 10% do salário. As famílias cujo salário médio varia entre R$ 1,2 mil e R$ 1,8 mil pagarão mensalmente o valor que corresponde a 15% do salário.

A prestação mínima paga anteriormente pelos beneficiários do programa era de R$ 25 por mês. Antes das mudanças, em toda a Faixa 1, cerca de 95% do imóvel era subsidiado pelo governo.

Segundo a presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, a prestação para as famílias da faixa de renda mais baixa atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida não tinha reajuste desde o lançamento do programa, em 2009, enquanto a renda dos beneficiários e o valor dos imóveis subiram no período.

 

Caruaru passa a contar com Vara de Violência contra a Mulher

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As mulheres de Caruaru ganharam mais uma importante ferramenta no combate à violência, a Vara de Violência Contra a Mulher. O órgão judicial funcionará no Fórum Universitário de Caruaru, localizado na rua Amsterdam, bairro Universitário.

A secretária da mulher, Katherine Lages, esteve presente durante a solenidade de inauguração do órgão, realizada na manhã desta quinta-feira, 14. Na oportunidade, a secretária destacou a importância da implantação da Vara de Violência contra a Mulher em Caruaru. “Significa uma instância fundamental para a rede de enfrentamento à violência doméstica em nosso município. Além de agilizar o trâmite dos processos para o cumprimento da Lei Maria da Penha, a instalação da nova Vara demonstra aos agressores, às famílias das vítimas e à sociedade que estamos vigilantes”, afirmou.

A Vara de Violência contra a Mulher é fruto do empenho da Prefeitura de Caruaru, através da Secretaria da Mulher e de Direitos Humanos, que pleiteou a implantação do órgão junto ao Governo do Estado e Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Com a implantação da Vara de Violência contra a Mulher no interior do Agreste, as mulheres vítimas de violência passam a contar com uma rede completa de enfrentamento à violência, composta também por Delegacia da Mulher, Centro de Referência da Mulher e Secretaria da Mulher.

Sistema Jucazinho vai parar por 48 horas

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Sem registro de chuva na bacia do Capibaribe ,que alimenta a Barragem de Jucazinho, em Surubim, o manancial vem perdendo nível a cada dia. Para continuar retirando água do volume morto do reservatório, a Compesa irá realizar nova intervenção na barragem. Para isso, será necessário paralisar o Sistema Jucazinho amanhã (14) ,a partir das 06h,por 48 horas. A previsão é que que o sistema volte a funcionar sábado (16), a partir das 06h e durante esse período será preciso suspender o abastecimento de água para as cidades de Santa Cruz do Capibaribe e Riacho das Almas, que pelo calendário vigente, os municípios deveriam receber água nessa data.

Com o Sistema Jucazinho desativado, os técnicos da Compesa irão montar uma balsa flutuante, uma estrutura que irá permitir a captação da água do ponto mais profundo da barragem. A iniciativa irá prologar a retirada de água por mais dois meses, evitando o colapso do abastecimento para 12 cidades do Agreste atendidas pelo Sistema de Jucazinho. Desde novembro do ano passado, o volume morto estava sendo explorado por meio de uma bomba instalada de forma provisória. Com a redução do nível da barragem, a bomba será remanejada para a balsa flutuante.

A estratégia da balsa flutuante será o último recurso para a exploração da água disponível da Barragem de Jucainho, um volume de 5,8 milhões de metros cúbicos de água e continuar abastecendo as 12 cidades do Sistema Jucazinho. Se não chover até março, a barragem entrará em colapso. Com a capacidade de armazenar 327 milhões de metros cúbicos, Jucazinho está hoje com apenas 1,8 % do seu volume total. Enquanto espera a chuva, a Compesa irá administrar a distribuição de água para as cidades de Cumaru, Passira, Riacho das Almas, Santa Cruz do Capibaribe, Salgadinho, Surubim, Casinhas, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério, Frei Miguelinho, Vertentes e Toritama com uma vazão de 250 litros de água por segundo. “Temos esperança que chova nos próximos meses e que Jucazinho consiga recuperar o seu nível para que possamos melhorar a distribuição de água nessas cidades”, apela o coordenador técnico da Gerência Regional do Alto Capibaribe, George Ramos.

A Barragem de Jucazinho vive o seu pior cenário desde a sua inauguração, em 2000. Não tem chovido o suficiente para recuperação do nível do manancial, desde 2011, reflexo de cinco anos consecutivos de seca na região. A exploração do volume morto de Jucazinho está sendo possível graças ao planejamento rigoroso e à gestão do manancial desde o início da sua operação. Foi criado um Centro de Controle Operacional (CCO) na cidade de Caruaru para acompanhar , diariamente, as condições e a operação da barragem. A Compesa adianta também que, desde 2013, a vazão e retirada da água de Jucazinho vem sendo monitoradas por hidrólogos do Banco Mundial, mediante o Programa Monitor de Secas, desenvolvidos em áreas atingidas por estiagem, como o Nordeste do Brasil e áreas do México, Estados Unidos e Espanha.