Em Igarassu, governadora Raquel Lyra entrega nova estrada, mais de 170 residências pelo Morar Bem PE e autoriza regularização fundiária

Em mais uma ação que prioriza a habitação social em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra entregou, nesta sexta-feira (5), a chave da casa própria para 170 famílias pelo programa Morar Bem – Entrada Garantida, no condomínio Jardim Monjope, no município de Igarassu. Os beneficiados receberam um subsídio de R$ 20 mil do Governo de Pernambuco para a aquisição de seus imóveis construídos dentro do Minha Casa, Minha Vida na modalidade FGTS. Acompanhada da vice-governadora Priscila Krause, a gestora ainda inaugurou a Estrada de Porto do Vasto e assinou o termo de cooperação técnica para garantir a regularização fundiária a famílias do Engenho Monjope.

“Essas 170 casas que entregamos aqui em Igarassu, somam-se a mais de 16 mil imóveis que já entregamos em parceria com o Morar Bem Pernambuco e o Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Isso mostra que ninguém faz nada sozinho e permite que pernambucanos e pernambucanas tenham o direito a uma casa nova. Além disso, entregamos a Estrada de Porto do Vasto novinha, garantindo mais segurança no ir e vir. E, em breve, iremos iniciar a regularização fundiária no Assentamento Pastor Eusébio”, ressaltou Raquel Lyra.

Cada unidade habitacional do Morar Bem foi negociada a R$ 155 mil. O empreendimento foi construído pela empresa Viana & Moura e conta com 431 unidades habitacionais, todas adquiridas pelo Morar Bem PE. Lançado em 2023, este é o primeiro programa de habitação de interesse social do Estado. “Cada família teve o valor garantida pelo Governo do Estado para auxiliar na aquisição de seu imóvel, cobrindo o valor da entrada. Hoje, essas famílias concretizam o sonho da casa própria”, comentou o presidente da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), Paulo Lira.

Beneficiada pelo Morar Bem, a dona de casa Cláudia Luiz de Oliveira, comemorou a conquista. “Essa casa não é para mim. É para meu filho. Ele tem autismo nível três e agora posso ter a segurança e a tranquilidade de que vou deixar nossa casa própria para ele”, contou.

*PE na Estrada -* A estrada Porto do Vasco, em Igarassu, foi totalmente requalificada após os serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem e sinalização da via, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Seduh-PE). O investimento total, realizado com recursos do Estado, foi de R$ 11,5 milhões no trecho de 4,6 quilômetros, incluindo a drenagem e sinalização.

“Hoje é um dia memorável, marcado por grandes avanços para o nosso turismo e para a nossa infraestrutura. Igarassu e todo o Litoral Norte seguem avançando, contando com o olhar especial da nossa governadora, que tem feito a diferença com investimentos em estradas, creches e escolas, sempre priorizando a valorização das pessoas”, celebrou prefeita de Igarassu Elcione Ramos.

*Regularização fundiária -* A chefe do Executivo estadual autorizou também, através de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Perpart e a Prefeitura do município, o início dos trabalhos de regularização no assentamento Pastor Eusébio, localizado no Engenho Monjope. Na localidade, vivem aproximadamente 2 mil famílias há mais de uma década.

Pesquisa mostra avanço de Raquel Lyra e redução da vantagem de João Campos na disputa por 2026 em Pernambuco

Pedro Augusto/Blog Capital 

A nova pesquisa Conecta/Opindata, realizada entre 1º e 5 de dezembro, com 10 mil entrevistas online, adiciona novos elementos à corrida pelo Governo de Pernambuco em 2026 e altera, ainda que de forma gradual, a dinâmica entre os principais nomes do pleito. Os números, divulgados hoje, indicam que a disputa continua polarizada entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), mas o dado mais relevante do levantamento é a redução expressiva da distância entre os dois — um movimento que interfere diretamente no cálculo político dos próximos meses.

No panorama estimulado, João Campos mantém a liderança, com 45% das intenções de voto. No entanto, o crescimento de Raquel Lyra, que aparece com 38%, representa uma mudança sensível: em outubro, a diferença entre ambos era de 26 pontos, e agora cai para apenas 7. A curva ascendente da ex-governadora e a estagnação relativa do prefeito do Recife criam um ambiente mais instável para o PSB, que vinha operando sob a lógica de ampla vantagem.

O quadro é ainda mais apertado no confronto direto. Campos registra 46%, contra 43% de Raquel — uma diferença de apenas 3 pontos percentuais, situada dentro da margem de erro de 0,98 ponto. A leitura técnica sugere um cenário de empate, o que reforça a tendência de que o pleito deve caminhar para o segundo turno.

O avanço de Raquel Lyra ocorre em um momento em que seu grupo político intensifica movimentos regionais e amplia presença em agendas públicas, estratégia que aparentemente encontrou ressonância junto a segmentos do eleitorado que, até então, se mostravam menos permeáveis. Para João Campos, por outro lado, o estreitamento da disputa representa a necessidade de revisão de rota: o prefeito, que mantém índices expressivos, passa a lidar com um cenário de maior competitividade e menor margem de conforto.

Outros nomes testados permanecem distantes da polarização principal. Eduardo Moura (Novo) aparece com 6,9% das intenções de voto, enquanto Ivan Moraes (PSOL) atinge 1,2%. Embora não alterem o eixo central da disputa, esses percentuais ainda têm potencial para afetar a distribuição de votos no primeiro turno.

Com menos de um ano até as eleições estaduais, a nova rodada da Conecta/Opindata sinaliza que o eleitorado começa a se mover e que o quadro, antes visto como previsível, ganha contornos de maior incerteza. A disputa, que até recentemente parecia ter um favorito confortável, agora se desenha como uma corrida aberta — e com espaço para novas inflexões até 2026.

Prefeito Rodrigo Pinheiro anuncia pagamento do 13º Salário dos servidores para o próximo dia 12

Em entrevista ao programa Mesa Redonda da Rádio Cultura do Nordeste, desta sexta-feira (05), o prefeito Rodrigo Pinheiro anunciou o pagamento do 13º Salário dos servidores da Prefeitura de Caruaru para a próxima sexta-feira (12).

A medida promete impulsionar ainda mais a economia caruaruense, neste período de fim de ano, em que tradicionalmente se há uma demanda habitual por produtos e serviços locais.

Exato Prime realiza Cantata Natalina e FACCE 2025 com o tema “O Resgate do Natal”

A Colégio Exato Prime promoveu, no dia 2 de dezembro, no Polo Caruaru, mais uma edição da Cantata Natalina e FACCE 2025, que, neste ano, teve como tema “O Resgate do Natal”. O evento reuniu alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio em uma noite de espetáculos que emocionaram o público e destacaram valores como amor ao próximo, união, empatia e valorização do ser humano.

As apresentações começaram com a representação do nascimento de Jesus, encenada pelas turmas do Infantil e do 1º ao 5º ano, em um momento marcado pela sensibilidade e pela pureza do tema. Em seguida, os estudantes deram continuidade à programação com peças teatrais que abordaram reflexões sociais e culturais.

O clássico “Auto da Compadecida” trouxe críticas sobre a exploração dos mais vulneráveis, enquanto o 7º ano apresentou “Os Saltimbancos”, reforçando o poder da união. Já o 1º ano do Ensino Médio encantou o público com uma dança moderna inspirada no cavalheirismo.

A mensagem de autoconfiança e resiliência esteve presente na apresentação de “O Mágico de Oz”, que ressaltou a inteligência, a coragem e a compaixão como virtudes essenciais. Na sequência, a turma do 9º ano levou o público ao Recife Antigo com “Gato de Botas e o Natal dos Desejos Perdidos”, valorizando elementos da cultura local e reforçando a importância da lealdade e da astúcia.

O 6º ano emocionou a plateia com “O Natal do Pequeno Príncipe”, um convite a ver com o coração e reconhecer a beleza da simplicidade. Já a apresentação inspirada no “Sítio do Picapau Amarelo” trouxe leveza, alegria e referências afetivas da literatura brasileira.

O encerramento foi marcado por um dos momentos mais aguardados da noite: a dança de “Aquarela do Brasil”, na voz de Gal Costa, que uniu alunos de duas sedes da instituição em uma apresentação vibrante. “Para concluir, pais e filhos se juntaram em uma cantata coletiva ao som de “A Paz”, do Roupa Nova, selando o evento com emoção e integração familiar”, informou a professora Ticiane Gondim, responsável pelas apresentações.

“A Cantata Natalina e o FACCE 2025 reafirmou o compromisso da Exato Prime com uma educação que valoriza arte, cultura, sensibilidade e formação humana, oferecendo ao público uma noite inesquecível e cheia de significado”, concluiu doutora Amélia Vidigal, que representa a gestão do colégio.

Após adiamentos, Banco Central desiste de regular Pix Parcelado

Brasília (DF), 16/01/2025 - Aplicativo bancário para pagamento financeiro em pix. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Após sucessivos adiamentos, a diretoria do Banco Central (BC) decidiu abandonar a criação de regras específicas para o Pix Parcelado. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (4), em Brasília, durante a reunião do Fórum Pix, comitê que reúne cerca de 300 participantes do sistema financeiro e da sociedade civil.

Além de desistir da regulação, o BC proibiu as instituições financeiras de utilizarem o nome Pix Parcelado. No entanto, termos similares – como Pix no crédito ou Parcele no Pix – continuam permitidos.

Inicialmente previstas para setembro, a obrigatoriedade do Pix Parcelado e a padronização das normas foram adiadas para o fim de outubro e posteriormente para novembro.

A modalidade, que funciona como uma linha de crédito com juros oferecida pelos bancos, já está disponível no mercado e seria regulamentada para aumentar a transparência aos usuários.

Falta de padronização

O Pix parcelado permite que o consumidor parcele um pagamento instantâneo, recebendo o valor integral no ato, enquanto o cliente arca com juros. Cada banco define livremente taxas, prazos, forma de cobrança e apresentação do produto. A ausência de uniformização, segundo especialistas, aumenta o risco de endividamento.

Apesar de nomes que sugerem semelhança com o parcelamento tradicional do cartão de crédito, a modalidade é um empréstimo que cobra juros desde o primeiro dia.

As taxas têm girado em torno de 5% ao mês, enquanto o Custo Efetivo Total (CET) chega a aproximadamente 8% mensais. A contratação costuma mostrar os custos apenas na etapa final. As regras sobre atrasos nem sempre são claras. Em muitos casos, o pagamento das parcelas aparece na fatura do cartão, embora o produto não seja um parcelamento tradicional.

Críticas

Em nota, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), que acompanhou a reunião do Fórum Pix, classificou como “inaceitável” a decisão do BC de não estabelecer padrões para operações de crédito associadas ao Pix. A entidade afirma que a ausência de regras cria um ambiente de “desordem regulatória”, favorece abusos e amplia o risco de superendividamento.

Segundo o Idec, mesmo com a proibição do nome Pix Parcelado, a mudança é meramente cosmética. “O consumidor continuará exposto a produtos de crédito heterogêneos, sem transparência mínima, sem salvaguardas obrigatórias e sem previsibilidade sobre juros ou procedimentos de cobrança”, afirma o texto.

O Idec avalia que o Banco Central “optou por não enfrentar um problema que já está em curso”, delegando ao mercado a responsabilidade pela autorregulação. Segundo o Idec, a falta de regulação tende a deixar famílias ainda mais vulneráveis.

O Idec destaca que, por estar associado à marca mais confiável do sistema financeiro brasileiro, o Pix parcelado tende a induzir decisões impulsivas. A entidade lembra que o Brasil já vive um cenário preocupante de superendividamento e que a modalidade pode agravar esse quadro ao misturar pagamento e crédito sem deixar claros os riscos.

“O Pix nasceu para democratizar pagamentos. Transformá-lo em porta de entrada para crédito desregulado coloca essa conquista em risco”, alerta a instituição, que promete continuar pressionando por regras que garantam padronização, segurança e transparência ao consumidor.

Fiscalização incerta

Embora o BC tenha vetado o uso das marcas Pix Parcelado e Pix Crédito, não há clareza sobre como o regulador fiscalizará a aplicação dessas diretrizes. Durante o Fórum Pix, representantes da autarquia informaram que acompanharão o desenvolvimento das soluções oferecidas pelos bancos, mas sem impor padrões específicos.

Para entidades de proteção ao consumidor, essa postura abre espaço para que produtos semelhantes funcionem de formas completamente distintas entre instituições, dificultando a comparação e aumentando a probabilidade de contratações inadequadas.

Ajustes

Nos últimos meses, a expectativa era de que o Banco Central publicasse regras para harmonizar a oferta da modalidade, determinando informações obrigatórias – como juros, IOF e critérios de cobrança – e estabelecendo padrões mínimos de transparência. Os adiamentos na regulação refletiam um impasse entre o BC e os bancos, que defendiam mudanças na proposta original da área técnica.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) declarou ser favorável à existência de regras, mas negou ter pressionado o BC pela suspensão da regulamentação. A federação, entretanto, reconheceu ter pedido ajustes no texto em discussão e alegou que não havia urgência.

Operação leva ao bloqueio de R$ 6 bi do crime organizado

São Paulo (SP), 31/07/2025 - Viatura da Polícia Civil de São Paulo. Foto: PCSP/Divulgação

A segunda fase da Operação Falso Mercúrio, da Polícia Civil de São Paulo, levou ao bloqueio de até R$ 6 bilhões em contas bancárias e bens de “prestadores de serviço” para o crime organizado no estado de São Paulo.

A pedido dos investigadores, a Justiça determinou o sequestro de 257 veículos, avaliados em R$ 42 milhões, e de 49 imóveis, no valor de R$ 170 milhões.

Pelo menos 20 pessoas e outras 37 empresas tiveram as contas bloqueadas. Os bloqueios podem chegar a R$ 98 milhões em cada conta bancária.

As apurações da polícia revelaram que o grupo criminoso operava um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e atuava como “prestador de serviços” para o crime organizado.

Com cerca de 49 empresas de diversos setores, como padarias, adegas, concessionárias e fintechs, os investigados ofereciam a traficantes, estelionatários e operadores de jogos de azar, mecanismos para ocultar a origem ilícita dos valores.

De acordo com as investigações da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Paulo, há indícios de que o grupo tenha ligação direta com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Os envolvidos no crime viviam uma vida de luxo e conseguiam milhões com a atividade ilícita. Hoje, nós avançamos contra essa rede criminosa”, destacou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Os policiais descobriram ainda que um dos beneficiários do esquema é um homem foragido da Justiça, suspeito de participar da execução de Antonio Gritzbach, em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Segundo a polícia, seis suspeitos continuavam foragidos até o final da tarde desta quinta-feira (4), e 48 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a eles.

Bolsa supera os 164 mil pontos e bate terceiro recorde seguido

Sede da B3
09/03/2021
REUTERS/Amanda Perobelli

Em mais um dia de otimismo no mercado financeiro, a bolsa bateu o terceiro recorde seguido e superou os 164 mil pontos, beneficiada pelo desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre. O dólar teve leve queda e continuou próximo dos R$ 5,30, num dia favorável a países emergentes.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (4) aos 164.456 pontos, com alta de 1,67%. Ações de petroleiras, mineradoras e de bancos puxaram os ganhos.

Apenas na primeira semana de dezembro, o indicador acumula avanço de 3,38%. Em 2025, a bolsa brasileira valoriza-se 36,72%.

O mercado de câmbio teve um dia estável. O dólar comercial encerrou a quinta vendido a R$ 5,31, com recuo de apenas 0,04%. A cotação chegou a cair para R$ 5,28 por volta das 11h20, mas reduziu o ritmo de queda durante a tarde.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 14 de novembro, quando estava em R$ 5,29. A divisa cai 0,47% na primeira semana de dezembro e 14,08% no ano.

O dólar caiu perante as moedas de países emergentes. Mesmo com a alta das taxas dos títulos do Tesouro estadunidense durante a tarde, que reduziu a queda da moeda estadunidense, o câmbio fechou em baixa, próximo da estabilidade.

Em relação à bolsa, a notícia de que a economia brasileira cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre foi bem recebida. A forte desaceleração da atividade aumentou as chances de que o Banco Central (BC) comece a cortar a Taxa Selic (juros básicos da economia) em janeiro.

Juros internos mais baixos favorecem a bolsa. Isso porque as taxas menores estimulam a migração de investimentos em renda fixa, como títulos do Tesouro Nacional, para o mercado de ações.

Operação do MPPE desarticula organização de tráfico de drogas e armas; PM vazava informações para criminosos

Foto de armas, projéteis e notas de 50 e 100 reais organizados sobre um lençol
Grupo criminoso coordenava a distribuição e venda de drogas e armas

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizaddo (Gaeco), deflagrou hoje (4) uma operação nos Estados de Pernambuco e Piauí visando desmantelar uma estrutura criminosa especializada no tráfico de drogas e no comércio ilegal de armas de fogo.

A ação cumpre, ao todo, 23 mandados judiciais (11 de prisão temporária e 12 de busca e apreensão) nos dois Estados, com atividade principal nas cidades de Caruaru e Bezerros, em Pernambuco, e Teresina, no Piauí.

A Operação conta ainda com o apoio do Gaeco do MP do Piauí, das Polícias Civil, Militar e Penal, além da Polícia Judiciária Militar e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco.

As investigações identificaram uma organização criminosa violenta, voltada à comercialização de armas e drogas. O grupo atuava como distribuidor “atacadista” de drogas, coordenando o armazenamento e o abastecimento de pontos de venda na região, além de operar um fluxo de compra, venda e manutenção de armamentos e munições.

A operação identificou que um policial militar agia como informante do grupo, vazando dados sigilosos de operações policiais para alertar os líderes do tráfico sobre ações de inteligência em andamento.

Os crimes investigados são de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de arma de fogo, porte ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

O Promotor de Justiça Eduardo Aquino, do Gaeco Agreste, informou que a intenção do trabalho investigativo é erradicar o crime organizado do Estado, principalmente o que coopta agentes públicos.

“Infelizmente, tínhamos a situação de policiais militares vendendo armas e vazando informações sigilosas para o tráfico, pondo em risco a vida dos colegas de farda e do cidadão. Esperamos, com a operação, tranquilizar a grande maioria dos policiais que fazem seu trabalho honestamente”, destacou.

“O trabalho do GAECO reafirma a importância de uma atuação firme, técnica e integrada no enfrentamento ao crime, inclusive quando envolve agentes públicos. A Polícia Militar de Pernambuco não compactua com desvios de conduta e sempre colaborará com as investigações, preservando a legalidade e o compromisso com a sociedade. Ao mesmo tempo, respeitamos integralmente o contraditório e a ampla defesa, pilares essenciais do devido processo legal e da Justiça”, destacou o comandante-geral da PMPE, coronel Ivanildo Torres.

Já o delegado-geral de Pernambuco, Felipe Monteiro, elogiou o combate qualificado ao crime organizado. “Esse trabalho exige inteligência, integração e presença permanente do Estado. O GAECO simboliza exatamente essa força-tarefa contínua, que reúne Promotores de Justiça, Policiais Civis, Militares e especialistas comprometidos em desarticular organizações criminosas e proteger a sociedade pernambucana”, acrescentou.

Juri condena réu a 37 anos por matar ex-companheira

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri Popular de Santa Maria da Boa Vista condenou o réu Luciano da Silva Santos a 37 anos pelo homicídio da ex-companheira após emboscada na residência durante a madrugada e usar de meio cruel. O julgamento ocorreu na última quarta-feira, 03 de dezembro.

A atuação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) no Júri foi desenvolvida pelo Promotor de Justiça Criminal, Lício Paes Rodrigues Filho. “Com a nova lei, essa condenação pode ter sido a maior pena aplicada para este tipo de crime no Sertão. Em Santa Maria da Boa Vista vítimas e familiares encontrarão as portas do Ministério Público sempre abertas”, destacou Lício Paes.

O Júri acolheu integralmente a tese do MPPE, condenando o réu pelo homicídio da ex-mulher (art. 121-A, §1°, inciso I e §2°, incisos I e V), com o reconhecimento da forma cruel ( art.121, §2º, inciso III) e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima (art.121, §2º, inciso IV), todos do Código Penal e combinado com a Lei n°11.340/06.

O crime ocorreu em 23 de fevereiro de 2025, por volta das 03h da manhã, no Projeto Fulgêncio, Agrovila 35, zona rural de Santa Maria da Boa Vista. O réu abordou a ex-mulher deitada ainda na cama, usando meio cruel mediante golpes de arma branca e asfixia.

APOIO ÀS VÍTIMAS PELO MPPE – A mãe da vítima, mesmo residindo em outro Estado, identificou os serviços do Núcleo de Apoio às Vítimas do Ministério Público e a partir daí recebeu acolhimento e assistência do NAV/MPPE e da Promotoria de Justiça com atuação no feito, além de informações sobre o andamento processual e esclarecimentos sobre seus direitos na condição de vítima indireta. A equipe do NAV promoveu a articulação tanto com a Promotoria de Justiça quanto com Núcleo de Apoio às Vítimas do Estado de residência da mãe da vítima, assegurando assim a continuidade da assistência integral e em rede em favor da vítima, inclusive com oferta de acompanhamento psicossocial.

A coordenadora do NAV/MPPE, Promotora de Justiça Ana Clézia Ferreira Nunes, pontua que no próximo dia 15 de dezembro será lançado o Projeto Institucional Estratégico “Promotoria de Justiça de Portas Abertas às Vítimas”, iniciativa que tem entre seus principais objetivos prestar assistência integral às vítimas de feminicídio em todo o Estado, por meio da atuação direta das Promotorias de Justiça aderentes, com o apoio técnico e articulador do NAV/MPPE. E afirma que “é uma decisão da gestão do MPPE garantir às vítimas sobreviventes e aos familiares o atendimento pela Promotoria de Justiça Natural por ser um direito fundamental das vítimas.Nenhuma mulher deve ser ferida ou morta. O MPPE não deixará nenhuma vítima sobrevivente ou familiar sem assistência integral, especializada e qualificada”.

Por sua vez, o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça com atuação Criminal (CAO CRIMINAL), Promotor Fernando Della Latta Camargo, destaca que “o MPPE atuará para que os julgamentos de crimes de feminicídios no Estado aconteçam com a prioridade prevista em lei, para que o princípio da razoável duração do processo seja respeitado também para as vítimas”.

Justiça torna Bruno Henrique réu por estelionato

Bruno Henrique, do Flamengo, em jogo contra o Corinthians no Brasileirão 2021.

A Justiça do Distrito Federal decidiu, nesta quinta-feira (4), tornar o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, réu pelo crime de estelionato. A acusação está relacionada à investigação que apura a suposta participação do atleta em um esquema de manipulação de apostas na internet (Bets).

O jogador é investigado por ter forçado um cartão amarelo no jogo contra o Santos, no Campeonato Brasileiro de 2023, em Brasília, para beneficiar parentes dele que faziam apostas. Além do atleta, amigos e familiares também foram denunciados.

A decisão foi tomada pela 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O colegiado aceitou um recurso do Ministério Público para que o jogador também responda a um processo por estelionato.

Em julho deste ano, Bruno Henrique se tornou réu na primeira instância pela acusação de fraudar resultado de competição esportiva. Contudo, o juiz responsável pelo caso rejeitou a parte da denúncia que acusava Bruno Henrique de estelionato.

Após a decisão, o Ministério Público (MP) recorreu da decisão e o recurso foi julgado hoje.

Defesa

Procurada pela Agência Brasil, a defesa do jogador disse que vai recorrer da decisão para demonstrar o equívoco da denúncia do MP.

“A defesa do atleta Bruno Henrique recebeu com indignação a notícia do julgamento que acatou recurso do MPDFT para abrir ação penal quanto a um suposto crime de estelionato, fato que contraria decisão fundamentada do juiz de primeira instância”, disse a defesa.