A governadora Raquel Lyra sancionou a Lei nº 19.241, que garante o pagamento do Auxílio Pernambuco, benefício de R$ 2,5 mil destinado às famílias afetadas pelas fortes chuvas registradas no Estado. A medida prevê investimento de R$ 8,7 milhões e atenderá pessoas que tiveram perdas materiais nos 27 municípios pernambucanos em situação de emergência. A sanção está publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (14). O projeto de lei havia sido enviado pela chefe do Executivo estadual à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde foi aprovado pelos deputados estaduais.
“Sancionei as leis que criam o auxílio emergencial destinado às pessoas que perderam tudo nas chuvas e o Fundo de Proteção e Defesa Civil, que vai agilizar as respostas às emergências e fortalecer as ações de prevenção. Esse auxílio representa R$ 2,5 mil para até 3.500 pessoas poderem recuperar o que perderam e recomeçar. O decreto já foi publicado hoje no Diário Oficial, e a Defesa Civil e a Assistência Social realizam o levantamento dos beneficiários no território”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
O auxílio será pago em parcela única e é destinado às famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico e que comprovem danos materiais causados pelas chuvas. O pagamento será realizado a partir dos dados levantados pela Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS).
Além do auxílio financeiro, a governadora também sancionou a Lei nº 19.240, que cria o Fundo de Proteção, Defesa Civil e Recuperação Ambiental de Pernambuco, voltado para ações de prevenção e resposta a emergências climáticas, como obras de contenção, drenagem e recuperação de áreas atingidas.
Na tarde desta quarta-feira, no auditório da UFPE Caruaru, Fagner dos Animais tomou posse como presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema) para o biênio 2026/2027.
O encontro reuniu representantes de diversas entidades de Caruaru e, além da posse, também contou com discussões de pautas importantes e deliberação de demandas do conselho.
“Estou à disposição, o gabinete está de portas abertas para sempre buscarmos o melhor e nos empenhar na construção de um meio ambiente mais sustentável e consciente”, destacou Fagner.
Criado pela Lei Municipal nº 6.055/2018, o Condema é um órgão consultivo e deliberativo responsável por discutir e propor diretrizes para as políticas ambientais de Caruaru, reunindo representantes do poder público e da sociedade civil para debater ações voltadas à preservação e sustentabilidade do município.
Na manhã desta quinta-feira (14), o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, participou da reinauguração da nova estrutura da UBS Caiucá I e da Farmácia Caiucá, localizada na Rua Mauá, no bairro do Caiucá. Durante o evento, o gestor aproveitou para destacar os investimentos realizados pela Prefeitura na área da saúde e fez críticas diretas à disseminação de informações falsas sobre a gestão municipal.
Em seu discurso, Rodrigo afirmou que as entregas fazem parte de uma política de investimentos contínuos no município. “Equipamentos como esse fazem parte da realidade de Caruaru. Sem conversa, sem fake news. E quem trabalha com fake news já está pagando o preço por querer toda hora mentir para a população”, declarou. O prefeito ainda reforçou que a administração busca atuar com transparência. “A gente trabalha com a verdade, do lado do bem, procurando sempre atender da melhor forma todos”, completou.
A nova UBS Caiucá I e a Farmácia Caiucá passam a funcionar em um espaço mais próximo da comunidade e devem beneficiar cerca de 3 mil moradores, ampliando o acesso à Atenção Básica e à assistência farmacêutica. A estrutura contará com atendimentos médicos e de enfermagem, vacinação, acompanhamento de gestantes, dispensação de medicamentos básicos, psicotrópicos e insulinas, além de orientação farmacêutica.
Rodrigo Pinheiro também anunciou novas entregas e obras previstas para este mês. “A gente fica muito feliz, nesse aniversário de Caruaru, de estar entregando mais um equipamento. Tem outros equipamentos de saúde que nós vamos entregar ainda este mês”, afirmou. Segundo ele, além das ações na saúde, o município segue avançando em infraestrutura urbana. “São muitas ações somente na saúde, mas claro que se juntam com novos equipamentos, mais infraestrutura e mais ruas sendo calçadas”, pontuou.
Entre os anúncios, o prefeito destacou o avanço das obras do Canal do bairro Kennedy. “Aqui pertinho tem o canal do bairro Kennedy que a gente vai começar já já. Amanhã estamos assinando a ordem de serviço do primeiro trecho”, revelou. De acordo com Rodrigo, o projeto já conta com recursos assegurados por meio de parceria entre a Prefeitura de Caruaru e o Governo Federal.
Um Natal de paz, magia, amor e alegria. É o que deseja toda direção e equipe da Lanchonete Vovó Helena, uma das mais tradicionais do interior de Pernambuco.
Fundada por Maria Helena Bezerra Barbosa e seu esposo, José Moura, o local é referência gastronômica quando o assunto é lanche rápido. Na Lanchonete VovóHelena são servido os melhores sanduíches ‘misto’ e ‘americano’ do Interior de Pernambuco.
Tudo é feito com produtos fresquinhos e a tradição do alto padrão de qualidade. Sucos, café expresso, croassaint, bolos, doces, chocolates e muito mais, são servidos diariamente.
A lanchonete fica localizada no bairro Maurício de Nassau, ao lado da antiga Casa de Saúde Bom Jesus
Na próxima segunda-feira (18), aniversário de Caruaru, toda equipe da Lanchonete Vovó Helena deseja que a cidade continue sendo a Princesinha do Agreste, líder em desenvolvimento e na geração de empregos, nos seus 169 anos de existência.
Henrique, Glayce Barbosa e toda equipe da Lanchonete Vovó Helena, mantém há mais de 40 anos a tradição de servir o melhor lanche de Caruaru, com destaque para os sanduíches misto e americano, além croassaints, bolos, sucos, café expresso, chocolates e os mais deliciosos salgados.
Com mais de 40 anos de tradição, a Lanchonete fica localizada no bairro Maurício de Nassau, ao lado do Hospital Memorial Pernambuco( antiga Casa de Saúde Bom Jesus).
Existe uma cidade no sul da China chamada Nanning que decidiu encarar o estacionamento de um jeito que nenhum urbanista brasileiro ainda teve coragem de propor em escala. Em vez de tratar as áreas de manobra e parada de veículos como superfícies mortas — aquele cinza permanente que reflete calor, acumula água e não oferece nada além de utilidade bruta —, a cidade transformou essas faixas em jardins vivos, com flores, arbustos e cobertura vegetal contínua entre as vagas. O resultado aparece nas imagens: um estacionamento que parece um parque.
A iniciativa não é cosmética. É uma resposta inteligente a um problema que as metrópoles quentes do mundo inteiro enfrentam e que o Nordeste brasileiro conhece de perto: a ilha de calor urbana. Superfícies impermeáveis de asfalto e concreto absorvem radiação solar durante o dia e a devolvem como calor noturno, elevando a temperatura das cidades em até seis graus acima das áreas rurais ao redor. Em qualquer município nordestino, seja no litoral ou no sertão, onde o verão já é rigoroso por natureza, esse efeito não é abstrato. É o que faz o ar-condicionado virar necessidade e não conforto.
O modelo de Nanning parte de um princípio que ainda parece estranho ao mercado imobiliário convencional: a área técnica pode trabalhar a favor do empreendimento. Jardins elevados sobre as faixas de estacionamento reduzem a temperatura do microclima local, melhoram a qualidade do ar, absorvem parte da água das chuvas e, de quebra, valorizam a percepção estética do conjunto. O que era custo de manutenção vira ativo. O que era problema vira solução.
Para o Nordeste, a lógica se traduz com facilidade. A vegetação nativa do bioma — bromélias, cactos ornamentais, palmas, ipês e espécies da caatinga adaptada — é exatamente aquela que suporta calor, demanda pouca irrigação e responde bem ao cultivo em canteiros elevados. Um estacionamento verde no semiárido não precisa importar tecnologia nem espécie exótica. Precisa de projeto, intenção e uma política municipal que deixe de tratar o paisagismo como despesa supérflua.
Há ainda a dimensão legal que nenhum gestor municipal pode ignorar. A Lei Federal n.º 14.489/2022, que instituiu a Política Nacional de Arborização Urbana, e as resoluções do Conama sobre permeabilidade do solo já oferecem base jurídica para que prefeituras exijam cobertura vegetal em projetos de estacionamento acima de determinado porte. Falta vontade política para transformar a norma em prática cotidiana.
O que a experiência asiática mostrou não é que aquele país tem mais dinheiro. É que a cidade decidiu ver o asfalto como oportunidade. No Nordeste, onde o sol bate forte, as chuvas chegam concentradas e o verde urbano ainda é tratado como exceção, essa decisão precisa ser tomada agora — antes que mais uma geração cresça achando normal estacionar em fornos de concreto.
Marcelo Rodrigues, professor, jurista, ambientalista, observador urbano, sertanista, consultor ambiental da @prefcaruaru , ex-secretário do Meio Ambiente do Recife.
O pré-candidato a deputado estadual Anderson Luiz (PSD) vem intensificando sua presença nas comunidades rurais de Caruaru durante a programação do São João na Roça, realizada desde o mês de abril. Ao lado do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), Anderson tem acompanhado de perto os eventos e circulado pelas localidades, mantendo contato direto com a população em um dos períodos mais tradicionais do calendário cultural do município.
Por onde passa, Anderson tem recebido demonstrações de apoio e carinho dos moradores e comerciantes da zona rural, fortalecendo sua articulação política e ampliando sua visibilidade junto às comunidades. A participação frequente nas festividades juninas também reforça a aproximação do pré-candidato com as pautas e demandas da população do campo. “É ouvindo as pessoas e estando presente nas comunidades que a gente constrói esse caminho”, destacou Anderson Luiz.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que “acredita na inocência” do senador Ciro Nogueira (PP-PI) “até que se prove o contrário”. Ciro, ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro, foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) por suposta participação no esquema de fraudes no Banco Master.
“O Ciro é um presidente de um partido importante, sofreu acusações graves, que ele, inclusive, já começou a explicar. Pelo menos, ele tem um relator no Supremo, o ministro André Mendonça, que não vai sacaneá-lo e vai dar oportunidade da defesa trabalhar, vai dar oportunidade do Ciro se explicar e provar que é inocente”, disse.
No pedido de operação contra Ciro, a PF diz que o senador recebeu “vantagens indevidas” em troca do auxílio a Vorcaro em projetos no Congresso. A PF cita “pagamentos mensais”, aquisição societária vinculada a Ciro Nogueira, pagamentos de viagens internacionais e “fruição”, pelo senador, de um imóvel do banqueiro. A defesa do parlamentar afirmou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
Flávio também negou envolvimento do publicitário Marcello Lopes, coordenador de comunicação da sua campanha, com o Banco Master. Segundo a Folha de S.Paulo, Lopes consta como estrategista de um plano de ataques coordenados contra o Banco Central (BC) que teria sido contratado por Daniel Vorcaro, do Master. “Eu sou muito grato a ele e essa é uma mentira, ele não tem absolutamente nada a ver com esse caso. Hoje já está mais do que esclarecido”, afirmou.
Pessoas próximas à equipe descrevem Lopes como alguém da estrita confiança de Flávio e com influência nas decisões da pré-campanha. Ele tem viajado com o senador, inclusive na ida que fizeram a Israel em janeiro.
O montante transferido pelo banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do longa-metragem “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, já ultrapassa o orçamento de dois dos maiores sucessos recentes do cinema brasileiro. As informações são do jornal O GLOBO.
Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, Vorcaro repassou R$ 62 milhões entre fevereiro e maio de 2025, valor que supera os R$ 28 milhões gastos em “O Agente Secreto” e os R$ 45 milhões de “Ainda Estou Aqui”, filme premiado no Oscar. O caso foi revelado nesta quarta-feira pelo The Intercept Brasil e confirmado pelo GLOBO.
O acordo teria sido intermediado pelo publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, que confirmou ter apresentado o projeto ao banqueiro a pedido do deputado federal Mario Frias (PL-SP). De acordo com Miranda, o total originalmente previsto era de R$ 134 milhões (o equivalente a quase cinco vezes o custo de O Agente Secreto), mas os repasses foram interrompidos após a prisão de Vorcaro e os escândalos de fraude envolvendo o Banco Master.
No caso de Agente Secreto, longa estrelado por Wagner Moura, o valor total da produção foi dividido entre Brasil, França, Alemanha e Holanda. Segundo dados da Ancine, a fatia brasileira foi de R$ 13,5 milhões, divididos em R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), fundo ligado ao Ministério da Cultura e operacionalizado pelo BNDES, e a diferença vêm da iniciativa privada.
Além disso, a comercialização do filme custou R$ 4 milhões, sendo R$ 750 mil do FSA. Outros R$ 3 milhões para comercialização foram bancados por meio da Lei do Audiovisual, que permite a pessoas físicas e jurídicas destinarem parte do Imposto de Renda a obras audiovisuais, selecionadas pela Ancine, por meio de patrocínio.
A disparidade fica ainda mais evidente quando comparada a produções estrangeiras da última temporada do Oscar que custaram menos do que o valor repassado por Vorcaro. “Sonhos de Trem”, produção original da Netflix dirigida por Clint Bentley e estrelada por Joel Edgerton, Felicity Jones e William H. Macy, foi filmado por US$ 10 milhões. O norueguês “Valor Sentimental”, de Joachim Trier, concorreu diretamente com O Agente Secreto na disputa por melhor filme internacional com orçamento de US$ 7,8 milhões.
Para efeito de comparação, “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou o prêmio de melhor direção e melhor ator (Wagner Moura) no Festival de Cannes, além de indicações ao Oscar. “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, levou o Oscar de melhor filme internacional e o Globo de Ouro de melhor atriz para Fernanda Torres.
“Dark Horse” é dirigido por Cyrus Nowrasteh e tem Jim Caviezel, conhecido pelo papel de Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”, no papel de Jair Bolsonaro. O filme acompanha os bastidores da campanha presidencial de 2018, incluindo o atentado sofrido pelo então candidato em Juiz de Fora, Minas Gerais. A estreia era prevista para setembro de 2026, antes da eleição para o Planalto.
Entenda o caso
A reportagem do Intercept reproduz mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário, além de registros de transferências financeiras. Entre os documentos divulgados está um áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Vorcaro na véspera da primeira prisão do banqueiro, no dia 16 de novembro, cobrando repasses em atraso. Em nota, o senador confirmou os contatos, mas afirmou ter conhecido Vorcaro apenas em dezembro de 2024, após o encerramento do governo de seu pai, e classificou o aporte como financiamento privado.
A cobrança dos recursos feita por Flávio Bolsonaro ocorreu em 8 de setembro de 2025 no momento em que os envolvidos na produção tinham dificuldades para honrar compromissos da montagem.
“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, diz o senador, em áudio enviado ao banqueiro.
Outro contato também foi feito dois meses depois, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez na Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, diz Flávio.
Segundo Miranda, o projeto chegou até ele por meio de Frias, que relatou dificuldades para captar recursos para a produção. O publicitário disse ter apresentado a proposta a Vorcaro, que teria concordado em entrar não como patrocinador, mas como investidor, com perspectiva de retorno financeiro após o lançamento.
O mesmo intermediário afirmou que a participação do banqueiro foi deliberadamente mantida fora do conhecimento público. Após a interrupção dos aportes, Frias teria captado novos investidores para concluir as filmagens, cujas identidades Miranda disse desconhecer.
Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que agora admite ter pedido e recebido dinheiro de Daniel Vorcaro para a realização de um filme sobre seu pai, negou há dois meses ter qualquer contato com o ex-dono do Banco Master, quando a Folha revelou que seu número de telefone estava na agenda do ex-banqueiro.
A coluna Mônica Bergamo mostrou em 16 de março que documentos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) revelaram que os contatos de Flávio, do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), do ex-presidente Michel Temer e de artistas como o apresentador Luciano Huck constavam da agenda de Vorcaro. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na ocasião, Flávio afirmou que nunca teve contato com o dono do Banco Master. “O número do meu telefone não é propriamente um segredo”, afirma ele, sugerindo que qualquer outra pessoa pode ter passado seu contato a Vorcaro, de acordo com a reportagem.
Nesta quarta (13), após o site Intercept Brasil revelar conversas de Flávio com Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pré-candidato do PL admitiu em nota e vídeo que conheceu o então banqueiro em dezembro de 2024 e que pediu dinheiro para o longa-metragem.
“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, escreveu o senador, em nota.
O senador disse que conheceu Vorcaro quando o governo Bolsonaro já havia acabado e não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro.
“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse Flávio.
A Folha procurou a assessoria do senador às 18h50 desta quarta (13) para questioná-lo sobre a mudança de versão, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.
Vorcaro pagou R$ 61 milhões para financiar o filme, informação revelada pelo Intercept Brasil e confirmada pela Folha.
Conforme revelado pelo Intercept, Flávio afirmou em mensagem enviada em 8 de setembro do ano passado a Vorcaro: “Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”.
As mensagens foram enviadas cinco dias depois de o Banco Central vetar a compra do Master pelo BRB (Banco Regional de Brasília). A liquidação só viria em novembro, junto com a primeira prisão de Vorcaro, ocorrida em 17 de novembro.
No dia 16 de novembro, segundo o Intercept, Flávio teria enviado outra mensagem para Vorcaro dizendo: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.
A tendência de que o presidente Lula tenha dois palanques em Pernambuco nas próximas eleições, no que depender dos gestos da governadora Raquel Lyra (PSD), vai se confirmar. Em visita à Folha de Pernambuco, nesta quarta (13), ela teceu elogios ao bom relacionamento com o governo federal.
“Pela sua generosidade, pela sua largueza, porque quando muitos pensaram, disseram que ele ia optar por um partido político ou outro, ele decidiu por Pernambuco. E para que a gente pudesse fazer parcerias no nosso estado. E essas parcerias renderam frutos”, destacou Raquel, citando a entrega da obra completa do canal do Fragoso, prevista para dezembro deste ano.
“O Estado de Pernambuco botou nessa obra agora R$ 400 milhões de reais nesses últimos 3 anos. Mas a obra estava travada no Governo Federal, travada no Tribunal de Contas, construímos mediação e as condições para que ela pudesse ser construída”, comemorou.
Entregas
“Fizemos parcerias na Minha Casa Minha Vida. A gente apresentou proposta para ser parceiro do Governo Federal. Apresentamos os melhores terrenos para construir casas e selecionamos as empresas para construir. A gente sai de uma postura passiva para uma postura ativa. Em três anos, a gente entregou 25.000 casas, seja entregando o valor da entrada para quem paga a parcela do imóvel através do Morar Bem Entrada Garantida”, detalhou Raquel.
“O maior déficit habitacional do Pernambuco é para quem ganha até dois salários mínimos, mas quem ganha até dois salários mínimos tem dinheiro para fazer poupança para poder pagar a entrada do financiamento de até R$ 20.000 na Caixa. Então, as pessoas que se inscrevem, eu nunca perguntei a elas em quem elas votaram na eleição passada ou na próxima. Então, dessa mesma forma, o Governo Federal tem nos tratado”, disse.
“E essa generosidade também é de um pernambucano que quer ver as obras acontecerem aqui. De obras que ficaram paradas no tempo, que no governo passado deixaram sair do caminho, que nem a Transnordestina, a gente retomou. A obra da Adutora do Agreste, que estava sem entregar água nas cidades, a gente retomou e estamos entregando. E quando às vezes atrasa o dinheiro do governo federal, eu boto o dinheiro na frente para o governo não parar e sou ressarcida pelo governo federal”, comentou a gestora.
“As obras de barragem estavam paradas no tempo, eu atualizei projeto, licitei e já comecei a entregar. Então, é o Governo Federal e o Governo de Pernambuco. O governo que me antecedeu brigou com três presidentes da República. E não era por bandeira ideológica, porque foi desde Dilma, passando por Temer e chegando até Bolsonaro. (…) Ou foi falta de decisão política de priorizar construir parceria. Porque a eleição se dá no tempo da eleição, cada um pode tomar seu rumo”, avaliou a governadora.“Parceria é necessária para se fazer num estado federativo e pobre como é o nosso de Pernambuco. Nós precisamos de investimento do governo federal. Precisamos para que a gente possa ir além das nossas próprias capacidades. Então, o presidente Lula, ele desde o primeiro momento disse disse que não faltaria Pernambuco. E que eu procurasse os ministros”, lembrou.
No jornal, a gestora foi recebida pelo presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro; pela vice-presidente do jornal, Mariana Costa; pelo diretor Executivo, Paulo Pugliesi; pelo diretor Operacional, José Américo; e pela editora-chefe da Folha, Leusa Santos.
O encontro também contou com a presença do assessor especial da presidência do Grupo EQM, Joni Ramos; da gerente administrativa da Folha, Ivone Palácio; da colunista de política Betânia Santana; o radialista Tarcísio Regueira (o Bocão), e demais jornalistas do jornal.
Raquel estava acompanhada do vice-presidente do PSD, André Teixeira; do secretário de Comunicação do Governo de Pernambuco, Rodolfo Costa Pinto, e a secretária executiva de Imprensa, Daniella Brito.