Operação complica defesa do dono da Odebrecht

Da Folha de S.Paulo – Graciliano Rocha

Focada em pagamentos no exterior ao marqueteiro João Santana, a fase Acarajé da Lava Jato trouxe complicações adicionais às defesas de Marcelo Odebrecht e de executivos do conglomerado, presos desde o ano passado.

No centro da acusação contra eles estão documentos bancários enviados pela Suíça que apontam a existência de uma rede de pagamentos de propinas por meio de empresas em paraísos fiscais.

Duas destas empresas, a Klienfeld e a Constructora Del Sur, funcionaram como escala para o dinheiro que abasteceu contas secretas de altos dirigentes da Petrobras na Suíça e em Mônaco. Até agora os investigadores tinham indicações, mas nada que ligasse a Odebrecht diretamente a essas offshores.

A Polícia Federal achou em uma conta de e-mail usada por Fernando Migliaccio, outro executivo da empresa, planilha relacionando pagamento da Klienfeld a João Santana assim como comprovantes de transferências desta offshore e da Del Sur.

Segundo a PF, estes documentos bancários foram escaneados em um escritório da Odebrecht e circularam por e-mail corporativo do grupo antes de cair no e-mail de Migliaccio.

Procurada, Odebrecht não quis se pronunciar por não conhecer os termos dos inquéritos que originaram a operação.

Queiroz: “O sulanqueiro é o dono da nova Feira da Sulanca”

O prefeito José Queiroz recebeu o vice-governador Raul Henry, que participou do lançamento da nova Feira da Sulanca nesta terça, 13. Também estiveram presentes o senador Douglas Cintra, o deputado federal Wolney Queiroz e a deputada estadual Raquel Lyra.

Durante seu discurso, o prefeito lembrou todas as dificuldades enfrentadas até a realização do lançamento e agradeceu a confiança da família ex-proprietária do terreno de 60 hectares, desapropriada para a construção da nova feira. “O então governador Eduardo Campos liberou R$ 5 milhões, do convênio de R$ 10 milhões. O restante será pago pelo atual governador Paulo Câmara, mas para dar continuidade ao processo, precisava da escritura do terreno e a família recebeu uma promissória como garantia. Sinal de confiança na gente”, revelou  Queiroz.

O prefeito destacou ainda as reuniões com sulanqueiros e também com os botadores de bancos sobre o futuro na nova feira, além da formação do Conselho Deliberativo/Consultivo com a participação de todos. “A composição do Conselho com a participação de entidades como Acic, CDL e Sindloja nos dão a confiança de que em outubro de 2016 iremos inaugurar esse empreendimento”, disse. Outro ponto abordado foi o fato da feira não ficar ligada diretamente à uma empresa. “A feira é do feirante. Ele é o dono do negócio”, frisou Queiroz.

O vice-governador Raul Henry elogiou a iniciativa da prefeitura e dos sulanqueiros. “Caruaru dá exemplo a Pernambuco e ao Brasil quando fizeram um grande condomínio, um exemplo de PPP que vai funcionar”, destacou o vice-governador.

Dono de imóvel atingido por jato de Eduardo Campos é indenizado

Perícia contratada pelo empresário pernambucano João Carlos Lyra estimou em cerca de R$ 800 mil os prejuízos causados a imóveis atingidos pela queda do avião utilizado pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB) em sua campanha presidencial.

Uma das famílias afetadas já fechou um acordo e está recebendo a indenização em parcelas.

Embora o avião estivesse em nome da empresa AF Andrade, Lyra se apresentou como um dos responsáveis por ele. Na época do acidente, em agosto, o empresário afirmou ter obtido empréstimos para adquirir a aeronave. A Polícia Federal e o Ministério Público investigam a origem dos recursos.

Segundo o advogado Carlos Gonçalves Júnior, que representa Lyra na negociação com os donos dos imóveis, o valor de R$ 800 mil foi estimado por um perito do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias (Ibape).

O avião caiu em Santos, no bairro de Boqueirão. Campos e mais seis pessoas morreram no acidente. O Cessna Citation 560 XL, prefixo PR-AFA, atingiu casas, dois prédios, uma academia de ginástica e um buffet infantil. Esses dois últimos imóveis não foram periciados e não entraram na conta do Ibape.

Negociações

Entre 36 e 37 famílias já abriram negociações com Lyra, segundo seu advogado. Algumas ainda não apresentaram suas estimativas de prejuízos. No caso dos prédios, a defesa do empresário tem informações de que uma seguradora vai indenizar os moradores. Nesse caso, a intenção de Gonçalves Júnior é pagar apenas a diferença entre a indenização e o prejuízo estimado. “Não faz sentido indenizar em duplicidade.”

O advogado da maioria das famílias afetadas pelo acidente, Luiz Alberto Arruda Sampaio, não foi localizado nessa segunda-feira (29) em seu escritório.

(Fonte: Estadão Conteúdo)

Eduardo: um dos donos do jatinho indeniza famílias

O empresário pernambucano João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, um dos donos do jato usado por Eduardo Campos na campanha presidencial, está negociando acordos extrajudiciais com famílias que tiveram imóveis atingidos no acidente que matou o ex-governador. Até o momento, apenas um foi fechado e a indenização começou a ser paga em parcelas. A informação é de Mônica Bergamo, na sua coluna desta segunda-feira na Folha de S.Paulo.

O advogado Carlos Gonçalves Jr., que representa Lyra, diz que seu cliente “está assumindo os prejuízos e se propondo a fazer as indenizações e depois vai atrás dos responsáveis pelo acidente, ao final das investigações”. Para acionar o seguro da aeronave no futuro, as residências atingidas passaram por perícias. Os estragos foram estimados em R$ 800 mil. Segundo o advogado, só uma academia não foi periciada, pois o proprietário fez exigências não aceitas.

Representante de 33 famílias que ocupam os dois prédios atingidos em Santos — Nossa Senhora de Lourdes e Jandaia –, o advogado Luiz Alberto Arruda Sampaio diz que alguns dos acordos propostos são “razoáveis” e tendem a ser fechados, enquanto outros vão desaguar em ações judiciais. “Estamos conversando. Recebemos os valores que eles calcularam, passamos o que os clientes pedem e vamos decidir nas próximas semanas.”