Inscrições para Prouni 2026 do 2º semestre estão abertas

Estudantes se concentram em local de prova do Enem 2022 na zona Sul de São Paulo

Os interessados em uma bolsa de estudos pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) já podem se inscrever no processo seletivo do segundo semestre. O prazo de inscrições começou nesta terça-feira (7) prossegue até a sexta-feira (10).

O procedimento deve ser feito diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, do Ministério da Educação (MEC).

A iniciativa federal oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

O candidato deverá optar por concorrer a bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas a pessoas com deficiência (PCD) e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.

Todas as informações sobre as regras deste processo seletivo estão no Edital nº 51/2026, publicado na última quarta-feira (1º) pelo Ministério da Educação (MEC).

Quem pode se inscrever
Para se inscrever, é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a redação do Enem.

Os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:

ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública
ter feito o ensino médio como bolsista integral ou bolsista parcial em instituição privada
ter mesclado o ensino médio entre escola pública e privada
ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação
ser professor ativo da rede pública de ensino que queiram cursar licenciatura ou pedagogia. Para esses docentes, não é exigido o limite de renda que se aplica aos demais candidatos

Quem participou do Enem na condição de treineiro, ou seja, para autoavaliação antes mesmo de concluir o ensino médio não pode se inscrever no Prouni 2026.

Além disso, é necessário que todos os inscritos se atentem aos critérios de renda exigidos para a obtenção da bolsa.

Para as bolsas integrais, que cobrem 100% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até 1,5 salário mínimo.

Já para as bolsas parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até três salários mínimos.

Classificação
Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média.

A classificação ainda observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição, além de considerar se o candidato concorre em ampla concorrência ou às bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas.

Resultado
O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de julho na página do Prouni. Já a segunda chamada sairá no dia 5 de agosto.

Depois disso, os selecionados na primeira chamada precisam comprovar as informações de 15 a 24 de julho. Já os da segunda chamada deverão confirmar entre os dias 5 e 14 de agosto.

Confira abaixo o cronograma oficial do Prouni 2026/2:

inscrições: 7 a 10 de julho
resultado 1ª chamada: 15 de julho
resultado 2ª chamada: 5 de agosto
lista de espera: 26 e 27 de agosto
resultado lista de Espera: 1º de setembro

Fios que sufocam cidades: A hora dos municípios do Nordeste dizerem basta

Por Marcelo Rodrigues

Caminhar pelas ruas dos municípios do Nordeste brasileiro revela uma paisagem que se tornou invisível: postes carregados de dezenas de cabos mortos, abandonados por empresas que os instalaram e nunca retornaram para removê-los. O fenômeno é tão comum que deixamos de reconhecê-lo como problema, naturalizando o caos aéreo que corta o céu urbano. Essa negligência merece ser nomeada corretamente: abandono de infraestrutura que compromete a segurança pública.

O mecanismo é simples e revoltante. Operadoras de telecomunicações instalam redes, realizam manutenções, trocam tecnologias e deixam para trás quilômetros de cabos inutilizados pendurados nos mesmos postes que sustentam a fiação ativa. Sem fiscalização rigorosa ou prazos para retirada, sem ônus real para quem descarta dessa forma, o material se acumula ano após ano, formando os populares “cachos” e “barrigas” que se arrastam pelas ruas. O que deveria ser temporário se transforma em passivo permanente, e a cidade paga a conta.

Os riscos são concretos. Cabos soltos podem tocar a fiação elétrica ativa, provocando curtos-circuitos, incêndios e choques que colocam pedestres, ciclistas e motoristas em perigo. Emaranhados que descem até a altura de veículos comprometem a mobilidade. Bombeiros relatam dificuldade de acesso durante ocorrências justamente pela quantidade de fios sobrepostos. Além disso, há o impacto sobre a paisagem urbana, o valor imobiliário das áreas afetadas e a autoestima de cidades que investem em requalificação enquanto o céu permanece rasgado por lixo eletrônico.

Iniciativas municipais recentes voltadas à retirada sistemática desse material merecem ser tratadas como política pública estruturante, não como ação pontual. Quando uma autarquia municipal mapeia completamente a rede de postes, quantifica toneladas de cabos mortos, organiza a fiação ativa e devolve ruas inteiras à ordem, está corrigindo uma falha de mercado que o setor de telecomunicações nunca teve incentivo para resolver. Não existe lucro imediato em desmontar cabos obsoletos, apenas custo. Onde há custo sem obrigação legal severa, a tendência do mercado é sempre a inércia.

Não é coincidência que essa mobilização ganhe força em capitais nordestinas. A região, historicamente cobrada por resolver deficits de infraestrutura, encontra agora um novo capítulo de sua agenda de modernização: o combate ao abandono aéreo. Ao retirar toneladas de fiação morta, gestões municipais mostram que planejamento urbano de qualidade depende, antes de tudo, de vontade política para confrontar interesses que preferem manter o problema invisível.

Contudo, ações isoladas não bastam para resolver um problema estrutural que se repete em praticamente toda a malha urbana nordestina. É preciso que essa postura deixe de ser exceção e passe a ser padrão exigido. Municípios que ainda não iniciaram levantamentos sistemáticos precisam entender que a inércia tem preço: em acidentes, processos judiciais, imagem institucional e, sobretudo, em vidas colocadas em risco. Regulação clara, prazos definidos para retirada de cabos, penalidades efetivas para operadoras e parcerias entre autarquias e concessionárias são caminhos já testados que produzem resultados mensuráveis.

Há também uma dimensão ambiental. Cabos abandonados acumulam-se como resíduo eletrônico com componentes que exigem descarte adequado. Cidades que dão destinação ambientalmente correta ao material recolhido fecham um ciclo que alcança a sustentabilidade urbana.

O que está em jogo não é apenas aparência, mas segurança pública, eficiência regulatória e respeito ao espaço coletivo. Cidades que convivem com quilômetros de fiação morta terceirizam para o acaso um risco que poderia ser eliminado com planejamento e fiscalização. As experiências recentes de municípios nordestinos provam que a solução é técnica e política. Falta replicá-la em escala, com a coragem de quem entende que uma cidade só é verdadeiramente moderna quando também cuida do que está pendurado sobre ela.

Marcelo Augusto Rodrigues, é jurista, observador urbano, sertanista, consultor ambiental, ex-Secretário de Meio Ambiente do Recife, e sócio proprietário do escritório de advocacia Marcelo Rodrigues Advogados.

Especialistas apontam caminhos para empresas do Agreste vencerem a guerra de preços e protegerem suas margens de lucro

Em formato de imersão consultiva e prática, a Masterclass de Vendas HGS reúne time de grandes nomes do mercado para contribuir com o posicionamento de negócios locais

Competir no mercado diante de concorrentes que praticam preços excessivamente baixos ou que oferecem produtos de menor qualidade é um dos cenários mais complexos para empresários de serviços e varejo. No entanto, especialistas afirmam que baixar o preço para acompanhar a concorrência é um caminho perigoso que costuma corroer a saúde financeira do negócio. A verdadeira saída está na construção de um posicionamento de mercado forte e na clareza ao comunicar a proposta de valor ao cliente.

O tema será amplamente debatido na Masterclass de Vendas da HGS, programa imersivo que acontece em Caruaru ao longo de dois finais de semana de agosto, nas sextas e sábados, 21, 22, 28 e 29 de agosto. O treinamento foi estruturado com foco em aplicação imediata na realidade das empresas participantes, permitindo que os empresários, líderes e gestores construam suas estratégias durante o próprio evento.

Para garantir profundidade e diferentes visões de mercado, a HGS Academy escalou um time de especialistas, empresários e diretores renomados. A programação oficial contará com a condução de Arthur Bessone, Estavam Alves, Stéphannie Coutinho e Kassius Leandro, além de painéis de debate com convidados de destaque no cenário corporativo, como o CEO do Grupo A1, Alan César e o cofundador da Virthon Energia Solar, Thulio Assunção (Virtron). O encerramento será conduzido pelo especialista em vendas, Hildegard Assis.

“Vamos trabalhar a construção de argumentos comerciais robustos que reforcem o valor da oferta. O empresário do Agreste precisa fortalecer a maneira como se diferenciar pela qualidade e pela inteligência de mercado, e não pelo sacrifício de suas margens”, destaca a organização da imersão.

O evento oferece um ambiente propício para o networking de alto nível, troca de experiências reais entre empresários e uma visão ampliada sobre as novas tendências de consumo. Mais informações no telefone (81) 98190-9101.

Produção de veículos sobe 8,8% no primeiro semestre, diz Anfavea

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No primeiro semestre deste ano, a produção de veículos – que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – cresceu 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1,37 milhão de veículos produzidos. Este foi o melhor primeiro semestre desde 2019, divulgou nesta terça-feira (7) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo a Anfavea, o principal crescimento foi no segmento de automóveis, cujas vendas avançaram 23,7%, com 208 mil unidades a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Já o segmento de veículos pesados, como caminhões e ônibus, seguem em recuperação mais lenta.

No semestre, as vendas de caminhões recuaram 10,5%, enquanto os ônibus registraram queda de 11,6%. E, embora no mês de junho ambos os segmentos tenham apresentado resultados melhores do que no ano passado, o desempenho ainda não foi suficiente para reverter a expectativa de mais um ano de retração.

Quanto aos emplacamentos, o crescimento foi de 18,5% no primeiro semestre do ano, com 1,42 milhão de veículos comercializados. Em junho foram 272,5 mil unidades comercializadas, alta de 28% frente a junho do ano passado.

Expectativa para o ano
Com o desempenho acima do esperado no primeiro semestre, principalmente nas vendas de veículos no mercado interno, a Anfavea decidiu revisar para cima a sua expectativa de crescimento para o ano.

Agora, a associação disse esperar que o Brasil feche o ano de 2026 ultrapassando a marca de 3 milhões de autoveículos emplacados, patamar que não é alcançado desde 2014. Se essa projeção se confirmar, diz a entidade, o crescimento será de 12,1% em relação a 2025, bem acima dos 2,7% previstos no início do ano.

Já a previsão do ano relacionada à produção passou de 3,7% para 5,8%, com expectativa de 2,8 milhões de autoveículos produzidos.

Exportações e importações
Apesar do cenário positivo, as exportações continuam sem apresentar sinal de recuperação no semestre, com queda de 21,2% em relação ao mesmo período do ano passado, somando 216,6 mil unidades exportadas. Considerando-se apenas o mês de junho, o recuo foi de 26,7% sobre junho do ano passado, com 36,7 mil unidades exportadas.

As importações, por sua vez, somaram 280,6 mil unidades, o que representou aumento de 22,8% no primeiro semestre. Em junho foram importadas 57 mil unidades, crescimento de 49,3% em relação a junho do ano passado.

Brasil vê avanço com EUA, mas mantém etanol fora da negociação

Terminal de Containers no Porto de Santos, lado Guarujá, São Paulo, Brasil! Uma vista aérea de Drone. Foto: Angelo F. Roesler/ Adobe Stock

Em meio às negociações para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, o Brasil identificou uma abertura dos Estados Unidos para ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime transnacional, disse nesta terça-feira (7) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Após uma nova rodada de reuniões técnicas com representantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o ministro avaliou que houve avanços em um tema considerado estratégico pelo governo.

“Nós tratamos de um pedido que o presidente Lula tem feito de cooperação integrada de combate ao crime transnacional. Há reconhecimento de que é possível avançar nesse ponto”, afirmou.

Segundo o ministro, a expectativa é realizar ainda nesta semana uma nova reunião técnica e um encontro político com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, antes do encerramento da consulta pública que antecede a decisão sobre as tarifas.

Apesar do avanço em alguns temas, Márcio Elias Rosa reforçou que o governo pretende manter as negociações restritas à questão tarifária.

“A principal orientação do presidente é que não sairemos da mesa e também não deixaremos que outros temas sejam discutidos”, disse.

Etanol excluído
O ministro também voltou a defender que o etanol permaneça fora das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo Márcio Elias Rosa, discutir apenas a tarifa do biocombustível ignora a relação entre as cadeias produtivas de etanol e açúcar, além dos impactos para a indústria nacional.

“O governo vem defendendo que o etanol não seja tratado nessa discussão. É uma pena que outras pessoas pensem diferente para que o etanol americano possa entrar no mercado brasileiro com facilidade”, afirmou.

Ele destacou ainda que o setor é estratégico, principalmente para o Nordeste, e lembrou que o açúcar brasileiro enfrenta fortes barreiras para entrar no mercado americano.

“Nosso açúcar tem sobretaxa nos Estados Unidos de quase 100%. Não dá para dissociar as duas cadeias”, disse.

Diante do prazo apertado para um entendimento, o ministro afirmou que o governo concentrará esforços nos pontos em que há possibilidade de avanço. “O prazo é curto. Temos que focar no que pode dar resultado positivo”, declarou.

Setor apoia
Durante a audiência pública promovida pelo USTR, representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, da União Nacional do Etanol de Milho e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil reforçaram a posição defendida pelo governo brasileiro.

As entidades argumentaram que a queda das importações de etanol americano não decorre apenas de tarifas, mas principalmente da expansão da produção nacional de etanol de milho, que reduziu a necessidade de compras externas.

Na avaliação do setor, Brasil e Estados Unidos, os dois maiores produtores mundiais de etanol, deveriam priorizar a expansão do mercado internacional de biocombustíveis, em vez de ampliar disputas comerciais bilaterais.

O que é a Seção 301
As negociações ocorrem paralelamente à investigação aberta pelo USTR com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O instrumento permite ao governo americano investigar práticas comerciais de outros países consideradas desleais ou prejudiciais às empresas dos EUA. Ao fim do processo, Washington pode aplicar medidas como sobretaxas sobre produtos importados ou outras restrições comerciais.

No caso brasileiro, a investigação questiona políticas relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, compras governamentais e outros temas. Antes da decisão final, o governo americano realiza uma consulta pública com empresas e entidades interessadas.

Confira os jogos das oitavas da Copa do Mundo nesta terça-feira (07)

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Argentina v Cape Verde - Miami Stadium, Miami Gardens, Florida, U.S. - July 3, 2026
Argentina's Lionel Messi celebrates scoring their first goal REUTERS/Amanda Perobelli     TPX IMAGES OF THE DAY

O Brasil deu adeus à Copa do Mundo no último domingo (5), mas ainda tem muita tem muita bola para rolar nos gramados da América do Norte. Nesta terça-feira (7), quatro seleções entram em campo pelas oitavas-de-final.

Argentina x Egito
Às 13h, pelo horário de Brasília, a Argentina enfrenta o Egito em Atlanta. Os argentinos vêm de uma classificação dramática contra Cabo Verde, por 3 a 2, na prorrogação.

Messi não brilhou como se esperava, mas os atuais campeões seguem vivos em busca do tetracampeonato.

Os sul-americanos enfrentam o Egito de Mohamed Salah. A seleção do nordeste da África superou a Austrália na fase anterior. Assim como os argentinos, os egípcios não resolveram o jogo nos 90 minutos. A classificação contra os australianos só veio na disputa de pênaltis.

Suíça x Colômbia
Na outra partida do dia, às 17h, a Suíça enfrenta a Colômbia em Vancouver. A cidade canadense recebe uma Colômbia embalada por boas atuações contra Portugal, ainda na fase de grupos, e contra Gana, na primeira fase eliminatória.

John Arias, do Palmeiras, e Luíz Díaz, do Bayern de Munique, estão entre os destaques dos “Cafeteros”, como são chamados os colombianos.

Já a Suíça começou a Copa devagar, com um empate melancólico contra o Catar. Mas, jogo a jogo, foi melhorando seu futebol.

Os olhos dos suíços estão voltados para o jovem Johan Manzambi, de 20 anos. O meio-campista, que também pode atuar como atacante, tem três gols e duas assistências na Copa até agora.

As partidas de hoje vão definir um dos confrontos das quartas-de-final. Pode ser que haja um confronto sul-americano, com o encontro de Argentina e Colômbia, ou a volta da Suíça a essa fase do torneio após 72 anos.

Caso o Egito supere a Argentina, o que seria por si só o maior feito da história do futebol do país, os Faraós chegariam pela primeira vez às quartas. Mas essa já é a melhor Copa da história do país, que nunca havia alcançado as oitavas-de-final antes.

Despedida de países-sede
A partida entre Suíça e Colômbia, no Canadá, será a última realizada fora dos Estados Unidos.

O México já se despediu da Copa ontem, quando o Estádio Azteca recebeu o confronto entre México e Inglaterra. E foi uma despedida dupla, já que a seleção dos donos da casa foi eliminada pelos ingleses.

A Copa fará uma pausa na quarta-feira (8) e, a partir da quinta-feira (9), todos os jogos ocorrerão em gramados estadunidenses.

2ª Olimpíada de Empreendedorismo incentiva inovação entre estudantes da Rede Municipal de Caruaru

A criatividade, a inovação e o espírito empreendedor dos estudantes da Rede Municipal de Ensino de Caruaru foram destaque durante a 2ª Olimpíada de Empreendedorismo Interescolar. Promovida pela Secretaria de Educação e Esportes, a iniciativa reuniu alunos dos anos finais das Escolas em Tempo Integral do município.

Com um projeto pioneiro e inovador na cidade, os estudantes das cinco escolas participantes passaram por diversas etapas, até a fase final, que culminou na colocação dos três projetos mais inovadores.

A equipe que ficou em primeiro lugar foi a Brickn Engenharia Sustentável, da Escola em Tempo Integral Capitão João Velho, que receberá a medalha de ouro e a premiação de R$ 1.600,00. O professor orientador também será premiado e receberá a quantia de R$ 500,00.

“É uma ótima iniciativa para todos nós estudantes, não só pelo que aprendemos com a monitoria para esse projeto especial, mas por tudo que adquirimos no tempo de preparação para as olimpíadas”, afirmou a estudante Lara Milena.

Confira a classificação

1° lugar- Escola Capitão João Velho

2º lugar- Escola Capitão João Velho

3° lugar- Escola Irmã Ceciliana Gross

Secretaria da Mulher de Caruaru participa da Operação Mulher Segura 2026 com ações de cidadania e enfrentamento à violência

Caruaru recebe, nesta terça-feira (7), a Operação Mulher Segura 2026 – 2ª Edição, mobilização nacional voltada ao enfrentamento da violência contra as mulheres. A iniciativa contará com ações de cidadania, orientação à população e capacitação dos profissionais que atuam na rede de proteção, reforçando o compromisso com a prevenção da violência e a garantia de direitos.

Ao longo da manhã, serão realizadas ações como mutirão para emissão da Carteira de Identidade Nacional (RG), na Escola Municipal Professor Kermógenes Dias de Araújo, no bairro Vassoural, blitz educativa com orientações sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres, no Marco Zero de Caruaru, e uma formação destinada aos profissionais da rede de atendimento, no SESC Caruaru.

As atividades têm como objetivo ampliar o acesso aos serviços públicos, fortalecer a atuação integrada entre as instituições e aproximar a população dos canais de acolhimento e proteção.

A Operação Mulher Segura é promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), contando, em Caruaru, com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria da Mulher.

PGR pede que Flávio Bolsonaro seja ouvido por calúnia contra Lula

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira (6) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja ouvido no inquérito no qual o parlamentar é investigado pela prática de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação.

Gonet citou a legislação penal e disse que Flávio pode apresentar retratação de suas falas, possibilidade que pode isentá-lo de eventual condenação.

Para o procurador, o inquérito deve retornar à Polícia Federal para a realização da oitiva.

“Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena”, afirmou Gonet.

O caso trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.

Na publicação, o senador declarou que “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

No mês passado, a PF encerrou o inquérito que apurou o caso e concluiu que o senador cometeu calúnia contra o presidente.

Após a divulgação do relatório final da investigação, a Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Dossiê sobre tarifas e Pix enviado ao governo Trump amplia desgaste de Flávio Bolsonaro entre eleitores decisivos, aponta pesquisa

POR MÍRIAM LEITÃO – O GLOBO

O dossiê, de 86 páginas, enviado por Flávio Bolsonaro ao governo dos Estados Unidos, no qual pede a suspensão por 180 dias das tarifas sobre produtos brasileiros — até depois das eleições — teve repercussão negativa entre os chamados eleitores pendulares, aqueles que alternam o voto entre candidatos da esquerda e da direita.

A conclusão é da oitava rodada da pesquisa qualitativa do Instituto Democracia em Xeque, que vem acompanhando de perto esse grupo de eleitores considerado decisivo para uma disputa presidencial que promete ser novamente polarizada e acirrada. Segundo Beto Vasques, diretor de Relações Institucionais da instituição, o pré-candidato do PL à Presidência não está apenas perdendo confiança entre esse segmento do eleitorado, mas também autonomia narrativa.

Segundo o levantamento, os entrevistados avaliam que Flávio Bolsonaro demonstrou maior preocupação com o custo eleitoral das tarifas do que com a defesa dos interesses das empresas brasileiras afetadas pela medida. A referência ao Pix na carta enviada ao presidente Donald Trump também foi mal recebida, sendo interpretada por parte dos participantes como um gesto em defesa das empresas americanas de cartões de crédito, em detrimento de uma inovação brasileira amplamente utilizada pela população. Flávio Bolsonaro está inscrito para falar, nesta terça-feira, na na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC), em Washington.

De acordo com a pesquisa, pela terceira semana consecutiva a agenda do senador é dominada por polêmicas, explicações consideradas insuficientes e pela percepção de que há fatos sendo omitidos.

— A carta a Trump, o ruído com Michelle Bolsonaro, a fala de Paulo Figueiredo sobre o voto feminino, a sequência de polêmicas fazem o senador deixar de ser visto como um candidato autônomo para ser percebido como uma extensão de uma família em conflito permanente, envolvida em sucessivas controvérsias, subordinada aos Estados Unidos e pouco preocupada com os interesses da população — afirma Vasques.

Nesse cenário, a pesquisa qualitativa aponta avanço do presidente Lula entre os eleitores pendulares. Segundo Vasques, embora Lula não desperte entusiasmo nesse segmento, ele é percebido como mais associado às políticas sociais e mais alinhado à defesa dos interesses do Brasil.

O levantamento indica que esse eleitorado distingue uma boa relação com os Estados Unidos de uma postura de submissão aos interesses norte-americanos. A defesa do Brasil feita por Lula é vista de forma positiva, embora persistam críticas ao que alguns entrevistados classificam como um discurso “antiamericanista” do presidente. Já o impacto do envolvimento de Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado, continua presente, mas perdeu força, avalia Vasques.

— O afastamento do senador da liderança do governo foi bem recebido. Por outro lado, o abraço de Lula em Jaques Wagner reabriu suspeitas de proteção a aliados, criando um ruído no campo moral — afirma o diretor do Instituto Democracia em Xeque.