Enamed: Veja cursos de medicina que terão sanções por desempenho ruim; Centro Universitário Estácio de Recife (Estácio Recife) entre eles

Nesta segunda-feira  (19), o Ministério da Educação (MEC) apresentou os resultados da primeira edição Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país. Desse total, cerca de 30% tiveram desempenho insatisfatório, quando menos de 60% dos estudantes foram considerados proficientes. 

A partir da publicação dos dados, os cursos com nota insatisfatória e que pertencem ao Sistema Federal de Ensino, que inclui as universidades federais e as instituições privadas, passarão por um processo de supervisão em que podem ser adotadas medidas cautelares. Ao todo, são 99 cursos nessa situação (confira a lista abaixo). As instituições públicas estaduais, distritais e municipais não passam pelo processo, uma vez que  são supervisionadas pelos respectivos conselhos e secretarias de educação locais.  

Medidas 

As sanções, de acordo com o MEC, serão escalonadas e podem prever desde a redução de vagas até a suspensão de oferta via Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As medidas cautelares serão aplicadas conforme o desempenho do curso.  

“Quanto maior o risco ou ameaça ao interesse público, mais graves serão as medidas adotadas”, informou o MEC.  

Após a publicação dos resultados no Diário Oficial da União, esses 99 cursos terão 30 dias para apresentar a defesa ao MEC, antes que as sanções entrem em vigor. Após o prazo, as medidas valerão até a próxima aplicação do Enamed, prevista para outubro de 2026. 

Resultados 

Os melhores desempenhos no Enamed foram observados entre 6.502 estudantes de instituições federais, que apresentaram uma pontuação média de 83,1% de proficiência, seguido dos alunos das estaduais, com média de 86,6%, entre os 2.402 inscritos. 

Os piores desempenhos foram dos 944 concluintes da rede municipal, que somaram uma média de 49,7% da pontuação máxima, com resultado médio considerado insuficiente pelo exame. Os 15.409 estudantes da rede privada com fins lucrativos também apresentaram uma média de apenas 57,2% da pontuação máxima.

Enamed 

Criado em abril de 2025,  o Enamed é a adaptação do Exame Nacional de Avaliação dos Estudantes (Enade) para estudantes concluintes do curso de medicina, com o objetivo de avaliar a formação médica no Brasil. O exame é obrigatório e o resultado obtido pelo estudante pode ser usado para ingressar nos programa de residência médica unificado do MEC, organizado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) por meio do Exame Nacional de Residência (Enare).

Confira a lista dos 99 cursos de medicina que serão supervisionados 

  • Centro Universitário do Panatanal (Unipantanal) – privada com fins lucrativos – Cárceres (MT)
  • Universidade Estácio de Sá (UNESA) – privada com fins lucrativos – Angra dos Reis (RJ)
  • Faculdade Metropolitana (UNNESA) – privada com fins lucrativos – Porto Velho (RO)
  • Centro Universitário Alfredo Nasser (UNIFAN) – privada com fins lucrativos – Aparecida de Goiânia (GO)
  • Faculdades de Dracena – privada sem fins lucrativos – Dracena (SP)
  • Centro Universitário de Adamantina (FAI) – especial – Adamantina (SP)
  • Centro Universitário do Pantanal (Unipantanal) – privada com fins lucrativos – Cáceres (MT)
  • Centro Universitário Estácio do Ceará (Estácio Ceará) – privada com fins lucrativos – Fortaleza (CE)
  • Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto (Estácio RP) – privada com fins lucrativos – Ribeirão Preto (SP)
  • Centro Universitário Estácio de São Paulo (Estácio SP) – privada com fins lucrativos – São Paulo (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Santa Catarina (Estácio SC) – privada com fins lucrativos – São José (SC)
  • Centro Universitário Estácio de Belo Horizonte (Estácio BH) – privada com fins lucrativos – Belo Horizonte (MG)
  • Centro Universitário Estácio de Brasília (Estácio Brasília) – privada com fins lucrativos – Brasília (DF)
  • Centro Universitário Estácio de Goiás (Estácio Goiás) – privada com fins lucrativos – Goiânia (GO)
  • Centro Universitário Estácio de Juiz de Fora (Estácio JF) – privada com fins lucrativos – Juiz de Fora (MG)
  • Centro Universitário Estácio de Natal (Estácio Natal) – privada com fins lucrativos – Natal (RN)
  • Centro Universitário Estácio de Recife (Estácio Recife) – privada com fins lucrativos – Recife (PE)
  • Centro Universitário Estácio de Salvador (Estácio Salvador) – privada com fins lucrativos – Salvador (BA)
  • Centro Universitário Estácio de Teresina (Estácio Teresina) – privada com fins lucrativos – Teresina (PI)
  • Centro Universitário Estácio do Pará (Estácio Pará) – privada com fins lucrativos – Belém (PA)
  • Centro Universitário Estácio do Rio Grande do Sul (Estácio RS) – privada com fins lucrativos – Porto Alegre (RS)
  • Centro Universitário Estácio do Amazonas (Estácio Amazonas) – privada com fins lucrativos – Manaus (AM)
  • Centro Universitário Estácio do Maranhão (Estácio MA) – privada com fins lucrativos – São Luís (MA)
  • Centro Universitário Estácio do Piauí (Estácio PI) – privada com fins lucrativos – Teresina (PI)
  • Centro Universitário Estácio do Tocantins (Estácio TO) – privada com fins lucrativos – Palmas (TO)
  • Centro Universitário Estácio do Amapá (Estácio AP) – privada com fins lucrativos – Macapá (AP)
  • Centro Universitário Estácio do Acre (Estácio AC) – privada com fins lucrativos – Rio Branco (AC)
  • Centro Universitário Estácio de Vitória (Estácio Vitória) – privada com fins lucrativos – Vitória (ES)
  • Centro Universitário Estácio de Campinas (Estácio Campinas) – privada com fins lucrativos – Campinas (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Sorocaba (Estácio Sorocaba) – privada com fins lucrativos – Sorocaba (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Santos (Estácio Santos) – privada com fins lucrativos – Santos (SP)
  • Centro Universitário Estácio de São José dos Campos (Estácio SJC) – privada com fins lucrativos – São José dos Campos (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Taubaté (Estácio Taubaté) – privada com fins lucrativos – Taubaté (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Guarulhos (Estácio Guarulhos) – privada com fins lucrativos – Guarulhos (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Osasco (Estácio Osasco) – privada com fins lucrativos – Osasco (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Santo André (Estácio Santo André) – privada com fins lucrativos – Santo André (SP)
  • Centro Universitário Estácio de São Bernardo do Campo (Estácio SBC) – privada com fins lucrativos – São Bernardo do Campo (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Diadema (Estácio Diadema) – privada com fins lucrativos – Diadema (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Mauá (Estácio Mauá) – privada com fins lucrativos – Mauá (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Suzano (Estácio Suzano) – privada com fins lucrativos – Suzano (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Mogi das Cruzes (Estácio Mogi) – privada com fins lucrativos – Mogi das Cruzes (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Barueri (Estácio Barueri) – privada com fins lucrativos – Barueri (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Cotia (Estácio Cotia) – privada com fins lucrativos – Cotia (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Jundiaí (Estácio Jundiaí) – privada com fins lucrativos – Jundiaí (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Limeira (Estácio Limeira) – privada com fins lucrativos – Limeira (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Piracicaba (Estácio Piracicaba) – privada com fins lucrativos – Piracicaba (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Rio Claro (Estácio Rio Claro) – privada com fins lucrativos – Rio Claro (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Araraquara (Estácio Araraquara) – privada com fins lucrativos – Araraquara (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Franca (Estácio Franca) – privada com fins lucrativos – Franca (SP)
  • Centro Universitário Estácio de São Carlos (Estácio São Carlos) – privada com fins lucrativos – São Carlos (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Bauru (Estácio Bauru) – privada com fins lucrativos – Bauru (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Marília (Estácio Marília) – privada com fins lucrativos – Marília (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Presidente Prudente (Estácio PP) – privada com fins lucrativos – Presidente Prudente (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Araçatuba (Estácio Araçatuba) – privada com fins lucrativos – Araçatuba (SP)
  • Centro Universitário Estácio de São José do Rio Preto (Estácio SJRP) – privada com fins lucrativos – São José do Rio Preto (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Catanduva (Estácio Catanduva) – privada com fins lucrativos – Catanduva (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Votuporanga (Estácio Votu) – privada com fins lucrativos – Votuporanga (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Fernandópolis (Estácio Fernandópolis) – privada com fins lucrativos – Fernandópolis (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Jales (Estácio Jales) – privada com fins lucrativos – Jales (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Itapeva (Estácio Itapeva) – privada com fins lucrativos – Itapeva (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Registro (Estácio Registro) – privada com fins lucrativos – Registro (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Peruíbe (Estácio Peruíbe) – privada com fins lucrativos – Peruíbe (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Praia Grande (Estácio PG) – privada com fins lucrativos – Praia Grande (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Cubatão (Estácio Cubatão) – privada com fins lucrativos – Cubatão (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Guarujá (Estácio Guarujá) – privada com fins lucrativos – Guarujá (SP)
  • Centro Universitário Estácio de São Vicente (Estácio SV) – privada com fins lucrativos – São Vicente (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Santos (Estácio Santos II) – privada com fins lucrativos – Santos (SP)
  • Centro Universitário Estácio de Praia Grande (Estácio PG II) – privada com fins lucrativos – Praia Grande (SP)

Haddad propõe que Banco Central fiscalize fundos de investimentos

Brasília (DF), 18/12/2025 – O ministro da fazenda, Fernando Haddad durante entrevista com setoristas do ministério.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (19) que apresentou uma proposta ao governo para que o Banco Central passe a fiscalizar os fundos de investimento no país. Atualmente, a atribuição é da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“Apresentei uma proposta, que está sendo discutida no âmbito do Executivo, para ampliar o perímetro regulatório do Banco Central. Tem muita coisa que deveria estar no âmbito do Banco Central e que está no âmbito da CVM, na minha opinião, equivocadamente”, disse ele, em entrevista na manhã de hoje ao programa UOL News.

Para o ministro, essa mudança deveria ocorrer porque, em sua visão, “há uma intersecção muito grande entre os fundos e as finanças”, o que pode trazer impactos para as contas públicas.

“Isso tem impacto até sobre a contabilidade pública, por exemplo. A conta remunerada, as compromissadas, tudo isso tem relação com a contabilidade pública”, disse ele, ressaltando que essa fiscalização pelo Banco Central já acontece em outros países desenvolvidos.

“Eu entendo que seria, inclusive, uma resposta muito boa neste momento nós ampliarmos o poder de fiscalização sobre os fundos por parte do Banco Central porque aí fica num lugar só. Fica tudo sendo supervisionado e regulado num lugar só, que é mais ou menos o desenho dos bancos centrais do mundo desenvolvido.”

Operações recentes realizadas pela Polícia Federal têm demostrado que alguns fundos de investimentos podem estar sendo utilizados em fraudes no país. Um desses exemplos é o caso envolvendo o Banco Master e os fundos da Reag Investimentos.

Na semana passada, o Banco Central anunciou a liquidação da Reag Investimentos, hoje CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. A instituição é suspeita de administrar fundos fraudulentos ligados ao Banco Master. O esquema funcionaria por meio de uma ciranda financeira de depósitos e retiradas por diversos desses fundos, com o objetivo de ocultar o beneficiário final do dinheiro. Segundo as investigações, as fraudes podem superar os R$ 11 bilhões.

Elogios

Durante a entrevista de hoje, o ministro fez elogios ao atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, dizendo não ter se arrependido de ter sugerido o nome dele para ocupar a função. Haddad ressaltou que Galípolo vem atuando “com grande competência” no caso do Banco Master e em outros problemas que herdou de gestões anteriores.

“Ele [Galípolo] herdou um problema que é o Banco Master, todo ele constituído na gestão anterior. O Banco Master não aconteceu na gestão atual, o Galípolo descascou um abacaxi. E descascou o abacaxi com responsabilidade”, disse o ministro. “Ele herdou um grande abacaxi, mas, em minha opinião, ele está resolvendo isso com grande competência”, completou.

Artigo: Quando os moradores ensinam a cidade a falar sua própria língua

Existe uma experiência urbana que todos compartilhamos, mas nem sempre percebemos conscientemente: a capacidade de nos orientarmos nos espaços que habitamos. Quando caminhamos por um bairro desconhecido, procuramos sinais que nos indiquem onde estamos e para onde devemos ir. Esses sinais podem ser placas oficiais, monumentos, referências naturais ou mesmo aquela padaria da esquina que todos conhecem. A forma como lemos e interpretamos a cidade determina não apenas nossa mobilidade física, mas também nosso sentimento de pertencimento a ela.
O conceito de legibilidade cidadã surge justamente dessa necessidade humana de compreender e se apropriar do espaço urbano. Diferente dos sistemas tradicionais de sinalização, que costumam ser impostos de cima para baixo por técnicos e administradores públicos, essa abordagem propõe algo revolucionariamente simples: perguntar às pessoas que vivem nos bairros como elas mesmas enxergam e nomeiam seus territórios. Trata-se de reconhecer que os moradores são os verdadeiros especialistas na geografia afetiva de seus lugares, aqueles que conhecem cada atalho, cada ponto de encontro, cada história que transforma ruas anônimas em espaços carregados de significado.
Quando observamos bairros que cresceram rapidamente, especialmente nas periferias das grandes cidades, notamos um fenômeno recorrente: a ausência de identidade visual clara. Conjuntos habitacionais se repetem em padrões idênticos, ruas carecem de nomes que façam sentido para quem as percorre diariamente, e referências importantes para a comunidade permanecem invisíveis para visitantes e até para novos moradores. Essa desorientação não é apenas física, ela representa uma forma de apagamento da memória coletiva e da cultura local.


A proposta de construir sistemas de orientação de maneira participativa inverte essa lógica. Imagine reuniões públicas onde moradores de diferentes gerações se encontram para mapear colaborativamente os pontos importantes de seu bairro. Ali surgem histórias fascinantes: a praça que na verdade todos chamam por outro nome em homenagem a um antigo morador querido, o campo de futebol que virou referência para marcar encontros, a esquina onde funciona o comércio informal que abastece toda a vizinhança. Esses lugares existem no imaginário coletivo, mas frequentemente não aparecem em mapas oficiais nem em aplicativos de navegação.


Ao sistematizar essas informações e transformá-las em sinalização real, algo poderoso acontece. Primeiro, os moradores se veem representados no próprio território, reconhecendo suas histórias materializadas em placas, totens e outros elementos urbanos. Segundo, visitantes e novos habitantes conseguem acessar a cultura local de forma mais orgânica, aprendendo não apenas a se locomover, mas a compreender as camadas de significado que tornam aquele lugar único. Terceiro, estabelece-se um processo contínuo de construção e reconstrução da identidade territorial, porque as cidades são organismos vivos que se transformam constantemente.


Esse processo participativo também revela conflitos e disputas sobre como o espaço deve ser nomeado e compreendido. Diferentes grupos podem ter memórias distintas sobre os mesmos lugares, e o diálogo se torna fundamental. Nesses momentos, a legibilidade cidadã transcende a função prática de orientação e se converte em exercício democrático, onde a comunidade negocia coletivamente sua própria narrativa urbana.


Massificar essa prática significa reconhecer que todo bairro, independentemente de sua localização ou condição socioeconômica, merece ter sua identidade respeitada e comunicada. Significa entender que a cidade justa não é apenas aquela que oferece infraestrutura básica, mas também aquela onde as pessoas podem se reconhecer, se orientar e se sentir verdadeiramente em casa. Quando caminhamos por uma rua e entendemos por que ela se chama assim, quando encontramos facilmente os espaços públicos que a comunidade valoriza, estamos exercendo nosso direito à cidade de forma plena e digna.

Marcelo Rodrigues, é advogado especialista em direito ambiental e urbanístico, consultor técnico em sustentabilidade da Prefeitura Municipal de Caruaru, ex-Secretário de Meio Ambiente do Recife.

DF: Polícia prende técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes

A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando a suspeita de que ex-técnicos de enfermagem de um hospital particular mataram ao menos três pacientes, aplicando-lhes uma substância letal.

Dois suspeitos, um homem e uma mulher, foram detidos no último dia 11, quando a Polícia Civil deflagrou a chamada Operação Anúbis – nome alusivo à divindade egípcia representada por uma criatura com corpo de homem e cabeça de chacal e considerada a guia das almas desencarnadas.

Também investigada, uma mulher foi presa na última quinta-feira (15), ocasião em que os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos e outros elementos probatórios que poderão auxiliar os investigadores que apuram a denúncia.

Os três óbitos ocorreram nos dias 19 de novembro e 01 de dezembro de 2025 no Hospital Anchieta, em Taguatinga, região administrativa do DF, mas o caso só veio a público nesta segunda-feira (19). A Polícia Civil trata as mortes como homicídios e como o caso tramita em segredo de Justiça, não divulgou os nomes dos investigados e das três vítimas identificadas. A motivação para os crimes também não foi esclarecida.

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (19), o delegado Wisllei Salomão se limitou a informar que as vítimas são uma professora aposentada, de 75 anos; um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos.

“Eles foram mortos pela ação de quem deveria estar cuidando deles”, declarou o delegado.

O delegado disse que as provas reunidas indicam que os três técnicos de enfermagem injetaram um medicamento indevido nas três vítimas. “É um medicamento comum, usado nas UTIs, mas que, se aplicado diretamente na veia [do paciente], como foi o caso, provoca parada cardíaca e a morte”.

Ainda de acordo com o delegado, os investigadores analisaram imagens registradas pelo sistema de câmeras instalado na UTI do Hospital Anchieta, um dos mais tradicionais do Distrito Federal; os prontuários dos pacientes e ouviram a outros funcionários do hospital.

“Constatamos que um técnico de enfermagem aproveitou que o sistema estava aberto, logado em nome de médicos, e, em ao menos duas ocasiões, receitou o medicamento [indevido], foi até a farmácia, pegou o medicamento, o preparou, escondeu a seringa no jaleco e a aplicou em três vítimas”, acrescentou o delegado.

Wisllei Salomão assegurou que as duas técnicas de enfermagem já detidas foram coniventes com a ação. “Uma delas o auxiliou a buscar essa medicação na farmácia e também estava presente no momento em que o medicamento foi ministrado.”

Ainda de acordo com Salomão, em uma das vítimas, o técnico de enfermagem injetou desinfetante, além do medicamente indevido. “Quando o medicamento acabou, ele pegou um desinfetante […] o colocou no copinho plástico, sugou o desinfetante numa seringa e injetou [o conteúdo ] por mais de dez vezes em uma das pacientes.

Circunstâncias atípicas
Em nota, o Hospital Anchieta, informou que demitiu os três auxiliares e acionou a Polícia Civil após um comitê interno ter analisado as “circunstâncias atípicas” em que os três pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) morreram.

“Em menos de 20 dias, a investigação célere e rigorosa [do comitê] resultou na identificação de evidências envolvendo os ex-técnicos de enfermagem”, acrescentou o hospital, garantindo que, ao registrar queixa contra os ex-funcionários, compartilhou com a Polícia Civil tudo o que os membros do comitê descobriram.

“O hospital, também vítima da ação destes ex-funcionários, se solidariza com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça”, expressou o Anchieta, garantindo ter entrado em contato com parentes das três vítimas, prestando todos os esclarecimentos necessários, respeitado o segredo de justiça.

Suspeitos
De acordo com a Polícia Civil, após ter sido demitido do Hospital Anchieta, o técnico de enfermagem acusado de injetar o medicamento indevido e desinfetante na veia de ao menos três pacientes, continuou trabalhando em uma UTI infantil. Ele tem 24 anos e também é estudante de fisioterapia. As duas técnicas de enfermagem detidas têm 28 e 22 anos. A primeira também já trabalhou em outros hospitais. A segunda, estava em seu primeiro emprego na área.

“A investigação continua. Eles [os investigados] estão presos temporariamente, por 30 dias. A gente vai [procurar] identificar se outras pessoas contribuíram para esse crime. E instalar um novo procedimento para identificar, nos hospitais onde essas pessoas trabalharam, se ocorreram mortes com este mesmo padrão […] Também vamos analisar os aparelhos celulares aprendidos, os computadores dos autores, para ver se conseguimos esclarecer melhor o porquê deles terem praticado esses crimes”, concluiu o delegado Wisllei Salomão.

Consultado pela reportagem da Agência Brasil, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios se limitou a informar que, tão logo receba o procedimento apuratório, avaliará as medidas cabíveis.

Neoenergia retira mais de 340 kg de equipamentos irregulares de internet dos postes, por dia, em 2025

A Neoenergia Pernambuco ampliou significativamente suas ações de ordenamento da rede em 2025, retirando 124,5 toneladas de materiais irregulares dos postes em todo o estado, um aumento de 20% em relação às 104 toneladas de 2024. O avanço revela não apenas o esforço da concessionária, mas também a dimensão do problema causado por empresas provedoras de internet que ocupam a infraestrutura de forma irregular, com equipamentos fora dos padrões de segurança, instalações sem seguir critérios técnicos e muitas vezes sem qualquer autorização da Anatel ou da distribuidora de energia.

Essas redes de telecomunicações, instaladas de forma clandestina ou fora dos padrões técnicos, têm sido responsáveis por centenas de incêndios em Pernambuco. Em 2025, foram registradas 635 ocorrências de incêndio, contra 496 em 2024. Embora o número de eventos tenha crescido, o impacto sobre os consumidores caiu, passando para 79.260 clientes interrompidos em 2025, frente a 171.505 no ano anterior. A redução de 54% nos clientes afetados demonstra uma maior robustez da rede de distribuição de energia e que o trabalho de remoção e fiscalização tem mitigado os efeitos das falhas provocadas pelas redes de telecom.

O esforço operacional também se refletiu no volume de infraestrutura tratada. Foram 32.498 postes trabalhados em 2025, contra 26.166 em 2024. Em paralelo, foram retiradas 2.015 caixas de telecomunicações em 2025, após 3.339 em 2024. Embora o número seja menor que o do ano anterior, ainda representa um volume significativo de caixas instaladas de forma irregular, muitas delas alimentadas por ligações clandestinas para atender redes de telecomunicações.

Essas caixas, que frequentemente abriga roteadores e switches instalados sem padrão técnico, aumentam o risco de incêndios nos postes, uma vez que a energização costuma ocorrer por meio de fraudes ou de forma improvisada a partir da rede do próprio consumidor ou de pontos de iluminação pública. Além de oferecer risco à população, esses dispositivos também colocam em perigo os técnicos das empresas regulares que atuam na manutenção da rede.

Diante de números tão alarmantes, conclui-se que o problema é estrutural. Pernambuco conta hoje com 827 empresas regulares, das quais 319 foram regularizadas em 2025, após ações de ordenamento. No entanto, ainda existem 298 empresas clandestinas com outorga da Anatel, além de outras que atuam sem qualquer formalização. Essas empresas são as principais responsáveis por irregularidades como redes clandestinas, vãos baixos e equipamentos fora de especificação, que aumentam o risco de incêndios e comprometem a segurança da população. Apesar desses problemas não serem exclusividade das clandestinas, tendo sido identificado em várias outras que estão regulares contratualmente com a distribuidora.

“O que os números mostram é que não estamos diante de um problema da rede elétrica, mas sim das redes de telecomunicações instaladas por provedores de internet sem critérios técnicos. Em 2025, trabalhamos mais de 32 mil postes e retiramos 124,5 toneladas de materiais irregulares. Isso é prevenção direta contra incêndios provocados por terceiros. Cada empresa precisa assumir sua responsabilidade, porque não é aceitável que o consumidor pague o preço da negligência dessas redes clandestinas”, afirmou o gerente operacional da Neoenergia Pernambuco, Fábio Barros.

Com pelo menos 10 equipes dedicadas ao ordenamento diariamente em todo o Estado, e atuação contínua em áreas críticas e eventos específicos, como Carnaval e São João, a Neoenergia Pernambuco reforça que o problema não está na energia, mas nas redes de telecomunicações irregulares. A concessionária seguirá ampliando o ordenamento em 2026, cobrando das empresas provedoras de internet o cumprimento das normas da Aneel e da Anatel, para que a infraestrutura urbana seja segura e resiliente.

Fraude no INSS: Beneficiários tem até fevereiro para pedir reembolso

Aposentados e pensionistas do INSS que foram vítimas de descontos indevidos podem solicitar ressarcimento até 14 de fevereiro. O período é destinado à sinalização de participação no acordo proposto pelo Executivo para devolução dos valores com correção monetária.

A contestação pode ser realizada a partir do aplicativo Meu INSS, por contato telefônico na central de número 135 ou atendimento presencial nas agências dos Correios. Para solicitar o reembolso, é necessário verificar a ocorrência de descontos associativos no benefício e, na sequência, confirmar ou negar a autorização para o débito.

Podem aderir ao acordo os beneficiários que:

Contestaram descontos indevidos e não obtiveram resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis;
Receberam resposta considerada irregular, como apresentação de assinaturas falsas ou gravações de áudio em substituição a comprovantes válidos;
Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025;
Possuem processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores.

Em caso de processo judicial, ao oficializar o acordo com o INSS, o beneficiário concorda em encerrar a ação e receber o ressarcimento conforme previsto na contestação.

Firmado o pedido, a entidade associativa tem um prazo de até 15 dias úteis para responder o solicitante. Se não houver resposta, o sistema libera automaticamente a opção de adesão ao acordo.

Pedidos de ressarcimento

O INSS estima que 6,2 milhões de pessoas já apresentaram contestações referentes às cobranças. Desse número, 4,2 milhões aderiram ao acordo e receberam a restituição dos valores corrigidos. Outras 850 mil pessoas estão aptas a aderir ao acordo, mas ainda não deram início ao processo.

Cerca de R$ 2,8 bilhões foram desembolsados pelo governo com pedidos de reembolso. Após a adesão, o valor é depositado na conta do segurado em até 3 dias úteis.

Reembolso automático

Para indivíduos com idade superior a 80 anos, indígenas e quilombolas, a etapa de contestação foi isentada. O INSS já iniciou o processo automaticamente. Os beneficiários devem aceitar o acordo por meio do aplicativo ou em agências do Correios. A população ribeirinha recebe atendimento por meio do PrevBarco.

Estado chega a 1,5 mil km de estradas recuperadas

O Governo de Pernambuco alcançou a marca histórica de 1,5 mil quilômetros de rodovias recuperadas em todas as regiões do Estado. As obras integram o programa PE na Estrada, maior iniciativa de recuperação rodoviária da história pernambucana, que já soma R$ 4,6 bilhões em investimentos.

A Região Metropolitana do Recife concentrou o maior volume de recursos, com mais de R$ 1,5 bilhão aplicados, seguida pelo Agreste (R$ 1,2 bilhão), pelas Matas Norte e Sul (quase R$ 1 bilhão) e pelos Sertões, com cerca de R$ 900 milhões investidos. Entre os trechos já entregues estão rodovias na RMR, Zona da Mata, Agreste e Sertão, conectando municípios estratégicos e fortalecendo a mobilidade regional.

Segundo a governadora Raquel Lyra, o programa avança em ritmo acelerado, promovendo desenvolvimento econômico, segurança viária e integração entre as regiões do Estado. O secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho, destacou que a marca histórica não encerra o programa, que segue com obras estruturantes em andamento, como o Arco Metropolitano.

Lançado em outubro de 2024, o PE na Estrada prevê investimento total de R$ 5,1 bilhões e mantém um conjunto robusto de intervenções em execução, reafirmando a retomada da capacidade do Estado de realizar grandes obras de infraestrutura.

Ações integradas levam serviços e melhorias ao Nina Liberato

Teve início, nesta segunda-feira (19), o “Prefeitura na Porta” no bairro Nina Liberato, em Caruaru, atendendo a uma demanda dos moradores por limpeza, manutenção e zeladoria urbana. Já no primeiro dia, as equipes atuaram em diversos pontos do bairro, promovendo melhorias imediatas nos espaços públicos.

“Essa é a primeira ação desse porte que a Prefeitura está fazendo, tem muito trabalho para se fazer e a gente fica muito feliz de ver a secretaria aqui. A expectativa é gigante. Quando a gente viu os caminhões chegando, foi muito bom, a equipe chegando, o trabalho acontecendo, e hoje é apenas o primeiro dia”, comemorou Aline Costa, moradora do bairro há 8 anos.

Os trabalhos seguem no bairro até a conclusão de todos os serviços previstos, garantindo que as melhorias sejam efetivas. Para isto, é preciso o apoio da população, como explica Adriana Mendes, que mora no Nina Liberato há 11 anos: “Muitas vezes, o próprio morador não colabora, a Prefeitura faz e o pessoal torna a sujar. Mas fico muito feliz de ver os serviços chegando aqui, porque é um bairro distante e carente, que precisa desse cuidado”.

Pernambuco alcança marca histórica de 1,5 mil quilômetros de estradas recuperadas

O Governo de Pernambuco atingiu a marca histórica de 1,5 mil quilômetros de rodovias recuperadas em todas as regiões do Estado. Ao todo, foram investidos R$ 4,6 bilhões nestas vias, por meio do PE na Estrada, o maior programa de recuperação rodoviária da história de Pernambuco. A Região Metropolitana do Recife (RMR) concentra o maior volume de recursos, com o aporte de mais de R$ 1,5 bilhão, seguida pelo Agreste, com R$ 1,2 bilhão, pelas Matas Norte e Sul, que somam quase R$ 1 bilhão, e pelos Sertões, com cerca de R$ 900 milhões investidos.

“O programa PE na Estrada está em ritmo acelerado. Estamos conectando regiões, fortalecendo a economia, impulsionando o turismo e garantindo mais segurança e dignidade para quem vive e trabalha no nosso Estado. Esse é um avanço que mostra que Pernambuco voltou a investir em infraestrutura de forma estruturante e responsável. Em todas as regiões do Estado, há obras finalizadas”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Entre as obras que integram o quantitativo já entregues estão intervenções em diferentes regiões do Estado, como a APE-009, entre Nossa Senhora do Ó e Muro Alto, em Ipojuca, na RMR; e a APE-062, em Aliança, na Mata Norte. Também foram concluídas a PE-045, entre Escada e Vitória de Santo Antão, na Mata Sul; a PE-149, entre Agrestina e Lajedo, no Agreste; a PE-270, entre Arcoverde e Itaíba; a PE-633, em Petrolina; e a PE-499, entre Terra Nova e Cabrobó, estas últimas no Sertão do Estado.

“Temos avançado na recuperação de estradas de ponta a ponta de Pernambuco. Essa é uma marca histórica, mas que não vamos parar, a meta segue com obras importantes como o Arco Metropolitano”, disse o secretário de Mobilidade de Infraestrutura, André Teixeira Filho.

Além das estradas já entregues, o Governo de Pernambuco mantém um conjunto robusto de obras em andamento, com ritmo acelerado de execução. Entre elas estão o Arco Metropolitano Viário, no trecho do Cabo de Santo Agostinho, com investimento previsto de R$ 632 milhões; a PE-027 (Estrada de Aldeia), com previsão de R$ 92 milhões, ambas na Região Metropolitana do Recife; a BR-104, entre o distrito de Pão de Açúcar, em Taquaritinga do Norte, e Vertentes, com R$ 141 milhões, no Agreste; a PE-060, entre Cabo de Santo Agostinho e São José da Coroa Grande, com R$ 80 milhões; e a PE-630, entre o distrito de Barra de São Pedro, em Ouricuri, e Trindade, com investimento de R$ 27 milhões.

Segundo o diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), André Fonseca, o resultado reflete a retomada da capacidade do Estado em executar grandes obras de infraestrutura. “Alcançar essa marca é fruto de um trabalho contínuo de engenharia, fiscalização e gestão. O DER atua hoje com um amplo conjunto de obras em diferentes fases, garantindo mais segurança viária, melhor mobilidade e eficiência para quem utiliza a malha rodoviária diariamente”, enfatizou.

Lançado em outubro de 2024, o programa PE na Estrada é a maior iniciativa de infraestrutura rodoviária da história de Pernambuco, com um investimento total de R$ 5,1 bilhões na recuperação de diversas rodovias.

Foto 1 – Janaina Pepeu/Secom
Fotos 2 e 3 – Yacy Ribeiro/Secom
Fotos 4 e 5 – Hesíodo Góes/Secom
Foto 6 – Miva Filho/Secom
Foto 7 – Ed Machado/Governo de Pernambuco

Juntos pela Segurança: governadora Raquel Lyra comanda aula inaugural de 189 alunos do curso de oficiais da Polícia Militar

Dos 7 mil novos profissionais aprovados, 3.183 já reforçam a segurança nas ruas em todo o Estado

A governadora Raquel Lyra comandou, nesta segunda-feira (19), a aula inaugural da terceira turma do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Com duração de 12 meses com carga horária total de 1.886 horas-aula, participam do curso de oficiais 189 alunos, sendo 155 homens e 34 mulheres que, já reforçarão o efetivo, assumindo o posto de 2º tenente, em dezembro deste ano. Com esta iniciativa, o Governo do Estado dá mais um passo em direção à recomposição das forças de segurança pública, ampliando a capacidade de resposta na defesa da população.

“Hoje demos início ao curso de formação da terceira turma de oficiais do nosso concurso público. São 189 novos oficiais da polícia militar que, daqui a alguns meses, vão poder ser empossados e assumir a liderança da segurança pública de Pernambuco. A gente tem feito um investimento na segurança pública através do Juntos pela Segurança de R$ 2,3 bilhões, e fazia muito tempo que não se tinha um investimento desta natureza”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Esta é a última turma com aprovados nos concursos de 2023 para forças de segurança do Estado. Até o segundo semestre deste ano, Pernambuco terá sete mil novos profissionais de segurança, dos quais 2.299 soldados da PM já estão nas ruas, tornando a rotina da população mais segura. Ao todo, a segurança de Pernambuco já ganhou o reforço de 3.183 servidores.

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, destacou o momento de segurança que o Estado vive. “Tivemos hoje a aula inaugural da última turma do Curso de Formação para Oficiais, fechando aquele compromisso de sete mil novos servidores na segurança pública de Pernambuco. Essa turma irá se formar até dezembro. Tudo isso somado a um investimento maciço, com armamento e com equipamento de proteção individual, nunca feito antes”, explicou o titular da pasta.

Por meio da Secretaria de Defesa Social (SDS), o Governo do Estado já renovou 100% da frota locada pela pasta, além de ampliar em 24,09%, saindo de 2.420 para 3.003 novas viaturas. Já foram distribuídos mais de 18 mil novos coletes de proteção individual, além de mais de 24 mil pistolas. Apenas em novembro do ano passado, a gestão estadual entregou R$ 73 milhões em armas, viaturas e helicóptero.

Para o comandante-geral da PMPE, coronel Ivanildo Torres, a corporação ganha liderança qualificada para atuar nas ruas. “Esses alunos fazem parte de um pacote de três turmas do Curso de Formação de Oficiais, e assim, estamos formando os líderes dos próximos 35 anos, que comandarão a tropa no terreno”, disse o coronel.

A aluna do curso de oficiais, Taynã Ramalho, é policial da corporação há oito anos. “Ascender no cargo de oficial é uma realização pessoal, sobretudo de saber que posso contribuir com a sociedade, fazer parte de uma corporação que eu me orgulho muito. Eu espero estar pronta para gerir a minha tropa de forma eficiente para prestar um bom serviço à sociedade”, finalizou.

Já John Félix dos Santos, de 27 anos, contou do seu ingresso no curso de oficiais. “A partir do momento que eu ingressei como soldado, isso se tornou um objetivo a ser alcançado. Eu e os demais, temos a missão de liderar e fazer com que a segurança pública seja ainda mais efetiva”, concluiu.

Estiveram presentes na agenda o delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro; o comandante-geral em exercício do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, Iremberg Barros; e a gerente-geral em exercício da Polícia Científica, Fernanda Porto.