Caruaru lança Central de Sustentabilidade na Feira da Agricultura Familiar

Iniciativa une práticas ambientais, educação e cidadania em ação inédita

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) e o Transforma Caruaru, realiza, na próxima quinta-feira(21), a partir das 8h, na Feira da Agricultura Familiar, o projeto Raízes Sustentáveis: Feira com Propósito.

A ação marca a implementação da Central de Sustentabilidade, criada para incentivar práticas ambientais e ampliar a conscientização da população sobre o descarte correto de resíduos.

Durante a programação, haverá coleta de materiais recicláveis, fortalecendo a política de reaproveitamento de recursos e preservação do meio ambiente. O evento também contará com atividades de educação ambiental voltadas às crianças da primeira infância, por meio de dinâmicas lúdicas e pedagógicas, despertando desde cedo a importância do cuidado com a natureza e a adoção de hábitos sustentáveis.

Mais do que um espaço de comercialização de produtos locais, a Feira da Agricultura Familiar se consolida como um ambiente de cidadania, formação e transformação social.

“A criação da Central de Sustentabilidade é um marco no fortalecimento das práticas ambientais em nosso município”, afirma o secretário de Desenvolvimento Rural, Weslley Nascimento. “Ao unir coleta seletiva e ações educativas, promovemos conscientização, geramos responsabilidade coletiva e garantimos que as futuras gerações cresçam com uma visão voltada para o respeito ao meio ambiente. A gestão tem o compromisso de integrar desenvolvimento rural e sustentabilidade de forma contínua e participativa”, completou.

17º Encontro do PT Pernambuco acontece neste domingo (24) com posse da nova direção estadual

O Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de Pernambuco realiza, no próximo domingo (24), o seu 17º Encontro Estadual, reunindo 400 delegados e delegadas eleitos(as) em todo o estado durante o PED 2025. A atividade acontecerá no Centro de Formação e Lazer (CFL), do SINDSPREV-PE, no bairro da Guabiraba, em Recife, e marcará a transição da presidência de Doriel Barros para Carlos Veras, eleito no último Processo de Eleições Diretas com 93% dos votos válidos, para o mandato 2025-2029.

O encontro contará com a presença das principais lideranças do PT em Pernambuco — senador(a), deputados(as), prefeitos(as), vereadores(as) e presidentes(as) dos diretórios municipais — além de petistas dos movimentos sindicais e sociais, fortalecendo a unidade e o compromisso coletivo do partido com a luta do povo pernambucano.

A programação terá início às 9h com a participação do ex-ministro José Dirceu. Em seguida, será apresentada a tese política que orientará o encontro, seguida de falas, debates e da votação das emendas. O encerramento contará com a posse da nova direção estadual, com a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

A direção do PT Pernambuco será composta por 80 membros, distribuídos proporcionalmente entre as cinco chapas que participaram do processo. Durante o encontro, além da posse da nova direção, serão deliberadas propostas estratégicas de organização do PT no estado, com foco no fortalecimento partidário e na luta pela continuidade do projeto de reconstrução do Brasil com a reeleição do presidente Lula em 2026.

O atual presidente, Doriel Barros, que esteve à frente do Diretório Estadual nos últimos cinco anos, destacou a importância da unidade do partido: “Foi um período de muita luta e resistência, mas também de grandes conquistas. O PT sai mais fortalecido e unido para os desafios que virão em Pernambuco e no Brasil.”

O novo presidente, Carlos Veras, reforçou o compromisso não apenas com a militância, mas também com toda a classe trabalhadora: “Assumo a presidência com o compromisso de ampliar a participação popular, fortalecer nossa organização e manter o PT como referência de esperança e transformação. Pernambuco terá um partido ainda mais presente nas lutas do povo, ao lado do presidente Lula, para garantir direitos e reconstruir o Brasil.”

SERVIÇO

17º Encontro Estadual do PT Pernambuco

Data: Domingo, 24 de agosto de 2025

Horário: 9h às 15h

Local: Centro de Formação e Lazer (CFL), do SINDSPREV-PE, bairro da Guabiraba – Recife

Participação: 400 delegados(as) eleitos(as) durante o PED 2025, juntamente com as principais lideranças do PT em Pernambuco — senador(a), deputados(as), prefeitos(as), vereadores(as) e presidentes(as) de diretórios municipais — além de militantes petistas oriundos dos movimentos sindicais e sociais.

Preço da cesta básica cai em 15 das 27 capitais em julho

Supermercados, alimentos, cesta básica 
Foto: EBC/Arquivo

O preço do conjunto dos alimentos básicos diminuiu, em julho, em 15 capitais e aumentou em 12, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Essa é a primeira vez que a pesquisa engloba todas as 26 capitais e o Distrito Federal. Até então, o levantamento era feito apenas em 17 capitais.

As quedas mais importantes no preço da cesta básica ocorreram em Florianópolis (2,6%), Curitiba (2,4%), Rio de Janeiro (2,3%) e Campo Grande (2,1%). Já as maiores altas ocorreram no Nordeste: Recife (2,8%), Maceió (2%), Aracaju (2%), João Pessoa (1,8%), Salvador (1,8%), Natal (1,4%) e São Luís (1,4%).

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior preço (R$ 865,90), seguida por Florianópolis (R$ 844,89), Porto Alegre (R$ 830,41), Rio de Janeiro (R$ 823,59) e Cuiabá (R$ 813,48).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, foram registrados os menores valores do conjunto de alimentos básicos: Aracaju (R$ 568,52), Maceió (R$ 621,74), Salvador (R$ 635,08) e Porto Velho (R$ 636,69).

A comparação dos valores da cesta de julho de 2024 com julho de 2025, mostrou que, nas 17 capitais onde a pesquisa era realizada nesse período, houve alta de preço em todas, com variações entre 2%, em Belém, e 19,5%, em Recife.

No acumulado do ano até julho, nas 17 capitais pesquisadas também foi registrado aumento em todas, com taxas que oscilaram entre 0,3%, em Goiânia, e 11,4%, em Recife.

Com base na cesta mais cara que, em julho, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário, no sétimo mês do ano, deveria ter sido R$ 7.274,43 ou 4,79 vezes o mínimo atual, de R$ 1.518.

De acordo com a pesquisa, quando é comparado o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, nas 27 capitais pesquisadas em julho, 50,9% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em junho, 51,1% da renda líquida.

Produtos

O preço do quilo do arroz caiu em julho em comparação a junho em quase todas as capitais pesquisadas, exceto no Recife (alta de 0,65%). Destacam-se as variações registradas em Porto Velho, queda de 7,1%; Palmas, menos 5,2%; e Florianópolis, menos 5%.

O preço do feijão diminuiu em 24 capitais em julho, em comparação a junho. O grão preto, pesquisado nos municípios do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, apresentou queda nas cinco capitais, as mais expressivas verificadas em Vitória (-6,9%) e Florianópolis (-5,2%). Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, foram observadas altas apenas em três localidades: Porto Velho (0,6%), Maceió (0,4%) e São Luís (0,3%). Já as diminuições variaram entre -4,3%, em Fortaleza, e -0,2%, em Aracaju.

O valor do quilo do café em pó caiu em 21 das 27 cidades pesquisadas em julho de 2025, em comparação ao mês anterior. As quedas mais significativas foram registradas em Belo Horizonte (-8,1%) e Teresina (-3,9%). Só seis capitais apresentaram aumento no valor, com destaque para Macapá (7%), Cuiabá (1,3%) e Boa Vista (1,1%).

“Apesar dos enxutos estoques nacionais e mundiais, o avanço da colheita e o consequente aumento da disponibilidade de café no Brasil têm pressionado as cotações para baixo. E os preços domésticos acompanharam as oscilações da commodity nas Bolsas de Nova York e Londres, diante da tarifação de 50% nas importações norte-americanas, o que gerou especulações quanto ao possível escoamento da safra brasileira”, destacou o Dieese, em nota.

O preço da carne bovina de primeira teve comportamento variado nas 27 cidades analisadas: houve aumento em 11 capitais, com destaque para Boa Vista (2%) e Salvador (1,8%). Foram registradas quedas em outras 16 capitais, a mais importante em Belém (- 2,9%).

“Ao longo de 2025, a demanda externa por carne bovina tem sido intensa. O abate de animais foi mais lento e os preços da carne caíram no Brasil, após o anúncio de 50% de tarifa para as exportações brasileiras para os Estados Unidos”, informou o Dieese.

Bolsonaro omitiu transferência de R$ 2 milhões a Michelle, diz PF

Brasília (DF) 25/03/2025 - O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista vão se tornar réus na ação.
O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, colegiado formado por cinco dos 11 ministros que compõem o tribunal. 
Foto: Antonio Augusto/STF

A Polícia Federal apontou, no novo indiciamento de Jair Bolsonaro, que o ex-presidente transferiu R$ 2 milhões para sua esposa, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, um dia antes de prestar depoimento nas investigações sobre a atuação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em favor de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

Segundo a PF, o ex-presidente omitiu a transferência. Bolsonaro já tinha confirmado publicamente que repassou outros R$ 2 milhões para bancar a estadia de Eduardo nos Estados Unidos.

“Vale ressaltar que Jair Bolsonaro omitiu informação à Polícia Federal em seu depoimento no INQ 4.995/DF de que teria repassado outros valores a Eduardo Bolsonaro, além dos R$ 2 milhões. Também não houve qualquer justificativa para transferência de recursos no mesmo valor para Michelle Bolsonaro apenas um dia antes do interrogatório”, diz o relatório.

Ação deliberada

Na conclusão da investigação, enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, a PF aponta que Bolsonaro teve atuação deliberada para apoiar seu filho a fomentar medidas para barrar o andamento da ação penal da trama golpista.

“O conjunto de elementos probatórios arrecadados indica, portanto, que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou deliberadamente, de forma livre e consciente, desde o início de 2025, e com maior ênfase nos meses de maio, junho e julho de 2025 ─ quando se acentuaram as ações de Eduardo Bolsonaro no exterior ─ com a finalidade de se desfazer dos recursos financeiros que tinha em sua posse imediata, bem como evitar possíveis medidas judiciais que limitassem e/ou impedissem de consumar o intento criminoso de apoiar financeiramente as ações do parlamentar licenciado no exterior”, concluiu a PF.

Pressão estrangeira

Em maio, a abertura da investigação na PF contra Eduardo e Jair Bolsonaro foi solicitada ao Supremo pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Moraes, escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake news.

O governo dos Estados Unidos anunciou nos últimos meses uma série de ações contra o Brasil e autoridades brasileiras, como o tarifaço de 50% contra importações de produtos do país, uma investigação comercial contra o Pix e sanções financeiras contra o Ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.

Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. Um pedido de cassação contra seu mandato foi enviado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) à Comissão de Ética da Casa, na última sexta-feira (16), após representações apresentadas pelo PT e pelo PSOL.

“Resolveu anistia, resolveu tudo”, diz Bolsonaro sobre tarifaço

Brasília (DF), 26/03/2025  - Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) encontrou no celular do ex-presidente Jair Bolsonaro um áudio no qual ele condiciona a aprovação de anistia aos condenados pela trama golpista à negociação para retirada das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

A gravação foi obtida a partir da busca e apreensão realizada pela PF no mês passado.

Em conversa com o pastor Silas Malafaia, um de seus apoiadores, Bolsonaro disse que “se não começar votando a anistia, não tem negociação”.

“Malafaia, o que eu mais tenho feito é conversar com pessoas mais acertadas no tocante que se não começar votando a anistia, não tem negociação sobre tarifas. Não adianta um ou outro governador querer ir para os Estados Unidos, para embaixada, tentar sensibilizar. Não vai conseguir. Da minha parte, é por aí”, afirmou.

Durante a conversa, Bolsonaro também disse que não gostaria de se expor publicamente no caso do tarifaço imposto ao Brasil.

“Eu também não posso me expor, como você quer que eu me exponha, porque não resolve nada. Se eu der uma de machão, não resolve nada. Eu tenho meus contatos, não falo com ninguém. Resolveu a anistia, resolveu tudo. Não resolveu, já era”, completou.

Mais cedo, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram indiciados pela PF pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A decisão foi tomada após a PF concluir as investigações sobre a atuação de Eduardo junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

O governo dos Estados Unidos anunciou nos últimos meses uma série de ações contra o Brasil e autoridades brasileiras, como o tarifaço de 50% contra importações de produtos do país, uma investigação comercial contra o Pix e sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.

Trump e integrantes de seu governo afirmam que Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” e que Moraes age contra a liberdade de expressão e empresas americanas que administram redes sociais.

Em maio, a abertura da investigação na PF contra Eduardo e Jair Bolsonaro foi solicitada ao Supremo pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Moraes, escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake news.

Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. Um pedido de cassação contra seu mandato foi enviado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) ao Conselho de Ética da Casa, na última sexta-feira (16), após representações apresentadas pelo PT e pelo PSOL.

Nesse processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por mandar recursos, via pix, para custear a estadia de seu filho no exterior, enquanto ele buscava sanções que visavam pressionar a justiça brasileira.

Silas Malafaia

Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (20) a realização de busca e apreensão contra o pastor Silas Malafaia.

O pastor teve o celular apreendido quando estava no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Na decisão, o ministro cita que, segundo a Procuradoria-Geral da República, o pastor teria agido como “orientador e auxiliar das ações de coação” promovidas pelo ex-presidente e por seu filho.

Transferência

A Polícia Federal apontou, no indiciamento de Jair Bolsonaro, que o ex-presidente transferiu R$ 2 milhões para sua esposa, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, um dia antes de prestar depoimento nas investigações sobre a atuação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em favor de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

Segundo a PF, o ex-presidente omitiu a transferência. Bolsonaro já tinha confirmado publicamente que repassou outros R$ 2 milhões para bancar a estadia de Eduardo nos Estados Unidos.

Pedido de asilo a Milei

A PF informou ainda ter encontrado no celular de Bolsonaro um pedido de rascunho de asilo ao presidente da Argentina, Javier Milei.

De acordo com as investigações, o documento tem 33 páginas – sem assinatura e sem data – estava salvo no aparelho desde 2024, quando Bolsonaro foi acusado em outra operação, destinada à apuração das acusações sobre a trama golpista.

PF indicia Bolsonaro e Eduardo em inquérito sobre sanções dos EUA

Brasília (DF) 19/11/2024 Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (20) que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A decisão foi tomada após a PF concluir as investigações sobre a atuação de Eduardo junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

O governo dos Estados Unidos anunciou nos últimos meses uma série de ações contra o Brasil e autoridades brasileiras, como o tarifaço de 50% contra importações de produtos do país, uma investigação comercial contra o Pix e sanções financeiras contra o Ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.

Trump e integrantes de seu governo afirmam que Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” e que Moraes age contra a liberdade de expressão e empresas americanas que administram redes sociais.

Em maio, a abertura da investigação na PF contra Eduardo e Jair Bolsonaro foi solicitada ao Supremo pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Moraes, escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake news.

Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. Um pedido de cassação contra seu mandato foi enviado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) à Comissão de Ética da Casa, na última sexta-feira (16), após representações apresentadas pelo PT e pelo PSOL.

Nesse processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por mandar recursos, via pix, para custear a estadia de seu filho no exterior, enquanto ele buscava sanções que visavam pressionar a justiça brasileira.

Julgamento do Golpe

O ex-presidente Bolsonaro também é réu na ação penal da trama golpista no Supremo, cujo julgamente está marcado para 2 de setembro. Serão julgados neste dia os denunciados como integrantes do núcleo 1 na ação penal, apontados como líderes do conluio que, segundo a PF e a PGR, buscava reverter o resultado das eleições de 2022 e culminou nos atentados contra as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Jair Bolsonaro e mais sete aliados estarão no banco dos réus: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Nessa ação, eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal e foi beneficiado por uma decisão da Câmara dos Deputados que suspendeu do processo os crimes que ocorreram após a sua diplomação. Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Os outros três núcleos de réus processados têm ações penais em fase de alegações finais, última etapa antes do julgamento, que deverá ocorrer ainda neste ano.

SENAI-PE abre 60 vagas em cursos técnicos exclusivas para mulheres

O SENAI Pernambuco abriu inscrições para 60 vagas gratuitas em cursos técnicos presenciais, destinadas exclusivamente a mulheres. A iniciativa integra as ações do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, que trata da igualdade de gênero, compromisso assumido pela instituição ao aderir ao Pacto Global da ONU em 2023.

As oportunidades são para os cursos de Técnico em Eletromecânica, na Escola Técnica SENAI Caruaru, no turno da noite, e Técnico em

Logística, na Escola Técnica SENAI Paulista, no turno da manhã. Cada curso oferece 30 vagas e terá início em 15 de setembro.

Podem se candidatar mulheres com idade mínima de 17 anos, que estejam cursando ou tenham concluído o Ensino Médio, incluindo a modalidade EJA. É necessário declarar baixa renda no ato da inscrição, feita exclusivamente pela internet entre 15 e 29 de agosto, no site do SENAI Pernambuco.

>> Confira o edital

O processo seletivo seguirá a ordem de inscrição e exige apresentação de documentos como RG, CPF, comprovante de residência e de escolaridade. Menores de 18 anos devem enviar também a documentação do responsável legal.

O resultado das classificadas será divulgado em 3 de setembro no site do SENAI-PE e o critério é a ordem de inscrição.

Com a ação, o SENAI Pernambuco reforça sua atuação para ampliar a presença feminina no setor industrial, alinhando formação técnica e promoção da equidade de gênero.

AGOSTO LILÁS

A abertura de vagas de cursos técnicos para as mulheres é mais uma ação dentro do Agosto Lilás, mês de combate ao enfrentamento à violência de gênero. No último dia 14, um banco gigante do Instituto do Banco Vermelho foi inaugurado no jardim da instituição.

Pesquisa Quaest: Lula tem melhor aprovação desde janeiro com inflação menor e reação ao tarifaço de Trump

A quinta rodada da pesquisa Genial/Quaest de 2025mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desaprovado por 51% dos eleitores e aprovado por 46%, ao fim de dois anos e oito meses. Apesar da desaprovação pela maioria, o resultado confirma a tendência de recuperação da avaliação do governo iniciada na pesquisa anterior, de julho, depois de registrar recuos sucessivos de dezembro até maio, quando foi registrado o resultado mais negativo: 57% de desaprovação contra 40% de aprovação.

Esta é a maior pesquisa sobre o panorama político já realizada no país. Foram 12.150 entrevistas presenciais, feitas com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 13 e 17 de agosto, que abrangem, além da avaliação nacional, a opinião dos eleitores de oito estados sobre o São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Pernambuco.

A melhora na aprovação do governo aconteceu na maior parte dos recortes da pesquisa, principalmente na base de apoio do presidente e entre os eleitores que declaram não ter posição política. Entre as mulheres, a aprovação oscilou positivamente dois pontos percentuais e encostou na desaprovação, de 49%.

No Nordeste, a aprovação subiu de 53%, em julho, para 60% – uma diferença de 23 pontos percentuais sobre a desaprovação. Nos dois estados da região incluídos na pesquisa, a aprovação registrou alta significativa.

Na Bahia, subiu de 47% para 60%, enquanto a desaprovação caiu de 51% para 39%.

Em Pernambuco, avançou de 49% para 62%, e a desaprovação recuou de 50% para 37%. Nos dois estados, houve empate técnico na pesquisa anterior.

Entre os que têm até o Ensino Fundamental, a aprovação passou de 51% para 56% e a desaprovação oscilou negativamente de 42% para 40%; entre os mais pobres, que ganham até 2 salários mínimos, o governo tem 55% de aprovação e 40% de reprovação – em julho, houve empate técnico nessa faixa: 50% aprovavam e 49% desaprovavam.

O governo recuperou a aprovação também entre os católicos (54%) e entre os beneficiários do Bolsa Família.

A comparação entre os governos Lula e Bolsonaro voltou a registrar vantagem para o presidente: 43% o consideram melhor, contra 40% em julho; o percentual dos que pensam o recuou de 44% para 38%.

Entre os eleitores que informam não ter posicionamento político, a avaliação também se inverteu. Na pesquisa atual, 37% dizem que o governo Lula é melhor, 32% que é igual e 27% que é pior.

O grande destaque da pesquisa é a queda na inflação dos alimentos. A percepção de que houve alta no preço da comida recuou de 76% em julho para 60% em agosto. Para 20% os preços ficaram iguais e para 18%, caíram (eram 8% em julho). Essa percepção se repete em todas as regiões.

Como consequência, a opinião de que o poder de compra é menor do que há um ano recuou de 80% para 70%, e a expectativa para os próximos meses, que vinha se deteriorando continuamente, agora está dividida ao meio: 40% acham que o panorama vai piorar, 40% que vai melhorar.

Para o CEO da Quaest, Felipe Nunes, a melhora na aprovação do governo Lula em agosto resulta da combinação de fatores econômicos e políticos.

“A percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais. Menos pressão inflacionária somada à imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço de sua aprovação neste momento”, diz Nunes, em informe ao site Jamildo.com.

Tarifaço: O embate entre Trump e o governo brasileiro é de amplo conhecimento do eleitor, constatou a pesquisa. 84% disseram que souberam da carta do presidente americano para Lula, contra 60% em julho, enquanto o percentual de desconhecimento caiu de 33% para 16%.

Para 71%, Trump está errado ao impor taxas por acreditar que existe perseguição ao ex-presidente Bolsonaro.

Nesse embate, Lula e o PT estão fazendo o que é mais certo para 48% dos entrevistados, enquanto para 28% Bolsonaro e seus aliados é que têm razão. Para 15% ninguém está certo.

Ao mesmo tempo, 41% consideram que o presidente está se aproveitando da situação para se promover, contra 49% que avaliam que Lula está agindo em defesa do Brasil.

Sobre Eduardo Bolsonaro, a maioria (69%) dizem que o deputado está defendendo os interesses dele e de sua família, enquanto 23% acreditam que está defendendo os interesses do Brasil.

Os entrevistados entendem que serão prejudicados pelas altas tarifas (77%), porque elas vão aumentar o preço dos alimentos (64%). A maioria (67%) defende que o Brasil negocie com os EUA, enquanto 28% pensam que deveria reagir taxando os produtos americanos.

Sobre a possibilidade de sucesso nas negociações, entretanto, as opiniões se dividem: 48% acreditam que Lula conseguirá um acordo e 45% dizem que não.

A margem de erro estimada da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. As margens de erro dos estados e dos grupos sociodemográficos estão informadas no início do relatório.

As transformações climáticas e seus reflexos na saúde das crianças nordestinas

Por Marcelo Rodrigues

O semiárido nordestino enfrenta hoje um cenário sem precedentes. As alterações no clima global transformaram desafios históricos em ameaças existenciais, especialmente para a população infantil. Crianças desta região vivenciam impactos que transcendem números estatísticos, configurando uma emergência sanitária que demanda ação imediata.

Temperaturas que ultrapassam os 40°C tornaram-se rotineiras em diversas localidades. Para as crianças, cujos sistemas de regulação térmica ainda estão em formação, essa realidade representa riscos concretos. Unidades pediátricas registram crescimento expressivo de casos relacionados ao estresse térmico. Desidratação grave, fadiga extrema e complicações respiratórias emergem como consequências diretas dessa exposição prolongada ao calor. A vulnerabilidade infantil diante dessas temperaturas revela-se particularmente preocupante quando consideramos que danos neurológicos decorrentes da desidratação podem afetar permanentemente o desenvolvimento cognitivo.

A irregularidade no abastecimento de água potável intensifica dramaticamente os problemas de saúde pública. Comunidades inteiras dependem de fontes comprometidas ou enfrentam períodos extensos de escassez. Essa situação favorece o surgimento de enfermidades gastrintestinais que, em organismos infantis, evoluem rapidamente para quadros de desnutrição e comprometimento do crescimento.

As transformações nos regimes de chuva criam condições ideais para proliferação de mosquitos transmissores de arboviroses. Durante estiagens, recipientes improvisados acumulam água, enquanto chuvas torrenciais posteriores geram explosões populacionais desses vetores. Dengue, zika e chikungunya encontram terreno fértil, sendo que a zika representa risco particular de malformações neurológicas graves.
Queimadas mais frequentes e tempestades de poeira deterioram significativamente a qualidade atmosférica. Crianças desenvolvem ou agravam quadros respiratórios como asma, bronquite e pneumonia. Famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, residindo em habitações inadequadas, enfrentam exposição ainda maior a esses poluentes.

Além das consequências físicas, a exposição constante a adversidades climáticas gera traumas psicológicos duradouros. Crianças que presenciam secas prolongadas, perda de cultivos familiares e necessidade de migração desenvolvem transtornos de ansiedade e depressão. O estresse crônico compromete suas defesas imunológicas, criando um ciclo vicioso de vulnerabilidades. A redução da produtividade agrícola regional afeta diretamente a nutrição infantil. Dietas empobrecidas resultam em deficiências nutricionais que comprometem tanto o crescimento físico quanto o desenvolvimento intelectual das crianças.

Diante desta realidade, políticas públicas específicas tornam-se essenciais. A expansão do Programa de Cisternas deve priorizar famílias com crianças, garantindo acesso universal à água tratada. O Sistema Único de Saúde necessita protocolos especializados para emergências pediátricas relacionadas ao clima, capacitando profissionais para identificação e tratamento precoces. Centros de acolhimento climatizados em instituições públicas podem funcionar como refúgios durante ondas de calor extremo. Ajustes nos calendários escolares, evitando atividades externas em horários críticos, complementam essas medidas protetivas.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar requer adaptação urgente, incorporando suplementos nutricionais específicos. Políticas de transferência de renda devem considerar critérios climáticos, identificando famílias em maior vulnerabilidade ambiental. A integração entre diferentes esferas governamentais mostra-se fundamental. Planos de contingência para eventos extremos devem estabelecer rotas de evacuação, pontos de distribuição hídrica e protocolos comunicacionais eficientes. Sistemas de monitoramento epidemiológico fortalecidos podem antecipar surtos de enfermidades climato-dependentes.

Investimentos em infraestrutura verde urbana, especialmente arborização massiva, reduzem temperaturas locais significativamente. Programas habitacionais devem priorizar tecnologias de construção sustentável, oferecendo melhor conforto térmico às famílias. O desenvolvimento de cultivos resistentes à seca, através de parcerias acadêmicas, garante segurança alimentar futura. Políticas de incentivo à agricultura familiar sustentável, incluindo capacitação técnica e acesso a sementes adaptadas, completam essa estratégia.

A saúde das crianças nordestinas hoje determina o futuro regional. Protegê-las representa imperativo humanitário e necessidade estratégica para desenvolvimento sustentável. A implementação articulada dessas políticas pode transformar uma geração ameaçada em um Nordeste resiliente, capaz de prosperar mesmo diante de crescentes adversidades climáticas.

Marcelo Rodrigues é advogado especialista em direito ambiental e urbanístico, consultor técnico em sustentabilidade da Prefeitura Municipal de Caruaru e ex-Secretário de Meio Ambiente do Recife.

Presidente do STF e do CNJ alerta para riscos da desinformação e defende imprensa como pilar democrático

Foto: Ana Araújo/Ag. CNJ

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu o papel da imprensa e alertou para os riscos da desinformação. A análise foi feita nesta terça-feira (19/8), durante o seminário Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário, realizado no auditório do CNJ, em Brasília.

Segundo o ministro, o cenário pós-revolução digital e tecnológica transformou profundamente os meios de comunicação. “Este é um mundo em que se democratizou o acesso à informação, ao conhecimento, ao espaço público, de uma maneira geral. Antes da internet, a informação circulava pelos meios de comunicação tradicionais: televisão, rádio e imprensa”, ponderou.

Uma das consequências do advento da internet, segundo Barroso, é a ampliação da circulação de informações sem filtro. “O que tem custado um preço elevado à democracia é a tribalização da vida. De acordo com o ministro, a navegação nas plataformas digitais retroalimenta os próprios interesses dos usuários, reforça crenças e cria bolhas informacionais, onde o contraditório desaparece e o diálogo se torna cada vez mais raro.

“Estamos vivendo em um mundo em que as pessoas já não convergem quanto aos fatos. Cada um tem a sua própria narrativa. As pessoas são expostas a opiniões divergentes. Da intolerância à violência, o passo é relativamente pequeno”, lamentou.

Na visão do presidente do CNJ, a imprensa tem um papel decisivo na criação de fatos comuns sobre os quais as pessoas formam suas opiniões. “Esse papel está sendo corroído. Perdemos, no mundo atual, a capacidade de viver sob um parâmetro mínimo civilizado, que é a busca pela verdade — a verdade possível, no plural, mas sempre com sinceridade e boa fé. A imprensa tradicional precisa reocupar seu espaço no debate público”, defendeu.

Ao fazer uma retrospectiva sobre a atuação da imprensa no Brasil, sobretudo no período da Ditadura Militar (1964–1985), Barroso ressaltou o papel que o jornalismo desempenhou em sua trajetória pessoal. “Tenho uma relação muito profunda e imensa com o jornalismo. Passei a minha vida consumindo publicações de maneira geral. E ainda hoje, acordo de manhã e leio a primeira página de todos os principais jornais digitais. Despertei para a vida do Brasil com uma notícia de jornal, quando ocorreu a morte do jornalista Vladimir Herzog, em São Paulo”, pontuou.

O ministro também relembrou decisões emblemáticas do STF e as posturas adotadas em temas sensíveis. “O Supremo tem uma posição relativamente libertária em matéria de discussão e expressões artísticas, com exceção muito veemente em relação ao discurso de ódio, que é enquadrado na lei que proíbe o racismo”, disse.

Com base nesse entendimento, explicou Barroso, o Supremo passou a criminalizar quaisquer discursos de ódio contra grupos vulneráveis. “A Constituição exige a tipificação do crime de racismo em relação ao racismo étnico, mas essa decisão foi estendida também ao racismo contra os judeus. Mais recentemente, no voto antológico do ministro Celso de Mello, o STF criminalizou a homofobia, considerando igualmente criminalizáveis os discursos de ódio contra pessoas homossexuais ou transexuais”, declarou.

Cartilha

A conselheira Daiane Lira enfatizou a importância das decisões do STF sobre a garantia da liberdade de imprensa, presentes na cartilha Liberdade de Imprensa: onde estamos e para onde vamos, lançada durante o seminário. “Nosso papel agora será exatamente trabalhar essas 20 decisões resumidas na cartilha. Esses julgados são um pontapé inicial para realizarmos as discussões sobre o tema”.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Aloysio Corrêa da Veiga, afirmou que a Constituição é sábia ao tratar da liberdade de expressão, e apontou suas principais limitações. “Precisamos celebrar e preservar, sempre, a liberdade de expressão como sendo, naturalmente, o apanágio de uma sociedade que se afirma democrática. Uma sociedade que respeita as liberdades individuais, a dignidade humana e os direitos fundamentais. Esse conjunto de valores — liberdade, dignidade, respeito — traz como consequência inevitável a necessidade de estabelecer limites e responsabilidades, especialmente quando há abuso”, analisou.

Já o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), desembargador Francisco Oliveira Neto, reiterou que a imprensa é o instrumento que garante a visibilidade do poder. “Em um Estado democrático, não se pode permitir a invisibilidade do exercício do poder público. A separação entre o público e o privado já não é tão nítida, especialmente quando o que é privado precisa se tornar público. A liberdade de imprensa encontra sua excelência justamente na afirmação desses princípios, pois é ela que garante o controle social legítimo, feito em público e para o público, preservando a própria existência da sociedade e do seu processo civilizatório”, concluiu.