Outros mananciais foram beneficiados

Na Região Metropolitana do Recife, uma das barragens beneficiadas com as últimas chuvas foi a de Botafogo, em Igarassu, principal fonte hídrica que compõe o sistema de distribuição de água das cidades de Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima. Nos últimos oito dias, o manancial subiu 6,75% do seu nível, saiu de 20,66% para 27,41% da sua capacidade de armazenamento.

No mesmo período, as barragens de Várzea do Una, em São Lourenço da Mata, e Duas Unas, em Jaboatão dos Guararapes, também ganharam volume, e registram 70,22% e 72,52%, respectivamente. A Barragem de Tapacurá, também localizada em São Lourenço da Mata, teve um pequeno aumento de 1,11% e alcançou 58,51% da sua capacidade de acumulação.

Pajeú

No Sertão do Pajeú, onde já está quase no final do período invernoso, alguns mananciais também foram beneficiados com as chuvas. A Barragem de Brotas, localizada em Afogados da Ingazeira e que possui 19,6 milhões de metros cúbicos de água, está vertendo. A companhia já está fazendo adequações na ETA (Estação de Tratamento de Água) da cidade para aumentar a produção de 100 litros de água por segundo, para 120 L/s, dentro dos próximos dez dias. Também será estudada uma possível redução no calendário de abastecimento de Afogados.
A Barragem de Boa Vista, em Itapetim, que estava seca desde janeiro deste ano, acumulou 9,2% da sua capacidade máxima, que é de 1,6 milhão de metros cúbicos de água. A Compesa está tomando as providências para que, dentro de dez dias, o manancial volte a contribuir com o sistema de abastecimento de Itapetim, que já recebe água da Barragem de Caramucuqui.

Em São José do Egito, a Barragem de São José II também saiu da situação de colapso. O reservatório, com capacidade de acumular 7,1 milhões de metros cúbicos de água, registra 54,6% do seu nível. Esse volume possibilita uma maior flexibilidade e segurança hídrica ao sistema de distribuição de água de São José do Egito, que tem na Adutora do Pajeú sua principal fonte de abastecimento.

Jucazinho volta acumular água após colapso

Jucazinho 1

Pedro Augusto

Chuva é sinal de bênção, de prosperidade, de fartura e de bons fluídos. Tanto é que bastou apenas um fim de semana para que ela trouxesse esperança para uma realidade que há quase dois anos sucumbia com a seca castigante. De acordo com o estudo da Apac (Agência Pernambucana de Águas e Climas), no intervalo da sexta-feira (6) para o sábado (7), choveu 153 milímetros em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, que compõe a Bacia do Capibaribe, principal fornecedora de água da Barragem de Jucazinho, em Surubim. Resultado: esta última, que por muito tempo havia entrado em colapso deixando de abastecer a 15 municípios da região, passou a operar em seu volume morto.

Segundo os números repassados pela Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento), até a manhã da última terça-feira (10), o nível de acumulação de água de Jucazinho estava girando na casa dos 2,58%. Este manancial tem capacidade para armazenar pouco mais de 327 milhões de metros cúbicos de água e até a data citada vinha contendo 8,4 milhões.

Em entrevista no início da semana, na Estação de Tratamento de Água do Bairro do Salgado, em Caruaru, o gerente regional da Compesa, Mário Heitor, explicou de que forma a companhia irá aproveitar o volume retido para beneficiar a população do Agreste. “Embora tenha chovido bastante na Bacia do Capibaribe, vale salientar que Jucazinho ainda se encontra com sua capacidade em volume morto, ou seja, ainda não atingiu o nível de captação normal por gravidade, que é o usual da barragem. Desta forma, para conseguirmos fazer a retirada de água deste manancial precisaremos instalar flutuantes e bombas submersas, que, inclusive, já haviam sido adotados em 2015, quando Jucazinho estava na mesma situação. Esta captação deverá ser iniciada no prazo máximo de 30 dias e beneficiará as populações de municípios que ficam localizados nas proximidades de Jucazinho, como Santa Cruz, Passira, Riacho das Almas, Cumaru, Salgadinho, Casinhas, Bezerros, Gravatá, dentre outros”, explicou Mário.

Em paralelo, a Barragem do Prata, em Bonito, continuará garantindo o fornecimento de água para um quantitativo elevado de cidades da região. “Apesar de não ter acumulado água durante essas últimas chuvas, o Prata permanece com um nível de armazenamento satisfatório – cerca de 80% – e a tendência é de reter ainda mais tão logo a quadra chuvosa passe a se intensificar. Isso quer dizer que nos encontramos com uma segurança boa no tocante ao abastecimento, haja vista que também contamos com o Sistema Pirangi, em Catende. Torcemos que chova bastante nestes próximos meses para que a população não seja prejudicada”, acrescentou Mário Heitor.

De acordo com a Apac, a previsão para 2018 é de chuvas dentro da média na região Agreste, ou seja, cerca de 700 milímetros durante a quadra chuvosa. Se considerar que o período de inverno oficial das regiões do Agreste, Zona da Mata e Metropolitana do Recife apenas começou, tendo em vista que a quadra chuvosa vai de abril até julho, há esperanças de que os mananciais possam melhorar o seu nível ainda mais.

“Sem dúvidas, essas fortes chuvas já estão contribuindo e contribuirão ainda mais para que possamos fortalecer os calendários de abastecimento em toda a região. Com esse acúmulo, embora pequeno que vem ocorrendo em Jucazinho, a própria cidade de Caruaru vem se beneficiando, porque deixou de abastecer municípios que se encontravam dependendo de seu sistema”, ressaltou o gerente regional do Alto Capibaribe da Compesa, Bruno Adelino.

Futebol: atenções voltadas para os inícios dos Brasileirões

Passados os estaduais, chegou a hora das torcidas voltarem as suas atenções para os pontapés iniciais dos Brasileirões das Séries A, B e C. Os campeonatos nacionais começarão neste fim de semana com a participação de quatro clubes pernambucanos: Sport, Náutico, Santa Cruz e Salgueiro.

Único representante de PE na elite do futebol brasileiro, o Leão fará a estreia na Série A 2018 diante do América-MG, neste domingo (15), a partir das 11h, no Estádio Independência. Até agora fazendo uma temporada abaixo da crítica, o time da Praça da Bandeira aposta na chegada de novos reforços, a exemplo de Ernando (zagueiro), Nonoca (volante) e Carlos Henrique (atacante), para tentar fazer uma boa campanha.

Diferentemente da Série B, que não contará com nenhum participante, na Terceirona, Santa, Náutico e Salgueiro tentarão subir de divisão. Logo na rodada inicial do Grupo A, Náutico e Santa Cruz medem forças, também neste domingo, mas a partir das 19h, na Arena Pernambuco. Será o segundo Clássico das Emoções do ano. No primeiro encontro de 2018, em confronto válido pelo Estadual, o Timbu e a Cobra Coral ficaram no 0 a 0, no Estádio do Arruda.

Pela mesma chave, o Carcará recebe o Botafogo-PB, no mesmo dia, a partir das 16h, no Cornélio de Barros. Comandado pelo técnico Sérgio China, o time sertanejo realizou algumas contratações para a competição nacional, como o goleiro Cézar, o volante Michel e o zagueiro Emerson.

Central chega ao inédito título de vice-campeão

Central 1

Pedro Augusto

Para a torcida centralina, infelizmente o tão almejado título do Campeonato Pernambucano não veio. Sob os olhares atentos de pouco mais de 42 mil espectadores, o Central acabou sendo derrotado pelo Náutico por 2 a 1, no domingo passado (8), na Arena de Pernambuco, ficando com o vice do Estadual. Por um longo período do segundo jogo da decisão, a Patativa esteve melhor em campo em relação ao adversário, criando boas oportunidades de gol e tendo um tento anulado pela arbitragem, porém não conseguiu reverter o placar. Porém, mais do que fazer uma final histórica da competição, o alvinegro caruaruense deve se orgulhar por tudo aquilo que vivenciou nestes pouco mais de quatro meses de temporada.

Com a corda no pescoço devido aos débitos financeiros – mais de R$ 10 milhões –, em 2018, a Patativa estava fadada mais uma vez apenas a figurar como coadjuvante entre os times que disputam a Série A1. Se não bastassem as dívidas, patrocinadores praticamente não existiam e as arquibancadas do todo Estádio do Lacerdão estavam novamente condenadas a comportar aquele número irrisório de mil torcedores que costumava ser sempre contabilizado. Mas para surpresa de muitos e nem tanto para outros, em pouco tempo de trabalho da atual diretoria, essa dura realidade foi se dissipando.

Unidos em prol de garantir a sobrevivência do maior clube do Interior do Estado, os novos gestores alvinegros, em seus determinados cargos, reoxigenaram a história da Patativa parcelando os débitos existentes, captando novos patrocinadores, montando um elenco de futebol aguerrido e inflamando o amor da torcida. Hoje, o Central não só chega forte à 4ª Divisão, mas, principalmente, com perspectivas melhores em relação ao futuro.

Foi o que destacou, em entrevista ao Jornal VANGUARDA, o presidente do Conselho Deliberativo, Márcio Porto. “O Central renasceu! Qual torcedor no maior ápice de seu otimismo acreditava que o clube seria vice-campeão do Estado? Acredito que poucos. É claro que as dificuldades existem e, por sinal, ainda são muitas, porém a Patativa voltou a ser aquela força dentro e fora de campo que todo torcedor pernambucano chegou um dia a ver. Conforme os bons resultados foram acontecendo, passamos a seguir em busca do título, porém nosso principal foco na temporada sempre foi o acesso à 3ª Divisão. Como todo mundo agora pode imaginar, diante de tudo que apresentamos no PE, chegamos forte para disputa da Série D. A base do plantel está sendo mantida, o técnico Mauro Fernandes renovou o contrato e ainda faremos contratações pontuais em termos de atletas”, disse.

De acordo com Márcio Porto, todo o elenco e a comissão técnica possuem vínculo com o Alvinegro até o término do Nacional. “Renovamos o contrato com Mauro Fernandes na noite da última quarta-feira (11). Em conversações, ele se mostrou satisfeito com o que vem realizando no clube, com tudo aquilo que prometemos e estamos cumprindo e com a própria cidade de Caruaru. Mauro continua com o mesmo sentimento de fazer história no Central, desta vez alcançado o acesso para a Série C. Quanto à chegada de reforços, deveremos trazer pelo menos mais um meia e um atacante”, acrescentou.

Quanto às possíveis saídas no elenco, o mandatário alvinegro confirmou que elas ocorrerão de forma natural. “Atualmente, contamos com 31 atletas dos quais 20 participaram da excelente campanha no Estadual. Sendo assim, alguns desses jogadores que não foram utilizados poderão ser emprestados ou até mesmo dispensados. Mas isso só deverá acontecer tão logo os preparativos sejam intensificados.Vale ressaltar ainda que todos os salários do clube estão em dia, bem como os bichos e as premiações”, finalizou Márcio.

Estreia

Os trabalhos dentro de campo visando já a estreia na Série D 2018 serão iniciados na manhã deste sábado (14), no Lacerdão. A Patativa está no Grupo A7 e na primeira rodada visita o Jacuipense-BA, no próximo dia 22, a partir das 16h, no Estádio Valfredã

Copa já aquece as vendas nas lojas de materiais esportivos

Foto Leonardo Cícero (7)

Pedro Augusto

A competição de futebol mais esperada do planeta ocorrerá novamente daqui a algumas semanas. Bom para os amantes da “gorduchinha” que não vêem a hora de acompanhar a grandes duelos dentro de campo, excelente para o comércio de Caruaru, que está enxergando na realização da Copa do Mundo da Rússia uma oportunidade em tanto para tentar incrementar o seu faturamento. Até agora, as cores verde e amarela ainda não ‘invadiram’ os estabelecimentos da Rua 15 de Novembro, no Centro, porém já têm alguns deles que se encontram vendendo produtos direcionados para o torneio. O Jornal VANGUARDA está se referindo às lojas de materiais esportivos.

Tendo como principal carro-chefe a camisa de jogo da Seleção Brasileira, elas esperam lucrar bastante até a final do torneio – marcada para o dia 15 de julho. A Veneza Esportes, por exemplo, já vem sentindo o aquecimento nas vendas impulsionado pela Copa. “Tradicionalmente a Copa do Mundo é muito aguardada pelas lojas de materiais esportivos, haja vista que costuma incrementar em larga escala os seus faturamentos. Em 2018 não deverá ser diferente. Se o volume de vendas não deve ultrapassar ao de 2014, quando os consumidores vivenciaram a competição dentro do Brasil, garantirá uma lucratividade significativa neste período de pós-crise. É como se, já agora, estivéssemos vivenciando o período de Natal”, avaliou o proprietário Gustavo Vidal.

Em média, a camisa oficial da Seleção Canarinho está custando R$ 250. Um preço realmente salgado para quem ainda se encontra tentando driblar a crise. Sabedoras disso, as lojas de materiais vêm oferecendo boas alternativas para quem não dispensa acompanhar os jogos do Brasil trajado da Amarelinha. “Além de estarmos facilitando a compra da camisa de jogo em até cinco vezes sem juros no cartão de crédito, também passaremos a disponibilizar, em breve, outras opções de camisa como as de treino, de apresentação, de passeio, que possuem valores menores em relação a esta primeira. Fora que os clientes ainda têm a oportunidade de comprar acessórios com preços muito atrativos, como calções, casacos, bonés e bandeiras”, acrescentou Gustavo.

Na Troféu Esportes, a expectativa de boas vendas também se encontra em alta a menos de dois meses do início da Copa. A empresa está projetando um crescimento de até 10% em comparação com o último torneio. “Embora a Copa passada tenha sido realizada no Brasil, esperamos superar, sim, o faturamento obtido há quatro anos, haja vista que atualmente a Seleção Brasileira vem muito bem dentro de campo e os consumidores se encontram otimistas. A demanda já vem ocorrendo e, na medida em que o início do torneio estiver mais próximo – no dia 14 de junho –, a tendência é de comercializarmos ainda mais”, estimou a vendedora Débora Stephanie.

Além da camisa de jogo 2018, a Troféu está oferecendo outras opções em produtos. “Em relação ainda a esta primeira, os consumidores estão podendo parcelar a compra em até seis vezes sem juros no cartão de crédito. Em paralelo, estamos disponibilizando camisas da Copa anterior ao preço de R$ 149, como também alguns acessórios que geralmente são bastante procurados nesta época, a exemplo de bandeiras e bonés. Ou seja, variedade em artigos é o que não tem faltado para os caruaruenses torcerem pelo hexa. Até o mês de junho deveremos vender bastante produtos relacionados à Seleção”, complementou Débora.

Outras seleções

Embora o carro-chefe seja a Amarelinha, tradicionalmente, ainda há neste período de Copa uma demanda significativa por camisas de outras seleções. Seja para vestir ou colecionar, a verdade é que os consumidores que não torcem pelo Brasil também costumam incrementar os faturamentos das lojas de materiais esportivos e elas sabem muito bem disso. Tanto é que estão reforçando os seus estoques de camisas de outras cores.

“No que se refere às camisas de outras seleções, as mais procuradas são as da Argentina, Alemanha, Espanha, ou seja, dessas equipes que geralmente estão entre as favoritas ao título da Copa. Sempre há uma boa procura em relação a elas e, em 2018, também aguardamos comercializá-las bastante”, projetou Gustavo Vidal.

“Além dessas, ainda há uma demanda considerável por camisas de seleções menos tradicionais, como as do Japão, de Portugal e do México, que também deverão alargar a nossa lucratividade”, finalizou Débora Stephanie.

Estupro de bebê choca moradores de Bezerros

Estupro 1

Estupro

Pedro Augusto

Esta semana, a população de Bezerros, no Agreste do Estado, ficou chocada com um crime praticado contra uma criança de apenas 1 ano e 6 meses. De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, o menino Douglas Rafael da Silva morreu, na madrugada da última terça-feira (10), após ter sido estuprado pelo próprio padrasto, identificado como Risoneudo Domingos da Silva, o “Douglas”, de 29 anos. Este último, assim como a mãe da criança, Maria Liliane Silva, de 27, foi detido tão logo o abuso sexual foi constatado pela equipe médica que atendeu a criança na Unidade Mista São João, no mesmo município.

De acordo com as investigações da Civil, o estupro ocorreu durante a tarde da última segunda-feira (9), quando a mãe deixou o bebê com o companheiro para buscar os dois filhos mais velhos na escola. “Em depoimento, Maria Liliane tentou esconder os detalhes, mas, diante das informações, acabou contando que, ao voltar para casa, encontrou o suspeito do lado de fora e a criança esmorecida no sofá. Havia vômitos e a fralda já havia sido trocada por uma cueca”, descreveu o delegado de Bezerros, Humberto Pimentel.

O bebê ainda chegou a ser socorrido por um vizinho para a unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. “Antes disso, ou seja, das 17h até a 0h da segunda, ela (Maria Liliane) deu banho no menino, viu que havia vestígios de sangue e alguns hematomas, mas não procurou a polícia nem socorreu a criança”, complementou o delegado. Além de confirmar o estupro, a perícia do Instituto de Medicina Legal de Caruaru ainda identificou vários hematomas e dilacerações no corpo da vítima.

De acordo ainda com a polícia, mesmo sem ter participado efetivamente do crime, Maria Liliane foi omissa ao não procurar socorro médico tão logo percebeu o abuso. “Se a mãe tivesse socorrido a criança seria apenas uma autuação. Mas ela foi autuada pelo crime de estupro também, por ter sido conivente. Ao suspeitar da situação, ela não socorreu nem chamou a polícia. O hospital que percebeu os sinais do crime e chamou a polícia”, finalizou Humberto.

Ela, assim como o companheiro, irá responder pelo crime de estupro de vulnerável (prática de ato libidinoso com menor de 14 anos), podendo até pegar 30 anos de reclusão. Os suspeitos passaram por audiência de custódia no decorrer da semana, onde tiveram as suas prisões preventivas decretadas. Maria foi encaminhada para a Colônia Feminina de Buíque, no Agreste do Estado, enquanto Risoneudo foi levado para a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru.

Artista plástica retoma a arte com exposição

Jaciara Fernandes

Que a arte tem o incrível poder de causar uma mistura de sentimentos nas pessoas, todo mundo sabe. Algumas sentem nostalgia, outras se realizam e há quem sinta até tristeza. No caso da artista plástica Vandete Miranda, o que ela sente e consegue transmitir é o amor. Para comprovar, basta olhar as telas que estão expostas na loja 3 da recém-inaugurada galeria que leva o seu nome, na Avenida Agamenon Magalhães, em Caruaru. Além da beleza criada por ela, o espaço tem clima de paz e o tempo parece não passar. Foi assim que aconteceu comigo, durante produção desta matéria.

Aos 77 anos, a artista precisou, literalmente, se reinventar, após a morte do marido, Paulo Miranda, há dois anos. Foram 56 anos de convivência, união e a construção de uma família com quatro filhos: Paulo André, Gustavo, Giovana e Andréa. É certo que o tempo para se dedicar à arte sempre foi curto, mas ela, vez por outra, se via com o pincel na mão por puro incentivo do seu maior admirador, o esposo, reconhecido como uma das mais ilustres figuras em relação ao incentivo à cultura no município nas mais diferentes manifestações.
Vandete conta que ainda criança, quando estudava no então Colégio das Freiras, hoje Sagrado Coração, nunca dispensou um caderno de desenho. “Sempre me sentia bem e realizada por fazer meus desenhos, após os exercícios de sala de aula”, lembrou.

O gosto pela arte do desenho só aumentou e, as horas em que estava em casa, sabia dividir o tempo de brincar com o de criar nas folhas brancas que logo ganhavam um colorido todo especial. Transferida para o Colégio Caruaru, atualmente Colégio Diocesano, ela se aperfeiçoou e deixava viajar na sua imaginação.

Depois de casada, Vandete teve o que mais sonhava: um companheiro que a apoiava em tudo que desejava. “Paulo me deu a luz a qual tanto precisava ter para viver feliz”, comentou, emocionada.

Com força de vontade, começou a estudar pintura no Recife, com a artista plástica de origem italiana Janet Buffa. A aula era uma vez por semana, no bairro nobre da Jaqueira. Depois, surgiu a ideia de formar uma turma de alunos em Caruaru e as aulas passaram a ser realizadas no 1º andar do Central Sport Club, agora com o professor Josael Oliveira, que vinha exclusivamente da capital para passar sua arte aos jovens pintores da Capital do Agreste. Depois, ela se entregou ao conteúdo do professor Gláuber Fábio. “Foi um tempo de muito aprendizado em que não esgotava a criatividade e o amor pela arte”, disse.

Inicialmente as telas de Vandete Miranda eram a óleo, mas ela passou a trabalhar com tinta acrílica. Nas imagens, vemos a tendência pela natureza-morta, um tipo de pintura e fotografia em que se veem seres inanimados, como frutas, louças, instrumentos musicais, flores, livros, taças de vidro, garrafas, jarras de metal, porcelanas, dentre outros objetos. Se refere à arte de pintar, desenhar, fotografar composições deste gênero.

O nu artístico, criado por ela, chama a atenção pela beleza e sensibilidade. Embora se costume associar ao erotismo, o nu pode ter diversas interpretações e significados, da mitologia até a religião, passando pelo estudo anatômico, ou ainda como representação da beleza e ideal estético da perfeição. “Tudo depende da maneira que se você se expressa.”

O cheiro das tintas e os pincéis entre os dedos a fazem passar o tempo sem sua companhia preferida, o esposo. Porém, a certeza de que ele permanece presente espiritualmente a incentiva erguer a cabeça e expor 20 telas, já com molduras, na loja 3 da galeria que leva o seu nome (Vandete Miranda).

Os preços variam entre R$ 250 e R$ 550, podendo o pagamento ser parcelado. O funcionamento é de segunda a domingo, sempre no horário das 15h às 19h. Questionada sobre a sua nova fase na arte, ela é modesta: “Tô aprendendo a pintar. Cada tela é um pouquinho de mim, é um filho”, finalizou. Contato com a artista: (81) 99499-4872.

Frota brasileira cresce, mas idade média dos veículos ainda é alta

Correio Braziliense

A frota brasileira de veículos avançou 1,2% em 2017, passando a 43,4 milhões de unidades circulantes em todo o país. O resultado, que faz parte de um relatório elaborado pelo Sindipeças, sindicato que reúne as empresas de autopeças no Brasil, confirma a retomada das vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no ano passado, depois de quatro anos consecutivos de queda.

Em 2016, último ano da crise, as vendas recuaram 20,19% na comparação com 2015, somando 2,050 milhões de unidades comercializadas, o pior desempenho desde 2006. Os dados mostram ainda que, apesar da melhora das vendas do setor automotivo no ano passado, a relação entre a população residente e a frota se manteve em 4,8 habitantes por veículo em 2017. Mas melhorou muito em relação há 10 anos, quando era de um veículo para cada grupo de 7,3 pessoas.

A crise também aumentou a idade dos veículos que estão trafegando nas ruas do país. Em 2017, a média ficou em nove anos e sete meses, quatro meses mais velha que no ano anterior. Segundo o Sindipeças, o boom das vendas entre 2007 e 2013 não foi suficiente para rejuvenescer a frota brasileira. É bom lembrar que, quanto mais jovem for a frota, menor é o risco de acidentes de trânsito, conforme demonstram diversas pesquisas internacionais. “A frota envelheceu em razão da queda na entrada de veículos novos, por conta da crise econômica”, afirma Elias Mufarej, conselheiro do Sindipeças e responsável pela área de reposição.

Entre 2012 e 2017, a idade média dos veículos em circulação envelheceu cerca de um ano. De acordo com a pesquisa do Sindipeças, pouco mais da metade da frota (52%), ou 22,5 milhões, tem entre seis e 15 anos de idade. Outros 30% estão com até cinco anos de uso e cerca de 6% mais de 20 anos. É consenso entre especialistas que o Brasil precisa melhorar esses indicadores com urgência.

Baseada nos emplacamentos e no chamado índice de sobrevivência dos veículos, o estudo mostra que mais de 70% de toda a frota está concentrada nos estados do Sudeste e Sul, os mais ricos do país. São Paulo sozinho tem pouco mais de um terço dos autoveículos em circulação no Brasil, o equivalente a 15,6 milhões, seguido de Minas Gerais e Rio de Janeiro, que, juntos, somam 8,4 milhões de unidades. Já os estados do Acre, Amapá e Roraima são os que somam o menor número de veículos em circulação: juntos, possuem apenas 143,2 mil em circulação.

De acordo com o Sindipeças, os importados tiveram uma participação de 13,8% em toda a frota circulante de veículos em 2017. Depois de um período de intenso crescimento, cujo ápice foi alcançado em 2015, a participação dos carros importados recuou em 2016 e manteve-se estável no ano passado, com 6 milhões de veículos.

Os veículos flex, que representaram 62,7% da frota total, são os preferidos dos consumidores. E os movidos a gasolina representam 26,5%. Somadas, as duas categorias atingiram cerca de 90% dos automotores circulantes. A frota movida apenas a álcool vem caindo a cada ano e representou apenas 0,7% do total em 2017. Já os motores a diesel alcançaram 9,9% do total, praticamente a mesma participação observada nos últimos 10 anos, em torno de 10%. Autoveículos movidos a gás (GNV), os tetrafuel, e os híbridos e elétricos ainda não fazem parte da pesquisa do Sindipeças por terem uma participação inexpressiva.

Entre as motocicletas em circulação no país, houve redução de 2% em 2017. Elas eram 13,4 milhões de unidades em 2016 e passaram a ser 13,2 milhões no ano passado. Do total, 37% tinham até cinco anos de idade.

A evolução da frota de automóveis no Brasil
(em milhões de unidades)

2009 – 24,8
2010 – 26,8
2011 – 28,9
2012 – 31,1
2013 – 33,2
2014 – 34,4
2015 – 35,2
2016 – 35,6
2017 – 36

Idade média da frota
2012 – 8 anos e 6 meses
2013 – 8 anos e 7 meses
2014 – 8 anos e 9 meses
2015 – 9 anos
2016 – 9 anos e 4 meses
2017 – 9 anos e 6 meses

Setor de serviços tem leve avanço de 0,1% em fevereiro, diz IBGE

Correio Braziliense

O setor de serviços teve uma leve alta de 0,1% em fevereiro na comparação com janeiro. Na comparação com o mesmo mês de 2017, houve uma queda no volume de 2,2%. No primeiro bimestre de 2018, o acumulado registrou um recuo 1,8%, enquanto em 12 meses tombou 2,4%. As informações foram divulgadas na manhã desta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta tímida de fevereiro ainda mostra que o setor está com fôlego limitado para o crescimento. Em janeiro, o setor recuou 1,9%. O resultado de hoje se soma à várias publicações de indicadores e pesquisas que mostraram baixa atividade econômica nos dois primeiros meses de 2018, como varejo, produção industrial, desemprego e o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado a prévia do PIB.

Segundo o IBGE, o setor apresentou alta somente em serviços profissionais, administrativos e complementares, que cresceu 1,7% na comparação com janeiro. As quatro restantes tiveram retração: serviços prestados às famílias (-0,8%), serviços de informação e comunicação (-06%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,3%) e outros serviços (-0,7%).

Do ponto de vista regional, 15 das 27 unidades federativas tiveram melhora no setor em fevereiro, na comparação com janeiro. São Paulo, que responde por 43% de todo o volume de serviços no país, teve uma variação nula, contribuindo para que o resultado do mês ficasse próximo à estabilidade.

As principais influências positivas foram o Paraná (2%), o Rio de Janeiro (0,5%), a Santa Catarina (0,5%), o Pará (1,4%) e o Mato Grosso do Sul (1,5%), enquanto, na contramão, Bahia (-9%), Ceará (-16,8%), Rio Grande do Sul (-2,2%) e Minas Gerais (-0,8%) minguaram o avanço.
Comparação anual
Duas atividades teve variação positiva em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2017. São elas: outros serviços (1,7%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,6%). O restante caiu: serviços prestados às famílias (-5,2%). serviços de informação e comunicação (-4,9%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,6%).

O volume de serviço de turismo tombou na comparação com janeiro e com fevereiro de 2017, 3,4% e 5,2%, respectivamente.

Planalto quer criar órgão federal de proteção de dados pessoais na internet

Correio Braziliense

Medida está ligada às discussões sobre a criação de um marco regulatório sobre o assunto, tema que está sendo discutido no Congresso Nacional. A explicação é que, uma das exigências da OCDE para que uma nação pleiteie cadeira na organização, é justamente ter uma legislação compatível com o entendimento da entidade na questão de proteção, uso, tratamento e armazenamento de dados pessoais na internet.

As discussões estão sendo feitas entre a Casa Civil e o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), responsável pelo relatório de um projeto sobre o tema, que está em avaliação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Ainda não está decidido, no entanto, se o parecer do parlamentar tucano é que recomendaria a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados ou se a criação deste órgão viria por meio de medida do Executivo.

Ferraço nega que esteja acelerando os trabalhos devido à pressão do governo ou interesse da Casa Civil. O senador explicou que a pressa, neste momento, se deve ao contexto político. Isso porque os Estados Unidos discutem atualmente o escândalo do uso ilícito de dados de 87 milhões de usuários do Facebook pela empresa de inteligência Cambridge Analytica.