ARTIGO — A importância de um estudo prévio de viabilidade da marca

Por Na Ri Lee Cerdeira

Estima-se que existam atualmente, no Brasil, quase 18 milhões de empresas ativas e esse número continua crescendo, apesar da crise econômica e a forte recessão.

Isto pode ser explicado, dentre outros fatores, pelo grande volume de desempregados e a falta de postos de trabalho disponíveis, levando as pessoas a se arriscar como empresárias.

Um dos efeitos dessa situação é a demanda de pedidos de marcas depositados diariamente perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI, autarquia responsável pelo exame de pedidos de marcas e patentes no Brasil, conforme revelam os dados estatísticos do próprio órgão.

Assim, verifica-se que em 2014 foram depositados 157.016 pedidos de marcas, passando para 158.709 em 2015 e para 166.368 em 2016.

Esse grande volume tem sido responsável por uma espera média de dois a três anos para o exame de cada pedido, podendo esse prazo se estender para quatro ou cinco anos se houver a apresentação de oposição por terceiros ou a formulação de exigências do órgão.

É evidente que a exploração da marca poucas vezes pode esperar todo esse prazo, o que leva muitos empresários a realizar um forte investimento na criação e divulgação da marca muito antes de saber se a pretendida será registrada.

É importante destacar que para um sinal se tornar uma marca e receber a proteção prevista na legislação, necessita preencher os seguintes requisitos: (i) novidade relativa (a marca pretendida para a identificação do produto ou serviço necessita ser nova – ainda que relativamente – para diferenciar-se dos seus concorrentes); (ii) distintividade (exige-se que seja possível a individualização da marca em relação a outros do mesmo gênero ou espécie); (iii) não possuir colidência com marcas notórias, as quais recebem proteção especial no ordenamento jurídico; e (iv) não haver impedimento legal para o seu registro.

Nos casos em que o pedido é negado, todo esse investimento é perdido ou, em algumas situações, ainda pior, resulta em benefícios diretos ao concorrente.

Mas, tal situação pode ser minimizada por meio de um estudo de viabilidade da marca previamente à realização do depósito ou de qualquer investimento, o qual consiste em um mapeamento das marcas idênticas ou semelhantes já registradas ou depositadas no INPI a fim de prever um eventual impedimento do registro da marca pretendida.

Tal estudo, todavia, deve ser realizado de forma alinhada com as estratégias de médio prazo do empresário.

De fato, é muito comum nos depararmos com dificuldades para a expansão de marcas, mesmo conhecidas pelo mercado consumidor, devido a um estudo restrito às necessidades de curto prazo, o que pode resultar no deferimento da marca para uma atividade e o seu indeferimento para outras que podem ser consideradas estratégicas.

Portanto, é importante que ao contratarem um profissional para assessoria e execução deste trabalho, solicitem um estudo prévio e esclareçam todas as dúvidas que tiverem com esse especialista, evitando-se dissabores no futuro e prejuízos para o bolso.

Violência contra jornalistas no Brasil aumentou 65% em um ano

O total de casos de violência contra profissionais de imprensa registrados em 2016 foi 65,51% superior ao de 2015. É o que revela um relatório divulgado hoje (21) pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Apesar do número de assassinatos ter caído de oito para dois casos de 2015 para 2016, o total de casos de violações à liberdade de expressão no Brasil saltaram de 116 para 192 ocorrências, atingindo diretamente a 261 trabalhadores e veículos de comunicação.

Com 67 ocorrências – contra 64 registradas no ano passado -, as genericamente chamadas “agressões” são a forma mais comum de violência registrada contra os jornalistas. Sobretudo contra os empregados de emissoras de TV. Em seguida vem os casos de ofensas (22); ameaças (19); condenações/decisões judiciais (18) que impedem jornalistas de apurarem um assunto ou divulgar suas descobertas; intimidações (17); ataques/vandalismos (17); censura (12); detenções (7); atentados (6); roubos e furtos (4) e um caso de assédio sexual.

Segundo a entidade, a maior parte das agressões é cometida por agentes públicos, principalmente por policiais, guardas municipais e outros agentes de segurança. “A maioria dos ataques aconteceu durante manifestações [políticas] e, infelizmente, partiu de autoridades públicas, sobretudo de agentes de segurança, que aparecem como os grandes responsáveis por esse tipo de violência contra os profissionais de imprensa”, disse o presidente da Abert, Paulo Tonet de Camargo, defendendo a necessidade das autoridades de segurança capacitarem as forças policiais para lidar com jornalistas no exercício de suas funções.

Os participantes dos protestos políticos, seguidos por políticos e detentores de cargos públicos, também figuraram entre os grupos que mais ameaçaram, intimidaram e agrediram profissionais de comunicação no ano passado. “Alguns setores da sociedade têm uma dificuldade de compreender o real papel dos meios de comunicação no Estado Democrático de Direito. O papel da imprensa não é o de ser, em nenhum momento, o protagonista do processo que está em discussão, mas sim reportar os fatos que estão acontecendo”, acrescentou Camargo.

Dados internacionais

As ocorrências registradas em 2016 colocam o Brasil entre os países mais perigosos para o exercício do jornalismo, conforme apontam entidades internacionais como a organização Repórteres Sem Fronteiras, segundo a qual o Brasil é o segundo país mais violento da América Latina, atrás apenas do México.

Mesmo que, pela primeira vez desde 2012, o número de mortes tenha diminuído em comparação ao ano anterior,

A Press Emblem Campaign (PEC), uma organização não governamental (ONG) formada por jornalistas de várias nacionalidades que atua como consultora das Nações Unidas, colocou o Brasil entre os dez países de maior periculosidade para a profissão em todo o mundo, mesmo que, pela primeira vez desde 2012, o número de mortes no país tenha diminuído em comparação ao ano anterior.

Quando analisados os dados entre 2012 e 2016, o país figura na 6ª posição do ranking da ONG, à frente das Filipinas, da Índia, do Afeganistão e de Honduras.

“Difícil compreender como um país democrático e com leis e instituições em funcionamento como o Brasil pode superar um cenário de terror como o afegão”, pondera o texto do relatório da Abert.

Censura

O tipo de censura mais comum em 2016 foi a proibição do trabalho jornalístico por agentes de segurança que impediram os profissionais de apurar determinados temas ou de simplesmente entrar em locais onde apurariam fatos e registrariam imagens. O problema é mais perceptível nas regiões Sudeste e Norte.

Entre os 11 censores identificados estão policiais, políticos, bombeiros, médicos, manifestantes, estudantes e até o diretor de um clube de futebol. Para a Abert, a heterogeneidade dos que atuaram para impedir o livre exercício da profissão demonstra a enorme dificuldade das pessoas em conviver com a transparência e a divergência de opiniões.

Em muitos casos, os profissionais de imprensa foram obrigados a se desfazer de imagens que contrariavam os interesses dos envolvidos nas apurações. Caso do repórter fotográfico Marcus Mesquita, do site MidiaNews, de Cuiabá (MT), obrigado por agentes de segurança pública a apagar as fotos feitas durante o velório de um policial militar.

Notícias falsas

O presidente da Abert falou ainda sobre sua preocupação com a propagação de notícias falsas pela internet e a responsabilidade de sites que veiculam essas informações.

“A proliferação de notícias falsas na internet por veículos de comunicação que dizem ser plataformas de tecnologia, demonstra que o jornalismo profissional nunca foi tão importante. A edição [apuração] é a garantia da credibilidade da informação. Hoje, empresas de tecnologia que não contam com nenhum profissional apurando as notícias se transformaram em empresas de mídia e divulgam notícias falsas. Por isso propomos que se alguém quer, empresarialmente, vender publicidade em cima da divulgação de notícia, deve ser definido como veículo de comunicação e deve estar sujeito à regulamentação do setor”.

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Campanha traz informações sobre direitos de beneficiários de planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou hoje (21) que preparou uma campanha informativa para esclarecer o seu papel de órgão regulador e os direitos de consumidores de planos de saúde.

O material é composto por um comercial de 30 segundos para televisão e cinco animações para internet e redes sociais. Na internet, a veiculação começou no último domingo (19). Na TV fechada, a previsão é que a campanha entre no ar a partir do próximo dia cinco.

O conteúdo foi definido a partir dos resultados de uma pesquisa realizada pelo órgão em 2016. No levantamento, foram identificadas as principais dúvidas do consumidor sobre planos de saúde; o grau de conhecimento sobre direitos e deveres no que diz respeito à contratação desse tipo de produto; como a decisão de compra está sendo realizada e como os consumidores avaliam os serviços ofertados pelos planos de saúde no Brasil.

A partir dessas informações, foram produzidos um comercial para televisão que explica em linguagem acessível o papel da ANS e cinco filmetes para internet e redes sociais abordando os temas que mais despertam dúvidas e interesse dos consumidores: carência, cobertura, prazos máximos de atendimento, reajuste e mediação de conflitos.

Também foi preparado, de acordo com a agência, um conteúdo específico para o portal da ANS abordando os principais assuntos relacionados à saúde suplementar para esclarecer e orientar os beneficiários de planos de saúde e consumidores em geral.

Para acompanhar os posts da campanha nas redes sociais, é preciso curtir a página da ANS no Facebook e seguir a agência no Twitter (@ANS_reguladora).

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Ministério da Saúde vai distribuir 77 milhões de camisinhas até o carnaval

Sayonara Moreno – da Agência Brasil

Até o início do carnaval, o Ministério da Saúde vai distribuir 77 milhões de preservativos em todo o Brasil. A ação faz parte da campanha nacional de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), sobretudo HIV/aids, lançada hoje (21) em Salvador pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Este ano o slogan da campanha é No Carnaval, use camisinha e viva essa grande festa!.

“Especialmente aos jovens, nós fazemos um apelo para que usem camisinha. Nós temos um crescimento muito grande de infecção de HIV entre os jovens, especialmente de 15 a 24 anos e é muito importante que possamos controlar isso”, disse o ministro.

A distribuição das camisinhas será feitas em postos de saúde e em unidades móveis instaladas pelas prefeituras durante os dias de folia. Serão 74 milhões de preservativos e 3 milhões femininos.

De acordo com o Ministério da Saúde, apesar do fluxo de informações sobre as DSTs e do acesso aos métodos de proteção, o Brasil enfrenta uma epidemia de casos de HIV/aids, com cerca de 40 mil novos infectados por ano, principalmente entre jovens de 20 a 24 anos.

Testes

Além da prevenção, a campanha também faz um alerta para a necessidade de passar por testes que podem diagnosticar as DSTs. No caso de aids, por exemplo, há mais de 100 mil brasileiros que vivem com a doença sem saber, segundo Ricardo Barros. Além disso, a taxa dos soropositivos que estão em tratamento não chega a 30% do total de infectados que sabem do diagnóstico.

“Outro apelo que fazemos também é para que todos façam a testagem, porque temos mais de 100 mil brasileiros que são portadores de HIV e não sabem. E temos mais de 200 mil pessoas que têm o vírus, sabem disso, mas não se tratam. O tratamento que temos disponível no Brasil é o melhor do mundo e é muito importante que tenhamos o controle epidemia de HIV no país”, afirmou o ministro.

Durante o lançamento, foram apresentados um vídeo e áudios com o jingle da campanha, que tem versões em axé e samba. O material será veiculado nos meios de comunicação de todo o país.

Também participaram do lançamento da campanha o Prefeito de Salvador, ACM Neto, o vice-governador da Bahia, João Leão, e o músico Carlinhos Brown, que vai subir aos palcos e trios durante a folia soteropolitana levando a mensagem de conscientização.

“É no carnaval que a gente fala, sim, da utilização do preservativo e que isso siga o ano inteiro. Por isso que, aqui em Salvador, a cada um quilômetro, você tem a camisinha à sua disposição, distribuída gratuitamente. Não é possível que esse número de 40 mil infectados por ano continue existindo, com tanta gente dizendo sim à utilização do preservativo e ao cuidado”, disse o cantor.

Brown ainda lembrou de grandes nomes da música que morreram em decorrência da aids e não tiveram as mesmas oportunidades de prevenção e tratamento que os jovens de hoje. “Nós, geração Cazuza, estamos fazendo esse papel [de alertar à geração atual] e ele deixou esse legado, nos dizendo que nós não vamos morrer disso, por isso é importante se prevenir, fazer os testes e se tratar, sem ter vergonha dessa condição, caso seja confirmada.”

Alexandre de Moraes é sabatinado no Senado e nega ter advogado para o PCC

O ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado Federal na manhã de hoje (21). Ao final da reunião, senadores decidem se Moraes poderá ocupar a vaga deixada no Supremo por Teori Zavascki, morto em janeiro deste ano. Moraes foi indicado pelo presidente Michel Temer para ocupar o cargo de ministro do STF.

Cada senador terá 10 minutos para formular seus questionamentos, e Moraes terá o mesmo tempo para responder. São previstas também réplica e tréplica, de 5 minutos cada. A sabatina não tem limite de tempo. Na votação, o nome precisa ser aprovado por maioria simples dos membros (maioria dos votos dos presentes à reunião). Se aprovada, a indicação de Moraes ainda vai passar por apreciação em plenário da Casa.

ASTUR realiza reunião anual para cadastro de novos associados

A Associação das Secretarias Municipais de Turismo de Pernambuco – ASTUR /PE que tem um espaço dedicado à formação, capacitação e troca de experiências sobre o turismo pernambucano, realiza a primeira reunião anual de 2017 que busca associar novos membros para integrar a associação.

Criada há 27, a associação tem como objetivo congregar os municípios pernambucanos para tratar de assuntos turísticos. Por ano, são realizados quatro grandes encontros com reuniões extraordinárias que tem o cronograma definido de acordo com as necessidades das demandas do setor.

A primeira reunião do ano acontece no dia 09 de março de 2017, às 9h 30, na Sala Jaboatão, no Centro de Convenções, em Olinda. Os associados e os novos membros, que queiram integrar a associação, devem confirmar presença através do telefone (81) 3182-8254 com Margarete Sousa ou através do e-mail: contato@asturpe.com.br

Artigo: Entre moralismo falso e falsidade pura 

Por Ayrton Maciel*

Refletir sobre o Brasil de hoje é um exercício de ilusão e angústia. Refletir sobre o Brasil de Michel Temer & Cia nos remete a uma indagação, que se impõe diante do País: onde estão os paladinos da moralidade vitoriana (Reino Unido, século 19)? Onde estão os “caçadores de corruptos” que se agruparam nas grandes cidades em 2015 e até abril de 2016? Onde estão os impiedosos inquisidores que sumariamente jogaram à fogueira seus adversários? Onde estão os seguidores do Pato moralizador?

O governo de Michel Temer, uma mistura de golpe com plano de auto-proteção para representantes da moralidade vitoriana, não tem nem um ano e já fez tanto para merecer o parecer das ruas, mas essas continuam indiferentes ao que por cima de nossas cabeças continuam a tramar. A moderna inquisição já fez a sua parte: destituiu o governo eleito. Será que podemos supor – sem cairmos em mãos inquisidoras – que a moral vitoriana brasileira é a moral das elites?

Nos jogarão à fogueira se concluirmos que, para a classe média moralizadora tupiniquim, corrupção é tolerável, “desde que parta das elites”? Desde que não ameace o estrato social secular vigente, nem carregue a retórica da redução da diferença entre classes sociais?

Onde estão os “bons” que tanto desprezaram os “maus” nas ruas, em nome da probidade e da moralidade vitoriana nacional? A qual fogueira nos condenarão, se supormos que a moral dos que levaram Michel Temer ao poder, por um golpe, não suporta uma avaliação de classe?

Será que esses, os inquisidores – hoje recolhidos ao interior de suas varandas -, expressaram apenas a sua insatisfação com um governo que favorecia a ascensão de classes? Porque os argumentos colocados permanecem, e estão organizados no poder em torno de uma barreira de proteção institucional. Uma clara ação entre amigos.

Será que os inquisidores são apenas os que se imaginam sós em aviões? Será que os moralistas vitorianos são os que vão aos shoppings como vão às ruas dos cafés de Paris? Será que são os que se consideram herdeiros das bancas acadêmicas preenchidas por brancos?

Não tem nem um ano e o governo de Michel Temer revolve-se em sucessivos escândalos. Do primeiro a cair, Romero Jucá, do PMDB – que virou líder do governo no Senado – ao último, Geddel Vieira Lima (do PMDB), os ministros caem ou se remanejam no Planalto sem cerimônias. E as ruas? Desertas como o Saara. E os financiadores do Pato “fiespeano” que povoou a Avenida Paulista? O Pato murchou.

Michel Temer remaneja para o cargo de ministro de governo o Moreira Franco, do PMDB, repetidamente citado na Operação Lava Jato, garantindo-lhe imunidade, e as avenidas silenciam. Moreira que é sogro de Rodrigo Maia, do DEM, presidente da Câmara, acusado pela Polícia Federal de ter recebido R$ 1 milhão para defender interesses de empreiteira na Casa. Nenhuma zoada.

Temer indica o ministro da Justiça, Alexandre de Mores, do PSDB, para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde vai ser revisor dos processos da Lava Jato. Moraes que faz reunião preliminar com sabatinadores do Senado, em uma chalana no Lago Sul de Brasília. Um ensaio para a peça teatral no Senado. E nenhuma manifestação das ruas.

Estamos sob as regras da moral seletiva. Verdadeiramente, o Brasil não é para principiantes, como avaliou Tom Jobim. Torna-se desilusão e angústia. Os profissionais vendem ilusão. Moralistas vitorianos promovem angústia. Verdadeiramente, quem esteve nas ruas, em sua maioria só queria só tirar do poder quem lhes ameaçava como classe.

*Ayrton Maciel é jornalista e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas 

Laura Gomes é madrinha de honra de projeto que vai trabalhar a inclusão de pessoas com deficiência

Laura

A deputada estadual Laura Gomes participou, nesta segunda, (20), do lançamento do Espaço Antônios e Marias – saberes e sabores da inclusão (AMSSI), no Campus da UFPE, em Caruaru. O objetivo do trabalho é construir cada vez mais uma sociedade efetivamente inclusiva, que saiba conviver com as diferenças e que deixe de enxergar a pessoa com deficiência com um olhar invisível. Laura Gomes foi indicada madrinha de honra do projeto.

“Laura tem uma trajetória construída como gestora pública. Ela sempre se envolve em assuntos que tratam de acessibilidade. Demonstra todo interesse, um cuidado em compreender a importância de assegurar a essas pessoas o direto à vida. O desejo em convidá-la para ser madrinha deste projeto veio de toda sua disposição. Há 17 anos, desejava abrir um espaço de inclusão como este e fico feliz com a realização deste sonho”, afirmou a professora da UFPE e organizadora do projeto, Tânia Bazante.

Intitulada a madrinha de honra, a deputada expressou sua alegria em ver que estão sendo realizadas ações para garantir os direitos para todas as pessoas. “É nosso dever garantir melhores condições de vida para a pessoa com deficiência. Não é de hoje que luto por essa inclusão. Fico honrada em ser madrinha de um projeto que vai fazer a diferença na vida de tanta gente”, finalizou.

1° Desafio Carnaval Fit é realizado em Agrestina

Agrestina

A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres de Agrestina realizou, ontem (20), a abertura do projeto “Desafio Carnaval Fit”, no Parque Ambiental João Alves da Silva Neto. Com a ideia de promover a saúde e bem-estar, o evento contou com a realização de diversas atividades físicas e palestras que ensinam a desenvolver uma dieta saudável. O projeto contou, ainda, com o acompanhamento do professor de educação física, Jonas Liebert e da nutricionista Thais Vieira.

O objetivo do evento é proporcionar atividades educativas na comunidade com aspecto nutricional e físico, de forma dinâmica e interativa, movimentando a população dessa região e transmitindo conhecimentos através de palestras sobre a importância da atividade física e alimentação saudável.

Para a participante Elane Cristina, que pratica musculação todos os dias, esse evento tem um atrativo a mais, que é poder socializar com outras mulheres da comunidade compartilhando força e motivação.

Pensando nas mulheres, a secretaria resolveu unir divertimento e saúde, através do projeto. “Nós mulheres, temos que nos unir e nos auto beneficiar. Desejamos dar continuidade ao projeto que está sendo muito bem acolhido pela comunidade”, disse a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres de Agrestina, Emília Fernandes.

O público, de todas as idades, presente na abertura do evento, pôde participar de treinamento funcional, ao som do frevo, e contou com uma mesa de frutas ao final da atividade.

Serviço:

As aulas acontecem das 17h às 18h.

Terça-feira (21):
· Palestra: A importância de uma boa alimentação e a prática de atividade física
· Aula de Ginástica
· Momento Ivete

Quarta-feira (22):
· Dança: Aulão de Zumba e ritmos de verão
· Culinária: Aulão de Suco Detox

Quinta-feira (23):
· Aulão de Zumba
· Comidas Fit
· Folia de Carnaval com máscaras e decoração carnavalesca

O enceramento do evento acontece na sede da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres às 17 h.

Foto: Jocelim Valdemar

Doação de sangue é tema de mobilização nesta quinta-feira (23)

O Carnaval se aproxima e aumenta a demanda no Hemope de Caruaru, que também atende a região agreste. A procura se deve aos festejos de momo e crescimento no número de acidentes automobilísticos.

O projeto de extensão Doação e Ação, que é coordenado pelo professor Fabrício Andrade, atua desde 2012 na conscientização e estimulo á população para a importância da doação de sangue. E nesse sentido o grupo realiza ação de mobilização da população na próxima quinta-feira (23/02) no marco zero, a atividade acontecerá das 14h às 16h.

A equipe composta por estudantes dos cursos de Biomedicina, Enfermagem e Farmácia atuam na captação de doadores para o Hemope de Caruaru, a atuação do projeto tem resultado no aumento no número de doações recebidas pelo hemocentro.

Saiba mais sobre as principais dúvidas dos doadores:

1. Qual é a quantidade de sangue coletada em cada doação?

Em cada doação, são coletados aproximadamente 450 ml de sangue.

2. A quantidade de sangue coletada a cada doação vai afetar minha saúde?

Não, porque na doação de sangue se retira menos do que 10% do volume sanguíneo total de um adulto, por esse motivo só é permitida a doação por pessoas acima de 50 kg.

3. Quanto tempo demora para que meu organismo reponha a quantidade de sangue coletada na doação?

O plasma é reposto em algumas horas, as plaquetas se restabelecem em alguns dias, e as hemácias demoram alguns meses. Por esse motivo, a doação de sangue só deve ser realizada a cada 90 dias para os homens e 120 dias para as mulheres.

4. Por que os homens podem doar sangue a cada 03 meses e as mulheres a cada 04 meses?
Devido à reposição dos estoques de ferro, que nas mulheres é mais demorada em virtude das perdas durante os ciclos menstruais.

5. O que é doação de plaquetas por aférese?

É uma doação seletiva, onde um pequeno volume de plasma e prioritariamente as plaquetas são retiradas do doador através de uma máquina (separador celular). Esse procedimento pode ser realizado com intervalos de 48h. Não há prejuízo na doação de plaquetas sistemática, sendo possível ser realizado 2 vezes por semana, 4 vezes ao mês e até 24 vezes ao ano, isso devido a perda plasmática durante a doação.

6. O Material usado na doação de plaquetas é mesmo seguro?
Sim, todo o material usado, inclusive os kits são estéreis, descartáveis e apirogênicos (não causam febre).

7. Se eu doar sangue uma vez, sou obrigado a doar de novo?

Não. A doação de sangue é um ato solidário e voluntário que depende da iniciativa de cada cidadão, e o retorno é o entendimento de que só nós somos a única fonte desse produto.

8. É seguro doar sangue?

Sim, todo o material usado, inclusive os kits são estéreis, descartáveis e apirogênicos (não causam febre). Além disso, o doador passa por uma consulta, antes de doar, onde são avaliadas suas condições clínicas.

9. É necessário estar em jejum para doar?

Não. É importante que o doador se alimente normalmente, evitando ingerir alimentos gordurosos no dia da doação. Após o almoço, é necessário esperar cerca de uma hora e meia para efetuar a doação de sangue.

10. Corro algum risco de contaminação doando sangue?
Não. Todo o material utilizado é estéril, de uso único e descartável.

11. Posso apresentar alguma reação doando sangue?

Raramente acontece e, na maioria das vezes, está relacionada com a ansiedade. As reações mais frequentes são queda de pressão, sensação de desmaio, náuseas e hematomas no local da punção. Mais raramente os doadores podem apresentar vômitos e convulsões. Caso haja alguma reação, no local da coleta de sangue há sempre uma equipe preparada para atender a qualquer intercorrência.

12. Durante o período menstrual, a mulher pode doar sangue?

Sim, não há nenhum risco para a saúde da mulher na doação de sangue. [Ver critérios para Doação]

13. Por que há garantia de liberação do trabalho no dia da doação?

Porque 01 (um dia) é suficiente para o doador descansar e recuperar o volume sanguíneo doado sendo particularmente importante para aqueles que exercem profissões que exijam esforço físico ou que possam comprometer a sua segurança pessoal ou de outras pessoas. (ex: motorista).

14. É realizado algum exame no sangue doado?

Sim. Tipagem sanguínea, sorologia e NAT (teste do ácido nucleico) para hepatite C e HIV (vírus da Aids), sorologia para hepatite B, doença de Chagas, sífilis, e HTLV. [Ver etapas da Doação]

15. Eu sou comunicado se algum exame der alterado?

Sim. Se algum exame der alterado, é enviada correspondência para a residência do doador solicitando o seu comparecimento para receber orientação médica e coletar nova amostra de sangue. É importante que o doador não deixe de vir ao Hemope para que possam ser esclarecidas as dúvidas. Resultados reagentes nos testes sorológicos de triagem podem ocorrer por vários motivos, não significando, necessariamente, que exista alguma doença.

16. É possível doar sangue fazendo uso de medicamentos?

Depende do tipo da medicação. No dia da doação, durante a entrevista, é realizada essa avaliação. [Ver etapas da Doação]

17. Quais os cuidados que devo ter após a doação?

O doador deve alimentar-se bem, ingerir bastante líquido e evitar bebidas alcoólicas, bem como, fumar nas primeiras duas horas e esforço físico no dia da doação. Em caso do aparecimento de queixas nos primeiros 15 dias após a doação, o doador deve retornar ao hemocentro e informar as queixas para esclarecimentos.

18. O que é feito com o sangue doado?

O sangue é separado em hemocomponentes, como concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e plasma fresco. Após a realização dos testes laboratoriais, esses hemocomponentes são enviados aos hospitais para serem usados em pacientes que estão com sangramentos, em tratamento quimioterápico, para cirurgias, transplantes etc. O plasma excedente (que não foi utilizado nos pacientes) também poderá ser encaminhado à indústria de Hemoderivados – HEMOBRÁS, para produção de medicamentos que serão utilizados por pacientes portadores de doenças hemorrágicas.

19. Os exames realizados na doação se prestam para diagnóstico de possíveis doenças?

As características dos testes sorológicos são adequadas para a triagem laboratorial antes da liberação da bolsa de sangue para transfusão, não sendo indicados para o diagnóstico de doenças.

20. Se eu estiver em dúvida sobre a possibilidade de contaminação por algum vírus transmitido através da doação, devo doar sangue?

De forma nenhuma. O candidato com intenção de realizar os testes sorológicos não deve doar; primeiro porque os testes realizados não se prestam para diagnóstico e segundo porque existe a possibilidade de ele se encontrar em “janela imunológica”.

21. O que é “janela imunológica”?

Janela imunológica corresponde ao período em que o organismo já está infectado, mas ainda não produz anticorpos suficientes para serem detectados nos testes da triagem sorológica. O tempo varia de doença para doença e, com o aperfeiçoamento dos testes e o desenvolvimento de outros, será possível a detecção cada vez mais precoce da infecção. Mas, por enquanto, é na entrevista de triagem clínica que se pode levantar informações sobre situações de risco para janela imunológica. Daí, a importância da sinceridade do doador ao responder as perguntas feitas na triagem.

22. Por que quem recebeu transfusão só pode doar sangue um ano depois?

Porque quem recebeu transfusão de sangue há menos de um ano pode estar no período denominado “janela imunológica”, no qual as infecções nem sempre são detectadas nos exames. O prazo de 12 meses para a doação de sangue inclui uma margem de segurança, que considera a variação do período de janela imunológica das diversas doenças transmissíveis pelo sangue.

23. A Fundação Hemope realiza exames rotineiros de sangue ou para verificação de doenças sexualmente transmissíveis (DST)?

Não. A Fundação Hemope, além de receber doações de sangue, atende apenas pacientes portadores de doenças hematológicas.

24. Por que são feitas tantas perguntas a respeito da vida sexual (comportamento sexual) do candidato à doação?
Porque várias doenças transmitidas por relações sexuais são também transmitidas pela transfusão de sangue.

Algumas delas podem também demorar a ser identificadas nos exames de sangue. Por isto, o triagista avalia se a pessoa esteve exposta a alguma situação com um risco maior que o habitual para adquirir doenças sexualmente transmissíveis (DST); uma vez que todas as pessoas sexualmente ativas são consideradas sob risco de adquirir uma DST. Não poder doar por uma determinada situação, não significa que a pessoa apresente comportamento de risco, que seja de grupo de risco ou promíscua. Significa apenas que ela deve aguardar um prazo de segurança para que, se tiver adquirido alguma doença, o exame consiga detectá-la, protegendo o receptor do sangue.

Fonte: Hemope