Inscrições gratuitas para curso de cinema e audiovisual estão abertas até próxima quinta-feira (07)


Com aulas práticas e teóricas, a formação é voltada para adolescentes de 14 a 18 anos

Estão abertas, até esta quinta-feira (7), as inscrições para um curso gratuito de cinema e audiovisual em Caruaru. Promovida pelo coletivo Trela Audiovisual, a formação reúne aulas práticas e teóricas e será realizada na nova sede do Armazém da Criatividade, localizada nas imediações do Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga.

As aulas, que são uma oportunidade de começar o ano de forma criativa e inspiradora, reunirão atividades práticas e teóricas e acontecerão diariamente, das 9h às 13h. Ao final, os participantes receberão certificado de participação e produzirão seus próprios curta-metragens, que serão exibidos em sessão aberta no encerramento do curso.

A formação é voltada para jovens de 14 a 18 anos e será conduzida pelos diretores do Trela Audiovisual, os cineastas Ingrid Xavier, Mestre em Cinema e Narrativas Sociais (UFS); Vinícius Correia, Mestre em Critical and Creative Media (Maynooth University/Irlanda); e Vitória Victor, Mestranda em Comunicação (UFPE).

As inscrições podem ser realizadas por meio do formulário disponível no Instagram @trelaaudiovisual. Os participantes selecionados serão contactados por e-mail e/ou WhatsApp.

Serviço
Curso de Cinema e Audiovisual em Caruaru

Data: 12 a 23 de janeiro de 2026
Horário: 9h às 13h
Local: Porto Digital – Armazém da Criatividade (R. Jorn. Aníbal Fernandes – Nossa Sra. das Dores, Caruaru – PE)
Inscrições gratuitas até 7 de janeiro.

Maduro se declarou inocente de todas as acusações em Nova York

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou inocente de todos os crimes dos quais é acusado em uma audiência em Nova York nesta segunda-feira (5).

“Sou um homem decente”, disse Maduro. “Sou inocente. Não sou culpado de nada que é mencionado aqui”, afirmou o ditador. As informações são da CNN.

A esposa do venezuelano, Cilia Flores, também ouviu as acusações e se declarou inocente.

O juiz concedeu um pedido feito pelo casal de ser visitado por um representante do Consulado da Venezuela.

A audiência de Nicolás Maduro em um tribunal de Nova York é presidida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, de 92 anos, um experiente magistrado.

O magistrado também determinou que Maduro participe de uma nova audiência no dia 17 de março.

Em 2025, Pernambuco alcança a menor taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes dos últimos 22 anos

 

Índice chegou ao patamar de 32,7% o menor desde 2004

A segurança pública de Pernambuco encerrou 2025 com uma conquista relevante no enfrentamento à violência. Entre janeiro e dezembro, o Estado registrou a menor taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVIs) por 100 mil habitantes de toda a série histórica, iniciada em 2004. O índice, no patamar de 32,7, é o mais expressivo dos últimos 22 anos. Em relação a 2024, Pernambuco registrou uma redução de 9,5% nas mortes violentas, o que representa 330 vidas preservadas ao longo de 2025. O resultado demonstra que as forças policiais seguem intensificando, de forma permanente, a execução das ações estabelecidas no Programa Juntos pela Segurança em todo o território pernambucano, sobretudo no combate aos crimes contra a vida.

“Garantir segurança para a população e promover a paz social são compromissos permanentes do nosso governo. Os dados mostram que os investimentos e as ações do Programa Juntos pela Segurança estão gerando resultados concretos. Estamos investindo R$ 2,3 bilhões em inteligência, tecnologia, reforço do efetivo e integração das forças de segurança, porque preservar vidas e assegurar tranquilidade aos pernambucanos é a nossa maior prioridade”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

O resultado representa uma queda expressiva nos índices de homicídios. O maior número de mortes violentas por 100 mil habitantes em Pernambuco foi registrado em 2017, quando a taxa chegou a 57,1. Até então, o menor índice havia sido observado em 2013, com 34,1 mortes violentas por 100 mil habitantes.

“Esse resultado mostra a eficácia das ações integradas de policiamento, inteligência, tecnologia e políticas públicas transversais estabelecidas no Programa Juntos pela Segurança. Vamos continuar seguindo firmes na nossa principal missão, que é garantir a ordem social, sobretudo preservando vidas”, pontuou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

A redução histórica evidencia uma evolução consistente dos indicadores de segurança pública no Estado. O combate à circulação de armas de fogo irregulares e ao crime organizado estão entre as principais ações das operativas da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) na garantia dos resultados concretos na redução da violência letal. Desde o início de 2023, as forças de segurança apreenderam 18.342 armas de fogo em todo o território pernambucano, retirando armamentos de circulação e prevenindo crimes graves.

O enfrentamento ao crime organizado tem sido reforçado por operações especiais de caráter interestadual, como a Divisa Integrada, realizada em parceria com os estados do Ceará, Paraíba e Piauí; a operação Vale do São Francisco Seguro, com a Bahia; e a Nordeste Integrado, que envolveu ações conjuntas nas divisas de oito estados nordestinos. Essas operações ampliam o controle territorial, fortalecem a inteligência policial e impactam diretamente na apreensão de armas e prisões qualificadas.

No eixo de pessoal, a SDS executa o maior reforço de efetivo dos últimos anos, com mais de sete mil novos profissionais previstos até dezembro de 2026. Até o momento, 3.183 já foram formados e mais de 3.400 estão em formação, ampliando a presença policial nas ruas, qualificando o atendimento à população e fortalecendo as ações preventivas e repressivas.

Anvisa libera estudo com medicamento para lesões na medula espinhal

Brasília (DF), 05/01//2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciam a aprovação da primeira fase do estudo clínico da polilaminina, substância fruto de pesquisa nacional apontada como uma terapia promissora para o tratamento de lesões na medula espinhal.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança do uso do medicamento polilaminina no tratamento do trauma raquimedular agudo, que é uma lesão da medula espinhal ou coluna vertebral.

No anúncio feito, nesta segunda (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (à esquerda, na foto), destacou que a pesquisa será um marco importante para quem sofreu uma lesão medular e também para as suas famílias.

“Cada avanço científico é sempre uma nova esperança renovada”, disse Padilha.

Pesquisa em universidade pública
O ministro considera que o produto é uma inovação radical e com tecnologia 100% nacional. Os estudos com polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.

Segundo Padilha, a pesquisa já apresentou resultados promissores na recuperação de movimentos. Nesta primeira fase, o estudo da polilaminina será realizado em cinco pacientes voluntários com lesões agudas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10.

Essas pessoas incluídas no estudo devem ter indicação cirúrgica ocorrida a menos de 72 horas da lesão. Os locais de realização ainda serão definidos pela empresa responsável. Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu os recursos para a pesquisa básica.

Prioridade

Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a aprovação do início do estudo clínico da polilaminina foi priorizada pelo comitê de inovação da agência com o objetivo de acelerar pesquisas e registros de amplo interesse público.

“Uma pesquisa 100% nacional, que fortalece a ciência e saúde do nosso país”, afirmou Leandro Safatle.

A pesquisa com a proteína polilaminina, presente em diversos animais, inclusive nos seres humanos, visa avaliar a segurança da aplicação do medicamento e identificar possíveis riscos para a continuidade do desenvolvimento clínico.

A empresa patrocinadora será responsável por coletar, monitorar e avaliar sistematicamente todos os eventos adversos, inclusive os não graves, garantindo a segurança dos participantes.

Nova Jerusalém inicia gravações da campanha publicitária da 57ª edição da Paixão de Cristo

O maior teatro ao ar livre do mundo já vive o clima da Paixão. De 11 a 15 de janeiro, Nova Jerusalém recebe as gravações da campanha publicitária da 57ª edição da Paixão de Cristo, com cobertura completa da equipe dos Bastidores da Paixão, que acompanha todos os detalhes da captação de imagens dentro das muralhas do complexo teatral.

O trabalho teve início com a chegada da equipe de pré-produção, sob a direção do cineasta Eduardo Morotó. As gravações destacam a força artística, a fé e a grandiosidade do espetáculo que é reconhecido internacionalmente e emociona gerações.

O elenco convidado reúne grandes nomes da dramaturgia nacional: Dudu Azevedo no papel de Jesus, Beth Goulart como Maria, Marcelo Serrado interpretando Pilatos e Carlo Porto como Herodes.

A temporada 2026 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém acontece de 28 de março a 4 de abril, em Fazenda Nova, distrito de Brejo da Madre de Deus, Pernambuco, e deve reunir milhares de pessoas do Brasil e outros países para uma das experiências culturais e religiosas mais impactantes do mundo.
100 ANOS DE SONHO!

Dólar cai para R$ 5,40 após invasão à Venezuela

Dólar
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

Apesar das tensões com a invasão da Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro, o mercado financeiro teve um dia de alívio. O dólar caiu para o menor valor em 25 dias. A bolsa de valores subiu e atingiu o maior nível desde a metade de dezembro.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (5) vendido a R$ 5,405, com queda de R$ 0,018 (-0,84%). A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,45 por volta das 10h30, mas inverteu a trajetória e passou a cair, acompanhando o movimento internacional.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 12 de dezembro. Na ocasião, a divisa fechou em R$ 5,41.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda aos 161.870 pontos, com alta de 0,83%. O indicador alternou altas e baixas durante a manhã, mas firmou a tendência de alta à tarde.

A bolsa brasileira está no patamar mais alto desde 15 de dezembro. Ações de bancos e de mineradoras impulsionaram o Ibovespa nesta segunda.

Após um início de pregão tenso no mercado global, prevaleceu a leitura de que a invasão da Venezuela deve ter um efeito deflacionário nos Estados Unidos. Isso porque o aumento da produção de petróleo deve elevar a oferta nos próximos meses, provocando a queda do preço dos combustíveis no mercado estadunidense no médio prazo.

O barateamento dos combustíveis reduz a pressão sobre a inflação nos Estados Unidos, abrindo espaço para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) corte os juros no início de 2026. Juros mais baixos em economias avançadas estimulam a migração de capitais para países emergentes, como o Brasil.

Governo venezuelano manda prender envolvidos no sequestro de Maduro

O governo da Venezuela, através da presidente interina Delcy Rodríguez, ordenou nesta segunda-feira (5) que a polícia “inicie de imediato a busca e captura em nível nacional de qualquer pessoa envolvida na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos”.

A ordem foi feita através de um decreto publicado no sábado (3), dia do sequestro de Nicolás Maduro e sua mulher, mas o texto completo só foi divulgado hoje.

Nesta segunda, Maduro e mulher dele, Cilia Flores, também raptada pelos militares norte-americanos, passaram por audiência de custódia numa corte em Nova York. O presidente venezuelano se declarou inocente das acusações impostas pelos Estados Unidos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se reuniu hoje também para discutir o ataque à Venezuela e o sequestro de Maduro. Rosemery DiCarlo, subsecretária-geral para assuntos políticos e de construção da paz na ONU declarou que está “profundamente preocupada que as leis do direito internacional não foram respeitadas na ação militar do dia 3 de janeiro”.

Maduro e a esposa foram retirados à força da Venezuela por militares dos EUA. O país norte-americano promoveu um ataque à capital Caracas na madrugada de sábado (3). O político venezuelano foi enviado de navio a Nova York e está num presídio federal no bairro do Brooklyn.

Maduro e Cilia são acusados de comandar um governo corrupto e sem legitimidade. Também há acusações de promover o narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.

Delcy Rodríguez, vice-presidente, está no comando da Venezuela como presidente interina.

Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas
11/08/2025
 REUTERS/Gaby Oraa

Formada em direito na Universidade Central da Venezuela (UCV), a nova presidente interina do país sul-americano, Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, é um quadro histórico do chavismo e mulher de confiança do presidente sequestrado Nicolás Maduro.

Nascida em Caracas, Delcy foi escolhida por Maduro para a vice-presidência ainda em 2018. Diferentemente do Brasil, o vice-presidente na Venezuela não é eleito em uma chapa, mas escolhido pelo presidente do país, podendo, inclusive, ser trocado.

Além da vice-presidência, Delcy acumulava os cargos de ministra da economia e de presidente da PDVSA, a estatal de petróleo da Venezuela. Ela assumiu a principal empresa do país, em 2024, após a prisão de parte da diretoria da estatal acusada de corrupção.

A formação de Delcy inclui uma pós-graduação em Direito Social na Universidade de Paris e mestrado em Política Social pela Universidade de Birkbeck, em Londres.

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela 
22/12/2025
REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Irmão de Delcy, Jorge Rodríguez é presidente da Assembleia Nacional da Venezuela – Reuters/Leonardo Fernandez Viloria

A presidente interina é irmã de Jorge Rodríguez, atual presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e ex-vice-presidente do país. O irmão de Delcy foi também ministro das comunicações.

Jorge Rodríguez é considerado um dos políticos mais influentes do chavismo, tendo construído sua carreira política ao longo do processo da chamada Revolução Bolivariana, iniciada em 1999 com a chegada de Hugo Chávez ao Poder.

A professora Carla Ferreira, do departamento de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que Delcy sempre foi do núcleo duro do chavismo, sendo, até então, a segunda pessoa mais importante do governo depois de Maduro.

“Ela tem uma trajetória muito sólida. Estamos diante de um quadro político e teórico do mais alto gabarito, formada na melhor universidade da Venezuela, em uma das melhores universidades da Europa, que é a de Paris. Ela é um quadro de altíssimo nível, muito bem formada, teoricamente e politicamente.”

A professora Carla Ferreira estudou a história política e social venezuelana, com tese de doutorado sobre o processo bolivariano liderado por Hugo Chávez.

“Sinceramente, eu não vejo um perfil melhor entre os quadros que eu conheço. Ela é o quadro venezuelano mais qualificado na atualidade.”

Carla destacou ainda que Delcy e seu irmão, Jorge Rodríguez, viveram todos os desafios do processo bolivariano da Venezuela.

“Eles passaram pelos maiores embates e desafios que a Venezuela enfrentou nos últimos 25 anos. Eles estiveram praticamente à frente do enfrentamento de todas as dificuldades que vocês podem imaginar”, completou.

Filha de militante marxista

Delcy Rodríguez nasceu em uma família de revolucionários socialistas venezuelanos. O pai, Jorge Antonio Rodríguez, foi um militante marxista torturado e assassinado, em 1976, pela extinta Direção de Serviços de Inteligência Policial (Disip), a polícia política do chamado regime de Punto Fijo.

O acordo de Punto Fijo durou de 1958 a 1998 na Venezuela, até a chegada de Hugo Chávez ao poder. O acordo fixou a arquitetura de governabilidade costurada por três dos principais partidos da Venezuela à época para garantir estabilidade política e apoio dos Estados Unidos (EUA).

Esse acordo permitiu a essas legendas o acesso ao Estado, excluindo as organizações e partidos de esquerda do país.

“Fica evidente que no regime de Punto Fijo, apontado pelos EUA como democrático, não havia espaço para atuação institucional da esquerda. Na verdade, não se tratava de um regime democrático”, avaliou a professora Carla.

Nesse contexto, o pai de Delcy era da extinta organização Liga Socialista e foi acusado de participar do sequestro do empresário estadunidense William Niehous. A morte do pai de Delcy, sob custódia do Estado, teve ampla repercussão interna. Na época, Delcy tinha apenas 10 anos.

“Ela é filha de uma tradição revolucionária na Venezuela. Isso é algo muito importante, muito formativo, do ponto de vista ideológico e pessoal, para esse personagem político. Ela traz em si toda essa história e se manteve fiel a essa formação até os dias atuais”, acrescentou.

Carreira política

No início do primeiro governo de Hugo Chávez, Delcy Rodríguez acumulou diversos cargos, alguns ligados à presidência do país, como chefe de gabinete de Chávez, em 2006.

Após ficar um tempo fora dos círculos do alto comando nacional, Delcy retoma protagonismo nacional em 2013, quando se torna ministra da comunicação e informação, já no primeiro governo Maduro.

De 2014 a 2017, Delcy foi ministra das relações exteriores da Venezuela, tendo sido responsável por articular a saída do país da Organização dos Estados Americanos (OEA). Ela acusou o presidente da OEA, Luis Almagro, de atuar junto aos EUA para desestabilizar a Venezuela.

Em 2017 e 2018, ela foi presidente da Assembleia Nacional Constitucional (ANC), instituição convocada e criada após impasse entre o governo Maduro e a Assembleia Nacional, controlada pela oposição que pretendia destituir Maduro do cargo.

A partir da criação da ANC, aumentou o isolamento internacional da Venezuela e teve início o embargo financeiro, e depois comercial, que dificulta o comércio externo do país sul-americano até hoje.

Em junho de 2018, Delcy vira vice-presidente do país. Em 2024, assume o Ministério da Economia e a gestão do petróleo. Delcy também foi alvo de sanções impostas pelos EUA e pela União Europeia (UE).

Ameaças de Trump

No sábado (4), Delcy Rodriguez foi ameaçada pelo presidente Donald Trump, que tem exigido acesso total ao petróleo e recursos naturais venezuelanos.

“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, disse Trump. A Venezuela é dona das maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta.

Em outro momento, o presidente dos EUA disse a repórteres que Delcy teria aceitado as demandas da Casa Branca: “Ela está essencialmente disposta a fazer o que achamos necessário para tornar a Venezuela grande novamente. Muito simples”, disse

Em pronunciamento à nação após o sequestro de Maduro, Delcy Rodríguez disse que o país não voltaria a ser colônia.

“Se há algo que o povo venezuelano e este país têm absolutamente certeza, é que jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, disse.

A professora da UFRJ Carla Ferreira avaliou à Agência Brasil que a hipótese da Delcy se submeter aos mandos de Washington é parte de uma estratégia de desinformação para corroer o apoio interno na base chavista.

“Provavelmente, a Delcy não vai atender aos desejos do Trump. Vai atender as demandas como o Maduro já tentou atender, abrindo para as empresas estrangeiras e fazendo muitíssimas concessões. O problema é que o governo Trump quer tudo. Ele quer todo o controle direto sobre a PDVSA”, comentou a especialista.

Sobre a mais recente manifestação de Delcy, de que está aberta para cooperar com os EUA, Carla Ferreira avalia que esse é um discurso necessário devido à superioridade militar do inimigo.

“Nenhum país do mundo pode fazer frente militar aos EUA. Não é possível a Venezuela continuar com o discurso de enfrentamento. A Delcy, como quadro político de elevado nível que é, sabe disso”, disse Carla.

A especialista acrescenta que a nova chefe de Estado não tem muita opção frente às agressões militares dos EUA. “Eles plantam a ideia de que ela é uma traidora para tentar fazem ruir o regime bolivariano porque o povo venezuelano não tolerará uma traidora”, completou.

Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz na América do Sul, diz embaixador

Brazil's Ambassador to the United Nations Sergio Franca Danese speaks during a UN Security Council meeting on U.S. strikes and the capture of Venezuelan President Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, at the United Nations headquarters in New York, U.S., January 5, 2026. REUTERS/Brendan McDermid

O governo brasileiro voltou a condenar a ação armada dos Estados Unidos na Venezuela, assim como o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama Cilia Flores, no último sábado (3).

Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5), o embaixador Sérgio França Danese disse que a paz na América do Sul está em risco.

Segundo o diplomata, intervenções armadas anteriores no continente resultaram em regimes autoritários, violações de direitos humanos, mortes, prisões políticas, tortura e desaparecimentos forçados.

“O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos ter deixado para trás e coloca em risco o esforço coletivo de preservar a região como uma zona de paz”, declarou Danese.

“Reafirmamos com plena determinação o compromisso com a paz e a não intervenção em nossa região”.

Linha inaceitável

Para o Brasil, os Estados Unidos cruzaram uma “linha inaceitável” do ponto de vista do direito internacional. Danese afirmou que a ação norte-americana viola frontalmente normas das Nações Unidas.

“A Carta da ONU estabelece como pilar da ordem internacional a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas. Essas normas não admitem que a exploração de recursos naturais ou econômicos justifique o uso da força ou a mudança ilegal de um governo”, disse Danese.

O representante brasileiro afirmou que o futuro da Venezuela deve ser decidido exclusivamente pelo seu povo, por meio do diálogo e sem interferência externa, dentro do marco do direito internacional.

“O mundo multipolar do século XXI, que promove a paz e a prosperidade, não deve ser confundido com esferas de influência. Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”, disse Danese.

Colômbia e Cuba

Outros países sul-americanos adotaram argumentos semelhantes ao do Brasil, ao condenar as ações dos Estados Unidos na Venezuela no último final de semana. Entre eles Colômbia e Cuba, ameaçados recentemente pelo presidente Donald Trump como possíveis novos alvos de Washington.

A embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres disse que os EUA violam o direito internacional e a soberania venezuelana.

“Não existe justificativa alguma, em nenhuma circunstância, para o uso unilateral da força nem para cometer um ato de agressão”, disse Torres.

A embaixadora alertou para os impactos humanitários e regionais da crise.

“Ações unilaterais contrárias ao direito internacional colocam em risco a estabilidade regional e agravam as já complexas condições da população civil, com efeitos devastadores que transcenderão as fronteiras soberanas da Venezuela”, disse Torres.

“A Colômbia tem sido e continuará sendo um receptor solidário da população venezuelana, mas um fluxo migratório massivo exigiria um esforço significativo de recursos e capacidades”, complementou.

O embaixador cubano Ernesto Soberón Guzmán acusou os Estados Unidos de terem como objetivo principal o controle da produção de petróleo venezuelano.

“O objetivo final dessa agressão não é a falsa narrativa de combate ao narcotráfico, mas o controle das terras e dos recursos naturais da Venezuela, como foi declarado aberta e descaradamente pelo presidente Trump e por seu secretário de Estado”, disse Guzmán.

“Falar em uma transição ‘segura e prudente’ significa, na visão dos Estados Unidos, impor um governo fantoche funcional a seus objetivos predatórios, particularmente o acesso irrestrito e a pilhagem dos recursos naturais que pertencem ao povo venezuelano”, complementou.

O diplomata também negou que o país atue de forma secreta no território venezuelano, como dito pelo governo estadunidense.

“Rejeitamos categoricamente as acusações de que Cuba mantém ativos de inteligência na Venezuela. Essas declarações não têm base factual e buscam desviar a atenção dos atos criminosos cometidos pelos Estados Unidos na região”, disse Guzmán.

Argentina

Um dos poucos países a se manifestar em defesa da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela foi a Argentina. O embaixador na ONU Francisco Fabián Tropepi classificou o sequestro de Nicolás Maduro como um passo decisivo no combate ao narcoterrorismo e uma oportunidade para a restauração da democracia no país.

“A República Argentina confia que esses fatos representem um passo decisivo contra o narcoterrorismo que afeta a região e, ao mesmo tempo, abram uma etapa que permitirá ao povo venezuelano recuperar plenamente a democracia, o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos”, declarou o diplomata argentino.

Tropepi relembrou a concessão de asilo diplomático a seis líderes da oposição venezuelana em março de 2024 e a expulsão de diplomatas argentinos da Venezuela, depois que o governo de Buenos Aires reconheceu Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela.

“Apesar das pressões, a República Argentina manteve sua convicção inabalável de continuar denunciando a situação na Venezuela e de atuar em todos os fóruns internacionais disponíveis”, disse Tropepi.

Blog traz informações sobre transferência do título de eleitor

Quem mudou de município e deseja votar nas Eleições Gerais de 2026 no novo local pode solicitar a transferência do título de eleitor até 6 de maio. O serviço é fácil, gratuito e pode ser feito pela internet ou presencialmente.

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997 (Código Eleitoral), em ano de eleição não é possível pedir inscrição ou transferência do título nos 150 dias anteriores ao pleito, que ocorrerá em 4 de outubro de 2026. Após as eleições, considerando eventual segundo turno, o prazo é reaberto. Em anos sem eleição, a solicitação pode ser feita a qualquer momento.

Como solicitar?

A transferência pode ser feita de forma on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral do município onde a pessoa pretende votar. Nesse caso, pode ser necessário agendamento prévio, por isso é preciso consultar o site do respectivo tribunal regional eleitoral (TRE).

Até 6 de maio de 2026, todos os cartórios eleitorais do país estarão abertos para serviços como alistamento, revisão de dados, transferência, emissão de segunda via do título e da certidão de quitação eleitoral (esta última também disponível pela internet).

Quem pode transferir o título?

Para solicitar a transferência, é necessário:

ter passado pelo menos um ano desde o alistamento eleitoral ou da última transferência;
comprovar vínculo mínimo de três meses com o novo município (residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário ou outro que justifique a escolha);
estar em dia com a Justiça Eleitoral. Caso haja multa por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, o débito deve ser quitado antes do pedido.

Documentação exigida

Quem optar pelo atendimento on-line deve digitalizar ou fotografar (frente e verso, quando necessário) os seguintes documentos e anexá-los ao requerimento:

documento oficial de identificação;
comprovante de vínculo com o município (mínimo de três meses);
comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral, se houver.
Também é preciso enviar uma selfie segurando o documento de identificação ao lado do rosto.

Após o envio do formulário, o sistema gera um número de protocolo para acompanhamento do pedido. O processamento leva alguns dias, e não há envio do título ou de documentos impressos para o endereço do eleitor.

Eleitores no exterior

Brasileiras e brasileiros que se mudam para o exterior também devem solicitar a transferência do domicílio eleitoral. Eleitoras e eleitores residentes fora do país votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

Como o pedido pode ser feito?
Presencialmente, em embaixadas ou repartições consulares brasileiras; ou pela internet, por meio do Título Net Exterior, para quem já reside fora do Brasil.