Videoclipe “Coco dá Rock”, de Herbert Lucena, vence o 17° Prêmio da Música de Pernambuco

Quando o coco bate no chão e o rock responde na guitarra, nasce um som que é raiz e atitude ao mesmo tempo. Foi nesse encontro entre tradição e energia que o videoclipe “Coco dá Rock”, de Herbert Lucena, venceu o 17° Prêmio da Música de Pernambuco.

O cantor, compositor e produtor musical caruaruense Herbert Lucena conquistou o 17° Prêmio da Música de Pernambuco na categoria Videoclipe de Cultura Popular com a obra Coco dá Rock. A premiação aconteceu na quinta-feira (30), no Teatro de Santa Isabel, no Recife, reunindo artistas e representantes da cena independente do estado.

A vitória consagra um trabalho que já vinha se destacando desde as indicações na premiação, onde Herbert concorria em duas categorias. Em “Coco dá Rock”, o artista apresenta uma fusão potente entre a tradição do coco nordestino e a energia do rock, criando uma sonoridade contemporânea sem perder o vínculo com as raízes culturais.

Emocionado com o reconhecimento, Herbert destacou o esforço coletivo por trás do projeto: “Esse prêmio não é só meu. Ele representa o trabalho de muita gente talentosa que acreditou na força dessa mistura entre tradição e inovação. Cada músico, produtor e profissional envolvido foi essencial para que ‘Coco dá Rock’ ganhasse vida. É uma celebração da nossa cultura popular e da capacidade de reinventá-la sem perder a essência”, afirmou.

O videoclipe reúne uma equipe de peso, com direção de Ricardo Carvalho, produção musical compartilhada com Gustavo Pedrosa e a participação de diversos músicos, em um trabalho que também incorpora tecnologia ao dialogar com elementos visuais criados com inteligência artificial. A conquista reforça a trajetória de Herbert Lucena como um dos nomes mais criativos e consistentes da música pernambucana, ampliando o alcance da cultura popular para novos públicos.

Elifas Júnior e Josildo Sá contagiam público com shows eletrizantes no São João na Roça de Cachoeira Seca, em Caruaru

O clima do Maior e Melhor São João do Mundo tomou conta de Cachoeira Seca, na zona rural de Caruaru, nesta quinta-feira (30). O São João na Roça levou ao público uma programação com nomes marcantes da música regional, que mantêm viva a identidade nordestina.

Logo no começo da noite, o público já entrou no clima junino com as apresentações itinerantes do Batalhão de Bacamarteiros 56 e da Quadrilha Brincantes do Sertão. No palco, o Forró Vumbora abriu a programação musical, seguido por Josildo Sá, que colocou todo mundo para dançar ao som do autêntico forró pé de serra.

Encerrando a programação, Elifas Jr. garantiu a energia até o fim, animando o público com um repertório contagiante. Moradora de Cachoeira Seca, Janne Firmino comemorou a oportunidade de ver de perto um artista que admira. “Eu amo Elifas Jr., já fui pra show dele em várias cidades e, agora, poder ver aqui, praticamente na porta de casa, foi bom demais”, contou.

Casa Rosa garante programação especial de São João durante todo o mês de maio Com programação ao longo deste mês, espaço antecipa clima junino em Caruaru

Neste fim de semana, o Mercado Cultural Casa Rosa inicia a programação especial de São João, que segue ao longo de todo o mês de maio. O espaço entra no ritmo de aquecimento para o Maior e Melhor São João do Mundo, reunindo música ao vivo, gastronomia regional e um ambiente que convida moradores e turistas a entrarem no clima junino.

A programação começa com shows sempre a partir do meio-dia. Na sexta-feira (1º), sobem ao palco Rosy Aguilar, às 12h, Dendê Delas, às 14h, e Chorinho Cambucá, às 16h, abrindo a agenda com uma mistura de estilos.

No sábado (2), a tradição nordestina ganha destaque com Os Vitalinos, às 12h, Genaro Almeida, às 14h, e Vanessa Cardoso, às 16h. Já no domingo (3), o público poderá acompanhar as apresentações de Os Veteranos, às 12h, Joanah Flor, às 14h, e Banda Regis, às 16h, mantendo o clima festivo ao longo do dia.

As ações na Casa Rosa integram o trabalho da Prefeitura de Caruaru, por meio da Fundação de Cultura, voltado à valorização dos espaços públicos e ao fortalecimento do turismo no município.

Diante das fortes chuvas, governadora Raquel Lyra cancela agenda em Panelas e monitora situação na sede da Apac

A governadora Raquel Lyra realiza, na manhã desta sexta-feira (1º), o monitoramento das chuvas que atingem a Região Metropolitana do Recife, a Zona da Mata e o Agreste diretamente da sede da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

A gestora cancelou sua ida ao Festival Nacional dos Jericos, no município de Panelas, no Agreste.

Mais cedo, a Apac estabeleceu estado de alerta para o Estado, apontando a incidência de chuvas de moderadas a fortes nas regiões Mata Norte e Metropolitana do Recife, e moderadas nas regiões da Mata Sul e do Agreste.

AGENDA DA GOVERNADORA RAQUEL LYRA | Sexta-feira, 1º de maio de 2026

11h30 – Monitoramento das Chuvas

Local: Sede da Apac – Av. Cruz Cabugá, 1111 – Santo Amaro, Recife/PE

Governadora Raquel Lyra entrega mais de 2 mil novos “laranjinhas” e soma quase 7 mil profissionais de segurança contratados

Novos policiais militares estarão nas ruas do Grande Recife a partir do dia 11 de maio

Em mais uma ação do programa Juntos pela Segurança, a governadora Raquel Lyra comandou, na tarde desta quinta-feira (30), a cerimônia de formatura de mais de 2 mil novos soldados da Polícia Militar, os chamados “laranjinhas”. O evento foi realizado na Arena de Pernambuco, no Grande Recife, e também contou com a presença da vice-governadora Priscila Krause. Com a publicação da nomeação dos novos policiais no Diário Oficial, a atual gestão estadual alcança a marca de 6.973 contratações de profissionais da segurança pública, entre policiais civis, militares, penais, científicos e bombeiros. Os novos profissionais serão distribuídos entre as unidades operacionais da capital e da Região Metropolitana, ampliando a presença policial e o trabalho ostensivo da PM nesses locais.

“Hoje entregamos mais de 2 mil policiais militares ao estado de Pernambuco. Esse é o Juntos pela Segurança, o maior programa de investimento em segurança pública da nossa história. Os laranjinhas, como carinhosamente costumamos chamar, chegam para cuidar da segurança das pessoas, para que todos possam seguir com tranquilidade no seu ir e vir. Já nomeamos quase 7 mil profissionais de segurança durante a nossa gestão e estes policiais que estão aqui hoje vão começar a ser convocados para os seus respectivos batalhões e, a partir do dia 11 de maio, já estarão ocupando os espaços que lhes foram destinados”, disse a governadora Raquel Lyra.

Dos 2.157 formandos nesta turma, 1.851 são homens e 306 são mulheres. Para se tornarem soldados da PMPE, os candidatos aprovados no último concurso iniciaram o Curso de Formação e Habilitação de Praças (CFHP 2025) no dia 8 de setembro de 2025 e concluíram as aulas em 15 de abril de 2026. O CFHP 2025 teve carga horária de 1.080 horas-aula, distribuídas em 36 disciplinas, entre elas Direitos Humanos, Ética, Cidadania, Sistema de Segurança Pública, Técnicas de Abordagem, Simulações de Ocorrências Policiais e Tiro Policial Defensivo. A última turma do curso contou com 2.299 concluintes, apresentados na solenidade de formatura realizada em 18 de agosto de 2025.

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, comemorou a chegada dos novos PMs. “Hoje é um dia muito importante para a segurança pública de Pernambuco. Foi uma decisão tomada logo no início desta gestão, em 2023: realizar o maior concurso da área que o Estado já teve. Estamos próximos da marca de 7 mil novos policiais e bombeiros. Tivemos uma primeira turma com cerca de 2,3 mil soldados e, hoje, mais 2.157 que passaram por sete meses de formação para irem às ruas com o preparo necessário para enfrentar a criminalidade”, disse.

O comandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Ivanildo Torres, destacou o reforço no efetivo. “Hoje estamos entregando milhares de novos policiais militares para Pernambuco. É um feito histórico. Com a chegada dessa turma, alcançamos recordes no efetivo da corporação. Agora temos, de fato, um incremento na Polícia Militar, que chega para reforçar ainda mais a sensação de segurança da população pernambucana”, detalhou Torres.

Natural de Petrolina, no Sertão do São Francisco, a primeira colocada desta turma do curso de formação da Polícia Militar, Carina Cléures de Moura Albuquerque, de 27 anos, contou dos desafios enfrentados até aquele momento. “As dificuldades foram inúmeras, mas difícil mesmo foi a distância de casa e da minha família, além da privação de sono. Mas chegar aqui já fez tudo valer a pena”, celebrou.

Além dos formandos desta quinta-feira, foram nomeados em Pernambuco 3.509 novos servidores da SDS e 1.307 da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) desde janeiro de 2023. Mais de mil profissionais de segurança pública ainda estão em formação.

Presente na cerimônia, o deputado federal Mendonça Filho falou sobre o fortalecimento da segurança com o efetivo que chega à SDS. “Hoje celebramos um avanço importante para a segurança pública de Pernambuco. São mais de 2 mil novos policiais que chegam para reforçar o combate à criminalidade, ampliar a presença nas ruas e garantir mais proteção à nossa população. Segurança se faz com investimento, preparo e valorização, e é isso que estamos vendo aqui hoje”.

Já o deputado estadual Antônio Moraes relembrou sua trajetória na Polícia Militar. “Na minha época não havia investimentos como há agora. São novos policiais preparados, com equipamentos e armamentos novos, para proteger a população e combater a criminalidade. Isso representa mais presença, mais ação e mais segurança para o povo pernambucano”, afirmou.

Acompanharam a governadora o senador Fernando Dueire; os deputados federais Eduardo da Fonte, Túlio Gadelha e Lula da Fonte; o procurador-geral do Ministério Público de Pernambuco, José Paulo Xavier; o defensor público de Pernambuco, Henrique Seixas; o promotor de Justiça do Ministério Público de Pernambuco, Francisco Ordêncio de Carvalho; o delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro; e o gerente-geral da Polícia Científica, Wagner Bezerra.

Também prestigiaram a formatura os prefeitos Mano Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Pollyanna Abreu (Sertânia), Éder Waltter (Vicência), Rorró Maniçoba (Floresta), Júnior de Irmã Têca (Itapissuma), Dra. Cátia (Jataúba) e Miruca (Água Preta). Também estiveram na solenidade os deputados estaduais Edson Vieira, Pastor Cleiton Collins, Jarbas Filho, France Hacker, Antônio Moraes, Débora Almeida, Renato Antunes, João de Nadegi, Socorro Pimentel, Adalto Santos, Joel da Harpa, Henrique Queiroz Filho, Joãozinho Tenório, Joaquim Lira e Wanderson Florêncio, além do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.

Governo do Estado anuncia mudanças no IASSEPE

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta quinta-feira (30), mudança na presidência do Instituto de Atenção à Saúde e Bem-estar dos Servidores do Estado de Pernambuco (IASSEPE). A médica e servidora pública Flávia Renata Queiroz do Nascimento, conhecida na vida pública como Flávia de Nadegi, assumirá o comando do órgão.

Com trajetória na gestão pública e atuação na área da saúde, Flávia chega ao IASSEPE com a missão de fortalecer as políticas de assistência, acolhimento e cuidado voltadas aos servidores estaduais. Para assumir a nova função, se licenciará do cargo de vereadora do Recife.

O atual diretor-presidente do instituto, Douglas Rodrigues, passará a exercer a função de assessor especial no próprio órgão. As nomeações serão publicadas no Diário Oficial do Estado desta sexta (1º).

O IASSEPE oferece assistência à saúde e serviços voltados ao bem-estar dos servidores públicos estaduais e seus dependentes

Com fim da escala 6×1, mulher tem mais acesso a trabalho, diz ministra

Brasília-DF – 14/04/2026 – A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher realiza, Seminário Nacional pelo Fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres. Participou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.  Lula Marques/ Agência Brasil.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, considera que o fim da escala de trabalho de apenas uma folga na semana, chamada de 6×1, é uma “exigência do nosso tempo” e que vai permitir que as mulheres tenham mais acesso ao mercado de trabalho.

“Elas vão cuidar melhor da saúde, das relações familiares, territoriais. Eu não tenho dúvida que é uma exigência do nosso tempo o fim da escala 6×1”, disse.

O fim da escala 6×1 é a principal bandeira a ser ostentada pelas manifestações de trabalhadores neste feriado de 1º de Maio.

Márcia Lopes conversou com exclusividade com a Agência Brasil, na última quarta-feira (29), após participar de um evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Os comentários sobre a mudança na jornada de trabalho acontecem no momento em que o Congresso Nacional analisa o Projeto de Lei (PL) 1838/2026, de iniciativa do governo federal, que reduz o limite máximo da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado semanal sem redução salarial.

O governo Lula pediu regime de urgência na tramitação do PL, que até a tarde de quinta-feira (30) ainda aguardava despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser analisado pela Casa.

Tramitam ainda na Câmara duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC), PEC 221/19 e PEC 8/25, que também tratam do fim da escala 6×1. Na última quarta-feira (29) a Casa legislativa instaurou uma comissão especial para analisar as matérias.

Prejudicadas pela 6×1
Ao defender a visão favorável ao fim da escala 6×1, a ministra Márcia Lopes é categórica ao afirmar que as mulheres são as principais prejudicadas pela escala atual de trabalho.

“Não há dúvida disso”, afirma.

A ministra aponta que as mulheres sempre se sentiram sobrecarregadas, entre outros motivos, pela característica “machista” da sociedade.

“Às mulheres, historicamente, foi imputado a elas, dupla, tripla jornadas de trabalho. A elas sempre coube, além do trabalho remunerado, uma grande parte do seu tempo com trabalho não remunerado”, explica.

“Quando elas terminam uma etapa do dia de trabalho, apesar do cansaço, elas dão início a outras etapas, seja estudando, cuidando das suas casas, dos filhos, dos afazeres”, completa.

Mais do que colaborar para combater a sobrecarga de trabalho das mulheres, Márcia Lopes acredita que o fim da escala 6×1 é uma forma de melhorar a empregabilidade das mulheres e reduzir a desigualdade de gênero no mundo do trabalho.

“Ao alcançar o fim da escala 6×1 e trabalhar pela igualdade salarial, as mulheres vão tendo muito mais chance de acessar o trabalho e de conquistar espaços e condições de trabalho melhores”, diz ela, enfatizando entre as beneficiadas as mulheres periféricas e negras.

Desigualdade salarial
Dados do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, na última segunda-feira (27), revelou que as brasileiras recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados. Ou seja, para cada R$ 1000 de salário de um homem, a mulher recebe R$ 787.

A Lei nº 14.611, de julho de 2023, reforça a igualdade salarial entre homens e mulheres para mesma função. Empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo a divulgação dos salários.

Reflexos positivos
Para a ministra das Mulheres, o fim da escala de apenas um dia de descanso na semana resultará em efeitos positivos para as próprias empresas, como a redução do absenteísmo (faltas, atrasos e saídas antecipadas), e para a economia do país.

“Traz muito mais dignidade, traz tempo livre que será utilizado para, inclusive, ir ao cinema, visitar museu, poder se alimentar melhor, organizar a sua comunidade, o seu território, de poder empreender”, lista.

Estudos sobre impacto
Diversos estudos tentam estimar os efeitos da redução de jornada de trabalho no país. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta prejuízo para a competitividade do setor e calcula uma perda de R$ 76 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país e altas nos preços de 6,2%, em média.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) assinala que a redução da jornada aumentaria os custos sobre a folha salarial em 21% e pressão inflacionária, com o repasse de preços ao consumidor chegando a 13%.

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), instituição do Ministério do Planejamento e Orçamento, defende que os custos de uma eventual redução da jornada para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.

Pressão popular
A ministra Márcia Lopes, que também preside o Conselho Nacional de Direito da Mulher – fórum que leva a participação da sociedade civil para dentro do governo – relatou à Agência Brasil que grupos de mulheres já buscaram articulação com os presidentes Hugo Motta, da Câmara, e Davi Alcolumbre, do Senado, para pressionar pela aprovação do fim da escala 6×1.“

As mulheres são fortes, são mobilizadas e já estão fazendo isso”, disse.

“Claro que tem posicionamentos contrários, isso faz parte da democracia, mas eu tenho impressão que, muito em breve, vamos conquistar mais esse direito no Brasil”, conclui.

As declarações da ministra foram depois da participação em um evento, no qual o BNDES anunciou R$ 80 milhões para iniciativas que beneficiam mulheres empreendedoras e o “trabalho do cuidado” nas periferias.

São exemplos de iniciativas de cuidado as cozinhas comunitárias, lavanderias públicas e cuidadotecas.

Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, que também esteve no encontro, o fim da escala 6×1 é intimamente ligado à melhoria da condição de vida das mulheres.

“A luta para que a gente mude essa situação da escala 6×1 é exatamente ter direito a se cuidar, ter direito ao fim de semana, ao autocuidado”, disse.

 

Escola adota escala de trabalho 4×3 e aumenta faturamento em 35%

São Paulo (SP), 30/04/2026 - A funcionária Tabata da “Coffeelab”, que trabalha na escala 4x3. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Enquanto a sociedade brasileira e o Congresso Nacional discutem o fim da escala de seis dias de trabalho para um dia de folga (6×1) na legislação do país, uma escola de baristas e gestão de cafeterias da capital paulista mudou sua escala para quatro dias de trabalho e três de descanso (4×3) e viu seu faturamento crescer 35% em um ano.

A Coffe Lab, empresa fundada em 2004, que conta atualmente com duas unidades e mais de 30 funcionários, apostou na produtividade em vez de pesar no número de horas trabalhadas pelos funcionários.

De acordo com a empresária e fundadora da Coffe Lab, a torrefadora Isabela Raposeiras, a experiência de redução de jornada, iniciada em 2025 na escola, demonstra que o descanso dos funcionários resulta em maior concentração no trabalho e em aumento da produtividade e faturamento.

“A produtividade aumentou barbaramente. Porque, no ano passado, em 2025, a gente trabalhou com o mesmo cardápio e preço durante o ano inteiro. A gente ficou 17 dias fechados em função de uma obra e não aumentou o número de lugares. Continuamos com as duas lojas e o mesmo número de lugares. E o nosso faturamento em 2025 subiu 35% em um ano em que o setor de alimentação caiu 22%”, disse.

A escola trabalhava em sistema 5×2 e 44 horas de trabalho semanais. Em julho do ano passado, em acordo com os funcionários, adotou a escala 4×3 e 40 horas semanais de trabalho. São três folgas semanais, sendo duas em dias consecutivos.

“A galera [os funcionários da empresa] está mais descansada. Nesse ramo de comércio, de alimentação, principalmente hotelaria, a concentração, a atenção, é muito importante para a gente vender mais. Então, a galera descansada, feliz com vida para além do trabalho, rende muito mais, atende melhor”, destacou.

Rotatividade de funcionários
Além do aumento da produtividade, a empresária viu diminuir a rotatividade dos funcionários e reduziu os custos trabalhistas.

“A gente está com turnover [taxa de rotatividade] ridículo de 8% só. Você não gasta mais com rescisão – que é uma coisa caríssima – por mais que o funcionário peça demissão, a rescisão e os encargos rescisórios são altos”, disse.

Segundo ela, com trabalhadores mais cansados, a desmotivação é maior, as demissões aumentam e a contratação de empregados temporários cresce também.

“Aqui a gente não tem que contratar frila [do inglês freelancer, trabalhador pontual, sem vínculo empregatício]. No Coffee Lab, a gente não contrata frila quase nunca, porque as pessoas não faltam mais, não tem mais atestado. Isso diminui muito o custo e aumenta a capacidade de venda, porque todo mundo que trabalha lá conhece bem a empresa, não tem ninguém muito novo”.

Descanso e lazer
Tábata Lima de Oliveira, de 35 anos, funcionária da Coffee Lab, conta que antes de entrar na empresa, trabalhava na escala 6×1, e que utilizava a única folga semanal principalmente para descansar.

“Praticamente, eu dormia o meu dia [de folga] inteiro. Não conseguia sair, raramente saía, raramente tinha disposição para estudar. Tempo com a família? Muito pouco, inclusive, hoje em dia me considero uma pessoa super distante da minha família por isso. O tempo que eu tinha era só para descansar, dormir e fazer os afazeres de casa”, destacou.

De acordo com ela, os maiores problemas causados pela escala 6×1 eram principalmente de ordem da saúde mental.

“Eu já tive [síndrome de] Burnout em um trabalho anterior. Além de tudo, eu não dormia, tinha que ir trabalhar e tomava muita medicação, sentia muito sono durante o trabalho, e tinha muitas crises de pânico”.

Já na escala 4×3, a funcionária viu possibilidade de se cuidar, de ter lazer, e até viajar: “É menos tempo no transporte, menos dias no transporte público. Mais tempo de descanso, de cuidar de mim mesma, cuidar da minha cabeça, de ter lazer e de cuidar da minha própria casa”.

“Agora consigo me dedicar à minha saúde, aos meus estudos, aos amigos próximos e até fazer viagens quando a gente tem as três folguinhas seguidas”, acrescentou.

Fim da escala 6×1: mais tempo para descanso e família é prioridade

São Paulo (SP), 01/05/2025 – Movimentos sociais como o Mulheres em Luta, Marielle Vive, Luta Popular e Movimento Nacional de Lutas do Campo e da Cidade e entidades como a Central Sindical e Popular Conlutas realizam um dos atos organizados na capital paulista para marcar o Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras. Foto: Letycia Bond/Agência Brasil

Mais tempo com a família, para cumprir as obrigações em casa, passear e até mesmo ter a possiblidade de fazer pequenas viagens. Esses são alguns dos sonhos de trabalhadores que cumprem jornadas semanais de seis dias de trabalho e apenas um dia de folga, caso passem a ter direito a mais um dia de descanso.

O fim da escala 6×1 é a principal bandeira a ser ostentada pelas manifestações de trabalhadores neste feriado de 1º de Maio. Diversas matérias sobre o tema tramitam no Congresso Nacional neste momento.

 

Rio de Janeiro (RJ), 30/04/2026 – A balconista de farmácia Darlen Silva, de 38 anos, fala sobre a possibilidade de fim da escala 6x1. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Darlen Silva: “Todo mundo está esperando essa regra aí” – Fernando Frazão/Agência Brasil

A balconista de medicamentos Darlen da Silva, 38 anos, trabalha em uma farmácia no Rio de Janeiro e tem apenas um dia de folga na semana.

“Tenho duas filhas, então para mim é muito corrida a minha folga. Tenho que fazer tudo dentro de casa, lavar roupa, fazer mercado. Não tenho descanso. Venho trabalhar mais cansada ainda no outro dia.”

Ela tem carteira assinada há 15 anos e, durante todo esse tempo, trabalha nesse regime. “Uma folga só é puxado para qualquer trabalhador. Ainda mais para gente que é mãe, mulher. Fica mais complicado ainda, entendeu? Tem muito mais coisa a fazer.”

Darlen diz que entre os colegas de trabalho o assunto da possível redução da jornada é constante: “Todo mundo tá esperando sair essa regra nova aí”.

Caso seja aprovada, ela já planeja como será: “Eu ia tirar um dia para mim, para poder resolver tudo, né? O que tem que fazer de casa. E o outro eu ia tentar descansar, fazer alguma coisa, um passeio, porque a gente não tem tempo. Você tem que optar, ou você larga tudo de lado e vai tentar viver a vida ou você cuida.”

Ela espera, no entanto, que a lei, caso aprovada, seja de fato cumprida, e seja respeitado o limite de 40 horas semanais de trabalho. Ela conta que tem amigos cujos locais de trabalho já aderiram aos dois dias de descanso por semana, mas que, em troca, aumentaram a jornada diária dos trabalhadores.

“Meus colegas estão trabalhando 11 horas por dia para poder entrar nesse esquema de cinco por dois. Entendeu? Então, acaba que não compensa. Para mim, não compensa. Se você trabalhar 11 horas cinco dias na semana, você vai ficar mais cansado ainda”.

Tempo com a família

Rio de Janeiro (RJ), 30/04/2026 – O garçom Alisson dos Santos, que trabalha há dez anos no setor de restaurantes, fala sobre a possibilidade de fim da escala 6x1. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O garçom Alisson dos Santos fala que poderá até fazer pequenas viagens – Fernando Frazão/Agência Brasil

Também no Rio de Janeiro, o garçom Alisson dos Santos, 33 anos, trabalha na escala 6×1 por um há dez anos. Ele conta que geralmente usa as folgas para resolver pendências dele ou dos filhos.

“A gente sempre tem que resolver alguma coisa da criança na escola, tem médico, sempre tem alguma coisinha para você fazer. Então, acaba não rendendo o seu dia de descanso. Sempre tem que fazer as coisas de casa.”

Segundo ele, esse dia a mais de folga poderia até mesmo ser usado para uma viagem.

“Num dia você  organiza as coisas de casa e, no outro dia, consegue passear com a família. Ou, se você vai direto do trabalho, consegue organizar até uma viagem. Com um dia só não, você não consegue fazer nada.”

Em São Luís, no Maranhão, a cabeleireira Izabelle Nunes, 26 anos, diz que não tem acompanhado o debate que está sendo feito entre no Congresso e que o assunto também é pouco discutido no seu ambiente de trabalho. Mesmo assim, disse ser favorável à iniciativa.

“Acho que todos nós trabalhadores temos o direito de ter no mínimo dois dias de folga. Cuidar dos nossos estudos, saúde, lazer, cultura e trabalhando nessa escala a gente só se acaba.”

Trabalhando seis dias por semana, Izabelle disse ainda que o dia a mais de folga ajudaria muito na dinâmica doméstica e familiar. “Faria tudo que desse. Ficaria mais com minha família.”

A professora Karine Fernandes, 36 anos, diz que vem acompanhando o debate por meio das redes sociais. Apesar de não trabalhar na escala 6×1, ela disse ser favorável à redução da jornada.

“Acredito ser uma discussão importante, que afeta significativamente a qualidade de vida de muitos trabalhadores.”

Karine disse ainda que a pauta é relevante e que afeta diretamente a qualidade de vida das famílias.

“Como mãe, penso em como isso influencia a vivência de crianças que podem ter mais tempo de qualidade com suas mães e pais e como isso tem resultado direto no fortalecimento dos adultos que irão se tornar.”

Fim da jornada 6×1

O fim da jornada 6×1 tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.

Estão em tramitação no Congresso Nacional algumas propostas para acabar com essa escala. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva também enviou ao Congresso um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Cachoeira Seca recebe noite de tradição com São João na Roça, no Maior São João do Mundo, nesta quinta (30)

Nesta quinta-feira (30), o São João na Roça desembarca em Cachoeira Seca, levando a programação do Maior São João do Mundo para mais perto da população, com foco na valorização da música, da cultura popular e das tradições nordestinas, atraindo turistas em busca do autêntico forró pé de serra.

A partir das 18h, o público já começa a entrar no clima junino com as apresentações do Batalhão de Bacamarteiros 56 e da Quadrilha Brincantes do Sertão, que circulam pela festa levando tradição, cores e animação por todo o espaço. No palco, a programação começa às 19h, com o Forró Vumbora. Em seguida, às 20h45, Josildo Sá garante um repertório marcado pelo forró autêntico. Encerrando a noite, às 22h30, Elifas Jr. comanda a festa com muito ritmo e energia.