Polícia Federal prende idoso com mais de 20 quilos de maconha no TIP

A Polícia Federal prendeu em flagrante, no dia 24/07/2025, por volta das 20h, um indivíduo natural de Maragogi/AL e residente no Bairro de Santo Amaro-Recife/PE-(possui antecedentes criminais, já foi preso por tráfico internacional em São Paulo-SP, há 11 anos).

A prisão aconteceu durante investigação de rotina destinada a reprimir o tráfico de drogas. Informações preliminares deram conta de que um suspeito estaria desembarcando no Terminal Rodoviário de Recife-PE, vindo do sertão de Pernambuco trazendo drogas em uma caixa de papelão. De posse dessas informações e com as características do ônibus e do suspeito, os federais montaram vigilância, vindo a localizar o coletivo, momento em que foi realizada uma abordagem quando um dos passageiros desembarcou com uma caixa, culminando com a localização de cerca de 21 Kg (vinte e um quilos) de maconha, distribuídas em 11 (onze) tabletes.

Terminado os trabalhos ostensivos e tendo sido localizada a droga, o preso recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado para a Sede da Polícia Federal em Recife/PE, para adoção das medidas cabíveis, onde acabou sendo autuado pela prática do crime contido no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 (tráfico de drogas) e caso seja condenado poderá pegar penas variam de 5 a 15 anos de reclusão.

Em seu interrogatório o conduzido afirmou que foi contratado para trazer a droga do sertão pernambucano. As investigações continuam visando a plena elucidação dos fatos e identificação dos demais envolvidos. Após a autuação, o preso realizou exame de corpo de delito no IML-Instituto de Medicina Legal e foi levado para a audiência de custódia onde foi confirmada a sua prisão preventiva sendo encaminhado para o presídio.

Polícias Federal e Militar erradicam 50 toneladas de maconha em Sertânia

Uma ação conjunta da Polícia Federal e Polícia Militar (3º BPM-Arcoverde) conseguiram erradicar e destruir no dia 22/07 cerca de 150 mil pés de maconha que estavam em 03 plantios localizados na Fazenda Pedra Petra –Zona Rural de Sertânia/PE através de levantamentos feitos por ambas as forças policiais.

*CASO OS 150 MIL PÉS DE MACONHA FOSSEM COLHIDOS, PRENSADOS E COLOCADOS NO MERCADO CONSUMIDOR DARIA PARA SE PRODUZIR 50 TONELADAS DE MACONHA!*

As plantações foram erradicadas no local, conforme os protocolos operacionais, sendo parte do material devidamente registrado para posterior instrução dos procedimentos investigativos e responsabilização dos possíveis envolvidos. No local foram localizados (08) oito cartuchos calibre. 32 intactos, (03) três carregadores de rádios comunicadores, (03) três cadernos com anotações de pessoas envolvidas no plantio da referida droga, tendo uma despesa mensal de aproximadamente 63 mil reais e (07) sete cartões de créditos.

Assim com essas operações consecutivas, se tem contribuído para o desabastecimento dos pontos de venda de droga em Pernambuco como também em outros estados da região Nordeste, evitando assim a escalada da violência tais como: roubos, furtos, homicídios, latrocínios, guerra pelo domínio dos territórios de drogas dentre outros crimes violentos que giram em torno do tráfico de drogas. Cada ponto de venda de droga desabastecido, significa menos um foco de violência.

*RESULTADOS 2022:*

1 milhão 604 mil pés de maconha foram erradicados

320 toneladas de maconha deixaram de ser produzidas

5 toneladas de maconha pronta para o consumo foram apreendidas

320 plantios destruídos

*RESULTADOS 2023:*

618 mil pés de maconha foram erradicados

124 toneladas de maconha deixaram de ser produzidas

168 plantios destruídos

*RESULTADOS 2024:*

1 milhão e 372 mil pés de maconha foram erradicados

475 toneladas de maconha deixaram de ser produzidas

260 plantios destruídos

Mulheres na construção civil: grupo feminino de produção se destaca pela atuação em canteiro de obras em Caruaru

Embora a construção civil ainda seja majoritariamente ocupada por homens, a presença feminina vem se consolidando de forma significativa no setor, tanto nos escritórios de engenharia quanto nos canteiros de obras. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) de 2024, das 110.921 vagas formais criadas no segmento no último ano, 20,2% foram preenchidas por mulheres. Os dados do Ministério do Trabalho também revelam esse avanço, indicando que, nos últimos anos, houve um aumento de 50% no número de profissionais femininas em diversos cargos de trabalho.

“Na Viana e Moura, temos mulheres ocupando espaço em vários setores, inclusive em cargos regionais, mas a representatividade da mulher nos processos construtivos em si tem sido uma motivação ainda maior e temos certeza do ótimo trabalho que essas profissionais vem realizando”, explica a supervisora de saúde e segurança da construtora, Roseane Souza. Atualmente, a empresa tem consolidado a sua primeira equipe feminina de produção, que conta com profissionais atuando como serventes em um condomínio de casas em Caruaru.

Edna Trajano é uma das serventes que ingressou na equipe recentemente. De acordo com ela, a oportunidade foi muito importante para muitas mulheres ingressarem no mercado de trabalho. “Eu tenho um orgulho muito grande de ocupar esse espaço que sempre foi preenchido por homens. A experiência tem sido maravilhosa e a cada dia mais estamos aprendendo novas coisas e assumindo outras etapas de trabalho”, afirma.

Segundo a supervisora, as colaboradoras estão sendo treinadas para, futuramente, preencherem os cargos de pedreiras e serventes polivalentes, que têm a habilidade de exercerem diversos tipos de funções. “Neste momento, estamos empenhados em reter essas mulheres, oferecendo uma realidade possível, acessível e de qualidade. Sabemos que com isso iremos atrair outras profissionais, que estarão sendo incentivadas a estar fazendo esse lindo trabalho com a gente”, ressalta.

O primeiro grupo feminino de produção da Viana e Moura foi criado com o objetivo de atrair mulheres que nutrissem a vontade de estar nesse ambiente, que pudessem realizar os seus sonhos e contribuir para a construção dos sonhos de muitas famílias. “Sabíamos que seria e será um desafio por se tratar de uma nova realidade na Viana e Moura, mas nos preparamos para receber essas mulheres e esperamos que elas cresçam e consigam inspirar outras profissionais”, finaliza Roseane Souza.

Plano de golpe era cenário de inteligência militar, diz réu ao STF

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

O tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima disse nesta segunda-feira (28) que o plano de “neutralização” de autoridades, apontado pela Polícia Federal (PF) como prova central de uma trama golpista favorável ao ex-presidente Jair Bolsonaro, era na verdade um documento de inteligência militar destinado à construção de cenários para o comandante da 6ª Divisão do Exército, em Porto Alegre.

Preso preventivamente há 9 meses, Lima foi interrogado no Supremo Tribunal Federal (STF) como réu do núcleo 3 da trama golpista. Composto por dez réus, o grupo foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de praticar ações de campo em prol do golpe e de promover uma campanha para convencer o alto comando das Forças Armadas a aderir ao complô.

Em 2022, o militar Hélio Lima estava lotado como oficial de inteligência da 6ª Divisão do Exército, com a atribuição de abastecer o comandante com cenários hipotéticos sobre diversos assuntos.

Um desses cenários teria especulado sobre as conclusões do relatório de fiscalização das Forças Armadas sobre o processo eleitoral, documento produzido pelo Ministério da Defesa no fim de 2022, segundo contou o militar.

Segundo o tenente-coronel, o documento apreendido pela PF em um pen drive após buscas em sua casa, nomeado “des.op.Luneta”, não tratava de uma Operação Luneta para dar um golpe de Estado, mas era, na verdade, um “desenho operacional”, tipo de documento destinado a indicar cenários futuros sobre acontecimentos que possam ser de interesse militar.

“A função do oficial de inteligência militar é reduzir incertezas e evitar a surpresa”, disse Lima.

No caso, o cenário trabalhado por ele partia da premissa de que o relatório da Defesa confirmasse fraude eleitoral em 2022.

Questionado por representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) por que o documento considerava como “ameaça” apenas uma possível fraude por parte de “grupos de esquerda”, Lima respondeu que foi a esquerda que venceu as eleições, e que por isso considerou que, se houvesse fraude, seria em favor de quem havia vencido o pleito.

“Fraude em favor dos derrotados não faria sentido”, disse, acrescentando que o oficial de inteligência militar não tem lado.

O tenente-coronel Lima disse que o que escreveu como sendo o “resultado desejado” da “ameaça” hipotética acabou sendo transformado pela PF no resultado desejado do próprio militar. “Foi tudo invertido”, disse.

Ele negou que tenha recebido ordens para elaborar o documento, afirmando ser função do oficial de inteligência construir os cenários e apresentá-los ao general responsável, que poderia pedir mais aprofundamento ou descartar aquele cenário por completo.

“Não há ordem para fazer cenário prospectivo”, explicou.

Segundo o militar, seu superior à época pediu que descartasse aquela linha e passasse a cuidar de outro assunto.

Monitoramento

O tenente-coronel Hélio Lima negou ainda que tenha ido a Brasília para monitorar o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, uma das autoridades que seriam “neutralizadas”, de acordo com a suposta Operação Luneta.

O militar trouxe documentos e mensagens da ex-esposa para demonstrar que foi a Brasília para mobiliar o apartamento dos filhos, que moravam sozinhos e estudavam na Universidade de Brasília.

Ele disse ainda que quando ia a Brasília sempre entrava em contato com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e delator da trama golpista, por serem amigos de turma da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).

Em um desses encontros, Cid o teria convidado a ir à casa do general Braga Netto, ex-ministro da Defesa, apontado pela PGR como um dos líderes do complô.

O militar negou ter tratado sobre qualquer tipo de golpe na ocasião, tendo permanecido menos de meia hora no local.

“Nem uma água eu bebi”, relatou. “Essa minha ida a Brasília foi transformada em um crime completo”, acrescentou.

Em relação ao motivo de ter ficado em silêncio na chance que teve de prestar depoimento na PF, o tenente-coronel Hélio Lima acusou o delegado Fabio Shor, responsável pela investigação da trama golpista, de dar-lhe a opção de responder a mais de 100 perguntas ou a nenhuma, prática conhecida no meio criminal como “silêncio parcial”.

“Ele disse que o processo não era dele, que ele só seguia as ordens de cima. E a ordem que ele havia recebido, ordem do ministro-relator, era ‘ou respondia tudo ou não respondia nada’”, disse Lima referindo-se a Shor. O militar disse ter momentos em que se arrepende de não ter falado na ocasião.

“Se tivesse insistido e falado, talvez não tivesse ficado nove meses preso”.

Antes de encerrar o depoimento, ele suplicou para que pudesse aguardar em liberdade até o julgamento final da ação penal.

Brasil está conversando “com reserva” com Estados Unidos, diz Alckmin

Brasília (DF), 21/08/2024 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participa da cerimônia de abertura do Fórum Saúde, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil©

A quatro dias da entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros nos Estados Unidos, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil está conversando “com reservas” com o governo estadunidense. Ele reafirmou que o plano de contingência está em elaboração, mas disse que o foco nesta semana está nas negociações comerciais.

“Nós estamos permanentemente no diálogo e quero dizer a vocês que nós estamos dialogando neste momento pelos canais institucionais e com reserva”, disse Alckmin, em entrevista após o lançamento do Programa Acredita Exportação.

O vice-presidente não deu detalhes sobre as conversas com os Estados Unidos nem sobre o plano de contingência em elaboração para ajudar os setores afetados pela taxação.

“O plano de contingência está sendo elaborado, bastante completo, bem feito”, afirmou o vice-presidente.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o plano de socorro seria levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana. Entre as medidas em estudo, estão linhas de crédito para os setores exportadores.

Programa Acredita Exportação

Em relação ao Acredita Exportação, cujo projeto de lei e decreto de regulamentação foram assinados nesta segunda-feira (28) pelo presidente Lula, Alckmin disse que o programa impulsionará o crescimento de micro e pequenas empresas que vendem para o exterior. Segundo ele, o projeto está alinhado com valores do governo, como a promoção do multilateralismo.

“O projeto vem em boa hora, reafirmando valores que o Brasil defende, como multilateralismo”, afirmou Alckmin, durante a solenidade de sanção do decreto.

Pelo programa, a partir de 1º de agosto, mesma data de entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, as micro e pequenas empresas poderão receber de volta o equivalente a 3% de suas receitas com vendas externas.

O ressarcimento poderá ocorrer de forma direta ou por meio de compensação de tributos federais (desconto de tributos pagos a mais em etapas anteriores da cadeia produtiva).

‘Kid preto’ diz ao STF que recebeu e repassou carta que pressionava cúpula do Exército por golpe após derrota de Bolsonaro

Júnior Letal recebe presidente da Liga Desportiva de Caruaru e reforça apoio ao futebol amador

O vereador Júnior Letal, grande defensor do esporte em Caruaru, recebeu o presidente da Liga Desportiva de Caruaru, Valdênio, para discutir ações voltadas ao fortalecimento do futebol amador da cidade — tanto masculino quanto feminino.

Durante o encontro, o vereador reafirmou seu compromisso com o esporte de base e destacou a importância da Liga como parceira nesse trabalho. “O futebol amador precisa de incentivo, estrutura e reconhecimento. Vamos seguir lutando por isso”, afirmou Júnior Letal.

A visita reforça o papel do vereador como representante firme do esporte na Câmara, sempre ao lado de quem faz o esporte acontecer nas comunidades.

Prefeitura de Caruaru dá ordem de serviço para nova empresa executora da obra de conclusão do Complexo de Saúde do Vassoural

A Prefeitura de Caruaru assinou na tarde desta segunda-feira (28) a ordem de serviço para a obra de conclusão da reforma e ampliação do Complexo de Saúde do Vassoural. A obra, que tem o prazo de execução de seis meses, passa a ser executada por nova empresa. O investimento será de R$ 2.286.000,00.

O ato se deu após o distrato com a antiga empresa executora, depois que a mesma não conseguiu executar a obra, se fazendo necessário novo processo licitatório para conclusão.

“Um investimento necessário para ampliar e melhorar a estrutura desse equipamento tão importante para garantir a saúde da população. Já estamos a postos para começar os trabalhos, de imediato”, enfatizou o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Andrews Melo.

“O recurso da obra continua garantido e vamos acompanhar de perto o cronograma conforme anunciado. Estamos sempre trabalhando para trazer mais dignidade aos caruaruenses”, destacou a prefeita em exercício, Dayse Silva.

Para manter os atendimentos da população, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) locou um imóvel na própria comunidade do Vassoural para assegurar a continuidade dos serviços de atenção básica durante o período de reforma da unidade definitiva.

Silêncio no Sertão: Os jumentos que construíram o Nordeste estão desaparecendo

Por Marcelo Rodrigues

No vasto cenário do semiárido nordestino, uma figura familiar há séculos parece caminhar silenciosamente rumo à sua própria derrocada. Os jumentos, animais historicamente entrelaçados à cultura e economia da região, enfrentam hoje o risco concreto de desaparecerem. Imagine o Nordeste sem o icônico “ió-ió” ecoando pelas caatingas, sem os pequenos comboios que por gerações carregaram esperanças e sonhos pelos caminhos empoeirados do sertão.

A ameaça que pairam sobre esses animais é múltipla, vinda tanto de interesses externos quanto de uma paradoxal desconsideração interna. De um lado, o interesse da China por carne de jumento para a medicina tradicional tem pressionado as populações desses animais mundo afora, incluindo no Brasil. De outro, um desinteresse crescente entre os nordestinos, que outrora foram dependentes desses burros para trabalho e sobrevivência, mas agora os consideram onerosos devido ao seu alto consumo de alimentos e ao avanço da mecanização no campo, que reduziu a dependência desses animais como força motriz.

Essa conjunção de fatores desenha um futuro sombrio para esses animais que, apesar de sua importância histórica, enfrentam agora o risco de extinção. Historicamente, os jumentos foram cruciais para a economia nordestina, servindo não apenas como meio de transporte, mas também como força de tração em atividades agrícolas e de carga. Contudo, com o advento de meios de locomoção mais rápidos e a mecanização do trabalho rural, esses animais perderam sua função primordial, tornando-se, muitas vezes, um encargo para os pequenos proprietários rurais devido ao seu alto custo de manutenção, principalmente em períodos de seca prolongada, quando o pasto escasseia.

Para evitar que esses símbolos da resistência nordestina desapareçam, é preciso agir em várias direções e em uma multiplicidade de horizontes temporais. Inicialmente, é essencial que haja uma mobilização para a valorização desses animais, destacando sua contribuição para a história e a cultura locais. Campanhas de conscientização podem desempenhar um papel vital aqui, mostrando o papel dos jumentos na identidade nordestina e promovendo a empatia com o destino desses animais junto a população mais nova. Ademais, programas de apoio aos criadores de jumentos, incluindo linhas de crédito para a manutenção e a melhoria das condições de criação, ajudariam a tornar a criação desses animais mais viável economicamente e em diferentes escalas.

A médio prazo, é crucial desenvolver programas de melhoramento genético e manejo sustentável, que aumentem a eficiência da criação de jumentos, tornando-a menos dependente de grandes áreas de pasto e reduzindo o impacto ambiental. Iniciativas de ecoturismo também podem ser implementadas, permitindo que os criadores obtenham renda adicional ao mostrar seus animais e a cultura a eles associada para pessoas de fora da comunidade, o que ajuda a tornar a criação de jumentos mais viável economicamente. Isso ajudaria a manter viva a criação desses animais e a cultura a eles ligada.

Por fim, é fundamental que os governos e as ONGs trabalhem juntos na implementação de políticas públicas e projetos específicos para a proteção desses animais, que incluam tanto a regulamentação do abate quanto o apoio direto àqueles que os criam. Leis mais rígidas contra o tráfico e o abate clandestino de jumentos, combinadas com programas de incentivo à sua preservação, podem mudar o curso atual. A fiscalização e a gestão adequadas desses animais são primordiais para coibir o comércio ilegal, especialmente aquele motivado por interesses internacionais, como o mercado de carne para exportação.

A extinção dos jumentos nordestinos não é uma fatalidade anunciada. Ainda estamos a tempo de reverter esse cenário por intermédio de ações coordenadas e compromissadas. O relógio da história não pode parar agora – cada dia perdido representa gerações de memórias que podem se esvair para sempre. É preciso que a sociedade civil, os criadores e as autoridades se unam em torno dessa questão, reconhecendo a importância desses animais não só como parte do patrimônio cultural, mas também como seres que contribuem para a biodiversidade e a economia locais. Somente assim poderemos garantir que esses animais continuem a fazer parte do rico mosaico cultural e ambiental do Nordeste brasileiro.

Marcelo Rodrigues, é advogado especialista em direito ambiental e urbanístico, consultor técnico em sustentabilidade da Prefeitura Municipal de Caruaru, ex-Secretário de Meio Ambiente do Recife.

Sociedade de Medicina de Caruaru abre espaço para tênis de mesa de alto nível

Caruaru segue fortalecendo sua posição como referência regional no tênis de mesa. A novidade agora é que a Sociedade de Medicina de Caruaru retoma, após 30 anos, a prática da modalidade em seu espaço — e o melhor: aberto ao público em geral, com uma estrutura profissional e equipe técnica reconhecida nacionalmente.

A iniciativa é fruto da parceria com o Fênix TT, clube federado à Federação Pernambucana e à Confederação Brasileira de Tênis de Mesa e a Sociedade de Medicina.

Sob a supervisão técnica do experiente professor Ibra — atleta com mais de 30 anos de atuação e fundador de clubes no interior do estado — o projeto oferece aulas para iniciantes, atletas amadores e quem deseja se preparar para competições oficiais que ocorrem mensalmente em Pernambuco e em todo o Brasil.

Também fazendo parte da equipe técnica, Diogo Ramos que já soma 15 anos de experiência em campeonatos e como técnico.

Médicos associados à Sociedade de Medicina terão condições especiais, mas as turmas são abertas também a não-associados, ampliando o acesso da população ao esporte de alto rendimento.

Segundo o presidente do Clube Fênix, Seidel Vasconcelos, receber um projeto como esse é motivo de orgulho. É uma retomada histórica, que conecta saúde, esporte e formação cidadã.

Mais informações através do contato: 81.97900.1017.