STF fixa penas de 16 a 27 anos para condenados por tentativa de golpe de Estado

Foto em formato paisagem da estatua da Justiça e ao fundo o prédio do Supremo Tribunal FederalGustavo Moreno/ Supremo Tribunal Federal

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu na noite  desta quinta-feira (11) o julgamento da Ação Penal (AP) 2668 com a fixação das penas para os oito réus condenados pela tentativa de golpe de Estado. Eles integram o Núcleo 1 da tentativa de golpe, conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além das penas privativas de liberdade (prisão), também foram estabelecidas multas para sete dos réus. Todos também foram condenados a pagar, de forma solidária, uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. O valor foi imposto a todos os condenados por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ao propor as penas, o relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, disse que a sanção deveria ser aplicada na medida necessária para evitar futuras tentativas de golpe. “A reprovação e a prevenção a partir da dosimetria da pena devem ser feitas para desencorajar a tentativa de obstruir a manutenção da normalidade democrática no país e afastar a ideia de que é fácil a quebra do Estado de Direito para poder se perpetuar no poder, independentemente da vontade popular e do respeito a eleições livres e periódicas”, afirmou.

O resultado das penas foi o seguinte:

Mauro Cid (réu-colaborador), tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro 

Dois anos de reclusão em regime aberto; restituição de seus bens e valores; extensão de benefícios da colaboração para pai, esposa e filha maior; e ações da Polícia Federal para garantir segurança do colaborador e familiares. A pena foi estabelecida em seu acordo de colaboração premiada.

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República  

27 anos e três meses de pena privativa de liberdade em regime inicial fechado e 124 dias-multa (cada dia-multa no valor de dois salários mínimos à época dos fatos).

Walter Braga Netto, general da reserva, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa

26 anos de pena privativa de liberdade em regime inicial fechado e 100 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário mínimo à época dos fatos).

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF 

24 anos de pena privativa de liberdade em regime inicial fechado e 100 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário mínimo à época dos fatos).

Almir Garnier, almirante e ex-comandante da Marinha 

24 anos de pena privativa de liberdade em regime inicial fechado e 100 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário mínimo à época dos fatos).

Augusto Heleno, general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) 

21 anos de pena privativa de liberdade em regime inicial fechado e 84 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário mínimo à época dos fatos).

Paulo Sérgio Nogueira, general da reserva e ex-ministro da Defesa 

19 anos de pena privativa de liberdade em regime inicial fechado e 84 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário mínimo à época dos fatos).

Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) 

16 anos, um mês e 15 dias de pena privativa de liberdade em regime inicial fechado e 50 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário mínimo à época dos fatos).

A pena de Mauro Cid foi fixada por unanimidade. As demais foram determinadas por maioria de quatro votos. O ministro Luiz Fux propôs uma pena menor para Braga Netto e deixou de votar na dosimetria quanto aos demais, pois havia votado pela absolvição.

Crimes 

Com exceção de Ramagem, os demais sete réus foram condenados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. No caso de Alexandre Ramagem, a parte relativa a fatos ocorridos após sua diplomação como deputado federal, em dezembro de 2022 (dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado), está suspensa até o término do mandato.

Outras punições 

Por quatro votos, a Turma decidiu pela perda do mandato de deputado federal de Alexandre Ramagem e pela inelegibilidade de todos os réus por oito anos após o cumprimento da pena. Nos dois pontos, o ministro Luiz Fux deixou de votar.

Em relação a Alexandre Ramagem e Anderson Torres, a Turma determinou a perda do cargo de delegado de Polícia Federal. Fux também deixou de votar quanto a este quesito.

Para Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Paulo Sérgio e Almir Garnier, a Turma determinou, por unanimidade, que o Superior Tribunal Militar (STM) seja oficiado para analisar a Declaração de Indignidade para o Oficialato, que pode levar à perda de posto e patente militar. Este ponto não atinge Mauro Cid, já que ele teve uma pena inferior a dois anos. A comunicação deverá ser feita após o encerramento da ação e o esgotamento de todos os recursos (trânsito em julgado).

AP 2668: presidente do STF destaca missão histórica do Tribunal na conclusão do julgamento

Ministro Luís Roberto Barroso na sessão da 1ª TurmaFoto: Antonio Augusto/STF

Ao final do julgamento da Ação Penal (AP) 2668, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-integrantes de seu governo por tentativa de golpe de Estado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o Tribunal cumpriu uma missão importante e histórica de julgar, com base em evidências, autoridades civis e militares. “Ninguém sai hoje daqui feliz, mas devemos cumprir com coragem e serenidade as missões que a vida nos dá. Acredito que estejamos encerrando os ciclos do atraso na história brasileira, marcados pelo golpismo e pela quebra da legalidade constitucional”, disse.

Barroso destacou que o julgamento foi público, transparente, com respeito ao devido processo legal e baseado em provas diversas, como vídeos, textos, mensagens e confissões. Disse, ainda, estar convencido de que eventuais incompreensões com o resultado irão se transformar em reconhecimento no futuro. “As compreensões contrárias fazem parte da vida, mas só o desconhecimento profundo dos fatos ou uma motivação descolada da realidade encontrarão neste julgamento algum tipo de perseguição política”.

Para o ministro, a mensagem mais importante do julgamento é que, na vida democrática, antes da ideologia, das escolhas legítimas e das diferentes visões de mundo, tem de existir o compromisso com as regras do jogo, com as instituições e com os resultados eleitorais.

O presidente afirmou desejar que o julgamento represente uma virada de página da história brasileira e que seja possível reconstruir relações, pacificar o país e trabalhar por uma agenda comum, “verdadeiramente patriótica, com as divergências naturais da democracia, mas sem intolerância, extremismo ou incivilidade. Que possamos iniciar uma era de boa fé, boa vontade, justiça e prosperidade para todos”.

Barroso cumprimentou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo trabalho meticuloso e criterioso, o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, pela condução dos trabalhos, que classificou como impecável, e o relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, pelo trabalho hercúleo na preparação do julgamento, que considera paradigmático, “um divisor de águas na história do Brasil”.

STF condena os oito réus do Núcleo 1 da ação por tentativa de golpe de Estado

Sessão da Primeira Turma do STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os oito réus que integram o Núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado. Na tarde desta quinta-feira, o colegiado concluiu a apresentação dos votos da Ação Penal (AP) 2668. A sessão de julgamento prossegue com a discussão da chamada dosimetria, em que são definidas as penas a serem aplicadas a cada réu.

A AP 2668 tem como réus os oito integrantes do Núcleo 1 da tentativa de golpe, ou “Núcleo Crucial”, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR): o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (réu-colaborador); o ex-presidente da República Jair Bolsonaro; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.

Sete réus foram condenados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. No caso de Alexandre Ramagem, a parte relativa a fatos ocorridos após sua diplomação, em dezembro de 2022, como deputado federal (dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado) está suspensa até o término do mandato.

O placar que definiu a condenação do Núcleo 1 foi de quatro a um.  A ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin, presidente da Turma, foram os dois últimos a votar. Eles acompanharam o relator, ministro Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino, que proferiram votos na última terça (9). A única divergência foi do ministro Luiz Fux, que votou na quarta (10) pela condenação de dois réus em apenas um dos crimes pelos quais respondiam e pela absolvição dos demais.

Confira o resumo dos votos apresentados hoje:

Ministra Cármen Lúcia

Segundo a ministra, desde 2021, cultivou-se no país “um terreno social e político para semear o grão maligno da antidemocracia”, a fim de romper um ciclo democrático de quase quatro décadas no Brasil. Esse conjunto de acontecimentos, no sentido de insuflar a população, culminou nos atos de 8 de janeiro. “O 8 de janeiro de 2023 não foi um acontecimento banal depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram a passear”, disse.

Na avaliação da ministra, a PGR provou a existência de uma organização criminosa, liderada pelo então presidente Jair Bolsonaro, que implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições, a fim de prejudicar a alternância de poder e minar o livre exercício dos Poderes constitucionais, especialmente do Judiciário. Para isso, se utilizou de uma milícia digital que propagou ataques ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas.

Ainda de acordo com a ministra, a acusação comprovou um conjunto de práticas pensadas e executadas para uma radicalização social e política, com a finalidade de fabricar uma crise que daria condições para o golpe. “A tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito e a tentativa de golpe de Estado deixam patente que se trata de crime tentado, porque se fosse exaurido não estaríamos aqui a julgar”, afirmou.

Ministro Cristiano Zanin

O ministro Cristiano Zanin rejeitou todas as preliminares apresentadas pelas defesas. Reafirmou a competência do STF e da Primeira Turma para julgar o caso, destacou que os advogados tiveram acesso às provas e concluiu não haver vícios na colaboração premiada que deu origem às investigações.

Segundo o ministro, a Procuradoria-Geral da República descreveu de forma satisfatória a existência de uma organização criminosa armada, estruturada hierarquicamente, com divisão de tarefas e voltada a um projeto de poder que tinha como objetivo manter Jair Bolsonaro no comando do país, mediante a prática de atos ilícitos. “A responsabilização adequada e nos termos da lei dos agentes que buscam a ruptura institucional é elemento fundamental para a pacificação social e a consolidação do Estado Democrático de Direito”, afirmou Zanin.

O ministro destacou ainda que o chamado Núcleo 1 recorria a táticas de intimidação contra autoridades da República, disfarçadas de críticas à sua atuação, mas sustentadas em informações sabidamente falsas. Mencionou também a iminência de recorrer às Forças Armadas para impor sua vontade. “Trata-se de um expediente ameaçador voltado a constranger o livre exercício dos Poderes constituídos”, observou.

Governadora Raquel Lyra autoriza contratação de profissionais de saúde para o Complexo Hospitalar da UPE

A governadora Raquel Lyra autorizou a contratação de 24 profissionais de saúde para reforçar os quadros do Centro Universitário Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e do Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco Prof. Luiz Tavares (Procape), que fazem parte do Complexo Hospitalar da Universidade de Pernambuco (UPE). As admissões serão realizadas através de uma seleção pública simplificada. Serão seis terapeutas ocupacionais, seis médicos diaristas e 12 médicos plantonistas. O decreto será publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (12).

“O fortalecimento da UPE é uma prioridade do nosso governo, que tem realizado reformas nos prédios da universidade, lançamos no primeiro semestre um concurso para professores efetivos, além de outros investimentos que dão melhores condições de trabalho aos servidores e de aprendizagem aos estudantes, agora estamos reforçando o quadro do complexo hospitalar. Vamos aumentar a capacidade de atendimento à população, diminuindo a espera e proporcionando mais dignidade ao nosso povo”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A seleção será organizada pela UPE junto com a Secretaria de Administração (SAD) e seguirá a Lei Estadual nº 14.547/2011, que permite contratações temporárias em situações de interesse público. Os contratos terão duração de até 24 meses, podendo ser renovados pelo mesmo período, até o limite de seis anos.

Foto: Yacy Ribeiro/Secom

STF forma maioria para condenar Bolsonaro por crime de organização criminosa em ação por tentativa de golpe

Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the Marechal Rondon Communications Award ceremony at the Planalto Palace in Brasilia, on September 14, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP)

Por Ricardo Brito/do UOL

BRASÍLIA (Reuters) – A ministra Cármen Lúcia deu nesta quinta-feira o voto decisivo na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para formar maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo crime de organização criminosa no processo por tentativa de golpe de Estado.

Cármen deu o terceiro voto a favor da condenação, acompanhando o relator da ação, Alexandre de Moraes, e o colega Flávio Dino para punir o ex-presidente. Até o momento, apenas o ministro Luiz Fux votou para absolver Bolsonaro.

Bolsonaro e os demais sete réus foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Cármen Lúcia ainda votará a respeito dos outros crimes.

Depois dela, ainda votará o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.

Se condenado por todos os crimes, Bolsonaro poderá pegar até 43 anos de prisão, se considerados agravantes para os crimes.

O ex-presidente, que está em prisão domiciliar, nega todas as acusações. Ele afirma que, embora tenha tido conversas sobre a possível decretação de Estado de Sítio, jamais deu qualquer ordem nesse sentido. Alega também que estava nos Estados Unidos quando aconteceram os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Internas da Colônia Penal do Recife participam de curso profissionalizante

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), por meio da Colônia Penal Feminina do Recife (CPFR) realiza, até o dia 23 de outubro, o Curso de Corte, Costura e Sublimação para internas da unidade prisional. A iniciativa resulta de uma parceria da SEAP, por meio do Programa Novos Passos, com a Teleport Educacional.

O curso conta com a participação de 25 internas, que estão aprendendo técnicas de corte e costura de camisas, além de sublimação em diferentes materiais, como canecas, garrafas e camisas. A ação visa oferecer capacitação profissional, promovendo oportunidades de trabalho e geração de renda, tanto dentro quanto fora do sistema prisional.

As participantes recebem certificado de conclusão e têm direito à remição de pena. “É uma ação importante porque leva à pessoa em privação de liberdade a oportunidade de aprender uma profissão, que poderá ser exercida dentro e fora da unidade prisional”, destacou o gerente-geral de Ressocialização da SEAP, Augusto Sales.

Policiais penais do Cemep prendem suspeita de agredir filho menor por descumprimento de medida judicial

Policiais penais do Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas (Cemep), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), prenderam, nesta quinta-feira (11.09), no bairro do Pina, uma mulher monitorada por tornozeleira eletrônica por descumprimento de decisão judicial. Ela é suspeita de agredir o próprio filho de cinco anos de idade.

Os policiais penais do Cemep identificaram o descumprimento da decisão judicial por meio do sistema de monitoramento, que fica na sede da SEAP, em que detectou a presença da suspeita na zona de exclusão, próxima à residência da vítima. A equipe se deslocou até o local, no bairro do Pina, efetuou a prisão e a conduziu à Central de Plantões da Capital (Ceplanc) para providências cabíveis.

Maéve lança videoclipe Tocando no Raidin e anuncia trilogia audiovisual

A cantora, flautista, atriz e produtora cultural Maéve lançou, no último dia 28, o videoclipe da canção Tocando no Raidin, primeiro de uma trilogia que será apresentada ao público ainda este ano. O trabalho audiovisual reforça a identidade artística da cantora, que vem se consolidando como uma das vozes potentes da música pernambucana contemporânea.

Gravado em uma vendinha histórica de Belo Jardim — espaço que mistura bar e memória afetiva — o clipe resgata a estética e a atmosfera do agreste. “Quis trazer a cara do nosso lugar, um dos ambientes que contam a nossa história. Estou muito feliz com esse passo dado. Foi um roteiro feito com muito carinho e muito amor. E a música fala disso também, né? Sobre amor. Amor que chega e que a porta está sempre aberta”, afirma Maéve.

A trilogia será composta por dois clipes realizados pela PNAB do município de Belo Jardim (Tocando no Raidin e Miudinho) e um terceiro, Volúpia, produzido de forma independente, em parceria direta com sua equipe. Juntas, as obras reafirmam a proposta de Maéve de entrelaçar música, corpo e palavra em narrativas visuais de forte conexão com suas raízes.

Em 2025, a artista lançou o álbum Volúpia, descrito por ela como um manifesto sonoro de identidade, desejo e liberdade. O disco mistura ritmos periféricos, experimentações poéticas e memórias afetivas, mergulhando nas vivências das mulheres negras do Agreste. “Cada faixa é atravessada por amor, resistência e sensualidade. Volúpia é o que pulsa quando a gente se permite sentir, dizer e existir por inteiro”, define a cantora.

No mesmo ano, o videoclipe da faixa Sai da Minha Frente foi indicado ao Prêmio da Música de Pernambuco, na categoria Carnaval. Maéve também integrou a programação de grandes eventos, como a Festa das Marocas e o Festival Pernambuco Meu País, onde apresentou o show completo de Volúpia no polo País da Música, em Buíque, no dia 1º de agosto.

Sobre a artista

Nascida em Jaboatão dos Guararapes e com trajetória consolidada no Agreste, especialmente em Belo Jardim, Maéve é cantora, flautista, atriz, educadora musical e produtora cultural. Seu trabalho cruza música, política, ancestralidade e afeto, destacando-se como uma das vozes expressivas da cena pernambucana.

Para acessar mais conteúdos e novidades, siga Maéve no Instagram @negratinta_

Fé, espiritualidade e literatura lado a lado na XV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

A espiritualidade e a crença religiosa constituem aspectos e valores preciosos para uma grande parte da população brasileira. Em consonância com essa realidade, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco destinou espaços para editoras ligadas a importantes denominações religiosas do País. Evangélicos, católicos e espíritas estarão representados no evento por meio das editoras CPAD, Bereia, Paulus, Vozes, Vélos e Ediluz. A XV Bienal ocorre de 3 a 12 de outubro de 2025, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Com o tema “30 anos em estado de poesia”, o evento celebra essa conquista com fé no desenvolvimento da literatura local e nacional.

Para Guilherme Robalinho, um dos organizadores da Bienal, a participação de editoras ligadas a vertentes religiosas é fundamental, pois está em harmonia com as bases de pluralidade e democracia que caracterizam o evento. “Trata-se de um segmento em constante ascensão no mercado editorial, que merece e conquista cada vez mais relevância. Ignorar essa força e representatividade seria incoerente com os princípios da Bienal’, destaca.

Evangélicos

Williams Ferreira, gerente da filial da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) no Recife, destaca que no estande da companhia as pessoas vão encontrar diversos lançamentos e promoções. Segundo ele, embora carregue essencialmente a identidade evangélica pentecostal, a editora ampliou seu acervo literário de modo a fim de alcançar outras denominações. “Isto é importante pois a nossa missão vai além da placa denominacional. O objetivo da editora CPAD é levar Deus a uma sociedade ansiosa e depressiva, mas ao mesmo tempo munir os nossos irmãos da fé com produtos confiáveis para a edificação espiritual”, afirma.

Também do segmento evangélico, a Bereia atua na edição e venda de livros voltados para o público cristão desde 2012. A editora está ligada à Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), uma das maiores denominações evangélicas do estado, com cerca de 3.500 templos em todo o território pernambucano, incluindo o Templo Central em Santo Amaro, Recife.

Já a Vélos, é a editora responsável por lançar um dos grandes fenômenos do mercado editorial brasileiro:“Café com Deus Pai”. Escrito por Junior Rostirola, o livro ultrapassou o status de best-seller e se tornou um movimento cultural. A obra originou o maior podcast do Brasil, que soma mais de 169 milhões de reproduções no Spotify e chegou ao Top 10 mundial em todas as categorias em 2024. Com episódios diários de cerca de cinco minutos, a obra se consolidou no ambiente digital, sendo amplamente compartilhada por leitores, influenciadores e personalidades, transformando suas reflexões em um fenômeno coletivo que conecta diferentes gerações.

Católicos
No segmento católico, a Editora Paulus estará presente trazendo ao público um catálogo diversificado que abrange áreas como teologia, filosofia, ciências humanas, literatura infantil e espiritualidade. Fundada pelos padres paulinos, a Paulus tem como missão difundir valores cristãos e oferecer obras que dialogam com diferentes públicos, desde estudantes e pesquisadores até leitores em busca de formação espiritual e cultural.
Já a Vozes, apesar de estar associada à Igreja Católica, vai além deste universo. Criada há mais de 120 anos pelos franciscanos em Petrópolis (RJ), a Vozes se consolidou como referência em áreas como filosofia, psicologia, educação, ciências sociais e espiritualidade, sendo responsável pela publicação de clássicos que influenciam gerações de leitores. Na Bienal, o público encontrará desde importantes obras acadêmicas até títulos de reflexão espiritual e de interesse geral.

Espíritas

A Ediluz Editora/Clube do Livro Espírita participa pela décima vez da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, destinando quase toda a renda obtida com a venda de livros a projetos socioambientais no Recife e no Sertão. No estande, o público terá acesso ao maior acervo de obras espíritas do Estado, além de best-sellers nacionais, lançamentos e sessões de autógrafos com escritores do Brasil e de Portugal. Também haverá contação de histórias, inclusive em Libras, voltada tanto para crianças quanto para o público surdo.

Reconhecida por oferecer literatura que dialoga com espiritualidade, saúde mental, educação e ciências, a Ediluz atrai espíritas, leitores de outras religiões e não religiosos, interessados em reflexões sobre propósito da vida, reencarnação e continuidade da existência.

Patrimônio Cultural Imaterial do Recife

A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco foi oficialmente declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. A Lei Ordinária nº 158/2025, de autoria da vereadora Cida Pedrosa (PCdoB), foi sancionada em 29 de agosto pelo prefeito João Campos (PSB), em encontro que contou com a presença do coordenador-geral da Bienal, Rogério Robalinho, da própria vereadora e da secretária municipal de Educação, Cecília Cruz.

A Bienal é realizada com incentivo da Lei Rouanet, do Governo Federal, patrocínios da Petrobras (premium), Banco do Nordeste do Brasil e Itaú Unibanco, e é organizada pela Cia de Eventos, Ideação e Vox Produções. Apoios: Sesc, Sebrae, Secretaria de Educação da Prefeitura do Recife, Secretaria de Educação do Governo do Estado de Pernambuco, Sudene e Odilo.

Acesse a programação (em atualização):
https://bienalpernambuco.com/programacao-por-dia/
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SENAI-PE abre 55 vagas para cursos técnicos em Caruaru e Belo Jardim

O Brasil tem registrado um crescimento significativo na procura por ensino profissionalizante. De acordo com o Censo Escolar 2024, o número de matrículas em cursos técnicos chegou a 2,57 milhões, um aumento de 2,4 vezes em relação a 2023. Atento a essa demanda, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-PE) abriu 55 vagas para novos cursos técnicos em Caruaru e Belo Jardim.

Em Caruaru, estão disponíveis 30 vagas para o curso Técnico em Eletrotécnica. Já em Belo Jardim, são 25 vagas para o curso Técnico em Mecânica. Ambos serão ofertados na modalidade de Educação a Distância (EaD), com encontros presenciais aos sábados. As aulas em Caruaru ocorrerão das 9h às 18h, enquanto em Belo Jardim, das 9h às 13h. As inscrições devem ser realizadas pelo link: www.futuro.digital.

Para se matricular, é necessário estar cursando ou já ter concluído o Ensino Médio. A taxa de inscrição é de R$ 79,90. O curso de Mecânica, em Belo Jardim, tem mensalidade de R$ 396 e o curso de Eletrotécnica, em Caruaru, de R$ 301,50 mensais, ambos com 21 parcelas. Os valores são referentes a pagamentos efetuados até a data de vencimento. As aulas começam no dia 6 de outubro, e a segunda parcela vence em 10 de novembro. Para a emissão do certificado, o aluno deverá cumprir no mínimo 75% da carga horária prevista.

Sistema FIEPE – Mantido pelo setor industrial, atua no desenvolvimento de soluções para trazer ainda mais competitividade ao segmento. Além do SENAI – que atua na formação profissional e oferece serviços de metrologia e ensaios, consultorias e inovação – conta ainda com a FIEPE, o SESI e o IEL. A Federação realiza a defesa de interesse do setor produtivo e contribui com o processo de internacionalização das indústrias. Pelo SESI-PE, são oferecidos serviços de saúde e educação básica para os industriários, familiares e comunidade geral. Já o IEL-PE foca na carreira profissional dos trabalhadores, desde a seleção de estagiários e profissionais, até a capacitação deles realizada pela sua Escola de Negócios.