Pesquisa indica apoio ao exame toxicológico para tirar CNH A e B

A exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B foi aprovada por 86% dos entrevistados em uma pesquisa de opinião encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox).

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ipsos-Ipec, e teve os resultados divulgados na última sexta-feira (24). Foram ouvidas 2 mil pessoas em 129 municípios do país.

O exame para as categorias A e B foi incluído no Código de Trânsito Brasileiro pela Lei nº 15.153/2025, em vigor desde dezembro do ano passado. Segundo o Ministério dos Transportes, a implementação da exigência está em fase de estudo.

A Carteira Nacional de Habilitação de categoria A é exigida para conduzir motocicletas, motonetas e ciclomotores, enquanto a categoria B inclui automóveis, utilitários e caminhonetes.

O exame toxicológico já era exigido desde 2015 para motoristas profissionais que conduzem veículos das categorias C (caminhões), D (ônibus e vans) e E (veículos com reboque).

Resultados
Ao menos oito em cada dez entrevistados se declararam favoráveis ao exame em todas as regiões do país. A proporção se mantém quando analisado o gênero e a escolaridade dos entrevistados.

Percentual de entrevistados a favor do exame toxicológico:

Norte e Centro-Oeste: 88%;
Nordeste: 87%;
Sudeste e Sul: 84%;
capitais: 87%;
periferias: 86%;
municípios com menos de 500 mil habitantes: 86%;
municípios com mais de 500 mil habitantes: 87%;
mulheres: 87%;
homens: 85%;
ensino superior: 91%;
ensino médio: 88%;
ensino fundamental: 81%.
Por idade, as faixas com índices mais altos de aprovação são as de 25 a 34 anos (88%) e de 35 a 44 anos (87%). Entre os homens de 16 a 24 anos e acima de 45 anos, o índice positivo é de 85%.

A pesquisa indica ainda que, para 68% dos entrevistados, a aplicação do exame toxicológico para a obtenção da CNH nas categorias A e B contribui para o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado.

Já 69% acreditam que contribui para reduzir a violência doméstica provocada pelo consumo de álcool e outras drogas.

Congresso Nacional
A Lei 15.153/2025 foi aprovada em 26 de junho do ano passado no Congresso Nacional, com apoio de parlamentares da base governista e da oposição.

No dia seguinte, a medida foi vetada pela Casa Civil, mas o veto acabou derrubado no dia 4 de dezembro pelo Congresso.

A Lei, sem o veto, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União em 10 de dezembro de 2025, com vigência imediata.

Por meio dela, a exigência do exame para se habilitar às categorias A e B foi incluída no Parágrafo 10 do Artigo 148-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Apesar disso, o então Ministro dos Transportes, Renan Filho, declarou que a exigência do exame ainda precisava de regulamentação.

Para a ABTox, essa lei não carece de regulamentação suplementar, “uma vez que está plenamente regulada pela Resolução 923 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), sendo sua aplicação semelhante àquela já praticada para as categorias de motoristas profissionais”.

Ministério dos Transportes
Em nota enviada à Agência Brasil, o Ministério dos Transportes informou, por meio de sua assessoria especial de comunicação, que a exigência de exame toxicológico está em fase de avaliação no âmbito da Câmara Temática de Saúde para o Trânsito (CTST).

“A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) conduz análise dos impactos regulatórios e das adequações necessárias à implementação da medida. Entre os pontos avaliados estão o impacto ao cidadão, a capacidade da rede laboratorial para atendimento da demanda, os fluxos do processo de habilitação, possíveis reflexos na segurança viária e a integração aos sistemas existentes”.

O ministério acrescentou que, na última reunião da CTST, realizada em 1º de abril deste ano, foram designados relatores de diferentes áreas de atuação. Eles trabalham com prazo de até 90 dias para apresentar subsídios técnicos que apoiarão a tomada de decisão.

Após a conclusão dessa etapa, o ministério afirma que a Senatran terá condições de avaliar o impacto regulatório e propor eventual regulamentação, em conformidade com a legislação vigente.

Até que os estudos sejam finalizados e ocorra a publicação de norma complementar pelo Contran, permanece a orientação aos Detrans estaduais para que não seja exigido o exame toxicológico na primeira habilitação das categorias A e B.

De acordo com o ministério, a medida “busca assegurar a padronização nacional dos procedimentos, a adequada preparação dos sistemas e a segurança jurídica na aplicação da norma”.

Associação Brasileira de Toxicologia
O fundador da ABTox e presidente do Instituto de Tecnologias para o Trânsito Seguro (ITTS), Marcio Liberbaum, lembrou que o exame toxicológico para as categorias C, D e E foi criado em 2015, mas sua aplicação plena começou somente em 2017, derrubando em torno de 17 liminares contrárias à medida.

Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que, na época, os motoristas profissionais das categorias C, D e E representavam 4% da frota viária em circulação e participavam de 53% dos acidentes com morte nas estradas.

“Então, era evidente que alguma coisa estava errada. A gente viu que era droga e nas pesquisas feitas junto à opinião pública, a gente confirmou isso”.

Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que, em 2017, houve queda de 34% nos acidentes com caminhões, de 45% nos acidentes com ônibus e de 54% dos acidentes fatais nas rodovias interestaduais.

A associação defende ainda que a medida evitou uma perda estimada de R$ 74 bilhões ao Produto Interno Bruto, valor associado a afastamentos e sinistralidades envolvendo motoristas sob efeito de drogas.

Liberbaum explicou que o exame não tem tolerância zero, como a Lei Seca, e é capaz de apontar se o candidato à CNH acumulou, nos últimos seis meses, 500 picogramas de cocaína. Um picograma é uma unidade de medida de massa extremamente pequena, utilizada em contextos científicos de alta precisão, como para detectar traços minúsculos de substâncias toxicológicas e em testes antidoping.

“Aí, ele está inviabilizado. Perdeu o equilíbrio, a capacidade reativa de reflexo, perdeu o centro de orientação, esse cara não pode dirigir mais”, defendeu ele.

Lula repudia ataque a tiros ocorrido em evento com Donald Trump

U.S. President Donald Trump and Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva talk as they meet on the sidelines of the 47th Association of Southeast Asian Nations (ASEAN) summit in Kuala Lumpur, Malaysia, October 26, 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste domingo (26) “repudiar veementemente” o ataque contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrido nesse sábado (25) em um encontro com jornalistas em Washington.

“Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite”, diz a nota publicada por Lula nas redes sociais.

“A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, acrescentou o presidente brasileiro.

Os disparos foram dados durante o jantar de Trump com correspondentes que cobrem a Casa Branca.

Tiros foram ouvidos nas imediações do local do evento e o presidente e a primeira-dama Melania Trump foram retirados rapidamente do lugar pelo Serviço Secreto norte-americano. O suspeito de ter feito o ataque foi preso e ainda não teve sua identidade revelada.

O suspeito atirou em um agente do serviço secreto – que acabou sendo salvo por usar colete à prova de balas. Além dos disparos, testemunhas disseram a agências internacionais que também foram ouvidas explosões na área próxima ao hotel.

O jantar teve as presenças do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio. Eles também foram retirados do hotel e estão em segurança.

O presidente Trump deu uma entrevista coletiva na Casa Branca após o ataque e disse que o atirador é um “lobo solitário”, termo usado para descrever supostos criminosos que atuam sozinhos.

Apesar da fala de Trump, o Serviço Secreto dos EUA não deu mais detalhes sobre o suspeito.

Homem atira durante jantar de Trump com correspondentes em Washington

Um homem fez disparos na noite deste sábado (25) durante um jantar, num hotel em Washington, do presidente Donald Trump com correspondentes que cobrem a Casa Branca.

Tiros foram ouvidos nas imediações do local do evento e o presidente e a primeira-dama Melania Trump foram retirados rapidamente do lugar pelo Serviço Secreto norte-americano. O suspeito de ter feito o ataque foi preso e ainda não teve sua identidade revelada.

Segundo informações obtidas pela Reuters, o suspeito atirou em um agente do serviço secreto, mas não se feriu graças ao colete à prova de balas que usava. Além dos disparos, testemunhas disseram a agências internacionais que também foram ouvidas explosões na área próxima ao hotel.

O jantar teve as presenças do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio. Eles também foram retirados do hotel e estão em segurança.

O presidente Trump deu uma entrevista coletiva na Casa Branca após o ataque e disse que o atirador é um “lobo solitário”, termo usado para descrever supostos criminosos que atuam sozinhos. Apesar da fala de Trump, o Serviço Secreto dos EUA não deu mais detalhes sobre o suspeito.

Autoridades dos EUA identificam autor de atentado contra Trump

Presidente Donald Trump fala com jornalistas na Casa Branca após ataque a tiros nas proximidades de hotel em Washington

O homem preso por atirar contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de sábado (25), foi identificado pelas autoridades do país como Cole Tomas Allen, segundo informações da agência de notícias Reuters.

Os disparos foram efetuados durante um jantar em um hotel, em Washington, onde Trump recebia jornalistas que atuam como correspondentes na Casa Branca.

Informações preliminares apontam que Allen é “um homem da região de Los Angeles que, segundo aparenta em redes sociais, é graduado pelo Caltech e trabalha como professor em meio período e desenvolvedor de jogos”.

Segundo as autoridades, ele tem 31 anos e reside em Torrance, na Califórnia.

De acordo com o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, Allen será acusado em um tribunal federal já na próxima segunda-feira (26). As acusações serão de agressão a um agente federal, disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio contra um agente federal.

Reforma da Casa Branca
Após o ataque, Trump usou as redes sociais para associar o caso à necessidade de reforma da Casa Branca. Trump defende a construção de um salão de baile no prédio histórico, obra que foi questionada na Justiça.

“Todos os presidentes, nos últimos 150 anos, vêm exigindo a construção de um grande, seguro e protegido salão de baile nos terrenos da Casa Branca. Esse evento jamais teria ocorrido com o Salão de Baile militar de nível máximo de sigilo”, argumentou.

“O processo judicial ridículo sobre o salão de baile, movido por uma mulher que passeava com seu cachorro e que absolutamente não tem legitimidade para apresentar tal ação, deve ser arquivado imediatamente. Nada deve ser permitido a interferir em sua construção”, acrescentou.

A obra tem tido seu cronograma adiado por conta do processo citado por Trump.

*Com informações da Reuters.

*matéria atualizada para acréscimo de informações sobre a formalização da acusação na Justiça dos EUA.

Vacinação nas escolas segue até dia 30 e meta é imunizar 27 milhões

O Distrito Federal começou a vacinar crianças acima de 6 anos contra a COVID-19

A Semana de Vacinação nas Escolas tem meta de imunizar 27 milhões de estudantes de escolas públicas do país até a próxima quinta-feira (30). A campanha que começou nesta sexta-feira (24) visa atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de 9 meses a 15 anos com a oferta de seis tipos de imunizantes.

As vacinas ofertadas são: HPV, febre amarela, tríplice viral, tríplice bacteriana (DTP), meningocócica ACWY e covid-19. A estratégia também inclui a vacinação contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não se imunizaram.

A vacinação é realizada por profissionais de saúde, mediante autorização dos pais ou responsáveis.

A ação integra o Programa Saúde na Escola (PSE), parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação.

O governo também reforça o uso da Caderneta Digital de Vacinação da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. Lançada em abril de 2025, a ferramenta já soma mais de 3,3 milhões de acessos e permite acompanhar o histórico de vacinas e consultar as próximas doses.

Agora, o aplicativo tem uma nova funcionalidade e passou a enviar lembretes automáticos para pais, mães e responsáveis, de acordo com a idade das crianças, incentivando a atualização da caderneta.

Cobertura vacinal
Em comunicado, o Ministério da Saúde destacou a reversão da queda histórica nas coberturas vacinais registrada nos anos anteriores, agravada pelos impactos da pandemia de covid-19. De acordo com a pasta, em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram aumento de cobertura em relação a 2022.

A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 92,96% de cobertura, ante 80,7% em 2022, mantendo o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do avanço de casos na América do Norte.

A vacinação contra o HPV, que previne o câncer de colo de útero, também avançou. A cobertura chegou a 86,11% entre meninas de 9 a 14 anos e a 74,46% entre os meninos. No público feminino, o índice é cinco vezes superior à média mundial.

No caso da meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY passou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025.

Canetas emagrecedoras: entenda quando o uso pode fazer mal à saúde

Brasília (DF), 26/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Canetas emagrecedoras. Mounjaro. Tirzepatida. Foto: Receita Federal/Divulgação

A diretoria-colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute esta semana uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A popularização das canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos, incluindo a semaglutida, a tirzepatida e a liraglutida, ampliou o uso indiscriminado e o mercado ilegal desse tipo de medicamento que, atualmente, só pode ser adquirido por meio de receita médica.

Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa vem tomando uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização. A agência também criou grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes.

Também este mês, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF), junto à própria Anvisa, assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.

A proposta é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.

“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Neuton Dornelas, avaliou que o uso de canetas emagrecedoras para tratar a obesidade e o diabetes figura como uma espécie de revolução, mas que o uso indiscriminado do medicamento preocupa.

“São medicamentos muito bons, eficazes, potentes, que abriram realmente um grande horizonte para o tratamento, sobretudo para pessoas que vivem com obesidade. São medicamentos que revolucionaram sob essa perspectiva. Tudo o que a gente já teve pra tratar obesidade tinha resultado menos potente, menos eficaz e eu diria até menos seguro.”

“Pra quem vive com uma doença que é crônica, ter a promessa, a expectativa, a esperança de um tratamento, a longo prazo que seja, mas que funcione abriu um horizonte. Esses medicamentos são importantes, ajudam muito não apenas na perda de peso e no controle da glicose, mas, sobretudo, para diminuir o risco cardiovascular”, completou.

Dornelas destacou levantamento recente feito pela Anvisa, segundo o qual a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação de canetas emagrecedoras tem sido incompatível com o mercado nacional. Os dados mostram que, apenas no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 quilos de insumos, quantidade suficiente para a preparação de aproximadamente 20 milhões de doses.

“Quando se fala em 20 milhões de doses, é um número chamativo, mas mais do que isso: eles apreenderam 1,3 milhão de medicamentos por algum grau de ilegalidade ou irregularidade, seja pelo transporte, pelo armazenamento”, lembrou.

“Isso é estarrecedor. É assustador. A Sbem já vem alertando há muito tempo sobre isso. Para que as pessoas não consumam medicamentos de fontes que não são legais, medicamentos que não são registrados. Isso é altamente preocupante. Além disso, ter uma medicação que é aprovada para duas doenças crônicas, diabetes e obesidade, e as pessoas usarem de maneira indiscriminada realmente é condenatório.”

Bloqueio da manipulação

Dornelas destacou ainda que apoiou, junto a outras entidades, a decisão da Anvisa para que farmácias e drogarias passassem a reter as receitas de canetas emagrecedoras desde junho do ano passado. “O consumo desenfreado, eu diria, vem do mercado paralelo”.

“Hoje, diante desse boom, desse exagero que estamos vendo, talvez valesse a pena a Anvisa bloquear por três meses, por seis meses ou até por um ano qualquer manipulação de qualquer uma dessas drogas injetáveis para o tratamento da obesidade”, defendeu.

“Não se tem estrutura, na agência, suficiente para fiscalizar e fazer tudo isso com um volume de 20 milhões de doses. Então, num ponto crítico como esse, eu defenderia o bloqueio da manipulação, nem que seja por um período transitório, até que se tenha outras medidas mais cabíveis pra isso.”

Benefícios x riscos

Ao comentar os benefícios das canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade e diabetes, o médico explicou que os medicamentos atuam por meio de três mecanismos de ação: ajudam no controle da glicose; retardam o esvaziamento do estômago ou esvaziamento gástrico, fazendo com que a pessoa mantenha uma plenitude alimentar mais prolongada; e atuam no cérebro, reduzindo o apetite por meio do aumento da saciedade.

“Com isso, eles promovem uma menor ingesta de alimentos e, por meio de mecanismos fisiológicos e da interrelação com outros hormônios, eles promovem uma perda de peso bastante substancial. A semaglutida, por exemplo, tem uma média de 15% de perda de peso e a tirzepatida pode chegar a 22% ou 25%, variando de pessoa para pessoa, dependendo da dose, do acompanhamento de um profissional, além da adesão a outras medidas, como mudança de estilo de vida e melhoras na alimentação.”

Dornelas destacou que todo medicamento pode apresentar efeitos colaterais e que, no caso das canetas, os principais efeitos são náuseas, vômitos e demais sintomas gastrointestinais.

“Com o uso indiscriminado, comprando de fontes não seguras medicamentos não bem armazenados ou transportados, esses riscos aumentam muito”.

“A Anvisa começou a registrar efeitos colaterais mais severos, como a pancreatite. A gente que é médico, que avalia, sabe que a pancreatite já é uma doença, infelizmente, muito frequente. No Brasil, são em torno de 40 mil internações por ano. Mas ela habitualmente é causada por dois grandes fatores: bebida alcoólica em exagero ou pedras na vesícula.”

“Esses medicamentos, por si só, quando se faz o retardo do esvaziamento gástrico, eles promovem uma maior parada do líquido que fica dentro da vesícula biliar. E o fato desse líquido, utilizado no processo da digestão, ficar mais tempo parado dentro vesícula pode facilitar a formação de cálculos. Isso poderia aumentar o risco, para algumas pessoas, de pancreatite. Esse é o maior risco hoje.”

Pilares da segurança

O presidente da Sbem descreveu ainda o que os médicos chamam de quatro pilares da segurança e da responsabilidade em meio ao uso de medicamentos:

Utilizar um produtor seguro e legal, com registro no Brasil;
Ter a prescrição de um médico com registro e que faça, inclusive, o acompanhamento adequado, desde o diagnóstico;
Saber quem está vendendo, preferencialmente farmácias e drogarias em que a compra possa ser feita com segurança;
Usar doses corretas, seguindo a orientação médica, além de nunca comprar em mercados paralelos.

“Quando a gente fala de efeitos colaterais, não significa que é pra pessoa sentir isso. Náuseas, por exemplo, podem ocorrer entre 30% e 40% dos casos, mas, em tese, não é para acontecer. Então, se a pessoa está usando a medicação e não há efeito colateral, isso é muito bom. Não significa que a medicação não esteja atuando. Entre 60% e 70% das pessoas não sentem nada.”

“Mas náuseas mais intensas, vômitos e, principalmente, dor abdominal importante que não melhora – a dor é o sinal de alerta. Se há dor importante na parte superior do abdômen, temos que pensar na possibilidade, ainda que rara, de uma pancreatite. A dor é o mais preocupante”, concluiu.

OAB Caruaru realiza 1ª Jornada de Direito Processual Civil de Pernambuco com presença de ministro do STJ

A OAB Caruaru, por meio da Comissão de Direito Civil e Processo Civil, promove, no dia 28 de abril, a 1ª Jornada de Direito Processual Civil de Pernambuco. O evento tem como objetivo oferecer atualização jurídica de alto nível e fortalecer o debate sobre temas centrais da prática processual contemporânea.

O encontro marca um momento histórico para a advocacia da região. Pela primeira vez, a OAB Caruaru receberá a presença de um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em sua programação. O ministro Og Fernandes será um dos destaques, trazendo sua experiência e visão sobre o tema em um momento inédito e de grande relevância institucional.

Com foco na aplicação de precedentes qualificados, a jornada reunirá grandes nomes do Direito para discutir, de forma prática e aprofundada, os impactos do tema na atuação profissional e no funcionamento do sistema de justiça. Voltada para advogados, advogadas, estudantes e todos que desejam se aprofundar nas transformações do processo civil brasileiro, a iniciativa também proporcionará acesso direto a importantes referências da área.

A programação contará ainda com nomes como Frederico Koehler, Renata Cortez, Bruno Fuga, André Erhardt, Silvano Flumignan, Ranieri Coelho, Allan Prost e Jannayna França.

A programação será encerrada com o lançamento do livro “Pós-precedente: O Precedente no Tempo, na Aplicação, na Modulação, no Dessobrestamento e nas Tensões da Vinculação”, organizado por Og Fernandes, Bruno Fuga, Frederico Koehler e Silvano Flumignan.

O evento será realizado no WA Hotel, localizado no Caruaru Shopping, e contará com certificação do Centro de Estudos Jurídicos da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (CEJ/PGE-PE).

As inscrições custam R$ 50,00 e podem ser realizadas pela plataforma Sympla, por meio do link: https://www.sympla.com.br/evento/1-jornada-de-direito-processual-civil-de-pernambuco/3395163


Serviço
Evento: 1ª Jornada de Direito Processual Civil de Pernambuco
Data: 28 de abril de 2026
Horário: 14h
Local: WA Hotel – Caruaru Shopping (Av. Adjar da Silva Casé, 800 – Indianópolis, Caruaru)
Vagas limitadas.

Sebrae lança projeto para capacitar e profissionalizar salões e barbearias em Caruaru

Evento de lançamento, aberto ao público, está marcado para a próxima segunda-feira (27). Inscrições são gratuitas

Empreendedores e especialistas do setor de beleza no Agreste vão se encontrar na próxima segunda-feira (27), no lançamento do projeto Impulsionar Beleza. O evento marca o pontapé inicial do programa de qualificação voltado aos empreendedores do segmento – que já soma mais de 3,5 mil empresas no mercado local. Com atividades previstas para maio, o Impulsionar Beleza busca promover um salto na gestão e nos resultados dos negócios. As inscrições para o evento, gratuito, podem ser feitas na Loja Virtual do Sebrae, pelo link https://pe.loja.sebrae.com.br/impulsionar-beleza-ev-97423

A abertura reúne representantes do Sebrae/PE, da Prefeitura de Caruaru, da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic) e do Senac. Ao longo da noite, especialistas e empresários do segmento discutem desafios e oportunidades do mercado de beleza, além de tendências e perspectivas para o setor. Entre os destaques da programação está o painel “Beleza em Transformação: Tendências e Perspectivas”, com participação de profissionais que atuam no mercado.

O evento também inclui a apresentação do projeto Impulsionar Beleza e uma palestra voltada à gestão de salões, com foco em liderança e organização dos negócios, ministrada por Cinthia Almeida, empresária do Salão Depp e referência na temática. 

“Esse lançamento vai contar com representantes de várias instituições com o objetivo de desenvolver ações para o setor de beleza. Teremos uma programação cheia de conteúdos. Esperamos a participação de empreendedores do setor em Caruaru e na região. O evento será aberto ao público”, destaca Fernando Lima, gestor de Beleza no Sebrae/PE.

DESAFIOS

Com um mercado aquecido e em constante crescimento, Caruaru se consolida como um dos principais polos de comércio e serviços do interior de Pernambuco. Nesse cenário, o segmento de beleza, com mais de 3,5 mil empresas na cidade, se destaca pela forte presença entre os pequenos negócios, impulsionado pela alta demanda local e regional. Apesar disso, muitos empreendimentos ainda operam com baixa maturidade em gestão, o que limita o crescimento e a competitividade.

O projeto Impulsionar Beleza surge para mudar essa realidade, oferecendo capacitações e consultorias práticas voltadas para gestão financeira, marketing, biossegurança, organização operacional e uso de ferramentas digitais. A metodologia inclui oficinas, workshops e consultorias, garantindo acompanhamento mais próximo e aplicação prática dos conhecimentos. Entre os benefícios esperados estão o aumento do faturamento e da lucratividade, melhoria no controle financeiro, ampliação da presença digital e redução de desperdícios, tornando os negócios mais organizados, profissionais e competitivos.

Segundo Lima, um dos destaques do projeto será a capacitação presencial com o método Método HairSIZE – Gaste Menos. “Essa é a ação central do programa. A capacitação será ministrada por Fabiana Gondim, consultora com mais de 30 anos de experiência no universo da beleza e criadora desse método, que é focado na redução de desperdícios e melhoria da qualidade, com impacto direto na lucratividade dos salões”. O cronograma de atividades do projeto, que terá vagas limitadas, terá início em maio e segue até setembro, com uma série de atividades presenciais e online

Mendonça Filho garante recursos para atrações no aniversário de Bezerros

O deputado federal Mendonça Filho e a prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino, anunciaram a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano como uma das atrações do aniversário de Emancipação Política do município que, este ano, completa 156 anos de história, no próximo dia 18 de maio. A atração, que se apresenta no dia 17, foi articulada por Mendonça junto ao Ministério do Turismo, assegurando os recursos necessários para às atrações artísticas do evento. 

“Igualmente a história emocionante contada no filme ‘2 filhos de Francisco’, onde um pai move o mundo para ouvir o sucesso dos filhos, chegou a hora da gente se emocionar com essa dupla que tão bem representa a cultura brasileira. Seja do orelhão, do celular ou direto do coração, o pedido é um só: Vamos declarar nosso amor por Bezerros ao som de Zezé di Camargo e Luciano, no dia 17 de maio. Gratidão ao amigo e deputado Mendonça Filho por nos ajudar a tornar esse sonho em realidade”, destacou a prefeita Lucielle Laurentino. 

A expectativa da Prefeitura de Bezerros é que haja uma programação de entregas, inaugurações e atividades alusivas ao mês de aniversário, com maior destaque para o período entre os dias 10, quando ocorre a Corrida da Emancipação, e o dia 18 de maio, data na qual é realizada a cerimônia formal de emancipação, com hasteamento das bandeiras, missa solene e bolo festivo. A programação completa deve ser divulgada nos próximos dias. 

Artesanato de barro: tradição, renda e futuro para Tracunhaém e Alto do Moura

Destinos turísticos são conhecidos pela produção e venda do artesanato em barro, que atrai visitantes e gera emprego e renda, perpetuando uma tradição histórica

Entre o molde pelas mãos e a identidade construída pelo tempo, dois territórios pernambucanos se destacam como centros do artesanato em barro: Tracunhaém, na Zona da Mata Norte, e o Alto do Moura, em Caruaru, no Agreste Central. Ambas unem talento a um processo criativo que encorpou uma das cadeias produtivas mais características do Nordeste.

Em Tracunhaém, o barro carrega uma herança que atravessa séculos e hoje mantém cerca de 400 artesãos em atividade. Desde os povos indígenas, especialmente os tupis, até a incorporação de técnicas europeias no período colonial, a cidade construiu uma identidade singular que diferencia seu produto final.

A partir da década de 1940, o artesanato de Tracunhaém ganhou novas formas com a produção figurativa e, nos anos 1960, a arte santeira projetou nomes que ampliaram o reconhecimento da cidade. Tradição, sim, mas que se reinventa: a cadeia tem presença em canais digitais e alcança novos mercados demonstrando que o barro, embora ancestral, dialoga com o presente.

Já em Caruaru, foi no Alto do Moura que a história do barro ganhou projeção mundial a partir da obra do Mestre Vitalino. Foi ele quem transformou peças utilitárias em arte figurativa, retratando o cotidiano nordestino com riqueza de detalhes e expressividade. Nesse trilho, vêm as novas gerações, a exemplo de Katieá Vitalino, bisneta do mestre e presidente da Associação de Desenvolvimento Econômico e Social do Alto do Moura. “O que a gente busca é que as pessoas possam valorizar essa arte e, principalmente, para que a juventude daqui perceba que é possível ter futuro, viver bem, com dignidade e expandir esse legado”, ressalta.

Com dezenas de ateliês em funcionamento, o Alto do Moura reúne peças que retratam festas, religiosidade e cenas do cotidiano, além de atrativos como a Casa Museu Mestre Vitalino e outros memoriais dedicados à arte local. O território também inova, como no trabalho do Coletivo Mulheres de Argila, que integra sustentabilidade e identidade cultural ao utilizar resíduos da indústria têxtil em suas criações.

RIQUEZAS DE PERNAMBUCO

O Artesanato de Barro de Caruaru e de Tracunhaém é tema de um episódio da série “Riquezas de Pernambuco”, produzida pelo Sebrae/PE, que enaltece as cadeias produtivas que impulsionam o desenvolvimento local. É uma forma de reconhecer os protagonistas dessas tradições e revelar como o saber-fazer local transforma vidas e movimenta economias.

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA

Além de gerar emprego e renda, essa tradição, nos dois municípios, caminha para receber um reconhecimento que pode reposicionar suas histórias, a Indicação Geográfica (IG), concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A expectativa é que os pedidos sejam formalizados ainda no primeiro semestre de 2026, consolidando essas produções como verdadeiras Riquezas de Pernambuco — não apenas culturais, mas também econômicas. Os dois territórios buscam a certificação como Indicação de Procedência (IP) — uma das categorias de IG.

Para o artesão Marcos Torres, do ateliê Bonecos de Pilão, o reconhecimento vai além de um selo. “A Indicação Geográfica não é só um reconhecimento externo – é quase como dar nome e sobrenome ao que já vive no nosso fazer. Mais do que proteger e valorizar, a Indicação Geográfica fortalece um sentimento: o de que não estamos produzindo isoladamente, mas construindo junto com um território inteiro”.

A certificação como Indicação de Procedência (IP) tende a fortalecer ainda mais esses territórios. Entre os benefícios estão a valorização do produto, o aumento da competitividade e a abertura de novos mercados, inclusive internacionais.

Esse reconhecimento ainda simboliza algo maior: a legitimação de histórias construídas com as mãos, transmitidas entre gerações e profundamente enraizadas no território. Em Tracunhaém e no Alto do Moura, o barro não é apenas matéria-prima — é memória, sustento e futuro.