Prefeitura de Caruaru realiza Festa das Comidas Gigantes reunindo tradição e sabores que marcam o Maior e Melhor São João do Mundo

A Fundação de Cultura de Caruaru realiza, nesta quarta-feira (20), o Dia Municipal das Comidas Gigantes, com festa na Rua Joaquim Serra, no bairro Caiucá. A partir das 19h, o público poderá acompanhar uma das manifestações culturais mais tradicionais e criativas do Maior e Melhor São João do Mundo.

O evento vai reunir 55 comidas gigantes, representando parte das mais de 70 iguarias que compõem o calendário deste ano. Participam da celebração integrantes da Federação das Comidas Gigantes, Associação das Comidas Gigantes, União das Comidas Gigantes, Circuito das Comidas Gigantes, além de representantes independentes.

As comidas gigantes movimentam as comunidades e mantêm viva uma tradição que atravessa gerações em Caruaru. Durante a festa, moradores e visitantes poderão prestigiar diversas produções, como bolo de fubá, bolo de milho, caldinho de macaxeira, pé de moleque e várias outras iguarias que já fazem parte do calendário cultural do município, além de dançar muito forró ao som de Cheiro de Sanfona e Caruforró.

Prefeitura de Caruaru promove nova edição da Feira Meu Amigão com adoção responsável

A Feira de Adoção Meu Amigão realiza mais uma edição nos dias 20 e 21 de maio, no Marco Zero de Caruaru, das 9h às 14h. O evento segue com o propósito de incentivar a adoção consciente de cães e gatos, aproximando animais resgatados de famílias dispostas a oferecer um novo lar.

Como diferencial, todos os pets adotados contam com castração garantida, fortalecendo o compromisso da iniciativa com a saúde, o bem-estar animal e o controle populacional.

Para adotar, é preciso ter mais de 18 anos e apresentar documento oficial com foto, CPF e comprovante de residência atualizado. Os interessados também passam por entrevista e assinam um termo de responsabilidade no local.

A Secretaria de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal (SSB), reforça a importância da adoção responsável e dos cuidados contínuos com os animais, incentivando uma relação de carinho, proteção e compromisso.

Em encontro com prefeitos e a bancada federal em Brasília, governadora Raquel Lyra destaca parceria com municípios

Em mais um compromisso em Brasília nesta terça-feira (19) em defesa dos interesses de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra participou do encontro de prefeitos pernambucanos com a Bancada Federal, na Câmara dos Deputados. Na agenda, que foi mais uma programação da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a gestora reafirmou as parcerias que tem feito com as cidades e parlamentares para melhorias em favor da população, como investimento em segurança, requalificação de estradas e fortalecimento da assistência social. A gestora também ressaltou a garantia do contrato para as obras de retomada da Transnordestina.

“Venho aqui para reafirmar meu compromisso com vocês e agradecer aos representantes de Pernambuco por acreditarem no nosso trabalho, no nosso Estado. Sempre busco trabalhar como alguém que apoia os municípios e toda movimentação na Câmara também se reflete nas cidades. A Transnordestina é um exemplo de obra estratégica para o desenvolvimento do Nordeste brasileiro. Com ela, vamos conectar Pernambuco ao Brasil, garantindo infraestrutura logística com os nossos aeroportos, portos e estradas. Agradeço ao governo federal que se colocou à disposição do Governo de Pernambuco para destravar ações como essa que beneficiam nosso estado”, destacou a governadora Raquel Lyra.

O deputado federal Túlio Gadêlha destacou união para o propósito de avanços para Pernambuco. “Desde 2023, temos visto trabalhos e parceria entre o Governo de Pernambuco e o governo federal. Vemos também um Governo do Estado que vem ajudando fortemente os municípios de Pernambuco em várias ações que beneficiam diretamente a população. Que através dessa Marcha, a gente possa dar as mãos, olhar os problemas e pensar nas resoluções em conjunto”, registrou.

“Nos reunimos para destacar quais são os temas de interesse dos municípios que estão tramitando no Congresso Nacional. Muitas vezes são geradas obrigações para os municípios sem contrapartidas e sem que a gente participe das discussões. Não podemos ser surpreendidos, precisamos discutir juntos, porque é no município que tudo acontece. Agradeço a presença de todos, estamos debatendo para a construção de um Pernambuco melhor”, frisou o prefeito de Aliança e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Pedro Freitas.

INTEGRAÇÃO – Encerrando a agenda desta semana em Brasília, a governadora participou de um encontro com prefeitos e prefeitas para momento de integração realizado pela Amupe.

Quando o rio some, o sertão sangra: a urgência de devolver a água ao Nordeste

Por Marcelo Rodrigues

Há uma lógica perversa que governa o destino dos rios brasileiros, sobretudo os que cortam o Nordeste semiárido. Durante décadas, a engenharia do concreto convenceu gestores e planejadores de que a natureza era um obstáculo a ser domesticado. Rios foram canalizados, margens impermeabilizadas, vazões represadas. O resultado está à vista: cidades que afogam nas primeiras chuvas de verão e secam até a agonia nos meses de estiagem. O problema não é a irregularidade das chuvas. É o que fizemos com a água depois que ela cai.

A paisagista urbana Cecília Herzog, integrante da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, tem sido precisa ao nomear essa contradição. O modelo de desenvolvimento que asfaltou o solo e entubou os cursos d’água agravou os efeitos das chuvas porque ignorou uma lei elementar da física: a água não desaparece. Ela sempre encontra o ponto mais baixo do terreno. Quando não encontra solo permeável para se infiltrar nem calha natural para fluir, vira catástrofe. Essa lógica é ainda mais brutal no Nordeste, onde a caatinga — o único bioma exclusivamente brasileiro — dependia, por milênios, de uma relação de equilíbrio entre o solo raso, a vegetação xerófita e os cursos d’água intermitentes.

A ciência tem documentado esse desequilíbrio com precisão crescente. Estudos publicados em periódicos como a revista Catena e a Environmental Science & Policy demonstram que a remoção da cobertura vegetal nativa em áreas de caatinga reduz em até 40% a capacidade de recarga dos aquíferos rasos, que abastecem a maior parte das comunidades rurais do semiárido. A compactação do solo pelo desmatamento e pelo pisoteio do gado diminui a infiltração da água das chuvas e acelera o escoamento superficial, que carrega sedimentos para os reservatórios e os assoreiam prematuramente. O Nordeste não perde água apenas pela evaporação intensa — perde porque o solo não consegue mais retê-la.

A renaturalização de rios urbanos emerge, nesse contexto, não como uma ideia romântica de retorno à natureza, mas como uma resposta técnica e economicamente racional. Experiências documentadas na América Latina e na Europa mostram que a reabertura de cursos d’água canalizados, combinada com a restauração das matas ciliares, reduz os picos de inundação, melhora a qualidade da água e aumenta a resiliência das cidades frente a eventos climáticos extremos. No Nordeste, onde os rios perenes são raros e os intermitentes são patrimônio cultural e ecológico, recuperar essa rede hídrica significa recuperar a própria base da vida.

A caatinga, frequentemente subestimada em políticas ambientais nacionais, é um sistema de extraordinária eficiência hídrica. Suas plantas desenvolveram mecanismos sofisticados de armazenamento e economia de água ao longo de milhões de anos de adaptação. Espécies como o umbuzeiro acumulam água nas raízes tuberosas; o juazeiro mantém a folhagem verde mesmo na seca mais severa, fornecendo sombra e umidade relativa ao solo próximo. Quando a vegetação nativa é preservada ou restaurada nas margens dos rios e riachos do semiárido, ela funciona como uma esponja viva — amortece os pulsos de chuva, alimenta o lençol freático e prolonga a disponibilidade hídrica além da estação chuvosa.

O problema é que o Brasil ainda não desenvolveu políticas de escala suficiente para tratar a renaturalização como prioridade. A Lei n.º 12.651/2012, conhecida como Código Florestal, prevê a proteção das Áreas de Preservação Permanente nas margens dos cursos d’água, mas sua aplicação no semiárido é historicamente precária. Pesquisas do Instituto Nacional do Semiárido (INSA) apontam que mais de 50% das APPs ripárias na região se encontram em algum grau de degradação. Sem a mata ciliar, o rio não tem margem — e sem margem, o rio não tem futuro.

Mas o que se faz com o rio principal é apenas parte do problema. Os afluentes — os riachos, as grotas, os olhos d’água que alimentam as bacias maiores — têm sido sistematicamente ignorados ou destruídos com ainda menos resistência institucional. São esses cursos secundários que regulam a chegada da água ao rio-tronco, que amortecem as cheias, que mantêm úmidas as várzeas onde comunidades inteiras plantam e criam. Quando um afluente é barrado sem critério, desviado para irrigar monoculturas de exportação ou simplesmente soterrado sob aterros irregulares, o rio que ele alimenta começa a morrer pela raiz. A bacia hidrográfica é um organismo — e nenhum organismo sobrevive quando seus capilares são cortados um a um.

O barramento indiscriminado de rios e riachos no semiárido tem uma história longa e pouco honrosa. Parte dessa história se confunde com a chamada indústria da seca — o conjunto de práticas políticas e econômicas que transformou a escassez hídrica em instrumento de poder e acumulação. Açudes construídos em terras privadas com recursos públicos, desvios de cursos d’água autorizados por conveniência eleitoral, outorgas de uso concedidas a grandes proprietários rurais em detrimento de comunidades que dependem da mesma fonte há gerações. A água, que deveria ser bem de uso comum do povo, foi tratada como ativo privado. E quando a água vira mercadoria, os pobres sempre ficam sem beber.

As consequências humanas dessa ganância são mensuráveis e documentadas. O êxodo rural do Nordeste — um dos maiores movimentos populacionais da história brasileira — tem na escassez hídrica uma de suas causas estruturais. Pesquisas do IPEA e da Embrapa Semiárido mostram que comunidades que perdem acesso à água por barramento ou desvio de afluentes enfrentam colapso da produção agrícola de subsistência em até dois anos, seguido de migração forçada. Crianças deixam de frequentar a escola. Idosos adoecem pela ingestão de água contaminada em cisternas mal mantidas. A saúde mental das populações atingidas se deteriora de forma silenciosa, sem que os índices de desenvolvimento humano consigam capturar toda a dimensão da perda.

O que está em jogo não é apenas uma questão ambiental. É uma questão de justiça. As populações que mais sofrem com a escassez hídrica no Nordeste são exatamente aquelas que menos contribuíram para o desmatamento, o barramento irregular e a impermeabilização do solo. Agricultores familiares, comunidades quilombolas, povos de fundo de pasto — esses grupos dependem diretamente dos serviços ecossistêmicos que os rios, seus afluentes e a caatinga prestam, e que a degradação vem destruindo com a cumplicidade do Estado. Devolver o rio ao seu leito natural, proteger cada afluente como parte indivisível da bacia, restaurar a mata ciliar e tratar a água como bem comum são escolhas políticas. E escolhas políticas sempre têm um endereço — e uma responsabilidade que não prescreve.

Marcelo Rodrigues, professor, jurista, ambientalista, observador urbano, sertanista, consultor ambiental da @prefcaruaru, ex-secretário do Meio Ambiente do Recife.

Lula diz que Brasil pode se associar aos EUA na exploração de terras raras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil precisa acelerar o mapeamento e a exploração de terras raras e minerais críticos no país.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos amplamente utilizados na indústria de tecnologia devido a propriedades magnéticas e ópticas, por exemplo. Apesar do nome, os itens não são necessariamente raros, mas de difícil extração, pois aparecem dispersos e misturados a outros minerais. São componentes importantes para smartphones, turbinas, baterias e para a defesa militar. As informações são do g1.

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo e enfrenta o desafio de evoluir para a etapa industrial (liderada pela China, que concentra 90% do processamento de terras raras no mundo).

Ao comentar a disputa comercial e tecnológica no cenário internacional, Lula disse esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixe de “brigar” com o líder chinês Xi Jinping e passe a se associar ao Brasil em projetos ligados ao setor.

O presidente, no entanto, ressaltou que o país “não abre mão da soberania” sobre suas riquezas minerais.

As declarações foram dadas durante cerimônia de entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP). Na ocasião, Lula reforçou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais e citou diferentes países ao defender investimentos no setor.

“Estamos na era das terras raras, dos minerais críticos e não sei das quantas e o Brasil só tem 30% de conhecimento do que tem nesse seu território imenso. E vai ter que fazer um levantamento de 100% do Brasil. Eu estava pensando: o que o Sirius pode fazer pra gente? Porque, se a gente depender de fazer estudo cavando buraco, vai demorar muito”, disse Lula.

“A gente vai ter que contar com a inteligência e a ciência de vocês pra gente dar um salto e ver, se em um curto espaço de tempo, a gente faça com que o Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar aqui”, afirmou.

“Não temos veto, preferência por ninguém, pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser, desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”, afirmou o presidente.

Recentemente, Lula visitou Trump na Casa Branca. O petista declarou que, na reunião de quase três horas, disse ao norte-americano que os EUA pararam de investir no Brasil e esse espaço foi ocupado pela China.

Neste ano, os Estados Unidos apresentaram, para diferentes países, uma proposta de cooperação voltada à exploração de terras raras e minerais críticos. O Brasil, porém, rejeitou o modelo por avaliar que ele feria princípios ligados à soberania nacional.

Lula tem defendido que eventuais parcerias na área preservem o controle nacional sobre os recursos minerais. O governo também quer que a exploração das terras raras siga um modelo diferente do adotado historicamente com commodities, como, por exemplo, o ouro e minério de ferro.

A ideia, segundo o presidente, é que o processamento e a industrialização desses minerais aconteçam dentro do Brasil, para gerar desenvolvimento tecnológico, agregar valor à produção e ampliar a riqueza produzida no país.

Profissionais de medicina
No mesmo evento em Campinas, Lula afirmou que muitos jovens escolhem cursos de graduação pensando apenas nas demandas do mercado de trabalho e citou a medicina como exemplo.

“Não podemos continuar deixando que o mercado determine o curso que o jovem faz. Muita gente que estuda medicina não é pra trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS), mas pra abrir uma clínica e ganhar muito dinheiro”, afirmou o presidente.

Ao defender investimentos em ciência e na educação, o presidente disse que cabe ao Estado identificar as necessidades do país e orientar a formação de profissionais em áreas estratégicas.

Enem terá inscrição automática para alunos do 3º ano da rede pública

São Paulo (SP), 09/11/2025 - Estudantes no primeiro dia de provas do ENEM na UNIP Vergueiro em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira (8) que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A Portaria nº 422/2026, publicada hoje, prevê a inclusão do exame Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), visando aumentar a participação dos estudantes para uso do Enem no Saeb.

Inscrição automática
De acordo com o MEC, a inscrição automática já passa a valer para edição 2026 do Enem. O estudantes concluintes, do 3º ano, serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino.

O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que deseja fazer, além de solicitar recursos de acessibilidade se necessários.

Mais locais de prova
Com a novidade, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, irá aumentar o número de locais de aplicação das provas do Enem em cerca de 10 mil escolas. Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avalição da educação básica.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

Erilene (27 anos), Mauro (05 anos) Elias (06 meses) - Família Beneficiária do Programa Bolsa Família - CRAS de Sobradinho 1 - Brasília (DF). Na foto eles seguram o cartão do programa Bolsa Família.
Fotos: Lyon Santos/ MDS

A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (19) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos de idade e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades no Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Em maio, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026
Arte EBC

Dólar cai e fecha abaixo de R$ 5, após recuo de Trump no Irã

dólar

Em um dia de recuperação dos mercados internacionais, o dólar voltou a fechar abaixo de R$ 5, enquanto a bolsa de valores fechou em leve baixa. O clima perto do fim do pregão foi amenizado após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de um ataque militar ao Irã.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (18) vendido a R$ 4,998, com recuo de 1,34%. A cotação abriu a R$ 5,04 e firmou-se abaixo dos R$ 5 perto do fim da sessão, após as declarações de Trump.

A divisa acumula alta de 0,92% em maio. Em 2026, cai 8,93%.

O mercado de ações teve um dia mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta segunda-feira aos 176.975,82 pontos, com recuo de 0,17%. Por volta das 15h30, o indicador chegou a cair 0,83%, mas recuperou-se após a redução das tensões no Oriente Médio.

Após bater recorde em abril, o Ibovespa cai 5,52% em maio. No ano, o índice acumula ganho de 9,84%. Dados da B3 apontam retirada líquida por investidores estrangeiros de R$ 3,9 bilhões da bolsa brasileira em maio, até a metade do mês.

Ofensiva adiada
A sinalização de Trump reduziu a aversão ao risco nos mercados globais e favoreceu a recuperação de moedas emergentes ao longo da tarde. O republicano informou que suspendeu uma ofensiva militar prevista contra o Irã para permitir o avanço de negociações diplomáticas com Teerã.

O movimento ajudou a diminuir a pressão sobre ativos de risco, após dias marcados pela preocupação com uma possível escalada do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre o petróleo e a inflação global.

Com isso, o dólar perdeu força frente a diversas moedas emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

Fatores domésticos
Além do cenário externo mais favorável, investidores promoveram ajustes técnicos após a recente valorização da moeda americana no mercado doméstico.

A percepção de juros elevados por mais tempo no Brasil também ajudou a sustentar o real, após o boletim Focus – pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras – elevar a projeção para a taxa Selic no fim de 2026 para 13,25% ao ano.

Dados mais fracos da atividade econômica brasileira ficaram em segundo plano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,7% em março na comparação mensal, resultado pior do que o esperado pelo mercado.

Petróleo
Por mais um dia, o petróleo valorizou-se no exterior. O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, fechou a US$ 112,10, com ganho de 2,6%, embora tenha desacelerado após a decisão de Trump de adiar a ofensiva militar no Irã.

O barril WTI, do Texas, referência nas negociações dos Estados Unidos encerrou a US$ 104,38, com avanço de 3,33%.

*com informações da Reuters

Anvisa suspende corticoide e remédio para colesterol; veja quais lotes

Brasília (DF), 18/05/2026 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes dos medicamentos atorvastatina cálcica, rosuvastatina cálcica e fosfato dissódico de dexametasona. Foto: Cimed/Divulgação
© Cimed/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta segunda-feira (18) a comercialização, distribuição e uso de medicamentos depois de notificações de problemas em lotes específicos de produtos fabricados pelos laboratórios Hypofarma e Cimed.

No caso da Hypofarma, a medida atinge o medicamento Fosfato Dissódico de Dexametasona 4 mg/ml solução injetável (caixa com 50), utilizado como corticoide anti-inflamatório.

A empresa informou o recolhimento voluntário do lote 25091566 após identificar escurecimento da solução quando o produto é diluído em associação com determinados medicamentos.

Já a Cimed comunicou o recolhimento voluntário do lote 2424299 dos medicamentos Atorvastatina cálcica 40mg e Rosuvastatina 20 mg, ambos utilizados para controle do colesterol.

Segundo a empresa, houve suspeita de mistura de embalagens com cartuchos de Rosuvastatina identificados em lote de Atorvastatina. A Anvisa também suspendeu a comercialização, distribuição e uso dos produtos relacionados a esse lote específico (2424299).

Fitoterápicos proibidos

A agência sanitária também informou hoje que determinou a apreensão e proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso de uma série de medicamentos e fitoterápicos sem registro, notificação ou cadastro sanitário. Entre os produtos proibidos estão:

  • Composto Cura Tudo
  • Composto Anti-álcool
  • Garrafada Cura Tudo
  • Ki Sinusite/Rinite
  • Composto Saúde do Homem
  • Composto Tira Fumo
  • Composto para Diabetes
  • Composto Taradão
  • Composto para Psoríase
  • Garrafada do Seu Geraldo

A medida também vale para todos os lotes dos fitoterápicos da marca Status Verde:

  • Composto Anti-Diabetes
  • Valeriana Composta
  • Erva Baleeria
  • 7 Magnésios

 

Vorcaro é transferido para carceragem da superintendência da PF

Brasília (DF),  09/03/2026 - Fotografia do banqueiro Daniel Vorcaro.
Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (18) para uma cela comum na superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master.

Desde março deste ano, o banqueiro estava detido na mesma sala de estado-maior em que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou custodiado antes de ser transferido para a prisão domiciliar.

No local, Vorcaro tinha liberdade para receber advogados responsáveis pela proposta de acordo de delação que foi entregue à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início deste mês.

Com a entrega da proposta, o banqueiro vai retornar à carceragem da corporação, onde deverá cumprir regras mais restritas para receber visitas de advogados.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).