Marília e Humberto lideram para o Senado, aponta DataTrends

Marília e Humberto lideram para o Senado, aponta DataTrends

A pesquisa do Instituto DataTrends para o Senado Federal em Pernambuco, divulgada nesta sexta-feira (8), mostra a ex-deputada federal Marília Arraes em posição de destaque na corrida pelas duas vagas que estarão em disputa em 2026. O levantamento ouviu 4 mil eleitores em 75 municípios pernambucanos entre os dias 30 de abril e 3 de maio, com margem de erro de 1,6 ponto percentual para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-05320/2026 e BR-08337/2026.

No primeiro cenário estimulado, Marília aparece com 49% das intenções de voto, seguida pelo senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa, que soma 24%. Na sequência aparecem Anderson Ferreira com 15%, Eduardo da Fonte com 11%, Túlio Gadelha com 7%, Paulo Rubem Santiago com 3%, Carlos Sant’Anna e Jô Cavalcanti, ambos com 1%. Brancos e nulos somam 50%, enquanto 39% disseram não saber ou preferiram não responder.

No segundo cenário, sem Marília Arraes, Humberto Costa lidera com 35%. Eduardo da Fonte e Mendonça Filho aparecem empatados com 16%, seguidos por Túlio Gadelha, com 9%. Paulo Rubem Santiago e Jô Cavalcanti registram 3% cada, enquanto Fernando Dueire tem 2%. Neste cenário, os brancos e nulos chegam a 65%, e os indecisos somam 49%.

Já no terceiro cenário, Marília Arraes mantém a liderança com 48%, seguida de Humberto Costa, que sobe para 29%. Anderson Ferreira registra 15%, enquanto Miguel Coelho aparece com 9%. Túlio Gadelha marca 6%, Paulo Rubem Santiago 4%, Jô Cavalcanti 2% e Carlos Sant’Anna 1%. Brancos e nulos representam 50%, enquanto os indecisos chegam a 36%.

No quarto cenário apresentado pelo instituto, Marília Arraes tem 45% das intenções de voto e Humberto Costa aparece com 31%. Mendonça Filho registra 12%, Miguel Coelho 9%, Túlio Gadelha 7%, Paulo Rubem Santiago 3%, Jô Cavalcanti 2% e Carlos Sant’Anna 1%. Brancos e nulos somam 52%, enquanto 38% dos entrevistados disseram ainda não ter decidido o voto.

Como a disputa para o Senado prevê a escolha de dois nomes por eleitor, os percentuais ultrapassam 100%, podendo atingir até 200% na soma total das intenções de voto.

30 anos da Urna Eletrônica: adoção do equipamento agilizou voto e eliminou fraudes

Série 30 anos da Urna Eletrônica  07.05.2026

Identidade visual da série “30 anos da Urna Eletrônica”

A série “30 anos da Urna Eletrônica”, produzida pela Secretaria de Comunicação e Multimídia (Secom) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai mostrar como o voto eletrônico gerou, ao eliminar os votos em cédulas de papel, uma grande revolução no processo eleitoral brasileiro que, por décadas, foi vulnerável a fraudes, extravios e erros humanos.

Em quatro matérias, que serão publicadas nos dias 7, 9, 11 e 13 de maio, a série contará a história do nascimento da urna eletrônica, como ela funciona, a importância do equipamento para a inclusão de segmentos sociais no direito cidadão ao exercício do voto e como o sistema de votação é transparente, seguro, ágil e auditável.

A série estreia nesta sexta-feira (7), trazendo o contexto histórico da criação da urna eletrônica.

A origem

A criação de um aparelho mecanizado para coletar votos era um desejo antigo no país. O primeiro Código Eleitoral, de 1932, previa em seu artigo 57 o “uso das máquinas de votar, regulado oportunamente pelo Tribunal Superior [Eleitoral]”, devendo ser assegurado o sigilo do voto.

O pontapé para a criação do sistema informatizado de votação foi dado com a consolidação do cadastro único e automatizado de eleitoras e eleitores. Isso começou em 1985 e foi finalizado em 1986, na gestão do ministro Néri da Silveira na Presidência do TSE, quando o Brasil contava com um eleitorado de cerca de 70 milhões. Antes, não havia um registro nacional, o que abria espaço para fraudes no cadastro.

O primeiro nome do equipamento foi Coletor Eletrônico de Votos (CEV). O projeto foi concebido a partir de algumas premissas básicas: o dispositivo teria de ser capaz de eliminar a intervenção humana nos procedimentos de apuração e totalização dos resultados, bem como de garantir maior segurança e transparência ao processo eleitoral. Além disso, deveria ser leve e compacto (para facilitar o transporte) e prático para se usar.

Em 1994, sob a Presidência do ministro Sepúlveda Pertence, o TSE realizou pela primeira vez o processamento eletrônico do resultado das eleições gerais daquele ano com recursos computacionais da própria Justiça Eleitoral.

Trajetória de sucesso

Entretanto, o projeto da urna eletrônica genuinamente brasileira só começou em 1995, quando o TSE formou uma comissão técnica liderada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) para desenvolver o projeto da “máquina de votar”.

O resultado foi um sucesso. A urna eletrônica combinou tela, teclado e CPU em uma só máquina, com teclado similar ao de um telefone justamente para possibilitar que a pessoa analfabeta e a pessoa com deficiência visual pudessem interagir com o novo dispositivo sem dificuldade.

Em 1996, já foi possível coletar e totalizar os votos de mais de 32 milhões de brasileiros, um terço do eleitorado da época, por meio das mais de 70 mil urnas eletrônicas produzidas para aquelas eleições. Participaram dessa votação e apuração informatizada 57 cidades com mais de 200 mil eleitores, entre elas, as 26 capitais dos estados (o Distrito Federal não participou por não eleger prefeito).

Quatro anos depois, nas Eleições Municipais de 2000, as urnas eletrônicas chegavam a todos os cantos do país, na primeira eleição totalmente informatizada. Desde então, a Justiça Eleitoral vem ampliando o parque de urnas eletrônicas para atender ao crescimento do eleitorado brasileiro, garantindo a segurança, a confiabilidade, a agilidade e a auditabilidade do equipamento.

Resposta brasileira

A adoção da urna eletrônica foi a bem-sucedida resposta brasileira para retirar do sistema eleitoral as cédulas de papel, que, durante décadas, foram vulneráveis às fraudes. O equipamento reforçou a conscientização social de que uma democracia representativa se legitima pela vontade soberana do povo, por meio do voto devidamente coletado e apurado em eleições limpas, sem suspeitas.

Ao completar três décadas de atividade, a urna eletrônica registrou e apurou os votos de milhões de eleitoras e eleitores em diversas eleições gerais e municipais, com segurança e total transparência. No pleito municipal de 2024, mais de 153 milhões de eleitores votaram em mais de 570 mil urnas eletrônicas instaladas em 5.569 municípios, consolidando o Brasil como o país com a maior eleição informatizada do mundo.

“Nesses 30 anos, a urna acabou com a fraude eleitoral, acabou com a possibilidade de uma pessoa votar por outra. Acabou com a possibilidade, portanto, de a gente ter um resultado que não corresponde ao votado pelo povo”, enfatizou a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, no evento no TSE que celebrou a data.

Os modelos de urna

Ao longo da trajetória, a urna eletrônica passou por constantes aprimoramentos, tanto em seus componentes de software, quanto na modernização estética do equipamento (hardware). Esses aperfeiçoamentos seguiram a evolução tecnológica, sempre com o objetivo de fortalecer as barreiras de segurança e de entregar aos milhões de eleitoras e eleitores um equipamento intuitivo e de fácil uso no momento do voto.

Até as Eleições Municipais de 2024, 14 modelos de urnas eletrônicas já foram utilizados. Confira os principais avanços tecnológicos da urna eletrônica nestes 30 anos:

– Segurança: inclusão de uma arquitetura de segurança única no mundo, a qual permite que a urna apenas funcione com sistemas autênticos e que tais sistemas funcionem apenas na urna, além do uso de criptografias avançadas, lacres físicos mais resistentes, entre outros itens.

– Transparência: diversos mecanismos e possibilidades para avaliar a integridade e a idoneidade da votação e da apuração, bem como da totalização dos votos.

– Biometria: desde 2008, a biometria (identificação pelas impressões digitais) vem sendo ampliada gradualmente, auxiliando mesárias ou mesários a validarem a identidade de eleitoras e eleitores.

– Acessibilidade: foram introduzidos e aprimorados recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva, como fones de ouvido, sintetizador de voz, teclado com sinalização em braile (desde a UE96 original), bem como o uso de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na tela da urna.

– Eficiência: a sucessão de novos modelos tornou o processo eleitoral mais ágil, reduzindo o tempo de habilitação para o voto de eleitoras e eleitores nas seções eleitorais.

– Sustentabilidade: os equipamentos passaram a consumir menos energia e foram projetados para serem mais duráveis e facilmente reciclados, contribuindo para a preservação do meio ambiente.

Prefeitura de Caruaru anuncia Cartão Ração para protetores de animais

Reafirmando o compromisso da gestão municipal com o avanço das políticas públicas de proteção animal, a Prefeitura de Caruaru lança o Cartão Ração, iniciativa anunciada pelo prefeito Rodrigo Pinheiro ao lado da Secretaria de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal.

O Cartão Ração é um programa que tem como objetivo oferecer suporte alimentar para animais resgatados por protetores independentes, reconhecendo o trabalho essencial realizado por esses voluntários. A iniciativa busca fortalecer essa rede de apoio e garantir melhores condições para o cuidado dos animais em situação de abandono.

“Nosso compromisso é transformar a causa animal em política pública permanente. O Cartão Ração chega para apoiar quem está na linha de frente, cuidando dos animais resgatados e ajudando a combater o abandono. Essa é uma iniciativa construída com diálogo, escuta e responsabilidade social”, afirmou o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro.

A gestão municipal reforçou o compromisso com a causa animal, destacando que novas ações continuarão sendo desenvolvidas para ampliar a proteção e o bem-estar dos animais, consolidando avanços que não devem parar.

“Essa iniciativa nasce da escuta dos protetores. Queremos dar suporte real a quem cuida dos animais e avançar cada vez mais na causa animal em Caruaru. Reforçamos a importância para esses protetores em relação a castração e posteriormente adoção desses animais para que novas vagas possam surgir”, destacou Fagner dos Animais, Secretário de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal.

Com tarifas, exportações para Estados Unidos caem 11,3% em abril

Ministério da Agricultura e Pecuária abre mais dois novos mercados na Austrália e Costa Rica. Navio Mercante; exportações; importações; comércio exterior, mercado externo; conteiner. Foto: MAPA/Divulgação

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto as vendas para a China cresceram 32,5% no período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

As vendas para os Estados Unidos somaram US$ 3,121 bilhões em abril deste ano, ante US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025. As importações de produtos norte-americanos caíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões.

Com esses números, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro.

Tarifas pesam
Esta foi a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025.

Apesar da retirada de parte dos produtos brasileiros da lista tarifária no fim do ano passado, o Mdic estima que 22% das exportações brasileiras continuem sujeitas às taxas impostas em julho de 2025. O grupo inclui itens submetidos apenas à tarifa adicional de 40% e também produtos que acumulam a alíquota extra com a taxa-base de 10%.

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, os números indicam uma recuperação gradual do fluxo comercial.

“Ainda observamos redução da exportação, mas ele vem se recuperando ao longo dos meses. Neste ano, superamos US$ 3 bilhões após vários meses abaixo desse patamar”, afirmou.

Avanço chinês
Na direção oposta, as exportações brasileiras para a China cresceram 32,5% em abril, alcançando US$ 11,610 bilhões, contra US$ 8,763 bilhões no mesmo mês de 2025.

As importações vindas do país asiático também avançaram, com alta de 20,7%, passando de US$ 5,018 bilhões para US$ 6,054 bilhões.

O resultado garantiu ao Brasil um superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com a China no quarto mês do ano.

De janeiro a abril, as exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilhões. As importações tiveram leve queda de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões.

Com isso, o superávit brasileiro com a China no período atingiu US$ 11,65 bilhões.

Petróleo recua
O diretor da Secex também comentou a queda nas exportações brasileiras de petróleo bruto registrada no mês passado. Segundo Herlon Brandão, o movimento está relacionado à volatilidade do mercado internacional e não ao imposto de exportação criado pelo governo para financiar a redução do preço do diesel.

A medida foi adotada em meio à alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Irã.

“É possível que observemos esse aumento de novo no mês seguinte. Então acredito que não seja possível atribuir uma questão do imposto de exportação de petróleo bruto”, disse.

Brandão afirmou ainda que o Brasil mantém competitividade no setor petrolífero devido ao baixo custo de produção e à forte demanda externa, o que pode favorecer uma retomada das exportações já em maio.

Em abril, as exportações de petróleo bruto subiram mais de 10% em relação a abril do ano passado, mas a alta tem a ver com o aumento de 23,7% dos preços médios, influenciados pela guerra no Oriente Médio. O volume exportado recuou 10,6% no último mês, segundo a Secex.

Bolsa cai mais de 2% e atinge menor nível desde o fim de março

São Paulo (SP), 19/05/2025 - Pregão da B3. Foto: B3/Divulgação

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (7) em clima de aversão ao risco, pressionado pela forte queda do petróleo no exterior, pela repercussão de balanços de empresas e pelas incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O Ibovespa recuou mais de 2%, atingindo o menor nível desde o fim de março, e o dólar fechou perto da estabilidade.

A perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio reduziu os temores sobre o abastecimento global do petróleo e derrubou os preços do produto, afetando ações de petroleiras e influenciando os mercados globais.

Principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 2,38%, aos 183.218 pontos, menor nível desde 30 de março. Na mínima do dia, o indicador chegou a 182.868 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 32,08 bilhões.

A queda foi intensificada pela queda nos lucros de grandes empresas do setor financeiro e de energia. O recuo do petróleo no mercado internacional também pressionou papéis da Petrobras, com o maior peso na composição do Ibovespa, e de outras petrolíferas.

Em Nova York, o índice S&P 500 fechou em queda de 0,38%.

Dólar oscila
O dólar comercial apresentou volatilidade moderada e encerrou o pregão praticamente estável diante da alternância de notícias sobre a guerra no Oriente Médio e as negociações diplomáticas envolvendo EUA e Irã.

A moeda estadunidense fechou com leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923. No acumulado de 2026, porém, registra queda de 10,31% em relação ao real.

Durante a manhã, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de um acordo temporário para interromper os combates entre iranianos e estadunidenses. Nesse cenário, o dólar perdeu força frente a diversas moedas emergentes.

No Brasil, a divisa chegou à mínima de R$ 4,89 pouco antes das 10h, mas voltou a oscilar perto da estabilidade ao longo do dia.

À tarde, novas informações envolvendo o Estreito de Ormuz aumentaram a cautela dos investidores. Reportagem do The Wall Street Journal indicou que o governo norte-americano pretende retomar operações de escolta a navios comerciais na região.

O movimento elevou dúvidas sobre a possibilidade de um acordo definitivo entre Washington e Teerã, levando o dólar a R$ 4,93 por volta das 14h30, antes de a cotação desacelerar novamente.

Investidores também acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump. Segundo Trump, a reunião foi “muito boa” e incluiu discussões sobre comércio e tarifas.

Petróleo recua
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda após um pregão marcado por forte volatilidade.

O barril do tipo Brent, usado como referência pela Petrobras, recuou 1,19%, para US$ 100,06. O petróleo tipo WTI, do Texas, usado nas negociações nos Estados Unidos, caiu 0,28%, encerrando a US$ 94,81.

Os preços chegaram a cair menos após a reportagem do Wall Street Journal. Mais tarde, a emissora de televisão Al Jazeera, citando fontes militares estadunidenses, informou que a notícia da retomada das escoltas estava incorreta.

O governo iraniano afirmou que ainda avalia as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar o conflito. Paralelamente, Teerã intensificou o controle sobre embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para exportação global de petróleo.

Jogo do Flamengo na Libertadores é cancelado por atos de vandalismo

flamengo, Independiente Medellin, libertadores

A partida entre Flamengo e Independiente Medellín (Colômbia), pelo Grupo A da Copa Libertadores da América, foi cancelada, na noite desta quinta-feira (7), após torcedores da equipe colombiana realizarem atos de vandalismo no estádio Atanásio Girardot, em Medellín.

A bola rolou por pouco mais de três minutos no estádio colombiano, até que torcedores lançaram sinalizadores e bombas em direção ao campo de jogo, em especial perto do gol defendido pelo goleiro Rossi, do Flamengo. Além disso, alguns torcedores tentaram invadir o gramado, o que levou a Polícia a entrar em ação de forma imediata.

Diante deste panorama, por determinação da arbitragem da partida, os jogadores das duas equipes seguiram para os vestiários, onde permaneceram aguardando por 1 hora e 15 minutos até que a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) decidiu cancelar o jogo.

Após a decisão da Conmebol o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, se pronunciou, em um vídeo publicado nas redes sociais, defendendo o cancelamento da partida e a atribuição dos pontos ao Rubro-Negro.

“[Estou aqui para] comunicar que a Conmebol decidiu suspender o jogo. O jogo está suspenso, será aberto um expediente. Como é óbvio, esperamos conquistar os três pontos, porque a responsabilidade não é nossa. Os regulamentos são claros, e a equipe mandante não conseguiu a segurança. O próprio presidente [do Independiente Medellín], que a princípio queria jogar com portões fechados, tirando todos os torcedores do estádio, reconheceu para nós que não havia condições de segurança nem dentro nem fora do estádio. Quero dizer que nós queríamos jogar, mas que queríamos que fossem oferecidas todas as condições de segurança para os nossos jogadores, para nossos torcedores, para nós fora do estádio quando fôssemos para o aeroporto. E essas condições de segurança não foram oferecidas e, por isto, veio a decisão da Conmebol, que parece a mais correta. Porque, acima de tudo, está a segurança e a integridade física das pessoas”, declarou.

Vitória do Mirassol

Outra equipe brasileira a entrar em campo pela competição continental nesta quinta foi o Mirassol, que, jogando no Maião, derrotou a LDU (Equador) pelo placar de 2 a 0 e assumiu a liderança do Grupo G.

Graças ao triunfo construindo com gols do zagueiro Lucas Oliveira e do zagueiro Reinaldo, a equipe do interior paulista chegou aos nove pontos. Já equipe equatoriana, com o revés, ficou empatada em número de pontos com o Lanús (Argentina), ambos com seis pont

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 45 milhões

Apostadores fazem fila em casa lotérica. A Caixa Econômica Federal sorteia hoje (08) as seis dezenas do concurso 2.149 da Mega-Sena acumulada, que deve pagar um prêmio de R$ 170 milhões.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.005 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (7). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 45 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 17 – 23 – 29 – 30 – 48 – 50

25 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 70.003,53 cada
2.594 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.112,08 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado-feira (9), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Moraes autoriza hacker Delgatti a cumprir regime aberto de prisão

Brasília (DF) 17/08/2023 Depoimento do Hacker, Walter Delgatti Neto, na CPMI do golpe. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (7) o hacker Walter Delgatti a passar para o regime aberto de cumprimento de pena.

Em maio de 2025, Delgatti foi condenado pelo Supremo a oito meses e seis anos de prisão em regime fechado por ter invadido o site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a mando da ex-deputada Carla Zambelli, também condenada no processo, e ter emitido um mandado de prisão falso contra o ministro.

Com a progressão de regime, o hacker deverá cumprir diversas medidas, entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno entre as 19h e as 6h,  proibição de sair da comarca onde reside e de uso de redes sociais.

Moraes reconheceu que Delgatti tem direito à progressão de pena por ter cumprimento o equivalente a 20% da pena, equivalente a 582 dias.

O hacker já cumpriu dois anos, nove meses e três dias da pena, incluindo o período em que ficou preso preventivamente antes de ser condenado.

Além disso, Delgatti deve desconto de 100 dias na pena ao ter sido aprovado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade.

Mendonça diz que não teve acesso à proposta de delação de Vorcaro

29/05/2023 - Brasília - Sessão extraordinária do STF. 20/10/2022 Ministro André Mendonça participa da sessão extraordinária do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (7) que uma colaboração premiada deve ser “séria e efetiva”.

A declaração foi divulgada pelo gabinete do ministro após matérias jornalísticas informarem que Mendonça teria sinalizado aos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que não pretende homologar os atuais termos da proposta de delação apresentada ontem à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).

Na nota enviada à imprensa, Mendonça disse que não teve acesso ao material entregue aos órgãos, mas ponderou que uma colaboração premiada deve produzir feitos para ser efetivada.

“O ministro tem sido consistente e inequívoco em sua posição sobre o tema da colaboração premiada. A colaboração premiada é um ato de defesa, um direito assegurado ao investigado. Para que produza efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva”, afirmou.

Mendonça também ressaltou que as investigações sobre o caso Master vão seguir normalmente, independentemente de delações.

“Cabe esclarecer, ainda, que o ministro até o presente momento, não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos e carecem de fundamento”, completou.

Daniel Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília.

No dia 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.

Lula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 dias

Washington (DC), 07/05/2026 - Presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, fala durante coletiva de imprensa após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7), após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, que equipes dos dois governos deverão fechar uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e uma investigação comercial aberta pelos norte-americanos contra o Brasil desde o ano passado.

O objetivo é que uma proposta seja levada aos dois líderes em cerca de 30 dias. O Brasil voltou a defender o encerramento da apuração aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

“Eu falei assim: ‘Vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço [do Ministério] da Indústria e Comércio do Brasil, junto com o teu ministro do Comércio, sentem em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para a gente poder bater o martelo’. Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder”, disse Lula a jornalistas na sede da Embaixada do Brasil em Washington.

No procedimento, os EUA acusam o Brasil de concorrência desleal, mencionando o Pix, tarifas sobre etanol, desmatamento ilegal e proteção de propriedade intelectual.

Em abril deste ano, técnicos brasileiros reuniram-se nos EUA para esclarecimentos, defendendo o país contra a alegação de práticas desleais.

O governo brasileiro não reconhece a legitimidade de instrumentos unilaterais como a Seção 301, argumentando inconsistência com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo Lula, o tema do Pix não foi mencionado durante a reunião entre os presidentes.

Encontro prolongado

Washington (DC), 07/05/2026 - Presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, chega para encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, posa após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca- Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e Trump se reuniram por mais de 3 horas na Casa Branca, em Washington, incluindo um almoço oferecido pelo norte-americano.

A expectativa era que ambos atendessem à imprensa no Salão Oval antes da reunião, mas o presidente brasileiro pediu para que a conversa com a imprensa ocorresse após o encontro.

Em postagem nas redes sociais, Trump informou que discutiu “muitos tópicos” com Lula, incluindo questões comerciais e de tarifas, e chamou Lula de “um presidente muito dinâmico”.

“A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu o norte-americano.

Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). O encontro foi previamente negociado pelas equipes dos dois países, com a expectativa de tratar diversos temas, como comércio, combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos.

A jornalistas, Lula disse ter saído muito otimista da reunião bilateral.

“Eu acho que o Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo, qualquer assunto. Não tem assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutido”, afirmou o presidente.

Crime organizado

Durante a coletiva de imprensa, Lula anunciou que o governo brasileiro vai lançar um plano de combate ao crime organizado “na semana que vem” e que, na conversa com Trump, ficou acertado que uma das frentes de trabalho entre os dois governos será a cooperação para asfixiar financeiramente as organizações criminosas transnacionais que atuam no Brasil e nos EUA.

“Precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”, defendeu.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, equipes da Receita Federal brasileira e a contraparte norte-americana deverão fazer operações conjuntas para bloquear o contrabando de armas e outros produtos, incluindo o tráfico ilegal de drogas sintéticas provenientes dos EUA.

Ainda segundo Lula, eles não trataram especificamente sobre facções criminosas que atuam no Brasil, como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital. O governo dos EUA estuda mudar a designação de facções brasileiras como grupo terroristas, o que na avaliação do Brasil e de especialistas é um risco à soberania e não ajuda no combate ao crime

Em abril, Brasil e Estados Unidos já haviam anunciado um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas.

A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

Terras raras

Outro ponto abordado na reunião entre Lula e Trump foi os investimentos na exploração dos minerais críticos e das terras raras, que são fundamentais na fabricação de componentes eletrônicos de equipamentos de alta tecnologia.

Na coletiva de imprensa, Lula disse ter informado a Trump da aprovação, nesta quarta-feira (6), da lei que institui Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).

O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais são os minerais críticos e estratégicos do país.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.

“Qualquer um que quiser, o Brasil estará aberto a construir parceria. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Não queremos repetir o que aconteceu com a prata na América Latina, com o ouro no Brasil, com o minério de ferro que a gente manda muito para fora e a gente poderia fazer um processo de transformação interna que a gente não fez. Então, com as terras raras, a gente vai mudar de comportamento”, garantiu o presidente.

Vistos revogados

Lula disse ter entregue a Trump uma lista de autoridades e seus familiares brasileiros que ainda estão sofrendo com restrição de vistos norte-americanos como retaliação por conta do julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Parte da suspensão de vistos teria sido interrompida, mas algumas pessoas seguem sancionadas, incluindo, segundo Lula, a filha de 10 anos de idade do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fazem parte da comitiva presidencial os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Histórico

A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atravessa, desde 2025, uma fase de tensões decorrentes da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump, que retomou medidas protecionistas já observadas em seu primeiro mandato.

O ciclo de disputas começou com a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, afetando diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos ao mercado norte-americano.

As justificativas apresentadas pelos EUA para tais medidas combinavam argumentações econômicas e políticas.

Houve também críticas à Suprema Corte brasileira, no contexto das decisões do Judiciário brasileiro relacionadas ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvido com os atos golpistas que culminaram com o 8 de janeiro de 2023.

Em abril, os Estados Unidos adotaram tarifas adicionais sobre diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro intensificou algumas tratativas diplomáticas e, mais adiante, levou o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Além disso, o Brasil fortaleceu alguns de seus instrumentos legais, como medidas de reciprocidade e retaliação, na tentativa de evitar uma escalada ainda maior por parte do governo dos EUA.

No fim de 2025 e no início deste ano, houve recuo parcial dos Estados Unidos, com exclusões de produtos e substituição do tarifaço por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Setores como aço e alumínio, porém, seguem com taxas elevadas.

A comitiva brasileira retorna a Brasília ainda esta noite com previsão de chegada nesta sexta-feira (8).