A 13ª edição do Dia da Consciência Cristã, em Tamandaré, apresenta programação que promete emocionar o público. O evento, que acontece no dia 24 de janeiro, acontece na Vila Padre Arlindo, espaço batizado com o nome do grande idealizador da data, o Padre Arlindo. Para esta edição especial, o sacerdote recebe o Padre Fábio de Melo, uma das maiores vozes católicas do Brasil, autor de best sellers e apresentador do programa Direção Espiritual.
A Vila Padre Arlindo será aberta ao público a partir das 15h, preparando o ambiente para uma tarde de convivência, espiritualidade e encontro entre famílias, moradores e turistas. A programação continua e, às 16h30, terá apresentação do grupo 3 Palavrinhas, atração dedicada ao público infantil. Logo depois, às 18h, o Padre Arlindo celebra a Santa Missa, reunindo fiéis, turistas e moradores em um grande momento de fé.
Na sequência, às 19h30, o palco recebe os Amigos do Padre Arlindo, grupo formado por Dudu do Acordeom, Maciel Melo, Roberto Cruz, Anna Alves, Nádia Maia, Andrezza Formiga e Viviane Arruda, levando música, identidade nordestina e emoção ao público. Às 20h30min, Padre Fábio de Melo sobe ao palco, apresentando um show que une música e inspiração, em sintonia com a atmosfera espiritual vivida durante todo o evento.
O Dia da Consciência Cristã é um evento totalmente filantrópico. Todo o lucro arrecadado será destinado à Creche Fundação Padre Enzo, que atende cerca de 500 crianças em situação de vulnerabilidade social em Tamandaré. Sob a direção de Padre Arlindo, a instituição oferece educação de qualidade, alimentação, apoio emocional e social, transformando vidas e impactando positivamente a comunidade.
Serviço Data: 24 de janeiro de 2026 Abertura da Vila: 15h Local: Vila Padre Arlindo, Tamandaré, PE Ingressos: R$ 60
Pontos de Venda
Online Sympla sympla.com.br
Tamandaré Instituto Padre Arlindo Loja Marminino, Vila Padre Arlindo Loja Ponto Cell Associação Padre Enzo, Creche Boomerang Steak Burger
Caruaru Quiosque Case e Cia Shopping Difusora
Recife e Região Metropolitana Além do Campo Av. 17 de Agosto, 125 Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1167
Posto Setta Boa Viagem, Rua Ernesto de Paula Santos, 913 Madalena, Rua Real da Torre, 954
Padaria Com.Pão Av. Conselheiro Rosa e Silva, 745 Graças, Recife, PE
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu, na tarde desta quinta-feira (8), a programação especial que marca os três anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Os atos golpistas resultaram na depredação de prédios dos três Poderes da República, em Brasília.
Em seu discurso, Fachin destacou que o Estado Democrático de Direito “está em crise no mundo contemporâneo”. Segundo ele, a experiência brasileira tem demonstrado resiliência, e a preservação da memória cumpre papel essencial como alerta permanente, pois “o preço da democracia e da liberdade é mesmo uma eterna vigilância”.
Dia da infâmia
O presidente lembrou que os ataques representaram um marco traumático na história republicana recente. Segundo Fachin, tratou-se de um ato “premeditado, pautado pela negação do diálogo, da convivência pacífica e do próprio Estado Democrático de Direito”.
Em referência às palavras da ministra Rosa Weber (aposentada), presidente do STF à época dos fatos, o ministro recordou o episódio como o “Dia da Infâmia”, quando instituições centrais da República foram alvo de um “ataque sem precedentes em seus mais de 130 anos de história”.
Fachin destacou que a resposta institucional ao episódio foi marcada pela firmeza, serenidade e resiliência. Ao relembrar a decisão de manter a abertura do Ano Judiciário de 2023, apenas 24 dias após os ataques, ressaltou o papel das servidoras e dos servidores do Tribunal na reconstrução do prédio.
“Se há caminho a ser trilhado, é porque houve, e há, mãos que reconstruíram, limparam, restauraram e defenderam esse caminho, literalmente”, afirmou. Para o ministro, ao protegerem o edifício do STF, esses profissionais “defenderam também a Lei Fundamental do nosso país”.
A atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução dos inquéritos e das ações penais decorrentes dos atos golpistas também foi destacada. Fachin pontuou a postura adotada pelo ministro, marcada pela “firmeza por dever do ofício”, exercida “não por bravata”, mas em cumprimento às responsabilidades inerentes ao cargo.
Segundo ele, a atuação do ministro Alexandre, ainda que acompanhada de “sacrifícios pessoais e familiares”, exemplifica o compromisso institucional de colocar a defesa da Constituição e das instituições democráticas acima de interesses individuais.
Mãos da reconstrução
Nesse contexto, a abertura da programação ocorreu com a inauguração da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, instalada no átrio do Espaço do Servidor e aberta ao público. A mostra presta homenagem às servidoras e aos servidores que atuaram diretamente na recuperação das áreas vandalizadas, reunindo imagens, nomes e relatos que evidenciam o esforço coletivo responsável por devolver à sociedade um dos principais símbolos da Justiça brasileira.
Segundo o presidente do STF, a exposição representa “uma declaração pública de reconhecimento” a quem, com discrição e espírito público, contribuiu para que o Tribunal retomasse plenamente suas atividades.
“Recordar é resistir”, destacou o ministro Edson Fachin ao encerrar sua fala. Segundo ele, cabe ao Supremo, como guardião da Constituição, evitar que o tempo “caleje a sensibilidade” e faça desaparecer não apenas a lembrança do ataque, mas também o exemplo daqueles que se levantaram contra ele.
“O 8 de janeiro – assim como os dias que se seguiram – também diz respeito à vontade de reconstruir, à dedicação, à resiliência, à fraternidade e ao compromisso inabalável com a democracia”, concluiu o presidente.
Programação especial
O evento “8 de janeiro: um dia para não esquecer”, promovido pelo STF para marcar os três anos da data, conta ainda em sua programação com a exibição do documentário “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, uma roda de conversa com profissionais da imprensa que cobriram os ataques e a mesa redonda “Um dia para não esquecer”. Confira mais informações aqui.
Para atender a estratégia de expansão da tecnologia 5G por todo o Nordeste, a Brisanet abre 16 novas oportunidades de emprego na cidade de Caruaru. As vagas para são para o cargo de Promotor de vendas (06) e Operador de Serviços de Campo (10).
Para se candidatar, os interessados devem acessar a plataforma de vagas oficial da Brisanet brisanet.gupy.io/, escolher a vaga e seguir as instruções para a inscrição. O recrutador entra em contato com o candidato pelo número de celular que ele cadastrou na plataforma. Os candidatos também podem entregar o currículo impresso na loja Brisanet, localizada na Avenida Agamenon Magalhães, 585, Bairro Maurício de Nassau.
A Brisanet é líder em banda larga fixa no Nordeste, com mais de 1,5 milhão de clientes. No segmento móvel, a operadora já conta com mais de 800 mil assinantes e segue investindo em infraestrutura para alcançar ainda mais brasileiros.
Salário e Benefícios
A Brisanet oferece salário compatível com o mercado e um pacote de benefícios com vale alimentação (cartão Ifood), plano de saúde com coparticipação, plano odontológico, seguro de vida, auxílio-creche, auxílio para dependentes com deficiência, entre outros.
O tema da concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) tem despertado intensos debates entre a população de Pernambuco, especialistas e diversas esferas governamentais. Ao contrário do que algumas discussões simplificam, é importante esclarecer de início que estamos tratando de uma concessão – e não de uma privatização. A primeira implica na transferência temporária da administração do serviço à iniciativa privada por meio de contrato, enquanto a segunda prevê a venda dos ativos. Essa distinção precisa ser clara para não alimentar confusões ou narrativas equivocadas.
Toda essa movimentação ocorre num momento em que o país volta a discutir modelos de gestão que alavanquem serviços essenciais, como o fornecimento de água e o tratamento de esgoto, sem comprometer o acesso da população. A situação da Compesa reflete problemas estruturais acumulados ao longo de décadas, mas também simboliza uma possibilidade de mudança que desafia opiniões polarizadas. Nesse contexto, é imprescindível fazer uma análise histórica e sensata de como o setor foi tratado pelos governos anteriores e da nova abordagem que vem sendo desenhada.
Em Pernambuco, os números ilustram com clareza as dificuldades crônicas do setor. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), menos de 30% da população no estado tem acesso a serviços de coleta e tratamento de esgoto, enquanto cerca de 75% possuem abastecimento regular de água potável. Essa deficiência em saneamento básico não é apenas uma questão de modernização dos serviços – é um fator que impacta diretamente na saúde pública, na qualidade de vida e no meio ambiente. A ausência de tratamento adequado de esgoto contribui para a contaminação de rios e mananciais, que deveriam ser fontes essenciais de abastecimento, gerando uma cadeia de consequências nocivas tanto para a natureza quanto para as comunidades ao redor.
A contaminação de águas devido à falta de saneamento básico culmina em problemas ambientais graves, como a poluição de cursos d’água e o comprometimento de ecossistemas inteiros. Esses impactos agravam os riscos para a saúde das pessoas que vivem em áreas mais vulneráveis. A exposição constante a esgoto a céu aberto está associada a uma série de doenças, como diarreia, hepatite A, leptospirose e outras enfermidades de veiculação hídrica, que afetam especialmente crianças e idosos. Pernambuco, onde parte considerável da população vive em condições insalubres, apresenta regularmente índices de doenças relacionadas à ausência de saneamento acima da média nacional. O descaso crônico com essa infraestrutura é uma das razões para a manutenção de ciclos de pobreza e vulnerabilidade social, uma realidade que não pode mais ser ignorada.
Até 2022, a Compesa enfrentava um cenário marcado por limitações e deficiências na infraestrutura. Embora houvesse alguns investimentos pontuais, boa parte das medidas adotadas não conseguiu resolver a crônica falta de universalização dos serviços. Em áreas urbanas e rurais, a distribuição de água era irregular e insuficiente, enquanto o saneamento básico permanecia como um objetivo distante para a maioria das comunidades. Governos anteriores, apesar de defenderem um modelo de gestão estatal, enfrentavam constantes desafios na captação e execução de recursos, na burocracia e na efetividade dos projetos apresentados.
O Novo Marco do Saneamento, aprovado em 2020, trouxe mudanças significativas ao estabelecer metas de universalização e abrir espaço para investimentos privados no setor. Ainda assim, entre 2020 e 2022, a transição foi lenta em Pernambuco. A Compesa, diante de um cenário econômico desafiador, resistia à possibilidade de concessões e não conseguiu avançar na velocidade necessária para suprir décadas de deficiências estruturais. Não foi por acaso que o Estado continuou apresentando indicadores abaixo da média nacional, enquanto regiões que deram maior abertura ao modelo de concessão começaram a notar avanços mais expressivos.
Avançando para a atual conjuntura, o Governo Federal, tem desempenhado um papel estratégico nesse processo ao fomentar a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como estrutura central para modelar e viabilizar projetos de concessão como o da Compesa. O BNDES, reconhecido historicamente pelo suporte em projetos de infraestrutura, agora trabalha como o mediador técnico e financeiro para estruturar contratos robustos e garantir sua transparência. O objetivo é atrair empresas privadas qualificadas e assegurar que as metas de universalização definidas pelo marco sejam cumpridas, priorizando o atendimento das áreas mais carentes.
No caso de Pernambuco, o BNDES tem inserido cláusulas contratuais que estipulam parâmetros como a universalização do acesso à água até 2033 e a ampliação do tratamento de esgoto, que deverá atingir pelo menos 90% da população. O modelo proposto visa tirar o Estado da posição de atraso em relação a outros Estados brasileiros, possibilitando a modernização da infraestrutura e mitigação de danos socioambientais. Adicionalmente, as metas previstas buscam reduzir significativamente os indicadores de doenças relacionadas à precariedade dos serviços. Sem saneamento, comunidades inteiras continuariam enfrentando a circulação de esgoto a céu aberto em seus bairros, agravando desigualdades e fragilidades locais.
A concessão exige, no entanto, um acompanhamento rigoroso por parte de órgãos fiscalizadores, da sociedade civil e de especialistas. Experiências em outros Estados indicam que, quando bem planejadas e fiscalizadas, concessões podem aumentar drasticamente a eficiência e a cobertura, melhorando índices que afetam diretamente o bem-estar da população. No entanto, excessos de custo e descumprimento de cláusulas exigem cuidado redobrado para que avanços não venham a comprometer o direito básico da população ao acesso à água e ao saneamento como bens públicos.
Pernambuco, ao iniciar o processo de concessão da Compesa, busca romper com décadas de deficiências estruturais que ampliaram desigualdades e doenças relacionadas às doenças de veiculação hídrica. O papel do Governo Federal, especialmente por meio do BNDES, tem sido essencial para assegurar a implementação de contratos bem regulados e acompanhados, ao mesmo tempo em que preserva aspectos sociais no desenho do modelo. O ponto-chave será equilibrar os interesses econômicos da iniciativa privada com os direitos da população, garantindo que esse projeto atenda não apenas a números, mas ao básico direito à saúde, dignidade e harmonia com o meio ambiente. Afinal, essa concessão não é apenas sobre infraestrutura; é sobre vidas, futuro e sustentabilidade.
Centrais sindicais e movimentos sociais fizeram, nesta quinta-feira (8), um ato em defesa da democracia na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. A mobilização marcou os três anos dos atentados de 8 de janeiro de 2023, ponto crítico da tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Naquele dia, apoiadores do então ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF, em Brasília.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro (CUT-RJ), Sandro César, a data simboliza a necessidade de vigilância permanente.
“Esse ato marca mais um ano do inominável movimento que foi feito pelos golpistas do Brasil no sentido de aviltar a democracia brasileira, de derrubar o Estado Democrático de Direito. É algo que nós achávamos que estava distante, mas voltou a acontecer no Brasil”, disse Sandro.
Ele também destacou o papel das condenações como exemplo histórico.
“Ex-presidente preso, generais golpistas presos e envolvidos no golpe presos. Isso é o que deve acontecer quando se viola a Constituição da República do País no sentido de a aviltar, de violar o pacto constitucional, o pacto republicano e democrático do Brasil. É um ensinamento importante para que as futuras gerações possam nunca mais imaginar ou tentar fazer algo do tipo”, complementou o dirigente sindical.
O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro (Seeb/Rio), José Ferreira, criticou qualquer iniciativa de perdão aos envolvidos.
“Não podemos aceitar anistia para os golpistas, nem essa estratégia que eles fingem dizer que não é anistia, a dosimetria, que nada mais é do que um genérico da anistia. O Lula vetou o projeto, mas vai voltar para o Congresso e precisamos estar nas ruas para pressionar o parlamento contra esse benefício aos que querem roubar a democracia”, disse Ferreira.
João Pedro, militante do movimento de juventude Juntos (antifascista, anticapitalista e ecossocialista) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-RJ), ressaltou a importância da mobilização contínua.
“Nessa data importante, lembramos da necessidade de estarmos sempre mobilizados. Precisamos ficar atentos sobre os constantes ataques da extrema direita que temos vivenciado”, disse o militante.
“É fundamental começar o ano com mobilização. É necessário resistir, mas também apresentar uma alternativa para a crise. Mostrar que é possível construir uma outra sociedade, que é possível superar os horizontes que estão colocados para nós hoje”, complementou.
Manifestantes durante ato pela democracia, em memória aos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na Cinelândia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
8 de janeiro
Há três anos, milhares de manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios, romperam bloqueios policiais e atacaram as sedes dos Três Poderes, exigindo a derrubada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito democraticamente e empossado havia apenas uma semana.
Três anos depois, o STF condenou 1.399 pessoas envolvidas nos atos golpistas. Os dados foram atualizados nesta segunda-feira (8) pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos. Segundo o balanço, 179 pessoas estão presas, sendo 114 em regime fechado após o trânsito em julgado das condenações. Outras 50 cumprem prisão domiciliar e há ainda 15 prisões preventivas.
As condenações incluem o ex-presidente Jair Bolsonaro e 28 ex-integrantes de seu governo, responsabilizados por planejar uma tentativa de golpe para impedir a posse de Lula. Entre os presos também estão cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal, condenados por omissão ao permitirem o acesso dos manifestantes à Praça dos Três Poderes.
Manifestantes durante ato pela democracia, em memória aos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na Cinelândia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.957 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 13,5 milhões para o próximo sorteio.
O presidente francês Emmanuel Macron declarou em suas redes sociais nesta quinta-feira (8) que votará contra a assinatura do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.
“A França decidiu votar contra a assinatura do acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul”, escreveu o político. E continuou: “A França apoia o comércio internacional, mas o acordo UE-Mercosul está desatualizado, negociado por muito tempo em termos obsoletos [mandato de 1999]. Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”.
A França se opõe ao acordo há bastante tempo. O governo local sofre uma forte pressão, principalmente dos agricultores franceses, que rejeitam totalmente a parceria com o bloco sul-americano, temendo a concorrência.
Macron levará sua decisão à reunião de Conselho da União Europeia, que acontece nesta sexta (9), em Bruxelas.
Além da França, Irlanda, Polônia e Hungria também são contra o acordo. Alemanha e Espanha são favoráveis à assinatura. A Itália ainda não se definiu, mas indicou que deve apoiar.
A assinatura do documento pode ocorrer na próxima semana.
O Senado dos Estados Unidos (EUA) aprovou, nesta quinta-feira (8), uma resolução que determina a interrupção do uso da força contra a Venezuela sem autorização expressa do Congresso Nacional.
“Esta resolução conjunta orienta o Presidente a cessar o uso das Forças Armadas dos EUA em hostilidades dentro ou contra a Venezuela, a menos que uma declaração de guerra ou autorização para o uso da força militar para tal fim tenha sido promulgada”, diz o documento aprovado.
Apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, a resolução foi aprovada por 52 votos contra 47, tendo recebido o apoio de cinco senadores republicanos, do partido do presidente Donald Trump. Já um senador republicano não votou.
O texto, porém, precisa ser novamente aprovado pelos senadores e deve passar ainda pela Câmara dos Representantes dos EUA, com maioria de republicanos. A resolução ainda precisaria vencer um provável veto do presidente Donald Trump para entrar em vigor.
Ao justificar a resolução, o senador democrata Kaine disse que apoia o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mas defendeu que novas ações tenham autorização legislativa.
“As declarações do presidente de que os EUA governarão a Venezuela por anos deixam claro: seus planos vão muito além de Maduro. Isso significa que o Congresso precisa se manifestar”, destacou Kaine antes da votação.
A oposição argumenta que a invasão da Venezuela foi ilegal uma vez que a Constituição dos EUA exige aprovação do Parlamento para declaração de guerras.
A senadora republicana Susan Collins disse que, apesar de apoiar a captura de Maduro, ela deseja afirmar o poder do Parlamento de autorizar ou limitar qualquer futura atividade militar na Venezuela.
“Não apoio o envio de mais forças americanas ou qualquer envolvimento militar de longo prazo na Venezuela ou na Groenlândia sem autorização específica do Congresso. A resolução que apoiei hoje não inclui nenhuma menção à operação de retirada. Em vez disso, reafirma a capacidade do Congresso de autorizar ou limitar qualquer atividade militar prolongada futura na Venezuela”, disse a parlamentar em comunicado oficial.
Ao ser questionado sobre o tema após a invasão da Venezuela, o secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia argumentando que a invasão não seria uma guerra, mas apenas a prisão de duas pessoas. Na ação, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados por militares estadunidenses.
Trump reage
Ao comentar em uma rede social, aprovação da resolução, o presidente dos EUA disse que os republicanos deveriam se envergonhar dos senadores que votaram com os democratas para privar o poder de “lutar e defender os EUA”. Trump disse que esses parlamentares “jamais deveriam ser eleitos novamente”.
“Essa votação prejudica gravemente a autodefesa e a segurança nacional americanas, impedindo a autoridade do presidente como comandante-em-chefe. De qualquer forma, e apesar da ‘estupidez’ deles, a Lei dos Poderes de Guerra é inconstitucional, violando totalmente o Artigo II da Constituição, como todos os presidentes e seus respectivos Departamentos de Justiça já determinaram antes de mim”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma ligação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na tarde desta quinta-feira (8), informou o Palácio do Planalto. O assunto da conversa foi a situação na Venezuela, que foi alvo de uma invasão militar dos Estados Unidos (EUA), no último sábado (3), que resultou no sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cília Flores.
“Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”, destacou o Planalto, em nota.
Durante a ligação, Lula e Petro saudaram o anúncio feito pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, sobre a liberação de presos nacionais e estrangeiros que estavam detidos no país.
O presidente Lula informou a Petro que, a pedido da Venezuela, determinou o envio de 40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios dos EUA no sábado.
Brasil e Colômbia compartilham as maiores fronteiras terrestres com a Venezuela, com mais de 2 mil quilômetros de extensão cada uma.
O líder colombiano conversou ontem (7) com o presidente dos EUA, Donald Trump, após ameaças e acusações sem provas que o norte-americano fez a Petro.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou, nesta quinta-feira (8), a libertação de venezuelanos e estrangeiros que estavam presos. Não foi informado o número de pessoas que foram soltas.
“O governo bolivariano, junto com as instituições do Estado, decidiu colocar em liberdade um número importante de pessoas venezuelanas e estrangeiras. Esses processos de soltura estão ocorrendo desde este momento. Considere-se esse gesto do governo bolivariano de ampla intenção de busca pela paz”, disse Rodríguez, que é irmão da presidenta interina Delcy Rodríguez.
Segundo Jorge Rodríguez, este é um gesto unilateral, que faz parte da estratégia de consolidar a convivência e busca fortalecer a união nacional contra as agressões externas sofridas recentemente.
O presidente da Assembleia Nacional informou que o governo não tem conversas com setores extremistas, que negam a política, apenas com instituições e partidos que respeitam a Constituição venezuelana.
Nessa quarta-feira (7), a presidenta interina Delcy Rodríguez, em reunião com ministérios do governo, afirmou que a linha de ação para garantir a estabilidade do país passa pelo resgate do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sequestrados pelos Estados Unidos no sábado (3).
A presidenta interina ainda destacou que é preciso preservar a paz territorial e manter o governo democrático diante da agressão estrangeira. Delcy Rodríguez também disse que a unidade das forças revolucionárias venezuelanas é indispensável para a continuidade do projeto bolivariano, inaugurado pelo ex-presidente Hugo Chávez.