Governo de Pernambuco realiza regularização fundiária em Bezerros

Uma parceria entre o Governo de Pernambuco e a Prefeitura de Bezerros, através da Pernambuco Participações e Investimentos S/A (Perpart), está promovendo a regularização fundiária no Bairro Nossa Senhora Aparecida (antiga Cohab). Aproximadamente 450 famílias serão beneficiadas na primeira etapa de regularização, conduzida pelo Programa “Morar Bem Pernambuco”. Uma reunião com os moradores foi realizada pela Secretaria de Cidadania do município na última sexta-feira (14).

“Graças ao trabalho conjunto e intersetorial entre nosso município e os governos estadual e federal, estamos oportunizando uma nova etapa de vida para 450 famílias do Nossa Senhora Aparecida. Tudo isso só está sendo possível graças ao apoio incondicional da nossa governadora Raquel Lyra, dos nossos deputados Joãozinho e Mendonça, e principalmente do povo bezerrense que confia e acredita no nosso trabalho. Juntos, seguimos construindo uma cidade cada vez mais forte e de gente mais feliz”, destacou a prefeita Lucielle Laurentino.

A regularização fundiária assegura o direito digno à moradia, com segurança jurídica, promoção social e desenvolvimento sustentável para as cidades contempladas. Além de oferecer acesso ao crédito para reforma e ampliação do imóvel e amenizar o déficit habitacional. Em Pernambuco, a iniciativa é conduzida pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh). O processo está sendo realizado pelos próximos meses no município.

Além do Bairro Nossa Senhora Aparecida (antiga Cohab), também serão contempladas as comunidades de Santo Amaro II (já em andamento), Gameleira e Cruzeiro. Após a regularização, os moradores terão acesso às escrituras de suas respectivas residências de forma totalmente gratuita. A iniciativa tem a parceria com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

Estiveram presentes no evento a prefeita Lucielle Laurentino, a vice-prefeita Socôrro Silva, a secretária de Cidadania, Daylma Lima, o gerente geral de Regularização Fundiária e Imobiliária da Perpart, Nyêdson Oliveira, a superintendente de Regularização Fundiária e Imobiliária da Perpart, Scarlett Amorim, o superintendente de Articulação e Mobilização Social, Roberto Araújo, o sócio da Alfa Engenharia, Daniel Paixão, a sócia-fundadora da Alfa Engenharia, Edília Félix, além de vereadores, secretários municipais, lideranças comunitárias, e população em geral.

ICIA lança mais uma edição da campanha do Imposto de Renda

 

Entre os dias 17 de março e 30 de maio, milhões de brasileiros farão a Declaração do Imposto de Renda. Nesse período, a destinação de parte do imposto para órgãos e instituições que oferecem acolhimento e atendimento a diferentes setores da sociedade tem se mostrado essencial, garantindo a continuidade desses trabalhos.

 

Por mais um ano, o Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA), localizado em Caruaru (PE), promove sua campanha do Imposto de Renda. O principal objetivo é conscientizar a população sobre a importância dessa destinação para a manutenção dos serviços oferecidos pelo Instituto. Toda pessoa física que declara no modelo completo do IR pode destinar 3% do valor para o ICIA. Já no caso de pessoas jurídicas, empresas de Lucro Real podem destinar 1%.

 

O valor arrecadado durante a campanha é utilizado para custear a manutenção do ambulatório e despesas que vão desde o acolhimento e diagnóstico até medicamentos, tratamentos como quimioterapia, internações e apoio às famílias dos pacientes.

 

“Essa é uma ação simples, mas que faz toda a diferença na vida de crianças e adolescentes que enfrentam o câncer. Basta informar ao contador responsável o desejo de destinar parte do imposto ao ICIA”, explica Amanda Marques, coordenadora da campanha.

 

Mas atenção: a destinação só será efetivada após o recolhimento do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF). O comprovante deve ser enviado para o e-mail ir@icia.org.br, para os números de WhatsApp (81) 99588-3555 e (81) 99976-0597, ou pelo site da campanha: https://campanhair.icia.org.br/, dentro dos prazos estipulados pela Receita Federal.

 

Por ser uma organização não governamental, o ICIA mantém seus serviços por meio de doações e é reconhecido por sua excelência em gestão e transparência, sendo eleito, por quatro anos consecutivos, uma das melhores ONGs do Brasil, além de ter sido escolhida, também no ano passado, como a melhor ONG de Pernambuco. E para ampliar o acolhimento a crianças e adolescentes, ainda no segundo semestre de 2024, trouxe mais uma novidade: o funcionamento da sua UTI pediátrica, ampliando os atendimentos em parceria com o SUS.

Ministro Silvio Costa Filho confirma vinda de Lula ao estado em abril para anunciar início da licitação do Aeroporto de Caruaru

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, confirmou, nesta segunda-feira (17), em entrevista à Radio Jornal, que o presidente Lula virá ao estado, em abril, para anunciar o início da licitação da obra de ampliação do Aeroporto de Caruaru, no Agreste. A intervenção é uma parceria com o Governo de Pernambuco e receberá um investimento de R$ 150 milhões; sendo R$ 75 milhões do governo federal e outros R$ 75 milhões do estadual.

“O projeto executivo do Governo do Estado ficou pronto no final do ano passado; fizemos a aprovação dele na Secretaria Nacional de Aviação Civil. E o presidente Lula estará em Pernambuco para anunciar o início da licitação. Essa obra será licitada pelo Governo de Pernambuco. Quando estive com a governadora Raquel Lyra, ela me pediu pra fazer a licitação; a governadora é de Caruaru, foi prefeita lá. Eu conversei com o presidente, nós não criamos nenhuma dificuldade para que o Estado pudesse fazer a licitação. Ao final, a obra vai sair do papel. Tenho certeza que o Aeroporto de Caruaru será muito estratégico para o turismo de negócios, para o turismo de lazer; para movimentar a economia da região. Isso vai vai fazer com que a região cresça”, destacou Silvio Costa Filho.

De acordo com o ministro, “não faz sentido que cidades como Petrolina (PE), Campina Grande (PB) e Mossoró (RN) tenham grandes aeroportos grandes e Caruaru não tenha um terminal para receber jatos, voos de São Paulo, de Brasília”. “Isso vai ser fundamental não só para os mais de 50 municípios do agreste pernambucano, bem como para os do sertão. Vai gerar desenvolvimento em todas as regiões do estado”, pontuou Silvio.

Investimentos

Os investimentos para modernização e melhoria dos serviços aéreos têm sido garantidos pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), gerido pela Secretaria de Aviação Civil. Parte do valor aprovado para o terminal de Caruaru sairá do fundo, que está sendo utilizado para ampliar o modal aéreo brasileiro.

Após a requalificação, o terminal vai expandir a conectividade para atender novas regiões pelo país, com foco no aumento do turismo e na promoção de novas oportunidades de trabalho para os moradores. 

Dentre as obras previstas para o aeroporto de Caruaru está a construção de um novo terminal de passageiros com 6 mil m² e a ampliação da pista de pouso e decolagem do aeroporto, que será ampliada de 1.800 para 2.250 metros. Para garantir maior segurança nas operações aéreas, os investimentos serão utilizados para implementação de novas pistas de taxiamento de aeronaves e a construção de um novo pátio para os aviões que vão garantir os voos dos passageiros.

Vereador Júnior Letal prestigia reinauguração do Mamusebá

O vereador Júnior Letal marcou presença no Ponto de Cultura do bairro Adalgisa Nunes, em Mamusebá, um espaço dedicado à valorização e preservação das tradições nordestinas. Durante sua visita, Júnior Letal destacou a importância do local como um verdadeiro celeiro cultural, onde a identidade e a história do povo nordestino são mantidas vivas por meio de diversas expressões artísticas.

Entre as apresentações que encantaram o público, os ventríloquos se destacaram, resgatando a cultura popular com humor, talento e criatividade. As performances envolveram a plateia e reforçaram o papel do Ponto de Cultura como um espaço de resistência e promoção da arte regional.

O vereador reafirmou seu compromisso com o fortalecimento da cultura local, ressaltando a necessidade de mais investimentos para que iniciativas como essa continuem a florescer. “A cultura é a alma do nosso povo, e espaços como este precisam de apoio para que sigam proporcionando arte, entretenimento e conhecimento para nossa comunidade”, declarou Júnior Letal.

A visita reforçou a conexão entre o poder público e os fazedores de cultura, demonstrando que a valorização das raízes nordestinas é um compromisso que deve ser compartilhado por toda a sociedade.

Anistia: entre o perdão e a impunidade

Por Brenno Ribas

A anistia é um tema complexo que desperta debates acalorados no Brasil. Prevista na Lei nº 6.683/1979, a chamada Lei da Anistia foi sancionada durante a ditadura militar e teve um papel crucial na transição para a democracia. Seu principal objetivo era perdoar crimes políticos cometidos entre 1961 e 1979, permitindo o retorno de exilados, a libertação de presos e a reintegração de servidores afastados. No entanto, a forma como essa lei foi aplicada gerou questionamentos que permanecem até hoje.

O grande ponto de controvérsia está no fato de que a anistia não beneficiou apenas opositores do regime, mas também agentes do Estado responsáveis por perseguições, torturas e mortes. Assim, enquanto trouxe liberdade para muitos que lutaram pela democracia, também impediu que aqueles que cometeram graves violações de direitos humanos fossem responsabilizados. Esse aspecto fez com que a lei fosse interpretada como um instrumento de impunidade, protegendo crimes que, segundo tratados internacionais, são imprescritíveis, como a tortura.

Recentemente, o debate sobre a anistia voltou à tona, especialmente após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino defender que a ocultação de cadáver não pode ser protegida por essa lei. O argumento é que esse tipo de crime tem natureza permanente: enquanto o corpo não for encontrado, a infração continua acontecendo. Essa tese poderia abrir um precedente importante para responsabilizar agentes da repressão que participaram de desaparecimentos forçados durante o regime militar.

A discussão sobre a anistia, no entanto, não se restringe ao passado. Nos últimos anos, grupos políticos têm defendido a concessão de anistia para aqueles que participaram dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O argumento central é que essas pessoas estariam sendo perseguidas politicamente. No entanto, há uma diferença fundamental entre crimes políticos e ataques às instituições democráticas. No primeiro caso, trata-se de uma oposição ao governo baseada em ideais e manifestações legítimas. No segundo, há a tentativa de subverter a ordem constitucional por meio da violência.

A anistia, por sua própria natureza, deve ser aplicada com critério e responsabilidade. Não pode ser utilizada como ferramenta para apagar crimes graves ou enfraquecer a democracia. Se, no passado, ela serviu para facilitar a transição política, hoje, o Brasil precisa decidir se está disposto a revisitar essa história e corrigir possíveis injustiças. Afinal, até que ponto o perdão pode ser confundido com impunidade?

*Por Brenno Ribas*

Advogado especialista em Direito Eleitoral e professor de Direito Constitucional do UniFavip Wyden

Deputado Edson Vieira apresenta relatório favorável para reconhecimento da Vaquejada de Surubim como Patrimônio Cultural Imaterial

O deputado estadual Edson Vieira (União) apresentou relatório favorável, na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, ao Projeto de Resolução 2462/2024, que busca conceder à Vaquejada de Surubim o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. A iniciativa, proposta pelo ex-deputado e atual prefeito de Surubim, Cléber Chaparral, reforça a preservação dessa tradição, um dos eventos mais emblemáticos do Brasil.

“A Vaquejada de Surubim é um símbolo da identidade nordestina. Relatar esse projeto é, para mim, uma honra e um compromisso com a valorização dessa manifestação cultural. Nosso objetivo é garantir que essa tradição continue viva, respeitando as normas de bem-estar animal e promovendo o desenvolvimento econômico da região”, destacou Edson Vieira.

Realizada no Parque J. Galdino, a Vaquejada de Surubim se consolidou como uma das maiores do país, atraindo competidores, turistas e apaixonados pelo esporte de diversas partes do Brasil. O reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial reforça sua importância e assegura sua continuidade dentro dos princípios de proteção e regulamentação exigidos pela legislação vigente.

Com mais de 80 anos de história, a Vaquejada de Surubim é um marco para Pernambuco, movimentando a economia local, gerando empregos e fortalecendo a cultura popular. O projeto agora avança na Assembleia Legislativa, e sua aprovação representará um passo significativo para a proteção e o fortalecimento da vaquejada em Pernambuco.

Raquel Lyra se Filia ao PSD: O Que Isso Significa para Pernambuco?

Por João Américo de Freitas
A política em Pernambuco está passando por uma grande mudança. No último dia 10 de março de 2025, a governadora Raquel Lyra oficializou sua filiação ao PSD (Partido Social Democrático), em um evento que foi uma verdadeira demonstração de força política. Mais do que um simples ato partidário, essa movimentação coloca Raquel no centro do tabuleiro político pernambucano e sinaliza um novo rumo para o estado. Mas o que isso significa para Pernambuco? Vamos mergulhar nos detalhes dessa história e entender como ela pode impactar o futuro político local.

O ato de filiação de Raquel Lyra ao PSD não foi algo discreto. Pelo contrário, foi uma cerimônia pensada para mostrar poder e união. Realizado em um ambiente que mais parecia um comício ou uma convenção partidária, o evento reuniu pesos-pesados da política nacional, como o presidente do PSD, Gilberto Kassab, além de deputados, senadores e até ministros do partido, como Alexandre Silveira (Minas e Energia), Carlos Fávaro (Agricultura) e André de Paula (Pesca). Políticos de legendas rivais, como PT e PL, também marcaram presença, provando que Kassab sabe jogar o jogo político com habilidade.

Raquel, que antes era um nome forte no PSDB – onde ficou por nove anos –, agora não só entrou para o PSD como assumiu o comando do diretório estadual em Pernambuco, tomando o lugar de André de Paula. Esse movimento é um recado claro: ela está se preparando para voos maiores, mirando a reeleição em 2026. E o PSD, com certeza, está feliz em ter uma governadora como carta na manga.

A chegada de Raquel Lyra ao PSD mexe com o equilíbrio de forças em Pernambuco. O estado sempre foi um terreno disputado, com o PT dominando a esquerda e o PSDB sendo uma opção de centro-direita. Agora, com Raquel no PSD, o partido ganha um peso que não tinha antes. Ela é a primeira mulher a governar Pernambuco, uma figura carismática e com experiência política – foi prefeita de Caruaru antes de chegar ao governo estadual. Isso dá ao PSD uma vantagem para atrair eleitores e aliados que querem algo novo, mas sem se jogar nos extremos da polarização.

E tem mais: essa filiação pode ser um divisor de águas nas próximas eleições. Com o controle do PSD em Pernambuco, Raquel tem nas mãos uma estrutura partidária que pode ajudar a formar alianças locais e fortalecer sua base para 2026. O evento de filiação mostrou que o partido tem apoio nacional – os ministros presentes são prova disso –, o que significa que recursos e capital político devem chegar ao estado para turbinar os planos de Lyra.

O PSD, liderado por Gilberto Kassab, vem crescendo no Brasil com uma estratégia simples: ser um partido “nem de direita, nem de esquerda, nem de centro”, como ele gosta de dizer. Em Pernambuco, trazer Raquel Lyra para o time é um golpe de mestre nessa jogada. Kassab quer transformar o PSD em uma força nacional, e ter uma governadora como Raquel no comando estadual é um passo gigante para isso. Ela traz visibilidade, liderança e um perfil que pode agradar tanto quem está cansado do PT quanto quem não quer embarcar no bolsonarismo.

Para Raquel, o PSD oferece uma plataforma perfeita. Sai do PSDB, que vinha perdendo força, e entra em um partido em ascensão, com estrutura e apoio nacional. É como trocar de carro no meio da corrida – e pegar um modelo mais potente para a reta final

Olhando para frente, a filiação de Raquel Lyra ao PSD pode mudar a cara da política pernambucana. Se ela conseguir usar o partido para consolidar seu poder, a reeleição em 2026 fica mais palpável. Mas não vai ser fácil. O PT, que ainda tem uma base sólida no estado, não vai ficar de braços cruzados. E outros grupos, como o PL, também podem tentar atrapalhar os planos dela.

Ainda assim, o movimento é promissor. O PSD, com Raquel à frente, pode se tornar uma alternativa real no estado, atraindo quem busca uma política mais pragmática e menos ideológica. E, se Kassab continuar jogando bem suas cartas, Pernambuco pode ser só o começo de uma expansão ainda maior do partido no Nordeste.
A filiação de Raquel Lyra ao PSD é um daqueles momentos que podem marcar a história política de Pernambuco. Ela está mostrando que não veio para brincar – quer deixar sua marca como governadora e, quem sabe, ir além. O PSD, por sua vez, ganha uma líder que pode colocar o partido no mapa do estado de vez.

Claro, o futuro é incerto. Política é como um jogo de xadrez: cada jogada abre novas possibilidades, mas também novos riscos. Será que Raquel vai conseguir unir o PSD e sua base eleitoral? Será que o partido vai entregar o que ela precisa para 2026? Só o tempo vai dizer. Por enquanto, uma coisa é certa: Pernambuco está de olho em Raquel Lyra, e ela parece pronta para o desafio.

A filiação de Raquel Lyra ao PSD no dia 10 de março de 2025 não foi só uma troca de partido – foi uma jogada estratégica que pode transformar a política em Pernambuco. Com ela no comando do PSD estadual, o partido ganha força, e Raquel se posiciona como uma líder ainda mais influente. O impacto disso vai ser sentido nas próximas eleições e no equilíbrio de poder do estado. Uma coisa é fato: a política pernambucana nunca mais será a mesma.

João Américo de Freitas é advogado

Por unanimidade, Cidadania aprova fim de federação com PSDB

Da CNN Brasil

O Diretório Nacional do Cidadania decidiu não renovar a federação com o PSDB, que estava válida desde as eleições de 2022. O martelo foi batido de forma unânime em reunião na manhã deste domingo (16), em Brasília.

O partido alega que a parceria gerou desvantagem ao Cidadania, como a redução de sua representação nas prefeituras, câmaras municipais e estaduais, além da diminuição do número de cadeiras no Congresso Nacional.

A própria legenda divulgou que representantes dos estados relataram uma “convivência difícil e desvantajosa” para o Cidadania. Agora, a intenção é recuperar a identidade e definir os novos rumos, pensando nas eleições de 2026.

De acordo com o presidente do partido, Comte Bittencourt, o Cidadania ainda não decidiu se vai disputar o próximo pleito sozinho ou se vai realizar outra federação.

A legenda precisa esperar até o ano que vem para oficializar a separação com PSDB, já que a legislação determina que uma federação precisa vigorar por, no mínimo, quatro anos.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se o partido decidir sair da federação antes do prazo, ela não poderá ingressar em outra ou entrar em uma coligação nas duas eleições seguintes, além de perder acesso ao fundo partidário até o prazo acabar.

A decisão segue a Executiva Nacional do partido, que também foi unânime na votação para o fim da aliança no mês passado.

Renovação

No pleito de 2022, o Cidadania elegeu cinco deputados federais. No mesmo ano, perdeu para o PSDB o único senador que tinha, Alessandro Vieira (SE) — que hoje está no MDB. Recentemente, a sigla deixou de ter uma deputada, Carmen Zanotto (SC), que se elegeu prefeita em Lajes.

O Cidadania passa por um processo de renovação desde 2019, quando adotou o novo nome e abandonou a nomenclatura Partido Popular Socialista (PPS). A legenda surgiu nos anos 1990, após romper com o antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Federações partidárias

A união de partidos em federações foi instituída pelo Congresso Nacional na Reforma Eleitoral de 2021 e funciona como um teste para eventual fusão. Elas são diferentes das coligações, que são uniões entre siglas apenas para uma disputa eleitoral.

A diferença básica entre as duas é o tempo de compromisso. Na coligação, os partidos se unem apenas durante a eleição e funcionam como um só perante a Justiça Eleitoral. Enquanto que, na federação, as siglas mantém suas identidades, mas atuam de forma conjunta pelo período mínimo de quatro anos.

Atualmente, existem três federações no Brasil:

  • Federação Brasil da Esperança, com PT, PCdoB e PV.
  • Federação PSOL-Rede, com PSOL e Rede.
  • Federação PSDB-Cidadania, com PSDB e Cidadania.

Denis Galdino, um dos maiores assaltantes de bancos do país, é preso

Brasília (DF) 16/03/2025 - Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), em conjunto com a Polícia Civil de Santa Catarina, anunciaram hoje (16) a prisão de um dos maiores assaltantes de banco no Brasil, identificado como Denis Galdino, de 42 anos. Foto: Policía Civil/Divulgação

Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), em conjunto com a Polícia Civil de Santa Catarina, anunciaram neste domingo (16) a prisão de um dos maiores assaltantes de banco no Brasil, identificado como Denis Galdino, de 42 anos. Ele é um dos criminosos mais procurados no país e foi localizado no município de Cachoeiras de Macacu, na região metropolitana do Rio, onde se escondia usando identidade falsa.

O criminoso é um dos principais articuladores de quadrilhas especializadas em roubos a bancos. Ele possui extensa ficha criminal, com passagens por 17 estados, e já foi preso em flagrante no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.

Segundo as investigações, Galdino utilizava documentos falsificados para escapar da polícia e continuar praticando crimes. Em um dos casos mais emblemáticos, ele se passou por um jornalista do Paraná, causando verdadeiro pesadelo à vítima real, que passou dois anos tentando provar inocência.

Denis Galdino estava foragido desde fevereiro de 2024, quando participou de roubo a uma agência bancária, no município de Joinville, no estado de Santa Catarina. Na ocasião, seis criminosos invadiram o local e, em menos de 10 minutos, levaram quase meio milhão de reais. Cinco criminosos foram presos pelo crime, restando apenas o criminoso capturado nesse sábado.

Após o crime, o assaltante se refugiou no Complexo da Penha, zona norte do Rio, e permaneceu no local por meses, contando com a proteção de criminosos locais. Recentemente, agentes da especializada identificaram sua localização em Cachoeiras de Macacu.

Denis planejava participar de um evento religioso, na tentativa de despistar as investigações. Agora, com a prisão, os agentes fazem diligências para apurar a possível participação do criminoso nos recentes ataques a caixas eletrônicos no estado do Rio.

Em vários roubos, os criminosos utilizaram a mesma técnica: o uso de explosivos para violar terminais bancários e subtrair altas quantias.

Em ato no Rio de Janeiro, Bolsonaro afirma que não fugirá do país

Demonstrators gather to support former Brazilian President Jair Bolsonaro at Copacabana beach, in Rio de Janeiro, Brazil, March 16, 2025. REUTERS/Pilar Olivares

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16), para defender anistia aos condenados por invadir e destruir os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023. Ele próprio corre risco de ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que não fugirá do Brasil para evitar uma eventual prisão ordenada pelo STF. “O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, disse. Bolsonaro, que atualmente está inelegível, afirmou que não tem “obsessão pelo poder”, mas tem “paixão pelo Brasil”.

Diante do apoio manifesto, mas considerando os desdobramentos do processo de que é alvo no STF, ele admitiu a possibilidade de não participar da próxima eleição presidencial. “Estamos deixando muitas pessoas capazes de me substituir”.

Ele ainda se esquivou da acusação de tentativa de golpe atribuída a ele. Afirmou que, por estar nos Estados Unidos na ocasião, não poderia ter participado de uma trama para impedir que Lula, que o derrotou nas eleições de 2022, assumisse a Presidência. Bolsonaro é acusado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado agravado pelo emprego de violência e deterioração de patrimônio tombado da União.

Brasília (DF) 16/03/2025 - TAto pro Bolsonaro em Copacabana.
Foto: Gilberto Costa/Agência Brasil
Bolsonaristas se reúnem no Rio de Janeiro e defendem anistia para o ex-presidente e condenados do 8/1. Foto: Gilberto Costa/Agência Brasil

 

Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam cerca de 300 metros da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, na altura do Posto 4. O Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a Organização Não Governamental (ONG) More in Common calcularam a presença de 18 mil pessoas no ato deste domingo. Um software de inteligência artificial fez os cálculos a partir de fotos aéreas do público no horário de pico do ato, ao meio-dia.

Projeto no Congresso

A manifestação que reuniu lideranças de direita na orla na Zona sul teve o objetivo de pressionar o Congresso Nacional a aprovar o projeto de lei que anistia os condenados do 08/01. Diretamente interessado nessa anistia, Bolsonaro afirmou que as pessoas que destruíram os prédios dos Três Poderes são inocentes.

“Eu jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham a intenção e nem poder para fazer aquilo que estão sendo acusadas”.

Em 8 de Janeiro de 2023, milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro romperam o cordão de isolamento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, quebraram janelas, destruíram cadeiras, computadores e obras de arte nos três prédios. Também tentaram incendiar o interior do STF. Só deixaram os locais após a chegada de tropas da Polícia Militar e do Exército.

Governadores

O ato contou com a participação de quatro governadores. Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC), Mauro Mendes (MT) e Tarcísio de Freitas (SP). Tarcísio também defendeu a anistia. Ele disse que é correto que o projeto seja pautado e aprovado no Congresso Nacional para garantir a anistia às pessoas. “Pode ter certeza que nós vamos conseguir os votos”.

Para Tarcísio, é preciso avançar para partir para outras discussões. “Para que a gente possa se dedicar aos temas nacionais, para que a gente possa discutir a longevidade, o envelhecimento da população, o financiamento do SUS. Tarcísio, ainda apontou que o grande problema do país é a inflação.

Movimentação

As pessoas mobilizadas para o evento organizado pelo pastor Silas Malafaia exibiam camisas e adesivos saudosos do governo do ex-presidente.

Entre os dizeres havia: “a direita está viva”; “com saudades do meu ex”; “anistia para os patriotas”; “o Brasil é meu partido”. Havia ainda dizeres críticos ao atual governo e elogios ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pouco depois do meio-dia, após a fala de Bolsonaro, os manifestantes começaram a se dispersar.