Noite do pagode faz história no Festival de Inverno de Garanhuns

A noite do domingo (13) coroou o sucesso do primeiro final de semana do 33º Festival de Inverno de Garanhuns. Com público superior a 80 mil pessoas, Sorriso Maroto, Dilsinho, Amor Eterno e Sambar & Love incendiaram a Praça Mestre Dominguinhos. A plateia também vibrou com o anúncio de uma nova atração para a próxima edição do FIG: Belo, que estará pela primeira vez no Maior Festival Multicultural da América Latina.

Pela primeira vez em Garanhuns, a banda recifense Sambar & Love foi responsável por abrir a noite, que já contava com praça cheia. Em seguida, Amor Eterno realizou uma apresentação vibrante, comprovando o sucesso do grupo garanhuense no pagode.

O grupo Sorriso Maroto eletrizou a multidão que ansiava pela primeira apresentação em praça pública na cidade. Com um repertório de grandes sucessos, a banda entregou tudo que se propôs, como comentou o vocalista Bruno: “Um dos nossos maiores prazeres é encontrar o público apaixonado pela nossa música. Por isso, prometemos entregar tudo aqui: muito amor, muita alegria, pra galera viajar no tempo e também cantar as novas canções”.

Encerrando a noite de domingo e o primeiro final de semana do 33º FIG, Dilsinho também se apresentou pela primeira vez no palco da Praça Mestre Dominguinhos. Sucessos como “Péssimo Negócio”, “Refém” e “Diferentão” comprovaram o sucesso do artista, que é um dos expoentes da nova geração do pagode.

A 33ª edição do FIG segue até o dia 27 de julho, com 20 polos culturais e diversas linguagens artísticas. Na segunda semana de atrações, grandes nomes da música brasileira, como Bruno e Marrone, Alceu Valença, Ana Carolina, Oswaldo Montenegro e Jorge Aragão se apresentam no Polo Mestre Dominguinhos.

Artesanato com Indicação Geográfica é destaque em exposição inédita no Espaço Sebrae Economia Criativa na Fenearte 2025 

Em mais uma ação voltada para o desenvolvimento territorial, a valorização cultural e a expansão de mercado para micro e pequenas empresas, o Espaço Sebrae Economia Criativa na 25ª Fenearte recebe uma exposição inédita sobre as Indicações Geográficas do artesanato brasileiro. A mostra, organizada pelo Sebrae Nacional especialmente para o evento, apresenta os 15 produtos ligados ao segmento reconhecidos pela forte ligação com o lugar onde são feitos considerando elementos como tradição, técnica, saberes locais ou características únicas do território.

  

A curadoria da mostra escolheu itens icônicos para representar cada uma das 15 IGs brasileiras do artesanato. Nove delas estão no Nordeste – Alagoas (1), Ceará (3), Paraíba (2), Piauí (1), Sergipe (1) e Rio Grande do Norte (1). O Sudeste conta com três registros – Minas Gerais (2) e Espírito Santo (1). O Norte tem duas certificações, Tocantins e Roraima, e o Centro-Oeste, uma (GO). Quem passar pela exposição poderá conferir peças como bolsa com aplicação de renda irlandesa do município de Divina Pastora (SE), vaso em capim dourado da região do Jalapão (TO) e panela de barro da comunidade indígena Raposa, da cidade de Normandia (RR), entre outras.   

“A Indicação Geográfica é um registro coletivo e permanente dado aos produtos e serviços que têm qualidades diferenciadas em decorrência do seu território, seja por questões culturais, características específicas do meio geográfico, como altitude e matéria-prima, ou traços da cultura que desenvolvem produtos que você não encontra em nenhum outro lugar. E o artesanato é muito forte nisso”, explica Maíra Santana, gestora de Inovação e Indicações Geográficas do Sebrae Nacional. “Temos várias produções e técnicas artesanais que são características de territórios específicos. A IG não é exclusiva para artesanato, mas cabe muito para a produção brasileira”, acrescenta. 

A montagem de uma mostra exclusiva para a 25ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato é devido à importância do evento, considerado o maior do segmento na América Latina. “Estamos apresentando os registros nacionais para o público da Fenearte para que as pessoas reconheçam, saibam como identificar um produto com Indicação Geográfica, consigam localizar de onde vem cada peça, entendam o que ela tem de diferente. Queremos que elas façam essa conexão de qualidade de produto, técnica artesanal e matéria-prima com o território em que ela foi registrada”, ressalta Maíra Santana. “Alguns dos artesãos dessas IGs estão com espaço na feira, então parte dos produtos da nossa exposição vão poder ser adquiridos em outros estandes”, reforça.  

O Sebrae tem trabalhado para que mais territórios sejam reconhecidos pela sua produção artesanal no país. Atualmente, Pernambuco conta com 13 produtos em fase de estudo, com potencial para reconhecimento como Indicação Geográfica pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Quatro desses são do segmento: o artesanato de madeira de Sertânia, no Sertão; a renda renascença de Poção e o artesanato de barro de Caruaru, no Agreste; e o artesanato de barro de Tracunhaém, na Zona da Mata Norte. O processo está sendo realizado em parceria entre o Sebrae/PE e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), que investiram R$ 2,9 milhões na iniciativa. 

“O projeto de reconhecimento de novas IGs em Pernambuco busca a valorização da identidade, da cultura produtiva e o fortalecimento da economia regional. Essa identificação aumenta o vínculo de confiança com o consumidor e busca também resguardar as particularidades dos itens, preservando o modo de fazer. É uma estratégia muito utilizada na Europa, onde já existem mais de três mil produtos com IG reconhecida, enquanto no Brasil temos somente 136”, aponta Roberta Andrade, gestora do projeto das IGs do Sebrae/PE. 

A exposição de IGs do artesanato brasileiro ocupa o primeiro andar do Espaço Sebrae de Economia Criativa na 25ª Fenearte, no pavilhão do Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda. O acesso à mostra é gratuito e segue aberto a todos os públicos até o fim da Feira, no dia 20 de julho. De segunda a sexta, o funcionamento é das 14h às 22h. Aos sábados e domingos, das 10h às 22h.  

 

Confira a lista de Indicações Geográficas do Artesanato Brasileiro 

Região Nordeste 

Alagoas: IG Região das Lagoas Mundaú-Manguaba – bordado filé  

Ceará: IG Alegria – peças de cerâmica; IG Jaguaribe – peças artesanais em renda filé; IG Jaguaruana – redes de dormir 

Paraíba: IG Paraíba – têxteis de algodão naturalmente colorido; IG Cariri Paraibano – renda renascença 

Piauí: IG Pedro II – opalas preciosas e joias artesanais de opala de Pedro II 

Rio Grande do Norte: IG Caicó – bordado 

Sergipe: IG Divina Pastora – renda irlandesa 

Região Norte 

Roraima: IG Raposa – panelas de barro 

Tocantins: IG Região do Jalapão – artesanato em capim dourado  

 

Região Centro-Oeste 

Goiás: IG Pirenópolis – joias artesanais em prata 

 

Região Sudeste 

Espírito Santo: IG Goiabeiras – panelas de barro 

Minas Gerais: IG Resende Costa – artesanatos têxteis produzidos por tear manual; IG São João Del Rei – peças artesanais em estanho 

 

SERVIÇO  

Exposição das Indicações Geográficas do Artesanato Brasileiro  

Espaço Sebrae Economia Criativa – Fenearte 2025 

Quando: até 20 de julho – de segunda a sexta, das 14h às 22h. Sábados e domingos, das 10h às 22h.  

Onde: Pernambuco Centro de Convenções (Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda)  

Campanha do Agasalho mobiliza solidariedade na Ceaca

A Solidariedade volta a ser protagonista em Caruaru. Com a queda da temperatura nos últimos dias, a Central de Abastecimento de Caruaru (Ceaca) lança a Campanha do Agasalho 2025. O objetivo da mobilização é simples, mas urgente: garantir que ninguém enfrente o frio sem proteção.

“Um lençol, um casaco ou um par de meias pode fazer toda a diferença para quem não tem como se aquecer. O frio segue tomando conta de Caruaru e região, por isso estaremos mobilizando as pessoas para essa ação tão importante”, afirma Renata Senna, presidente da Ceaca.

As doações podem ser feitas até o dia 31 de julho, no setor administrativo da Ceaca. Todo o material será repassado para o Transforma Caruaru.

Primeiro dia de ações do “Prefeitura na Porta” no bairro São José começou a todo vapor

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, deu início a mais uma edição do projeto “Prefeitura na Porta”. Desta vez, o bairro São José está recebendo serviços de capinação, iluminação, retirada de entulho, limpeza de rios e canais, pintura de meio fio, atendimento da AME Animal, castração, entre outros.

Este é um programa que reforça a limpeza e zeladoria dos bairros da cidade e teve início no mês de fevereiro deste ano. O principal objetivo é atender às localidades da cidade e reforçar os serviços que já são realizados pela Prefeitura. Na ação de hoje, 40 veículos operacionais e de suporte estiveram envolvidos para auxiliar em todos os serviços.

“Esse é um compromisso da gestão com a cidade. Diante de todos os serviços feitos, nós pedimos a população a conscientização na hora do descarte de lixo e resíduo. Tudo depende da educação e disciplina, para que a limpeza seja mantida e a organização também”, destacou o secretário de Serviços Públicos, Vital Florêncio.

Governo de Pernambuco e ONU firmam compromisso com municípios para prevenção à violência

A governadora Raquel Lyra assinou, ao lado da vice-governadora Priscila Krause, gestores municipais e representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), a Carta Compromisso “Construindo Planos de Prevenção”, que formalizou a união entre o Governo de Pernambuco e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para o fortalecimento das ações de combate à violência em 10 municípios do Estado. A assinatura ocorreu na noite desta segunda-feira (14), durante a reunião semanal de monitoramento do programa Juntos pela Segurança, na Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag), no Recife.

“Estamos redesenhando de verdade políticas públicas que chegam na ponta e que fazem diferença para quem vive nas cidades. Construir junto com os municípios um trabalho de prevenção à violência é o que nos permite dar um passo à frente para mantermos, de maneira sustentada, a redução da criminalidade no nosso Estado. Estamos fazendo tudo aquilo que está ao nosso alcance para garantir o combate à criminalidade de maneira inteligente e eficiente”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Coordenado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), por meio do programa Juntos pela Segurança, o projeto terá como ponto de partida 10 municípios pernambucanos, número que será ampliado para 42 cidades até o fim de 2025, com base em indicadores sociais e níveis de vulnerabilidade. Serão contempladas nesta etapa do projeto as cidades de Aliança, Vicência, Igarassu, Olinda, Moreno, Ipojuca, Palmares, Caruaru, Bezerros e São José da Coroa Grande.

“Neste primeiro momento, estamos trabalhando com o escritório da ONU, oferecendo essa assistência técnica aos municípios com foco em planejamento. Os planos surgem com essa perspectiva, alinhando o que o poder público estadual e os municípios têm a oferecer em prol da população, ouvindo também a sociedade civil”, ressaltou Joanna Figueirêdo, secretária estadual de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência.

A secretária executiva de Articulação e Prevenção Social ao Crime e à Violência, Camilla Iumatti, que conduz a articulação com os municípios, destacou o ineditismo da ação. “Para que possamos, de fato, reduzir a criminalidade no Estado, é fundamental investir em ações de prevenção, descentralizando essas iniciativas e as levando também para o interior, tornando os municípios protagonistas e principais atores desse processo, pois cada território tem sua própria realidade”, explicou.

A partir da formalização da parceria, o UNODC será responsável por fornecer assessoria técnica especializada, realizar oficinas nos municípios, levantar dados e apoiar diretamente a construção dos planos municipais de prevenção. “Pela primeira vez, estamos construindo uma coalizão para desenvolver uma agenda municipal de prevenção ao crime e à violência. Esperamos que os resultados sejam duradouros, com soluções de curto, médio e longo prazo, e com uma lógica de corresponsabilização”, destacou Rafael Sales, analista de Monitoramento e Avaliação do UNODC.

Presente na cerimônia, a prefeita de Igarassu, Professora Elcione, reforçou a importância da iniciativa. “Esse plano cai como uma luva neste momento, porque nós já trabalhamos nas escolas a questão da prevenção, mas é preciso muito mais mãos e ações para vencer esse desafio”, disse.

Também assinaram o documento a prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino; os vice-prefeitos Chiquinho (Olinda), Dayse Silva (Caruaru) e Neto (Palmares); o diretor de Segurança Pública e Mobilidade de Aliança, Everaldo Silva; o secretário de Administração e Defesa Social de Moreno, José Erigerson Negromonte de Barros; e o secretário de Defesa Social de Ipojuca, Wambergson Vieira Melo.

*NOVAS UNIDADES DO CORPO DE BOMBEIROS *- Outro tema abordado na reunião de monitoramento do Juntos pela Segurança desta segunda foi o lançamento, no último sábado (12), de editais de licitação para a construção de duas novas unidades do Corpo de Bombeiros Militar no Estado. Os equipamentos serão implantados em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, e em Bezerros, no Agreste, com investimentos que somam mais de R$ 15 milhões.

Lucielle Laurentino destacou a importância da chegada do equipamento para a segurança de Bezerros e região. “Estamos imensamente gratos ao Governo do Estado pela parceria, sobretudo, na força-tarefa voltada ao Juntos pela Segurança. A nova sede do Corpo de Bombeiros será mais estruturada, para garantir uma atuação ainda mais ampla da corporação”, pontuou.

O encontro também contou com a presença dos secretários Alessandro Carvalho (Defesa Social) Paulo Paes (Administração Penitenciária e Ressocialização), Juliana Gouveia (Mulher), Fabrício Marques (Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional), João Salles (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais), além do procurador-geral de Justiça do MPPE, José Paulo Xavier; do desembargador do TJPE, Mauro Alencar; do chefe da Polícia Civil, Renato Leite; do secretário-executivo de Defesa Civil, Clóvis Ramalho; e do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Francisco Cantarelli.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

Polícia Civil deflagra operação para elucidar duplo homicídio em Caruaru

A Polícia Civil de Pernambuco realizou na manhã desta terça-feira a Operação Impius, com foco em finalizar investigações de um duplo homicídio que ocorreu em Malhada de Pedras, na Zona Rural de Caruaru. Veja nota oficial da PC-PE:

A Polícia Civil de Pernambuco, na manhã do dia 15/07/2025, por meio da 20ª DELEGACIA DE HOMICÍDIOS DE CARUARU/ 3ªDHA deflagrou a OPERAÇÃO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA denominada “IMPIUS”.

A operação teve como objetivo combater os crimes de Homicídios e tráfico de drogas.

Durante a Operação foram cumpridos 05 mandados de prisão temporária e 06 mandados de busca e apreensão em residências na cidade de Caruaru.

Os alvos são investigados como autores de um duplo homicídio ocorrido no dia 02 de maio de 2025, na localidade “Malhada de Pedra”, zona rural de Caruaru.
A investigação aponta que o crime foi motivado por vingança em relação a uma das vítimas, sendo que as outras foram atingidas em razão dos inúmeros disparos que foram realizados na execução do crime (“bala perdida”).

Os mandados foram expedidos pela Vara do Tribunal do Júri de Caruaru.

Na execução foram empregados 40 Policiais Civis, entre Delegado, Agentes, e escrivães.

 

PGR pede condenação de Bolsonaro e mais 7 réus por golpe de Estado

Brasília (DF), 10/06/2025 - O ex presidente Jair Bolsonaro chegando para depoimento na 1 turma do STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes começa a ouvir os réus do núcleo 1 na ação da trama golpista, os interrogatórios ocorrerão presencialmente na sala de julgamentos da primeira turma da corte 
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, por volta das 23h45, e faz parte das alegações finais, a última fase antes do julgamento dos acusados, que deve ocorrer em setembro deste ano.

No documento, que tem 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

As penas máximas para os crimes passam de 30 anos de prisão.

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação dos seguintes réus:

Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Em caso de condenação, Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Policia Federal (PF) durante as investigações.

Bolsonaro

Na manifestação, o procurador-geral descreveu o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista.

Segundo ele, Bolsonaro figura como líder da organização criminosa e foi o “principal articulador e maior beneficiário” das ações para tentar implantar um golpe de Estado no país em 2022.

Nas palavras de Gonet, o ex-presidente instrumentalizou o aparato estatal e operou em “esquema persistente” de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório após o resultado das eleições presidenciais.

“Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias”, disse o procurador.

Próximos passos

Com a apresentação da manifestação da PGR, começa a contar o prazo de 15 dias para que a defesa de Mauro Cid, delator na investigação, apresente suas alegações finais ao STF.

Em seguida, será a vez das defesas dos réus apresentarem suas alegações no mesmo prazo.

Após receber todas as manifestações, a data do julgamento será marcada pela Primeira Turma da Corte.

Nos bastidores do STF, a expectativa é de que o julgamento seja realizado em setembro deste ano.

Exportações brasileiras para os EUA caíram pela metade desde 2001

O Porto de Santos responde por quase 30% da balança comercial do país. Importação, exportação, balança comercial, porto, navio, container,  comércio exterior - Foto: Divulgação/Porto de Santos

Ao longo dos anos, os Estados Unidos perderam relevância na pauta de comércio do Brasil. De 2001 a 2024, a participação americana no total de exportações brasileiras regrediu de 24,4% para 12,2%, ou seja, caiu praticamente à metade.

Os números que mostram esse comportamento fazem parte do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (14).

Enquanto a participação americana nas nossas exportações caiu 51%, a da China, atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, aumentou mais de oito vezes, indo de 3,3% para 28% no período de 2001 a 2024.

A União Europeia com menos 44% e a América do Sul, menos 31%, também perderam espaço para o gigante asiático no intervalo de 23 anos. Mesmo com esses dois grupos de países perdendo participação, ainda ficam na frente dos Estados Unidos.

Participação nas exportações brasileiras:

China: 28%
União Europeia: 14,3%
América do Sul: 12,2%
Estados Unidos: 12%

O Ibre FGV elaborou o ranking com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O Icomex faz análises sobre comércio exterior, como o comportamento da balança comercial, a diferença entre exportação e importação, e provê atenção especial nesta edição ao tarifaço prometido pelo presidente americano Donald Trump, que anunciou taxação de 50% de produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.

O levantamento aponta também a perda de relevância americana nas nossas importações. Em 2001, vinham dos Estados Unidos 22,7% do que o Brasil comprava de outros países. Em 2024, esse patamar foi reduzido a 15,5%. Essa diferença significa recuo de 32%.

No mesmo período, a participação chinesa saltou mais de dez vezes, indo de 2,3% para 24,2%. A União Europeia viu a participação nas nossas importações cair 31% e a América do Sul, recuar 45%.

Participação nas importações brasileiras:

China: 28%
União Europeia: 18%
Estados Unidos: 15,5%
América do Sul: 10,2%

Exportações diversificadas

O estudo aponta que as exportações para os americanos têm um perfil diversificado. Para efeito de comparação, quando se trata de China, apenas três produtos respondem por 96% do que o Brasil vende: petróleo, soja e minério de ferro.

Já no caso dos Estados Unidos, 10 produtos representam 57% das exportações brasileiras.

Participação dos principais produtos da pauta de exportação para os EUA:

Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus: 14%
Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço: 8,8%
Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes: 6,7%
Café torrado: 4,7%
Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas: 4,4%
Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos): 4,3%
Celulose: 4,1%
Demais produtos – Indústria de Transformação: 3,8%
Instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes: 3,6%
Sucos de frutas ou de vegetais: 3%
O Ibre/FGV aponta também que conjuntos de produtos siderúrgicos, aeronaves, sucos vegetais e escavadeiras seriam os mais atingidos pela ação americana, pois dependem bastante da maior economia do mundo:

ferro fundido bruto e ferro spiegel: 86% das exportações vão para os EUA;
produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado: 72,5%;
veículos aéreos (helicópteros e aviões): 63%;
pás mecânicas e escavadeiras: 53%;
sumos de frutas: 34%
Busca por mercados
A pesquisadora associada do Ibre/FGV Lia Valls, consultora do Icomex, avalia que alguns produtos brasileiros, como carnes e sucos, podem prospectar nossos destinos.

“Essa parte das commodities [produtos primários comercializados em grandes quantidades] pode ser que consiga”, acredita.

No entanto, ela avalia que não é simples buscar novos países compradores de produtos que ficarão inviáveis para entrar nos Estados Unidos com o aumento de preço.
“O país não consegue, em um prazo curto, desviar as exportações. Tem alguns tipos de produtos, principalmente da indústria de manufatura, muitos deles que são fabricados pelas multinacionais americanas, em que talvez já não seja tão simples colocar em outros mercados. Além do que, tem uma concorrência muito grande com a própria China”, explica.

Trump

O boletim da FGV lembra que o presidente americano já recuou algumas vezes sobre o tarifaço. O estudo mostra que no dia 2 de abril deste ano, que ficou conhecido como Liberation Day (Dia da Liberação), Trump ameaçou países parceiros com taxação.

À época, a tarifa brasileira seria de 10%. Foi desencadeada uma guerra tarifária contra a China, na qual as tarifas chegariam a 145%. Após promessas mútuas de retaliação, os dois países chegaram a um acordo, reduzindo a 30%.
Nos últimos meses, alguns países anunciaram acordos com os americanos, mas o Brasil foi surpreendido na semana passada com a taxa de 50%.

A FGV destaca que, diferentemente da ameaça de abril, quando o motivo para taxar itens brasileiros era puramente comercial, a intenção atual envolve questões políticas, incluindo processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e decisão recente contra gigantes de tecnologia, as big techs.

“Foi a única [carta] que explicitou motivações políticas, o que limita a margem de negociação do governo brasileiro por tratar de questões que são da alçada exclusiva do Estado brasileiro”, diz trecho do estudo.

Apesar de a carta de Trump apontar déficit comercial – comprar mais do que vende – dos Estados Unidos no comércio com o Brasil, a FGV reforça o inverso, o Brasil não registra superávit com os Estados Unidos desde 2009.

“No primeiro semestre de 2025, a balança bilateral Brasil-Estados Unidos foi de menos US$ 1,7 bilhão”, ou seja, nós compramos deles mais do que eles compraram do Brasil.

O estudo avalia que há chance de o governo americano voltar atrás na taxação, seja pelo histórico de decisões de Trump, seja por pressão de empresas americanas também prejudicadas.

“No momento, é esperar que negociações sejam possíveis, que Trump siga o comportamento Trump Always Chickens Out (Taco), que em tradução livre significa Trump amarela ou volta atrás”, escreve o Ibre.

“Além disso, parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos são de empresas multinacionais estadunidenses, que poderão pressionar o governo Trump, da mesma forma que empresas nos Estados Unidos que utilizam os bens intermediários [serão transformados em produtos finais] do Brasil na sua produção”, completa.

Reações

O governo brasileiro tem buscado caminhos para reverter a taxação americana. Além de negociação, o Brasil sinaliza com a Lei da Reciprocidade Econômica, que encareceria as importações dos Estados Unidos.

Fora do governo, o próprio STF se manifestou, por meio de carta assinada pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. O magistrado afirma que não há perseguição política no país, e que Trump teve como fundamento uma “compreensão imprecisa dos fatos”.

Lula regulamenta a Lei de Reciprocidade Comercial

Brasília, (DF) 09/07/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante declaração conjunta à imprensa

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (14) o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Comercial. A informação foi confirmada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em declaração à imprensa após um evento no Palácio do Planalto.

O teor do decreto será publicado em edição regular do Diário Oficial da União (DOU).

A norma autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil no mercado global. A medida poderá ser usada para responder à imposição da tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos (EUA), a partir do dia 1º de agosto, conforme anunciado na semana passada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo Rui Costa, o decreto não menciona especificamente nenhum país e estabelece os mecanismos necessários para dar cumprimento à lei.

“A denominação ‘reciprocidade’ pode responder de um formato também rápido, se outro país fizer medidas semelhantes a essa que foi anunciada pelos Estados Unidos”, explicou.

Histórico

Aprovada em março pelo Congresso Nacional e sancionada em abril, a nova lei é justamente uma resposta à escalada da guerra comercial desencadeada por Donald Trump contra dezenas de países.

No caso do Brasil, a tarifa inicialmente imposta pelos EUA foi de 10% sobre todos os produtos exportados para o mercado norte-americano. A exceção nessa margem de tarifas são o aço e o alumínio, cuja sobretaxa imposta pelos norte-americanos está em 25%, afetando de forma significativa empresas brasileiras, que constituem os terceiros maiores exportadores desses metais para os norte-americanos.

A Lei da Reciprocidade Comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

A norma valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º do texto, por exemplo, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.

Comitê de emergência

Para discutir como reagir às tarifas dos EUA, o governo também instalou um comitê de trabalho interministerial, com participação de setores empresariais da indústria e do agronegócio.

As primeiras reuniões do colegiado ocorrerão nesta terça-feira (15), sob liderança do vice-presidente Geraldo Alckmin.

25ª Fenearte atrai multidões no primeiro fim de semana da edição

Os corredores estiveram lotados neste primeiro fim de semana da *25ª Fenearte* – Feira Nacional de Negócios do Artesanato, reafirmando o tema da edição: _A Feira das Feiras._ Durante o sábado (12) e o domingo (13), uma multidão compareceu ao Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, e se dividiu em ruas repletas de arte popular do Brasil e do mundo. Desde a abertura, o evento vem batendo o recorde de bilheteria das cinco últimas edições.

Antes mesmo da abertura dos portões, às 10h — como ocorre aos sábados e domingos —, o público já aguardava para entrar no pavilhão a fim de prestigiar as atrações da feira e garantir as compras do ano. A programação, que incluiu não só o artesanato, mas também desfiles de moda, aulas de gastronomia, shows, oficinas e exposições, atraiu um público variado, de todas as idades e de diversos locais, tanto de Pernambuco quanto de outros estados do país.

O professor Rafael Andrade, do Recife, visita a Fenearte todos os anos e detalhou que, apesar da grande quantidade de público no local, as ruas espaçosas tornaram a experiência agradável. “Eu sabia que haveria muita gente no fim de semana, mas vir à feira já virou tradição para mim. Realmente estava lotado, mas a organização da Fenearte está de parabéns, pois não ficou apertado nem tumultuado. Os espaços entre as fileiras de estandes são amplos, e isso me deixou bem confortável. Gostei tanto que pretendo voltar no último dia para aproveitar as promoções.”

*Vendas em alta*

A ceramista Naide Jucá, de Tracunhaém, participa da Fenearte há 20 anos e revelou que esta edição excedeu as suas expectativas. “Nos primeiros cinco dias de feira, a gente superou o lucro [bruto] dos 12 dias do ano passado”, conta a artesã. Em 2024, o montante arrecadado, após deduções, foi de R$ 20 mil. Com isso, a artesã agora espera alcançar entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. “A procura pelo nosso trabalho está sendo imensa. Quem entra aqui, não sai sem nada.”

A Confeitaria Manuê, do chef Ywri Rafael, esgotou a produção de aproximadamente 177 kg de bolo, no último sábado (12). “A gente pensou que essa produção conseguiria atender toda a extensão da feira. Eu vendi aqui o que não vendi na minha vida inteira. Superou todas as minhas expectativas. A gente tá virando noite para produzir porque o movimento está impressionante”, comemora. A perspectiva do confeiteiro era alcançar até R$ 50 mil de lucro com a feira — meta atingida no último domingo.

O sucesso das vendas de bilhetes em todos os dias da primeira semana de feira é um aceno positivo à expectativa de renovar ou superar os recordes do último ano, quando foram alcançados R$ 108 milhões de impacto econômico, circulação de cerca de 320 mil pessoas pela feira e aprovação do público de 98,6%. Dados consolidados da edição 2025 serão divulgados pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), realizadora da Fenearte, ao fim da edição.

*FENEARTE 25 ANOS – “A FEIRA DAS FEIRAS”*

Política pública que já marcou a história do artesanato brasileiro e que continua vibrante e aguardada por mestres, artesãos e toda a gente que reverencia a cultura popular, a *Fenearte — Feira Nacional de Negócios do Artesanato* chega à 25ª edição envolta por uma atmosfera de festa. Neste ano, a Maior Feira de Artesanato da América Latina fará uma celebração à própria memória, com o tema *“A Feira das Feiras”*. Será de 09 a 20 de julho, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda.

Ao mesmo tempo em que valoriza a própria história, a *25ª Fenearte* fará a sua comemoração evocando as feiras livres de todo o Estado. Foram nelas onde primeiro os artesãos puderam mostrar as suas artes e delas sobreviverem, como os mestres do barro em Caruaru, os loiceiros e os seus utilitários; os artesãos da cestaria em palha, do vestuário em couro e dos brinquedos de madeira e de pano; as rendeiras que resistem na Feira da Renascença de Pesqueira.

Realizada pelo Governo do Estado por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco — Adepe, a *25ª Fenearte* já está com ingressos à venda pelos sites da Fenearte e Adepe e em pontos físicos.

*25ª Fenearte — Feira Nacional de Negócios do Artesanato*

*Quando:* 09 a 20 de julho de 2025

*Onde:* Pernambuco Centro de Convenções (Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho, Olinda)

*Horários:*

Segunda a sexta-feira — 14h às 22h

Sábado e domingo — 10h às 22h

*Ingressos:*

Segunda a quinta-feira — R$ 12 (entrada inteira) e R$ 6 (meia-entrada)

Sexta-feira a domingo — R$ 16 (entrada inteira) e R$ 8 (meia-entrada)

À venda pelos sites www.fenearte.pe.gov.br, www.adepe.pe.gov.br e www.evenyx.com/25a-fenearte, além de pontos de venda nos shoppings *Boa Vista* (quiosque Ticket Folia); *Plaza* (loja Crabolando); *RioMar* (quiosque Ingresso Prime) e *Tacaruna* (lojas Club da Miçanga). Além das unidades da *Casa do Pará* (Boa Viagem, Casa Forte, Caxangá, Espinheiro, Imbiribeira, Olinda, Piedade, Pina, Porto de Galinhas e também em João Pessoa) e da *Trois Barbearia* (Boa Viagem, Parnamirim, shoppings Recife e RioMar, além de Caruaru).