Pai de Henry Borel pede anulação de julgamento de Monique Medeiros

Leniel Borel, pai de Henri fala antes da audiência de instrução no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, entrou nesta segunda-feira (8) com recurso pedindo a anulação do julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança.

No último dia 4 de junho, a juíza Elizabeth Louro, que presidiu o julgamento, concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros. O júri havia decidido desclassificar a acusação de homicídio intencional para homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e condená-la pelo crime de tortura por omissão.

Ao aplicar o perdão judicial, a juíza justificou que Monique já sofreu um castigo severo, o suficiente. A magistrada criticou a “reação desproporcional da sociedade, classificando-a como discriminatória e fruto de uma cultura que exige que a mulher seja uma mãe perfeita”. Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura e como já vinha cumprindo prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

A defesa de Leniel Borel argumenta que “os jurados já haviam reconhecido a materialidade e a autoria atribuídas a Monique, bem como rejeitado a tese absolutória apresentada pela defesa”.

“Contudo, na sequência da votação, foram submetidos a novos quesitos cujas respostas se mostraram incompatíveis com as conclusões anteriormente alcançadas pelo próprio Conselho de Sentença, gerando contradição interna no veredicto e comprometendo a correta interpretação da vontade soberana dos jurados”, destaca o advogado Cristiano da Rocha Medina, que representa Leniel Borel.

Segundo o recurso, o perdão judicial “impede a identificação inequívoca da real manifestação do Conselho de Sentença”. A defesa requer a anulação do julgamento e a realização de novo júri.

“O respeito à soberania dos veredictos pressupõe que a vontade dos jurados seja manifestada de forma clara, coerente e livre de contradições. Quando há dúvida objetiva sobre o alcance das respostas fornecidas pelo Conselho de Sentença, impõe-se a realização de novo julgamento para que a decisão reflita, de maneira inequívoca, a vontade dos jurados”, conclui.

De acordo com o promotor de Justiça, Fábio Vieira, que atuou no júri, o Ministério Público recorreu da decisão, “uma vez que, em uma primeira quesitação, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Assim, entendemos que ela também deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso”.

Defesa de Jairinho
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, ocorrida em 8 março de 2021.

A defesa de Jairinho também apresentou recurso nesta segunda-feira (8) contra a condenação. Os advogados alegam parcialidade da juíza Elizabeth Machado Louro. Segundo os advogados, a questão vem sendo levantada desde o início do processo e ganhou força após críticas feitas pelo Ministério Público e pela assistência de acusação em relação ao perdão judicial para Monique Medeiros.

A defesa sustenta que, “caso a Justiça reconheça vícios capazes de anular o julgamento de Monique Medeiros, o mesmo entendimento deve ser aplicado a Jairinho”.

Os advogados afirmam que um eventual novo júri deveria ocorrer sem as supostas nulidades apontadas ao longo da tramitação do processo.

Defesa de Monique
Os advogados que atuam na defesa de Monique ressaltaram que “o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988”.

Em nota, eles avaliam que o julgamento foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do júri popular.

Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que “ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso”.

Copa do Mundo: exames de Neymar apontam ‘boa evolução’ , afirma CBF

Neymar em sessão de fisioterapia em 06/06/2026 - seleção brasileira - Copa do Mundo 2026
© Nelson Terme/CBF/Direitos Reservados
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta segunda-feira (8) uma nota oficial a respeito da recuperação do atacante Neymar, que se apresentou com uma lesão na panturrilha direita. Segundo o texto, o camisa 10 da seleção do Brasil passou por uma ressonância magnética que mostrou “boa evolução, dentro dos parâmetros esperados”. Não há, no entanto, nenhuma previsão sobre o retorno do jogador aos gramados. A nota se limita a dizer que Neymar “seguirá o processo de recuperação e de preparação física planejado pela comissão médica da Seleção Brasileira.”

A estreia do Brasil na Copa do Mundo acontecerá no próximo sábado (13), às 19h (horário de Brasília), diante da seleção de Marrocos, em Nova Jersey, local onde a equipe comandada por Carlo Ancelotti vem se preparando. No último sábado, o grupo viajou para Cleveland, onde derrotou o Egito por 2 a 1 em amistoso. Neymar, no entanto, não acompanhou o resto da delegação, mantendo a programação de recuperação.

À época da convocação da seleção para a Copa, no dia 18 de maio, a informação passada pelo Santos, clube de Neymar, era de que o atleta tinha um edema na panturrilha. No entanto, ao se apresentar para os treinos na Granja Comary, em Teresópolis, nove dias depois, o jogador passou por exames complementares que apontaram uma lesão de grau dois na região. No dia seguinte, o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, afirmou que Neymar necessitaria de mais duas a três semanas para se recuperar. Segundo este cronograma, a primeira data possível para a volta do jogador seria a próxima quinta-feira, dia 11.

A Fifa permite mudanças na lista de convocados até 24 horas antes da estreia da equipe. No entanto, em entrevista coletiva, também em Teresópolis, no dia 30, Ancelotti confirmou que Neymar não será cortado.

A calçada é nossa, mas o poste de luz foi feito para o carro

Por Marcelo Rodrigues

Sabe aquele trecho da calçada que some do nada? Você caminha de boa e, de repente, o passeio vira rampa de garagem, ilha de cimento ou simplesmente nada. Acabou. Quem segue a pé que se vire, que desça para a rua e dispute espaço com toneladas de metal a cinquenta por hora. É assim, todos os dias, em praticamente qualquer cidade brasileira que se diga desenvolvida. A calçada não é tratada como infraestrutura essencial; é uma benesse mal administrada, um espaço a reboque do projeto viário, quando deveria ser a espinha dorsal da mobilidade.

Mas o que, afinal, transforma uma calçada em boa para quem anda? Largura é o básico, e não estou falando de faixa larga de aeroporto. Basta que duas pessoas consigam se cruzar sem encostar o ombro uma na outra, sem ter que dar meia-volta por causa de um poste engolindo o espaço. O piso precisa ser plano, contínuo, sem aquelas armadilhas que quebram tornozelos e atiram cadeirantes para a pista sem cerimônia. Arborização faz falta, porque sombra não é frescura quando o sol bate a quarenta graus e o asfalto solta vapor quente no rosto. E obstáculos? Postes no meio do caminho, placas espetadas como se o pedestre fosse invisível, lixeiras, mesas de bar, tapumes, placas de obra e, claro, carros estacionados em cima do passeio público como se estivessem em seu quintal privativo. A calçada vira depósito, garagem improvisada, extensão do comércio, palco de reforma. O pedestre vira intruso na própria cidade, obrigado a fazer slalom entre barreiras que ninguém autorizou, mas todo mundo aceita de bom grado porque, afinal, “quem anda a pé não gera trânsito”, como se mobilidade fosse sinônimo exclusivo de rodovia e asfalto.

Agora, uma pergunta que deveria incomodar muito mais gente: por que os postes de iluminação pública jogam quase toda a luz para a via dos carros? Sério. Pare e observe na próxima esquina. A laranjada amarelada do vapor de sódio — ou o branco frio do LED moderno — banha generosamente o asfalto onde já circulam veículos equipados com farol alto, farol baixo, farol de neblina, lanterna traseira de LED e, às vezes, até xenon ilegal. O carro é uma ópera de luzes próprias, um show de iluminação particular que custou caro ao dono. O pedestre, não. O pedestre tem o que? A esperança de não torcer o pé no buraco que o poste não iluminou, e a sorte de não cruzar com alguém de más intenções no escuro, parado sob a única sombra do poste que deveria protegê-lo.

Iluminar a rua e deixar a calçada na penumbra é um erro técnico grotesco — ou uma escolha política descarada — que revela quem manda de verdade no projeto urbano. A rua é o espaço sagrado do automóvel; a calçada, uma sobra mal iluminada onde você caminha por conta e risco. Na escuridão, quem anda fica vulnerável a assaltos, a buracos, a desníveis, a postes que aparecem do nada como inimigos silenciosos esperando a canela descuidada. E o pior: pagamos por isso com nossos impostos, mês após mês. A conta de iluminação pública sai do bolso de todos, inclusive do cidadão que não tem carro, para dar mais segurança visual a quem já tem quatro pneus, airbag, câmera de ré e um volante. É quase um subsídio invertido: quem menos precisa de luz pública é quem mais a recebe de bandeja, enquanto quem depende dela fica no escuro, tropeçando e rezando.

Uma calçada decente deveria ser prioridade absoluta de qualquer gestor público que se preze. Ela é o primeiro e o último trecho de toda viagem urbana: você sai de casa a pé, pega o ônibus, o metrô, talvez um aplicativo, mas sempre volta a pisar no chão da cidade. Se esse chão é quebrado, estreito, escuro e hostil, a cidade inteira se revela hostil. Não existe cidade inteligente, cidade sustentável ou cidade humana sem calçada de qualidade. Não existe urbanismo de verdade onde o pedestre é tratado como coadjuvante inconveniente que atrapalha o fluxo dos veículos e merece apenas o que sobra do orçamento e da atenção dos planejadores.

O mínimo que se poderia exigir é inverter os holofotes — literalmente. Deixe o carro com seus faróis modernos, seus sensores de luz e seu farol de xenon. O pedestre precisa enxergar onde pisa, precisa sentir que o espaço é dele, que a cidade o acolhe e não o expulsa para a beirada como um mendigo envergonhado. E, enquanto isso não acontece, a gente segue desviando de poste, pulando poça, descendo para a rua ao relento e torcendo para chegar inteiro em casa. Porque, no final das contas, a calçada até é nossa. Só que o dono da cidade ainda pensa que ela é dele, e a luz que pagamos com tanto sacrifício confirma isso todas as noites, espetacularmente, sobre o capô dos carros.

Sabe aquele trecho da calçada que some do nada? Você caminha de boa e, de repente, o passeio vira rampa de garagem, ilha de cimento ou simplesmente nada. Acabou. Quem segue a pé que se vire, que desça para a rua e dispute espaço com toneladas de metal a cinquenta por hora. É assim, todos os dias, em praticamente qualquer cidade brasileira que se diga desenvolvida. A calçada não é tratada como infraestrutura essencial; é uma benesse mal administrada, um espaço a reboque do projeto viário, quando deveria ser a espinha dorsal da mobilidade.

Mas o que, afinal, transforma uma calçada em boa para quem anda? Largura é o básico, e não estou falando de faixa larga de aeroporto. Basta que duas pessoas consigam se cruzar sem encostar o ombro uma na outra, sem ter que dar meia-volta por causa de um poste engolindo o espaço. O piso precisa ser plano, contínuo, sem aquelas armadilhas que quebram tornozelos e atiram cadeirantes para a pista sem cerimônia. Arborização faz falta, porque sombra não é frescura quando o sol bate a quarenta graus e o asfalto solta vapor quente no rosto. E obstáculos? Postes no meio do caminho, placas espetadas como se o pedestre fosse invisível, lixeiras, mesas de bar, tapumes, placas de obra e, claro, carros estacionados em cima do passeio público como se estivessem em seu quintal privativo. A calçada vira depósito, garagem improvisada, extensão do comércio, palco de reforma. O pedestre vira intruso na própria cidade, obrigado a fazer slalom entre barreiras que ninguém autorizou, mas todo mundo aceita de bom grado porque, afinal, “quem anda a pé não gera trânsito”, como se mobilidade fosse sinônimo exclusivo de rodovia e asfalto.

Agora, uma pergunta que deveria incomodar muito mais gente: por que os postes de iluminação pública jogam quase toda a luz para a via dos carros? Sério. Pare e observe na próxima esquina. A laranjada amarelada do vapor de sódio — ou o branco frio do LED moderno — banha generosamente o asfalto onde já circulam veículos equipados com farol alto, farol baixo, farol de neblina, lanterna traseira de LED e, às vezes, até xenon ilegal. O carro é uma ópera de luzes próprias, um show de iluminação particular que custou caro ao dono. O pedestre, não. O pedestre tem o que? A esperança de não torcer o pé no buraco que o poste não iluminou, e a sorte de não cruzar com alguém de más intenções no escuro, parado sob a única sombra do poste que deveria protegê-lo.

Iluminar a rua e deixar a calçada na penumbra é um erro técnico grotesco — ou uma escolha política descarada — que revela quem manda de verdade no projeto urbano. A rua é o espaço sagrado do automóvel; a calçada, uma sobra mal iluminada onde você caminha por conta e risco. Na escuridão, quem anda fica vulnerável a assaltos, a buracos, a desníveis, a postes que aparecem do nada como inimigos silenciosos esperando a canela descuidada. E o pior: pagamos por isso com nossos impostos, mês após mês. A conta de iluminação pública sai do bolso de todos, inclusive do cidadão que não tem carro, para dar mais segurança visual a quem já tem quatro pneus, airbag, câmera de ré e um volante. É quase um subsídio invertido: quem menos precisa de luz pública é quem mais a recebe de bandeja, enquanto quem depende dela fica no escuro, tropeçando e rezando.

Uma calçada decente deveria ser prioridade absoluta de qualquer gestor público que se preze. Ela é o primeiro e o último trecho de toda viagem urbana: você sai de casa a pé, pega o ônibus, o metrô, talvez um aplicativo, mas sempre volta a pisar no chão da cidade. Se esse chão é quebrado, estreito, escuro e hostil, a cidade inteira se revela hostil. Não existe cidade inteligente, cidade sustentável ou cidade humana sem calçada de qualidade. Não existe urbanismo de verdade onde o pedestre é tratado como coadjuvante inconveniente que atrapalha o fluxo dos veículos e merece apenas o que sobra do orçamento e da atenção dos planejadores.

O mínimo que se poderia exigir é inverter os holofotes — literalmente. Deixe o carro com seus faróis modernos, seus sensores de luz e seu farol de xenon. O pedestre precisa enxergar onde pisa, precisa sentir que o espaço é dele, que a cidade o acolhe e não o expulsa para a beirada como um mendigo envergonhado. E, enquanto isso não acontece, a gente segue desviando de poste, pulando poça, descendo para a rua ao relento e torcendo para chegar inteiro em casa. Porque, no final das contas, a calçada até é nossa. Só que o dono da cidade ainda pensa que ela é dele, e a luz que pagamos com tanto sacrifício confirma isso todas as noites, espetacularmente, sobre o capô dos carros.

Sabe aquele trecho da calçada que some do nada? Você caminha de boa e, de repente, o passeio vira rampa de garagem, ilha de cimento ou simplesmente nada. Acabou. Quem segue a pé que se vire, que desça para a rua e dispute espaço com toneladas de metal a cinquenta por hora. É assim, todos os dias, em praticamente qualquer cidade brasileira que se diga desenvolvida. A calçada não é tratada como infraestrutura essencial; é uma benesse mal administrada, um espaço a reboque do projeto viário, quando deveria ser a espinha dorsal da mobilidade.

Mas o que, afinal, transforma uma calçada em boa para quem anda? Largura é o básico, e não estou falando de faixa larga de aeroporto. Basta que duas pessoas consigam se cruzar sem encostar o ombro uma na outra, sem ter que dar meia-volta por causa de um poste engolindo o espaço. O piso precisa ser plano, contínuo, sem aquelas armadilhas que quebram tornozelos e atiram cadeirantes para a pista sem cerimônia. Arborização faz falta, porque sombra não é frescura quando o sol bate a quarenta graus e o asfalto solta vapor quente no rosto. E obstáculos? Postes no meio do caminho, placas espetadas como se o pedestre fosse invisível, lixeiras, mesas de bar, tapumes, placas de obra e, claro, carros estacionados em cima do passeio público como se estivessem em seu quintal privativo. A calçada vira depósito, garagem improvisada, extensão do comércio, palco de reforma. O pedestre vira intruso na própria cidade, obrigado a fazer slalom entre barreiras que ninguém autorizou, mas todo mundo aceita de bom grado porque, afinal, “quem anda a pé não gera trânsito”, como se mobilidade fosse sinônimo exclusivo de rodovia e asfalto.

Agora, uma pergunta que deveria incomodar muito mais gente: por que os postes de iluminação pública jogam quase toda a luz para a via dos carros? Sério. Pare e observe na próxima esquina. A laranjada amarelada do vapor de sódio — ou o branco frio do LED moderno — banha generosamente o asfalto onde já circulam veículos equipados com farol alto, farol baixo, farol de neblina, lanterna traseira de LED e, às vezes, até xenon ilegal. O carro é uma ópera de luzes próprias, um show de iluminação particular que custou caro ao dono. O pedestre, não. O pedestre tem o que? A esperança de não torcer o pé no buraco que o poste não iluminou, e a sorte de não cruzar com alguém de más intenções no escuro, parado sob a única sombra do poste que deveria protegê-lo.

Iluminar a rua e deixar a calçada na penumbra é um erro técnico grotesco — ou uma escolha política descarada — que revela quem manda de verdade no projeto urbano. A rua é o espaço sagrado do automóvel; a calçada, uma sobra mal iluminada onde você caminha por conta e risco. Na escuridão, quem anda fica vulnerável a assaltos, a buracos, a desníveis, a postes que aparecem do nada como inimigos silenciosos esperando a canela descuidada. E o pior: pagamos por isso com nossos impostos, mês após mês. A conta de iluminação pública sai do bolso de todos, inclusive do cidadão que não tem carro, para dar mais segurança visual a quem já tem quatro pneus, airbag, câmera de ré e um volante. É quase um subsídio invertido: quem menos precisa de luz pública é quem mais a recebe de bandeja, enquanto quem depende dela fica no escuro, tropeçando e rezando.

Uma calçada decente deveria ser prioridade absoluta de qualquer gestor público que se preze. Ela é o primeiro e o último trecho de toda viagem urbana: você sai de casa a pé, pega o ônibus, o metrô, talvez um aplicativo, mas sempre volta a pisar no chão da cidade. Se esse chão é quebrado, estreito, escuro e hostil, a cidade inteira se revela hostil. Não existe cidade inteligente, cidade sustentável ou cidade humana sem calçada de qualidade. Não existe urbanismo de verdade onde o pedestre é tratado como coadjuvante inconveniente que atrapalha o fluxo dos veículos e merece apenas o que sobra do orçamento e da atenção dos planejadores.

O mínimo que se poderia exigir é inverter os holofotes — literalmente. Deixe o carro com seus faróis modernos, seus sensores de luz e seu farol de xenon. O pedestre precisa enxergar onde pisa, precisa sentir que o espaço é dele, que a cidade o acolhe e não o expulsa para a beirada como um mendigo envergonhado. E, enquanto isso não acontece, a gente segue desviando de poste, pulando poça, descendo para a rua ao relento e torcendo para chegar inteiro em casa. Porque, no final das contas, a calçada até é nossa. Só que o dono da cidade ainda pensa que ela é dele, e a luz que pagamos com tanto sacrifício confirma isso todas as noites, espetacularmente, sobre o capô dos carros.

Marcelo Augusto Rodrigues, é jurista, observador urbano, sertanista, consultor ambiental, ex-Secretário de Meio Ambiente do Recife, e sócio proprietário do escritório de advocacia Marcelo Rodrigues Advogados.

Governadora Raquel Lyra entrega novos 40 ônibus e avança na renovação da frota do transporte na Região Metropolitana do Recife

Os veículos serão distribuídos para os municípios do Recife, São Lourenço da Mata, Camaragibe e Olinda

A governadora Raquel Lyra entregou, nesta segunda-feira (8), 40 novos ônibus que passam a reforçar a frota do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR). Garantindo segurança e conforto, os veículos possuem ar-condicionado, plataforma elevatória para pessoas com deficiência e espaço reservado para usuários de cadeira de rodas. Os novos equipamentos foram adquiridos através do novo PAC do governo federal. Anualmente, o Governo de Pernambuco investe cerca de R$ 500 milhões no transporte coletivo da RMR, garantindo um amplo programa de renovação, modernização e melhoria da qualidade do transporte público.

“Temos trabalhado para melhorar o transporte público de passageiros na Região Metropolitana do Recife. Desde 2023, já entregamos 420 novos ônibus com ar-condicionado, estamos trabalhando nas melhorias dos corredores de ônibus Norte-Sul e Leste-Oeste, em reformas de terminais, dentre outras ações, como as melhorias das vias metropolitanas. Tudo isso, para que todos os usuários do sistema, possam ir e voltar para casa com tranquilidade e segurança”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Os veículos serão operados pela empresa Mobibrasil e atenderão as cidades de Recife, São Lourenço da Mata, Camaragibe e Olinda. Os veículos seguem um padrão de controle de emissões, contribuindo para a redução dos impactos ambientais, além de oferecer maior eficiência operacional. Com a nova remessa, o Governo do Estado alcança a marca de 80 ônibus novos incorporados ao sistema em 2026, reforçando o compromisso da gestão estadual com a modernização da frota e a melhoria da mobilidade urbana.

Maior e Melhor São João do Mundo registra noite de domingo com sucesso de público e reforça tradição de festa segura e bem organizada

O Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga recebeu mais uma grande noite de programação do Maior e Melhor São João do Mundo neste domingo (7). Os shows de Belo, Léo Santana, Nattan e Thayse Dias reuniram uma multidão e garantiram muita animação do início ao fim.

Belo abriu a programação fazendo sua estreia no São João de Caruaru, levando ao público grandes sucessos do pagode romântico. Depois, Léo Santana, já conhecido pelo público da festa, manteve a animação em alta com um repertório recheado de hits.

Um dos momentos mais marcantes da programação foi o show de Nattan. Com muito carisma, o cantor levantou ainda mais a multidão, interagiu diversas vezes e se jogou na galera.

“O show de Nattan é bom demais. Ele anima, conversa com a galera que ta assistindo, parece que a gente é amigo dele”, comentou Gustavo Dias, que acompanhou a noite de shows.

Encerrando a noite, Thayse Dias manteve o clima de animação com um repertório marcado pelo forró e pela música nordestina.

Parque Natural Municipal Professor João Vasconcelos Sobrinho celebra 43 anos como patrimônio ambiental de Caruaru

Referência em preservação ambiental e proteção da biodiversidade, Serra dos Cavalos comemora mais um ano de história

Nesse domingo (7), o Parque Natural Municipal Professor João Vasconcelos Sobrinho, conhecido como Serra dos Cavalos, celebra 43 anos de existência. Administrado pela Secretaria de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal (SSB), o espaço é um dos principais patrimônios ambientais de Caruaru e desempenha papel fundamental na conservação dos recursos naturais da região.

A Prefeitura de Caruaru, reforça o compromisso com a conservação da área, a proteção da biodiversidade e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à sustentabilidade, garantindo que Serra dos Cavalos continue sendo uma referência ambiental para Pernambuco e para o Brasil.

Com uma importante área de reserva ambiental, o parque abriga remanescentes da Mata Atlântica, diversas espécies da fauna e da flora nativas, além de nascentes que contribuem para o equilíbrio ecológico e para a segurança hídrica do município. Ao longo de mais de quatro décadas, o Parque consolidou-se como um símbolo da preservação ambiental e da conscientização sobre a importância do desenvolvimento sustentável.

“Celebrar os 43 anos de Serra dos Cavalos é reafirmar o compromisso de Caruaru com a preservação ambiental. Este patrimônio natural protege nossa biodiversidade, nossas nascentes e contribui para a qualidade de vida da população, sendo um legado que deve ser cuidado e valorizado por todas as gerações”, destacou o secretário, Fagner dos Animais.

Nunes Marques suspende pesquisa da AtlasIntel que aponta queda de Flávio Bolsonaro

UOL

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, atendeu a um pedido do PL e suspendeu a divulgação de pesquisa da AtlasIntel que mostrava a queda da intenção de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) em seis pontos porcentuais em um eventual segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de outubro. A pesquisa foi divulgada em 19 de maio, após a revelação de áudio de Flávio pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse.

Nunes Marques entendeu que há “suspeitas de indução ao eleitor” nas perguntas formuladas pelo instituto. A decisão é liminar e será submetida ao referendo do plenário da Corte.

Na decisão, o ministro citou entrevista concedida pelo CEO do instituto de pesquisa em 19 de maio à CNN, na qual ele afirma que o áudio de Flávio seria “muito problemático para a imagem” do pré-candidato e revelaria “fatos extremamente graves”, capazes de comprometer “a viabilidade dele neste ciclo eleitoral e a permanência dele na corrida”.

“O CEO da AtlasIntel (…) reconheceu o viés político do conteúdo submetido aos entrevistados e externou juízo valorativo acerca do potencial de desgaste eleitoral do pré-candidato mencionado na representação”, afirmou Nunes Marques.

Como a pesquisa já foi divulgada, no despacho, o presidente do TSE determina que o instituto de pesquisa se abstenha de promover nova divulgação desse levantamento. “Ante o exposto, defiro parcialmente o pedido liminar para determinar à representada que se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa registrada sob o n. BR-06939/2026 em seus canais oficiais de comunicação, até ulterior deliberação deste Tribunal Superior.”

Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano

Brasília (DF) 10/01/2025 - Inflação oficial do país em 2024 é de 4,83%, acima do limite da meta
Percentual é o mais alto desde 2022 (5,79%)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,09% para 5,11% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima terceira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira (12) pelo IBGE.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,02% para 4,03%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento, o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 subiu de 13,25% ao ano para 13,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,15 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,20.

MEC Idiomas: nova plataforma oferta inglês e espanhol gratuitamente

08/06/2026 - Página do Ministério da Educação na internet. MEC Idiomas. Foto: Print Screen/MEC
O Ministério da Educação (MEC) lançou o MEC Idiomas, plataforma gratuita de estudos de inglês e espanhol.

A ferramenta disponibiliza lições interativas, acompanhamento do aprendizado e certificação, do nível básico ao avançado.

De acordo com o MEC, o objetivo é que o sistema seja o primeiro ponto de contato digital do estudante iniciante de línguas e o idioma escolhido.

MEC Idiomas
A plataforma on-line é gratuita e acessível em dois formatos – site ou aplicativo.

É possível avaliar o grau de conhecimento; montar trilha de aprendizagem (aula e reforço); testar conhecimento a cada módulo; tirar dúvidas e treinar a conversação.

Os alunos também podem participar de comunidades.

Tanto as aulas de inglês quanto as de espanhol estão organizadas em seis níveis. Atualmente, há cerca de 800 aulas disponíveis.

Passo a passo
Para usar a plataforma, o MEC dá as seguintes instruções aos interessados:

acessar o MEC Idiomas, por meio do site ou pelo app
fazer login com a senha do Gov.br;
escolher idioma de interesse – inglês ou espanhol;
fazer teste de conhecimento;
assistir às aulas.
Idiomas sem Fronteiras
O MEC Idiomas é parte do programa Idiomas sem Fronteiras (IsF), do Ministério da Educação. A política pública de ensino bilíngue é voltada à internacionalização da educação superior brasileira para melhorar as produções científicas.

A iniciativa pretende fortalecer a formação de professores de línguas estrangeiras e promover a capacitação linguística de estudantes, docentes e técnicos administrativos das Instituições de Ensino Superior (IES).

O MEC Idiomas também contempla a formação de estrangeiros em língua portuguesa e o apoio à capacitação de professores da educação básica.

Lei torna crime exercício ilegal da medicina veterinária

Tutores com cães no Parcão, espaço exclusivo para cachorros, na Praça Ayrton Senna do Brasil.
O Código Penal Brasileiro passa a incluir nesta segunda-feira (8) o exercício ilegal da medicina veterinária como crime.

Pela legislação, aquele que exercer a profissão de médico veterinário sem autorização legal, ainda que de forma gratuita, está sujeito à pena de detenção de seis meses a dois anos.

A norma modifica o Artigo 282 do Código Penal, que já trata do exercício irregular de profissões da área da saúde, como medicina, odontologia e farmácia. Com a mudança, passa a incluir de forma expressa a medicina veterinária.

Pena e agravantes
O texto também estabelece agravantes para situações em que a conduta resulte em consequências mais graves:

Em caso de lesão corporal grave ou gravíssima em pessoa, o autor responderá também pelos crimes correspondentes previstos no Código Penal;
Se houver morte, a responsabilização inclui o crime de homicídio;
Quando a prática causar lesão ou morte de animal, o infrator também responderá por crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais.
Suspensão profissional
Comete o mesmo crime o profissional que exercer a atividade durante período de suspensão ou após o cancelamento do registro ou habilitação profissional.