Caruaru investe no esporte e abre inscrições para o Bolsa Atleta 2025

Programa vai beneficiar atletas e paratletas com bolsas de até R$ 1 mil, fortalecendo o esporte local e projetando Caruaru no cenário nacional

A Prefeitura de Caruaru abriu as inscrições para o Bolsa Atleta 2025, que vai conceder auxílio financeiro a atletas e paratletas de modalidades olímpicas, paralímpicas e não olímpicas, nas categorias estudantil, regional, nacional, internacional e olímpica/paralímpica. O benefício varia de R$ 300 a R$ 1.000 por mês, durante quatro meses, com orçamento total de R$ 66,8 mil.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até às 23h59 do dia 16 de agosto, pelo site selecoes.caruaru.pe.gov.br. Podem participar atletas a partir de 13 anos, residentes no município e em plena atividade esportiva, conforme os critérios do edital.

O Secretário Executivo de Esportes, Adson Leonel, destaca que o incentivo é fundamental para a valorização dos atletas locais: “O Bolsa Atleta é um incentivo direto para que nossos esportistas possam treinar e competir com mais estrutura, representando Caruaru em alto nível. Estamos investindo no presente e no futuro do esporte da nossa cidade.”

O resultado será divulgado no Diário Oficial e nos canais oficiais da Prefeitura.

Prefeitura de Caruaru fortalece turismo econômico com treinamento das tapioqueiras do Monte Bom Jesus

Na manhã desta terça-feira (12), no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Centenário, a Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Economia Criativa (SEDETEC), promoveu um curso de capacitação para as tapioqueiras que trabalham no Monte Bom Jesus.

Ministrado pela coordenadora de turismo Julianne Monteiro, o treinamento contou com a participação das oito mulheres que comercializam nos quiosques situados no espaço, um dos pontos turísticos mais visitados de Caruaru.

O momento destacou o fortalecimento do empreendedorismo feminino, a autovalorização e a troca de experiências entre as comerciantes. A empreendedora Roseli Maria, definiu a palestra como “aprendizado”. “Você aprende, você transforma e você faz a diferença”, comemorou.

A palestra com as tapioqueiras do Monte Bom Jesus é mais uma ação da Prefeitura de Caruaru para qualificar o mercado de trabalho voltado para o turismo econômico, um importante setor que gera emprego, renda e desenvolvimento à Capital do Forró.

*O MONTE BOM JESUS*

O Monte Bom Jesus é um elemento emblemático da paisagem urbana de Caruaru. Com vegetação e relevo singulares, ele possui um forte teor simbólico e afetivo e é fonte de inspiração para poetas e cantadores locais, povoando o imaginário em histórias saudosas de boa parte da população.

Localizado no centro do município de Caruaru, o Monte Bom Jesus é contornado por quatro bairros: Nossa Senhora das Dores (Centro), Centenário, São Francisco e Divinópolis, mas, de lá, somos presenteados com uma vista de 360º de toda a cidade, já que ele o ponto urbano mais alto do município. Do alto dos seus 630 metros, ele se impõe em relação à cota média da cidade de 545m.

A construção mais antiga do monte é a Capela do Bom Jesus, construída em 1902. Ladeando a capela, é possível encontrar o Cruzeiro do Vigarinho. O acesso ao monte pode ser feito de carro ou através de uma escadaria que possui 365 degraus e 12 patamares representando a Via Crucis (via sacra). O Monte Bom Jesus possui também centro de atendimento ao turista, mirantes, parque infantil, anfiteatro, estacionamento, oito boxes de alimentação e quadra poliesportiva.

Funcionamento: de domingo a domingo, 8h às 20h.

Dia de Campo leva inovação tecnológica à agricultura familiar em Caruaru

Evento no Assentamento Normandia apresentou soluções sustentáveis e práticas modernas, inspirando produtores e fortalecendo a agricultura local

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), realizou nesta terça-feira (12), no Assentamento Normandia, o Dia de Campo de Agrotecnologias. O evento reuniu cerca de 500 participantes, entre agricultores, estudantes e técnicos, com foco na modernização da agricultura familiar e no fortalecimento da produção sustentável.

A programação incluiu palestras, rodas de diálogo e estações demonstrativas sobre agricultura de precisão, drones, bioinsumos e cultivares biofortificadas, apresentando soluções para aumentar a eficiência produtiva e reduzir impactos ambientais, especialmente em regiões de clima desafiador.

Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Weslley Nascimento, o encontro foi um momento importante de troca de experiências e de aproximação entre produtores, pesquisadores e instituições. “Foi um dia exitoso, em que agricultores puderam conhecer, na prática, desde bioinsumos e manejo de pragas até o uso de drones e tecnologias aplicadas à agricultura familiar, fortalecendo a produção e gerando oportunidades”, destacou.

A agricultora Brenda Sampaio também ressaltou os benefícios da iniciativa: “Pude conhecer tecnologias que nunca imaginei usar na minha propriedade. Agora vejo que é possível melhorar a produção e economizar recursos ao mesmo tempo”.

A ação integra o Plano Municipal de Desenvolvimento Rural (PMDR) e reforça o compromisso da gestão com políticas públicas que unem conhecimento técnico, inovação e responsabilidade socioambiental no campo.

Mega-Sena não tem ganhador e prêmio acumulado vai para R$ 47 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.900 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (12). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 47 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 33 – 50 – 54 – 55 – 59 – 60

53 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 40.487,59 cada
2.885 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.226,03 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (14), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Brasil defendeu democracia melhor que EUA, diz professor de Harvard

Brasília (DF) 12/08/2025 - O cientista político norte-americano Steven Levitsky durante evento no seminário Democracia em Perspectiva na América Latina e no Brasil, promovido pelo Senado Federal. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Autor de Como as democracias morrem, o professor de ciência política Steven Levitsky, da Universidade de Harvard, disse nesta terça-feira (12) que o Brasil respondeu melhor à tentativa de golpe de Estado do que os Estados Unidos.

Para ele, que participou do seminário Democracia em Perspectiva na América Latina e no Brasil, promovido pelo Senado, a resposta do Brasil à ameaça oferecida pela trama golpista que, segundo a Procuradoria Geral da República, foi liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido consideravelmente mais eficaz do que a resposta americana a medidas autoritárias de Donald Trump.

“A Suprema Corte Brasileira fez o certo ao defender a democracia agressivamente”, afirmou ele, que comparou: “O Congresso e o Judiciário americanos abdicaram das suas responsabilidades ao encararem o autoritarismo”.

Levitsky considera que a grande ironia é que os Estados Unidos estão punindo o Brasil hoje por fazer o que os americanos deveriam ter feito. “Como cidadão americano, eu sinto vergonha dessa situação”.

O professor de Harvard se refere à interferência política de Trump no julgamento de Jair Bolsonaro, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Os Estados Unidos anunciaram tarifas de 50% contra exportações brasileiras, além de uma investigação comercial contra o país e sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Para Levitsky, a resposta americana a um presidente autoritário foi fraca por não haver memória coletiva de perda da democracia.

“Diferentemente do Brasil, da Argentina, da China, da Coreia do Sul e da Alemanha, a sociedade americana não tem memória coletiva de autoritarismo. A gente não tem experiência com autoritarismo”.

Ameaças
O professor de Harvard ponderou que, diferentemente do passado, em que as liberdades eram revogadas pelas armas dos militares, as democracias hoje “morrem na mão de pessoas eleitas”.

“São pessoas que atacam as instituições democráticas para subverter tudo. Esses autocratas são populistas”, afirmou.

Esses líderes populistas, como o pesquisador classifica, teriam como estratégia se impor sobre instituições como o Congresso Nacional ou o Judiciário. “Isso pode levar a crises e a quebra das democracias”, reiterou o professor de Harvard.

Resiliência e desafios

Entre esses líderes, o pesquisador exemplificou com presidentes como Jair Bolsonaro, no Brasil, e Javier Milei, atual mandatário na Argentina. No entanto, Levitsky observa que as democracias latino-americanas têm se mostrado resilientes.

“Havia muitas razões para esperar que as democracias latino-americanas falhassem na última década. O ambiente internacional está muito menos favorável às democracias do que na década de 1990”, apontou.

O pesquisador em ciência política ressalta que as condições mudaram drasticamente no Século 21, quando o poder, o prestígio e a autoconfiança do Ocidente liberal declinaram.

“Os poderes ocidentais não mais promovem as democracias consistentemente ou energeticamente, como no passado. Essas mudanças no ambiente internacional dramaticamente aumentaram o poder autocrata”, contextualizou o professor, que considera ter se tornado muito mais fácil ser um autocrata hoje do que há 30 anos.

No contexto das democracias latino-americanas, ele pontua grandes desafios domésticos, como economias estagnadas, aumento de crime e da violência e escândalos de corrupção.

“Isso gerou muito descontentamento em toda a região. Esses problemas foram exacerbados pela Covid-19”.

Poder de erosão

Outro poder de erosão da confiança pública nos poderes constituídos teve relação com a expansão das redes sociais.

“Não é surpreendente que a satisfação com as democracias caiu drasticamente na América Latina na última década”, considerou ele, que citou que 28% dos latino-americanos não estão satisfeitos com as democracias.

O autor avalia que, em 1995, havia dez democracias plenas na América Latina, com eleições diretas e respeito aos direitos humanos.

“Em 2005, eram 13 democracias plenas, mas, em 2015, só havia 12. Hoje, de acordo com a minha contagem, há 12 democracias, apesar de um ambiente internacional menos favorável”.

Descontentamentos
O pesquisador entende que populistas e autocratas têm sido eleitos na América Latina por conta de diferentes tipos de descontentamentos. “Isso ocorre por causa das desigualdades sociais que criam lacunas entre a elite e as massas. Além disso, quando os Estados são ineficazes e fracos, é quase impossível para os gestores governarem bem, independentemente das suas intenções”.

Levitsky aponta que, mesmo com governos eleitos bem-sucedidos, quando falham na entrega de serviços, as pessoas se frustram. “Parte da população começa a acreditar que todos os partidos políticos são os mesmos”.

Antigos guardiões

Para ele, no século passado, os partidos políticos e a mídia serviam como guardiões da democracia. Hoje, autocratas encontram espaços ou até criam seus próprios partidos, e as campanhas online mudaram características dos períodos eleitorais.

“Eles podem até ser ignorados pela mídia convencional. Os políticos, hoje em dia, não precisam mais de mediadores. Eles podem responder diretamente aos eleitores deles e inclusive violar normas”.

Como salvar as democracias

Levitsky entende que a proteção à democracia, diante de líderes autocratas, exige que as nações tenham uma reação institucional do Estado mais forte. Ele exemplifica que essa abordagem foi desenvolvida depois da guerra na Alemanha.

“Dar o poder às entidades de banir candidatos, mesmo sendo muito arriscado, porque o processo pode ser errado”, diz ele, que cita que erros desse tipo podem ter ocorrido na Venezuela e outros países, como Peru e na Guatemala.

“A democracia só vai estar segura quando os políticos convencionais, esquerda, centro e direita, trabalharem ativamente para manter extremistas do lado de fora”.

Esse caminho foi seguido pela Bélgica e pela Finlândia, em 1930, quando a esquerda e a direita se uniram para derrotar os fascistas. “Recentemente, a gente encontrou coalizões democráticas que se juntaram para acabar com forças que não são liberais na França. Se as entidades não vão proteger a democracia, os políticos precisam fazer isso”.

Se instituições e políticos falharem, o pesquisador defende que o guardião da democracia deve ser a sociedade civil. “Os líderes precisam, de maneira enérgica, defender normas democráticas. Todos os tipos de líderes precisam defender a democracia publicamente, Precisam repetidamente lembrar o cidadão que existem linhas que nunca podem ser ultrapassadas”.

Coletânea

Além da palestra e de discursos de parlamantares, o seminário lançou a coletânea Democracia Ontem, Hoje e Sempre, composta por quatro livros reeditados pelo Conselho Editorial do Senado.

Foram lançados os livros 1964 Visto e Comentado pela Casa Branca, de Marcos Sá Corrêa, Sessenta e Quatro: anatomia da crise, de Wanderley Guilherme dos Santos, Explode um Novo Brasil – diário da campanha das Diretas, do jornalista Ricardo Kostcho; e 1964: Álbum Fotográfico de um Golpe de Estado, organizado por Heloisa Starling, Danilo Marques e Livia de Sá.

Lula diz que não recuou da ideia de moeda própria do Brics

06.07.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, posa para Fotografia de família dos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros do BRICS, no Museu de Arte Moderna (MAM). Na foto (da esquerda para a direita): Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov; Xeique Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan; Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi, Xeique Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan; Presidente da Indonésia, Prabowo Subianto; Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa; Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi; Primeiro-Ministro da República Popular da China, Li Qiang; Primeiro-Ministro da República Democrática Federal da Etiópia, Abiy Ahmed Ali; Primeiro-Ministro do Egito, Mostafa Kemal Madbouly e o Ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Seyed Abbas Araghchi. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça (12) que não recuou da ideia de uma moeda para os países que integram o Brics.

“É preciso testá-la. Se testar e fracassar, eu estava errado. Mas eu acho que é preciso alguém me convencer que eu estou errado”, afirmou Lula em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, da Band News.

O presidente ressaltou que o bloco representa um sucesso para o Brasil e que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode estar “um pouco de ciúmes da participação do Brasil nos Brics”, afirmou.

Ele defendeu o bloco sobre a necessidade de unificar interesses de países do Sul global para que pudessem dialogar e discutir. “E tentar utilizar a sua similaridade (de interesses)”. Lula defendeu que os Brics representam metade da humanidade e um terço do PIB mundial.

O Brics é formado por 11 países membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.

Dólar

Lula afirmou que não sabe dizer, entretanto, se a taxação do governo americano sobre os produtos brasileiros tem relação direta com o Brics.

“Nós não podemos ficar dependendo do dólar, que é uma moeda de um único país, que foi assumida como moeda do mundo”.

Ele questionou a possibilidade de negociar com os países em suas moedas.

“O dólar é uma moeda importante, mas nós podemos discutir nos Brics, a necessidade de uma moeda de comércio entre nós”.

Lula voltou a afirmar que defende o multilateralismo nas relações entre os países. “O multilateralismo é o que permitiu que a gente tivesse um certo equilíbrio nas negociações comerciais entre os Estados. A não predominância de um Estado maior sobre um Estado menor”.

Encontro em setembro

O presidente Lula lembrou, na entrevista, que abrirá, em 23 de setembro, a Assembleia Geral da ONU e que não sabe se haverá conversa com o presidente Trump. Na entrevista , vou defender o multilateralismo e o Brasil. “Vou defender a nossa soberania e a questão ambiental”, disse.

Lula criticou o não cumprimento do Protocolo de Quioto e a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

“Eu mandei uma carta para ele essa semana, convidando para a COP”. Lula não recebeu ainda retorno da carta.

Dólar cai para R$ 5,38 e fecha no menor valor em mais de um ano

Dólar

Num dia de euforia no mercado financeiro, o dólar caiu para menos de R$ 5,40 e atingiu o menor nível em mais de um ano. A bolsa subiu mais de 1,5% e atingiu o nível mais alto em mais de um mês.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (12) vendido a R$ 5,386, com recuo de R$ 0,058 (-1,06%). A cotação iniciou estável, mas despencou após a divulgação de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, até fechar próxima das mínimas da sessão.

A moeda estadunidense está no valor mais baixo desde 14 de junho de 2024, quando também estava em R$ 5,38. A cotação acumula queda de 3,82% em agosto e de 12,83% em 2025.O euro comercial também teve forte queda, recuando 0,46% e fechando em R$ 6,28. A cotação está abaixo de R$ 6,30 pela primeira vez desde 13 de maio.

O mercado de ações também teve um dia de otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 137.914 pontos, com alta de 1,69%. O indicador atingiu o maior patamar desde 8 de julho, véspera do anúncio do tarifaço do governo de Donald Trump.

A divulgação de que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos ficou em 0,2% em julho e 2,7% no índice anualizado (projetado para os 12 meses seguintes) fez o dólar cair em todo o planeta. Como o indicador ficou dentro do previsto, aumentaram as chances de o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) reduzir os juros da maior economia do planeta em setembro.

No caso da bolsa de valores, a divulgação de que a inflação oficial brasileira ficou em 0,26% em julho impulsionou o Ibovespa.

Apesar de a bandeira vermelha na conta de luz ter puxado a inflação para cima, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) veio abaixo das expectativas, o que derrubou os juros futuros e atraiu fluxos financeiros para as ações.

Lula anuncia amanhã R$ 30 bilhões para empresas afetadas por tarifaço

Brasília, (DF) 03/06/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante entrevista coletiva com jornalistas.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

As empresas afetadas pelo tarifaço do governo de Donald Trump receberão R$ 30 bilhões em linhas de crédito, disse há pouco o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao canal Band News, ele adiantou o valor da ajuda em crédito que será anunciada nesta quarta-feira (13).

“Amanhã, vou lançar uma medida provisória que cria uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas brasileiras que porvntura tiveram prejuízos com a taxação do Trump. [Essa quantia de] R$ 30 bilhões é o começo. Você não pode colocar mais porque não sabe quanto é’, declarou Lula, indicando que o valor pode aumentar, caso seja necessário.

De acordo com Lula, o plano dará prioridade às menores companhias e a alimentos perecíveis.

“A gente está pensando em ajudar as pequenas empresas, que exportam espinafre, frutas, mel e outras coisas. Empresas de máquinas. As grandes empresas têm mais poder de resistência. Nós vamos aprovar [a medida provisória] amanhã, e acho que vai ser importante para a gente mostrar que ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, prosseguiu o presidente.

Segundo Lula, o plano procurará preservar os empregos e buscar mercados alternativos para os setores afetados.

“Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas, vamos procurar achar outros mercados para essas empresas. Estamos mandando a outros países a lista das empresas que vendiam para os Estados Unidos porque a gente tem um lema: ninguém larga a mão de ninguém”, acrescentou.

O presidente também anunciou que ajudará os empresários afetados a brigar, na Justiça estadunidense, contra o tarifaço aos produtos brasileiros. “Vamos incentivar os empresários a brigar pelos mercados. Não dá para dar de barato a taxação do Trump. Tem leis nos Estados Unidos, e a gente pode abrir processo. Eles podem brigar lá”, explicou.

Créditos extraordinários

Mais cedo, pouco após audiência pública no Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que as medidas de ajuda virão por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, recursos usados em situações de emergência fora do limite de gastos do arcabouço fiscal. Esse sistema foi usado no ano passado para socorrer as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Sem dar detalhes sobre o plano, Haddad afirmou que as medidas estão 100% prontas e que contemplam as demandas do setor produtivo. Ele ressaltou que a formulação das propostas ocorreu após reuniões com vários representantes e que deve ser “o necessário para atender aos afetados”.

Jorge Quintino propõe lei para combater sexualização infantil nas redes sociais

Tema ganha força em todo o país e chega à Câmara de Caruaru com proposta de medidas preventivas e punitivas

O vereador Jorge Quintino apresentou nesta terça-feira (12), na Câmara Municipal de Caruaru, um anteprojeto de lei voltado ao combate, prevenção e responsabilização da sexualização e adultização precoce de crianças e adolescentes nas redes sociais.

A proposta surge em sintonia com o debate nacional sobre o tema, intensificado após a repercussão do vídeo “Adultização”, do influenciador Felca, que expôs casos de exploração da imagem infantil em plataformas digitais.

“Essa é uma pauta urgente. Precisamos proteger nossas crianças da erotização precoce e da exploração disfarçada de conteúdo”, afirmou o vereador.

Entre os principais pontos do texto, estão:

• Campanhas educativas permanentes em escolas e espaços públicos;

• Capacitação anual de profissionais da educação, saúde e proteção à infância;

• Criação de canal digital anônimo para denúncias, integrado ao Conselho Tutelar;

• Parcerias com plataformas para monitoramento e remoção de conteúdos ilícitos.

O anteprojeto busca instituir um marco legal em Caruaru que garanta a proteção da infância diante dos riscos do ambiente digital. O texto segue agora para análise nas comissões da Casa Legislativa.

Diretores do Sinapro-PE participam de encontro nacional do Ecossistema SINAPRO/FENAPRO, no Rio de Janeiro

O Sindicato das Agências de Propaganda de Pernambuco (Sinapro-PE) participará, na próxima quinta-feira (14 de agosto), de um encontro nacional promovido pelo Ecossistema SINAPRO/FENAPRO, no Rio de Janeiro. A comitiva pernambucana será formada pela presidente Lelê de Carvalho, o vice-presidente Ricardinho Lira e o tesoureiro Josival Júnior.

O evento reunirá cerca de 40 líderes empresariais e associativos do setor publicitário de todo o Brasil, com o objetivo de debater caminhos para o desenvolvimento sustentável do mercado. Esta será a segunda de três reuniões programadas para 2025 pelo Ecossistema SINAPRO/FENAPRO.

“Para o Sinapro-PE, estar presente nesses encontros é essencial. É onde conseguimos trocar experiências, entender o cenário nacional e trazer soluções estratégicas que fortalecem não só nossas agências, mas toda a cadeia produtiva da publicidade pernambucana”, afirma Lelê de Carvalho.

A programação inclui a segunda etapa do workshop “Cenários Futuros”, conduzido por Fernando Braga e Silva, que busca ajudar lideranças a estruturarem uma visão de longo prazo para o setor. O encontro também contará com a recepção do Sinapro-RJ e a palestra de Patrícia Cotton sobre transformação nos negócios, com foco em criatividade, autenticidade e reinvenção em tempos de crise.

Segundo Daniel Queiroz, presidente da FENAPRO, encontros como este são estratégicos:

“A troca de experiências entre os dirigentes dos SINAPROs proporciona uma visão abrangente do cenário publicitário em cada região do país e impulsiona ações concretas que gerem impacto real nos negócios das agências”, destaca.

Entre os temas em pauta, estarão o uso da Inteligência Artificial na publicidade, licitações públicas e questões estratégicas como interlocução parlamentar, monitoramento de legislação e mapeamento de projetos de lei que possam impactar diretamente o setor.

Para Phelipe Pógere, presidente do SINAPRO-RJ, sediar o encontro no Rio tem um valor especial:“O Rio é um polo criativo e estratégico para a publicidade brasileira. Queremos que os líderes sintam, aqui, a força da nossa energia criativa e a relevância do nosso mercado”, afirma.