Brasileiros publicam maior estudo já feito sobre sequelas do zika

Mosquito da Dengue, Aedes Aegypti, picada, malária. Foto: 41330/Pixabay

Pesquisadores de diferentes estados e instituições brasileiras publicaram, no fim do ano passado, o maior estudo do mundo sobre os principais efeitos do vírus Zika na infância. Com dados de 12 centros de pesquisa do país, o Consórcio Brasileiro de Coortes de Zika (ZBC-Consórcio) reuniu informações de 843 crianças brasileiras com microcefalia, nascidas entre janeiro de 2015 e julho de 2018, nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país.

A pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), que integra o ZBC-Consórcio, destacou nesta terça-feira (6) à Agência Brasil a importância do estudo.

“Não há estudo anterior publicado com esse número de crianças”,

A pesquisa foi publicada no último dia 29 de dezembro de 2025, no periódico científico focado em saúde pública PLOS Global Public Health.

Os dados foram investigados para descrever os casos, uniformizar as informações e definir qual é o espectro da microcefalia causada por esse vírus.

Maria Elizabeth lembrou que a maior incidência de microcefalia por Zika do mundo ocorreu no Brasil, que viveu uma epidemia da doença entre 2015 e 2016.

Na avaliação da pesquisadora do IFF/Fiocruz, o resultado mais importante do estudo foi a definição de como era a morfologia dessa microcefalia, isto é, o que ela apresentava de diferente em relação a outras microcefalias por outras causas.

Segundo Maria Elizabeth, o que torna o estudo especial é que os pesquisadores pegaram o banco de dados original e separaram todos os casos. “Além do grande número, foram examinados os dados primários dos diferentes estudos no Brasil”.

Até então, a caracterização da Síndrome Congênita do Zika (SCZ) se baseava em séries de casos e estudos com poucos participantes ou em estudos individuais.

“Já o tamanho relativamente grande da amostra permitiu observar que, entre as crianças com microcefalia, existe um espectro de gravidade e diferentes tipos de manifestações da Síndrome”, completou.

“Agora, a gente tem mais capacidade de dar respostas para o sistema público de saúde”.

O professor da Universidade de Pernambuco (UPE), Demócrito Miranda, ressalta que a importância do estudo é consolidar um conhecimento que vem sendo construído nos últimos dez anos, desde o início da epidemia de microcefalia, identificada inicialmente no Nordeste brasileiro

Colapso

Maria Elizabeth explicou que, na maior parte das vezes, quando uma mãe era infectada no segundo ou no terceiro trimestres da gestação, a criança apresentava um cérebro que vinha crescendo normalmente e, de repente, começava a ter destruição celular e colapsava.

“É uma microcefalia diferente. É uma anatomia diferente, vamos dizer assim. É muito típica da doença por Zika na gravidez. Nas outras microcefalias, o cérebro fica pequeno. Na da Zika, não. Você vê claramente que tem algo diferente. O cérebro colapsa, e a estrutura óssea colapsa junto também”.

A pesquisadora acrescenta que isso vem associado a distúrbios neurológicos, auditivos e visuais. “E muita convulsão de difícil controle para essas famílias, relacionada à epilepsia causada pela Zika”.

Principais resultados

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cristina Hofer, descreve que as sequelas mais frequentes foram as anormalidades estruturais do sistema nervoso central, detectadas por neuroimagem, além de anormalidades nos exames neurológico e oftalmológico. Destacam-se:

a microcefalia ao nascer, observada em 71,3% dos casos, dos quais 63,9% eram graves;
a microcefalia pós-natal, registrada em 20,4% das crianças;
a prematuridade, em 10% e 20%;
o baixo peso ao nascer, com média de 33,2%, variando de 10% a 43,8%;
e malformações congênitas, entre as quais as mais frequentes foram epicanto (40,1%), occipital proeminente (39,2%) e excesso de pele no pescoço (26,7%).
Entre as alterações neurológicas, as mais frequentes foram déficit de atenção social, em cerca de 50% das crianças; epilepsia, em 30% a 80%, com média de 58,3%; e persistência de reflexos primitivos, em 63,1%.

No que tange ao comprometimento sensorial, observou-se alterações oftalmológicas em até 67,1% dos casos; e alterações auditivas menos frequentes, mas presentes.

Exames de neuroimagem constataram ainda calcificações cerebrais em 81,7%; ventriculomegalia em 76,8%; e atrofia cortical em cerca de 50%.

Maria Elizabeth destacou que em torno de 30% das 853 crianças objeto do estudo já morreram. As que permanecem vivas estão com idades entre 8 e 10 anos, e enfrentam dificuldades na inclusão escolar em muitos casos. “Algumas nem conseguem, porque têm problema de paralisia cerebral grave. As que vão, têm um déficit de atenção grande e de aprendizagem também”.

Recomendações

Não existe um tratamento específico para o zika vírus, reforçou a pesquisadora do IFF/Fiocruz. Diante disso, a primeira recomendação é a mulher grávida buscar evitar, o máximo possível, estar em zonas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, em épocas de epidemia, além de usar repelentes e roupas de mangas compridas, preferivelmente em ambientes com ar condicionado.

“Coisas bem complicadas para uma determinada faixa da população”, reconhece Maria Elizabeth, que afirmou que, ao nascer, as crianças devem iniciar estimulação precoce o mais rápido possíve, porque é característica da criança ter a capacidade de formar novas células.

“Ela tem essa possibilidade. Ainda está formando novas células, e essas novas células na criança são formadas por estimulação. Quanto mais você estimular com estimulação essencial, fisioterapia, fonoaudiologia, melhor vai ser o prognóstico da criança”, disse Maria Elizabeth.

Segundo ela, isso se aplica a qualquer criança. Se a mãe foi exposta ao vírus na gravidez, mesmo que a criança, ao nascer, não apresente microcefalia, ela deve ser mais estimulada.

“Porque as crianças cujas mães tiveram exposição (ao vírus), mas não tiveram microcefalia, também podem ter atraso de desenvolvimento. E essas respondem muito bem às estimulações precoces”.

Maria Elizabeth estima que, em tempos de epidemia, 70% das mulheres grávidas têm Zika e não sabem. “Ou seja, é assintomático. Até hoje, não existe um exame que distinga se uma grávida teve Zika ou não. Uma boa sorologia para Zika ainda não existe”.

A pesquisadora disse que uma mulher só vai saber se teve Zika quando os ultrassons durante a gravidez detectarem uma microcefalia, e algum tipo de intervenção só poderá ser feito depois do nascimento da criança, com estímulos. “O bebê tem uma coisa chamada neuroplasticidade, ou seja, ele é capaz de formar novas células”.

Cuidados permanentes

Uma criança que nasce com o vírus da Zika tem de ter cuidados a vida inteira, recomendou o pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da UPE, Ricardo Ximenes.

“Esses graves danos ao sistema nervoso central (SNC) exigem cuidados multidisciplinares e assistência de diferentes especialidades médicas e de outras áreas da saúde”.

Mais uma vez, a pesquisadora do IFF/Fiocruz ponderou que o acesso a esses cuidados tem obstáculos no Brasil, levando as mães a peregrinarem pelos diferentes serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

“É uma carga social muito grande para as famílias”, manifestou, acrescentando que, em muitos casos, o marido abandonou a família appos o diagnóstico, deixando todo o peso para uma mãe solo.

Maria Elizabeth salientou a necessidade de que seja desenvolvida no Brasil uma vacina para as mulheres em idade fértil, que as impeça de terem Zika.

Vida escolar

Após a publicação do estudo, os pesquisadores continuarão a acompanhar as crianças que tiveram Zika, investigando os impactos da doença na vida escolar.

“Essa é a maior dificuldade das crianças, principalmente das que não têm microcefalia, mas cujas mães tiveram Zika na gravidez comprovada. Quando nascem, um grupo dessas crianças tem microcefalia, e o outro, não. O grupo com microcefalia vai evoluir com muitos problemas. Mas o outro precisa ser acompanhado, porque também pode apresentar algum distúrbio de desenvolvimento”.

Esse acompanhamento é importante para permitir que estímulos precoces possam prevenir problemas mais graves, reforça. “Especialmente a geração que nasceu entre 2015 e 2018, deve ter o neurodesenvolvimento mais cuidadosamente investigado pela pediatria de forma geral”, sugeriu a pesquisadora.

Moraes nega ida de Bolsonaro a hospital e exige laudo médico

Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar por procedimentos.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira (6), a remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar em função de uma queda que ele teve na última madrugada. Ele está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

Moraes se baseou, segundo seu despacho, na avaliação da equipe da Polícia Federal.

“O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, apontou Moraes no despacho.

Por isso, o ministro escreveu, na decisão, que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”.

Ele acrescentou que a defesa de Bolsonaro, entretanto, foi aconselhada pelo médico particular que o ex-presidente teria direito a fazer exames, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.

Ainda no despacho, o ministro determinou que a defesa indique quais os exames necessários para que “se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”.

A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, fez postagem no Instagram indicando que o marido teve uma “crise”.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”.

A ex-primeira-dama lamentou ainda que o atendimento só ocorreu pela manhã desta terça, quando Bolsonaro foi chamado para a visita, às 9h. Essa demora, segundo ela, ocorreu porque o quarto “permanece fechado”.

Ainda sobre o incidente, Michelle acrescentou que Bolsonaro não se recordava “quanto tempo ficou desacordado” e que seriam necessários exames para verificar eventual “trauma ou possível dano neurológico”.

Para a imprensa, o médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, disse que Bolsonaro teve um “traumatismo leve”.

Com tarifaço de Trump, exportações para EUA caem 6,6% em 2025

Ministério da Agricultura e Pecuária abre mais dois novos mercados na Austrália e Costa Rica. Navio Mercante; exportações; importações; comércio exterior, mercado externo; conteiner. Foto: MAPA/Divulgação

Em um ano marcado pelo tarifaço do governo Donald Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, somando US$ 37,716 bilhões, ante US$ 40,368 bilhões registrados em 2024. No sentido oposto, as importações de produtos norte-americanos cresceram 11,3% no ano passado, alcançando US$ 45,246 bilhões, contra US$ 40,652 bilhões no ano anterior.

Com a queda das exportações e a alta das importações, o Brasil encerrou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos. Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O resultado reflete os efeitos do tarifaço imposto pelo governo do presidente Donald Trump. Em novembro, o mandatário norte-americano anunciou a retirada da tarifa adicional de 40% aplicada a uma série de produtos brasileiros. Ainda assim, conforme cálculos do próprio Mdic, 22% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas estabelecidas em julho.

Nesse grupo estão tanto produtos que pagam apenas a sobretaxa de 40% quanto aqueles que acumulam a tarifa extra com a taxa-base de 10%. Outros 15% das exportações, o equivalente a US$ 6,2 bilhões, seguem sujeitos apenas à tarifa de 10%.

Um total de 27%, cerca de US$ 10,9 bilhões, são atingidos pelas tarifas da Seção 232, que incidem sobre importações que os Estados Unidos consideram como ameaça à segurança nacional. Apenas 36% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano estão livres de encargos adicionais.

Dezembro

Mesmo após a retirada parcial das tarifas, as exportações brasileiras aos Estados Unidos caíram 7,2% em dezembro, totalizando US$ 3,449 bilhões, frente a US$ 3,717 bilhões no mesmo mês de 2024. Foi a quinta queda consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano desde a imposição da sobretaxa de 50% anunciada em julho pelo governo Trump.

As importações de produtos estadunidenses, por sua vez, recuaram 1,5% em dezembro na comparação anual.

Negociações

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a estratégia de negociação e diálogo com Washington. Segundo ele, as conversas já resultaram na redução do número de produtos atingidos pelo tarifaço.

“O trabalho de redução continua”, afirmou.

Alckmin também destacou que o governo busca melhorar as condições para os 22% da pauta exportadora ainda afetados pelas tarifas. Ele destacou as boas relações entre Lula e Trump.

“Em relação à questão comercial, o presidente Lula tem um bom relacionamento com o presidente Trump e pode avançar ainda mais. Podemos ter um ganha-ganha, tanto na questão tarifária, como não tarifária, em terras raras, datacenters. Podemos ter a aprovação da Redata [regime especial para centros de dados], que estimula investimentos. O Brasil tem energia abundante e renovável”, acrescentou Alckmin.

China e União Europeia

Enquanto as vendas aos Estados Unidos recuaram, o comércio brasileiro com outros parceiros avançou em 2025. As exportações para a China cresceram 6%, totalizando US$ 100,021 bilhões, ante US$ 94,372 bilhões em 2024. As importações de produtos chineses subiram 11,5%, para US$ 70,930 bilhões, resultando em superávit de US$ 29,091 bilhões para o Brasil.

Já as exportações para a União Europeia aumentaram 3,2% no ano passado, somando US$ 49,810 bilhões. As importações do bloco cresceram 6,4%, para US$ 50,290 bilhões, o que gerou déficit de US$ 480 milhões. Apenas em dezembro, mês marcado pelo adiamento da assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, as exportações brasileiras ao bloco avançaram 39% na comparação com o mesmo mês de 2024.

Saldo da balança comercial tem recorde em dezembro mas encolhe em 2025

Santos (SP), 02/01/2026 - A Petrobras inicia produção de petróleo do navio-plataforma P-78, no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Búzios 6 (P-78) possui capacidade de produzir 180 mil barris de óleo e 7,2 milhões de m³ de gás diários. Foto: Petrobras/Divulgação

Pressionada pelo crescimento das importações e pelo barateamento das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.

Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.

Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.

Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.

Projeções

O saldo comercial veio bastante superior às projeções. O Mdic projetava superávit comercial de US$ 60,9 bilhões em 2025, com US$ 344,9 bilhões em exportações.

Já as importações ficaram abaixo da projeção de US$ 284 bilhões. O fato de as importações terem ficado inferiores ao previsto ajudou a elevar o superávit da balança no fim de 2025.

Resiliência

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o comércio exterior brasileiro cresceu em 2025, mesmo com o tarifaço e as dificuldades geopolíticas.

“O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O comércio global cresceu 2,4%. Então, crescemos mais que o dobro do comércio global. Isso mostra a resiliência e a boa competitividade dos produtos brasileiros”, declarou.

Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024. Esse foi o maior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1989, superando o recorde anterior, de superávit de US$ 9,323 bilhões, em dezembro de 2023. As importações também atingiram valor recorde para o mês.

O valor das exportações e das importações em dezembro ficou o seguinte:

Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7% em relação a dezembro do ano passado;
Importações: US$ 21,405 bilhões, alta de 5,7% na mesma comparação
Setores
Na distribuição por setores da economia, as exportações em dezembro cresceram da seguinte forma:

Agropecuária: +43,5%, com alta de 35,2% no volume e de 6,7% no preço médio;
Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% no preço médio;
Indústria de transformação: +11%, com alta de 14,9% no volume e queda de 4,2% no preço médio.
Produtos
Os principais produtos responsáveis pelo crescimento das exportações em dezembro foram os seguintes:

Agropecuária: soja (+73,9%); café não torrado (+52,9%) e milho não moído, exceto milho doce (+46%);
Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%);
Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).
No caso do petróleo bruto, a retomada da atividade das plataformas, após um período de manutenção programada em novembro, foi o principal fator para o crescimento.

Em relação às importações, o crescimento está vinculado à recuperação da economia, com o aumento do consumo e dos investimentos.

Na divisão por categorias, os produtos importados foram os seguintes:

Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
Indústria extrativa: fertilizantes brutos, exceto adubos, +222,4%; carvão não aglomerado (+26,3%);
Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, incluindo veterinários (+47,7%).

Brasil diz na OEA que sequestro de Maduro é “afronta gravíssima”

2023 JUL 26 Special Meeting of the Permanent Council
Benoni Belli, Ambassador, Permanent Representative of Brazil to the OAS
Date: July 26, 2023
Place: Washington, DC
Credit: OAS

Na reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro no último sábado (3), o embaixador do Brasil junto à entidade, Benoni Belli, afirmou que o momento atual é grave e evoca tempos considerados ultrapassados mas que voltam a assolar a América Latina e o Caribe.

“Os bombardeios no território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e ameaçam a comunidade internacional com precedente extremamente perigoso”, disse o representante brasileiro junto à OEA nesta terça-feira (6).

Segundo o diplomata, agressões militares conduzem a um mundo em que a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. “Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios. Esse raciocínio carece de legitimidade e abre a possibilidade de conferir aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, o que é certo ou errado, de ignorar as soberanias nacionais ditando as decisões que devem tomar os mais fracos. A soberania internacional sustentada no direito internacional e nas instituições multilaterais é fundamental para que os povos possam exercer sua autodeterminação”, afirmou Belli.

Em reunião de emergência do Conselho de Segurança na Organização das Nações Unidas (ONU), nesta segunda-feira (5), o embaixador do Brasil Sérgio Danese também disse que não é possível aceitar o argumento de que os fins justificariam os meios na intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela.

Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa, Cilia Flores, do território venezuelano, em uma ação que matou integrantes de forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país. Maduro foi levado para Nova York e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.

O casal foi levado na segunda-feira ao Tribunal Federal, em Nova York, para uma audiência de custódia na Justiça norte-americana. Maduro disse ser inocente e negou as acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado. Maduro se qualificou como um “prisioneiro de guerra” e um “homem decente”. O casal está detido num presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.

EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

Captured Venezuelan President Nicolas Maduro arrives at the Downtown Manhattan Heliport, as he heads towards the Daniel Patrick Manhattan United States Courthouse for an initial appearance to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others in New York City, U.S., January 5, 2026. REUTERS/Eduardo Munoz

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) recuou em acusar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de liderar o suposto Cartel de Los Soles. A nova peça da denúncia contra o venezuelano por narcotráfico, apresentada após o sequestro de Maduro pelos EUA, excluiu a acusação feita na peça anterior, apresentada em 2020.

Na primeira denúncia, o termo “Cartel de Los Soles” aparece 33 vezes e Maduro é apontado como líder dessa suposta organização.

“Nicolas Maduro Moros, o réu, ajudou a administrar e, por fim, a liderar o Cartel de Los Soles à medida que ganhava poder na Venezuela”, dizia a denúncia, apresentada ainda no primeiro mandato de Trump.

Na nova peça do Departamento de Justiça, apresentada nesta semana, o Cartel de Los Soles aparece apenas duas vezes, em citações de menor importância, sem qualquer menção à liderança de Maduro em relação ao suposto cartel.

“Nicolas Maduro Moros, o réu – assim como o ex-presidente Chávez antes dele – participa, perpetua e protege uma cultura de corrupção na qual poderosas elites venezuelanas se enriquecem com o tráfico de drogas e a proteção de seus parceiros traficantes”, diz o texto.

A peça do Departamento de Justiça dos EUA afirma, em seguida, que os lucros dessa atividade foram para funcionários corruptos.

“[Esses funcionários] operam em um sistema de clientelismo administrado por aqueles no topo – referido como o Cartel de Los Soles ou Cartel dos Sóis, uma referência à insígnia do sol afixada nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente”, diz o documento oficial de Washington.

Caracas 3/1/2026 – Fumaça sobe após múltiplas explosões durante invasão dos EUA – Vídeo Obtido pela Reuters/Proibida reprodução

A mudança na linguagem e no teor da acusação do Departamento de Justiça chamou a atenção, uma vez que o suposto cartel foi designado como grupo terrorista pelo governo Trump. A acusação de que Maduro lideraria a organização justificou, no plano discursivo, a invasão da Venezuela.

Especialistas no mercado mundial de drogas vêm rejeitando chamar a Venezuela de narcoestado ou mesmo reconhecer a existência do Cartel de Los Soles.

Não há qualquer menção a esse grupo nas publicações do Escritório para Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (ONU). O Relatório Anual Sobre Ameaças de Drogas da DEA (Administração de Combate às Drogas) de 2025, do governo dos EUA, também não menciona o suposto cartel venezuelano.

Dificuldade em provar existência do cartel

A consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca, avalia que, ao evitar tratar o cartel como uma organização “real”, o Departamento de Justiça reconhece os limites para provar essa tese.

“Até agora, não emergiram evidências suficientes para caracterizar uma organização criminosa – lacuna apontada por especialistas e, inclusive, por parceiros de inteligência dos próprios EUA”, explicou.

Gabriela destacou que a mudança na denúncia passa a enquadrar Maduro como posicionado no “topo” de um sistema criminoso, tratado como uma aliança de corrupção e tráfico, e não como uma entidade formal com personalidade jurídica, como um cartel.

“Essa escolha fortalece a acusação, uma vez que desloca o foco para condutas individualizadas e comprováveis [narcotráfico, corrupção e associação criminosa] em vez de sustentar um rótulo amplo e conceitualmente frágil de ‘cartel’”, ponderou a consultora.

Brasília (DF), 22/08/2025 - A consultara sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca. Foto: Gabriela de Luca/Arquivo Pessoal
Advogada Gabriela de Luca, consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe – Foto: Gabriela de Luca/Arquivo pessoal

A advogada disse ainda que a mudança dialoga ainda com as preocupações de especialistas da ONU com o uso indiscriminado do termo cartel, “advertindo que isso poderia justificar medidas amplas de criminalização generalizada do Estado venezuelano, com efeitos colaterais severos sobre uma população já profundamente vulnerabilizada”.

Apesar da mudança, os EUA seguem acusando Maduro de uma série de crimes ligados ao narcotráfico, incluindo relação com narcoguerrilhas colombianas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN), e cartéis mexicanos, como Sinaloa e Zetas.

“Maduro Moros e seus cúmplices, durante décadas, fizeram parceria com alguns dos traficantes de drogas e narcoterroristas mais violentos e prolíficos do mundo, e contaram com a corrupção de funcionários em toda a região, para distribuir toneladas de cocaína para os EUA”, diz a acusação.

Venezuela's captured President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores attend their arraignment with defense lawyers Barry Pollack and Mark Donnelly to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others, at the Daniel Patrick Moynihan United States Courthouse in Manhattan, New York City, U.S., January 5, 2026 in this courtroom sketch. REUTERS/Jane Rosenberg
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, comparecem à audiência de instrução no Tribunal Federal, em Nova York, conforme ilustrado em desenho da sala do tribunal 

Maduro diz que é inocente

Em depoimento à Justiça dos EUA, Maduro disse que é inocente e se classificou como um prisioneiro de guerra após ser sequestrado por militares estadunidenses no último sábado (3).

O governo de Caracas acusa Washington de criar a acusação de narcotraficante contra lideranças do país para justificar a intervenção na Venezuela com objetivo de controlar as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta.

Trump tem exigido ao novo governo de Delcy Rodríguez, que tomou posse na terça-feira (6) como presidente interina, acesso aos campos de óleo do país.

Em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), o embaixador dos EUA, Leandro Rizzuto, admitiu que o petróleo do país sul-americano não pode ficar nas mãos de “adversários” do Hemisfério Ocidental.

“Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, disse o diplomata na terça.

Inscrições gratuitas para curso de cinema e audiovisual estão abertas até próxima quinta-feira (07)


Com aulas práticas e teóricas, a formação é voltada para adolescentes de 14 a 18 anos

Estão abertas, até esta quinta-feira (7), as inscrições para um curso gratuito de cinema e audiovisual em Caruaru. Promovida pelo coletivo Trela Audiovisual, a formação reúne aulas práticas e teóricas e será realizada na nova sede do Armazém da Criatividade, localizada nas imediações do Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga.

As aulas, que são uma oportunidade de começar o ano de forma criativa e inspiradora, reunirão atividades práticas e teóricas e acontecerão diariamente, das 9h às 13h. Ao final, os participantes receberão certificado de participação e produzirão seus próprios curta-metragens, que serão exibidos em sessão aberta no encerramento do curso.

A formação é voltada para jovens de 14 a 18 anos e será conduzida pelos diretores do Trela Audiovisual, os cineastas Ingrid Xavier, Mestre em Cinema e Narrativas Sociais (UFS); Vinícius Correia, Mestre em Critical and Creative Media (Maynooth University/Irlanda); e Vitória Victor, Mestranda em Comunicação (UFPE).

As inscrições podem ser realizadas por meio do formulário disponível no Instagram @trelaaudiovisual. Os participantes selecionados serão contactados por e-mail e/ou WhatsApp.

Serviço
Curso de Cinema e Audiovisual em Caruaru

Data: 12 a 23 de janeiro de 2026
Horário: 9h às 13h
Local: Porto Digital – Armazém da Criatividade (R. Jorn. Aníbal Fernandes – Nossa Sra. das Dores, Caruaru – PE)
Inscrições gratuitas até 7 de janeiro.

Encontro de Brechós terá edição especial de dois dias em janeiro, com peças a partir de R$ 15

O Encontro de Brechós realiza, excepcionalmente neste mês de janeiro, uma edição inédita com dois dias consecutivos, no sábado (17) e domingo (18). O evento acontece das 9h às 16h, no Clube Português do Recife, reunindo uma curadoria especial de brechós com peças promocionais a partir de R$ 15.

Fundado pela empresária Tati Veloso, o Encontro de Brechós tradicionalmente ocorre apenas aos domingos, no primeiro ou no segundo domingo de cada mês. A edição de janeiro, no entanto, chega em formato ampliado para atender à alta demanda do período e marcar o início do ano com preços ainda mais acessíveis.

“Janeiro é um mês de renovação, e resolvemos inovar trazendo dois dias de evento. É uma oportunidade para o público garimpar peças incríveis, com valores promocionais, especialmente pensando no Carnaval”, explica Tati Veloso.

Além de roupas, o público encontrará acessórios, adereços e peças criativas, ideais para compor produções carnavalescas, reforçando o clima de achadinhos e consumo consciente. Segundo a organizadora, a edição ganha ainda mais relevância porque não haverá Encontro de Brechós no mês de fevereiro.

“Como fevereiro não terá edição, janeiro se torna o momento ideal para quem deseja se antecipar, montar looks para o Carnaval e ainda economizar”, destaca Tati. “É um evento democrático, com diversidade de estilos, preços acessíveis e incentivo ao consumo sustentável.”

O Encontro de Brechós se consolida como um dos principais eventos de moda circular do Recife, fortalecendo a economia criativa local e promovendo o reaproveitamento de peças com qualidade e estilo.

Administração de Fernando de Noronha abre processo seletivo para ingresso na Casa de Apoio ao Estudante

Estudantes de Fernando de Noronha que vão precisar sair da ilha para estudar presencialmente na Região Metropolitana do Recife este ano, e que não possuem residência própria na capital, têm, de 26 a 30 de janeiro de 2026, para realizar inscrição para ingressar na Casa de Apoio ao Estudante da ilha, localizada no Recife. O edital, com o formulário, está disponível no site https://www.noronha.pe.gov.br/processos-seletivos.

Na Casa de Apoio, estão sendo disponibilizadas oito vagas femininas e quatro masculinas. Para participar do processo seletivo, os estudantes devem preencher os seguintes requisitos:
– Ter matrícula regular e ativa em curso presencial de graduação, técnico ou tecnólogo, em instituição pública ou privada, na Região Metropolitana do Recife;
– Apresentar histórico escolar que comprove vínculo/origem escolar durante todo o percurso do ensino médio (1º ano, 2º ano e 3º ano) como também a conclusão na Erem Arquipélago;
– Grupo familiar – não residir e não possuir imóvel residencial na Região Metropolitana do Recife;
– Não ter sido excluído(a) anteriormente da Casa de Apoio ao Estudante de Fernando de Noronha ou ter ocupado vaga irregularmente na moradia estudantil;
– Não estar recebendo auxílio de outras fontes com a finalidade de custear moradia ou hospedagem;
– Realizar inscrição no processo seletivo por meio do preenchimento de formulário on-line disponibilizado no site oficial da Autarquia (www.noronha.pe.gov.br/processosseletivos/);
– Ter 18 anos ou mais, ou ter sido emancipado pelos responsáveis, conforme artigo 5º do Código Civil.

No ato da inscrição, o (a) estudante, obrigatoriamente, deverá anexar, em formato digital, as seguintes documentações: Documento de identificação oficial com foto; comprovante de residência atualizado; histórico escolar do ensino médio; comprovante de matrícula em instituição de ensino técnico ou superior; comprovação de renda familiar; carteira de morador permanente, além de preencher e assinar todos os anexos disponíveis no edital.

São considerados critérios de eliminação: Possuir residência na Região da Metropolitana do Recife; possuir renda per capita superior a dois salários mínimos; não ser morador permanente de Fernando de Noronha; não ter cursado o ensino médio em instituição da ilha (Erem). A falta de documentos exigidos ou a ocorrência de verificação de falsificação de seleção ou avaliação, implicará no cancelamento automático da inscrição e desclassificação do candidato.

A Casa de Apoio ao Estudante de Fernando de Noronha está funcionando agora no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife. Atendendo a uma reivindicação dos estudantes noronhenses, o administrador da ilha, Virgílio Oliveira, conseguiu um espaço maior para os jovens, com terraço, varanda, sala de estar, sala de jantar, sala de estudo, cozinha, quintal, área de serviço; sete quartos; seis banheiros, dispensa e escritório administrativo.

Réveillon da Ilha reuniu moradores e turistas em três dias de celebração em Fernando de Noronha

Fernando de Noronha viveu três noites inesquecíveis com a realização do Réveillon da Ilha, promovido pelo Governo do Estado, através da Administração, e em parceria com a iniciativa privada. O evento aconteceu nos dias 31 de dezembro, 1º e 3 de janeiro, na Praia do Porto, com um palco montado diretamente na areia, reunindo moradores e turistas numa grande celebração marcada por música, alegria, segurança e respeito ao meio ambiente.

Com acesso gratuito ao público e áreas destinadas à iniciativa privada, o réveillon reforçou o compromisso da gestão com o desenvolvimento econômico e social do arquipélago, além de proporcionar lazer de qualidade à população local.

Maior réveillon da história – O administrador da ilha, Virgílio Oliveira, destacou o carácter histórico do evento. “Foi o maior réveillon da história da ilha. Três dias de festividades, com artistas de nível nacional, num cenário maravilhoso e com uma energia incrível. Uma festa preparada com muito carinho e planeamento para a comunidade noronhense e para os turistas.”

O secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Kaio Maniçoba, falou do investimento do Governo do Estado na retomada de eventos em Fernando de Noronha, reforçando o compromisso em consolidar o arquipélago como referência nacional do turismo. “Noronha quer ser referência no turismo, e o Governo de Pernambuco está presente, apoiando o réveillon com grandes atrações, com uma estrutura qualificada para receber bem os moradores da ilha e os turistas”, afirmou.

A primeira virada do ano do Brasil – Na noite de 31 de dezembro, a ilha foi o primeiro lugar do país a celebrar a chegada de 2026, devido ao fuso horário insular, uma hora à frente de Brasília. Subiram ao palco Ju Medeiros, Nego Noronha, Silva, San (ex-Sambô) e a DJ Deb Lima, garantindo diversidade musical até a madrugada. Em respeito às normas ambientais, não houve queima de fogos, já que o evento ocorreu em área de preservação ambiental.

Responsável pela contagem regressiva, Silva destacou a ligação especial com a ilha. “Tocar em Noronha é um privilégio. Não é apenas um show, é um lugar com uma energia maravilhosa.”

Cultura nordestina e romantismo no dia 1º – O primeiro dia de 2026 manteve o clima de festa com apresentações de Tito Noronha, Wilker Brasileiro, João Marlevou, Nena Queiroga, Matheus Fernandes e Priscila Senna, reunindo reggae, frevo, forró e música popular nordestina.
Priscila Senna celebrou a receção calorosa do público. “Sempre que venho à Noronha, sou acolhida. Comecei o ano com o pé direito”, disse.

Encerramento em grande estilo – No sábado, 3 de janeiro, o encerramento contou com Dayane Santos, Ewerton Freitas, Banda Eva e Xand Avião. A Banda Eva animou o público com clássicos do carnaval baiano, enquanto Xand Avião fechou a programação com um espetáculo vibrante.

Impacto positivo e responsabilidade ambiental – O réveillon gerou impactos significativos na economia local, com aumento da ocupação hoteleira, fortalecimento do comércio e criação de empregos temporários. Todo o planeamento seguiu rigorosamente as normas ambientais, incluindo manejo adequado de resíduos, controlo de impacto e preservação dos ecossistemas. Além disso, as forças de segurança e a equipa de saúde do distrito estiveram presentes durante todo o evento, garantindo tranquilidade ao público.

Com três dias de música, celebração e integração entre moradores e visitantes, Fernando de Noronha reafirmou-se como um dos destinos turísticos mais desejados do Brasil e consolidou-se definitivamente entre os grandes réveillons do país.