Campanha do Agasalho mobiliza solidariedade na Ceaca

A Solidariedade volta a ser protagonista em Caruaru. Com a queda da temperatura nos últimos dias, a Central de Abastecimento de Caruaru (Ceaca) lança a Campanha do Agasalho 2025. O objetivo da mobilização é simples, mas urgente: garantir que ninguém enfrente o frio sem proteção.

“Um lençol, um casaco ou um par de meias pode fazer toda a diferença para quem não tem como se aquecer. O frio segue tomando conta de Caruaru e região, por isso estaremos mobilizando as pessoas para essa ação tão importante”, afirma Renata Senna, presidente da Ceaca.

As doações podem ser feitas até o dia 31 de julho, no setor administrativo da Ceaca. Todo o material será repassado para o Transforma Caruaru.

Primeiro dia de ações do “Prefeitura na Porta” no bairro São José começou a todo vapor

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, deu início a mais uma edição do projeto “Prefeitura na Porta”. Desta vez, o bairro São José está recebendo serviços de capinação, iluminação, retirada de entulho, limpeza de rios e canais, pintura de meio fio, atendimento da AME Animal, castração, entre outros.

Este é um programa que reforça a limpeza e zeladoria dos bairros da cidade e teve início no mês de fevereiro deste ano. O principal objetivo é atender às localidades da cidade e reforçar os serviços que já são realizados pela Prefeitura. Na ação de hoje, 40 veículos operacionais e de suporte estiveram envolvidos para auxiliar em todos os serviços.

“Esse é um compromisso da gestão com a cidade. Diante de todos os serviços feitos, nós pedimos a população a conscientização na hora do descarte de lixo e resíduo. Tudo depende da educação e disciplina, para que a limpeza seja mantida e a organização também”, destacou o secretário de Serviços Públicos, Vital Florêncio.

Governo de Pernambuco e ONU firmam compromisso com municípios para prevenção à violência

A governadora Raquel Lyra assinou, ao lado da vice-governadora Priscila Krause, gestores municipais e representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), a Carta Compromisso “Construindo Planos de Prevenção”, que formalizou a união entre o Governo de Pernambuco e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para o fortalecimento das ações de combate à violência em 10 municípios do Estado. A assinatura ocorreu na noite desta segunda-feira (14), durante a reunião semanal de monitoramento do programa Juntos pela Segurança, na Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag), no Recife.

“Estamos redesenhando de verdade políticas públicas que chegam na ponta e que fazem diferença para quem vive nas cidades. Construir junto com os municípios um trabalho de prevenção à violência é o que nos permite dar um passo à frente para mantermos, de maneira sustentada, a redução da criminalidade no nosso Estado. Estamos fazendo tudo aquilo que está ao nosso alcance para garantir o combate à criminalidade de maneira inteligente e eficiente”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Coordenado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), por meio do programa Juntos pela Segurança, o projeto terá como ponto de partida 10 municípios pernambucanos, número que será ampliado para 42 cidades até o fim de 2025, com base em indicadores sociais e níveis de vulnerabilidade. Serão contempladas nesta etapa do projeto as cidades de Aliança, Vicência, Igarassu, Olinda, Moreno, Ipojuca, Palmares, Caruaru, Bezerros e São José da Coroa Grande.

“Neste primeiro momento, estamos trabalhando com o escritório da ONU, oferecendo essa assistência técnica aos municípios com foco em planejamento. Os planos surgem com essa perspectiva, alinhando o que o poder público estadual e os municípios têm a oferecer em prol da população, ouvindo também a sociedade civil”, ressaltou Joanna Figueirêdo, secretária estadual de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência.

A secretária executiva de Articulação e Prevenção Social ao Crime e à Violência, Camilla Iumatti, que conduz a articulação com os municípios, destacou o ineditismo da ação. “Para que possamos, de fato, reduzir a criminalidade no Estado, é fundamental investir em ações de prevenção, descentralizando essas iniciativas e as levando também para o interior, tornando os municípios protagonistas e principais atores desse processo, pois cada território tem sua própria realidade”, explicou.

A partir da formalização da parceria, o UNODC será responsável por fornecer assessoria técnica especializada, realizar oficinas nos municípios, levantar dados e apoiar diretamente a construção dos planos municipais de prevenção. “Pela primeira vez, estamos construindo uma coalizão para desenvolver uma agenda municipal de prevenção ao crime e à violência. Esperamos que os resultados sejam duradouros, com soluções de curto, médio e longo prazo, e com uma lógica de corresponsabilização”, destacou Rafael Sales, analista de Monitoramento e Avaliação do UNODC.

Presente na cerimônia, a prefeita de Igarassu, Professora Elcione, reforçou a importância da iniciativa. “Esse plano cai como uma luva neste momento, porque nós já trabalhamos nas escolas a questão da prevenção, mas é preciso muito mais mãos e ações para vencer esse desafio”, disse.

Também assinaram o documento a prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino; os vice-prefeitos Chiquinho (Olinda), Dayse Silva (Caruaru) e Neto (Palmares); o diretor de Segurança Pública e Mobilidade de Aliança, Everaldo Silva; o secretário de Administração e Defesa Social de Moreno, José Erigerson Negromonte de Barros; e o secretário de Defesa Social de Ipojuca, Wambergson Vieira Melo.

*NOVAS UNIDADES DO CORPO DE BOMBEIROS *- Outro tema abordado na reunião de monitoramento do Juntos pela Segurança desta segunda foi o lançamento, no último sábado (12), de editais de licitação para a construção de duas novas unidades do Corpo de Bombeiros Militar no Estado. Os equipamentos serão implantados em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, e em Bezerros, no Agreste, com investimentos que somam mais de R$ 15 milhões.

Lucielle Laurentino destacou a importância da chegada do equipamento para a segurança de Bezerros e região. “Estamos imensamente gratos ao Governo do Estado pela parceria, sobretudo, na força-tarefa voltada ao Juntos pela Segurança. A nova sede do Corpo de Bombeiros será mais estruturada, para garantir uma atuação ainda mais ampla da corporação”, pontuou.

O encontro também contou com a presença dos secretários Alessandro Carvalho (Defesa Social) Paulo Paes (Administração Penitenciária e Ressocialização), Juliana Gouveia (Mulher), Fabrício Marques (Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional), João Salles (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais), além do procurador-geral de Justiça do MPPE, José Paulo Xavier; do desembargador do TJPE, Mauro Alencar; do chefe da Polícia Civil, Renato Leite; do secretário-executivo de Defesa Civil, Clóvis Ramalho; e do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Francisco Cantarelli.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

Polícia Civil deflagra operação para elucidar duplo homicídio em Caruaru

A Polícia Civil de Pernambuco realizou na manhã desta terça-feira a Operação Impius, com foco em finalizar investigações de um duplo homicídio que ocorreu em Malhada de Pedras, na Zona Rural de Caruaru. Veja nota oficial da PC-PE:

A Polícia Civil de Pernambuco, na manhã do dia 15/07/2025, por meio da 20ª DELEGACIA DE HOMICÍDIOS DE CARUARU/ 3ªDHA deflagrou a OPERAÇÃO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA denominada “IMPIUS”.

A operação teve como objetivo combater os crimes de Homicídios e tráfico de drogas.

Durante a Operação foram cumpridos 05 mandados de prisão temporária e 06 mandados de busca e apreensão em residências na cidade de Caruaru.

Os alvos são investigados como autores de um duplo homicídio ocorrido no dia 02 de maio de 2025, na localidade “Malhada de Pedra”, zona rural de Caruaru.
A investigação aponta que o crime foi motivado por vingança em relação a uma das vítimas, sendo que as outras foram atingidas em razão dos inúmeros disparos que foram realizados na execução do crime (“bala perdida”).

Os mandados foram expedidos pela Vara do Tribunal do Júri de Caruaru.

Na execução foram empregados 40 Policiais Civis, entre Delegado, Agentes, e escrivães.

 

PGR pede condenação de Bolsonaro e mais 7 réus por golpe de Estado

Brasília (DF), 10/06/2025 - O ex presidente Jair Bolsonaro chegando para depoimento na 1 turma do STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes começa a ouvir os réus do núcleo 1 na ação da trama golpista, os interrogatórios ocorrerão presencialmente na sala de julgamentos da primeira turma da corte 
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, por volta das 23h45, e faz parte das alegações finais, a última fase antes do julgamento dos acusados, que deve ocorrer em setembro deste ano.

No documento, que tem 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

As penas máximas para os crimes passam de 30 anos de prisão.

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação dos seguintes réus:

Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Em caso de condenação, Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Policia Federal (PF) durante as investigações.

Bolsonaro

Na manifestação, o procurador-geral descreveu o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista.

Segundo ele, Bolsonaro figura como líder da organização criminosa e foi o “principal articulador e maior beneficiário” das ações para tentar implantar um golpe de Estado no país em 2022.

Nas palavras de Gonet, o ex-presidente instrumentalizou o aparato estatal e operou em “esquema persistente” de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório após o resultado das eleições presidenciais.

“Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias”, disse o procurador.

Próximos passos

Com a apresentação da manifestação da PGR, começa a contar o prazo de 15 dias para que a defesa de Mauro Cid, delator na investigação, apresente suas alegações finais ao STF.

Em seguida, será a vez das defesas dos réus apresentarem suas alegações no mesmo prazo.

Após receber todas as manifestações, a data do julgamento será marcada pela Primeira Turma da Corte.

Nos bastidores do STF, a expectativa é de que o julgamento seja realizado em setembro deste ano.

Exportações brasileiras para os EUA caíram pela metade desde 2001

O Porto de Santos responde por quase 30% da balança comercial do país. Importação, exportação, balança comercial, porto, navio, container,  comércio exterior - Foto: Divulgação/Porto de Santos

Ao longo dos anos, os Estados Unidos perderam relevância na pauta de comércio do Brasil. De 2001 a 2024, a participação americana no total de exportações brasileiras regrediu de 24,4% para 12,2%, ou seja, caiu praticamente à metade.

Os números que mostram esse comportamento fazem parte do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (14).

Enquanto a participação americana nas nossas exportações caiu 51%, a da China, atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, aumentou mais de oito vezes, indo de 3,3% para 28% no período de 2001 a 2024.

A União Europeia com menos 44% e a América do Sul, menos 31%, também perderam espaço para o gigante asiático no intervalo de 23 anos. Mesmo com esses dois grupos de países perdendo participação, ainda ficam na frente dos Estados Unidos.

Participação nas exportações brasileiras:

China: 28%
União Europeia: 14,3%
América do Sul: 12,2%
Estados Unidos: 12%

O Ibre FGV elaborou o ranking com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O Icomex faz análises sobre comércio exterior, como o comportamento da balança comercial, a diferença entre exportação e importação, e provê atenção especial nesta edição ao tarifaço prometido pelo presidente americano Donald Trump, que anunciou taxação de 50% de produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.

O levantamento aponta também a perda de relevância americana nas nossas importações. Em 2001, vinham dos Estados Unidos 22,7% do que o Brasil comprava de outros países. Em 2024, esse patamar foi reduzido a 15,5%. Essa diferença significa recuo de 32%.

No mesmo período, a participação chinesa saltou mais de dez vezes, indo de 2,3% para 24,2%. A União Europeia viu a participação nas nossas importações cair 31% e a América do Sul, recuar 45%.

Participação nas importações brasileiras:

China: 28%
União Europeia: 18%
Estados Unidos: 15,5%
América do Sul: 10,2%

Exportações diversificadas

O estudo aponta que as exportações para os americanos têm um perfil diversificado. Para efeito de comparação, quando se trata de China, apenas três produtos respondem por 96% do que o Brasil vende: petróleo, soja e minério de ferro.

Já no caso dos Estados Unidos, 10 produtos representam 57% das exportações brasileiras.

Participação dos principais produtos da pauta de exportação para os EUA:

Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus: 14%
Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço: 8,8%
Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes: 6,7%
Café torrado: 4,7%
Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas: 4,4%
Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos): 4,3%
Celulose: 4,1%
Demais produtos – Indústria de Transformação: 3,8%
Instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes: 3,6%
Sucos de frutas ou de vegetais: 3%
O Ibre/FGV aponta também que conjuntos de produtos siderúrgicos, aeronaves, sucos vegetais e escavadeiras seriam os mais atingidos pela ação americana, pois dependem bastante da maior economia do mundo:

ferro fundido bruto e ferro spiegel: 86% das exportações vão para os EUA;
produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado: 72,5%;
veículos aéreos (helicópteros e aviões): 63%;
pás mecânicas e escavadeiras: 53%;
sumos de frutas: 34%
Busca por mercados
A pesquisadora associada do Ibre/FGV Lia Valls, consultora do Icomex, avalia que alguns produtos brasileiros, como carnes e sucos, podem prospectar nossos destinos.

“Essa parte das commodities [produtos primários comercializados em grandes quantidades] pode ser que consiga”, acredita.

No entanto, ela avalia que não é simples buscar novos países compradores de produtos que ficarão inviáveis para entrar nos Estados Unidos com o aumento de preço.
“O país não consegue, em um prazo curto, desviar as exportações. Tem alguns tipos de produtos, principalmente da indústria de manufatura, muitos deles que são fabricados pelas multinacionais americanas, em que talvez já não seja tão simples colocar em outros mercados. Além do que, tem uma concorrência muito grande com a própria China”, explica.

Trump

O boletim da FGV lembra que o presidente americano já recuou algumas vezes sobre o tarifaço. O estudo mostra que no dia 2 de abril deste ano, que ficou conhecido como Liberation Day (Dia da Liberação), Trump ameaçou países parceiros com taxação.

À época, a tarifa brasileira seria de 10%. Foi desencadeada uma guerra tarifária contra a China, na qual as tarifas chegariam a 145%. Após promessas mútuas de retaliação, os dois países chegaram a um acordo, reduzindo a 30%.
Nos últimos meses, alguns países anunciaram acordos com os americanos, mas o Brasil foi surpreendido na semana passada com a taxa de 50%.

A FGV destaca que, diferentemente da ameaça de abril, quando o motivo para taxar itens brasileiros era puramente comercial, a intenção atual envolve questões políticas, incluindo processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e decisão recente contra gigantes de tecnologia, as big techs.

“Foi a única [carta] que explicitou motivações políticas, o que limita a margem de negociação do governo brasileiro por tratar de questões que são da alçada exclusiva do Estado brasileiro”, diz trecho do estudo.

Apesar de a carta de Trump apontar déficit comercial – comprar mais do que vende – dos Estados Unidos no comércio com o Brasil, a FGV reforça o inverso, o Brasil não registra superávit com os Estados Unidos desde 2009.

“No primeiro semestre de 2025, a balança bilateral Brasil-Estados Unidos foi de menos US$ 1,7 bilhão”, ou seja, nós compramos deles mais do que eles compraram do Brasil.

O estudo avalia que há chance de o governo americano voltar atrás na taxação, seja pelo histórico de decisões de Trump, seja por pressão de empresas americanas também prejudicadas.

“No momento, é esperar que negociações sejam possíveis, que Trump siga o comportamento Trump Always Chickens Out (Taco), que em tradução livre significa Trump amarela ou volta atrás”, escreve o Ibre.

“Além disso, parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos são de empresas multinacionais estadunidenses, que poderão pressionar o governo Trump, da mesma forma que empresas nos Estados Unidos que utilizam os bens intermediários [serão transformados em produtos finais] do Brasil na sua produção”, completa.

Reações

O governo brasileiro tem buscado caminhos para reverter a taxação americana. Além de negociação, o Brasil sinaliza com a Lei da Reciprocidade Econômica, que encareceria as importações dos Estados Unidos.

Fora do governo, o próprio STF se manifestou, por meio de carta assinada pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. O magistrado afirma que não há perseguição política no país, e que Trump teve como fundamento uma “compreensão imprecisa dos fatos”.

Lula regulamenta a Lei de Reciprocidade Comercial

Brasília, (DF) 09/07/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante declaração conjunta à imprensa

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (14) o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Comercial. A informação foi confirmada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em declaração à imprensa após um evento no Palácio do Planalto.

O teor do decreto será publicado em edição regular do Diário Oficial da União (DOU).

A norma autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil no mercado global. A medida poderá ser usada para responder à imposição da tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos (EUA), a partir do dia 1º de agosto, conforme anunciado na semana passada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo Rui Costa, o decreto não menciona especificamente nenhum país e estabelece os mecanismos necessários para dar cumprimento à lei.

“A denominação ‘reciprocidade’ pode responder de um formato também rápido, se outro país fizer medidas semelhantes a essa que foi anunciada pelos Estados Unidos”, explicou.

Histórico

Aprovada em março pelo Congresso Nacional e sancionada em abril, a nova lei é justamente uma resposta à escalada da guerra comercial desencadeada por Donald Trump contra dezenas de países.

No caso do Brasil, a tarifa inicialmente imposta pelos EUA foi de 10% sobre todos os produtos exportados para o mercado norte-americano. A exceção nessa margem de tarifas são o aço e o alumínio, cuja sobretaxa imposta pelos norte-americanos está em 25%, afetando de forma significativa empresas brasileiras, que constituem os terceiros maiores exportadores desses metais para os norte-americanos.

A Lei da Reciprocidade Comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

A norma valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º do texto, por exemplo, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.

Comitê de emergência

Para discutir como reagir às tarifas dos EUA, o governo também instalou um comitê de trabalho interministerial, com participação de setores empresariais da indústria e do agronegócio.

As primeiras reuniões do colegiado ocorrerão nesta terça-feira (15), sob liderança do vice-presidente Geraldo Alckmin.

25ª Fenearte atrai multidões no primeiro fim de semana da edição

Os corredores estiveram lotados neste primeiro fim de semana da *25ª Fenearte* – Feira Nacional de Negócios do Artesanato, reafirmando o tema da edição: _A Feira das Feiras._ Durante o sábado (12) e o domingo (13), uma multidão compareceu ao Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, e se dividiu em ruas repletas de arte popular do Brasil e do mundo. Desde a abertura, o evento vem batendo o recorde de bilheteria das cinco últimas edições.

Antes mesmo da abertura dos portões, às 10h — como ocorre aos sábados e domingos —, o público já aguardava para entrar no pavilhão a fim de prestigiar as atrações da feira e garantir as compras do ano. A programação, que incluiu não só o artesanato, mas também desfiles de moda, aulas de gastronomia, shows, oficinas e exposições, atraiu um público variado, de todas as idades e de diversos locais, tanto de Pernambuco quanto de outros estados do país.

O professor Rafael Andrade, do Recife, visita a Fenearte todos os anos e detalhou que, apesar da grande quantidade de público no local, as ruas espaçosas tornaram a experiência agradável. “Eu sabia que haveria muita gente no fim de semana, mas vir à feira já virou tradição para mim. Realmente estava lotado, mas a organização da Fenearte está de parabéns, pois não ficou apertado nem tumultuado. Os espaços entre as fileiras de estandes são amplos, e isso me deixou bem confortável. Gostei tanto que pretendo voltar no último dia para aproveitar as promoções.”

*Vendas em alta*

A ceramista Naide Jucá, de Tracunhaém, participa da Fenearte há 20 anos e revelou que esta edição excedeu as suas expectativas. “Nos primeiros cinco dias de feira, a gente superou o lucro [bruto] dos 12 dias do ano passado”, conta a artesã. Em 2024, o montante arrecadado, após deduções, foi de R$ 20 mil. Com isso, a artesã agora espera alcançar entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. “A procura pelo nosso trabalho está sendo imensa. Quem entra aqui, não sai sem nada.”

A Confeitaria Manuê, do chef Ywri Rafael, esgotou a produção de aproximadamente 177 kg de bolo, no último sábado (12). “A gente pensou que essa produção conseguiria atender toda a extensão da feira. Eu vendi aqui o que não vendi na minha vida inteira. Superou todas as minhas expectativas. A gente tá virando noite para produzir porque o movimento está impressionante”, comemora. A perspectiva do confeiteiro era alcançar até R$ 50 mil de lucro com a feira — meta atingida no último domingo.

O sucesso das vendas de bilhetes em todos os dias da primeira semana de feira é um aceno positivo à expectativa de renovar ou superar os recordes do último ano, quando foram alcançados R$ 108 milhões de impacto econômico, circulação de cerca de 320 mil pessoas pela feira e aprovação do público de 98,6%. Dados consolidados da edição 2025 serão divulgados pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), realizadora da Fenearte, ao fim da edição.

*FENEARTE 25 ANOS – “A FEIRA DAS FEIRAS”*

Política pública que já marcou a história do artesanato brasileiro e que continua vibrante e aguardada por mestres, artesãos e toda a gente que reverencia a cultura popular, a *Fenearte — Feira Nacional de Negócios do Artesanato* chega à 25ª edição envolta por uma atmosfera de festa. Neste ano, a Maior Feira de Artesanato da América Latina fará uma celebração à própria memória, com o tema *“A Feira das Feiras”*. Será de 09 a 20 de julho, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda.

Ao mesmo tempo em que valoriza a própria história, a *25ª Fenearte* fará a sua comemoração evocando as feiras livres de todo o Estado. Foram nelas onde primeiro os artesãos puderam mostrar as suas artes e delas sobreviverem, como os mestres do barro em Caruaru, os loiceiros e os seus utilitários; os artesãos da cestaria em palha, do vestuário em couro e dos brinquedos de madeira e de pano; as rendeiras que resistem na Feira da Renascença de Pesqueira.

Realizada pelo Governo do Estado por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco — Adepe, a *25ª Fenearte* já está com ingressos à venda pelos sites da Fenearte e Adepe e em pontos físicos.

*25ª Fenearte — Feira Nacional de Negócios do Artesanato*

*Quando:* 09 a 20 de julho de 2025

*Onde:* Pernambuco Centro de Convenções (Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho, Olinda)

*Horários:*

Segunda a sexta-feira — 14h às 22h

Sábado e domingo — 10h às 22h

*Ingressos:*

Segunda a quinta-feira — R$ 12 (entrada inteira) e R$ 6 (meia-entrada)

Sexta-feira a domingo — R$ 16 (entrada inteira) e R$ 8 (meia-entrada)

À venda pelos sites www.fenearte.pe.gov.br, www.adepe.pe.gov.br e www.evenyx.com/25a-fenearte, além de pontos de venda nos shoppings *Boa Vista* (quiosque Ticket Folia); *Plaza* (loja Crabolando); *RioMar* (quiosque Ingresso Prime) e *Tacaruna* (lojas Club da Miçanga). Além das unidades da *Casa do Pará* (Boa Viagem, Casa Forte, Caxangá, Espinheiro, Imbiribeira, Olinda, Piedade, Pina, Porto de Galinhas e também em João Pessoa) e da *Trois Barbearia* (Boa Viagem, Parnamirim, shoppings Recife e RioMar, além de Caruaru).

Acic e Facep abrem inscrições para evento sobre a Reforma Tributária

A seis meses do início da transição da Reforma Tributária, as dúvidas sobre o processo ainda geram insegurança para empresas de todos os portes e setores. Pensando nisso, a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic) e a Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Pernambuco (Facep), com patrocínio da Torres e Tenório Assessoria Contábil e em parceria com a Faculdade Nova Roma, promovem, no dia 17 de julho, das 18h às 21h, no auditório da Acic, o talk Reforma Tributária em Movimento: o que muda na prática?. As inscrições devem ser realizadas pelo link: https://bit.ly/talkreformatributaria25.

O investimento é de R$ 20 para associados à Acic ou a outras associações comerciais e de R$ 35 para não associados. Participam como convidados técnicos a doutora em Direito, advogada e professora Rosa Freitas; o contador, advogado e especialista em tributos André Tenório; e a especialista em Direito Tributário e Planejamento Empresarial Simone Martins. A mediação será da advogada, mestre em Direitos Humanos e professora universitária Milwia Anjos. “É fundamental entender que vamos passar por transformações de grande impacto. É um tema complexo, com muitos detalhes que somente especialistas podem nos ajudar a compreender. Por isso, esse evento é indispensável”, afirma Cláuston Pacas, presidente da Acic.

O palestrante André Tenório ressalta a importância de se preparar com antecedência. “A Reforma Tributária ainda gera muitas dúvidas entre os empresários. Muitos não entenderam a dimensão das mudanças, mas elas já estão em curso desde a alteração da Constituição em 2023. Como contador, tenho recebido uma crescente demanda de clientes preocupados com os impactos práticos. A reforma muda profundamente a forma de administrar os negócios, afetando desde a precificação até a relação com fornecedores. É essencial se informar e se preparar desde já”.

*Serviço*

*Evento:* Reforma Tributária em Movimento: o que muda na prática?

*Data:* 17 de julho

*Horário:* A partir das 18h

*Local:* Acic – Rua Armando da Fonte, nº 15, Maurício de Nassau, Caruaru

*Investimento:* R$ 20 (associados) | R$ 35 (não associados)

*Inscrições:* https://bit.ly/talkreformatributaria25.

Aumento de mortes súbitas em jovens acende alerta entre especialistas

Nos últimos anos, um fenômeno tem preocupado médicos, educadores físicos e familiares: o aumento no número de casos de morte súbita entre jovens, especialmente aqueles envolvidos em atividades esportivas. Embora ainda seja considerado um evento raro — com incidência estimada entre 1 e 3 casos para cada 100 mil atletas jovens por ano — o impacto é devastador, não apenas pelas perdas humanas, mas também pela imprevisibilidade desses episódios.

A morte súbita, por definição, é aquela que ocorre de forma inesperada, geralmente por causas cardíacas, em indivíduos aparentemente saudáveis. De acordo com a literatura médica e com a Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (SBAFS), as principais causas envolvem doenças cardíacas silenciosas, como a cardiomiopatia hipertrófica — responsável por cerca de 36% dos casos — e anomalias nas artérias coronárias, além de arritmias hereditárias e outras condições congênitas muitas vezes não diagnosticadas.

Um dado que chama atenção é o perfil predominante das vítimas: jovens do sexo masculino, fisicamente ativos, praticantes de esportes de alta intensidade como futebol, corrida, basquete ou natação. Muitos não apresentam qualquer sintoma até o momento da parada cardíaca. Estudos apontam que cerca de 90% dos casos ocorrem em indivíduos considerados saudáveis por familiares, treinadores e até por exames de rotina pouco aprofundados.

Para o professor de Educação Física da Wyden e mestre em Hebiatria (especialidade voltada para o cuidado dos adolescentes), Murilo Gominho, o problema precisa ser analisado dentro de um contexto mais amplo do desenvolvimento juvenil. “A adolescência é uma fase extremamente importante na vida das pessoas porque comportamentos adquiridos nessa fase da vida comumente são levados para a vida toda. Por isso, é extremamente importante introduzir um estilo de vida saudável — e a prática de atividade física está inserida dentro deste contexto”, afirma.

Dados recentes reforçam essa visão: segundo a American Academy of Pediatrics, adolescentes sedentários apresentam uma incidência de até 6,2 casos de mal súbito por 100 mil pessoas ao ano. Já entre os adolescentes considerados ativos, esse número cai para 1 ou 2 casos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja, a própria atividade física, quando bem orientada, é um fator de proteção.

“Então, a prática de atividade física ou exercício físico nesta fase da vida auxilia na prevenção da morbimortalidade e de diversos outros agravos que podem estar associados a causas de mal súbito”, destaca Gominho. Ele também ressalta a importância de acompanhamento especializado: “Para uma maior segurança durante o treino, esse adolescente deve ser acompanhado por profissionais devidamente habilitados — e, se possível, especializados nesse grupo. Esses profissionais irão avaliar a condição de saúde do adolescente e respeitar as fases maturacionais. Caso venha a ser necessário, poderão solicitar a declaração médica”, ressalta Murilo.

Diante desse cenário, a SBAFS reforça a importância de protocolos mais rigorosos de avaliação cardiovascular, sobretudo antes do início de atividades físicas intensas. A triagem recomendada inclui uma anamnese detalhada, histórico familiar de doenças cardíacas, exame físico e, fundamentalmente, a realização de eletrocardiograma (ECG) em repouso. Em casos suspeitos, exames complementares como ecocardiograma, teste de esforço e, eventualmente, ressonância magnética ou estudo genético podem ser decisivos para o diagnóstico precoce.

Medidas simples podem salvar vidas. Uma das mais eficazes é a presença de desfibriladores externos automáticos (DEA) em escolas, academias, clubes e eventos esportivos, além do treinamento de equipes para atuação rápida em situações de emergência. Estudos mostram que a sobrevida em casos de parada cardíaca pode ultrapassar 70% quando a desfibrilação é aplicada nos primeiros três minutos.

Apesar do medo que o tema possa gerar, especialistas ressaltam que a prática de atividades físicas continua sendo essencial para a saúde dos jovens. O objetivo não é afastá-los do esporte, mas garantir que ele seja praticado com segurança. Com triagem adequada, protocolos de emergência e orientação profissional qualificada, é possível minimizar os riscos e preservar vidas.