Datafolha mostra Marília e Humberto mantidos na liderança para o Senado

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (3), véspera do 1º turno, mostra como está a disputa pelo Senado em Pernambuco. Neste domingo (4), cada eleitor terá que votar em dois candidatos. As informações são do g1.

Pesquisa espontânea

Primeiro, o Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles votariam, sem mostrar a lista de candidatos. Essa é a pesquisa espontânea, e 46% dos entrevistados não citaram um nome na resposta. Por isso, são considerados indecisos (ao final da reportagem, veja os dados da pesquisa espontânea).

Os resultados da pesquisa espontânea ajudam a medir o grau de consolidação do voto. Quanto maior o número de indecisos na véspera, menos consolidado está o voto e maior a possibilidade de mudanças em relação ao resultado de domingo.

Pesquisa estimulada – votos válidos

Já na pesquisa estimulada, os nomes e partidos dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Cada eleitor escolhe um nome para a primeira vaga no Senado e outro para a segunda.

O dado abaixo considera os votos válidos. Esse cálculo exclui os votos em branco e nulos e, também, os eleitores indecisos.

  • Marília Arraes (PDT): 29%
  • Humberto Costa (PT): 29%
  • Mendonça Filho (PL): 16%
  • Eduardo da Fonte (PP): 14%
  • Túlio Gadêlha (PSD): 6%
  • Carlos Sant’anna (Novo): 3%
  • Pastor Gilvan Costa (Democrata): 1%
  • Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
  • Samuel Timoteo (UP): 1%
  • Mariano Macedo (PSTU): 1%
  • Mailson Neto (PCO): 0%
  • Gorett Bitu (UP): 0%

Pesquisa estimulada – Votos totais

Veja agora os números de votos totais, incluindo os votos em branco e nulos e os indecisos.

Resultado agregado (1ª e 2ª vaga)

  • Marília Arraes (PDT): 21% (eram 19% em 1º de outubro);
  • Humberto Costa (PT): 20% (eram 19%);
  • Mendonça Filho (PL): 12% (eram 12%);
  • Eduardo da Fonte (PP): 10% (eram 10%);
  • Túlio Gadêlha (PSD): 4% (eram 5%);
  • Carlos Sant’anna (Novo): 2% (eram 2%);
  • Pastor Gilvan Costa (Democrata): 1% (eram 1%);
  • Paulo Rubem Santiago (Rede): 0% (era 1%);
  • Samuel Timoteo (UP): 0% (era 1%);
  • Mariano Macedo (PSTU): 0% (era 0%);
  • Mailson Neto (PCO): 0% (era 0%);
  • Gorett Bitu (UP): 0% (era 0%);
  • Branco/nulo/nenhum: 15% (eram 16%);
  • Indecisos: 14% (eram 13%).

Voto para 1ª vaga

  • Marília Arraes: 25% (eram 21%);
  • Humberto Costa: 21% (eram 21%);
  • Mendonça Filho: 17% (eram 18%);
  • Eduardo da Fonte: 9% (eram 9%);
  • Túlio Gadêlha: 3% (eram 4%);
  • Pastor Gilvan Costa: 1% (era 1%);
  • Carlos Sant’anna: 1% (era 1%);
  • Mariano Macedo: 0% (era 0%);
  • Samuel Timoteo: 0% (era 1%);
  • Paulo Rubem Santiago: 0% (era 1%);
  • Mailson Neto: 0% (era 0%);
  • Gorett Bitu: 0% (era 0%);
  • Branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%);
  • Indecisos: 10% (eram 10%).

Voto para 2ª vaga

  • Humberto Costa: 20% (eram 16%);
  • Marília Arraes: 16% (eram 17%);
  • Eduardo da Fonte: 11% (eram 12%);
  • Mendonça Filho: 6% (eram 7%);
  • Túlio Gadêlha: 5% (eram 5%);
  • Carlos Sant’anna: 3% (eram 4%);
  • Pastor Gilvan Costa: 1% (eram 2%);
  • Paulo Rubem Santiago: 1% (era 1%);
  • Samuel Timoteo: 1% (era 1%);
  • Mariano Macedo: 0% (era 1%);
  • Mailson Neto: 0% (era 0%);
  • Gorett Bitu: não foi citada (era 0%);
  • Branco/nulo/nenhum: 17% (eram 19%);
  • Indecisos: 19% (eram 15%).

Pesquisa espontânea

  • Marília Arraes: 13% (eram 11%);
  • Humberto Costa: 13% (eram 12%);
  • Mendonça Filho: 7% (eram 6%);
  • Eduardo da Fonte: 5% (eram 4%);
  • Túlio Gadêlha: 2% (eram 1%);
  • Carlos Sant’anna: 1% (eram 1%);
  • Outras respostas: 5% (eram 4%
  • Branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%);
  • Indecisos: 46% (eram 52%).

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e ouviu 1.650 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-02404/2026.

Saiba quais situações permitem acompanhante na cabine de votação

Rio de Janeiro (RJ), 03/10/2026 – Distribuição das urnas eletrônicas aos locais de votação a partir do Polo Eleitoral do Jardim Botânico, coordenada por equipes do TRE-RJ.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pais acompanhados de crianças devem ficar atentos no dia da votação. A legislação eleitoral permite que os pequenos sejam acompanhantes na hora da votação. No entanto, dentro da cabine, quem deve digitar os números na urna é o eleitor.

Além de não poder interferir na votação, a criança também não pode comprometer o sigilo do voto.

Já os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida têm direito garantido a acompanhamento no momento da votação e ao uso de recursos de acessibilidade na urna eletrônica. Nesse caso, as normas estabelecidas pela justiça eleitoral (resolução TSE nº 23.751/2026, art. 140) dão a permissão para que o cidadão entre na cabine de votação acompanhado por uma pessoa de sua escolha, independentemente do tipo ou da causa da limitação.

O auxílio ao eleitor não exige cadastro ou requerimento prévio junto ao juiz eleitoral.

Cabe ao presidente da mesa receptora, na seção eleitoral, avaliar se é imprescindível a necessidade da ajuda e autorizar o ingresso do acompanhante na cabine, juntamente com o eleitor.

A pessoa indicada pode, inclusive, digitar os números dos candidatos na urna sob a orientação do eleitor.

Regras para o acompanhante
Para atuar como auxiliar, a pessoa indicada deve apresentar documento de identificação aos mesários.

A legislação proíbe que o acompanhante esteja a serviço da justiça eleitoral, de partidos políticos, de federações ou de coligações.

Além disso, todos os atendimentos desse tipo devem ser devidamente registrados na ata da seção, contendo o nome completo e o número do documento de quem prestou o auxílio.

Acessibilidade
O protocolo de votação dispõe de recursos específicos de acessibilidade e de tecnologias de assistência que viabilizem o exercício do voto ao eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida.

Seguem algumas normas para o eleitor com deficiência visual:

é permitido usar o alfabeto comum ou do sistema Braille para assinar a lista do caderno de votação;
receber do mesário orientação sobre o uso do sistema de áudio disponível na urna, com fone de ouvido descartável, de uso individual, fornecido pela justiça eleitoral;
receber orientação sobre o uso da marca de identificação da tecla 5 do teclado numérico da urna, que possui um ponto ou relevo tátil no centro para servir como ponto de referência espacial;
ingressar e permanecer na seção eleitoral acompanhada(o) de cão-guia durante todo o procedimento de votação.
Por fim, uma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida pode atualizar seu cadastro na justiça eleitoral no próprio dia da eleição. Basta preencher, datar e assinar o Formulário para Identificação de Eleitora e Eleitor com Deficiência para ser encaminhado ao cartório eleitoral do município ou do Distrito Federal pelos integrantes da sala de votação.

Eleições 2026: boca de urna é crime; saiba o que é proibido

Muitos

Com a aproximação do primeiro turno das Eleições de 2026, a população deve lembrar que, no dia da votação, alguns comportamentos como pedir votos, distribuir propaganda ou abordar eleitores para influenciar a escolha são proibidos. Essas práticas podem caracterizar o crime de boca de urna.

O que é a boca de urna?
A boca de urna ocorre quando há tentativa de convencer o eleitorado a votar em determinado candidato, partido, federação ou coligação no dia da eleição.

O que não pode:

distribuição de santinhos;
pedidos de voto;
formação de grupos organizados para promover candidaturas;
comícios e carreatas,
uso de alto-falantes e outras formas de propaganda eleitoral.
Até o encerramento da votação, a legislação proíbe a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado ou portando instrumentos de propaganda, quando isso caracterizar manifestação coletiva.

A manifestação individual e silenciosa do eleitor sobre a sua preferência política é liberada.

Ou seja: é permitido votar com itens como bandeiras, broches e adesivos, desde que não haja manifestação coletiva.

E nas redes sociais?
No ambiente digital, a lei considera crime a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos no dia da eleição, por parte dos candidatos. Conteúdos publicados anteriormente, no entanto, podem permanecer disponíveis.

Qual é a punição?
Quem for pego fazendo boca de urna pode ser punido com detenção de 6 meses a 1 ano, com a possibilidade de substituição pela prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de pagamento de multa.

Como denunciar?
As irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral podem ser comunicadas pelo Pardal, aplicativo da Justiça Eleitoral. A ferramenta permite o envio de denúncias pelo celular, com informação sobre o local, fotos, vídeos e áudios que ajudem na análise da ocorrência.

O aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas Google Play e App Store.

E-Título: saiba como votar usando o aplicativo do TSE

30/09/2026 - Brasília - E-título, TSE , Tribunal Superior Eleitoral , Título Eleitoral. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Para exercer o direito ao voto neste domingo (4), os eleitores poderão utilizar o e-Título, a versão digital do título de eleitor. O app pode ser utilizado desde que ele contenha a foto do eleitor.  

Apesar do uso não ser obrigatório, o aplicativo facilita o acesso às informações mais importantes no dia da votação.

Baixe o e-Título para iOS

Baixe o e-Título para Android

Identificação 

Para comprovar a identidade do eleitor, os mesários deverão conferir documentos oficiais com foto (físicos ou digitais). O e-Título, desde que tenha a foto do eleitor, pode ser utilizado nesta identificação.

Como baixar o e-Título? 

Para baixar o e-Título, é necessário acessar a AppStore ou Google Play Store e fazer o download gratuito. É importante verificar se o app aparece como “e-Título – Justiça Eleitoral Brasileira”.

Com o aplicativo aberto é preciso preencher os dados: nome completo, data de nascimento, CPF ou Título de Eleitor, e nome dos pais. Após isso, o eleitor deverá responder às perguntas de segurança exibidas na tela e criar uma senha.

Os dados informados devem ser exatamente iguais aos do último atendimento na Justiça Eleitoral. Se houver divergência, o aplicativo não validará o documento. O e-Titulo poderá ainda solicitar o reconhecimento facial, feito por meio da câmera do aparelho celular.

Funcionalidades 

Além de servir como documento de identificação, no aplicativo é possível consultar informações relevantes como o local de votação, além de emitir certidões eleitorais e justificar a ausência às urnas.

É possível votar sem o título de eleitor? 

Sim. Qualquer documento oficial com foto, físico ou digital, será aceito para identificação.

São aceitos como documento de identificação, além do e-Título, inclusive em formato digital:

  • carteira de identidade;
  • identidade social;
  • passaporte;
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei;
  • certificado de reservista;
  • carteira de trabalho física;
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Presidente do TSE diz que voto é direito fundamental dos brasileiros

Brasília (DF), 03/10/2026  - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, durante pronunciamento.
Frame TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, destacou a importância do voto como direito dos brasileiros.

“O voto é direito fundamental e o principal instrumento de participação na vida pública. Por meio dele, cada cidadã e cada cidadão dá a sua contribuição para definir os rumos do país”, disse o ministro em cadeia de rádio e televisão na noite deste sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições deste ano.

No pronunciamento, o ministro destacou a segurança, a transparência e a confiabilidade da urna eletrônica, utilizada há três décadas nas eleições brasileiras.

“A urna eletrônica, que há 30 anos integra a experiência democrática brasileira, garantirá mais uma vez esse direito. Nosso sistema de votação, que se atualiza a cada pleito, reúne mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade únicos no mundo.”

Nunes Marques garantiu que ameaças, assédio ou tentativa de interferência na vontade do eleitor serão reprimidas e fez um apelo para que os eleitores evitem espalhar desinformação.

“Peço ainda o compromisso de todas as brasileiras e de todos os brasileiros com a qualidade das informações que circulam neste momento. Em caso de dúvida, recorram aos canais oficiais da Justiça Eleitoral. Checar antes de compartilhar é uma atitude simples e eficaz, e que está ao alcance de todos”, disse.

O ministro agradeceu o trabalho e o empenho dos magistrados, promotores e servidores da Justiça Eleitoral durante esse período e, em especial, aos mesários e às mesárias que dedicarão, voluntariamente, o domingo à democracia.

Ao final do pronunciamento, Kassio Nunes Marques convidou o eleitorado a comparecer às urnas neste domingo.

“A você, eleitora e eleitor, reitero o convite para comparecer amanhã à sua seção de votação com o seu documento de identificação com foto e a cola eleitoral de papel preenchida.”

Cerca de 158,7 milhões de eleitores vão às urnas em todo o país

Os brasileiros vão às urnas neste domingo (4) para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, segundo a Justiça Eleitoral.

As escolhas feitas pelos eleitores definirão os ocupantes de cargos responsáveis por decisões que afetam diretamente a vida da população em áreas como saúde, educação, segurança pública, transporte, infraestrutura e economia.

Valparaíso (GO), 06/10/2024 - Eleitores durante dia de votação nas eleições 2024. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A votação começa às 8h e termina às 17h (horário de Brasília).

Se houver segundo turno para escolha de presidente e governadores, será no dia 25 de outubro.

Quais candidatos serão escolhidos nas eleições de 2026

Neste ano, os eleitores votarão em até seis candidatos: presidente da República (e vice-presidente), governador (e vice-governador), dois senadores por estado, deputado federal, e deputado estadual ou distrital, no caso do Distrito Federal.

As eleições definirão a composição do Poder Executivo federal e estadual e renovarão parte do Poder Legislativo para os próximos anos.

Como será a votação

A ordem de votação definida pela Justiça Eleitoral será:

  • deputado federal (quatro dígitos);
  • deputado estadual ou distrital (cinco dígitos);
  • primeiro senador (três dígitos);
  • segundo senador (três dígitos);
  • governador (dois dígitos);
  • presidente da República (dois dígitos).

Neste pleito, cada eleitor deverá escolher dois candidatos ao Senado, já que duas vagas por unidade da Federação estarão em disputa.

Recomendações

A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor consulte antecipadamente o local de votação, verifique sua situação eleitoral e, se desejar, baixe o aplicativo e-Título.

Outra orientação é levar anotados os números dos candidatos escolhidos para agilizar a votação.

O uso de telefone celular na cabine continua proibido.

Antes de confirmar cada voto, o eleitor deve conferir, na tela da urna eletrônica, a fotografia, o nome e o partido do candidato. Em caso de erro, basta apertar a tecla “Corrige” e refazer o procedimento.

Perfil do eleitorado

As eleições de 2026 reúnem o maior eleitorado da história brasileira. Do total de eleitores aptos, 141.321.493 já têm biometria cadastrada, o equivalente a 89,01% do eleitorado, segundo a Justiça Eleitoral.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, há 605,8 mil eleitores de 16 anos e pouco mais de 1 milhão de eleitores com 17 anos – faixas etárias para as quais o voto é facultativo.

Candidatos

A disputa também é marcada pelo grande número de candidatos. A Justiça Eleitoral registra cerca de 21 mil pedidos de candidatura. Mais da metade está concentrada nas eleições para as assembleias legislativas e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

São cerca de 11,3 mil candidatos a deputado estadual e 433 a deputado distrital, totalizando cerca de 11,7 mil concorrentes nesses cargos.

Para a Câmara dos Deputados, foram registrados 7.803 candidatos.

Conquista da democracia

O direito ao voto nem sempre esteve ao alcance de todos os brasileiros. Ao longo da história do país, diferentes grupos foram excluídos do processo eleitoral. Mulheres, analfabetos, populações indígenas e pobres estiveram, em diferentes períodos, impedidos de participar das eleições.

Mais recentemente, durante a ruptura institucional instaurada pela ditadura militar, voto e direitos políticos sofreram restrições, e candidaturas foram cassadas, em meio a eleições indiretas para determinados cargos.

Os analfabetos voltaram a ter direito ao voto em 1985. Já os direitos políticos foram consolidados na Constituição Federal de 1988.

Nesse contexto, cabe à Justiça Eleitoral organizar o processo eleitoral, de forma a garantir o exercício do voto como pilar da democracia brasileira.

Em material institucional da série Voto Limpo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define o voto como “a maior expressão da cidadania” e destaca que ele garante à população o direito de escolher seus representantes para a condução do país.

Caruaru terá grande carreata com Raquel Lyra neste sábado; Rodrigo, Anderson e Fernando convocam apoiadores

A reta final da campanha eleitoral promete movimentar as ruas de Caruaru neste sábado (3). A cidade será palco de uma grande carreata com a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), em um ato que contará com a participação do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), do candidato a deputado estadual Anderson Luiz (PSD) e do deputado federal Fernando Monteiro (PSD).

A mobilização deve reunir apoiadores, lideranças políticas e eleitores em uma demonstração de força da campanha de Raquel no município. O grupo pretende percorrer as ruas de Caruaru levando a mensagem da candidatura e reforçando a parceria política construída na cidade.

O convite para a carreata foi reforçado por Rodrigo Pinheiro, Anderson Luiz e Fernando Monteiro, que esperam uma participação expressiva da população neste último fim de semana antes do primeiro turno.

A concentração está marcada para as 14h55, no Parque de Eventos Luiz Lua Gonzaga, de onde os participantes seguirão pelas ruas de Caruaru.

Serviço
📍 Local de concentração: Parque de Eventos Luiz Lua Gonzaga
📅 Data: sábado (3)
⏰ Horário: 14h55

Dr. Tarcisio Reis propõe ampliar contratos com hospitais filantrópicos para reduzir filas no SUS

Fortalecer os hospitais filantrópicos do interior por meio da ampliação das contratualizações com o Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das propostas do cirurgião oncológico e intensivista Dr. Tarcisio Reis, candidato a deputado estadual pela Federação União Progressista, na chapa formada pelo candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e pelo deputado federal e candidato à reeleição Lula da Fonte (PP). Presidente da Comissão de Saúde da Federação, Dr. Tarcisio defende ampliar a oferta de hemodiálise, endoscopia digestiva alta (EDA), colonoscopia e procedimentos de média complexidade, reduzindo filas e aproximando o atendimento da população.

Segundo o candidato, muitos hospitais filantrópicos já possuem estrutura e equipes qualificadas, mas atendem abaixo da capacidade por limitações nos contratos firmados com o poder público. A proposta é ampliar essas contratualizações para que mais pacientes sejam atendidos perto de casa. “Os hospitais filantrópicos chegam onde muitas vezes o Estado não consegue chegar. Ao ampliar os contratos, aumentamos a oferta de exames e tratamentos especializados, reduzimos filas e garantimos atendimento mais próximo da população”, afirma.

Dr. Tarcisio destaca que a medida também reduzirá a necessidade do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), diminuindo os deslocamentos de pacientes para a capital, desafogando os grandes hospitais da Região Metropolitana do Recife e fortalecendo a regionalização da saúde. “Precisamos fazer a saúde chegar às pessoas. Investir na rede filantrópica é fortalecer o SUS, ampliar o acesso aos serviços especializados e oferecer um atendimento mais digno e eficiente para quem vive no interior de Pernambuco”, conclui.

Coronel Feitosa lota o Clube dos Oficiais com milhares de apoiadores na reta final da campanha

O deputado estadual Coronel Feitosa reuniu milhares de pessoas na noite desta quinta-feira (1º) no Clube dos Oficiais PM/CBM-PE, na Boa Vista, Recife. O salão lotou além da capacidade, havia gente do lado de fora. Uma demonstração inequívoca de força na reta final da campanha.

Feitosa chegou de carreata ao lado de Carlos Sant’Anna, candidato ao Senado e segundo indicado por Flávio Bolsonaro. Ao descer, foi recebido pela esposa Adellie e pela filha Beatriz, com quem entrou no salão em meio a gritos e uma recepção calorosa.

Durante o evento, foi exibido um vídeo em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reafirmando a lealdade e a afinidade que Coronel Feitosa mantém com o líder conservador e com o projeto político que ele representa para o Brasil.

No discurso, foi direto ao ponto: a luta que ele trava há anos dentro da Assembleia Legislativa é a mesma luta do povo pernambucano, contra a violência, contra o custo de vida, por um Brasil que funcione para quem trabalha. Uma causa que Jair Bolsonaro levantou e que Flávio Bolsonaro, seu indicado, vai dar continuidade.

No próximo domingo (4), os eleitores pernambucanos decidem nas urnas.

Trumps são ‘bonzinhos’ perto de Bolsonaros, diz revista alemã

A relação da família Bolsonaro com a política brasileira é destaque de uma reportagem na revista alemã Der Stern publicada nesta semana, antes do primeiro turno das eleições presidenciais que têm Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro, e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como principais concorrentes.

“Os Trumps parecem uma família boazinha do subúrbio perto do clã Bolsonaro”, é o título da matéria, que aborda o grande número de membros da família do ex-presidente que resolveram fazer carreira na política. As informações são da Folha de S. Paulo.

“Neste 4 de outubro, um total de 18 Bolsonaros vão se candidatar nas eleições brasileiras, entre eles oito pessoas do núcleo da família”, diz o texto, apontando as candidaturas de Michelle Bolsonaro para o Senado; do irmão de Jair, Renato Bolsonaro, para deputado federal; de primos e, claro, dos filhos: Flávio (para presidente), Carlos Bolsonaro (Senado) e Renan Bolsonaro (deputado federal).

Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, foi condenado à prisão por tentar coagir a Justiça e vive foragido nos Estados Unidos, mantendo contato com aliados do presidente Trump.

“Não existe nenhum Bolsonaro que não está na política. A não ser a filha Laura, 15. Sobre o nascimento de uma menina após quatro filhos homens, Jair, conhecido pela postura machista, disse uma vez: ‘Da quinta vez, eu fraquejei, e nasceu uma menina’”, acrescenta a Stern.

A revista alemã também lembra que outros dez candidatos nas eleições deste ano levam o nome de Bolsonaro, mesmo sem relações de parentesco, para tentar ter mais visibilidade.

“Entrar na política brasileira é altamente lucrativo. Isso ocorre, por um lado, por causa dos altos salários, mas mais ainda por causa do dinheiro que os políticos podem colocar no bolso durante os mandatos. Não é incomum que eles virem milionários enquanto estão no cargo”, afirma a revista.

“Na política brasileira há um citado que diz: ‘todos os políticos são ladrões’. Soa como puro cinismo contra a política. No entanto, é bem próximo da verdade”, diz a matéria.

Uma dinastia do tamanho do clã Bolsonaro não tem precedentes na política mundial, acrescenta ainda a Stern. A publicação compara a presença da família do ex-presidente com outras linhagens, como os ultradireitistas Le Pen, na França, e o republicano George W. Bush.

No entanto, diz a socióloga Débora Messenberg Guimarães, da Universidade de Brasília, ouvida para a matéria, essas dinastias existem apenas em “amplitude regional e em menor número”. “Oito membros de uma família se candidatarem para uma eleição de uma só vez é um possivelmente um recorde mundial”, aponta Messenberg, citada no texto.

A revista alemã também destaca a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e a prisão domiciliar do ex-presidente, além das investigações sobre corrupção que rondam Flávio Bolsonaro e as suspeitas de ligações com crime organizado do candidato do PL e de outros membros do clã, o que rendeu a alcunha de “Familícia” aos Bolsonaro.

Outro aspecto abordado é o papel de outsider e antissistema de Flávio, que a Stern compara com outros políticos ultradireitistas como Donald Trump nos EUA e Javier Milei na Argentina.

“Mas, no caso de Flávio Bolsonaro, isso é especialmente grotesco. O senador, 45, é a personificação do establishment. Ele nunca mostrou nada politicamente, além do sobrenome. Ele é o filho de Jair e, por isso, virou senador. Ele nunca fez nada por conta própria”, ressalta a revista.

“Lula conseguiu ir de trabalhador de fábrica a presidente. Flávio, de filho de presidente a pretendente à presidência”, diz ainda a Stern.

Por fim, a matéria ainda analisa a predileção da família Bolsonaro por Flávio em detrimento de Michelle, que, segundo o texto, teria mais chances na corrida eleitoral, mas ficou em segundo plano —por causa da postura sexista da família, conclui o texto.