Indígenas relatam que desmatamento impacta produção de cocares

Brasília (DF), 07/04/2026 - Ontxa Mehinako fala sobre artesanato indígena no Acampamento Terra Livre 2026. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Com um cocar ancestral na cabeça, feito com penas de maritaca e de arara, o artesão Tapurumã Pataxó, de 32 anos, aproveitou o Acampamento Terra Livre, que se encerrou neste sábado (11), em Brasília (DF), para alertar que o cenário dos territórios indígenas tem sido de menos aves no céu. Com menos pássaros, a produção artesanal de cocares é impactada. 

A mudança de cenário tem relação com desmatamento, queimadas e agrotóxicos implementados por grileiros e invasores não-indígenas, segundo reclamam as lideranças indígenas.

Tapurumã recorda que aprendeu a produzir o cocar na infância com os avós.

“Os fazendeiros estão acabando não só com o nosso território, mas com o Brasil todo”, lamentou o artista que vive na Aldeia Barra Velha, em Porto Seguro (BA).

Brasília (DF), 10/04/2026 - O indígena, Tapurumã Pataxó, no Acampamento Terra Livre - ATL 2026. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Tapurumã Pataxó aprendeu a produzir cocares com os avós – Valter Campanato/Agência Brasil

“Somos o primeiro povo que teve contato com os portugueses. E somos desmatados desde 1500”. Ele recorda que, na infância, via muito mais araras do que hoje, por exemplo. Tapurumã diz que a comunidade conta com projetos ambientais para reinserir as aves no ecossistema.

O artista explica que os artesãos fazem os cocares a partir das penas que caem dos animais. “Há muitos animais da minha infância que já desapareceram porque tem muita queimada criminosa”.

“Falta de consciência”

Outra artesã pataxó, Ahnã, de 45 anos, que vive na Aldeia Velha, também em Porto Seguro (BA), diz que está sendo preciso recorrer até ao zoológico para buscar penas de animais.

“É uma tristeza muito grande você ver que os animais que eram livres estão hoje em uma área fechada por causa do desmatamento e da falta de consciência ambiental do ser humano”.

No dia a dia, ela sente falta do gavião real, da arara e até do papagaio. “Papagaio também está ficando bem escasso e a gente precisa promover mais ações de consciência ambiental.”.

Brasília (DF), 10/04/2026 - A indígena, Hanã Pataxó, no Acampamento Terra Livre - ATL 2026. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
  Ahnã Pataxó relata que tem que recorrer ao zoológico para recolher penas – Valter Campanato/Agência Brasil

Mudanças climáticas

O impacto ambiental é também sentido pelo artesão Keno Fulni-ô, de 40 anos, que vive na aldeia próxima à cidade de Águas Belas (PE). “Onde a gente mora, temos a presença do gavião, do caracará, da garça e do anu”.

As mudanças climáticas têm feito as aves se comportarem de outras formas, segundo explica.

A artesã Ahnã Pataxó ressalta que em encontros, como o que ocorreu no Acampamento Terra Livre, os artesãos aproveitam para fazerem as trocas de materiais (as penas), em vista de que há aves típicas de cada habitat. Algumas mais e outras menos resilientes aos impactos ambientais.

Brasília (DF), 10/04/2026 - O indígena, Keno Fulni-o, no Acampamento Terra Livre - ATL 2026. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Keno Fulni-o relata que as mudanças climáticas alteraram o comportamento das aves,- Valter Campanato/Agência Brasil

Símbolos

O artista Tapurumã Pataxó explica que o cocar simboliza a identidade e a proteção do povo.

“O cocar tem o sentido de nossa resistência. É o que nos protege e nos dá força pra lutar pelos nossos direitos, pela educação e pela demarcação do nosso território”.

Até pelo que significa, o artista pataxó entende que os não-indígenas que adquirem o cocar devem ter respeito e guardar num quadro, emoldurar e colocar em casa para protegê-la.

“Um não indígena comprar para ficar usando como se fosse um indígena não é legal”.

Da mesma forma, Keno Fulni-ô pede que os não-indígenas tenham muito respeito pela simbologia do cocar. “Esperamos que uma pessoa não coloque um cocar na cabeça e vá beber, por exemplo. Ir para carnaval. Não é o que o nosso povo espera”.

Ahnã Pataxó explica que o cocar consiste em um símbolo de aliança.

“Quando nós vamos fazer nossos casamentos tradicionais, a gente não troca uma aliança de metal. A gente troca o cocar”. Inclusive, a costura por trás do objeto artístico, há costura das penas. “É como se a gente estivesse unindo todo o nosso povo”, compara.

Pena a pena

Foi a união do povo Fulni-ô que fez o jovem Aalôa, de 21 anos, que vive também em aldeia na cidade de Águas Belas aprender a fazer o cocar quando tinha 14 anos. Os amigos que o rodeavam no Acampamento Terra Livre disseram para a equipe da Agência Brasil que a habilidade do rapaz na produção da arte chama atenção de todos.

Ele costurava um cocar com penas de papagaio e esperava terminar a arte em menos de 30 minutos. Ele pendurava o cordão e costurava uma a uma, depois de limpar e tingir.

“Eu me sinto muito bem em fazer. Acaba com estresse, me relaxa. Somos a voz do nosso povo e uma só família”

Brasília (DF), 10/04/2026 - O indígena, Aaloa Fulni-o, no Acampamento Terra Livre - ATL 2026. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Aaloa Fulni-o se destaca pela habilidade com que produz um cocar- Valter Campanato/Agência Brasil

Justiça mantém condenação da União e de SP por tortura na ditadura

São Paulo (SP)-29/03/2026. Caminhada Silenciosa em memória das vítimas da ditadura militar. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

A quarta turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF) confirmou, por unanimidade, a sentença que condenou a União e o estado de São Paulo a indenizarem uma estudante universitária que sofreu perseguições políticas durante o regime militar.

O nome da vítima não foi divulgado. A indenização foi fixada em R$ 300 mil, valor que deve ser dividido entre o estado e a União.

Para os magistrados, a responsabilidade objetiva do Estado ficou comprovada por documentos oficiais e depoimentos de testemunhas que demonstraram que agentes do Estado praticaram tortura e prisões ilegais.

“O dano moral comprovado foi resultado da conduta dos policiais do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), na época servidores públicos do Estado de São Paulo, e do próprio regime militar que propiciou o cometimento de toda a série de arbitrariedades, privações, segregações e violências físicas e morais contra a autora”, escreveu o juiz federal Paulo Alberto Sarno, relator do acórdão.

Conforme o processo, a universitária vivia em uma residência para estudantes da Universidade de São Paulo (USP). Entre 1968 e 1971, ela foi presa e torturada, recebendo choques elétricos e até uma injeção de éter no pé.

“São evidentes os danos morais sofridos pela apelada, consubstanciados na dor experimentada em razão do cerceamento de sua liberdade em condições de violência extrema, da perseguição policial, do afastamento compulsório de seu lar, de sua pátria, de seus familiares e de seus amigos e da perda de seu emprego por motivos políticos e ideológicos”, afirmou o relator.

Débora Almeida acompanha obras da Maternidade de Garanhuns e ressalta eficiência e qualidade da construção

Na manhã deste sábado (11), a deputada estadual e líder do PSD na Alepe, Débora Almeida, realizou visita às obras da futura Maternidade de Garanhuns. Com previsão de entrega da primeira etapa ainda em 2026, a unidade está sendo estruturada para oferecer um atendimento moderno, humanizado e de alto padrão. O projeto integra um investimento de cerca de R$ 58,2 milhões, fruto da parceria entre o Governo de Pernambuco e o Governo Federal.

Aliada da governadora Raquel Lyra, a parlamentar destacou que o equipamento contará com mais de 10 mil metros quadrados de área construída e aproximadamente 150 leitos, ampliando significativamente a capacidade de atendimento materno-infantil na região.

Com caráter também fiscalizador, a visita reforçou, segundo Débora, o ritmo acelerado e a qualidade das obras executadas pelo Governo do Estado. Acompanhada por sua equipe e técnicos da construtora responsável, que também atua na construção do Hospital Regional Mestre Dominguinhos — atualmente em fase de terraplanagem —, a deputada percorreu as instalações já erguidas e destacou o padrão dos materiais utilizados.

Após a agenda, em entrevista ao programa Leitura Ampla, da Rádio FM Sete Colinas, a parlamentar demonstrou entusiasmo: “Estou muito feliz. A governadora Raquel Lyra está concretizando ações que por muito tempo ficaram apenas no discurso. Hoje, vemos um governo que entrega resultados em todas as regiões. Garanhuns será contemplada com equipamentos fundamentais para o Agreste, garantindo mais segurança e acolhimento para milhares de pernambucanos.”

De acordo com o Governo do Estado, a maternidade contará com serviços especializados, incluindo Centro de Parto Normal, ambulatórios para gestação de alto risco, UTIs obstétrica e neonatal, Unidades de Cuidados Intermediários (UCINco e UCINca), além de banco de leite.

Prefeitura de Caruaru realiza primeiro campeonato de e-games; iniciativa fortalece e incentiva a juventude do município

A Prefeitura de Caruaru realizou, no último sábado (11), o primeiro campeonato de e-games do município. O Caruaru E-Games aconteceu no Porto Digital e reuniu jovens e público de diversas idades em um ambiente de interação, aprendizado e entretenimento.

Participante da competição, João Victor destacou o potencial do setor. “Um evento como esse realizado pela Prefeitura de Caruaru é muito importante para que jovens e adolescentes conheçam novas oportunidades. O mercado de games cresce cada vez mais e abre caminhos não só de diversão, mas também de profissão e futuro”, afirmou.

Já Ronald Gonçalves, que esteve presente nas atividades, reforçou a importância da iniciativa. “É um evento maravilhoso, que incentiva pessoas de todas as idades e mostra como a tecnologia também contribui para o desenvolvimento”, disse.

O Caruaru E-Games foi realizado por meio da Secretaria Executiva de Juventudes (Sejuve), ligada à Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome (SAS), com apoio de instituições parceiras.

Caruaru – Maior e Melhor São João do Mundo movimenta Vila do Rafael na segunda noite do São João na Roça

 

A Vila do Rafael recebeu, neste sábado (11), o São João na Roça, no primeiro fim de semana de programação do Maior São João do Mundo, na zona rural de Caruaru. A festa, que aconteceu em frente à tradicional igrejinha, reviveu o São João raiz com apresentações culturais, forró e participação da comunidade, que recebeu visitantes e turistas.

 

A programação contou com a Banda de Pífano do Agreste, a quadrilha Molequinha Drilha, o Trio Flor de Croatá, a Banda Fole de Ouro e o cantor Beto Hortis, encerrando a noite com muito forró.

A agricultora Josilma dos Santos destacou: “Essa festa é boa demais. Moro aqui há 30 anos e sempre venho. Gosto das quadrilhas, da decoração e das barraquinhas, que lembram o São João de antigamente. É importante manter essa tradição”.

O São João na Roça continua no próximo fim de semana, levando a festa para Malhada de Barreira Queimada e Sítio Juá. Programação: https://www.instagram.com/p/DWEf2Wzjp2A/?igsh=MWR0Zmp5cXJ1cXlzYw==

Raquel responde a críticas sobre estradas: “Teve a oportunidade de fazer por muitos anos e não fez”

Por Alex Fonseca – do Blog da Folha

A governadora Raquel Lyra (PSD) rebateu, neste sábado (11), as críticas feitas pelo ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) à manutenção das estradas do estado. Por meio de uma publicação no Instagram, a chefe do Executivo estadual afirmou que os governos anteriores tinham abandonado rodovias que, agora, na administração dela, estão sendo recuperadas.

“Tem gente que vai pegar aquela estrada que a gente ainda não fez, mas essa pessoa teve a oportunidade de fazer por muitos anos e não fez. Então me deixe trabalhar que eu sei fazer. Eu sei juntar gente boa, tirar projeto do papel e transformar em ação”, disse a governadora em vídeo publicado no perfil dela.

No trecho publicado do discurso, feito na cidade de Taquaritinga do Norte, onde entregou a requalificação da PE-130, Raquel Lyra disse que o estado estava recuperando 1500 km de estradas e prometeu que recuperaria outros 1500.

“Eu lancei agora R$ 2 bilhões de licitação em novas estradas. O governo anterior prometeu muito dinheiro, muita obra e botou propagandas na televisão. Até eu acreditei que cheguei num governo rico. (Mas) o estado estava quebrado”, disse.

Brasileiros desconfiam mais da imprensa do que de conteúdos de amigos nas redes sociais

Da Folha de S.Paulo

Cerca de metade (48%) dos usuários de internet brasileiros desconfiam sempre ou na maioria das vezes de informações produzidas por veículos de jornalismo profissional. O número é maior do que aqueles que não confiam em conteúdos de amigos ou familiares em redes sociais (39%) ou em aplicativos de mensagens (42%).

Ao mesmo tempo, apenas 36% dos usuários de internet afirmam checar sempre as informações que recebem por aplicativos de mensagens ou redes sociais, e 28% dizem verificar “na maioria das vezes”. São 14% dos internautas que dizem checar “poucas vezes” ou “nunca” a veracidade dos conteúdos recebidos.

Os dados constam do painel TIC, pesquisa com usuários de internet no Brasil elaborada pelo Comitê Gestor da Internet, pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) que foi divulgada ontem (10). A Folha de S.Paulo teve acesso com exclusividade aos dados do levantamento.

Para a pesquisa, foram feitas entrevistas online com 5.250 usuários de internet com 16 anos ou mais de idade em agosto e setembro de 2025. A margem de erro varia conforme a pergunta e o recorte. “Os resultados são muito preocupantes, mostram a fragilidade na construção da opinião pública; como já mostravam vários estudos, a confiança no interlocutor tem mais valor que a própria veracidade do conteúdo”, diz Renata Mieli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Segundo ela, as pessoas preferem consumir um tipo de informação que não passa mais pelo crivo profissional da atividade jornalística e que não tem checagem. “Os veículos de imprensa são responsáveis pelos conteúdos, isso os faz manter mínimo de qualidade”, diz.

É a primeira vez que o painel TIC faz uma pesquisa sobre práticas de acesso e verificação de informações, uso de redes sociais. O levantamento mostra que a maioria das pessoas obtém informações sobre o que está acontecendo no mundo por meios digitais. A porcentagem de usuários que acessam notícias várias vezes por dia ou pelo menos uma vez por dia por aplicativos de mensagens é 60%; por feeds de vídeos curtos (como TikTok) é 52%; sites ou aplicativos de vídeos, 50%.

São percentuais maiores do que os de quem diz acessar frequentemente o noticiário por telejornais (45%), sites ou portais de notícias na internet ou podcasts (37%); canais de notícias 24 horas (34%), rádios (28%), jornais ou sites de jornais (26%) e revistas (22%). Os números variam de acordo com a renda e escolaridade. O acesso diário por meio de sites ou portais de notícias na Internet, por exemplo, foi relatado por 58% dos entrevistados das classes A e B, diante de 33% da classe C e 27% das classes D e E.

A pesquisa mostra também que as pessoas estão familiarizadas com as ferramentas de IA generativa: 47% relataram já ter usado o ChatGPT, seguido pela IA do WhatsApp (42%), Gemini (30%) e Copilot (14%).

Os resultados indicam que 65% da população consome notícias diariamente, taxa que entre os jovens na faixa de 16 a 24 anos cai para 46%. O resultado está em linha com a chamada “news avoidance”, tendência de parte da população de evitar o noticiário por perceber que há um excesso de informações negativas ou por se sentir saturado com tanto conteúdo circulando.

A faixa dos 45 a 59 anos é a com maior porcentagem de consumo diário de noticiário, com 79%.

Muitos dos entrevistados se mostram apáticos em relação à possibilidade de receberem informações falsas. Entre aqueles que afirmam não checar a veracidade de conteúdos, 34% disseram concordar totalmente com a frase “não vale a pena pesquisar se as informações que eu recebo são verdadeiras” e 30% com a afirmação “Hoje em dia as informações são tão polarizadas que não vale a pena pesquisar se são falsas ou verdadeiras”.

As motivações mais citadas pelos usuários de internet para deixar de verificar informações são: esquecer de checar (36%), não ter tempo (33%), não ter interesse (33%) e ter certeza de que a informação é verdadeira (31%) ou falsa (25%).

Cinco plataformas lideram em uso diário, independentemente da finalidade. Foram 54% dos entrevistados que afirmaram usar o WhatsApp “praticamente o tempo todo”, com 91% dizendo utilizar o aplicativo de mensagens diariamente. As outras quatro plataformas mais usadas foram Instagram (73% de uso diário), YouTube (73%), Facebook (57%) e TikTok (50%).

Coronel Meira dispara contra Lula, projeta vitória de Flávio Bolsonaro e articula chapa forte em Pernambuco

Em entrevista ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, diretamente de Brasília, o deputado federal Coronel Meira (PL) comentou sobre o cenário nacional, projeções eleitorais para 2026 e os movimentos do PL em Pernambuco.

Ao ser questionado sobre pesquisas que indicam um cenário competitivo em um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), o parlamentar afirmou que o partido acompanha os números “com tranquilidade” e reforçou o discurso de mudança no país.

“Isso a gente já vem acompanhando há muito tempo. O povo brasileiro está cansado, principalmente com a insegurança e com a corrupção. Há um clamor por mudança”, declarou.

O Coronel Meira também destacou que o PL aposta no fortalecimento da pauta de segurança pública como eixo central de debate, citando inclusive a proposta de criação de um ministério específico para a área em um eventual novo governo.

No cenário estadual, o deputado reforçou o nome de Anderson Ferreira como prioridade do partido na disputa pelo Senado e demonstrou confiança no crescimento da legenda no estado. “Pernambuco vai ter um PL forte. Estamos trabalhando para ampliar nossa bancada e construir uma chapa competitiva, com homens e mulheres preparados para representar o povo”, afirmou.

Questionado sobre o segundo voto para o Senado em 2026, Coronel Meira afirmou que a definição ainda dependerá das estratégias do partido, especialmente em relação à disputa pelo Governo do Estado. No entanto, deixou claro que o posicionamento político do PL será determinante nas alianças.

“O partido vai definir isso no momento certo. Mas há um ponto claro: não estaremos ao lado de candidatos que estejam alinhados ao governo federal. Estamos trabalhando para aglutinar forças e apresentar o melhor projeto para Pernambuco”, concluiu.

Ipea faz pesquisa para combater desinformação sobre políticas públicas

Brasília 60 Anos - Esplanada dos Ministérios
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Servidores públicos que ocupam cargo em comissão ou função de confiança da administração pública federal devem participar de pesquisa inédita sobre os efeitos das campanhas de desinformação na internet contra políticas públicas.

A iniciativa é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os servidores que compõem o universo do estudo receberam, no começo de abril, pelo aplicativo SouGov, convite para participar do estudo.

As respostas serão aceitas até o dia 2 de junho. O preenchimento do questionário leva cerca de 15 minutos. A pesquisa é anônima e confidencial, sem coleta de dados pessoais, e está de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados e com a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Saúde para levantamentos em ciências humanas e sociais.

Além do debate eleitoral
Divulgação do Ipea explica que o interesse sobre o tema se deve ao fato que “a desinformação deixou de ser um fenômeno restrito ao debate eleitoral ou às redes sociais e passou a impactar diretamente a formulação, a implementação e a legitimidade das políticas públicas”.

De acordo com o instituto, a pesquisa Desinformação e Políticas Públicas tem os seguintes propósitos:

mapear como servidores e gestores públicos percebem, vivenciam e lidam com episódios de desinformação no cotidiano institucional, bem como os impactos desse fenômeno sobre os processos de formulação, implementação e avaliação de políticas públicas;
conhecer efeitos sobre a exposição a informações imprecisas ou enganosas, e as estratégias existentes (ou ausentes) de enfrentamento à desinformação no âmbito dos órgãos federais;
avaliar a gravidade da desinformação para a sociedade e para as políticas públicas e os impactos da desinformação sobre decisões, comunicação e implementação de políticas.
O relatório final deverá ser apresentado em novembro, após o período eleitoral.

Miguel Pupo abre temporada do surfe com vitória em final brasileira

Brasília (DF),  11/04/2026 - Miguel Pupo abre temporada do surfe com vitória em final brasileira
Foto: Cait Miers/2026 World Surf League

A nova temporada da Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês) iniciou da melhor forma possível para o Brasil. Na madrugada deste sábado (11), o paulista Miguel Pupo conquistou a etapa de Bells Beach (Austrália), que abriu a edição 2026 do circuito mundial, derrotando o paranaense Yago Dora, atual campeão, na final masculina.

Além da decisão 100% verde e amarela, o top-5 teve outros dois brasileiros: os paulistas Gabriel Medina, que ficou em terceiro, e Samuel Pupo, irmão de Miguel, que foi o quinto colocado. O norte-americano Griffin Colapinto, vice-campeão em 2025, ocupou a quarta posição.

Miguel caiu na água cinco vezes em Bells Beach. Nas duas primeiras rodadas, venceu surfistas da casa (os australianos Joel Vaughan e George Pittar). Nas quartas de final, levou a melhor sobre Barron Mamiya, do Havaí (na WSL, os atletas havaianos competem a parte dos Estados Unidos). Em seguida, derrotou Colapinto na semifinal.

No surfe, a pontuação que define o ganhador se dá pela soma das duas maiores notas recebidas pelos atletas ao longo da bateria. Na final, Yago até começou melhor, obtendo notas 6.17 e 7.73, alcançando 13.90 de somatória logo nas duas primeiras ondas.

Miguel, com um 7.50 na primeira manobra, precisou de mais quatro tentativas para emplacar um 8.10, que o colocou à frente, com 14.75, obrigando o atual campeão a se arriscar, sem sucesso. No fim, vitória do paulista, a primeira dele em uma etapa da WSL.

Na disputa feminina, o triunfo foi da havaiana Gabriela Bryan, que superou a australiana Molly Picklum na final. A brasileira Luana Silva, que nasceu no Havaí e escolheu representar o país dos pais, caiu na segunda rodada, justamente para Bryan. A gaúcha Tatiana Weston-Webb, medalhista olímpica de prata nos Jogos de Paris (França), em 2024, está fora do circuito em 2026 para focar na maternidade. Ela retornará em 2027.

O circuito segue na Austrália as disputas em Margaret River, a partir da próxima quinta-feira (16). Ao todo, são 12 etapas na temporada. Uma delas, no Brasil, entre os dias 19 e 27, em Saquarema (RJ).