Por Dentro das Eleições: mais de 155 milhões de brasileiros vão às urnas em 4 de outubro

Identidade visual da série Por Dentro das Eleições. Na imagem, aparecem as logos do TSE e das El...
A votação ocorrerá simultaneamente nos 26 estados, no Distrito Federal, em diversas localidades no exterior e no arquipélago de Fernando de Noronha

Em 4 de outubro deste ano, mais de 155 milhões de brasileiras e brasileiros vão às urnas para confirmar, pelo voto direto e secreto, as candidatas e os candidatos que os representarão pelos próximos anos. A votação ocorrerá simultaneamente nos 26 estados, no Distrito Federal, em diversas localidades no exterior e no arquipélago de Fernando de Noronha, que escolherá representantes para o Conselho Distrital.

Em disputa estarão os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal, senador (duas vagas), deputado federal, estadual e distrital. Os eleitores brasileiros que residem em outros países, porém, só poderão votar para presidente e vice.

Como ocorre em toda eleição, a votação é realizada no primeiro e no último domingo de outubro. Assim, se necessário, o eleitorado voltará às urnas no dia 25, data do 2º turno.

Série de reportagens

A partir desta sexta-feira (3), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passa a publicar a série de reportagens “Por Dentro das Eleições”, sobre os principais assuntos reunidos nas 14 resoluções que vão disciplinar as Eleições 2026.

Com linguagem simples e objetiva, as matérias abordam de maneira didática as normas que deverão guiar eleitores, partidos políticos e candidatos. A publicação ocorrerá uma vez por semana, às sextas-feiras, entre abril e outubro.

Na primeira reportagem, você confere de que forma se dá a preparação do pleito (Resolução nº 23.751/2026) e como funcionam os sistemas eleitorais (Resolução nº 23.677/2021).

Quem pode votar?

Nas Eleições 2026, poderão votar em qualquer turno as eleitoras e os eleitores com 16 anos ou mais que, até 6 de maio, estiverem em dia com a Justiça Eleitoral. Vale lembrar que o voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e aqueles que tenham 16 e 17 anos.

Ordem de votação

Cada candidato ou partido político possui um número de identificação utilizado pelo eleitor na hora de votar. Ao digitar o número do candidato, o eleitor verá na tela da urna o nome, a fotografia, o cargo em disputa e a sigla do partido.

Primeiramente, serão registrados os votos referentes às eleições proporcionais e, em seguida, os relativos às eleições majoritárias, na seguinte ordem:

  • deputado federal;
  • deputado estadual ou distrital;
  • senador (primeira vaga);
  • senador (segunda vaga);
  • governador; e
  • presidente da República.

As telas referentes aos cargos de senador, governador e presidente exibirão, ainda, as fotografias e os nomes das candidatas ou dos candidatos a suplente e ao cargo de vice. Caso não haja concorrentes aptos a disputar determinado cargo, a urna eletrônica exibirá uma mensagem com a informação.

Em caso de eleições suplementares, de consultas populares simultâneas às eleições gerais ou, ainda, de eleição para o Conselho Distrital do Arquipélago de Fernando de Noronha, os painéis referentes aos cargos ou às perguntas serão apresentados após a votação para os cargos majoritários – ou seja, ao final da votação.

Terminal do mesário

O terminal do mesário informará o cargo cuja votação está em curso, facilitando o atendimento caso a eleitora e o eleitor solicitem ajuda. Importante: o sigilo do voto é preservado, já que a funcionalidade não dá acesso às escolhas que o eleitorado faz na urna.

Sistema informatizado

Já é tradição. Desde 1996, os brasileiros registram o voto na urna eletrônica, por meio de um sistema informatizado de votação desenvolvido pelo TSE exclusivamente para essa finalidade. Para garantir a segurança do processo eleitoral, a cada nova eleição, os softwares e hardwares da urna e dos sistemas relacionados são assinados e lacrados.

O Tribunal utiliza ainda sistemas desenvolvidos e autorizados para:

  • gestão de convocação das pessoas que vão compor as mesas receptoras de votos (mesários e colaboradores);
  • capacitação de mesárias e mesários;
  • transferência temporária de eleitoras e eleitores;
  • divulgação de resultados; e
  • gestão de ocorrências no dia da votação.

Faltam seis meses para as Eleições Gerais de 2026

Logo Eleições 2026 - 26.06.2025
Logo das Eleições Gerais 2026. Crédito: Secom/TSE

O 1º turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado daqui a seis meses. No dia 4 de outubro, mais de 155 milhões de eleitoras e eleitores deverão ir às urnas para escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores dos estados e do Distrito Federal, além de deputados federais e estaduais ou distritais e dois senadores por unidade da Federação.

Neste sábado (4), encerram-se prazos importantes do calendário eleitoral (Resolução TSE 23.760/2026) que devem ser observados por eleitores, candidatos e partidos em todo o país. Confira:

  • Registro de partidos

Hoje é o prazo final para o registro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos estatutos de partidos políticos e federações que desejam participar do pleito. A legislação eleitoral estabelece que partidos e federações precisam estar regularmente constituídos com pelo menos seis meses de antecedência do 1º turno das eleições.

  • Filiação partidária

Também é a data-limite para que candidatas e candidatos tenham domicílio eleitoral na circunscrição onde pretendem concorrer e para que estejam com a filiação partidária devidamente aprovada pelo partido. A exigência segue a legislação eleitoral, embora as agremiações possam estabelecer prazos mais longos nos respectivos estatutos.

Desincompatibilização 

Outro prazo que termina neste sábado deve ser observado por ocupantes de cargos do Poder Executivo. Presidente da República, governadores e prefeitos que pretendem disputar outros cargos nas eleições têm até hoje para se desincompatibilizar dos mandatos atuais.

Confira a íntegra do calendário eleitoral.

Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil participantes

Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Indígenas de todo o país começaram a chegar a Brasília nesse domingo (5) para participar da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no centro da capital federal.

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o evento vai até sábado (11) e é considerado a maior e mais importante mobilização do movimento no país. Segundo os organizadores, entre 7 mil e 8 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, devem participar este ano.

O ATL costuma reunir representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas. Nos últimos anos, a pauta se ampliou e o evento passou a acolher também a discussões sobre a participação político-eleitoral indígena, a crise climática e a defesa da democracia. Contudo, o eixo central das discussões segue sendo a necessidade de o Estado brasileiro reconhecer o direito dos povos originários à terra.

“Como todos os anos, estamos aguardando o governo federal anunciar a criação de novas terras indígenas”, disse à Agência Brasil o coordenador executivo da Apib, Dinamam Tuxá.

Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. O coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Dinamam Tuxá, fala com Agência Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá fala à Agência Brasil – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Segundo ele, após um período de quatro anos (2019-2022) no qual nenhuma nova terra indígena foi criada, o governo federal homologou, entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, 20 novos territórios. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), isso equivale a cerca de 2,5 milhões de hectares de terras protegidas em 11 unidades federativas.

“Mas seguimos nesta luta, nesse pleito pela garantia territorial”, acrescentou Dinamam, informando haver cerca de 110 áreas reivindicadas como terras da União de usufruto indígena em análise.

“Temos um passivo de demarcação muito alto e um cenário de muita violência e vulnerabilidade nas terras indígenas que governo algum conseguiu superar. Isso tem sido um fator motivador para os povos indígenas virem a Brasília apresentar nossas pautas”, destacou o coordenador da Apib.

Mobilização

O ATL também marca o início do chamado Abril Indígena, mês de mobilização nacional em que o movimento busca chamar a atenção para outras pautas, como a necessidade de mais investimentos em saúde e educação indígena. O tema da atual edição é “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”.

“Estamos promovendo um amplo debate sobre diversos temas, como educação, saúde, relações internacionais com os povos indígenas de outros países, enfim, várias políticas públicas”, destacou Dinamam, confirmando a realização das tradicionais caminhadas pela Esplanada dos Ministérios.

 

Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Acampamento Terra Livre (ATL) chega à 22ª edição – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A primeira marcha está agendada para a próxima terça-feira (7), contra propostas de lei que, segundo a Apib, contrariam os interesses dos povos originários, como a liberação da mineração em terras indígenas ou o estabelecimento do chamado marco temporal – tese jurídica segundo a qual os indígenas só têm direito aos territórios que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada.

As eleições de 2026 também vão pautar alguns dos principais debates do Acampamento Terra Livre, como o que ocorrerá na quinta-feira (9), na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós” – título do manifesto que a Apib publicou no ano passado, reafirmando o compromisso de seguir com o projeto de aldeamento da política, lançado há alguns anos.

“Vamos lançar o Campanha Indígena, uma iniciativa para dar um direcionamento às candidaturas lançadas por uma frente de partidos aliados ao movimento indígena. Vamos orientar os indígenas interessados para que se somem a esses partidos que têm defendido nossos direitos. E, durante todo o ano, vamos promover ações para alavancar estas candidaturas indígenas a fim de garantir a maior representação [indígena] no Congresso Nacional”, antecipou Dinamam.

Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. Cotinha Guajajara fala com Agência Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Cotinha Guajajara está em Brasília para participar da da 22ª edição do Acampamento Terra Livre – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Participação

Cotinha de Sousa Guajajara deixou a Terra Indígena Morro Branco, em Grajaú (MA), junto com outros 67 indígenas da etnia Guajajara. O grupo percorreu cerca de 1,4 mil quilômetros a bordo de dois ônibus para chegar a Brasília ainda no sábado (4). Hoje, Cotinha já estava instalada dentro da área cercada destinada ao evento, ajudando as companheiras de viagem a expor o artesanato que muitos indígenas trazem para vender durante o ATL.

“Viemos mais cedo. Teve boatos de que não ia ter [acampamento], mas, assim que as lideranças resolveram que ia acontecer, nós decidimos vir”, explicou Cotinha.

“Nossa expectativa é que áreas sejam demarcadas, homologadas ou ampliadas, principalmente no Maranhão. Isso é muito necessário. Nossa comunidade mesmo vive em área já homologada, mas a população aumentou e a área já não é suficiente”, comentou a maranhense.

Morando na capital federal desde janeiro, onde faz mestrado em educação na Universidade de Brasília (UnB), Oziel Ticuna compareceu ao acampamento neste domingo para rever amigos e aguardar a chegada dos representantes de sua comunidade, no Rio Alto Solimões, no Amazonas.

Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. Oziel Ticuna fala com Agência Brasil.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Oziel Ticuna é um dos participantes do Acampamento Terra Livre 2026 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“Como ela fica muito distante de Brasília, nós geralmente enviamos entre três e cinco representantes escolhidos entre nossas lideranças”, contou Oziel, que já participou de várias outras edições do evento, na condição de comunicador indígena. Oziel resumiu para a reportagem a importância do ATL.

“O acampamento trouxe uma nova forma de nos organizarmos, de trabalharmos coletivamente, com os povos ouvindo uns aos outros e tentando construir soluções para nossos problemas e proteger nossas culturas”, acrescentou. “Estaremos aqui para lutar pelo nosso povo.”

Sebastião Oliveira alfineta adversários e diz que Avante terá chapas para estadual e federal

O presidente do Avante em Pernambuco, Sebastião Oliveira, garantiu ontem (4) que o partido contará com chapas para a disputa no Legislativo estadual e federal e garantiu que o partido está fortalecido. As informações são do Blog da Folha.

“Quero reafirmar aqui a nossa pré-candidatura a deputado estadual, a pré-candidatura a reeleição do meu irmão Valdemar Oliveira, deputado federal, dizer que nós continuamos firmes e fortes no Avante. Teremos muitas novidades de quem vai chegar aqui no partido ainda hoje no último prazo de filiação dia 4 de abril. Vocês verão as novidades, o Avante está fortalecido e vai partir esse ano para uma chapa entre três e quatro deputados estaduais e entre dois e três deputados federais”, assegurou.

Sebastião ainda aproveitou a oportunidade para alfinetar os adversários políticos que consideraram que o partido poderia estar enfraquecido. “Quem achava que nós estávamos enfraquecidos e que íamos migrar para outro partido, tenham tenham certeza de que o Avante está mais fortalecido do que nunca em Pernambuco e no Brasil. Ficamos fortes em Minas Gerais, na Bahia, no Maranhão, no Amazonas, em São Paulo, no Rio de Janeiro. O Avante vai crescer em Pernambuco e no Brasil”, afirmou.

Blog do Magno

 

Avante crava apoio a Túlio Gadelha e projeta crescimento no estado

No último dia do prazo de filiação, a movimentação do tabuleiro político de Pernambuco segue a todo vapor. Hoje, Sebastião Oliveira, presidente estadual do Avante, e o deputado federal Waldemar Oliveira reafirmaram a confiança no crescimento expressivo do partido no estado e anunciaram total apoio ao projeto do deputado federal Túlio Gadelha.

Com um discurso firme e otimista, Sebastião Oliveira destacou o fortalecimento da legenda tanto no estado quanto no cenário nacional e o alinhamento com Túlio Gadelha.

De acordo com Sebastião, o planejamento, fruto de articulações políticas consistentes e da chegada de novas lideranças, projeta que o Avante eleja entre três e quatro deputados estaduais. Já para a Câmara Federal, o trabalho está voltado para a eleição de dois a três deputados federais, entre eles, Waldemar Oliveira, que busca a reeleição.

“Para quem duvidou, o Avante segue firme e forte rumo às eleições de outubro. Nosso trabalho é realizado com seriedade e comprometimento com Pernambuco e com os pernambucanos. Tenho a certeza de que nosso time sairá fortalecido das urnas. O Avante dará apoio irrestrito a Túlio Gadelha, que já possui um legado de importantes serviços prestados a Pernambuco”, Sebastião Oliveira, pré-candidato a deputado estadual.

Nunes Marques viajou a Maceió em voo pago por advogada do Master

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques viajou de Brasília a Maceió, em novembro de 2025, em um voo particular pago por uma advogada que atua para o Banco Master. A informação foi revelada pelo jornalistas Gustavo Cortês, Aguirre Talento e Vinícius Valfré, do Estadão, e confirmada pelo gabinete do ministro.

Segundo o gabinete, o convite partiu da advogada Camilla Ewerton Ramos, que também ficou responsável pelo pagamento do voo e pela organização da viagem. Ela é casada com o juiz federal Newton Ramos, ex-colega de Nunes Marques no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). As informações são do Poder360.

A aeronave utilizada é operada pela Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços, ligada à Prime You, que administra bens de Daniel Vorcaro. A advogada atua em processos para o Banco Master no STJ.

Em nota, o gabinete do ministro afirmou que a viagem ocorreu a convite da advogada, que custeou o deslocamento e convidou outros casais de amigos para o evento.

Leia a íntegra da nota do gabinete do ministro Nunes Marques:

“Nota gabinete ministro Nunes Marques:

No dia 14/11/25, o Ministro Nunes Marques e a esposa viajaram para festa de aniversário de Camila, casada com o desembargador Newton Ramos, que foi colega do Ministro no TRF1. Camila convidou o Ministro e outros casais de amigos e ficou responsável pelo voo e detalhes da viagem.”

Trump vira sujeito oculto da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro Artigo, Brasil 05/04/2026 15:30

Por Josias de Souza
Do UOL

Protagonistas da polarização que que dá à sucessão de 2026 uma aparência de tira-teima de 2022, Lula e Flávio Bolsonaro transformaram Donald Trump em sujeito oculto da campanha presidencial brasileira.

Coube ao filho de Bolsonaro o primeiro movimento. Discursando numa conferência conservadora de viés trumpista, no Texas, Flávio dirigiu um “apelo” aos Estados Unidos no último final de semana: “Observem a eleição do Brasil com enorme atenção”, disse Flávio. “Aprendam e entendam nosso processo. Monitorem a liberdade de expressão do nosso povo. E apliquem ‘pressão diplomática’ para que nossas instituições funcionem adequadamente”.

Na última quarta-feira, documento divulgado pela Casa Branca retomou uma pregação iniciada no ano passado contra o Pix. Anotou que o sistema brasileiro de pagamento eletrônico instantâneo “distorce o comércio internacional”, prejudicando os negócios da Visa e do Mastercard, gigantes norte-americanas do mercado de cartões de crédito.

Um dia depois, de passagem por Salvador, Lula reeditou a retórica da defesa da soberania, que havia ensaiado no ano passado. Orientado pelo ministro do marketing do Planalto, Sidônio Palmeira, Lula disse que “o Pix é do Brasil” e “ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”.

Ulysses Guimarães, uma das mais felpudas raposas da política brasileira no século passado, dizia que “o Itamaraty só dá ou tira voto no Burundi”, uma minúscula república africana. Flávio Bolsonaro e Lula, protagonistas de uma batalha que se prenuncia como acirrada e que definirá os rumos da política no Brasil no século 21, testam na prática a eficácia do ensinamento de Ulysses.

Tiroteio leva pânico a banhistas em Porto de Galinhas e polícia confirma três prisões

Três homens foram presos na tarde de ontem (4), suspeitos de tráfico de drogas na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. A ação foi registrada por volta das 13h e, segundo testemunhas, houve tiros, correria e pânico entre turistas e moradores durante a abordagem policial.

Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), por meio do 18º BPM, informou que recebeu denúncias de tráfico de entorpecentes no acesso à faixa de areia da praia. Ao chegarem ao local, os policiais identificaram quatro homens em atitude suspeita, que tentaram fugir. Três foram alcançados, mas o quarto conseguiu escapar. Durante a abordagem, segundo a PMPE, houve resistência por parte dos suspeitos, com luta corporal contra os policiais. Um dos militares sofreu escoriações e torção em membro inferior após ser empurrado. As informações são do Jornal do Commercio.

Ainda de acordo com a PMPE, populares tentaram intervir, arremessando objetos e tentando impedir a ação policial, inclusive com tentativa de retirada dos detidos e subtração de armamento.

Disparos teriam partido dos policiais

Testemunhas afirmaram que os tiros teriam sido disparados pelos policiais. Em nota, a corporação informou que houve uso de força proporcional e de agente químico para dispersão e que não há registro de feridos.

Ao todo, foram apreendidas 45 porções de substância análoga à maconha. Os envolvidos, juntamente com o material, foram encaminhados à delegacia para a adoção das medidas cabíveis.

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou, por meio da 43ª Delegacia de Porto de Galinhas, que autuou em flagrante três homens, de 19, 24 e 28 anos, por tráfico de drogas. “Após os procedimentos administrativos, os suspeitos foram encaminhados à audiência de custódia, onde permanecem à disposição da Justiça”.

Calderano derrota francês e fica a 2 vitórias do bi na Copa do Mundo

Hugo Calderano - tênis de mesa - mesatenista - 2026

Número 3 do mundo, o mesatenista brasileiro Hugo Calderano cravou a quarta vitória seguida na Copa do Mundo de Macau e assegurou, antecipadamente, a medalha de bronze. Atual campeão do torneio, o carioca de 29 anos avançou às semifinais neste sábado (4), ao derrotar o francês Alexis Lebrun (14º no ranking mundial) por 4 sets a 0 (parciais de 11/8, 11/7, 11/9 e 11/8).

O próximo confronto será às 2h15 (horário de Brasília) deste domingo (5). A semifinal será uma reedição da decisão do título do ano passado, vencida pelo brasileiro. Novamente, Calderano terá pela frente o número 1 do mundo, o chinês Wang Chuqin.

Quem ganhar disputará o título contra o vencedor da outra semi, entre Lin Yu-Ju (Taiwan) e Matsushima Sora (Japão), também no domingo (5).

A Copa de Macau começou na última segunda (30) com 48 atletas em cada gênero). Na disputa masculina, além de Calderano e de Wang Chuquin, o torneio contou com também com outros favoritos ao título que ficaram pelo caminho, como sueco Truls Moregard (vice-líder do ranking), o japonês Tomokazu Harimoto (4º) e o francês Felix Lebrun (6º) – irmão mais velho de Alexis.

Na última sexta (3), a paulista Bruna Takahashi (21ª no ranking) deu adeus a Macau ao perder para a japonesa Honoka Hashimoto (13ª), por 4 sets a 1 (11/6, 11/4, 11/3, 10/12 e 11/4) nas nas oitavas de final da chave de simples feminina.

“Estamos nos tornando indiferentes à violência”, alerta Papa Leão XIV

**NO LIBRI** Italy, Rome, Vatican, 2026/4/5 Pope Leo XIV delivers the Urbi et Orbi blessing - Latin for

Pela primeira vez desde que se tornou representante máximo da Igreja Católica, o papa Leão XIV presidiu a missa do Domingo de Páscoa, na Praça São Pedro, no Vaticano. Dirigindo-se a milhares de fiéis em todo o mundo, ele encorajou os líderes mundiais a se desarmarem e a buscarem o diálogo para encerrar os conflitos bélicos. 

“Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”, disse Leão XIV, neste domingo (5).

O líder religioso criticou a falta de sensibilidade e a apatia diante do sofrimento alheio.

“Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos”.

Há uma “globalização da indiferença” cada vez mais acentuada, para retomar uma expressão cara ao papa Francisco. “Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”, ponderou o líder católico.

Leão XIV citou o exemplo de Cristo para defender o diálogo e a cooperação como forma de superar o ciclo de ódio que gera e perpetua guerras e conflitos.

“Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respeitosas em todos os níveis: entre as pessoas, famílias, grupos sociais e nações. Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para o conceber e o concretizar em conjunto com os outros”, acrescentou o papa;

Ele lembrou que, para os cristãos, a Páscoa representa “uma vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”.

“Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar; uma promessa que nos custa acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora”, disse o papa, insistindo na crítica à indiferença. “Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar, mas não podemos continuar indiferentes! Não podemos resignar-nos ao mal!”

Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas assistiram, na Praça São Pedro, à celebração litúrgica deste domingo, concluída com o papa apelando a todos que “façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”. “Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós.”