“Todo dia é dia de luta para mulher”, afirma Laura

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Ao falar no ato de premiação do concurso literário para mulheres idosas, na segunda, 19, à tarde, para um público feminino de 2 mil pessoas, Laura Gomes, líder da bancada do PSB na Alepe, enalteceu a capacidade de superação das participantes e observou que “além da vitória desse momento outras conquistas serão obtidas porque todo dia é dia luta da mulher em busca do respeito à sua dignidade embora seja longo o caminho a percorrer até vivermos tempos de igualdade para todos e todas”.

O concurso foi promovido pela Secretaria Estadual da Mulher, em parceria com entidades da sociedade civil, mobilizando mulheres acima dos 60 anos em todo o Estado. A premiação foi prestigiada pela secretária da Mulher, Sílvia Cordeiro, pelo governador Paulo Câmara e ocorreu no Teatro Guararapes, premiando dez concorrentes nas categorias de conto e poesia.

A deputada também observou que o prêmio, denominado Anita Paes Barreto, homenageou uma educadora de “sensibilidade social”, ex-secretária de Educação de Arraes e que foi presa na Ditadura acusada de subversão. Para Laura Gomes isso denota as históricas barreiras ao empoderamento feminino, que, todavia, não impediram conquistas e ações afirmativas. “Não serão assassinatos covardes, preconceitos, discriminações e violências morais e físicas que impedirão nossa marcha no rumo de um mundo melhor e mais justo”, declarou a socialista.

Museu Itinerante chega em Caruaru

Um Museu Itinerante (2)

Com o objetivo de difundir a arte e a história de Pernambuco, o projeto Um Museu Itinerante, apoiado pelo FUNCULTURA, está em sua segunda edição levando cultura para o interior do Estado. O público poderá conhecer um pouco do rico acervo da coleção de obras do Museu do Estado de Pernambuco – MEPE, por meio de reproduções fotográficas das principais obras presentes no Museu, além de vídeo.

No período de 20 de março a 1º de abril, o projeto ficará no Museu Memorial de Caruaru. Antes, a exposição passou pelas cidades de Goiana e Limoeiro. O encerramento da segunda edição do projeto acontece em Recife, no próprio Museu do Estado de Pernambuco, em Recife, de 04 a 15 de abril.

“Expandir o acesso do público ao acervo do Museu do Estado de Pernambuco é um dos desafios desse projeto e acredito que estamos conseguindo realizá-lo com muito êxito. As pessoas têm recebido a exposição com muito interesse, ampliando seus conhecimentos sobre a história e a cultura do nosso Estado”, explica o produtor cultural e coordenador da exposição, Otavio Barros.

O público poderá conhecer um pouco mais da história do Estado, sua memória e arte, além das relações através do tempo com outras culturas. O material da exposição é composto por reproduções fotográficas de peças do acervo físico do MEPE, além de apresentação em vídeo com o histórico do MEPE e suas coleções e a produção de um catálogo e cartilha (exemplares também em braile) para auxiliar professores no trabalho de arte educação.

A primeira edição do projeto “Um Museu Itinerante” ocorreu em 2009, também incentivado pelo FUNCULTURA, onde percorreu seis municípios (Surubim, Gravatá, Caruaru, Jaboatão do Guararapes, Igarassu e Recife), contemplando cerca de 10 mil visitantes, realizando capacitação dos professores e extensão do trabalho educativo nas escolas estaduais.

ACERVO – Atualmente, a coleção do Museu do Estado de Pernambuco – MEPE, considerada um referencial para a arte e a história pernambucana, é composta por mais de 15 mil peças, divididas nas seguintes coleções: Carlos Estevão de Oliveira (arqueologia, arte indígena e etnográfica), Liceu de Artes e Ofícios (mobiliário estilo pernambucano), Brás Ribeiro (arte decorativa), Lívio Xavier (ex-votos), Afro-brasileira, Iconografia pernambucana e a de pinturas e desenhos enriquecida através dos Salões de Arte de Pernambuco.

Armando destaca trabalho de Mendonça à frente do MEC

SENADOR ARMANDO MONTEIRO EM ALMOÇO/REUNIAO NA FIEPE

Ao participar do projeto “FNDE em Ação”, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), no município de Gravatá, na segunda-feira (19), o senador Armando Monteiro (PTB-PE) destacou o trabalho realizado pelo ministro Mendonça Filho à frente da pasta. Armando listou iniciativas realizadas durante a gestão de Mendonça no MEC, como a reforma do Ensino Médio, a mudança na Base Nacional Curricular, entre outras ações. No evento, que reuniu diversos prefeitos, o ministério anunciou a liberação de R$ 85 milhões para a construção de escolas, creches, quadras, mobiliário, equipamentos e aquisição de novos ônibus escolares.

“Hoje há uma compreensão no Brasil de que o maior desafio é o da educação. Qualquer que seja a dimensão da vida do País, seja na área social ou econômica, nós vamos encontrar sempre na raiz desses problemas a questão da educação”, afirmou Armando Monteiro. O senador pernambucano também ressaltou o trabalho desenvolvido pelo MEC em Pernambuco, ao estabelecer parcerias com municípios para o desenvolvimento da educação em todas as regiões do Estado.

“Eu sou testemunha de que todos os pleitos que dizem respeito a Pernambuco, de todos os atores políticos, independentemente de partidos, o ministro sempre teve a compreensão de essa é uma agenda suprapartidária. E a todos acolhia, recebia e dava posição. Você, Mendonça, fez muito por Pernambucano. Fez parcerias com os municípios e com o governo do Estado. Esse grande encontro foi um tributo e justo reconhecimento ao trabalho que realizou”, encerrou.

Artistas da Paixão de Cristo são tietados no aeroporto

Tonico Pereira C Foto Felipe Souto

Os artistas do elenco da temporada 2018 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, Rita Guedes (Madalena), Tonico Pereira (Anás) e Kadu Moliterno (Pilatos), foram tietados pelos fãs ao desembarcarem na tarde desta segunda-feira (19) no aeroporto internacional do Recife.

Depois de almoçarem em uma churrascaria, eles seguiram para o município do Brejo da Madre de Deus, a 180 km da capital pernambucana, para iniciar os ensaios do espetáculo que começa no próximo sábado, dia 24 e vai até o dia 31.

Também estão no elenco os atores Renato Góes (Jesus), Fabiana Pirro (Maria), Victor Fasano (Herodes), Nicole Balhs (Herodíades).

Está será 51ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. A cidade-teatro possui uma arrojada cenografia que reproduz lugarejos, ambientes e prédios da Jerusalém dos tempos de Jesus, como o Templo, Fórum Romano, o Palácio de Herodes e o Monte do Calvário. Além disso, um rico figurino e efeitos especiais de última geração completam a grandiosidade do espetáculo.

Ao todo, 450 atores e figurantes atuam no espetáculo sob a condução dos diretores artísticos Carlos Reis e Lúcio Lombardi. Em meio século de história, aproximadamente 3,8 milhões de expectadores já assistiram ao espetáculo. Mais informações: http://www.novajerusalem.com.br/.

Controle da inflação levará a taxa Selic a 6,5%, aposta Copom

Diario de Pernambuco

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual na quarta-feira, para 6,5% ao ano. Com isso, a taxa chegará ao menor patamar da história e deve permanecer nesse nível, pelo menos, até o primeiro semestre de 2019. Para o mercado, a lenta recuperação da economia, que deve crescer 3% em 2018, aliada à ausência de pressões inflacionárias no radar, manterá a Selic inalterada por um longo período.

A trégua do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é tamanha que, na comparação em 12 meses, a variação de preços permanece abaixo de 3% entre julho de 2017, quando chegou a 2,71%, e fevereiro de 2018, com variação de 2,84%. A tendência é de que a inflação permaneça abaixo do piso da meta nos próximos meses, o que favorecerá a manutenção dos juros no menor patamar da história. O corte da Selic na reunião do Copom, que começa amanhã, ficou condicionado à surpresas inflacionárias. E elas se materializaram.

Desde o último encontro do colegiado, ficou claro que o IPCA deve permanecer mais próximo dos 3% do que dos 4,2% estimados pelos diretores da autoridade monetária. As projeções apresentadas pelo BC no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI) apontavam que o IPCA de janeiro teria alta de 0,53%, e o de fevereiro, de 0,47%. Entretanto, o resultado apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou variação positiva de 0,29% no primeiro mês do ano e de 0,32% no segundo. Para março, a mediana das expectativas apresentada pelo boletim Focus projeta alta de 0,22%. Havia quatro semanas, os analistas apostavam em variação de 0,31%.

Demanda

Aliada a isso, a gradual recuperação da atividade econômica favorece a manutenção dos juros em patamar baixo. No mercado, não há expectativa de crescimento da demanda por produtos e serviços que tenha impacto direto na elevação de preços. A expansão moderada do PIB ficou clara após a divulgação dos principais indicadores de atividade. Em janeiro, a produção industrial encolheu 2,4%, o setor de serviços recuou 1,9% e as vendas do varejo tiveram alta de 0,9%.

No mercado, a avaliação é de que os primeiros dados devem colocar um viés de baixa nas projeções dos analistas que apostavam em um crescimento da economia superior a 3%. “A recuperação será lenta e gradual, com a inflação mais baixa do que era esperada pelo mercado. Com isso, o BC pode cortar os juros em 0,25 ponto percentual e parar o ciclo de cortes. A discussão sobre novas quedas ou alta de juros pode voltar a partir de julho, quando o horizonte relevante para a política monetária leva em conta as metas de 2019”, destaca o economista Rafael Cardoso, da Daycoval Investimentos.

As principais pressões ao cenário inflacionário, destaca Cardoso, estão ligadas a um maior reajuste nos preços da energia elétrica e a uma possível alta no custo dos alimentos, que no atacado dá sinais de elevação.

Ambiente favorável

O ritmo de crescimento moderado da economia no primeiro trimestre, avalia o diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, favorecerá o último corte de juros de 0,25 ponto percentual. Nas contas dele, o PIB no primeiro trimestre terá expansão de apenas 0,5%, diante da lenta recuperação da indústria, das vendas do varejo e do setor de serviços. “Os indicadores coincidentes de fevereiro também sugerem crescimento apenas moderado do consumo”, destaca.

Na opinião de Barbosa, a despeito da pressão nos índices de inflação ao produtor, a expectativa de repasse ao consumidor continua limitada. Para ele, a alta das cotações agrícolas ainda não é suficiente para pressionar os preços de alimentos ao consumidor. “Ao mesmo tempo em que a ociosidade da economia deve limitar os repasses ao varejo dos bens industriais”, diz.

O diretor do Bradesco aponta, ainda, que, desde a última decisão do Copom, as surpresas inflacionárias se confirmaram, com descompressão mais intensa do que a esperada dos núcleos, o que o levou a revisar a projeção de IPCA de 2018 para 3,5%. “Adicionalmente, os primeiros indicadores de atividade do ano reforçam a leitura de crescimento moderado no primeiro trimestre. Em nossa visão, as surpresas baixistas com a inflação e a retomada moderada da atividade levarão o BC a um novo corte de 0,25 ponto percentual”, afirma.

As surpresas inflacionárias de janeiro e fevereiro, além das previsões baixistas para o IPCA de 2018 e 2019, favorecem a queda dos juros em 0,25 ponto percentual, avalia o economista-chefe para a América Latina do Banco Goldman Sachs, Alberto Ramos. Para ele, além dos preços controlados, a redução da Selic é favorecida pela recuperação gradual da atividade econômica. “Apesar dos resultados fracos de janeiro, as perspectivas para o consumo das famílias e do setor de serviços são positivas. Tudo isso apoiado por um ambiente global de inflação baixa, aumento do emprego, melhores condições de crédito e fortalecimento da confiança do consumidor”, comenta.

Mercado automobilístico brasileiro tem retomada no interesse e no potencial em 2018

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De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a retomada de crescimento da indústria automobilística foi uma constante no primeiro bimestre de 2018. A produção e o licenciamento de autoveículos registraram crescimento de dois dígitos de janeiro até março. Nos dois primeiros meses do ano, 431,6 mil veículos foram produzidos no Brasil. O número corresponde a uma alta de 15% em comparação com o mesmo período de 2017, o que representa um impacto positivo para o setor.

Embora os números apontem aumento, para o professor de finanças do ISAE – Escola de Negócios, Antônio Jorge Martins, a retomada do interesse e do potencial de mercado automobilístico brasileiro ainda é um grande desafio. Principalmente pelo fato das novas gerações terem cada vez menos pretensão de adquirir o próprio veículo, as empresas devem buscar a modernização e a adaptação às novas demandas. Por outro lado, isso pode vir a trazer um aumento de valores. “Os setores que possuem evolução tecnológica tendem a apresentar crescimento real dos preços praticados, por conta da necessidade de amortizar os investimentos tecnológicos em um prazo cada vez menor e tendo em vista a constante evolução”, explica.

De acordo com Martins, a preocupação atual da sociedade se volta para a mobilidade como um todo deixando de se engajar, necessariamente, no senso de propriedade. “Para dispormos dessa mobilidade total, a tendência é de crescimento do número de empresas que possam oferecer tais serviços, pois a mobilidade se voltará para as mais diversas camadas da sociedade que hoje possuem dificuldades de locomoção, como idosos e crianças”, comenta.

Deve-se levar em conta, também, o aumento do compartilhamento de veículos, presente de forma constante no panorama atual. Para o professor, por conta disso, o setor automotivo tende a concentrar seus esforços na prestação de serviços, deixando de focar exclusivamente em produtos. “A estratégia dos fabricantes do setor caminha para desenvolver os pilares de conectividade, design e motorização, sendo que a preocupação deste último item se volta para sustentabilidade como a eliminação de combustíveis fósseis e para a economia. Quanto a conectividade, que tende cada dia mais a ser um diferencial, o ‘top’ deste pilar representará o carro e caminhão autônomo”, completa o especialista.

ARTIGO — Gracias a Brasil

Maurício Rands

Muchas gracias por parte de los venezolanos a los brasileños que han ayudado, abierto las puertas y acogido a los venezolanos, les han dado su mano, les han dado su comida. Gracias a Brasil por lo qué han hecho por los venezolanos’. Este foi o agradecimento que ouvimos da fotógrafa venezuelana durante a Missão OEA-Itamaraty que esteve na fronteira na semana passada. Pablo, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), reitera a importância do reconhecimento formal de que a Venezuela se encontra em crise humanitária. Incrível. Para que reconhecer o óbvio? Como a Venezuela não o faz, alguns organismos internacionais se defrontam com dificuldades para viabilizar uma ajuda maior. Mesmo assim estão fazendo um trabalho inacreditável. E querem fazer mais. ACNUR, OIM, FUPAD, OEA, OPAS, Fraternidade, Igrejas, etc. Sem eles, os milhões de migrantes e refugiados venezuelanos estariam em condições ainda mais precárias.

O Governo do Brasil tem feito muito. A crise humanitária que se agudiza em Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, é avassaladora. Boa Vista tem cerca de 300 mil habitantes. Em poucos meses, recebeu um contingente de mais de 10% de sua população. Natural que os serviços de assistência, saúde e educação estejam assoberbados. O Presidente Temer criou uma coordenação interministerial para centralizar as ações e recursos. Em 2/3/2018, editou a Medida Provisória n° 823, que abriu um crédito extraordinário em favor do Ministério da Defesa no valor de R$ 190 milhões para “assistência emergencial e acolhimento humanitário de pessoas advindas da República Bolivariana da Venezuela”. Com esses recursos, o Exército está construindo e reformando abrigos, e fornecendo-lhes equipamentos e mantimentos. Em ritmo acelerado porque as chuvas começam em um mês. Os abrigos estão em variados graus de organização. O pior, o Tancredo Neves, tem esgoto a céu aberto, corredor do pó e violência. Os banheiros, imundos. Outros já estão mais organizados. Caso dos dedicados apenas aos índios (Warao e Eñapa), como Pintolândia (700 pessoas) e Casa de Passagem de Pacaraima (500). Apesar de estarem em abrigos um pouco melhor, esses indígenas sofrem de muitas doenças. No último, p. ex, já existem 5 casos de AIDS, e outros tantos de tuberculose, sarampo e catapora.

Nossa missão da OEA que esteve em Roraima viu cenas impressionantes. De dedicação de voluntários e organismos internacionais. De servidores públicos brasileiros, militares e civis, empenhados em assistir aos venezuelanos. Com vacina, exames médicos, comida, gestão de abrigos e documentação para vistos de residência ou de refugiado. Testemunhamos um sentimento genuíno de solidariedade e de superação de dificuldades. Inclusive das burocráticas. Como foro de todo o continente, a OEA pode auxiliar o diálogo e a informação sobre o fenômeno. A OEA e sua fundação operativa (Fundação Panamericana para o Desenvolvimento – FUPAD) está contribuindo no reforço ao governo brasileiro e às demais instituições nacionais e internacionais, públicas e privadas. Inclusive com a construção de unidades de saúde e escolas. A OEA está igualmente se envolvendo no esforço de captação de doações e de viabilização de programas para que os venezuelanos no Brasil tenham oportunidades de geração de renda, inclusive interiorizando-se para outros estados. Nossa missão pôde testemunhar que não são poucos os migrantes com potencial de requalificação.

Conversamos com pessoas de todos os níveis de formação: de pedreiros, profissionais de saúde, de segurança a engenheiros, radiologistas, membros da guarda nacional e outros. Todos querem trabalho. O Brasil está sendo reconhecido como um país que tem uma das leis de migração mais avançadas do mundo, a Lei 13.445/2017, proposta pelo Ministro Aloysio Nunes. Essa solidariedade internacional do país diante de uma crise humanitária das proporções da venezuelana vai aumentar ainda mais o conceito brasileiro no concerto das nações abertas.

Páscoa incrementa as vendas de 58% do setor de confeitaria

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Desde o dia 9 de março, o perfil da A Doce Alemã nas redes sociais ganhou um novo integrante nas fotos e posts. O coelhinho Pascoal, feito de macaron recheado com brigadeiro, é o protagonista da edição especial de Páscoa da empresa de tortas alemãs. Há dois anos e meio no mercado, a empresária Anke Weise aguarda um incremento de 70% nas vendas de tortas no período.

“Em 2017, vendi 40 tortas desta edição especial. Este ano, deve ficar em 65”, planeja a empresária, que prepara pessoalmente as tortas alemãs e recebe encomendas pelas redes sociais e whatzapp. “As edições de datas festivas têm muita saída, principalmente no Natal. Mas a Páscoa costuma representar um volume maior de vendas”, comemora.

Assim como Anke Weise, os pequenos negócios do ramo de Confeitarias e Docerias identificam na Páscoa uma oportunidade de incremento no faturamento. Para 58% dos que atuam no setor, o período marcado pelos ovos de chocolate corresponde à uma das festividades que mais impulsionam o mercado. Foi o que constatou a pesquisa Pequenos Negócios de Confeitaria e Doceria, realizada pelo Sebrae com 3.843 empresários do setor.

“Apesar do apelo lúdico e infantil, a Páscoa não é direcionada apenas às crianças. Representa uma oportunidade para os empresários conquistarem e fidelizarem novos clientes, apresentando produtos inovadores e bom atendimento. O cliente satisfeito com a entrega certamente volta depois do feriado para fazer novas encomendas”, ressalta o especialista em empreendedorismo do Sebrae, Enio Pinto.

A pesquisa do Sebrae também apresentou o perfil dos empresários de Confeitarias e Docerias. Assim como a confeiteira da A Doce Alemã, os empreendedores do setor trabalham em casa (90%) e têm até 4 anos de negócio (69%). De acordo com o estudo, 83% dos pequenos negócios de doces vendem sob encomenda, por meio de redes sociais, email e telefone.

O carro-chefe dos empresários do setor é o bolo artístico (43%), seguido dos doces (25%). Apesar da demanda crescente de clientes que buscam produtos de baixa caloria ou adaptados para dietas de diabéticos e celíacos, 79% dos empreendedores ainda não atuam com produtos sem açúcar, glúten ou lactose. “Identificamos um grande mercado a ser explorado pelos pequenos negócios. Quem conseguir desenvolver bolos, tortas e doces de qualidade para estes consumidores, certamente terá ganhos em competitividade”, pondera a analista de Indústria do Sebrae, Mayra Viana.

Páscoa 2018 deve aumentar empregos nos setores de indústria e varejo

Por André Romero

A Páscoa é um desses eventos que sacodem o mercado. São inúmeras contratações para vagas temporárias, que vão da indústria ao comércio por todo o país. No comércio, ações promocionais aumentam as vendas, mostrando que os investimentos não são só no chão de fábrica. Quando falamos de um país que se recupera de uma crise econômica severa, a melhora e otimismo são motivo de comemoração,.

A maioria das empresas que produz alimentos para a data já começou a se mobilizar desde outubro do ano passado. A montagem de ovos, bombons e outras guloseimas não pode esperar o ano começar. E não falamos apenas do segmento de chocolates. A indústria de peixes tem grande movimento também. Os mais de 172,2 milhões de católicos do país costumam consumir carne branca na época.

Em fevereiro, começam as contratações mais focadas nas redes de comércio. Estoquistas, repositores, promotores, gerentes, são inúmeros cargos chamados para lidar com um potencial aumento de 10%, em comparação a 2017, na arrecadação de Páscoa. As vendas vinham piorando nos últimos anos, mas 2018 se mostra otimista, sobretudo pela desaceleração da crise. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) é quem traz os números.

A variedade deve focar em bolsos de tamanhos diferentes. Já são 130 novos produtos lançados, 10 a mais do que no ano passado, mas ainda menor do que em 2016 (147). No ano passado, foram produzidas 9 mil toneladas de chocolate para o período, algo em torno de 36 milhões de ovos. No ano anterior, o número foi de 14,3 mil tonelada, e em 2015, 19,7 mil toneladas. Os números vêm decrescendo nos últimos anos e só teremos certeza da recuperação de 2018 no final da época de vendas. Por enquanto, trata-se apenas de um potencial de melhora.

Muito dessa percepção vem do que diz respeito às contratações. Ainda são valores menores do que dos anos anteriores, mas a queda foi bem menor. São 23 mil vagas de trabalho temporário estimadas, de outubro de 2017 a março deste ano. Em 2017 e 2016, foram abertas 25 e 29 mil vagas, respectivamente. A queda na quantidade ocorreu, mas foi bem menor.

Essa é uma época que movimenta a economia, que gera empregos, que demanda ações criativas do varejo. É uma época onde o país começa a se movimentar a todo vapor. É um período que dita crescimento, já que é chave para, inclusive, ditar tendências de investimentos e ações, sobretudo de comércio para o resto do ano. Há uma grande colaboração entre RH e varejo nesse período, e quem ganha é o país.

Que 2018 trará bons números, não tenho a menor dúvida. Devemos ter a Páscoa da recuperação. Pode ser um pensamento otimista, mas não é um pensamento baseado em especulação, e sim em observação de potenciais mercados que alavancam a economia. A nós, resta torcer e trabalhar pela volta dos bons ventos.

Assassinato de Marielle Franco desperta onda de fake news

Mariele

Folhape

O assassinato de Marielle Franco (PSOL-RJ) despertou uma onda de resistência e revolta, mas também uma série de notícias falsas (fake news) na internet. Comentou-se até que a vereadora, conhecida por defender causas sociais e direitos humanos, tinha associação com o crime e teria sido casada com um traficante. Por isso, o PSOL vai entrar com uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra declarações injuriosas que têm sido replicadas até por membros do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

“Isso é um duplo homicídio. Estão matando a Marielle pela segunda vez” disse o deputado estadual Marcelo Freixo Freixo, que classificou como uma “perversidade” a divulgação de notícias falsas sobre a vereadora, antes de ato que homenageou Marielle no complexo de favelas da Maré, no Rio, ontem. Mesmo sem citar nomes, Freixo criticou especialmente o posicionamento da desembargadora Marília de Castro Neves, do TJ-RJ, que afirmou em rede social que Marielle havia sido eleita pela facção criminosa Comando Vermelho e teria sido morta por suas relações com o crime. Ele chamou de despreparados os juízes que fazem pré-julgamentos antes da conclusão das investigações.

Nas redes sociais, o PSOL anunciou que vai acionar o CNJ “contra as odiosas declarações da desembargadora Marilia Castro Neves”. “Uma representação criminal por calúnia também será apresentada contra a desembargadora. Nos causa horror e espanto que uma pessoa investida em uma função pública de tamanha importância social volte-se para a disseminação de afirmações deste caráter”, informou o partido, que também estuda “o acionamento judicial contra outras pessoas que atentam contra a honra” de Marielle.

O deputado Alberto Fraga (DEM-DF), por exemplo, teria replicado tweet que fala da suposta relação entre Marielle e o crime organizado. Em Pernambuco, o delegado Jorge Ferreira também teria injuriado a vereadora carioca. Além disso, um vídeo postado na página da “Intervenção Militar no Brasil” no YouTube afirma que Marielle, além de ter sido casada e ter tido a filha de um traficante, defendia e era financiada pelo crime organizado.

Diante disso, a família de Marielle passou a refutar as notícias falsas nas redes sociais. A sobrinha da vereadora, Annie Caroline, por exemplo, usou o Facebook para pedir que as pessoas não importunassem a sua prima – Luyara Santos – dizendo que ela era filha do traficante Marcinho VP e não divulgassem áudios de outras pessoas atribuindo-os à tia. “Por favor, respeitem a dor de todos, seja de quem for, apenas respeitem. E principalmente, não inventem mentiras sobre ela ou alguém da família achando que vai estar passando batido, porque não vai”, escreveu.

Por outro lado, um texto que tem circulado na internet alerta que, apesar da grande repercussão do homicídio da vereadora, ninguém tem falado da dor enfrentada pela companheira de Marielle – Mônica Benício.

Nas redes sociais, o PSOL tem inclusive pedido ajuda no combate a mentiras sobre Marielle. O partido solicita que as pessoas enviem qualquer notícia ou postagem desse tipo para um escritório de advocacia que é tocado por mulheres no Rio de Janeiro. “Em defesa da memória de Marielle, printem todos os posts de ódio e fake news e mandem para contato”ejsadvogadas.com.br”, tweetou o partido.