Cidades conseguem recuperar dívidas de contribuintes: Camaçari, João Pessoa e Arapiraca são destaques no Nordeste

Região que ocupa o segundo lugar no ranking dos maiores valores em dívida ativa de contribuintes no país, o Nordeste teve um ano de pequena retomada em 2017: o valor recuperado subiu 13,8% em relação a 2016, mas, ainda assim, falta receber R$ 76,2 bilhões. Os dados da dívida ativa nos municípios da região foram divulgados pelo anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP).

Foram 23 cidades analisadas pela publicação, sendo que 13 tiveram aumento na recuperação de seus valores em 2017. A maior variação da região aconteceu no município de Camaçari (BA), onde o valor ressarcido saltou de R$ 1,5 milhão em 2016 para R$ 8,5 milhões em 2017, um incremento de pouco mais de 447%.

Outros destaques do Nordeste foram João Pessoa (PB), que recuperou R$ 23,8 milhões em 2017, aumento de 93,6% em relação ao valor arrecadado em 2016; Arapiraca (AL), com alta de 92,1% no período analisado; Fortaleza (CE), que conseguiu recuperar R$ 52,8 milhões e registrou aumento de 66,4% em 2017 e Vitória da Conquista (BA), com alta de 64,6%.

Entre as capitais da região, Teresina (PI), Maceió (AL) e Natal (RN) também tiveram alta nas suas recuperações de dívida ativa em 2017. O município de Teresina recolheu R$ 12,1 milhões no ano passado contra os R$ 7,9 milhões em 2016, alta de 52,7%; Maceió recuperou 13,1% a mais em 2017, foram R$ 37,2 milhões contra os R$ 32,9 milhões arrecadados em 2016; já em Natal o incremento foi de 10,2%, com montante recuperado de R$ 31,6 milhões.

Dos 10 municípios que registraram queda no período analisado, São Luís, capital do Maranhão, teve a maior desaceleração da região: – 82,5%. A cidade, que recolheu R$ 23,2 milhões em 2016, conseguiu arrecadar apenas R$ 4 milhões no ano passado e ainda tem R$ 3,5 bilhões para receber dos contribuintes.

Outras capitais nordestinas que também tiveram desempenho negativo em suas recuperações em 2017 foram Recife (PE), Aracaju (SE) e Salvador (BA). A capital pernambucana teve queda de 13,9% no ano passado e recolheu R$ 52 milhões; em Salvador a desaceleração foi de 11,5%, com R$ 102 milhões recuperados; e em Aracaju o montante quitado pelos contribuintes em dívida ativa somou R$ 14,1 milhões, queda de 8,7% se comparado com os R$ 15,5 milhões recuperados em 2016.

Em sua 14ª edição, a publicação utiliza como base números da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentando uma análise do comportamento dos principais itens da receita e despesa municipal, tais como ISS, IPTU, ICMS, FPM, despesas com pessoal, investimento, dívida, saúde, educação e outros.

O Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil (Ano 14 – 2019) foi viabilizado com o apoio de Alphaville Urbanismo, APP 99, BRB, Comunitas, Guarupass, Hauwei, MRV, prefeitura de Cariacica/ES, prefeitura de Guarulhos/SP, prefeitura de Ribeirão Preto/SP, prefeitura de São Caetano do Sul/SP, Sabesp, Saesa e Sanasa.

Grupo Swart aumenta em 35% a produção de rosas para atender a demanda do final de ano

Os produtores de rosas se preparam para atender a demanda das flores para as festas de final de ano. O Grupo Swart de Holambra (SP), que atende o mercado nacional de flores por meio da Cooperativa Veiling Holambra, vai produzir 870 mil hastes de rosas para abastecer o mercado nas duas próximas semanas. A quantidade é 35% superior à produção do ano passado. No total do ano, o Grupo Swart terá disponibilizado ao mercado 25 milhões de rosas cultivadas em sítios localizados em Andradas (MG) e Ubajara (CE). Os principais compradores das flores são supermercados e atacadistas.

As rosas vermelhas são as mais procuradas para as decorações no Natal e as brancas são as preferidas para o Ano-Novo. As hastes amarelas têm mercado nas duas datas. O gerente de Produção do Setor de Rosas de Corte, Roberto José Swart, diz que o Grupo Swart vai suprir a demanda do Natal com 200 mil hastes vermelhas das variedades Freedom, Samourai e Ipanema. Para o Réveillon, serão 420 mil hastes de rosas brancas da variedade Avalanche. As hastes amarelas serão ofertadas durante todo o período de festas.

No Natal, os principais segmentos compradores de rosas no País são os supermercados (60%) e os atacadistas (40%). O foco é a decoração de residências e de festas. A situação se inverte no Ano-Novo, onde há um aumento do consumo de flores para homenagear Iemanjá e para celebrar a virada de ano.

Kalanchoe

O Grupo Swart também é um grande produtor de kalanchoes. O cultivo acontece em duas propriedades que ficam em Holambra (SP). Neste ano, o Grupo vai chegar a 6,4 milhões de vasos produzidos. Em 2019, o volume subirá para 6,7 milhões de unidades. Para incrementar a produção, as estufas foram modernizadas e ampliadas.

Dicas para varejo aumentar vendas de Natal

Este é um reenvio do release da TOP PEOPLE.

Ainda que a Black Friday venha ganhando bastante espaço nos últimos anos, o Natal segue sendo uma das melhores épocas para os negócios do varejo. E motivos é que não faltam para melhorar os índices de vendas: 13º salário, espírito natalino, tradição de presentear em família, amigos e colegas. Tudo contribui para o aumento do consumo. E são os dias que antecedem a data os mais agitados e movimentados do comércio. Muitos clientes, por diversas razões, preferem a reta final para comprar os presentes, e se não houver preparo, várias vendas podem ser colocadas em risco.

Para Ádila Ribeiro Berretella, diretora da TOP PEOPLE, empresa especializada em trade marketing e recrutamento e seleção, a tradição dessa data e a grande relevância que tem para a maioria dos brasileiros levam ao crescimento do comércio no período. Mas, para ter um bom desempenho, é fundamental adotar boas práticas: “Apesar de estarmos vivendo uma época de instabilidade econômica, os períodos comemorativos ainda são boas oportunidades para que varejistas melhorem suas vendas”.

Pensando nisso, a diretora da TOP PEOPLE selecionou 5 dicas que podem contribuir com o sucesso nas vendas. Confira a seguir:

Público: Em primeiro lugar é preciso saber exatamente quem são os potenciais consumidores, seus desejos e necessidades, onde se encontram, qual seu poder aquisitivo e em quais mídias procuram informações. É importante incluir esses dados no plano de vendas, pois, ainda que o estabelecimento tenha uma boa estratégia, se a marca estiver conversando com o público errado, dificilmente cumprirá as metas;

Decoração: Além de embelezar a loja, a decoração de Natal precisa gerar um clima marcante, que transpareça os bons sentimentos que essa época promove, como alegria, receptividade e bem-estar. Aposte também em enfeites criativos, afinal estimulam a curiosidade das pessoas e podem atraí-las para dentro do estabelecimento;

Atendimento: É fundamental capacitar atendentes e funcionários para oferecerem atendimento personalizado. Compreender os desejos do consumidor e se empenhar para atender às solicitações são os melhores caminhos para efetivar uma venda;

Estoque: Ter um estoque estruturado é crucial para quem quer vender mais no Natal. Então, para não deixar clientes insatisfeitos nem perder as possibilidades de negócio, é preciso priorizar os itens que têm mais saída e garantir mais unidades. É importante também ter um canal de comunicação direto com fornecedores e parceiros para que possam cumprir as demandas nos prazos adequados;
Horário: Oferecer horário alternativo para o público na época de Natal é uma estratégia a se considerar. Pesquise quais são os horários mais convenientes para o consumidor. Um bom dia para abrir a loja é no domingo anterior.

“Evite contratempos. Para tanto, é importante revisar o funcionamento de equipamentos eletrônicos, máquinas de cartões, sistemas de gestão, leitores de códigos de barras, entre outros. Não se esqueça, também, de melhorar o layout da loja para favorecer a abordagem dos vendedores e o direcionamento para o caixa”, finaliza Ádila.

Combustíveis estão mais baratos na Região Nordeste, revela Índice de Preços Ticket Log

Os postos da Região Nordeste tiveram redução no preço médio dos combustíveis em novembro, é o que revela o Índice de Preços da Ticket Log (IPTL). A gasolina registrou baixa de 2,20%, no comparativo com os valores do mês anterior, e foi vendida a R$ 4,755. O etanol acompanhou o movimento, e ficou 1,94% mais barato nos postos de toda a região, com exceção do Maranhão, onde o litro passou de R$ 3,899 para R$ 3,951.

“Desde outubro os postos do Nordeste vêm apresentando baixa nos preços, reflexo das reduções nas refinarias. Em novembro, não foi diferente, com exceção do etanol no Maranhão, onde houve alta de 1,33%, e do GNV, com aumento de 2,64% na média para toda a região”, pontua o Diretor-Geral de Frota e Soluções de Mobilidade da Edenred Brasil, Jean-Urbain Hubau.

Na análise geral, o IPTL também mostra que o gás natural veicular (GNV) foi o único combustível a registrar aumento na média geral para o Nordeste, vendido a R$ 3,184 em novembro, ante R$ 3,102 em outubro. No recorte regional, o preço do GNV manteve-se estável no Ceará e na Bahia.

Os postos baianos registraram a maior baixa para o etanol de todo território nacional, com o litro vendido a R$ 3,33, valor 6,5% menor que o do mês anterior. Ainda que o Estado tenha registrado queda significativa no preço do combustível, na Paraíba e em Pernambuco os motoristas pagaram pelo litro mais barato da região, vendido a R$ 3,299.

Já o menor preço médio da gasolina foi localizado no Maranhão, R$ 4,59, ante R$ 4,929 de Sergipe, o mais caro do Nordeste. No Rio Grande Norte, o litro do combustível apresentou baixa de 3,77%, a maior redução no período para a região.

No Ceará o litro da gasolina ficou 10 centavos mais barato, no comparativo com os números do mês anterior, vendida a R$ 4,69, e o etanol registrou queda de 1,42%, com preço médio de R$ 3,599. Já em Alagoas e no Piauí o preço médio da gasolina foi de R$ 4,84 e R$ 4,80, respectivamente; e o litro do etanol, vendido a R$ 3,398 e R$ 3,40, respectivamente.

O IPTL é um índice mensal de preços de combustíveis levantados com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que traz grande índice de acerto, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com 25 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras a fim de simplificar os processos diários.

Saúde suplementar impulsiona contratações formais

Cadeia da saúde suplementar impulsiona mercado de trabalho em 2018. Segundo o Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o setor criou 106,6 mil novas vagas de trabalho formal entre outubro deste ano e o mesmo mês de 2017, alta de 3,1%, e passou a empregar 3,5 milhões de pessoas. Com isso, o segmento já representa 8,1% da força de trabalho empregada no País (43,5 milhões).

A comparação do saldo de admitidos e demitidos no período dá uma ideia ainda mais clara da importância do setor. A economia nacional fechou outubro de 2018 com saldo de 57,7 mil admitidos, sendo que a saúde suplementar responde por 18,4% deste total, com um saldo de 10,6 mil. “Analisando tanto o saldo quanto os números de admitidos e desligados individualmente é possível notar que o setor tem atuado como um importante motor para a retomada dos postos de trabalho formal no País”, avalia Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS. “Vale ressaltar que esse movimento se dá em um período no qual o total de beneficiários de planos de saúde ainda não iniciou sua recuperação. Ou seja, os diversos elos do setor estão se preparando melhor para atender os beneficiários com mais qualidade, o que será ainda mais benéfico para quando de fato detectarmos o início dessa retomada”, completa.

Carneiro ainda destaca que os prestadores de serviço respondem por 2,5 milhões dos postos de trabalho formal no setor, ou 71,6%. “Além de ser o segmento que mais emprega no setor de saúde suplementar, este é também aquele com a maior taxa de crescimento, 3,3% contra 2,7% das operadoras e 2,6% dos fornecedores”, aponta. “Isso indica uma clara atuação de hospitais e laboratórios, entre outros prestadores, no sentido de aprimorarem ainda mais a qualidade de seus serviços”, conclui.

Ceia de Natal com panettone e economia

A linha de panettones Festtone, da Siena Alimentos, estará presente nas ceias de Natal de diversos brasileiros, que encontraram na marca a qualidade de um produto de fermentação natural e um preço que contribui para uma festa mais farta, porém com economia. A linha Festtone é uma das marcas mais vendidas no Brasil na faixa de preço abaixo de R$ 10,00 e carrega a chancela da Siena Alimentos, que está no mercado há quase 40 anos e projeta um crescimento de 25% para este Natal.

Segundo o diretor executivo da empresa, Giuliano Michelangeli, o brasileiro passou a ter um perfil de compra que busca economia, mas que também não abre mão de qualidade. “O consumidor não admite errar na escolha e prefere marcas que garantam qualidade e sabor, porém, ele também procura por preço justo”, destaca.

Um dos diferenciais da linha Festtone é a tradição da típica receita italiana de fermentação natural, que deixa a massa mais molhadinha, macia e saborosa. Outro diferencial do produto é o recheio, que surpreende pela qualidade dos ingredientes.

Além de ser um dos símbolos do Natal, o panettone se tornou opção de presente para as tradicionais festas de final de ano, inclusive para o Amigo Secreto, o que contribui para alavancar ainda mais as vendas. Para presentear com elegância e bom gosto, a Siena conta em seu portfólio com o Panettone Roma Premium, um produto trufado e com cobertura de chocolate, que vem em uma linda embalagem de 700g.

A Siena Alimentos iniciou as atividades em uma área de 400 m² e hoje dispõe de um parque industrial com 12.000 m² em uma área de 20.000 m².

Mais informações no e-mail siena@sienaalimentos.com.br ou no telefone 41 3134-2450.

Visite o site www.sienaalimentos.com.br.

Brasil é o segundo país em que a população mais superestima o nível de desemprego

O Brasil é o segundo país do mundo em que a população mais superestima a proporção de pessoas desempregadas e que procuram trabalho. O palpite médio em todo o estudo foi 5 vezes maior do que o real (34% quando na realidade é mais próximo de 7%). No Brasil, a estimativa é de 60% de desempregados, enquanto a realidade é de 13%. O México lidera esse quesito, com 3% na realidade e percepção de 50%. Os dados são da pesquisa “Perigos da Percepção”, realizada pela Ipsos em 37 países, incluindo o Brasil.

O estudo também mostrou que quase todos os países tendem a subestimar o tamanho da sua própria economia em relação às outras. A maioria das pessoas colocou a classificação do PIB do país abaixo da realidade. Esse é o caso de economias emergentes como Argentina, África do Sul e Romênia. Mas, mesmo nos Estados Unidos, país com maior PIB entre todos, os cidadãos não enxergam a nação como a maior economia (a média de resposta foi 5º maior PIB).

Foram entrevistadas 28,1 mil pessoas, entre os dias 28 de setembro e 16 de outubro de 2018. A margem de erro para o Brasil é de 3,1 pontos percentuais. O estudo avalia o quanto as pessoas conhecem sobre as principais questões, características e realidade dos seus países, considerando os seguintes assuntos: crimes, assédio sexual, meio ambiente, sexo, saúde, economia e população. Entre os países com pior conhecimento, a Tailândia ficou em 1º lugar, seguida por: México (2º), Turquia (3º), Malásia (4º) e Brasil (5º).

Crimes
Em várias nações, as pessoas estão equivocadas sobre o percentual de crimes cometidos com facas e armas de fogo em seu país. Embora em 13 países a maioria respondeu corretamente qual a modalidade que mais mata entre armas de fogo, objetos pontiagudos (facas) ou violência física, outros países não tiveram percepções que coincidem com as estátiscas.

No Brasil, 75% acreditam que as mortes acontecem por armas de fogo, 10% por facas e 14% por outro tipo de violência. A percepção da população está bem próxima da realidade: 68% por armas de fogo, 19% por facas e 13% por outro tipo de violência. Por outro lado, na Grã-Bretanha, 71% acreditam que as armas brancas causam mais mortes, quando na verdade representam apenas 25%.

Assédio sexual

Entre 13 países que possuem dados disponíveis, todos eles subestimam substancialmente a experiência das mulheres de assédio sexual em seu país. Em média, as pessoas acham que 39% das mulheres, maiores de 15 anos, sofreram assédio, mas na verdade, em média, 60% fora vítimas dessa agressão. Dinamarca, Holanda, França e Estados Unidos são os mais propensos a subestimar a extensão do assédio sexual em seu país.

Em cada país, os homens dão uma estimativa mais baixa de assédio sexual do que as mulheres. Em média, os homens acham que 36% das mulheres em seu país sofreram assédio sexual, mas o palpite das mulheres é de 44% (embora ainda seja subestimado).

Meio ambiente

A maioria dos países superestima a quantidade de energia utilizada proveniente de fontes renováveis em seu país. O palpite médio é de 26% quando, na verdade, é de apenas 19%. Malásia, Arábia Saudita, China e Cingapura foram as mais afastadas; alguns países, no entanto, subestimam o progresso que fizeram com as energias renováveis, como a Suécia e Montenegro.

População

Todos os países superestimam em grande medida os níveis de crescimento da população idosa. Em todos, em média, as pessoas acham que 54% da população terá mais de 65 anos em 2050, quando, na realidade, a projeção é inferior a metade (25%). No Brasil, a percepção é de 63% e a realidade é de 23% A maioria dos países também superestima os níveis de imigração. O palpite médio em 37 países é que 28% dos habitantes do país são imigrantes, quando o número real é menos da metade: 12%. Quase todos os países incluídos no estudo também superestimam sua população muçulmana por uma grande margem. O palpite médio foi mais do que o dobro do valor real (20% contra 8%).

Pesquisa do Coroa Metade aponta diferenças nas buscas de homens e mulheres no site

Uma pesquisa realizada no início de dezembro pelo site de relacionamento Coroa Metade (www.coroametade.com.br) revelou que homens e mulheres apresentam números bem diferentes quando o tema é o casamento com pessoas mais novas. Em perguntas com apenas uma alternativa de resposta, apenas 3% dos homens do site afirmaram que não se casariam com pessoas mais novas e 24% disseram que se casariam com alguém no máximo até cinco anos mais jovem. Já entre as mulheres, 27% afirmaram que não se casariam com um homem mais novo e 43% se casariam com alguém no máximo cinco anos mais jovem.

Também foram diferentes os números sobre o que as pessoas buscam no site Coroa Metade. Enquanto 56% dos homens procuram namoro, a opção é assinalada por 71% das mulheres. Entre os homens, 9% apontaram que buscam sexo (5%) ou ficar (4%). Já entre as mulheres sexo ou ficar apareceram com um número próximo ao 0%. Interessante verificar que mais homens (8%) que mulheres (7%) buscam casamento no site.

De acordo com o psicólogo Paulo Tessarioli, especialista em sexualidade, não surpreende que boa parte das mulheres mais maduras não queira casar. “As mulheres estão cansadas de casar sonhando com um companheiro e, depois, descobrirem que adotaram ‘filhos’. Muitas reclamam que foram casadas uma ou duas vezes e os maridos ficavam sentados, no sofá, vendo futebol na televisão e não ajudando em nada na casa. Por isso, dizem que buscam um namorado para compartilhar os bons e maus momentos da vida, mas cada um em sua casa. Já os homens mais velhos muitas vezes ainda procuram por uma mulher que cuide deles”, diz Tessarioli.

Segundo o idealizador e diretor do site Airton Gontow (foto), a pesquisa mostra o que pensam os usuários do site, mas que não é científica e os números não podem ser visto como o da população em geral. “Os usuários do site têm 40 anos ou mais e um perfil semelhante em vários aspectos. Além disso, o Coroa Metade não está presente de forma proporcional à população do País em todas as cidades e estados”, afirma. E acrescenta: “ainda assim a pesquisa é interessante. Mesmo neste microcosmo, podemos perceber claramente algumas diferenças de comportamento tão presentes na sociedade brasileira”.

Você se casaria com uma pessoa mais nova?

Homens:

Não: 3%

Sim: 89%

(Até cinco anos mais nova: 24%

Até 10 anos mais nova: 29%

Até 15 anos mais nova: 18%

Até 20 anos mais nova: 11%

Mais de 20 anos mais nova: 7%)

Não responderam: 8%

Mulheres:

Não: 27%

Sim: 70%

Até cinco anos mais nova: 46%

Até 10 anos mais nova: 19%

Até 15 anos mais nova: 3%

Até 20 anos mais nova: 1%

Mais de 20 anos mais nova: 1%

Não responderam: 3%

O que você procura no site (assinale apenas uma alternativa)

Homens:

Namoro: 56%

Amizade: 14%

Companhia: 6%

Casamento: 8%

Ficar: 4%

Romance: 3%

Sexo: 5%

Não responderam: 4%

Mulheres:

Namoro: 71%

Amizade: 12%

Companhia: 6%

Casamento: 7%

Ficar: 0%

Romance: 2%

Sexo: 0%

Não responderam: 2%