TRE-PE identifica suspeita de uso de publicidade da Prefeitura do Recife para promoção eleitoral de João Campos e determina abertura de contratos e gastos com propaganda

Após ação do Partido Social Democrático (PSD) questionando o uso da estrutura financeira da Prefeitura do Recife para promover a candidatura de João Campos (PSB), a Justiça Eleitoral reconheceu “séria suspeita de irregularidade” na campanha publicitária intitulada “Faz gosto mostrar pro mundo”, divulgada pela gestão municipal sob a justificativa de divulgação turística.

O desembargador eleitoral Fernando Braga Damasceno endossou os questionamentos do PSD, afirmando que causa estranheza a estratégia adotada, de divulgar ações administrativas — como “Nova orla”, “4 novas pontes”, “6 novos parques” e “120 novas praças” —, justamente diante da aproximação do período eleitoral.

O relator observou que uma autêntica campanha turística não excluiria mercados emissores relevantes, especialmente capitais próximas como João Pessoa, Maceió e Natal. A ausência de publicidade fora de Pernambuco e nos estados vizinhos reforçou a suspeita de que a promoção turística possa ter servido para encobrir publicidade institucional em período vedado.

Diante disso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) determinou que a Prefeitura do Recife e a Secretaria de Turismo e Lazer — responsável pela promoção — , apresentem, em cinco dias, um detalhamento das ações.

A gestão municipal precisará apresentar à justiça a íntegra dos processos administrativos, contratos, aditivos, planos de mídia, empresas contratadas, municípios alcançados, peças produzidas, períodos de exibição, estudos de público, justificativas mercadológicas, pagamentos, notas fiscais, suplementações orçamentárias e a identificação dos agentes públicos responsáveis.

Também foi determinada a preservação integral de documentos, e-mails, mensagens, vídeos, fotografias, arquivos originais e metadados relacionados à campanha.

A retirada imediata da publicidade ainda não foi decidida. O pedido será reexaminado após a entrega dos documentos, a defesa dos representados e a manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.

Prefeitura de Caruaru promove audiência pública para construção das leis orçamentárias e do planejamento de 2027

Moradores de Caruaru participaram, na tarde desta terça-feira (28), de uma audiência pública para contribuir com a elaboração das leis orçamentárias e do planejamento municipal para 2027. Na prática, esse processo define as prioridades da administração pública, orientando como os recursos do município serão aplicados no próximo ano.

O encontro foi realizado pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) no auditório do Centro Administrativo, no bairro Universitário. Durante a audiência, a população apresentou sugestões e apontou demandas em áreas como educação, sustentabilidade, segurança, mobilidade, trânsito, infraestrutura e serviços públicos.

As contribuições foram registradas por facilitadores e servirão de base para a elaboração das peças de planejamento do município. As sugestões também serão disponibilizadas no Portal da Transparência, permitindo o acompanhamento de todo o processo pela sociedade.

“É muito importante que a gente tenha esse espaço para ser ouvida. Já participei de outras audiências e fico feliz em ver que várias solicitações da nossa comunidade foram atendidas. Isso mostra que a nossa voz faz a diferença”, destacou Nazareth Silva, representante do Instituto de Mulheres Quilombolas.

Mega-Sena acumula para R$ 86 milhões; confira os números sorteados

Bilhetes de aposta da mega-sena

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.037 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (28). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 86 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 02 – 11 – 22 – 30 – 51 – 54

38 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 63.121,17 cada
3.447 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.147,01 cada
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (30), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Raquel Lyra lidera em duas pesquisas divulgadas nesta terça: IPESP e Genial Quest

PESQUISAS IPESPE E GENIAL/QUAEST APONTAM RAQUEL LYRA NA LIDERANÇA DA DISPUTA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO 

Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta terça-feira (28) indicam a governadora Raquel Lyra (PSD) à frente da corrida pelo Governo de Pernambuco nas eleições de 2026.

Os levantamentos, realizados pelos institutos Ipespe e Genial/Quaest, mostram vantagem da atual governadora sobre o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), embora apresentem diferenças nos percentuais e nas metodologias.

No levantamento do Ipespe, encomendado pela Folha de Pernambuco, Raquel Lyra aparece com 46% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto João Campos registra 44%. A diferença de dois pontos percentuais é a mesma verificada na pesquisa anterior, realizada em junho, quando a governadora tinha 44% e o ex-prefeito 42%.

Como a distância entre os dois candidatos está abaixo da margem de erro de 3,2 pontos percentuais, o resultado caracteriza empate técnico.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra alcança 38% das citações, contra 32% de João Campos.

O levantamento também avaliou a administração estadual. Para 45% dos entrevistados, o governo Raquel Lyra é considerado ótimo ou bom; 35% avaliam como regular; 18% classificam a gestão como ruim ou péssima; e 2% não responderam.

A pesquisa ouviu 1.000 eleitores entre os dias 22 e 25 de julho, possui 95,45% de nível de confiança e margem de erro de 3,2 pontos percentuais. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-08707/2026 (TSE) e PE-00297/2026 (TRE-PE).

Quaest mostra vantagem de seis pontos

Já a pesquisa Genial/Quaest aponta Raquel Lyra com 43% das intenções de voto, enquanto João Campos aparece com 37% no cenário estimulado. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, a diferença de seis pontos está no limite da margem de erro.

Também aparecem na pesquisa Camila Falcão (UP), Ivan Moraes (PSOL) e Renan Hallais (Missão), todos com 1% das intenções de voto. Os indecisos representam 11%, enquanto 6% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer.

Na pesquisa espontânea, Raquel Lyra registra 25%, contra 18% de João Campos. O levantamento aponta ainda que 54% dos entrevistados não citaram espontaneamente nenhum candidato.

Em um eventual segundo turno, a governadora aparece com 45%, enquanto João Campos soma 39%. Outros 8% disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam, e 8% afirmaram estar indecisos.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 900 eleitores entre os dias 22 e 26 de julho, possui 95% de nível de confiança e margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os protocolos BR-03810/2026 e PE-09649/2026.

Em Pernambuco, Lula lidera com 58% e Flávio soma 20%

O segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco destaca a vantagem do atual presidente e pré-candidato à reeleição Lula (PT) na corrida pelo Planalto em Pernambuco.

Na modalidade estimulada, onde é apresentada uma lista de candidatos ao eleitor, o petista aparece com 58% das intenções de voto ante os 57% da pesquisa anterior. Em seguida, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), soma 20%. Na última amostragem, ele tinha 22%. As informações são do Blog da Folha.

A lista segue com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 3% (antes, 1%); e Renan Santos (Missão), com 2% (antes, 1%). Aparecem com 1% cada os presidenciáveis do Avante, Augusto Cury (antes, 1%), e do Mobiliza, o ex-deputado federal Cabo Daciolo (antes, 0%. Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, tem 0% ante 1% do levantamento anterior. Nenhum, brancos e nulos somam 10%, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam alcança 6%, ante 5% da amostragem de junho.

Apoio

A pesquisa perguntou também se os eleitores se sentiriam motivados a votar em possíveis pré-candidatos a governador de Pernambuco apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Flávio Bolsonaro. Para 41% dos entrevistados, o apoio não altera o voto (antes, eram 40%). Já outros 41% revelaram que o apoio diminui a chance de voto (antes, também eram 40%). Outros 16% destacaram que a aliança com os Bolsonaros aumentaria a chance de voto em um pré-candidato, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam somam 2%.

Sobre o apoio de Lula, 47% disseram que aumentam a chance de votos (antes, 45%), enquanto 18% responderam que diminui (20, na última pesquisa). Já 33% afirmaram que o apoio não muda seu voto, mesmo percentual de junho.

Avaliação

Sobre a avaliação do governo do presidente Lula, 50% das pessoas ouvidas pela pesquisa classificaram como ótimo ou bom. Já 22% definiram a gestão como regular, contra outras 26% que a definiram como ruim ou péssima. Não sabem ou não responderam chega a 2%.

Pesquisa

Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.

O segundo levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR08707/2026 e PE-00297/2026.

Entidades jurídicas divulgam notas de apoio ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes

Fachada do prédio do STF com bandeiras do Brasil e do Mercosul em primeiro plano

Entidades representativas da magistratura e da comunidade jurídica divulgaram notas públicas em apoio ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes, em razão dos ataques sofridos, reafirmando a defesa da independência do Poder Judiciário, da soberania das instituições brasileiras e do Estado Democrático de Direito.

Nos manifestos, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), o Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), a Associação Paulista do Ministério Público (APMP), a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) repudiaram as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, dirigidas ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes.

Confira as manifestações na íntegra:

AMB

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) repudia as declarações injuriosas e ofensivas proferidas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, contra integrantes dos Poderes da República do Brasil – em especial, o Poder Judiciário e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes – e contra decisões adotadas no âmbito da Justiça brasileira.

A soberania nacional pressupõe o respeito à independência entre os Poderes e à autoridade das decisões judiciais. Divergências políticas ou ideológicas não autorizam autoridades estrangeiras a atacar magistrados, questionar a legitimidade das instituições brasileiras ou interferir no processo político-eleitoral do país.

A AMB também manifesta preocupação com tentativas de desqualificar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Justiça Eleitoral e os magistrados que nela atuam – responsáveis por assegurar eleições livres, seguras, transparentes e legítimas. A Justiça Eleitoral é imprescindível para a preservação do Estado Democrático de Direito e da vontade do eleitor.

O debate público deve ocorrer dentro dos limites da civilidade, do respeito institucional e da soberania dos Estados. Ataques pessoais, insinuações contra a independência do Judiciário e manifestações destinadas a desacreditar a Justiça Eleitoral representam agressões ao próprio cidadão brasileiro.

Vanessa Ribeiro Mateus
Presidente da AMB

Ajufe

Como presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), manifesto extrema preocupação com a ofensa dirigida a um ministro do Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes, por autoridade estrangeira em passagem pelo país. O ataque, feito em solo brasileiro, não recaiu sobre um indivíduo: recaiu sobre uma decisão tomada por um magistrado no exercício do cargo.

Decisões judiciais brasileiras nascem da Constituição e das leis do país, e a elas respondem. Podem ser recorridas, criticadas, revistas pelos caminhos que o próprio ordenamento oferece.

Uma decisão pode ser questionada de muitas formas legítimas. Substituir o argumento pela ofensa não é uma delas. A independência de quem julga é a garantia de que cada cidadão terá suas causas decididas por critérios jurídicos, e não pela pressão de quem quer que seja.

Ana Lya Ferraz da Gama
Presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil

Anamatra

A Anamatra – Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho, entidade da sociedade civil que congrega e representa cerca de 3.500 magistradas e magistrados do trabalho de todo o Brasil, vem a público manifestar desagravo em favor do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, diante de agressões verbais dirigidas à sua pessoa por parte do Presidente da República Argentina, Javier Milei.

Em uma sociedade democrática, é legítima a existência de divergências políticas e de críticas às decisões e às instituições públicas. Entretanto, tais manifestações devem observar os princípios do respeito recíproco, da urbanidade e da convivência entre Estados soberanos, especialmente quando envolvem autoridades investidas em funções constitucionais.

O Supremo Tribunal Federal desempenha papel essencial de Guardião da Constituição e na preservação da ordem jurídica e do Estado Democrático de Direito. O respeito às instituições republicanas e aos seus integrantes constitui elemento indispensável para a estabilidade democrática e para o fortalecimento das relações entre as nações.

Independentemente de posicionamentos políticos ou de concordância com decisões judiciais específicas, a defesa da institucionalidade exige a rejeição de ataques pessoais, ofensas e manifestações que contribuam para o acirramento de tensões incompatíveis com o diálogo diplomático e o respeito entre os Poderes e entre os Estados.

A Anamatra reafirma o indeclinável compromisso com a independência do Poder Judiciário, com a observância da Constituição e com a preservação de um ambiente de debate público pautado pelo respeito às instituições, à democracia e ao Estado de Direito.

Brasília, 28 de julho de 2026

Valter Souza Pugliesi
Presidente da Anamatra

Apamagis

A Associação Paulista de Magistrados – Apamagis manifesta seu repúdio às declarações proferidas pelo Presidente da República Argentina, Javier Milei, em relação ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O Poder Judiciário exerce suas funções com fundamento exclusivo na Constituição da República e nas leis do País, sendo a independência judicial um dos pilares do Estado Democrático de Direito e uma garantia de todos os cidadãos.

A crítica às decisões judiciais é legítima em uma sociedade democrática. Entretanto, manifestações de autoridades estrangeiras que busquem desacreditar ou deslegitimar a atuação do Poder Judiciário brasileiro mostram-se incompatíveis com o respeito devido às instituições de um Estado soberano e com os princípios que regem as relações entre as nações.

A independência do Poder Judiciário constitui garantia constitucional indispensável à preservação da ordem jurídica, da segurança institucional e da proteção dos direitos e garantias fundamentais. Da mesma forma, o respeito à soberania nacional e às instituições da República é pressuposto das relações internacionais pautadas pela cooperação e pela não intervenção em assuntos internos.

A Apamagis reafirma seu compromisso permanente com a defesa da Magistratura, da independência judicial, do Estado Democrático de Direito e da soberania das instituições da República Federativa do Brasil.

Thiago Elias Massad
Presidente da Apamagis

IASP

O Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) manifesta preocupação com as declarações proferidas pelo Presidente da República Argentina, Javier Milei, em relação ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Em uma democracia, a crítica a decisões judiciais é legítima e integra o debate público. Espera-se, contudo, que essa crítica seja exercida com o respeito institucional compatível com as responsabilidades inerentes à Chefia de Estado, especialmente quando dirigida a integrante da Suprema Corte de outro país.

Independentemente de divergências quanto ao conteúdo de decisões judiciais, o respeito às instituições da República e à independência do Poder Judiciário constitui pressuposto essencial da convivência entre Estados soberanos, da preservação da soberania nacional e do fortalecimento do Estado Democrático de Direito.

Fiel à sua tradição, o IASP reafirma seu compromisso permanente com a defesa das instituições republicanas, da independência entre os Poderes e do diálogo respeitoso como fundamento da vida democrática.

Diogo Leonardo Machado de Melo
Presidente do IASP

APMP

A Associação Paulista do Ministério Público (APMP), por seu Presidente, manifesta repúdio às declarações do presidente da República Argentina, Javier Milei, dirigidas ao Ministro Alexandre de Moraes, Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), associado desta entidade de classe (da qual foi Primeiro-Secretario) e integrante do Ministério Público de São Paulo entre 1991 e 2002.

Manifestações de um Chefe de Estado estrangeiro que ultrapassam o debate público, atingem pessoalmente integrante do Poder Judiciário e avançam sobre a soberania brasileira, mostrando-se incompatíveis com o respeito institucional e com os princípios que devem reger as relações entre Estados soberanos.

O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica e do regime democrático. Por essa razão, sua representação não pode permanecer silente diante de manifestações que desrespeitam o Poder Judiciário brasileiro e suplantam os limites da crítica legítima.

São Paulo, 28 de julho de 2026.

Paulo Penteado Teixeira Junior
Presidente da APMP

Atricon

A Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) manifesta seu mais veemente repúdio às declarações ofensivas proferidas pelo presidente da República Argentina, Javier Milei, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e contra as instituições da República brasileira.

É inadmissível que um chefe de Estado utilize manifestações públicas para desqualificar autoridades de outro país, afrontando a independência entre os Poderes e desrespeitando a soberania nacional. Divergências políticas ou ideológicas jamais podem servir de justificativa para ataques pessoais ou para tentativas de constranger instituições responsáveis pela preservação da ordem constitucional.

A independência do Poder Judiciário constitui um dos pilares do Estado Democrático de Direito e representa garantia essencial para a efetividade da Constituição, dos direitos fundamentais e da segurança jurídica. O respeito às decisões judiciais deve ocorrer pelos meios legais e institucionais próprios, nunca por meio de ofensas ou pressões externas.

Neste momento, expressamos nossa integral solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes e reafirmamos nosso apoio ao STF, guardião da Constituição Federal, cuja atuação deve permanecer livre de qualquer ingerência ou intimidação.

Reiteramos, por fim, nosso compromisso com a defesa das instituições democráticas, da soberania do Brasil, da independência entre os Poderes e do respeito recíproco que deve orientar as relações entre Estados e autoridades públicas.

Edilson Silva
Presidente da Atricon

Frentas

A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Fresntas) manifesta irresignação diante das declarações ofensivas do presidente argentino Javier Milei contra integrantes e instituições do sistema de Justiça brasileiro. Ainda que legítima em uma democracia, a crítica a decisões judiciais não autoriza ataques pessoais a magistrados, nem tentativas de desqualificação do Poder Judiciário e das demais instituições responsáveis pela aplicação da lei.

Questões relacionadas à vida política, institucional e eleitoral do Brasil devem ser decididas, de forma democrática e soberana, pelos cidadãos brasileiros, nos termos da Constituição. A participação de autoridades estrangeiras na discussão pública deve observar os limites impostos pelo respeito entre os Estados e pela não interferência em assuntos internos.

A Fresntas reafirma seu apoio ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, às funções essenciais à Justiça e a todos os seus integrantes, que exercem atribuições indispensáveis à preservação dos direitos fundamentais, à garantia da ordem e ao equilíbrio democrático.

Consumidores podem renegociar dívidas bancárias até 31 de agosto

São Paulo (SP), 20/12/2024 - Movimento na Ladeira Porto Geral e rua 25 de Março  antes do Natal. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Programa de renegociação de dívidas de consumidores, o Desenrola Brasil 2.0 será prorrogado até 31 de agosto, anunciou nesta terça-feira (28) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo o ministro, a decisão foi tomada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dará mais um mês para que consumidores renegociem dívidas bancárias e regularizem a situação de crédito.

Durigan ressaltou que a extensão do programa será formalizada por ato do Ministério da Fazenda, que deve ser publicado até sexta-feira (31). As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, conforme o ministro, a medida não exigirá novos aportes públicos.

“Nós vamos prorrogar o programa Desenrola até o fim da vigência da medida provisória, que acontece no dia 31 de agosto.”

Mais tempo
Segundo Durigan, o prazo adicional permitirá que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.

O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, a regularização das pendências bancárias facilita o acesso ao crédito.

Entre os beneficiados, destacou Durigan, estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.

“Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tentando acessar os programas de moto, de carro, possam resolver eventuais pendências nos bancos, usando o Desenrola, para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto”, explicou.

Sem custo
O ministro afirmou que a prorrogação não terá impacto nas contas públicas, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista.

“Isso não demandará novos aportes ao FGO [Fundo de Garantia de Operações], então não há custo adicional do ponto de vista fiscal”, declarou.

Segundo Durigan, as condições de funcionamento do programa também permanecem as mesmas.

Victor Gabriel é suspenso por STJD até que Gabriel Pec volte a treinar

Victor Gabriel, zagueiro, Internacional

O jogador Victor Gabriel, do Internacional, foi punido nesta terça-feira (28) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) com suspensão até que o atacante Gabriel Pec, do Cruzeiro, retorne aos treinamentos, com prazo limitado a 180 dias.

O zagueiro do Colorado foi denunciado por jogada violenta cometida na última quarta (22), na derrota do time por 2 a 1 em jogo da Série A do Campeonato Brasileiro, em Porto Alegre. Após chegar atrasado na bola, Victor Gabriel cometeu falta que provocou uma fratura na perna esquerda do jogador cruzeirense. A decisão ainda está sujeita a recurso.

Além de ser julgado pelo artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que estabelece suspensão de uma a seis partidas em casos de jogada violenta, Victor Gabriel também foi denunciado pela Procuradoria do STJD com agravante previsto no parágrafo 3º do artigo 254.

“ A finalidade do parágrafo 3º é disciplinar e preventiva: impedir que quem produziu, por jogada violenta grave, afastamento esportivo prolongado retorne imediatamente à competição, quando as circunstâncias concretas justificam consequência mais severa”, argumentou o auditor Eduardo Xibe ao proferir seu voto.

Além de Eduardo Xibe, votaram pela aplicação do parágrafo 3º o presidente do STJD Jorge Octavio Lavocat Galvão e a auditora Aline Gonçalves Jatahy. Eles divergiram do auditor-relator Rodrigo Steinmann Bayer que votou apenas pela aplicação da suspensão de seis partidas, sem a punição mais extensa.

Após cometer a falta aos 15 minutos do segundo tempo da partida contra o Cruzeiro, Victor Gabriel foi expulso. Já Gabriel Pec deixou o campo numa maca e, após realizar exames, foi diagnosticado com fratura na tíbia. O atacante passou por cirurgia e a previsão é de que leve de três a quatro meses para se recuperar.

O zagueiro colorado recorreu às redes sociais após o fim da partida da última quarta (22) para se desculpar com Gabriel Pec. Durante a sessão do julgamento, Victor Gabriel afirmou que jamais teve a intenção de lesionar o adversário.

“Eu tive a interpretação de que chegaria primeiro na bola e cheguei. Como o campo estava bastante liso e molhado, acaba que eu acerto a bola e aí não tive tempo de recolher a perna e acabou que aconteceu essa entrada um pouco mais dura, mas sem nenhuma intenção de causar dano ao meu colega de profissão e nem maldade”, disse o zagueiro durante a sessão.

Alckmin diz que Milei presta desserviço à Argentina

São Paulo(SP) 06/02/2026 .Vice-Presidente Geraldo Alckmin no “Palestrar no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil - Sintracon” .
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, repudiou nesta terça-feira (28) as ofensas contra o Brasil proferidas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção partidária do Partido Liberal (PL), no último sábado.

A convenção oficializou a candidatura à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado, entre outros delitos.

Em entrevista após evento na capital paulista, Alckmin ressaltou que o líder argentino cometeu uma “intromissão em assuntos internos do Brasil” de maneira “absolutamente grosseira”.

“É lamentável que o presidente de um país vizinho amigo, que compõe até o Mercosul, preste um desserviço ao seu país. Porque vem ao Brasil, numa [época de] eleição, [e] não deve presidente se envolver em eleição de outro país”, disse o vice-presidente.

Alckmin não respondeu diretamente se a postura de Milei poderá afetar as relações comerciais entre os dois países, mas destacou que o Brasil é o país que mais compra produtos argentinos e o maior parceiro comercial do país vizinho.

No último sábado, em São Paulo, o presidente da Argentina ofendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com, entre outros termos, “presidiário”. Além disso, chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da trama golpista, de “lixo careca”.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou, no último domingo (26), o embaixador da Argentina no país, Daniel Raimondi, e transmitiu ao diplomata estrangeiro a repulsa do governo brasileiro à fala do presidente argentino.

Moraes dá 48h para Daniel Silveira explicar publicação de vídeo no X

Dep. Daniel Silveira (PSL - RJ)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) um prazo de 48 horas para o ex-deputado federal Daniel Silveira explicar o descumprimento da decisão que o impede de usar as redes sociais.

Silveira cumpre prisão em regime aberto e gravou um vídeo para apoiar a reeleição do senador Carlos Portinho (PL-RJ). A postagem foi feita no perfil do senador no X.

“Há expressa determinação judicial sobre a proibição de utilização de redes sociais como condição específica do regime prisional aberto imposto ao sentenciado Daniel Lucio da Silveira”, afirmou Moraes.

Em 2023, Daniel Silveira foi condenado pelo STF a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de tentativa de impedir o livre exercício dos poderes e coação no curso do processo ao proferir ofensas e ameaças contra os ministros da Corte.