Cresce número de mulheres eleitas para o Congresso Nacional

Brasília (DF), 06/02/2026 –Foto feita em 03/02/2026 -  Discussão e votação de propostas legislativas.
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A bancada feminina na Câmara dos Deputados e no Senado Federal será a maior da história. Na Câmara, o número de mulheres eleitas passou de 90 para 109, um crescimento de 21%.

O resultado ocorreu apesar de uma queda no número de candidatas. Em 2022, 3.317 mulheres concorreram ao cargo de deputada federal. Em 2026 foram 2.820, uma diminuição de 24%.

Para o Senado Federal, os brasileiros elegeram doze mulheres entre as 54 vagas em disputa – maior número desde a redemocratização. Em 2018, quando também foram renovados dois terços da Casa, oito mulheres foram eleitas.

O Brasil tem, a cada legislatura, 81 senadores. Cada um deles tem um mandato de oito anos. A cada quatro anos é renovado um terço ou dois terços da Casa. Com o resultado, o número de senadoras passará dos atuais quinze para dezoito integrantes no ano que vem.

Longe da equidade
Apesar dos avanços, as mulheres seguem como minoria nas duas Casas Legislativas. Na Câmara, a bancada feminina vai representar 21% dos 513 deputados da próxima legislatura. A federação composta por PT, PCdoB e PV é a que elegeu a maior parcela de mulheres: 34 das 109 eleitas.

Já a quantidade de senadoras a partir do ano que vem chegará a 22,2% das 81 cadeiras. As eleitas neste ano tomam posse em fevereiro, com mandatos até 2035.

O Distrito Federal elegeu 2 mulheres. Como já tem uma representante, o DF passa a ser a única unidade da Federação com 3 senadoras mulheres. Já o Piauí é o único estado que nunca elegeu uma mulher senadora.

Pautas para mulheres
O aumento na quantidade de parlamentares eleitas também não se traduz, necessariamente, em políticas voltadas para as mulheres.

Essa é a avaliação da professora de Ciência Política da Universidade de Brasília Flávia Biroli. Segundo ela, a medida que o número de mulheres nos cargos eletivos aumenta, aumenta também a diversidade de pensamento dessas mulheres e algumas vão defender perspectivas patriarcais, não igualitárias.

“Você pode ter mulheres eleitas representando visões econômicas que são prejudiciais pra grande maioria das mulheres. Por exemplo, você pode ter uma mulher eleita, como é o caso da senadora Bia Kicis, que votou contra a lei de igualdade salarial entre mulheres e homens.”

Mulheres negras
A quantidade de mulheres negras eleitas também aumentou. Ao menos na Câmara dos Deputados. Um levantamento feito pela Organização Mulheres Negras Decidem contabilizou a eleição de ao menos 15 mulheres negras para deputadas federais em 2026 – aumento de 66,6% em relação a 2022, quando foram eleitas 9 deputadas negras.

Coordenadora política da organização, Tainah Pereira comemora o avanço.

“É muito interessante perceber também que a imensa maioria dessas mulheres negras que estão hoje na Câmara e que se elegeram para a próxima legislatura são mulheres jovens. Então, a gente vê uma renovação feminina e negra e acho que a gente pode ter boas expectativas em relação à atuação dessas lideranças que conseguiram chegar agora”.

Já no Senado, houve perda. Das 12 senadoras eleitas, nenhuma é negra. Eliziane Gama (PT), exerce atualmente o cargo de senadora pelo Maranhão. Ela é autodeclarada negra, mas não foi reeleita.

Outras duas candidatas negras também perderam a disputa. Mariana Silva (Rede) concorria a uma vaga por São Paulo. Ela já foi senadora pelo Acre por dois mandatos entre 1995 e 2011.

A outra foi Benedita da Silva (PT), que concorria pelo Rio de Janeiro. Benedita foi a primeira mulher negra eleita a ocupar uma cadeira no Senado em 1998. Até hoje apenas 4 mulheres negras foram senadoras.

Renovação da Câmara federal chegou a 35%; veja nova composição da Casa

Brasília – DF – 04/10/2026 - Votação do primeiro turno.   Eleitores na fila de votação no Colégio Leonardo da Vici. FOTO: Lula Marques/Agência Brasil.

Com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Câmara dos Deputados confirmou que entre os 513 deputados federais eleitos neste domingo (4), 183 vão exercer seu primeiro mandato. Esse número representa uma taxa de renovação de 35,67% dos integrantes da Casa. Os parlamentares representarão os estados e o Distrito Federal na 58ª legislatura, de 1º de fevereiro de 2027 a 31 de janeiro de 2031.

Enquanto isso, 301 deputados federais foram reeleitos, o que representa 58,6% do total de parlamentares eleitos titulares nas eleições de outubro de 2022 ou os suplentes que foram efetivados como titulares do cargo, ao longo desta 57ª legislatura.

Há ainda 29 ex-deputados federais em legislaturas anteriores à atual que voltarão à Câmara.

De acordo com a Câmara dos Deputados, o índice de novos deputados (35,6%) mantém a média de oxigenação da Casa, em relação à eleição anterior, de 2022 (39,3%).

Pretos e pardos eleitos
Os eleitos autodeclarados pretos e pardos conquistaram 135 cadeiras da Câmara dos Deputados, o que corresponde a 26,3% do total de 513 deputados federais da próxima legislatura. O número representa o encolhimento de 2,9% da bancada negra, em relação aos parlamentares federais pretos e pardos eleitos em 2022, que somou 139.

No recorte de raça e cor, a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou, ao todo, 10.206 candidaturas de pessoas negras para todos os cargos eletivos do pleito de 2026, que correspondem a 49,64% do total.

Indígenas
Entre os eleitos autodeclarados indígenas, apenas três candidatos garantiram mandato de quatro anos na Câmara dos Deputados para seguir em defesa dos povos originários e de seus territórios. São eles: o deputado reeleito Paulo Guedes (PT-MG), com 126.891 votos; a deputada Juliana Cardoso (PT-SP), reeleita com 111.904 votos; e a primeira ministra dos Povos Indígenas, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sônia Guajajara (PSol-SP), deputada federal com reeleita 54.207 votos (por quociente eleitoral).

Com este número, a bancada indígena minguou para aproximadamente 0,58% dos 513 deputados, na comparação com a eleição de 2022, quando cinco indígenas tinham sido eleitos para a Câmara. Antes deles, apenas Mário Juruna (PDT-RJ) tinha exercido o cargo, entre 1982 e 1986; e em 2018, Joenia Wapichana (Rede-RR), conseguiu uma vaga na Câmara, tornando-se a primeira mulher indígena a ser eleita para esta função.

Ao todo, a Justiça Eleitoral registrou 73 candidaturas de pessoas indígenas a deputado federal.

Gênero
Neste domingo (4), 108 mulheres foram eleitas para a próxima legislatura da Câmara dos Deputados, o que torna esta a maior bancada feminina da Casa de todos os tempos.

O número representa aumento de 18,68% em comparação com 2022, ou seja, 17 mulheres a mais do que as 91 eleitas no pleito anterior.

A advogada e professora doutora de Direito Constitucional Damares Medina comemora o número histórico de mulheres, mesmo que estas tenham posicionamentos políticos distintos em relação a pautas prioritárias.

“Porque não importa, cada uma a seu modo e à sua forma, traz a mensagem de que lugar de mulher é onde é ela quiser. Não vou submeter uma representante popular eleita a um escrutínio hermenêutico que o homem não é submetido.”

Partido
O Partido Liberal (PL) elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados e ampliou a bancada para 121 deputados na próxima legislatura. São 24 a mais que na eleição anterior, considerando projeção feita com base em 99,9% dos votos apurados, quando não há mais possibilidade de alteração do resultado.

A profissional do Direito explica o peso de ter a maior bancada da Casa. “É importante porque cada cadeira é poder. Cada uma delas significa influência, o jogo e vetores do que vai definir como a autoridade no Congresso Nacional é distribuída”, disse Damares.

A segunda colocada entre as bancadas foi a Federação Brasil da Esperança, formada pelas seguintes siglas: Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil e Partido Verde (PT-PCdoB-PV), com 88 deputados – seis a mais que na última eleição.

Confira a distribuição das bancadas partidárias na Câmara dos Deputados eleita:

PL: 121 deputados;
Federação Brasil da Esperança (PT / PCdoB / PV): 88;
Federação União Progressista (União / PP): 87;
PSD: 43;
Republicanos: 41;
MDB: 36;
Pode (Podemos): 27;
PSB: 15;
Federação PSol / Rede Sustentabilidade: 15;
PSDB / Cidadania: 11;
Novo: 10.
PRD / Solidariedade: 7
PDT: 6
Avante: 5
Missão: 1
A advogada ouvida pela Rádio Nacional explica que a formação de grandes blocos partidários garante prioridades. “Uma vez formados, esses blocos têm imenso poder na distribuição de orçamento, na distribuição de emendas parlamentares.”

Damares Medina também interpreta o recado dado pelos eleitores, neste domingo, ao eleger mais parlamentares do espectro conservador no Congresso, em um deslocamento radical entre os campos de poder opostos. Ela identifica que este não é um movimento recente.

“Se analisarmos a série histórica, desde 1988, na Constituição [Federal], podemos identificar que, pouco a pouco, o espectro político esquerdo foi perdendo a disputa ideológica, o debate intelectual”, avaliou advogada constitucionalista.

Mais votados
A eleição também produziu novos recordes de votação. O deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), de 30 anos, superou 3,11 milhões de votos e se tornou o deputado mais votado da história do país. Nikolas superar os próprios números da eleição passada (2022), quando foi o deputado mais votado do país, com 1,47 milhão de votos.

Em segundo lugar entre os mais votados para a Câmara, com 3.038.438 de votos, chegou Lucas Pavanato (PL), de 28 anos que, atualmente, é vereador do município de São Paulo e youtuber. A marca é quase o dobro da segunda colocada, a deputada Erika Hilton (PSol-SP), reeleita com 1.596.472 votos. A parlamentar que, atualmente, preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, foi a recordista de votos da bancada feminina.

Rodrigo Pinheiro faz balanço positivo das eleições e anuncia Anderson Luiz como novo secretário de Governo de Caruaru

Pedro Augusto/Blog Capital

O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, fez, nesta segunda-feira (5), no Palácio Jaime Nejaim, um balanço positivo do resultado das eleições 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor destacou a votação obtida pelos candidatos apoiados pelo grupo político e agradeceu à população pela confiança.

Entre os principais resultados, Rodrigo celebrou a reeleição de Raquel Lyra ao Governo de Pernambuco ainda no primeiro turno e ressaltou a expressiva votação da governadora em Caruaru. “Parabéns pela sua reeleição no primeiro turno”, afirmou o prefeito, ao destacar também o acolhimento recebido por Raquel durante a passagem pela cidade.

Rodrigo também comemorou a eleição de Fernando Monteiro para a Câmara Federal, destacando que Caruaru foi o município que garantiu a maior votação ao parlamentar, além da eleição de Humberto Costa para o Senado. O prefeito ainda ressaltou o desempenho de Anderson Luiz, que, embora não tenha conquistado uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco, foi o deputado estadual mais votado em Caruaru.

“Há muitos anos, há muitas eleições que um deputado estadual não tinha uma votação como essa”, afirmou Rodrigo, ao avaliar o resultado de Anderson. O prefeito também agradeceu ao aliado pela caminhada durante a campanha e destacou a votação de 31.962 votos obtida por ele.

Anderson Luiz assume Secretaria de Governo

Após o resultado das urnas, Rodrigo anunciou uma nova missão para Anderson Luiz na administração municipal. O ex-candidato a deputado estadual foi nomeado secretário de Governo de Caruaru e passa a integrar diretamente a equipe responsável pela articulação e condução das ações da gestão.

“Eu estou nomeando também hoje Anderson Luiz como nosso secretário de governo”, anunciou Rodrigo, acrescentando que ele trabalhará ao lado de Deisy e de toda a equipe para dar continuidade às ações do município.

O prefeito afirmou que a gestão seguirá concentrada na realização de obras e serviços na cidade e na zona rural, com investimentos em pavimentação, infraestrutura, saúde, educação e assistência social. “O avanço em Caruaru continua”, declarou Rodrigo, reforçando o compromisso de retribuir a confiança recebida nas urnas.

Fernando Monteiro é reeleito para o quarto mandato na Câmara Federal

O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) foi reeleito por Pernambuco, nesse domingo (4), para o quarto mandato na Câmara dos Deputados, sendo o candidato mais votado do partido no estado. Com 113.844 votos, o parlamentar renovou a confiança dos pernambucanos e garantiu mais quatro anos de atuação em Brasília. Ao longo da sua trajetória, Fernando construiu uma atuação marcada pela presença nos municípios e pela articulação de investimentos para diferentes regiões do estado.

No Sertão, Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife, o mandato tem trabalhado pela chegada de recursos e obras estruturantes, com atenção às demandas apresentadas pelas gestões municipais e pela população. Entre as principais pautas estão o fortalecimento da saúde pública, investimentos em infraestrutura e mobilidade, abastecimento de água, desenvolvimento regional, agricultura e geração de emprego, além da articulação de projetos estratégicos para melhorar a qualidade de vida dos pernambucanos.

Após a confirmação da reeleição, Fernando Monteiro agradeceu a confiança recebida nas urnas e destacou que pretende transformar o resultado em ainda mais trabalho. “Recebo os 113.844 votos com muita gratidão e, acima de tudo, com responsabilidade. A confiança renovada pelos pernambucanos me honra e reforça o compromisso de continuar trabalhando pelo nosso estado e pelos municípios. A melhor forma de retribuir essa confiança é com trabalho. Temos muito a fazer e vem muito mais pela frente. Muito obrigado, minha gente”, ressaltou.

“O grande vencedor das eleições de 2026 em Caruaru foi Rodrigo Pinheiro”, por Jorge Quintino

Por Jorge Quintino

Os números mostraram a força de uma liderança que soube construir pontes, unir forças e apresentar ao povo de Caruaru um projeto político com identidade e compromisso com a cidade.

A excelente votação da nossa governadora Raquel Lyra, a expressiva votação do senador Humberto Costa e os bons resultados de Fernando Monteiro e Rosa Amorim, nomes ligados ao nosso grupo, deram a resposta nas urnas e, mais uma vez, a aposta do prefeito Rodrigo Pinheiro se concretiza. Demonstram claramente a força desse campo político em Caruaru.

E é preciso reconhecer também a votação de Anderson Luiz. Mesmo não tendo sido eleito, de primeira, foi o mais votado da nossa cidade, foram mais de 25 mil votos, e isso não é de se deixar passar. Em uma disputa extremamente acirrada, na qual ele já concorria com nomes testados e conhecidos da cidade e do Estado, de primeira, superou os demais concorrentes em Caruaru e teve uma votação razoável, especialmente considerando que ainda era um nome pouco conhecido pela população.

Mas Anderson já se mostrou um grande quadro, além de um grande articulador, preparado e com muito potencial, e certamente terá novas oportunidades para mostrar seu trabalho.

A eleição deixou uma mensagem muito clara: Rodrigo Pinheiro saiu maior e mais forte politicamente de 2026. O caminho, mesmo árduo, já foi pavimentado.

O grande vencedor das eleições de 2026 em Caruaru foi Rodrigo Pinheiro

Por Jorge Quintino

Os números mostraram a força de uma liderança que soube construir pontes, unir forças e apresentar ao povo de Caruaru um projeto político com identidade e compromisso com a cidade.

A excelente votação da nossa governadora Raquel Lyra, a expressiva votação do senador Humberto Costa e os bons resultados de Fernando Monteiro e Rosa Amorim, nomes ligados ao nosso grupo, deram a resposta nas urnas e, mais uma vez, a aposta do prefeito Rodrigo Pinheiro se concretiza. Demonstram claramente a força desse campo político em Caruaru.

E é preciso reconhecer também a votação de Anderson Luiz. Mesmo não tendo sido eleito, de primeira, foi o mais votado da nossa cidade, e isso não é de se deixar passar. Em uma disputa extremamente acirrada, na qual ele já concorria com nomes testados e conhecidos da cidade e do Estado, de primeira, superou os demais concorrentes em Caruaru e teve uma votação razoável, especialmente considerando que ainda era um nome pouco conhecido pela população.

Mas Anderson já se mostrou um grande quadro, além de um grande articulador, preparado e com muito potencial, e certamente terá novas oportunidades para mostrar seu trabalho.

A eleição deixou uma mensagem muito clara: Rodrigo Pinheiro saiu maior e mais forte politicamente de 2026. O caminho, mesmo árduo, já foi pavimentado.

TSE vai trabalhar para diminuir a abstenção no segundo turno

Brasília (DF), 04/10/2026 - Início das votações na escola COC.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que pretende trabalhar para diminuir a abstenção de eleitores no segundo turno.

De acordo com os dados do sistema de totalização de votos do TSE, o primeiro turno registrou abstenção de 21,08%, percentual equivalente a 33,4 milhões de eleitores.

“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, afirmou.

O primeiro turno também registrou 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de nulos.

O comparecimento de eleitores foi de 125 milhões. O eleitorado apto a votar foi de 158,7 milhões.

Marca histórica

A abstenção registrada no primeiro turno é considerada a maior desde 1998, quando a Justiça Eleitoral registrou o percentual de 21,5%.

Nas eleições presidenciais de 2022, o número de eleitores faltosos foi de 20,95% na primeira etapa do pleito.

Veja os 20 estados onde o governador foi eleito no 1º turno

A eleição para governador foi encerrada no primeiro turno, neste domingo, em 20 estados. Os vencedores conseguiram alcançar mais da metade (50% mais um) dos votos válidos, sem considerar os brancos e nulos, e foram eleitos.

Do total de governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro do Norte, três no Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.

>> Veja os estados e candidatos eleitos no 1º turno: 

Alagoas

JHC (PSDB) foi eleito governador de Alagoas. JHC ficou à frente de Renan Filho (MDB). João Henrique Caldas, o JHC, foi deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Maceió em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de AlagoaS.

Amapá

O candidato Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá. Ele tem 53 anos e nasceu em San José, na Costa Rica, mas é filho de brasileiros. É médico cirurgião cardiovascular, foi eleito deputado estadual em 2014 e reeleito em 2018. Em 2020, foi eleito prefeito de Macapá e reeleito em 2024. Em março deste ano, Dr. Furlan foi afastado do cargo após indícios de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal. Logo após, ele renunciou ao mandato.

Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador da Bahia. Atual governador, Jerônimo Rodrigues é engenheiro agrônomo e professor universitário. Foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural e de Educação e secretário nacional do Desenvolvimento Territorial.

Ceará

Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará. Atual governador, Elmano de Freitas é formado em Direito. Foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual por dois mandatos. Em 2012, disputou a prefeitura da capital cearense. Foi eleito governador em 2022.

Goiás

Daniel Vilela (MDB) foi reeleito governador de Goiás. Atual governador de Goiás, Daniel Vilela assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Ronaldo Caiado. Formado em direito, foi vereador, deputado estadual e deputado federal. Também presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Maranhão

Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão. Eduardo Braide foi prefeito de São Luís por dois mandatos, eleito em 2020 e reeleito em 2024. Antes, foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal. Em 2026, deixou a prefeitura para disputar o governo do Maranhão.

Mato Grosso

Otaviano Pivetta (Republicanos) foi reeleito governador de Mato Grosso. Atual governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes. Foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador por dois mandatos.

Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel (PP)  foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul. Atual governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel iniciou sua vida pública em 2015, quando assumiu a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) no governo de Mato Grosso do Sul. Foi presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae e diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de ter sido secretário estadual de Governo e de Infraestrutura.

Minas Gerais

Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais. Cleitinho ficou à frente de Patrus Ananias (PT). Senador por Minas Gerais, Cleitinho Azevedo é empresário e músico. Foi vereador de Divinópolis e deputado estadual antes de chegar ao Senado, em 2023. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo de Minas.

Pará

Dr. Daniel (Podemos) foi eleito governador do Pará. Daniel Barbosa Santos é médico e nasceu em Açailândia (MA). Foi prefeito de Ananindeua (PA) por dois mandatos. Antes, foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará.

Paraíba

Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito governador da Paraíba. Atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro assumiu o cargo em abril de 2026, após a renúncia de João Azevêdo. Antes, foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande e vice-governador do estado.

Paraná

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná. Ele ficou à frente de Sandro Alex. Moro é natural de Maringá (PR) e ficou conhecido nacionalmente como juiz federal à frente de processos da Operação Lava Jato. Foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro e atualmente é senador pelo Paraná. Aos 54 anos, disputou pela primeira vez o governo do estado.

Pernambuco

Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco.  Atual governadora, Raquel Lyra foi deputada estadual e prefeita de Caruaru por dois mandatos. Em 2022, tornou-se a primeira mulher eleita governadora do estado.

Piauí

Rafael Fonteles (PT) foi reeleito governador do Piauí. Eleito o governador mais jovem do Piauí em 2022, Rafael Fonteles é bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Atualmente com 41 anos, é natural de Teresina e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Fonteles é professor e ocupou o cargo de secretário estadual da Fazenda do Piauí, presidindo o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) de 2019 a 2021.

Rio Grande do Sul

Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul. Luciano Zucco é militar reformado. Foi deputado estadual e, em 2022, elegeu-se deputado federal. É natural de Alegrete (RS) e tem 52 anos. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo gaúcho.

Rondônia

Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia. Marcos Rogério foi vereador de Ji-Paraná e deputado federal por dois mandatos. É senador por Rondônia desde 2019 e já disputou o governo estadual em 2022, quando chegou ao segundo turno. Em 2026, volta a concorrer ao cargo.

Roraima

Arthur Henrique (PL) foi eleito governador de Roraima. Arthur Henrique (PL) tem 45 anos e é natural de Boa Vista (RR).  Ele foi vice-prefeito e secretário municipal da capital antes de ser eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de Roraima.

Santa Catarina

Jorginho Mello (PL) foi reeleito. Natural de Ibicaré (SC), Jorginho tem 70 anos. Ele foi deputado estadual, deputado federal e senador. Formado em direito e estudos sociais, foi diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC).

São Paulo

Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo. Tarcísio é servidor público de carreira, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e graduado em engenharia no Instituto Militar de Engenharia. Fez parte da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. Trabalhou nas áreas de infraestrutura e investimento, foi presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ministro da Infraestrutura durante o governo de Jair Bolsonaro.

Sergipe

Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito para o cargo em primeiro turno. Iniciou na política em 2008, quando foi vereador de Aracaju pelo PDT. Também foi secretário municipal de Aracaju na gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, e secretário estadual  no governo de Jackson Barreto. Além disso, foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.

Raquel é reeleita governadora de Pernambuco e garante que vai retribuir a confiança do povo pernambucano com ainda mais trabalho e entrega

Consagrando a maior vitória política da história de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) foi reeleita, com 53,27% dos votos válidos, neste domingo (4). Com 2,8 milhões de votos das pernambucanas e dos pernambucanos, Raquel mostrou a força da mudança de quem fez o Estado conseguir avanços históricos em todas as áreas e que superou gabinete do ódio, fake news e crimes eleitorais para ser alçada como a primeira mulher governadora reeleita da história de Pernambuco.

Ao lado da vice-governadora, Priscila Krause (PSD), a primeira mulher a ser reeleita para o posto, a governadora disse, em coletiva de imprensa, que vai retribuir a confiança do povo pernambucano com “ainda mais trabalho, mais entrega e mais cuidado”.

“Venceu aqui o trabalho, a entrega e a verdade. A gente sempre fez política no chão, olhando o olho no olho das pessoas, onde quer que a gente estivesse. Nos Sertões, nos Agrestes, nas Zonas das Matas e na Região Metropolitana do Recife. E é com essa gratidão do povo de Pernambuco que eu tenho de dizer que eu vou retribuir toda a confiança que nos foi dada com ainda mais trabalho, mais entrega e mais cuidado. Para que cada criança esteja na creche, para que toda casa tenha direito à água na torneira e a gente vai fazer porque nós já estamos fazendo. E é com essa convicção que eu digo a vocês que o governo não começa no dia 1º de janeiro. Começa amanhã. Exatamente amanhã”, afirmou Raquel.

Raquel acompanhou, no Recife, a apuração na casa de familiares na companhia de Priscila Krause; dos seus filhos, João e Nando; do seu pai, o ex-governador João Lyra Neto; da sua mãe, Mércia Lyra, e das irmãs, Paula e Nara. Após a coletiva de imprensa da vitória, a governadora reeleita seguiu em carreata até o Marco Zero para a comemoração com as pernambucanas e pernambucanos com muita vibração.

Arthur Lira e Marina JHC são eleitos senadores por Alagoas

Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) foram eleitos senadores por Alagoas neste domingo (4), nas Eleições 2026.

Os dois terminaram entre os candidatos mais votados na disputa pelas duas cadeiras do estado no Senado Federal e garantiram mandatos de oito anos, que começam em 2027.

Com 84,71% das seções totalizadas, Marina teve 27,68% dos votos, enquanto Arthur Lira registrou 29,23%. As informações são da Revista Fórum.

A eleição para o Senado em Alagoas teve ainda Renan Calheiros (MDB), Davi Davino Filho (Republicanos), Dr. Wanderley (MDB), Alexandre Fleming (UP) e Mariedson (Democrata) entre os candidatos.

A eleição representa uma mudança na trajetória política de Arthur Lira, que exerce mandato de deputado federal desde 2011 e presidiu a Câmara dos Deputados entre 2021 e 2025. Antes de chegar ao Congresso, ele também foi vereador de Maceió e deputado estadual.

Marina JHC, por sua vez, disputou uma das vagas depois de atuar como primeira-dama de Maceió. Ela é casada com JHC (PSDB), que deixou a prefeitura da capital alagoana para concorrer ao governo do estado.

As pesquisas divulgadas na reta final mostravam os três primeiros colocados próximos. Na última Quaest, Marina aparecia com 29% dos votos válidos, Arthur Lira com 27% e Renan Calheiros com 25%, em situação de empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

Diferentemente das eleições para governador e presidente, não existe segundo turno para o Senado. Como Alagoas renovou duas cadeiras neste ano, os dois candidatos mais votados ficam com as vagas.