Henrique Eduardo Alves usou assessores para ocultar bens, diz PF

A Polícia Federal (PF) investiga se pessoas ligadas ao ex-deputado e ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves atuaram para ocultar parte do patrimônio dele, mesmo após sua prisão no dia 6 junho deste ano. Alves está preso em Natal por suspeita de corrupção e lavagem dinheiro em desvios nas obras de construção da Arena das Dunas, na capital do Rio Grande do Norte.

De acordo com o delegado de Combate ao Crime Organizado da PF no Rio Grande do Norte, Osvaldo Scalezi, o ex-ministro “continuou articulando para transferir parte de seus bens com o intuito de dar a entender que seu patrimônio estaria de acordo com as rendas por ele declaradas”.

A investigação dessa suspeita levou a PF a deflagrar hoje (26) a Operação Lavat, um desdobramento da Operação Manus, que prendeu o ex-ministro em junho. Segundo a PF, durante a análise do material obtido na primeira operação foram encontradas “fortes evidências” de que pessoas ligadas à organização criminosa estariam dando continuidade à prática de crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de valores “para o chefe do grupo”.

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Natural do Rio de Janeiro, é jornalista formado pela Favip. Desde 1990 é repórter do Jornal VANGUARDA, onde atua na editoria de política. Já foi correspondente do Jornal do Commercio, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e Portal Terra.

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