Rivaldo Florêncio, o contador de histórias improváveis*

Por Erasmo Santos

Era uma vez… um banquinho, um café quente e um amigo de conversa infinita. *Rivaldo Florêncio* como esquecer? chegava cedo à “Confraria do Café”, já com um riso maroto, no canto da boca, dando sua “cabeçada” e com uma história nova (ou nem tanto) na ponta da língua. Era o contador oficial das histórias improváveis. E como contava! Cada enredo era temperado com exagero, suspense, gargalhada e uma pitada de dúvida que nos fazia perguntar: “Será mesmo, Rivaldo?” Ele respondia apenas com um olhar sapeca e um gole demorado no café.

Ali, naquele espaço que era mais que um ponto de encontro era um território sagrado da amizade debatíamos o mundo: política, futebol, cultura, causos e bobagens. E Rivaldo, com sua verve inconfundível, nos fazia esquecer o tempo, rir da vida e, por vezes, pensar mais fundo do que gostaríamos.

No dia 7 de julho de 2025, o banquinho de Rivaldo ficou vazio. O café esfriou um pouco. E o silêncio, aquele que nunca teve vez entre nós, chegou sem pedir licença. Partiu o amigo, mas ficaram as histórias aquelas que ele contou e aquelas que viveremos agora com a sua lembrança.

Rivaldo vai deixar muitas saudades. Mas na “Confraria do Café”, sempre que um de nós começar com “Vocês lembram daquela de Rivaldo?”, ele estará ali, sorrindo no canto da memória, pronto para mais uma história improvável.

Vai em paz, amigo. E, se der, arruma uma confraria aí em cima. Só não vale exagerar demais ou vale sim. Afinal, essa sempre foi tua arte.

“Antes que eu me esqueça (como ele dizia) Vai com Deus Rivaldo!

*Erasmo Santos*