Eleições 2026: TSE e Google firmam parceria para ampliar acesso a informações confiáveis

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Google Brasil firmaram memorando de entendimento para desenvolver ações conjuntas de enfrentamento à desinformação e de proteção da legitimidade e da integridade das Eleições Gerais de 2026. A parceria integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral (Portaria TSE nº 510/2021) e busca ampliar o acesso do eleitorado a informações oficiais e confiáveis sobre o processo eleitoral.

Entre as iniciativas previstas está a criação de uma seleção especial de aplicativos com conteúdo cívico na Google Play Store, durante o período eleitoral, que incluirá aplicativos oficiais do TSE relacionados ao pleito. O Google também adotará medidas para direcionar usuários a informações oficiais sobre título eleitoral, requisitos para votar e iniciativas da Justiça Eleitoral.

O acordo contempla ainda a disponibilização do Project Shield para a proteção de agentes envolvidos nas eleições. A ferramenta oferece proteção contra ataques digitais destinados a retirar páginas da internet ou impedir o acesso dos usuários a conteúdos de interesse público.

Capacitação e transparência
Com o apoio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE/TSE), serão realizados treinamentos para equipes do Tribunal, dos tribunais regionais eleitorais (TREs) e para magistradas e magistrados que atuam no processo eleitoral. As atividades abordarão as medidas de combate à desinformação adotadas pela plataforma, além das políticas e dos termos de uso aplicáveis aos serviços do Google.

Além disso, poderão ser promovidas capacitações destinadas a partidos políticos, organizações de checagem de fatos, instituições de pesquisa e outros parceiros do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação.

Tendências de pesquisa e canal de denúncias
Outra iniciativa será o desenvolvimento do Trends Hub de Eleições, página em língua portuguesa, com acesso global, que reunirá dados e informações sobre as tendências de pesquisas realizadas na busca do Google. O lançamento está previsto para agosto de 2026, e a página será mantida durante o período eleitoral.

O Google Brasil também disponibilizará canal para receber, por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE), denúncias de conteúdos específicos. As comunicações deverão conter o endereço eletrônico do conteúdo denunciado e serão analisadas de acordo com as políticas da empresa. O canal será de uso exclusivo do SIADE e não substituirá o encaminhamento de ordens judiciais ou de requisições de natureza eleitoral.

A parceria com o TSE prevê ainda o intercâmbio contínuo de informações, conhecimentos técnicos e boas práticas para prevenir, detectar e mitigar a desinformação e o uso enganoso de tecnologias digitais, especialmente de sistemas de inteligência artificial. Nesse sentido, a empresa deve disponibilizar página especial sobre as Eleições 2026 com informações a respeito das políticas e do funcionamento de suas plataformas. O memorando não envolve transferência de recursos financeiros e permanecerá vigente até 31 de dezembro de 2026.

Saiba como vai funcionar a biometria nas eleições deste ano

Eleitora realiza biometria durante votação na Escola Municipal de Ensino Fundamental - EMEF Celso Leite Ribeiro Filho, em Bela Vista.

A biometria será usada mais uma vez para votar nas eleições deste ano. A tecnologia estará disponível em todas as seções eleitorais do país para evitar fraudes e garantir a lisura do pleito.

Apesar da requisição, a biometria não é obrigatória para exercer o direito ao voto. Se o título estiver regular, o eleitor pode votar mesmo sem ter realizado esse cadastro. Neste caso, será exigido o documento de identificação para acesso à urna eletrônica.

Se a urna eletrônica não reconhecer a biometria já realizada, o eleitor continua tendo o direito ao voto. A orientação é que a leitura biométrica possa ser repetida até quatro vezes. Persistindo a dificuldade, a mesa receptora vai confirmar a identidade do eleitor por outros meios de conferência do cadastro. Se as informações coincidirem, o eleitor assina o caderno de votação ou registra a impressão digital, caso não saiba assinar.

Em 2008, a Justiça Eleitoral começou a utilizar os dados da impressão digital para identificar os votantes. A medida foi adotada para aumentar a segurança das eleições e evitar que uma pessoa possa votar no lugar de outra.

Com o cruzamento de informações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda pode detectar eleitores com registros duplicados no cadastro eleitoral.

Cadastro biométrico encerrado
Já não é possível cadastrar a biometria para as eleições de 2026, porque o prazo se encerrou em maio deste ano. O TSE orienta os cidadãos a comparecerem à Justiça Eleitoral após o pleito para realizar o cadastro.

No cadastramento, são coletadas a fotografia, as digitais de todos os dedos da mão e a assinatura do eleitor. As informações são utilizadas para tornar mais seguro o processo eleitoral.

Remédio injetável que previne HIV pode entrar no SUS até o fim o ano

Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2026 – Pronunciamento à imprensa do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde,Tedros Adhanom Ghebreyesus, e do diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, Jarbas Barbosa, na abertura da 26° Conferência Internacional de AIDS.  Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilO Sistema Único de Saúde (SUS) pode começar a oferecer ainda este ano uma nova forma de profilaxia pré-exposição (PreP), aplicada por injeção, para a prevenção do HIV. Trata-se do medicamento carbotegravir, que impede a replicação do vírus de forma prolongada e pode ser tomado a cada dois meses.

O pedido de inclusão vai ser encaminhado pelo Ministério da Saúde à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec) na semana que vem. A Conitec é um colegiado independente que precisa avaliar aspectos como o custo-benefício da oferta de novos tratamentos pelos serviços públicos, antes que eles sejam incluídos no rol do SUS.

A comissão pode recomendar ou não a inclusão, mas a decisão final cabe ao Ministério. De acordo com o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, o governo ainda está negociando com a farmacêutica GSK, produtora do carbontegravir, o custo final do medicamento e quantas doses serão compradas, mas a empresa fez uma oferta com “preço adequado”.

“Nós vemos com muita esperança as novas tecnologias de proteção prolongada, mas exigimos que elas sejam oferecidas, sobretudo aos sistemas nacionais de saúde, com os preços adequados, não preços estratosféricos”, declarou o ministro em uma coletiva de imprensa antes da abertura do 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro.

Lenacapavir
Ainda segundo Padilha, esse custo foi determinante para escolha da PreP injetável que o governo pretende oferecer. Um outro medicamento, chamado lenacapavir, concede proteção ainda mais prolongada, por seis meses, mas foi ofertado por um valor inviável, disse o ministro.

“Mesmo o Brasil se dispondo a pagar até 10 vezes o valor que foi oferecido a países similares ao nosso, como Indonésia e Tailândia, a indústria ainda disse que não pode oferecer para o sistema nacional público com esse valor. Então nós não pagaremos. Não vamos drenar o recurso dos impostos dos cidadãos brasileiros pelo interesse de lucro de uma empresa”

Apesar de ter sido um dos países onde o medicamento foi testado, o Brasil ficou de fora do acordo de licenciamento voluntário assinado pela farmacêutica Gilead, que autorizou seis empresas a produzirem versões genéricas do lenacapavir para distribuição em 120 países.

A medida foi criticada por outros participantes da Conferência, incluindo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), porque o lenacapavir é considerado peça central para o fim da epidemia de Aids, e as organizações envolvidas com o tema defendem que o acesso ao medicamento seja ampliado em todo o mundo.

A farmacêutica declarou em nota que compartilha a urgência de ampliar o acesso ao lenacapavir em toda a América Latina e o Caribe, mas que “para os países fora do território de licenciamento voluntário, como o Brasil, continua buscando caminhos sustentáveis de acesso de longo prazo, alinhados às condições do mercado local e às prioridades de saúde pública”

Ainda de acordo com a nota divulgada pela Gilead após as declarações dadas no evento, “o Brasil é uma das prioridades entre os países avaliados como potenciais parceiros de Fabricação”. Por isso a farmacêutica assinou um memorando de entendimento com a Fundação Oswaldo Cruz, “para explorar potenciais oportunidades de transferência de tecnologia que possam apoiar o acesso no Brasil e em toda a região.”

PreP oral
O Sistema Único de Saúde já oferece a PreP, mas em versão oral, sob a forma de comprimidos que precisam ser tomados diariamente. Mais de 350 mil pessoas já tiveram acesso ao medicamento que também tem eficácia comprovada.

A principal vantagem da Prep injetável sobre a versão oral é a adesão ao tratamento, já que os comprimidos precisam ser tomados todos os dias para garantir seu efeito. Estudo da Fiocruz, feito com 1,4 mil pessoas, em seis cidades brasileiras, mostrou que 83% delas preferiram a injeção.

Além disso, 94% dos participantes compareceram ao serviço de saúde para tomar as injeções no prazo correto, o que garantiu que elas permanecessem protegidas ao longo do tratamento. Nenhum deles foi infectado pelo vírus.

Outro estudo de vida real divulgado pelas farmacêuticas ViiV Healthcare e GSK, que desenvolveram o medicamento, demonstrou alta eficácia, com taxa anual de infecção pelo HIV de apenas 0,1%.

TSE terá outra reunião com embaixadores para explicar urna eletrônica

Brasília (DF), 07/04/2026 - O ministro Nunes Marques durante sessão do TSE. Foto: Luiz Roberto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o dia 17 de agosto uma segunda reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais, a fim de explicar o funcionamento da urna eletrônica brasileira, bem como do sistema eleitoral do país.

Segundo o tribunal, o encontro ocorrerá na sede do TSE e dará continuidade às ações de transparência voltadas à comunidade internacional.

Nela, o presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, voltará a explicar o funcionamento das urnas eletrônicas.

A manifestação veio após o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, ter adotado a mesma estratégia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de divulgar, a embaixadores de outros países, informações falsas sobre a urna eletrônica, levantando questionamentos sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

Fake news
Flávio Bolsonaro disse, sem apresentar provas, que muitas das máquinas utilizadas nas eleições brasileiras seriam da Smartmatic, uma empresa associada ao sistema eleitoral venezuelano.

Em meio às declarações do pré-candidato, o TSE tem se manifestado publicamente para reafirmar que a Smartmatic não forneceu urnas nem desenvolveu softwares para as eleições brasileiras.

O TSE reiterou que as urnas foram projetadas por servidores da Justiça Eleitoral e produzidas por empresas contratadas por licitação pública, destacando que a associação entre a Smartmatic e o sistema brasileiro de votação já havia sido desmentida diversas vezes nos últimos anos.

O episódio foi visto por críticos e especialistas como uma retomada da estratégia adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que questionou reiteradamente a segurança das urnas eletrônicas e, em 2022, reuniu embaixadores para apresentar acusações posteriormente classificadas pela Justiça Eleitoral como infundadas.

Em nota, o TSE informou que as eleições brasileiras serão acompanhadas por diversos observadores internacionais. Entre eles, União Europeia, Organização dos Estados Americanos (OEA), Parlasul, Carter Center, Uniore e Rojae-CPLP.

Todos integrarão a Missão de Observadores Eleitorais para acompanhar o pleito de outubro.

Empreender na terceira idade triplica renda, mostra estudo do Sebrae

Idosos têm que se adaptar cada vez mais com o mundo tecnológico

Quem formaliza um negócio e empreende na terceira idade pode triplicar a renda. É o que aponta o estudo Empreendedorismo Sênior Sob a Ótica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizado a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo do Sebrae mostra que, no quarto trimestre de 2025, os empreendedores 60+ formalizados atingiram o maior rendimento médio de toda a série histórica, iniciada em 2012. Em média, eles receberam R$ 7.458, valor mais de três vezes superior ao rendimento de empreendedores informais (R$ 2.152).

De acordo com o estudo, a formalização não apenas eleva a renda no curto prazo, mas amplia o retorno ao longo de todo o ciclo de vida do empreendedor e promove avanços na escolaridade dos empreendedores sêniores.

Entre 2012 e 2025, a proporção desses donos de negócio sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu 22 pontos percentuais, de 68% para 46%. A parcela com ensino médio completo ou mais passou de 24% para 42%, avanço de quase 19 pontos percentuais.

“O Brasil tinha 4,5 milhões de empreendedores sêniores no quarto trimestre de 2025, alta de 59% frente a 2012. Apesar desse crescimento, o universo de empreendedores acima dos 60 anos ainda representa apenas 15% do total de donos de negócios, enquanto a população sênior corresponde a 20% de todos os brasileiros em idade ativa”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

Perfil
Conforme os empreendedores envelhecem, cresce a participação como chefes de domicílio. Entre os jovens, a proporção é de 37% e entre os sêniores essa representatividade cresceu para 67%, no quarto trimestre de 2025. Na direção oposta, a condição de filho no domicílio, comum entre os mais jovens (35,5%), praticamente desaparece entre os idosos (0,7%).

Na série histórica, porém, a proporção de sêniores que ocupam a posição de chefe de domicílio recuou de 78%, em 2012, para 67%, em 2025. A queda foi acompanhada por um aumento na condição de cônjuge, que subiu de 18% para 27% no período.

Apesar dos avanços em escolaridade e renda, o estudo aponta que os empreendedores sêniores foram o grupo etário com menor progresso em formalização e proteção previdenciária na última década.

Entre 2015 e 2025, a formalização entre os empreendedores 60+ avançou pouco mais de 2 pontos percentuais, ante 7,5 pontos percentuais entre os jovens e aproximadamente 7 pontos percentuais entre os adultos.

Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleo

Notas de dólar
16 de maio de 2016
REUTERS/Kham

O mercado financeiro terminou a segunda-feira (27) em direções opostas. O dólar voltou a subir e atingiu o maior nível em duas semanas, pressionado pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo. A bolsa avançou, sustentada por ações de bancos e de mineradoras.

No mercado internacional, o petróleo despencou mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã reduzirem os temores sobre interrupções na oferta global da commodity (bem primário com cotação internacional).

Dólar avança
O dólar à vista encerrou esta segunda vendido a R$ 5,113, com alta de 0,62%. A cotação está no maior nível desde o último dia 13.

Apesar da valorização diária, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.

A desvalorização do real ocorreu na contramão de outros ativos domésticos. A principal pressão veio do recuo do petróleo, que reduz a atratividade da moeda brasileira por afetar os termos de troca do país, um dos exportadores líquidos do produto.

Além disso, o mercado acompanhou a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), marcada para quarta-feira, e continuou monitorando os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além do cenário político doméstico.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou em leve alta.

Ibovespa sobe
Enquanto o câmbio refletiu a perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte no ambiente externo mais favorável ao risco.

O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões.

O avanço foi liderado pelas ações de bancos e de mineradoras, que compensaram a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo.

A melhora do humor dos investidores ocorreu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, alimentando expectativas de retomada das negociações diplomáticas.

O mercado também continuou atento à expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense), que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana.

Petróleo despenca
Os contratos internacionais de petróleo registraram forte correção depois da disparada observada na semana passada.

O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, encerrando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61.

A queda foi motivada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela perspectiva de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países.

O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou haver possibilidade de um acordo, reduzindo temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity.

Apesar do recuo expressivo, o mercado continua atento à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz segue operando com restrições, e persistem preocupações com a segurança das rotas marítimas utilizadas para o transporte de petróleo, mantendo elevada a volatilidade do produto.

Brasil aciona OMC contra tarifas impostas pelos Estados Unidos

Sede da OMC em Genebra. REUTERS/Denis Balibouse

O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (27) um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando duas medidas tarifárias adotadas pelo país norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil considera que as tarifas são injustificadas e incompatíveis com as obrigações assumidas pelos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e das regras que disciplinam o mecanismo de solução de controvérsias da OMC.

Uma das medidas questionadas decorre de uma investigação específica sobre o Brasil e impôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. No processo, os Estados Unidos examinaram temas como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, aplicação da legislação anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

A segunda medida foi resultado de uma investigação conduzida com 60 economias e estabeleceu tarifa adicional de 12,5% para produtos brasileiros. Nesse caso, o foco da investigação foi a existência e a aplicação de restrições à importação de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado.

O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

De acordo com o Itamaraty, a iniciativa busca contestar a compatibilidade das medidas tarifárias norte-americanas com as normas multilaterais de comércio.

Tarifaço
As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos vão atingir US$ 6,6 bilhões em produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo a pasta, a sobretaxa acumulada de 37,5% alcança 16,5% das exportações brasileiras para os EUA.

Entre os itens atingidos estão máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.

Beneficiários com NIS de final 6 recebem Bolsa Família de julho

10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra, custo de vida, custo dos alimentos, aumento de preços, alta dos preços, carestia, desvalorização, valorização, perda do poder de compra, crise econômica, recessão, crescimento econômico, consumo, consumidor, compras, supermercado, cesta básica, despesas, gastos, contas, contas a pagar, boletos, dívida, dívidas, endividamento, inadimplência, poupança, economia doméstica, investimento, investimentos, aplicações financeiras, juros, taxa de juros, taxa Selic, Banco Central, crédito, empréstimo, financiamento, cartão de crédito, débito, PIX, transferência bancária, banco, instituição financeira, orçamento familiar, planejamento financeiro, reserva de emergência, patrimônio, riqueza, patrimônio líquido, capital, capital financeiro, lucro, prejuízo, receita, despesa, balanço financeiro, impostos, tributos, tributação, imposto de renda, arrecadação, arrecadação fiscal, carga tributária, imposto, taxa, tarifas, câmbio, dólar, euro, cotação, câmbio flutuante, desvalorização cambial, valorização cambial, moeda estrangeira, inflação acumulada, índice de preços, IPCA, INPC, IGP-M, poder aquisitivo, renda per capita, desenvolvimento econômico, estabilidade econômica, política monetária, política fiscal, oferta, demanda, produtividade, consumo consciente, educação financeira, planejamento financeiro, equilíbrio financeiro, independência financeira, riqueza, prosperidade, orçamento público, gastos públicos, contas públicas, déficit, superávit, tesouro nacional, moeda forte, moeda fraca, liquidez, circulação de dinheiro, s

A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (27) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6.  Neste mês, o valor médio do benefício está em R$ 679,19.

Os moradores de 175 municípios de seis estados receberam o crédito no último dia 20, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).

O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil
Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil

Unidade Popular formaliza candidatura de Samara Martins a presidente

São Paulo - 26/07/2026 - A única Candidata mulher à Presidência da República neste ano, Samara Martins. Foto: Instagram/(@samaramartinsup)

O partido Unidade Popular (UP) formalizou neste domingo (26) a candidatura à presidência da República de Samara Martins. A chapa anunciada contará ainda com Raquel Bricio como candidata a vice-presidente.

A oficialização da candidatura ocorreu na convenção nacional do partido, realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, no bairro do Bom Retiro, na capital paulista.

Samara é dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), dirigente do movimento negro e de mulheres. Atua no Movimento de Mulheres Olga Benario, que apoia a luta dos sem-teto pelo direito à moradia e principalmente das mulheres negras e pobres. Já Bricio é guarda portuária sindicalista e uma das fundadoras do Movimento de Mulheres Olga Benario.

Em 2022, Samara foi candidata à vice-presidência da República pela UP na chapa encabeçada por Leonardo Péricles.

Entre as pautas defendidas pela candidata estão a reestatização de empresas privatizadas, a nacionalização de riquezas do país, o aumento do orçamento para questões sociais, além da realização de uma auditoria e da suspensão do pagamento da dívida pública do país.

Alison vence 400m com barreiras com melhor marca mundial em 2026

Alison dos Santos fatura segundo ouro no Troféu Brasil, desta vez nos 400m com barreiras, com tempo de 46s29 , me6lhor marca do ano o mundo - em 26/07/202

O campeão mundial e medalhista olímpico Alison dos Santos, o Piu, voltou em grande estilo ao topo do pódio no Troféu Brasil neste domingo (26), último dia de competições no Estádio Olímpico do Ibirapuera, em São Paulo. Especialista nos 400 metros com barreiras, Piu deu show ao vencer prova em 46s48, estabelecendo o melhor tempo do mundo em 2026. Foi a segunda melhor marca obtida por ele – em 2022 Piu cravou 46s29 e faturou o Mundial de Atletismo em Eugene (Estados Unidos). Completaram o pódio Matheus Lima (47s97) com a prata e Francisco Guilherme Vianna (49s38).

Com o novo índice na prova, Piu retomou a liderança do ranking, antes ocupada pelo norueguês Karsten Warholm (46s61). Em julho o europeu foi campeão da Diamond League de Londres (Inglaterra).

“Deixei aqui um recorde legal, que vai durar um tempinho. A ideia é mostrar pra rapaziada que a gente pode mais, que a gente consegue chegar lá. Antes eu era mais um, e agora eu estou aqui quebrando recorde. Todos que correram essa final têm chance de correr igual ou mais rápido que eu. É confiar no processo, se entregar e dar o melhor pelo Brasil”, comemorou Piu, em entrevista à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

A medalha de ouro neste domingo (26) foi a segunda de Piu na competição, à qual retornou após jejum de sete anos. Na última sexta-feira (24), o paulista foi o mais rápido na prova dos 400m. Por mais curioso que seja, foram os dois primeiros títulos individuais do medalhista olímpico em solo brasileiro, conquistados diante da família na arquibancada.

“Nesse Troféu Brasil eu corri pela primeira vez na frente da minha família. É maravilhoso saber que a minha família e todo mundo que me conhece desde antes do atletismo, que nem me chama por Piu, estiveram prestigiando esse momento”, agradeceu o atleta, prata olímpica em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024.