
O câncer de mama ainda é mais frequente após os 50 anos, mas o aumento de diagnósticos em mulheres jovens preocupa especialistas. Dados da Sociedade Brasileira de Mastologia mostram que a faixa dos 30 aos 49 anos concentrou 117.984 casos entre 2015 e 2022, o equivalente a 30,5% dos registros analisados.
Segundo a médica radiologista Beatriz Maranhão, não existe uma causa única para esse crescimento. O cenário é multifatorial e pode estar relacionado à primeira gestação mais tardia, ao menor número de filhos, sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool, exposição hormonal e predisposição hereditária, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. A ampliação do acesso aos exames também favorece a identificação dos casos.
“Embora a idade seja um dos principais fatores de risco, mulheres jovens não estão livres da doença. Histórico familiar e casos de câncer de mama ou de ovário na família exigem avaliação individualizada”, explica. Em pacientes jovens, alguns tumores podem ser mais agressivos e descobertos tardiamente porque a possibilidade de câncer nem sempre é considerada no início. Nódulo persistente, retração da pele ou do mamilo, alteração no formato da mama e secreção espontânea devem ser investigados.
“O mais importante é conhecer o próprio corpo e procurar atendimento diante de qualquer alteração. Mulheres com risco aumentado devem discutir com o médico quando iniciar e quais exames realizar. O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de cura e permite tratamentos menos agressivos”, reforça Beatriz Maranhão.
Fonte: Radiologista Dra. Beatriz Maranhão
– Membro da Comissão Nacional de Mamografia, da Comissão Científica e da Diretoria do Colégio Brasileiro de Radiologia.
– Diretora da Sociedade de Radiologia de Pernambuco.
– Co-fundadora do WEEM e do Instituto Por Elas.
– Líder em Imagem Mamária na Rede Américas – HSJ
– Head de Mama do Lucilo Maranhão Diagnósticos, da MEDERE e do Hospital Santa Joana – PE.
– Preceptora do IMIP – PE
