Haddad anuncia criação de delegacia para investigar crime organizado

Brasília (DF), 28/08/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva para detalhar duas operações da Polícia Federal para combater a atuação do crime organizado no setor de combustíveis. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a criação de uma delegacia voltada ao combate aos crimes contra o sistema financeiro, no mesmo dia da Operação Spare, um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que investiga uma organização criminosa que faz lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis e fintechs e explora jogos de azar.

“Essa delegacia vai combater de forma estruturada o crime organizado, bem como a intersecção entre o crime organizado e a economia real”, explicou o ministro.

Haddad lembrou que a operação desta quinta-feira (25) foi a quarta neste âmbito, com a cooperação de diversos órgãos, inclusive os ministérios Público Federal e estaduais, bem como com as polícias militares.

O ministro revelou que nas próximas semanas vai enviar para o Ministério de Gestão e Inovação (MGI) a proposta da nova delegacia, que vai funcionar dentro do organograma da Receita Federal.

A operação deflagrada nesta quinta-feira resultou das suspeitas sobre a movimentação financeira das empresas envolvidas nas supostas fraudes.

“[As empresas] Movimentavam R$ 4,5 bilhões e pagavam tributos sobre apenas 0,1% desse montante. E isso despertou a atenção da Receita”, disse Haddad.

A Operação Spare registrou o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão. O comandante do Policiamento de Choque, o coronel Valmor Racorti, informou que foram apreendidos quase R$ 1 milhão em espécie, 20 celulares, computadores e uma arma de fogo.

“As facções criminosas passaram muito tempo priorizando o tráfico de entorpecentes, mas novas estruturas têm possibilitado que elas atuem em outras frentes, inclusive na economia formal e no ambiente político”, disse o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.

O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Silvio Loubeh, informou que as investigações partiram da suspeita sobre casas de jogos na Baixada Santista, de máquinas de crédito e débito.

“Investigando as empresas que recebiam esses recursos, identificamos dois postos de combustíveis envolvidos com lavagem de dinheiro. A partir daí, identificamos um grupo criminoso responsável pelo branqueamento de capitais não só por meio dos dois postos, os envolvidos controlavam também outros estabelecimentos no setor de combustíveis, uma rede de motéis e empresas de fachada que movimentaram milhões de reais”, completou Loubeh.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, também defendeu a adoção de medidas voltadas ao maior controle na importação de petróleo e seus derivados.

“É uma série de avanços que precisaremos fazer para combater essa infiltração tão ampla”, disse.

As investigações apontam também para a existência de vínculos da organização criminosa com empresas do setor hoteleiro e a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Operação Spare contou com 110 policiais militares do Comando de Choque de São Paulo e unidades especializadas no cumprimento das ordens judiciais, bem como com agentes da Receita Federal e integrantes da Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria da Fazenda.

Aves vítimas do tráfico são abrigadas pelo Centro de Reabilitação da CPRH

Mais de 200 aves silvestres chegaram ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), Zona Norte do Recife, nesta quinta-feira (25), apreendidas do tráfico de animais. Elas foram encontradas durante operação policial ocorrida no município de Araripina, Sertão pernambucano. São 171 papagaios, 32 graúnas, 10 periquitos e 03 maritacas.

O grupo chegou com alguns animais feridos, uns mutilados e muitos filhotes recém-nascidos, que seriam levados para feiras em cidades do interior. Os animais estavam em graves condições de maus-tratos e precisarão de muita assistência veterinária. No Centro, que pertence à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), eles passaram por avaliação veterinária. Em seguida, seguirão para a etapa de reabilitação e só depois de aptos seguem para o processo de soltura branda (espécie de aclimatação).

A entrega oficial ocorreu ainda na cidade de Araripina, mas a transferência até o Cetras contou com a parceria do Ibama e da ONG BioDiverse. Conforme explicou o biólogo do Cetras, Yuri Marinho, no caso dos filhotes de papagaio, eles devem passar, pelo menos, uns três meses para ganhar certa autonomia. Até lá, serão alimentados, um a um, pelos biólogos e médicos veterinários, como seriam pelos próprios pais. “Para que o papagaio esteja apto para soltura, ele cumpre umas seis etapas da reabilitação, esses filhotes, por exemplo, devem levar mais de um ano até estarem prontos para a soltura”, concluiu.

No Cetras, os animais recebem atendimento de veterinários, biólogos e tratadores especializados. Após a chegada, eles estão em um período de quarentena e estão sendo submetidos a exames, testes e assistência veterinária, de acordo com as condições físicas e de saúde. O espaço tem áreas definidas para cada espécie, conforme as necessidades dos animais. Os papagaios, por exemplo, após a reabilitação e quando estiverem aptos, serão liberados nos biomas de ocorrência de acordo com cada espécie. Os animais mutilados, aqueles que não têm condições de voltar à natureza serão encaminhados para zoológicos ou mantenedores de fauna, como ocorreu recentemente com cinco araras que foram doadas ao Parque Estadual Dois Irmãos (PEDI).

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na delegacia de Araripina, dois suspeitos foram detidos durante a apreensão. Eles declararam que vinham do interior do Piauí, onde compraram as aves, e seguiam para comercializar os animais numa feira na cidade de Caruaru, no Agreste. Pelo boletim, foram caracterizados os crimes de crueldade contra animais, posse e comércio ilegal de animais e ocorrências contra o meio ambiente. Junto com as aves, os dois suspeitos foram encaminhados para a delegacia, onde foi registrado o crime. Além das aves, também houve apreensão de aparelhos celulares e de um veículo. A operação foi realizada pelo Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI).

Edson Gomes nesta sexta-feira no Caruaru Motofest

Entre os destaques, estão atrações como Edson Gomes, Ratos de Porão e Alkymenia, que se apresentou nesta quinta-feira na abertura do evento

Desde esta quinta-feira (25), o Pátio do Forró vira Pátio do Rock com a programação especial do Motofest 2025. Realizado pela Prefeitura através da Fundação de Cultura, em parceria com o Movimento Motociclístico de Caruaru (MMC), o evento promete atrair milhares de pessoas com shows de atrações regionais e nacionais. Entre os destaques deste ano, estão nomes como Edson Gomes, Ratos de Porão e Alkymenia, além de tributos a Charlie Brown Jr., Raul Seixas e Legião Urbana.

Além das apresentações, o evento conta com atividades especiais, que fortalecem a diversidade cultural e a economia criativa. No entorno da estátua de Luiz Gonzaga, será montado um stand de tatuagem, que reunirá diversos artistas da região. No local, além das flashes tattoos comerciais, serão realizadas gratuitamente tatuagens salva-vidas, que indicam condições de saúde, como tipo sanguíneo, alergias e comorbidades, a partir de apresentação de laudo médico. O espaço funcionará das 17h às 23h, na quinta e na sexta-feira, e das 16h às 22h, no sábado.

Durante a programação, o Pátio de Eventos também vai receber a Feira da Mulher Empreendedora, com uma variedade de produtos produzidos em Caruaru, e a Feira dos Motociclistas, reunindo itens temáticos para os apaixonados pelo estilo, além de uma praça de alimentação.

No fim de semana, as atividades chegam também ao Mercado Cultural Casa Rosa, fomentando a cena alternativa local, com shows de Dreameld, Visão Noturna, Nanny Melo e Rock Man.

Confira a programação

*Pátio de Eventos

*Sexta-feira (26)*

19h – Funky Monks

20h30 – Rethorn

22h – Amanan

23h30 – Edson Gomes

*Sábado (27)*

18h30 – OldPack

20h – Black Bird

21h30 – Imunidade Charlie Brown

23h15 – Ratos de Porão

1h – Rolê Alternativo

Casa Rosa

*Sábado (27)*

13h – Dreameld

15h – Visão Noturna

*Domingo (28)*

13h – Nanny Melo

15h – Rock Man

Tenda de jornalistas palestinos é bombardeada após reunião com Fenaj

Gaza, 25/09/2025 - Reunião com jornalistas em tenda improvisada para repórteres na Cidade de Gaza. Foto: Sindicato dos Jornalistas da Palestina/Divulgação

Um grupo de jornalistas palestinos na Cidade de Gaza teve sua tenda bombardeada por forças militares de Israel, na tarde desta quinta-feira (25), após participarem de uma videoconferência com repórteres brasileiros organizada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), pelo Sindicato dos Jornalistas da Palestina e pela Embaixada da Palestina no Brasil. No local, onde funcionava o Centro de Solidariedade de Jornalistas em Gaza, estavam pelo menos 20 profissionais. A informação sobre o incidente foi dada pela Fenaj, por meio da embaixada.

De acordo com o embaixador palestino, Ibrahim Alzeben, até o início da tarde não havia informações sobre vítimas, mas uma fonte árabe, próxima à entidade sindical local, informou que os jornalistas conseguiram escapar com vida. A Cidade de Gaza foi praticamente destruída pelas forças israelenses desde outubro de 2023, quando a guerra em Gaza eclodiu.

No encontro online, foram ouvidos os relatos dos líderes sindicais Naser Abu Baker e Tahseen al Astal, presidente e vice do Sindicato dos Jornalistas da Palestina, e mais nove profissionais com atuação na Faixa de Gaza. Eles apresentaram números para demonstrar que a imprensa palestina é um alvo prioritário de Israel. Dos cerca de 1,6 mil jornalistas profissionais registrados na Faixa de Gaza, 252 foram mortos em ataques israelenses desde o início da ofensiva no enclave palestino. Outros 400 foram feridos e cerca de 200 estão presos. Ao menos 600 familiares destes profissionais também foram mortos na guerra.

A jornalista freelancer Fidaa Asaliya, uma das que estavam na tenda bombardeada, declarou que os profissionais da imprensa na Palestina estão pagando com a própria vida o preço de transmitir a verdade ao mundo.

“Estamos no centro de solidariedade pertencente ao Sindicato dos Jornalistas em meio a um bombardeio constante que está ameaçando as nossas vidas constantemente, mas continuamos fazendo nosso trabalho”, afirmou.

Segundo Fidaa Asaliya, a ocupação não faz distinção entre um jornalista, um cidadão ou um membro da resistência.

De acordo com os relatos, os profissionais que não são mortos têm as suas casas bombardeadas, obrigando-os a se deslocarem seguidamente em busca de um lugar para se abrigar. Samir Khalifa, outro jornalista em Gaza, contou que em 23 meses de ataques já se deslocou de um lugar para outro 18 vezes. O Sindicato dos Jornalistas da Palestina aponta ainda que 647 imóveis residenciais de profissionais de imprensa foram destruídos pela invasão das forças militares de Israel.

Ainda segundo a entidade, desde o início da ocupação israelense, há dois anos, cerca de 3,4 mil jornalistas foram proibidos de entrar no enclave, sendo 820 deles oriundos dos Estados Unidos (EUA), o principal aliado de Israel.

“A ideia da reunião foi exatamente promover a oportunidade de nossos colegas palestinos, que estão sendo assassinados brutalmente, relatarem a realidade que enfrentam para noticiar sobre uma ofensiva que já matou quase 70 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças”, disse a presidenta da Fenaj, Samira de Castro.

Ela lamentou que Israel possa ter monitorado a transmissão da reunião e tenha agido logo depois para silenciar mais vozes em sua cruzada genocida e de limpeza étnica.

A conversa com os repórteres brasileiros, a convite da Fenaj e com participação da Agência Brasil, aconteceu com grupos de jornalistas palestinos instalados em tendas em dois centros improvisados, um em Khan Yunis, no sul de Gaza, e outro na Cidade de Gaza, ao norte, que já foi praticamente toda destruída pelos bombardeios das forças militares de Israel.

Em nota, o Comitê Editorial e de Programação (Comep) e o Comitê de Participação Social, Diversidade e Inclusão (CPADI), ambos fóruns de participação social da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), manifestaram repúdio ao bombardeio que atingiu o Centro de Solidariedade de Jornalistas em Gaza.

“O ataque ocorreu meia hora depois de jornalistas palestinos participarem de uma roda de conversa virtual promovida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e pela Embaixada da Palestina no Brasil, em diálogo com dezenas de profissionais de mídia brasileiros. O episódio confirma que Israel monitora e persegue jornalistas com o objetivo de silenciar vozes que denunciam o genocídio em curso na Faixa de Gaza. Reiteramos nossa solidariedade aos colegas palestinos, que seguem trabalhando sob risco permanente de morte, deslocamentos forçados e destruição de suas casas e locais de trabalho”, diz um trecho da manifestação.

Os comitês exigem da Organização das Nações Unidas, da comunidade internacional e dos organismos de proteção aos direitos humanos “medidas urgentes e concretas para cessar os crimes de guerra cometidos por Israel”.

A Agência Brasil pediu, mais cedo, posicionamento à Embaixada de Israel sobre a violência contra jornalistas palestinos e aguarda retorno para acréscimo nesta reportagem.

A Faixa de Gaza é um território palestino que tem sido alvo de intensos bombardeios e ataques por terra do Exército de Israel desde um atentado do grupo islâmico Hamas a vilas israelenses, em outubro de 2023, que deixou cerca de 1,2 mil mortos e fez 220 reféns. O Hamas, que governa Gaza, sustenta que o ataque foi uma resposta ao cerco de mais de 17 anos imposto ao enclave e também à ocupação dos territórios palestinos por Israel.

Os ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, desde então, já fizeram mais de 60 mil vítimas, além de destruírem hospitais, escolas e todo tipo de infraestrutura que presta serviços à população. Um bloqueio às fronteiras do território também dificulta a entrada de alimentos e medicamentos, agravando a crise humanitária. Segundo Israel, o objetivo é resgatar os reféns que ainda estão com o Hamas e eliminar o grupo completamente.

O conflito foi um dos principais temas da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, realizada nesta semana em Nova York, nos Estados Unidos. Antes e durante o evento, países tradicionalmente aliados de Israel e dos Estados Unidos anunciaram o reconhecimento oficial ao Estado palestino, entre eles o Reino Unido, a França, o Canadá e a Austrália. O Brasil reconhece a Palestina como um país que tem direito à soberania desde 1967 e apoia a coexistência pacífica de dois Estados: um para os palestinos e outro para os israelenses.

Apesar da pressão internacional, o governo de Israel subiu o tom e afirmou que não haverá Estado palestino.

Número de trabalhadores por aplicativo cresceu 170% em 10 anos, diz BC

Rio de Janeiro (RJ) 06/03/2024 – Entregadores de aplicativo trabalham na região do Centro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O número de pessoas trabalhando em aplicativos de transporte e de entrega aumenta a cada ano no Brasil. Entre 2015 e 2025, enquanto a população ocupada no país cresceu cerca de 10%, o número de trabalhadores por aplicativos aumentou 170%, passando de cerca de 770 mil para 2,1 milhões.

O Banco Central apresentou, nesta quinta-feira (25), cálculos que tentam descrever o impacto dos aplicativos no mercado e trabalho no Brasil, imaginando cenários com e sem as plataformas. A análise está no Relatório de Política Monetária referente ao terceiro trimestre de 2025. Os resultados sugerem que esse fenômeno do uso dos aplicativos teve impacto na taxa de participação na força de trabalho, no nível de ocupação e também na taxa de desocupação.

Um dos exercícios propõe três cenários, supondo que as plataformas não existissem:

Aqueles que hoje trabalham para os aplicativos teriam buscado emprego mas, sem sucesso, teriam se tornado desempregados.
Essas pessoas não teriam sequer procurado uma ocupação e teriam passado diretamente para fora da força de trabalho.
Uma situação intermediária: parte teria conseguido outra ocupação e parte não.
Nos três cenários, os níveis de ocupação são afetados. A taxa de desemprego aumentaria, por exemplo, entre 0,6 e 1,2 ponto percentual. Atualmente, a taxa de desemprego é 4,3%. Isso significa que, desconsiderados os aplicativos, o desemprego subiria para até 5,5%.

Um segundo exercício propõe um cálculo para estimar a relação entre o crescimento dos aplicativos e a evolução do nível de ocupação. As estimativas apresentadas pelo BC sugerem, nesse caso, que os aplicativos não tiraram trabalhadores das demais ocupações, e que a maioria dos seus trabalhadores estava fora do mercado de trabalho.

O BC conclui, então, que o advento do trabalho por meio de plataformas digitais “representa uma mudança estrutural no mercado de trabalho, que contribuiu para o maior ingresso de pessoas na força de trabalho e na ocupação, com efeitos positivos sobre os principais indicadores. O crescimento extraordinário da quantidade de trabalhadores por aplicativos resultou em elevação do nível de ocupação e da taxa de participação, além de uma redução da taxa de desocupação”, diz a análise.

Peso na economia

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) usados na análise mostram que, apesar do crescimento expressivo, a participação dos trabalhadores de aplicativos de transportes é relativamente pequena: passou de 0,8% para 2,1% da população ocupada, entre 2015 e 2025, e de 0,5% para 1,2% da população em idade de trabalhar (14 anos ou mais) no mesmo período.

O transporte por aplicativos, a partir de 2020, passou a fazer parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida de inflação usada como referência no sistema de meta para a inflação brasileira. Em agosto de 2025, o peso do subitem transporte por aplicativo no IPCA foi de 0,3%, enquanto, em comparação, o peso do subitem passagem aérea foi 0,6%.

“O uso de aplicativos de telefone e internet para contratação de serviços de transporte pessoal e de entrega surgiu cerca de uma década atrás e, desde então, tem crescido e se tornado relevante para a economia brasileira”, diz o BC.

Precarização do trabalho

Embora elevem os indicadores de ocupação, os aplicativos são responsáveis também pela precarização do trabalho. Relatório do Fairwork Brasil mostra que nenhum dos principais aplicativos conseguiram evidenciar o cumprimento de padrões mínimos de trabalho decente, como oferecer uma remuneração justa.

O estudo Plataformização e Precarização do Trabalho de Motoristas e Entregadores no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vai na mesma direção e mostra que o trabalho mediado por aplicativos resultou em jornadas de trabalho mais longas, menor contribuição previdenciária e forte queda da renda média destes trabalhadores.

Segundo a pesquisa, entre 2012 e 2015, enquanto o total de motoristas autônomos no setor de transporte de passageiros era cerca de 400 mil, o rendimento médio ficava em torno de R$ 3,1 mil. Em 2022, quando o total de ocupados se aproximava de 1 milhão, o rendimento médio era inferior a R$ 2,4 mil. A proporção desses trabalhadores com jornadas entre 49 e 60 horas semanais passou de 21,8% em 2012 para 27,3% em 2022.

Já o percentual de motoristas de passageiros que contribuía com a previdência passou de 47,8%, em 2015, para 24,8%, em 2022, de acordo com o mesmo estudo.

Vice-governador do Paraná recebe Rodrigo Pinheiro para tratar de desenvolvimento econômico

O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), se reuniu, nesta quinta-feira (25), com o vice-governador do Paraná, Darcy Piana (PSD), em Curitiba. O encontro teve como pauta central o desenvolvimento econômico, empreendedorismo e o fortalecimento dos municípios.

Rodrigo ocupa a vice-presidência da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) na temática de Empreendedor Individual, Emprego e Renda. Nesse papel, vem articulando pautas estratégicas para fortalecer os municípios, especialmente em áreas ligadas à economia criativa, comércio e apoio a pequenos empreendedores.

Darcy Piana, que também preside a Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR), destacou a importância de aproximar governos municipais e entidades de classe para impulsionar políticas de crescimento. O encontro reforçou a integração entre Caruaru e instituições nacionais que atuam na promoção do desenvolvimento regional.

Para Rodrigo Pinheiro, a agenda representa mais uma oportunidade de buscar experiências que possam ser aplicadas em Caruaru. “Estamos avançando em debates que fortalecem a geração de empregos e a inovação, sempre com o olhar voltado para o futuro da nossa cidade e para o desenvolvimento sustentável do Brasil”, afirmou.

Vereador Júnior Letal reforça luta por segurança na BR-232 em Caruaru

O vereador Júnior Letal tem mostrado, mais uma vez, o seu compromisso com a vida e a segurança do povo de Caruaru. Por meio de uma indicação ao Governo do Estado, o parlamentar cobrou a instalação de lombadas eletrônicas em frente à comunidade Cidade Alta, no trecho da BR-232 que passa em frente ao bairro Agamenon Magalhães e Bairro Petrópolis.

Essa é uma reivindicação antiga do vereador, que há anos luta para que o local receba medidas de segurança capazes de reduzir os graves acidentes que já ceifaram tantas vidas. Todos os dias, moradores atravessam a rodovia em busca do seu sustento, enfrentando riscos constantes por conta do fluxo intenso de veículos.

Para Júnior Letal, preservar vidas deve estar acima de qualquer interesse. A sua atuação firme e contínua é um reflexo da sensibilidade e do cuidado que tem com a população caruaruense, especialmente com aqueles que dependem dessa travessia no seu dia a dia.

A iniciativa do vereador é um marco importante para garantir dignidade, segurança e tranquilidade às famílias que vivem e circulam pela região. Caruaru precisa de representantes que não se cansam de lutar pelo bem-estar do povo, e Júnior Letal tem provado, com trabalho e dedicação, que essa é a sua principal missão.

Motofest 2025: Prefeitura de Caruaru divulga lista de itens proibidos no Pátio de Eventos

A medida visa garantir a segurança do público ao longo da festa

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Fundação de Cultura, divulga a lista de objetos que não poderão circular no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga durante o período do Motofest 2025, que tem início nesta quinta-feira (25) e segue até o sábado (27). O objetivo da medida é garantir a segurança de todas as pessoas que estarão presentes no evento.

Nesta edição, serão adotados novos procedimentos de revista, com ações mais incisivas e pontos de abordagem definidos para garantir a segurança de todos. Para isso, serão realizadas entradas diferenciadas para visitantes que estiverem com bolsas e motociclistas. “Todos que participarem do evento serão registrados, incluindo os motociclistas, e haverá uma entrada exclusiva para quem levar bolsa. A intenção é que todos tenham a sensação de segurança potencializada e que saibam que em Caruaru a segurança é garantida”, explicou o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Fabiano.

Além dos itens listados, será proibida a entrada de crianças e adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis.

*Confira a lista abaixo:*

* Armas de fogo

* ⁠Armas brancas

* ⁠Drogas ilícitas

* ⁠Aerosol

* ⁠Fogos de artifício

* ⁠Cooler

* Recipiente plástico com mais de 1L

* ⁠Caixa, bolsa ou garrafa térmica

* Recipiente plástico escuro

* Sacolas plásticas

* 2 ou mais recipientes por pessoa

* ⁠Mesas e cadeiras

* ⁠Garrafas ou copos de vidro

Auditor fiscal Flávio Mota assume Secretaria da Fazenda de Pernambuco

O Governo do Estado anunciou, nesta quinta-feira (25), mudança no comando da Secretaria da Fazenda. O auditor fiscal Flávio Martins Sodré da Mota será o novo titular da Pasta, que terá nomeação publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (26).

“Agradeço a Wilson de Paula pela sua contribuição à frente da Secretaria da Fazenda desde o início da nossa gestão e dou boas-vindas a Flávio nesta nova missão”, destacou a governadora Raquel Lyra.

CURRÍCULO – Flávio Martins Sodré da Mota é coordenador do Tesouro Estadual desde 2023. É engenheiro eletrônico, graduado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1992, ano em que foi nomeado auditor fiscal da Fazenda estadual. Também exerceu as funções de diretor de Planejamento e Controle da Ação Fiscal.

Feira da Sulanca passa a se chamar Feira da Moda de Caruaru

A nova nomenclatura une tradição e modernização para fortalecer o setor têxtil da região

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria Executiva do Parque 18 de Maio, informa que a tradicional Feira da Sulanca passa a ser oficialmente denominada Feira da Moda de Caruaru, após o prefeito Rodrigo Pinheiro sancionar nesta terça-feira (23) a Lei nº 7.390/2025. O Projeto de Lei foi apresentado pelo vereador Sílvio Nascimento e subscrito de forma unânime pelos demais parlamentares da Câmara Municipal, mostrando que a mudança é um desejo abraçado por toda a Casa Legislativa.

A alteração foi definida a partir de uma pesquisa realizada com feirantes e consumidores, que apontou a preferência pelo novo nome, mais alinhado ao perfil atual da feira e ao fortalecimento do setor têxtil no município e na região. Como parte da transição, está prevista a instalação de placas informativas no Parque 18 de Maio, reforçando a identidade atualizada e facilitando a adaptação de feirantes e consumidores à nova nomenclatura.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações de modernização e valorização da economia local, que tem mantido Caruaru como referência nacional no segmento de confecções. Ao anunciar a mudança no mês de junho, o prefeito Rodrigo Pinheiro destacou que a alteração busca unir tradição e inovação.

“A Feira de Caruaru continua sendo a Feira de Caruaru, como eternizada por Luiz Gonzaga, mas dentro dela a Feira da Sulanca agora passa a ser chamada de Feira da Moda de Caruaru. Devido a todo o investimento dos feirantes e no setor da moda, fizemos uma pesquisa, e o nome escolhido pela maioria foi esse”, destacou.

O secretário Executivo do Parque 18 de Maio, Manoel Júnior, enfatizou o compromisso em modernizar a feira sem perder a tradição. “Essa mudança de nome reflete o que a feira já representa hoje: um dos maiores polos de moda do país. Nosso trabalho é garantir que a tradição continue forte, acompanhando as transformações que fortalecem a economia e o trabalho dos feirantes.”