Santa Cruz do Capibaribe sedia Rodada Internacional de Negócios da ApexBrasil

Reconhecida nacionalmente como a Capital da Moda, Santa Cruz do Capibaribe sediará, entre os dias 29 e 31 de julho, uma edição inédita do programa Exporta Mais Brasil, promovido pela ApexBrasil em parceria com a Prefeitura Municipal. A rodada internacional de negócios, voltada exclusivamente para o setor de vestuário, acontecerá no coração do Polo de Confecções do Agreste.

É a primeira vez que o município recebe o programa, que tem como objetivo ampliar o alcance internacional da produção local, consolidando o Polo como uma referência global na comercialização de moda e confecções.

Durante os três dias de evento, empresários do setor terão a oportunidade de participar de encontros diretos com compradores estrangeiros, favorecendo a geração de novos negócios, parcerias estratégicas e possibilidades reais de exportação.

A expectativa é que a rodada fomente o crescimento do setor têxtil, impulsione o empreendedorismo local e amplie o reconhecimento da Capital da Moda no cenário internacional.

Com foco na inovação, na competitividade e na expansão de mercados, o Exporta Mais Brasil representa um marco para a economia local, evidenciando o potencial produtivo da região.

“Lula voltou para tirar o Brasil do mapa da fome”, comemora Silvio Costa Filho

Um dos principais defensores dos programas sociais do governo do presidente Lula, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comemorou, nesta segunda-feira, a saída do Brasil do mapa da fome. Os números foram divulgados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo dados, a taxa de pessoas desnutridas no país é inferior a 2,5% da população nacional, um índice considerado como baixo. Na América Latina, a taxa é de 5,1%, contra uma média mundial de 8,2%.

De acordo com o ministro de Lula, os índices refletem o compromisso do Governo Federal com a justiça social e o combate à fome.

“Hoje, é um dia muito importante para todos nós. Após quatro anos, o Brasil deixou o mapa da fome no mundo e quis o destino que fosse justamente no governo do presidente Lula, que lá atrás, em 2003, já havia lançado o Programa Fome Zero e reduzido a fome naquela ocasião. Graças ao seu olhar para aos programas sociais e de transferência de renda, em dois anos e meio de gestão, todos brasileiros voltaram a ter alimentação básica na mesa”, disse Costa Filho.

Vale lembrar que, há 20 anos, a fome era realidade para cerca de 10 milhões de brasileiros. A partir do programa Fome Zero, os números caíram e o país saiu do mapa em 2014. Em meio a pandemia e a queda dos investimentos em programas sociais na gestão Bolsonaro, o Brasil tinha voltado para o mapa. Até 2021, 4,1% dos brasileiros passavam fome.

“Lula voltou para tirar o Brasil do mapa da fome e cuidar de quem mais precisa_ “, complementou Costa Filho, que tem atuado dentro do governo como uma das vozes mais firmes em defesa do projeto liderado por Lula.

No entendimento do ministro de Lula, o governo tem trabalhado com responsabilidade fiscal e social, buscando o crescimento econômico com inclusão.

“O presidente Lula sabe o que é passar necessidade. Ele tem um compromisso real com o povo brasileiro. E é por isso que tem priorizado programas que garantem comida no prato, emprego, renda e dignidade às famílias”, afirmou o ministro._

Aliado histórico de Lula, Silvio tem reforçado, em diversas agendas pelo país, a importância das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento social. Ele também destacou que o Brasil precisa seguir avançando com diálogo, estabilidade e foco na população mais vulnerável.

“ Nosso governo acredita no poder transformador do Estado quando atua com seriedade. Estamos reconstruindo o Brasil com responsabilidade, colocando os pobres no orçamento e garantindo investimentos que melhorem a vida das pessoas”, concluiu.

Força tarefa prende um dos criminosos foragidos mais procurados do Estado

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE) realizou, nesta sexta-feira (25/07), a prisão de um dos criminosos mais procurados do estado, conhecido pelo uso de diversas identidades falsas e pela alcunha de “Fabinho FB”. O homem foi capturado no bairro de Enseada dos Corais, em Cabo de Santo Agostinho, após diligências conduzidas pelas forças integrantes da FICCO. O indivíduo fazia uso de ao menos três identidades distintas com documentação falsa, o que dificultava sua localização. Durante a abordagem, um aparelho celular foi apreendido, bloqueadores de sinal de GPS e localizadores de rastreadores, todos encaminhados para perícia.

Ele também é responsável por inúmeros sequestros realizados na região metropolitana do Recife e era comparsa de John Caetano da Silva, vulgo Jones que matava com frequência por motivos banais e que em 2016 teve participação na explosão do muro da Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, que resultou na fuga de cerca de 20 presos.

Contra o preso, pesavam dois mandados de prisão: um de recaptura expedido pela 2ª Vara Regional de Execução Penal da Capital, em razão de evasão de unidade prisional; e outro de prisão temporária, expedido pela 9ª Vara Criminal da Capital. Ambos os mandados são relacionados a investigações sobre tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa, crimes tipificados nos artigos 33 e 35 da Lei de Drogas (Lei 11.343/06) e no artigo 2º da Lei 12.850/2013, cujas penas ultrapassam os 30 anos de reclusão. O preso foi conduzido ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (COTEL), onde permanece à disposição da Justiça.

*FICCO*

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco – FICCO/PE – é composta pela Polícia Federal (PF), Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (SEAP).

Polícia e Receita Federal apreendem 3 quilos de metanfetamina em Bezerros

Nota da Polícia Federal Ação conjunta da Polícia Federal e Receita Federal, prendeu em flagrante, no dia 25/07/2025, por volta das 12h, um autônomo de 24 anos, natural e residente em Bezerros/PE-(já foi internado na FUNASE quando tinha 16 anos, por ato infracional análogo ao roubo).

A prisão aconteceu durante investigação de rotina das duas corporações destinada a reprimir o tráfico interestadual de entorpecentes bem como outros tipos de ilicitudes de competência federal, as quais deram conta de que um autônomo estaria pra receber através dos Correios na casa de um amigo em Bezerros/PE, determinada quantia de drogas sintéticas. De posse dessas informações, os federais montaram vigilância, vindo a identificar o momento do recebimento da encomenda, sendo e realizada uma abordagem e ao ser verificada o interior da caixa foi localizado e apreendido cerca de *3 Kg (três quilos) de metanfetamina (droga sintética). Além da droga também foram apreendidos 01(um) aparelho celular e R$ 556 reais*

Terminado os trabalhos ostensivos e tendo sido localizado a droga, o preso recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado para a Sede da Polícia Federal em Recife/PE, para adoção das medidas cabíveis, onde acabou sendo autuado pela prática do *crime contido no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 (tráfico de drogas) e caso seja condenado poderá pegar penas variam de 5 a 15 anos de reclusão*.

Em seu interrogatório o preso informou que receberia R$ 800 reais quando entregasse a encomenda para um comprador (não dando detalhes sobre ele). Após a autuação, o preso realizou exame de corpo de delito no IML-Instituto de Medicina Legal e foi levado para a audiência de custódia onde foi confirmada a sua prisão preventiva sendo encaminhado para o presídio.

Polícias Federal e Militar realizam ação e erradicam 60 mil pés de maconha

Nota oficial da Polícia Federal

Uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar de Pernambuco e do Ceará conseguiram erradicar e destruir no dia 25/07 cerca de 60 mil pés de maconha que estavam num plantio localizados entre os municípios de Jamacaru e Brejo Santo, no Ceará.

*CASO OS 60 MIL PÉS DE MACONHA FOSSEM COLHIDOS, PRENSADOS E COLOCADOS NO MERCADO CONSUMIDOR DARIA PARA SE PRODUZIR 20 TONELADAS DE MACONHA!*

A ação foi fruto de uma investigação iniciada pela Delegacia da Polícia Federal em Salgueiro/PE, com apoio da Delegacia da PF em Juazeiro do Norte/CE. O levantamento inicial foi feito por um drone da Polícia Federal, que identificou a plantação. Durante a ação, foram apreendidos dois aparelhos celulares que estavam no local. Além disso, a plantação encontrada é de uma variedade ainda desconhecida. Uma amostra foi recolhida e será encaminhada ao Instituto de Criminalística, em Brasília, para análise e estudos complementares. As plantações foram erradicadas no local, conforme os protocolos operacionais, sendo parte do material devidamente registrado para posterior instrução dos procedimentos investigativos e responsabilização dos possíveis envolvidos.

Assim com essas operações consecutivas, se tem contribuído para o desabastecimento dos pontos de venda de droga em Pernambuco como também em outros estados da região Nordeste, evitando assim a escalada da violência tais como: roubos, furtos, homicídios, latrocínios, guerra pelo domínio dos territórios de drogas dentre outros crimes violentos que giram em torno do tráfico de drogas. Cada ponto de venda de droga desabastecido, significa menos um foco de violência.

*RESULTADOS 2022:*

1 milhão 604 mil pés de maconha foram erradicados

320 toneladas de maconha deixaram de ser produzidas

5 toneladas de maconha pronta para o consumo foram apreendidas

320 plantios destruídos

*RESULTADOS 2023:*

618 mil pés de maconha foram erradicados

124 toneladas de maconha deixaram de ser produzidas

168 plantios destruídos

*RESULTADOS 2024:*

1 milhão e 372 mil pés de maconha foram erradicados

475 toneladas de maconha deixaram de ser produzidas

260 plantios destruídos

Psi Café realiza segundo encontro: ‘Laços que Aprisionam’ em Caruaru

O coletivo Psi Café realizará seu segundo encontro, abordando a temática “Laços que Aprisionam: Amor, Maternidade e os Desafios dos Vínculos na Sociedade Líquida”. O evento, de acesso gratuito, irá ocorrer nesta quarta-feira (30), às 19:30, no Dona Liná – Cozinha Afetiva, localizada no bairro Maurício de Nassau.

A iniciativa visa fomentar a discussão sobre a complexidade dos vínculos humanos na sociedade contemporânea. O encontro, em formato de roda de conversa, pretende explorar como as idealizações do amor, os desafios da maternidade e a fluidez das relações modernas podem gerar aprisionamentos emocionais.

A discussão contará com a participação de especialistas na área. Estarão presentes a psicóloga e palestrante Isabela Gomes e o psicanalista, doutor e historiador Edson Almeida. O movimento busca proporcionar um espaço acolhedor para a reflexão e o aprofundamento sobre a construção de relações mais autênticas e livres.

A roda de conversa do Psi Café é um espaço acolhedor, aberto e acessível, onde a troca genuína de experiências e a escuta profunda são o centro. É uma oportunidade única para o público refletir sobre seus próprios vínculos e buscar caminhos para relações mais livres e autênticas. As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas. Interessados devem garantir sua participação através do link (https://www.sympla.com.br/evento/lacos-que-aprisionam-amor-maternidade-e-os-desafios-dos-vinculos-na-sociedade-liquida/3037398)

Sobre o Psi Café:

O Psi Café é um movimento de psicologia que nasceu da vontade de criar um espaço de pausa, escuta e convite à conversa profunda sobre o que atravessa a vida. Mais do que encontros, é a crença na potência do diálogo, da troca afetiva e da construção coletiva de um olhar mais sensível e humano sobre as relações e a existência.

Mitos sobre erros e acertos do STF

Por Maurício Rands

Uma parcela da opinião pública que erigiu o STF em “inimigo público ficcional”, na expressão do jurista Georges Abboud. Uma primeira linha de acusação imagina que STF e governo agem em conluio. Será? Tome-se a questão da oportunidade da decisão de Alexandre de Moraes em 18/07/25, ratificada pela 1ª Turma, que determinou medidas cautelares contra o ex-presidente Bolsonaro. A aprovação de Lula vinha se recuperando. Primeiro, pelo debate sobre justiça tributária que se seguiu à rejeição do Congresso Nacional a medidas propostas pelo governo para combater supersalários, tributar superricos e reduzir o desequilíbrio fiscal com receitas tipo IOF. O mesmo CN que aumentara suas despesas com emendas e com a criação de 18 novas cadeiras na Câmara. Depois, a recuperação de Lula nas pesquisas de opinião ganhou tração quando o presidente americano atacou a economia brasileira e os próprios ministros do STF em chantagem contra o que chamou de “caça às bruxas” contra o “bom rapaz”. O Ataque de Trump foi qualificado pela revista The Economist como a interferência mais profunda na América Latina desde a Guerra Fria. A reação do governo em defesa da soberania, da economia e das instituições nacionais foi bem avaliada pela opinião pública. Ao mesmo tempo a reação pífia e subserviente de oposicionistas como os governadores Tarcísio de Freitas e Romeu Zema, ou de senadores como Flávio Bolsonaro, foi mal digerida pela sociedade. Por todos esses fatores de recuperação de sua imagem, o governo não teve a ganhar quando o ministro Alexandre de Mores mandou colocar tornezeleira no ex-presidente e o proibiu de continuar postando nas redes sociais. O debate foi desviado de temas que estavam favorecendo o governo perante a opinião pública. Ademais, o ex-presidente estaria sendo vitimizado às vésperaas de sua condenação definitiva. Difícil imaginar conluio com o STF que tomou medidas que não eram do interesse estratégico do governo.

Uma segunda linha de acusação imagina que o STF invariavelmente decide sem respeitar a legislação processual e as garantias fundamentais. Analisemos, então, as recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes em desfavor do o ex-presidente Bolsonaro. Primeiro, a do dia 18/07, que atendeu requerimento do PGR para determinar medidas cautelares diversas da prisão preventiva. No Inquérito 4995 constatou-se que o ex-presidente e o seu filho deputado atuaram para induzir governo estrangeiro a exercer pressão para obstruir o curso da Ação Penal 2668, a da trama golpista. O referido inquérito apura possível cometimento dos crimes de coação no curso do processo (art. 344, CP), obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa (art. 2º, § 1 º, Lei 12.850/13) e crime de atentado à soberania (Art. 359-I, CP).Diante das provas, houve quem achasse configurada a hipótese de prisão preventiva por tentativa de obstruir investigações e a aplicação da lei penal. O relator e a 1ª Turma preferiram valer-se das medidas mais leves previstas no art. 319 do CPP. Difícil enxergar atropelo processual nesta decisão. Posteriormente, o réu Jair Bolsonaro concedeu entrevistas e gerou imagens mostrando a tornezeleira que passara a usar. Postagens que viralizaram nas redes sociais impulsionadas por apoiadores e familiares do ex-presidente. A reação do ministro Alexandre de Moraes, em decisão de 21/07/2025, incorreu no erro de advertir o réu e pedir esclarecimentos, sob pena de prisão preventiva, diante de uma entrevista e sua viralização. Como se um entrevistado pudesse impedir a reprodução da entrevista nas redes e na mídia. Mereceu a crítica de que estaria cerceando o direito de expressão do réu Jair Bolsonaro. Como fizeram os juízes de Curirtiba contra o presidente Lula em 2018 em decisão depois revertida pelo STF. Erraram os juízes em 2018 e errou o ministro Alexandre de Moraes em sua decisão de 21/7/2025 porque os réus não perdem o direito fundamental de livre expressão. Como que reconhecendo o erro, em nova decisão datada de 24/7/2025, o ministro esclareceu que o réu não estariaproibido de conceder entrevistas ou fazer discursos públicos ou privados. Estaria sujeito à prisão preventiva apenas se voltasse a instrumentalizar entrevistas ou discursos para divulgação nas redes sociais, especialmente por meio da atuação de “milícias digitais” e apoiadores políticos coordenados para esse fim. Desta vez acertando.

A análise dessas duas linhas de acusação ao STF permite-nos compreender a fragilidade dos juízos binários ou maniqueístas quanto à sua atuação. Embora a Constituição lhe assegure o direito de errar por último, interessa ao país que a corte erre menos. Na defesa das instituições contra intervenções indevidas, inclusive de governos estrangeiros, percebe-se que ela tem acertado mais do que errado. Em outras áreas, o STF tem errado mais do que acertado. Seu ataque à Justiça do Trabalho e aos direitos dos trabalhadores e seus sindicatos é apenas um dos exemplos mais eloquentes. Ao lado do corporativismo, excesso de exposição e leniência no combate à corrupção.

Maurício Rands, advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxfo

Trump fecha acordos com UE, Japão e China; Brasil fica fora

Fundo Partidário: 19 partidos receberam R$ 573 milhões no 1º semestre

O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, mais conhecido como Fundo Partidário, representa uma das principais fontes de recursos públicos para a manutenção das agremiações políticas. Criado em 1965 pela Lei nº 4.740, e atualmente previsto na Lei nº 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos), o Fundo é composto por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações, entre outras fontes financeiras.

Os recursos são repassados mensalmente às siglas, em forma de duodécimos (divisão de um valor em doze partes iguais que correspondem a cada mês do ano), para o custeio de despesas cotidianas das agremiações, como pagamento de salários de funcionários, contas de água e luz, passagens aéreas e aluguéis, por exemplo.

Entre janeiro e junho deste ano, o Fundo Partidário distribuiu R$ 573.210.455,03 a diretórios nacionais de 19 legendas. Também foi repassada aos partidos a quantia de R$ 45.731.348.85 em multas eleitorais arrecadadas no período de janeiro a maio deste ano.

Partidos

Os cinco partidos que obtiveram os maiores repasses no 1º semestre deste ano foram o Partido Liberal (PL), com R$ 95.936.485,62 em dotação orçamentária e mais R$ 7.352.064,52 em multas; o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 70.206.707.80 e R$ 5.522.102,53 em cada item; o União Brasil (UNIÃO), que recebeu R$ 53.881.698,79 e R$ 4.356.155,80; o Progressistas (PP), que obteve R$ 48.319.186,54 e R$ 3.677.709,93; e o Republicanos, que recebeu R$ 43.903.530.31 em dotação orçamentária e mais R$ 3.340.334,71 em multas.

Os partidos que menos receberam foram: Rede (R$ 5.901.366,62 em dotação orçamentária e R$ 474.839,86 em multas); PV (R$ 6.027.045,06 e R$ 474.805,10) e Cidadania (R$ 7.623.072,51 e R$ 738.832,06).

A forma de distribuição desses valores entre os diretórios municipais, estaduais e nacional é definida no estatuto de cada partido. Na página sobre o Fundo Partidário, é possível verificar a distribuição mensal para cada sigla.

Duodécimos

Tiveram direito aos duodécimos as seguintes agremiações políticas: Avante, Cidadania, MDB, PCdoB, PDT, PL, PODE, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União.

Outras 10 legendas com estatutos registrados no TSE não receberam recursos do Fundo Partidário por não terem atingido a cláusula de desempenho: Agir, DC, Mobiliza, Novo, PCB, PCO, PMB, PRTB, PSTU e UP.

Divisão entre as legendas

De acordo com a legislação em vigor, a divisão do Fundo Partidário entre as siglas é feita da seguinte forma: 95% do total do Fundo são distribuídos aos partidos na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. O restante(5%) é repartido igualmente entre todas as legendas que atendam aos requisitos constitucionais de acesso aos recursos.

STF abre fase de alegações finais em ação penal sobre tentativa de golpe de Estado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a intimação das partes para a apresentação das alegações finais na Ação Penal (AP) 2668, que apura a atuação do Núcleo 1 na suposta tentativa de golpe de Estado. Trata-se da última etapa na tramitação do processo, antes do seu julgamento. As partes — acusação e defesas — terão 15 dias, sucessivamente, para apresentar suas últimas manifestações sobre o caso.

Em seu despacho, o ministro declarou encerrada a instrução processual penal, fase em que são produzidas as provas perante o Judiciário. Nesse período, foram ouvidas as testemunhas, interrogados os réus e realizadas todas as diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas, devidamente autorizadas pelo relator.

O prazo de 15 dias para as alegações finais é contado de forma sucessiva, iniciando-se para a PGR. Após a apresentação das alegações pela PGR, a defesa do réu tenente-coronel Mauro Cid terá 15 dias para sua manifestação. Como o militar firmou acordo de colaboração premiada, deve se manifestar antes dos demais réus. Por fim, o restante das defesas terá um prazo conjunto de mais 15 dias para apresentar suas alegações.

Os prazos não serão suspensos durante o recesso do Judiciário, de 2 a 31 de julho, já que um dos réus, o general e ex-ministro Walter Braga Netto, está preso.

Núcleo 1

São réus na ação penal o ex-presidente da República Jair Bolsonaro e outras sete pessoas: Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin), Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e da Casa Civil). O grupo é considerado pela PGR como “núcleo crucial” da tentativa de golpe, e a denúncia contra ele foi recebida pela Primeira Turma do STF em março.

Todos foram denunciados por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Leia a íntegra do despacho.