Ainda é pré-campanha, mas o impulsionador já está ligado: João Campos aparece entre os que mais gastam nas redes

A cerca de 90 dias do primeiro turno das eleições de 2026, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), aparece entre os nomes que mais desembolsaram recursos para impulsionar conteúdos nas redes sociais. As informações são de uma reportagem do jornal O Globo, assinada pelo jornalista Rodrigo Castro e publicada neste domingo (12).

De acordo com o levantamento, realizado com base na Biblioteca de Anúncios da Meta, João Campos investiu R$ 203,1 mil em impulsionamentos entre os dias 6 de junho e 5 de julho, ficando na segunda colocação entre os pré-candidatos a governador analisados. O estudo levou em consideração os nomes mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais em seus respectivos estados.

O ranking é liderado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aplicou R$ 271,4 mil no período. Na sequência aparece João Campos, seguido por Zucco (PL-RS), com R$ 71,5 mil; Hana Ghassan (MDB-PA), com R$ 59,4 mil; e Arthur Henrique (PL-RR), com R$ 59,3 mil.

O levantamento reforça o peso das redes sociais na disputa eleitoral de 2026 e mostra que, mesmo antes do início oficial da campanha, os pré-candidatos já aceleram as estratégias digitais. Afinal, na política atual, antes de conquistar o voto nas urnas, parece ser necessário garantir um bom desempenho no “palco” dos algoritmos, com curtidas, alcance e muitos conteúdos impulsionados.

Justiça Eleitoral bloqueia R$ 227 mil de ex-esposa de Bolsonaro por dívida de campanha

A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil em bens e valores de Ana Cristina Valle, ex-esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para garantir o pagamento de uma dívida decorrente da reprovação das contas de sua campanha nas eleições de 2022. A decisão foi tomada no âmbito do processo de cumprimento de sentença, após a ex-candidata não quitar espontaneamente o valor que foi condenada a devolver aos cofres públicos.

Ana Cristina disputou uma vaga de deputada distrital pelo Progressistas no Distrito Federal em 2022, mas recebeu 1.485 votos e não foi eleita. Na prestação de contas, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) identificou irregularidades na comprovação de despesas custeadas com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). As contas foram rejeitadas, e a candidata foi condenada a devolver os recursos utilizados de forma considerada irregular. As informações são do jornal O GLOBO.

Caiado critica candidatura de Flávio e diz que ‘o barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora’

Pré-candidato ao Planalto e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) usou as redes sociais para alfinetar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário que enfrentará nas urnas em outubro. Em uma publicação feita no X, o goiano escreveu que “o barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora” ao comentar uma matéria jornalística que dizia que o União Brasil e o Progressistas não devem apoiar o candidato do PL na corrida presidencial.

Antes de ingressar no PSD, Caiado foi filiado ao União e enfrentou resistências dentro do partido, recém-filiado ao PP na época, para avançar com sua pré-candidatura presidencial. Em fevereiro, o ex-governador anunciou a saída da sigla e o ingresso na legenda comandada por Gilberto Kassab. No final do mês seguinte, foi anunciado como o escolhido do novo partido para concorrer à Presidência. Além dele, foram considerados os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). As informações são do jornal O GLOBO.

Em pré-campanha e na disputa pelos votos do conservador de direita, Caiado tem subido o tom contra Flávio, principalmente após as revelações da proximidade entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em agenda em Brasília nesta semana, o ex-mandatário criticou a postura do adversário diante da ameaça de um novo tarifaço americano e disse os votos no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) iriam reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

— Temos falhas de um candidato, e todo respeito a ele, do Flávio, em se colocar em uma sessão nos EUA, e dizer que adie a tributação a partir da eleição. É inaceitável isso, você tem que estar dentro do jogo para saber o peso disso para o país — disse Caiado. — Diante do cenário atual, como todas as pessoas sabem, muitos ainda não querem confessar, se você votar no Flávio, vai eleger o Lula.

Prefeitura de Caruaru inicia neste domingo programação especial de férias nos parques municipais

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal (SSB), inicia neste domingo (12) a programação “Férias nos Parques”, que seguirá também nos dias 19 e 26 de julho, sempre das 14h às 17h. Com atividades gratuitas voltadas para toda a família, a iniciativa levará aos parques municipais ecológicos atrações culturais, recreação, esporte, educação ambiental e ações de incentivo à economia criativa durante o período de férias escolares.

A programação será aberta no Parque Ecológico Municipal Severino Montenegro e no Parque Ambiental Janelas para o Rio, com brinquedos infláveis, pintura facial, show de Trio Pé de Serra, concerto da Orquestra Moriah, atividades infantis, adoção de mudas de árvores, além de pipoca, algodão-doce e da Feira da Mulher Empreendedora.

Já no dia 19 de julho, as atividades chegam ao Parque São Francisco, com Banda de Pífano, brinquedos infláveis, pintura facial, ações de educação ambiental, o projeto Esporte nos Parques, distribuição de pipoca e algodão-doce e a Feira da Mulher Empreendedora.

Encerrando a programação, no dia 26, o Parque Baraúnas receberá recreação infantil, participação dos Escoteiros de Cristo, atividades do projeto AMC – Primeira Infância Pé na Rua, ações esportivas, distribuição e adoção de mudas, guloseimas e a Feira da Mulher Empreendedora.

Festival Rock na Calçada celebra o Dia Internacional do Rock no Recife

Edição especial ocupa a Rua da Moeda, no Recife Antigo, nesta segunda-feira (13), com entrada gratuita e lineup de peso com atrações da cena independente pernambucana

O Dia Internacional do Rock, celebrado nesta segunda-feira (13), terá uma comemoração especial com mais uma edição do Festival Rock na Calçada (RNC). O evento ocupa novamente a famosa Rua da Moeda, no Bairro do Recife (Recife Antigo), às 18h, dando espaço para a nova geração do rock independente recifense. Participam da programação as  bandas Salvea, Saga HC, Kramulhão e United for Distortion.

“Desde 2015, o Rock na Calçada ocupa a cidade com um propósito claro: dar voz à música independente e manter viva a cultura alternativa de Pernambuco. Mais do que um festival, é um ponto de encontro para quem acredita que o espaço público é também espaço de resistência”, afirma Du Lopes, coordenador do evento.

Esta edição conta com uma camiseta exclusiva de colecionador, com ilustração de Cristiano Soarez, representando a força da mulher latino-americana. As peças estarão à venda no local, junto a uma dinâmica interativa com brindes exclusivos para o público.

Segundo Du Lopes, o compromisso do festival segue o mesmo:  apresentar novidades, valorizar a produção local e manter vivo o espírito de resistência que faz do RNC uma referência para o underground recifense.

“O Rock na Calçada é uma reivindicação coletiva. É a cena independente dizendo que existe, que quer ser ouvida e que a Rua da Moeda continua sendo um lugar de renovação da música independente do Recife”, afirma o coordenador do evento.

ROCK NA CALÇADA – O festival nasceu com o objetivo de difundir a música autoral produzida em Pernambuco e no Nordeste, além de reverenciar nomes do rock nacional e internacional com apresentações gratuitas em espaços públicos.

Neste ano, conta com apoio institucional da Prefeitura do Recife, por meio do RECENTRO, da Secretaria de Cultura do Recife (Secult-Recife) e da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), e parrceria do Soho Motel e da Rota do Marujo.

Para acompanhar mais detalhes do evento, acesse a página no Instagram @rocknacalcada.

SERVIÇO:
Festival Rock na Calçada 2026
Segunda (13/07), às 18h
Rua da Moeda, Bairro do Recife (Bairro do Recife), Recife-PE
Gratuito
Mais informações: linktr.ee/rocknacalcada | @rocknacalcada

Confira a programação do Rock na Calçada 2026:

18h30 — Salvea
19h30 — Saga HC
20h30 — Kramulhão
21h30 — United for Distortion

Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (10/7), a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro. A medida foi tomada após a detentora do registro do medicamento identificar no mercado unidades com características divergentes das originais.

De acordo com a resolução publicada pela agência, os seguintes lotes não podem ser comercializados, distribuídos ou utilizados:

  • Mounjaro 10 mg: lote 855044
  • Mounjaro 15 mg: lotes D880403, MJR 257 e D854901

As irregularidades incluem lotes não reconhecidos pela fabricante, números de série incompatíveis, dispositivos de aplicação fora dos padrões originais e erros de grafia na rotulagem.

Produtos sem registro

A Anvisa também proibiu a venda, distribuição, fabricação e divulgação de uma série de produtos sem registro, notificação ou cadastro na agência, fabricados por empresas sem Autorização de Funcionamento.

A medida atinge os itens das seguintes marcas:

-PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. (CNPJ: 12.316.032/0001-80):

  • Dia Forte Lótus Nutri
  • Tribulus Terrestris com Maca Natumix
  • Amora Branca Natumix
  • Sucupira Natumix
  • Espinheira Santa Natumix
  • Mounjaro Natumix
  • Ora Pro Nóbis Natumix
  • Ozempic Natural Natumix.

-Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda. (CNPJ: 48.244.369/0001-76):

  • Calm Je’s
  • Lipo Je’s
  • Bálsamo Je’s Algas Marinhas
  • Cura Je’s
  • Milagroso
  • Liberta Álcool Je’s
  • Virtuosa Je’s
  • Ouvido Bem Je’s
  • Bálsamo Je’s Colmavit 2

-Muwiz Indústria e Laboratório Ltda. (CNPJ: 08.787.804/0001-94):

  • Mega Viril Lótus Nutri.

A íntegra da Resolução 2.693/2026 pode ser consultada no Diário Oficial da União.

Dataprev abre inscrições de concurso para 212 vagas

Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio da Dataprev, e ao fundo o prédio da Controladoria Geral da União.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) está com concurso público para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva. As inscrições devem ser feitas até 6 de agosto na página da FGV Conhecimento. O valor da taxa de inscrição é R$ 110.

São oferecidas 212 vagas para Análise de Negócio de TI; Arquitetura, Engenharia e Sustentação Tecnológica; Desenvolvimento de Software; Inteligência da Informação; Segurança Cibernética e Proteção De Dados; Gestão de Serviços de TIC; Advocacia; Contabilidade; Comunicação Social; Gestão Econômico-Financeira; Administração e Governança; Engenharia; e Analista de processamento.

O edital prevê que a prova objetiva será composta por questões de conhecimentos gerais e específicos, conforme o perfil escolhido pelo candidato. No primeiro haverá questões de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Raciocínio Lógico Matemático, Atualidades e Inteligência Artificial, Legislação Acerca de Segurança da Informação e Proteção de Dados. No segundo módulo, as questões serão de conhecimento específico conforme a vaga escolhida.

A remuneração inicial é de R$ 10.685,44, com jornada de 40 horas semanais, para todos os perfis, exceto para Analista de Processamento com remuneração inicial de R$ 8.273,94 e jornada de 30 horas semanais.

As provas, elaboradas pela Fundação Getulio Vargas (FGV Conhecimento), serão realizadas em 11 de outubro, das 13h às 17h, segundo o horário oficial de Brasília.

Os locais de aplicação variam conforme o tipo de vaga. Conforme o edital, as provas serão aplicadas em Brasília, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Rio de Janeiro e São Paulo.

Inscrição em concurso para cabo da Marinha termina neste domingo

Brasília-DF 01/09/2024 Cerimônia de troca da Bandeira Nacional  na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A Marinha ficou responsável pela celebração do evento. Foto Antônio Cruz.

Termina neste domingo (12), às 23h59, o prazo de inscrição para o concurso público de admissão ao curso de formação para ingresso no corpo auxiliar de praças da Marinha em 2026.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 75. As inscrições devem ser feitas no site da Marinha.

No total, são oferecidas 400 vagas para mais de 20 habilitações de formação técnica (ensino médio): Administração; Administração Hospitalar; Contabilidade; Edificações; Enfermagem; Estatística; Geodésia e Cartografia; Gráfica; Higiene Dental; Meteorologia; Nutrição e Dietética; Patologia Clínica; Processamento de Dados; Prótese Dentária; Telecomunicações; Eletrônica; Eletrotécnica; Estruturas Navais; Marcenaria; Mecânica; Metalurgia e Motores.

O edital prevê a realização de uma prova objetiva, para verificar a formação básica e profissional do candidato conforme vaga pretendida, e uma redação dissertativa-argumentativa, que tratará de assunto considerado de “importância pela administração naval”.

Os selecionados ingressam no curso como praça especial, com o grau hierárquico de grumete (aprendiz de marinheiro), e recebem remuneração mensal (soldo e adicionais) entre R$ 1.339,00 a R$ 1.398,75. Após a formatura, os selecionados serão nomeados cabos, e passarão a receber entre R$ 3.739,30 e R$ 3.941,50.

Os valores variam conforme habilitação, disponibilidade, tempo de serviço, gratificações e auxílios eventuais.

As provas, elaboradas pelo Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM), serão realizadas em 19 cidades: Angra dos Reis (RJ), Belém (PA), Belo Horizonte (BH), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Ladário (RS), Manaus (AM), Natal (RN), Nova Friburgo (RJ), Olinda (PE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP), São Pedro da Aldeia (RJ) e Vila Velha (ES).

A data, o horário e os locais de realização das provas ainda não foram divulgados. A partir de 14 de setembro, o candidato deverá consultar o comunicado na página do SSPM para saber data, horário e locais de realização de prova.

Bolsa sobe quase 3% e fecha no maior nível desde maio

Bolsa NY

Beneficiado pelo exterior e pela inflação mais baixa que o esperado no Brasil, o mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (10) em tom positivo. A bolsa avançou quase 3% e atingiu o maior nível desde maio. O dólar caiu pela terceira sessão consecutiva e voltou a fechar na faixa de R$ 5,10.

O principal fator para o desempenho dos ativos domésticos foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que veio abaixo das expectativas e reforçou a perspectiva de novos cortes na taxa Selic, juros básicos da economia.

No exterior, investidores continuaram acompanhando os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Principais números
Ibovespa: +2,97%, aos 177.866,37 pontos
Dólar: -0,31%, a R$ 5,108
Petróleo Brent: -0,38%, a US$ 76,01 por barril
Ibovespa dispara
O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 2,97%, aos 177.866,37 pontos, registrando o maior fechamento desde 14 de maio e encerrando a sessão na máxima do dia.

O índice completou a terceira semana consecutiva de valorização, acumulando ganho de 2,18% na semana, avanço de 3,40% em julho e alta de 10,39% no ano. O volume financeiro negociado somou R$ 24,99 bilhões.

Dos 79 papéis que compõem o índice, apenas um fechou em queda.

O desempenho foi impulsionado pela divulgação do IPCA de junho. A inflação oficial desacelerou para 0,16%, após alta de 0,58% em maio, ficando abaixo das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 4,64%.

O resultado fortaleceu as expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa voltar a reduzir a taxa Selic na reunião de agosto. Juros menores tendem a favorecer o mercado acionário ao reduzir o custo de financiamento das empresas e elevar o valor presente dos lucros futuros.

Dólar recua
O dólar à vista caiu R$ 0,014 (-0,31%), encerrando o dia cotado a R$ 5,108, menor valor de fechamento desde 16 de junho. Na mínima do dia, por volta das 13h30, a cotação chegou a R$ 5,098.

Foi a terceira sessão seguida de queda da moeda estadunidense, que acumula desvalorização de 1,18% na semana, perda de 1,06% em julho e recuo de 6,94% no acumulado de 2026.

Além da reação ao IPCA, o real acompanhou o fortalecimento das moedas de outros países emergentes, em um ambiente de maior disposição dos investidores para ativos de risco, mesmo com a continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Petróleo cai
Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda pelo segundo pregão consecutivo, apesar da continuidade dos confrontos entre Estados Unidos e Irã.

Referência para as negociações internacionais, o barril do tipo Brent recuou 0,38%, encerrando cotado a US$ 76,01 por barril. Ainda assim, o produto acumulou valorização de 5,39% na semana. O barril do tipo WTI, do Texas, caiu 0,93%, para US$ 71,41.

O mercado continua monitorando a situação no Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Embora o fluxo de navios tenha diminuído desde a retomada dos ataques, a rota permanece aberta, reduzindo o temor de uma interrupção mais severa da oferta global.

Ao mesmo tempo, investidores seguem acompanhando as negociações entre Estados Unidos e Irã, que continuam influenciando as expectativas sobre o comportamento dos preços da commodity (produto primário com cotação internacional) nas próximas semanas.

Preço de alimentos recua, e inflação oficial de junho fica em 0,16%

Supermercado

Os preços dos alimentos tiveram a primeira queda desde novembro de 2025 e ajudaram a inflação oficial fechar o mês de junho em 0,16%. O resultado mensal do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o menor desde outubro de 2025.

O dado de junho mostra que a inflação perdeu força pelo quarto mês seguido. Em maio, o índice era de 0,58%. Em 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima da meta do governo de até 4,5%, mas abaixo do acumulado até maio, quando era 4,72%. Em junho de 2025, o IPCA foi de 0,24%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No semestre, a inflação acumulada fica em 3,36%. Veja o comportamento da inflação oficial nos últimos meses:

Junho: 0,16%
Maio: 0,58%
Abril: 0,67%
Março: 0,88%
Fevereiro: 0,70%
Janeiro: 0,33%
O IPCA do mês passado veio abaixo da estimativa do mercado. O relatório Focus da última segunda-feira (6), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projeta que a inflação de junho ficaria em 0,32%. Para o fim de 2026, a projeção do mercado é de 5,3%.

Alimentos
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, os alimentos representaram a maior pressão de baixa de preços.

Confira os desempenhos e os impactos em pontos percentuais (p.p.):

Alimentação e bebidas: -0,24% (-0,05 p.p.)
Habitação: 0,63% (0,10 p.p.)
Artigos de residência: 0,23% (0,01 p.p.)
Vestuário: 0,17% (0,01 p.p.)
Transportes: 0,17% (0,03 p.p.)
Saúde e cuidados pessoais: 0,23% (0,03 p.p.)
Despesas pessoais: 0,25% (0,02 p.p.)
Educação: -0,02% (0,00 p.p.)
Comunicação: 0,19% (0,01 p.p.)
Dentro do grupo alimentação, a alimentação no domicílio ficou em média 0,39% mais barata.

É a primeira deflação (inflação negativa) desde novembro de 2025 e o menor número desde agosto de 2025 (-0,83%). Já a alimentação fora do domicílio ficou em 0,15%.

Entre os produtos alimentícios, os que mais puxaram o IPCA para baixo foram:

Café moído: -3,72% (-0,02 p.p.)
Frutas: -1,58% (-0,02 p.p.)
Carnes: -0,64% (-0,02 p.p.)
Açaí (emulsão): -14,41% (-0,01 p.p.)
Óleo de soja: -2,78% (-0,01 p.p.)
Tomate: -2,02% (-0,01 p.p.)
De acordo com o analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, o recuo dos preços dos alimentícios mostram uma tendência e representam devolução de altas recentes e maior oferta de alguns produtos, como o tomate.

Habitação
A maior pressão de alta ficou com o grupo habitação. Dentro desse grupo fica o custo da energia elétrica, que subiu 1,53%, sendo o elemento que mais contribuiu para a inflação no mês. A explicação está na manutenção da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, além de reajustes em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Como o IPCA é um índice nacional, os reajustes locais entram no cálculo da inflação média do país.

Transportes
Dentro do grupo transportes, as passagens aéreas (7,12%) puxaram a inflação para cima, enquanto os combustíveis ficaram 0,48% mais baratos:

etanol: -3,09%
óleo diesel: -1,19%
gás veicular: -0,19%
gasolina: -0,12%
Espalhamento
O índice de difusão, que mostra o quanto a inflação está espalhada, foi de 54%, ou seja, mais da metade dos 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE teve aumento de preço. O dado de junho é o menor desde outubro de 2025 (52%).

Preços de serviços e monitorados
O IBGE desagrega o IPCA em dois grupos, o de serviços, que traz os preços que sofrem mais influência do aquecimento ou esfriamento da economia – ou seja, mais suscetíveis à taxa de juros – e o de preços monitorados, que costumam ser controlados por contratos, e os combustíveis.

Em junho, o grupo de serviços subiu 0,34%, menos que no mês anterior (0,40%). Já os monitorados variaram 0,29%, também menos que em maio (0,43%).

Inflação oficial
O IPCA é o índice utilizado pelo Banco Central (BC) para monitorar a política de meta de inflação.

A meta atual estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.

Desde o início de 2025, o período de avaliação é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todo, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.