Para atender a estratégia de expansão da tecnologia 5G por todo o Nordeste, a Brisanet abre 16 novas oportunidades de emprego na cidade de Caruaru. As vagas para são para o cargo de Promotor de vendas (06) e Operador de Serviços de Campo (10).
Para se candidatar, os interessados devem acessar a plataforma de vagas oficial da Brisanet brisanet.gupy.io/, escolher a vaga e seguir as instruções para a inscrição. O recrutador entra em contato com o candidato pelo número de celular que ele cadastrou na plataforma. Os candidatos também podem entregar o currículo impresso na loja Brisanet, localizada na Avenida Agamenon Magalhães, 585, Bairro Maurício de Nassau.
A Brisanet é líder em banda larga fixa no Nordeste, com mais de 1,5 milhão de clientes. No segmento móvel, a operadora já conta com mais de 800 mil assinantes e segue investindo em infraestrutura para alcançar ainda mais brasileiros.
Salário e Benefícios
A Brisanet oferece salário compatível com o mercado e um pacote de benefícios com vale alimentação (cartão Ifood), plano de saúde com coparticipação, plano odontológico, seguro de vida, auxílio-creche, auxílio para dependentes com deficiência, entre outros.
O tema da concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) tem despertado intensos debates entre a população de Pernambuco, especialistas e diversas esferas governamentais. Ao contrário do que algumas discussões simplificam, é importante esclarecer de início que estamos tratando de uma concessão – e não de uma privatização. A primeira implica na transferência temporária da administração do serviço à iniciativa privada por meio de contrato, enquanto a segunda prevê a venda dos ativos. Essa distinção precisa ser clara para não alimentar confusões ou narrativas equivocadas.
Toda essa movimentação ocorre num momento em que o país volta a discutir modelos de gestão que alavanquem serviços essenciais, como o fornecimento de água e o tratamento de esgoto, sem comprometer o acesso da população. A situação da Compesa reflete problemas estruturais acumulados ao longo de décadas, mas também simboliza uma possibilidade de mudança que desafia opiniões polarizadas. Nesse contexto, é imprescindível fazer uma análise histórica e sensata de como o setor foi tratado pelos governos anteriores e da nova abordagem que vem sendo desenhada.
Em Pernambuco, os números ilustram com clareza as dificuldades crônicas do setor. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), menos de 30% da população no estado tem acesso a serviços de coleta e tratamento de esgoto, enquanto cerca de 75% possuem abastecimento regular de água potável. Essa deficiência em saneamento básico não é apenas uma questão de modernização dos serviços – é um fator que impacta diretamente na saúde pública, na qualidade de vida e no meio ambiente. A ausência de tratamento adequado de esgoto contribui para a contaminação de rios e mananciais, que deveriam ser fontes essenciais de abastecimento, gerando uma cadeia de consequências nocivas tanto para a natureza quanto para as comunidades ao redor.
A contaminação de águas devido à falta de saneamento básico culmina em problemas ambientais graves, como a poluição de cursos d’água e o comprometimento de ecossistemas inteiros. Esses impactos agravam os riscos para a saúde das pessoas que vivem em áreas mais vulneráveis. A exposição constante a esgoto a céu aberto está associada a uma série de doenças, como diarreia, hepatite A, leptospirose e outras enfermidades de veiculação hídrica, que afetam especialmente crianças e idosos. Pernambuco, onde parte considerável da população vive em condições insalubres, apresenta regularmente índices de doenças relacionadas à ausência de saneamento acima da média nacional. O descaso crônico com essa infraestrutura é uma das razões para a manutenção de ciclos de pobreza e vulnerabilidade social, uma realidade que não pode mais ser ignorada.
Até 2022, a Compesa enfrentava um cenário marcado por limitações e deficiências na infraestrutura. Embora houvesse alguns investimentos pontuais, boa parte das medidas adotadas não conseguiu resolver a crônica falta de universalização dos serviços. Em áreas urbanas e rurais, a distribuição de água era irregular e insuficiente, enquanto o saneamento básico permanecia como um objetivo distante para a maioria das comunidades. Governos anteriores, apesar de defenderem um modelo de gestão estatal, enfrentavam constantes desafios na captação e execução de recursos, na burocracia e na efetividade dos projetos apresentados.
O Novo Marco do Saneamento, aprovado em 2020, trouxe mudanças significativas ao estabelecer metas de universalização e abrir espaço para investimentos privados no setor. Ainda assim, entre 2020 e 2022, a transição foi lenta em Pernambuco. A Compesa, diante de um cenário econômico desafiador, resistia à possibilidade de concessões e não conseguiu avançar na velocidade necessária para suprir décadas de deficiências estruturais. Não foi por acaso que o Estado continuou apresentando indicadores abaixo da média nacional, enquanto regiões que deram maior abertura ao modelo de concessão começaram a notar avanços mais expressivos.
Avançando para a atual conjuntura, o Governo Federal, tem desempenhado um papel estratégico nesse processo ao fomentar a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como estrutura central para modelar e viabilizar projetos de concessão como o da Compesa. O BNDES, reconhecido historicamente pelo suporte em projetos de infraestrutura, agora trabalha como o mediador técnico e financeiro para estruturar contratos robustos e garantir sua transparência. O objetivo é atrair empresas privadas qualificadas e assegurar que as metas de universalização definidas pelo marco sejam cumpridas, priorizando o atendimento das áreas mais carentes.
No caso de Pernambuco, o BNDES tem inserido cláusulas contratuais que estipulam parâmetros como a universalização do acesso à água até 2033 e a ampliação do tratamento de esgoto, que deverá atingir pelo menos 90% da população. O modelo proposto visa tirar o Estado da posição de atraso em relação a outros Estados brasileiros, possibilitando a modernização da infraestrutura e mitigação de danos socioambientais. Adicionalmente, as metas previstas buscam reduzir significativamente os indicadores de doenças relacionadas à precariedade dos serviços. Sem saneamento, comunidades inteiras continuariam enfrentando a circulação de esgoto a céu aberto em seus bairros, agravando desigualdades e fragilidades locais.
A concessão exige, no entanto, um acompanhamento rigoroso por parte de órgãos fiscalizadores, da sociedade civil e de especialistas. Experiências em outros Estados indicam que, quando bem planejadas e fiscalizadas, concessões podem aumentar drasticamente a eficiência e a cobertura, melhorando índices que afetam diretamente o bem-estar da população. No entanto, excessos de custo e descumprimento de cláusulas exigem cuidado redobrado para que avanços não venham a comprometer o direito básico da população ao acesso à água e ao saneamento como bens públicos.
Pernambuco, ao iniciar o processo de concessão da Compesa, busca romper com décadas de deficiências estruturais que ampliaram desigualdades e doenças relacionadas às doenças de veiculação hídrica. O papel do Governo Federal, especialmente por meio do BNDES, tem sido essencial para assegurar a implementação de contratos bem regulados e acompanhados, ao mesmo tempo em que preserva aspectos sociais no desenho do modelo. O ponto-chave será equilibrar os interesses econômicos da iniciativa privada com os direitos da população, garantindo que esse projeto atenda não apenas a números, mas ao básico direito à saúde, dignidade e harmonia com o meio ambiente. Afinal, essa concessão não é apenas sobre infraestrutura; é sobre vidas, futuro e sustentabilidade.
Centrais sindicais e movimentos sociais fizeram, nesta quinta-feira (8), um ato em defesa da democracia na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. A mobilização marcou os três anos dos atentados de 8 de janeiro de 2023, ponto crítico da tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Naquele dia, apoiadores do então ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF, em Brasília.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro (CUT-RJ), Sandro César, a data simboliza a necessidade de vigilância permanente.
“Esse ato marca mais um ano do inominável movimento que foi feito pelos golpistas do Brasil no sentido de aviltar a democracia brasileira, de derrubar o Estado Democrático de Direito. É algo que nós achávamos que estava distante, mas voltou a acontecer no Brasil”, disse Sandro.
Ele também destacou o papel das condenações como exemplo histórico.
“Ex-presidente preso, generais golpistas presos e envolvidos no golpe presos. Isso é o que deve acontecer quando se viola a Constituição da República do País no sentido de a aviltar, de violar o pacto constitucional, o pacto republicano e democrático do Brasil. É um ensinamento importante para que as futuras gerações possam nunca mais imaginar ou tentar fazer algo do tipo”, complementou o dirigente sindical.
O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro (Seeb/Rio), José Ferreira, criticou qualquer iniciativa de perdão aos envolvidos.
“Não podemos aceitar anistia para os golpistas, nem essa estratégia que eles fingem dizer que não é anistia, a dosimetria, que nada mais é do que um genérico da anistia. O Lula vetou o projeto, mas vai voltar para o Congresso e precisamos estar nas ruas para pressionar o parlamento contra esse benefício aos que querem roubar a democracia”, disse Ferreira.
João Pedro, militante do movimento de juventude Juntos (antifascista, anticapitalista e ecossocialista) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-RJ), ressaltou a importância da mobilização contínua.
“Nessa data importante, lembramos da necessidade de estarmos sempre mobilizados. Precisamos ficar atentos sobre os constantes ataques da extrema direita que temos vivenciado”, disse o militante.
“É fundamental começar o ano com mobilização. É necessário resistir, mas também apresentar uma alternativa para a crise. Mostrar que é possível construir uma outra sociedade, que é possível superar os horizontes que estão colocados para nós hoje”, complementou.
Manifestantes durante ato pela democracia, em memória aos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na Cinelândia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
8 de janeiro
Há três anos, milhares de manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios, romperam bloqueios policiais e atacaram as sedes dos Três Poderes, exigindo a derrubada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito democraticamente e empossado havia apenas uma semana.
Três anos depois, o STF condenou 1.399 pessoas envolvidas nos atos golpistas. Os dados foram atualizados nesta segunda-feira (8) pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos. Segundo o balanço, 179 pessoas estão presas, sendo 114 em regime fechado após o trânsito em julgado das condenações. Outras 50 cumprem prisão domiciliar e há ainda 15 prisões preventivas.
As condenações incluem o ex-presidente Jair Bolsonaro e 28 ex-integrantes de seu governo, responsabilizados por planejar uma tentativa de golpe para impedir a posse de Lula. Entre os presos também estão cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal, condenados por omissão ao permitirem o acesso dos manifestantes à Praça dos Três Poderes.
Manifestantes durante ato pela democracia, em memória aos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na Cinelândia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.957 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 13,5 milhões para o próximo sorteio.
O presidente francês Emmanuel Macron declarou em suas redes sociais nesta quinta-feira (8) que votará contra a assinatura do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.
“A França decidiu votar contra a assinatura do acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul”, escreveu o político. E continuou: “A França apoia o comércio internacional, mas o acordo UE-Mercosul está desatualizado, negociado por muito tempo em termos obsoletos [mandato de 1999]. Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”.
A França se opõe ao acordo há bastante tempo. O governo local sofre uma forte pressão, principalmente dos agricultores franceses, que rejeitam totalmente a parceria com o bloco sul-americano, temendo a concorrência.
Macron levará sua decisão à reunião de Conselho da União Europeia, que acontece nesta sexta (9), em Bruxelas.
Além da França, Irlanda, Polônia e Hungria também são contra o acordo. Alemanha e Espanha são favoráveis à assinatura. A Itália ainda não se definiu, mas indicou que deve apoiar.
A assinatura do documento pode ocorrer na próxima semana.
O Senado dos Estados Unidos (EUA) aprovou, nesta quinta-feira (8), uma resolução que determina a interrupção do uso da força contra a Venezuela sem autorização expressa do Congresso Nacional.
“Esta resolução conjunta orienta o Presidente a cessar o uso das Forças Armadas dos EUA em hostilidades dentro ou contra a Venezuela, a menos que uma declaração de guerra ou autorização para o uso da força militar para tal fim tenha sido promulgada”, diz o documento aprovado.
Apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, a resolução foi aprovada por 52 votos contra 47, tendo recebido o apoio de cinco senadores republicanos, do partido do presidente Donald Trump. Já um senador republicano não votou.
O texto, porém, precisa ser novamente aprovado pelos senadores e deve passar ainda pela Câmara dos Representantes dos EUA, com maioria de republicanos. A resolução ainda precisaria vencer um provável veto do presidente Donald Trump para entrar em vigor.
Ao justificar a resolução, o senador democrata Kaine disse que apoia o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mas defendeu que novas ações tenham autorização legislativa.
“As declarações do presidente de que os EUA governarão a Venezuela por anos deixam claro: seus planos vão muito além de Maduro. Isso significa que o Congresso precisa se manifestar”, destacou Kaine antes da votação.
A oposição argumenta que a invasão da Venezuela foi ilegal uma vez que a Constituição dos EUA exige aprovação do Parlamento para declaração de guerras.
A senadora republicana Susan Collins disse que, apesar de apoiar a captura de Maduro, ela deseja afirmar o poder do Parlamento de autorizar ou limitar qualquer futura atividade militar na Venezuela.
“Não apoio o envio de mais forças americanas ou qualquer envolvimento militar de longo prazo na Venezuela ou na Groenlândia sem autorização específica do Congresso. A resolução que apoiei hoje não inclui nenhuma menção à operação de retirada. Em vez disso, reafirma a capacidade do Congresso de autorizar ou limitar qualquer atividade militar prolongada futura na Venezuela”, disse a parlamentar em comunicado oficial.
Ao ser questionado sobre o tema após a invasão da Venezuela, o secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia argumentando que a invasão não seria uma guerra, mas apenas a prisão de duas pessoas. Na ação, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados por militares estadunidenses.
Trump reage
Ao comentar em uma rede social, aprovação da resolução, o presidente dos EUA disse que os republicanos deveriam se envergonhar dos senadores que votaram com os democratas para privar o poder de “lutar e defender os EUA”. Trump disse que esses parlamentares “jamais deveriam ser eleitos novamente”.
“Essa votação prejudica gravemente a autodefesa e a segurança nacional americanas, impedindo a autoridade do presidente como comandante-em-chefe. De qualquer forma, e apesar da ‘estupidez’ deles, a Lei dos Poderes de Guerra é inconstitucional, violando totalmente o Artigo II da Constituição, como todos os presidentes e seus respectivos Departamentos de Justiça já determinaram antes de mim”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma ligação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na tarde desta quinta-feira (8), informou o Palácio do Planalto. O assunto da conversa foi a situação na Venezuela, que foi alvo de uma invasão militar dos Estados Unidos (EUA), no último sábado (3), que resultou no sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cília Flores.
“Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”, destacou o Planalto, em nota.
Durante a ligação, Lula e Petro saudaram o anúncio feito pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, sobre a liberação de presos nacionais e estrangeiros que estavam detidos no país.
O presidente Lula informou a Petro que, a pedido da Venezuela, determinou o envio de 40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios dos EUA no sábado.
Brasil e Colômbia compartilham as maiores fronteiras terrestres com a Venezuela, com mais de 2 mil quilômetros de extensão cada uma.
O líder colombiano conversou ontem (7) com o presidente dos EUA, Donald Trump, após ameaças e acusações sem provas que o norte-americano fez a Petro.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou, nesta quinta-feira (8), a libertação de venezuelanos e estrangeiros que estavam presos. Não foi informado o número de pessoas que foram soltas.
“O governo bolivariano, junto com as instituições do Estado, decidiu colocar em liberdade um número importante de pessoas venezuelanas e estrangeiras. Esses processos de soltura estão ocorrendo desde este momento. Considere-se esse gesto do governo bolivariano de ampla intenção de busca pela paz”, disse Rodríguez, que é irmão da presidenta interina Delcy Rodríguez.
Segundo Jorge Rodríguez, este é um gesto unilateral, que faz parte da estratégia de consolidar a convivência e busca fortalecer a união nacional contra as agressões externas sofridas recentemente.
O presidente da Assembleia Nacional informou que o governo não tem conversas com setores extremistas, que negam a política, apenas com instituições e partidos que respeitam a Constituição venezuelana.
Nessa quarta-feira (7), a presidenta interina Delcy Rodríguez, em reunião com ministérios do governo, afirmou que a linha de ação para garantir a estabilidade do país passa pelo resgate do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sequestrados pelos Estados Unidos no sábado (3).
A presidenta interina ainda destacou que é preciso preservar a paz territorial e manter o governo democrático diante da agressão estrangeira. Delcy Rodríguez também disse que a unidade das forças revolucionárias venezuelanas é indispensável para a continuidade do projeto bolivariano, inaugurado pelo ex-presidente Hugo Chávez.
Após solicitação do vereador e pré-candidato a deputado estadual Anderson Correia (PP), o Governo de Pernambuco anunciou o investimento de R$ 3,1 milhões para a reforma e ampliação do Hemope Caruaru. O anúncio foi feito pela governadora Raquel Lyra e atende a pleitos apresentados pelo parlamentar desde 2023, quando ele visitou a unidade e identificou sérias limitações estruturais que comprometiam o pleno atendimento da demanda, em um equipamento que é referência em doação de sangue para todo o Agreste.
Durante a visita técnica, Correia constatou que o Hemope Caruaru realizava cerca de 130 atendimentos diários, mas conseguia efetivar apenas aproximadamente 70 coletas de sangue por dia, em razão da falta de estrutura adequada para receber todos os doadores. Diante do cenário, o vereador apresentou indicação ao Governo do Estado solicitando a reforma e ampliação do imóvel, com o objetivo de garantir melhores condições de trabalho aos profissionais, mais conforto aos doadores e a ampliação da capacidade de coleta, evitando prejuízos ao banco de sangue da região.
“Esse investimento é fruto de um pedido que fiz com base na realidade que encontrei no Hemope Caruaru. É um equipamento essencial, que salva vidas diariamente e atende toda a região. A reforma e ampliação vão permitir que a unidade aproveite todo o potencial de atendimentos e coletas, fortalecendo a rede de saúde. Agradeço à governadora Raquel Lyra por atender essa demanda tão importante”, destacou Correia, reafirmando seu compromisso com a melhoria da saúde pública em Pernambuco.
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, na próxima quinta-feira (8/1), uma programação especial aberta ao público para lembrar os três anos dos ataques que resultaram na depredação do edifício-sede da Corte, bem como para celebrar o fortalecimento da democracia simbolizado pela restauração e reabertura do prédio, concluídas em prazo recorde.
A iniciativa integra a campanha “Democracia Inabalada”, criada em resposta aos atos golpistas que resultaram na depredação do edifício. O objetivo é preservar a memória do episódio para que ele não se repita, reconhecer o trabalho de quem contribuiu para a reconstrução do espaço e reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito.
Programação
A programação começa às 14h30, com a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, no átrio do Espaço do Servidor. Às 15h, será exibido o documentário “8 de janeiro um dia para não esquecer”, produzido pela TV Justiça, que registra as histórias dos profissionais do STF que testemunharam os ataques e participaram da reconstrução do Palácio da Justiça.
Às 15h30, ocorre uma roda de conversa com jornalistas que cobriram os ataques e irão relatar o que viram e ouviram naquele dia. A atividade será conduzida pela jornalista Gabriela Guerreiro, então coordenadora de Imprensa do STF, que receberá os convidados Weslley Galzo, repórter do jornal O Estado de S. Paulo; Marina Dias, repórter do Washington Post em Brasília; e Gabriela Biló, fotógrafa da Folha de S. Paulo.
Já às 17h, está marcada a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, a ser realizada no Salão Nobre do STF. Participam do encontro o teólogo e pesquisador Ronilso Pacheco, mestre em Religião e Sociedade pela Columbia University, diretor do Instituto de Estudos da Religião (ISER), colunista do UOL e autor de obras voltadas à intersecção entre raça, política, religião e democracia; o historiador Carlos Fico, professor titular de História do Brasil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador do CNPq e referência nos estudos sobre a ditadura militar e a historiografia brasileira, com ampla atuação acadêmica e institucional, incluindo a coordenação da área de História da Capes; a advogada e cientista social Juliana Maia Victoriano da Silva, mestra em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), gerente do Programa de Equidade Racial do Instituto Ibirapitanga, com experiência em pesquisas e iniciativas voltadas à justiça racial, gênero e políticas públicas; e o jornalista Felipe Recondo Freire, graduado pela Universidade de Brasília, pesquisador associado do CPDOC/FGV, cofundador do JOTA e autor de livros que analisam a atuação do Supremo Tribunal Federal no contexto da ditadura militar e da democracia contemporânea.
8 de janeiro
Em 8 de janeiro de 2023, o edifício-sede do STF, projetado por Oscar Niemeyer, foi invadido e depredado durante ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Salas, obras de arte, móveis e equipamentos foram destruídos. Apesar dos danos, as instalações foram restauradas e o local reaberto em 24 dias, tornando-se símbolo da resistência das instituições democráticas.