Maurício Rands defende escala 5×2 e critica políticos que “driblam” direitos dos trabalhadores

O candidato a deputado federal pelo Avante nas eleições 2026, Maurício Rands, voltou a defender a redução da jornada de trabalho e a adoção da escala 5×2. Em declaração durante a campanha, ele lembrou sua trajetória como advogado de sindicatos de trabalhadores e afirmou que a luta pelas 40 horas semanais vem desde a Assembleia Constituinte.

Rands também criticou políticos que, segundo ele, adotam o discurso de defesa dos trabalhadores durante a campanha, mas mudam de postura quando chega o momento de votar projetos relacionados ao tema. Para o candidato, há uma distância entre a promessa eleitoral e a prática no Legislativo.

“Eu vi o cara chegar na campanha e dizer: vou defender o direito dos trabalhadores. Aí, tá bom, então volta aqui no meu projeto de lei. Aí o cara: não, isso aí”, afirmou Rands, ao relatar situações que considera incoerentes.

Na avaliação do candidato, alguns parlamentares chegam a evitar comissões e votações para não se comprometer. A defesa da escala 5×2, portanto, aparece como uma das bandeiras que Rands pretende levar novamente ao debate eleitoral, cobrando coerência entre o discurso de campanha e o voto no Congresso.

Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar

Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os mais recentes resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referente ao ano de 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aplicado a cada três anos pela entidade, o Pisa avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.

Com os resultados de 2025, que se mantiveram estáveis em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nesta mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.

A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em Matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em Ciências (36 pontos).

O estudo do ano passado envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do Ensino Médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados. Foi em ciências, aliás, que a nota do Brasil mais evoluiu na comparação com o ciclo anterior de avaliação (2022), saltando de 403 para 409 pontos.

O Pisa 2025 também aponta melhor recuperação do Brasil após a pandemia de covid-19 do que a média da OCDE. Entre 2018 e 2025, o país recuperou e superou o desempenho pré-pandemia em ciências e registrou perdas menores que a média da OCDE em Leitura e Matemática. No Brasil, a avaliação é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Ferramentas computacionais

O ano de 2025 marca o nono ciclo da avaliação do Pisa desde seu lançamento, em 2000, ano em que o Brasil aderiu ao programa, participando de todas as avaliações desde então. Nesta edição, como é praxe, o Pisa introduziu um novo domínio. A dimensão escolhida foi “Aprendizagem no Mundo Digital”, que envolveu dois atributos: a Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada.

A pandemia revelou a desigualdade de acesso à internet
A pandemia revelou a desigualdade de acesso à internet – Caminhos da Reportagem/TV Brasil

Na divulgação do primeiro volume de resultados, a OCDE disponibilizou as médias e os níveis de proficiência no atributo de RPFC. Já os resultados sobre o construto de Processos de Aprendizagem Autorregulada serão disponibilizados em 2027.

Em RPFC, o Brasil ficou com 406 pontos, abaixo da média da OCDE (500). Entre os 19 países selecionados, a Coreia do Sul apresentou a maior média (538), enquanto o Paraguai apresentou a menor (352).

Celulares nas escolas

Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo sobre o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%).

Brasília (DF) 05/08/2026 - Pessoa ouve áudio no celular na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
 Celular nas escolas –  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais. “O resultado também reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares na educação básica em todo o país”, observou a pasta, em nota.

No relatório anterior, de 2022, a OCDE havia apontado que o uso excessivo de dispositivo digital afeta desempenho de alunos em todos os países analisados.

Curiosidade e perseverança

Em 2025, 72% dos estudantes brasileiros afirmaram ter interesse por diversos assuntos, ao passo que 59% disseram se esforçar mais diante de desafios. Ao mesmo tempo, caiu para 16% a parcela que considera a escola uma perda de tempo, percentual significativamente inferior à média da OCDE (24%) e 6,9 pontos menor que em 2022.

Os dados também mostram que a valorização da escola faz diferença na aprendizagem. No Brasil, estudantes que reconhecem o valor da educação e rejeitam a ideia de que a escola é uma perda de tempo obtêm, em média, 35 pontos a mais em ciências do que seus colegas, impacto superior ao observado na média da OCDE (27 pontos).

Meio ambiente

Resultados do Pisa 2025 mostram também que os estudantes brasileiros estão entre os mais engajados com as questões ambientais. No Brasil, 84% acreditam que podem gerar impactos positivos para o meio ambiente, 87% confiam na força da  ação coletiva para enfrentar desafios ambientais e 77% afirmam saber trabalhar em grupo para promover mudanças positivas. São percentuais superiores aos observados na média da OCDE, destacou o MEC.

Entenda o Pisa

Coordenado pela OCDE, o Pisa é uma avaliação internacional aplicada a cada três anos a estudantes de 15 anos. É considerado o maior estudo sobre educação no mundo e avalia até que ponto os estudantes dessa idade, próximos ao que se considera o final da escolaridade obrigatória na maioria dos países (equivalente ao Ensino Médio), adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para plena participação na vida social e econômica.

O exame procura medir a capacidade dos jovens de aplicar conhecimentos de matemática, leitura e ciências em situações da vida real e permite comparar o desempenho dos sistemas educacionais de diferentes países. A cada edição, uma dessas três áreas recebe maior ênfase. No Pisa 2025, o foco principal foi ciências, além da introdução de uma avaliação de língua estrangeira e de um novo domínio sobre aprendizagem no mundo digital.

No Brasil, a aplicação é coordenada pelo Inep, que seleciona as escolas participantes, organiza a aplicação e analisa os dados. O Brasil participa do Pisa desde 2000. O exame é amostral e não corresponde a uma prova aplicada a todos os estudantes de 15 anos. O ciclo mais recente foi realizado em 2025, depois de o calendário ter sido alterado pela pandemia de covid-19: a edição prevista para 2021 foi realizada em 2022, e a que estava prevista para 2024 foi transferida para 2025.

A OCDE é uma organização internacional que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. O Brasil, embora não seja membro, participa de programas da entidade, como o Pisa. Em 2022, o país recebeu o convite formal para iniciar o processo de adesão, mas a entrada depende do cumprimento de uma série de requisitos e da aprovação dos países membros.

Após frente fria, temperaturas voltam a subir nesta terça-feira (8)

Brasília, DF 30/08/2026 - Brasília enfrenta onda de calor, tendo o dia mais quente do ano. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Após a passagem de uma forte frente fria para esta época do ano, que derrubou as temperaturas e provocaram instabilidades no fim de semana e no feriado, a terça-feira (8) será marcada pela elevação gradual dos termômetros no Centro-Oeste e pela redistribuição das chuvas pelas demais regiões do país.Centro-Oeste

No Centro-Oeste, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pancadas de chuva com trovoadas isoladas ainda estão previstas para o norte, leste e sudeste de Mato Grosso, além de grande parte de Goiás. No Distrito Federal e nas demais áreas do MT ocorrem chuvas isoladas.

Após o frio do feriadão, as temperaturas entram em elevação na região. A mínima será de 17 °C em Campo Grande (MS) e a máxima chega a 35 °C em Cuiabá (MT). A temperatura segue amena no Distrito Federal, com máxima de 27 °C em Brasília.

Sul

Em grande parte da Região Sul será mais um dia de sol e poucas nuvens, com o frio começando a diminuir. No Paraná, a nebulosidade aumenta. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o predomínio será de poucas nuvens e temperaturas baixas.

Há previsão de geada durante a madrugada e ao amanhecer no centro-leste do Rio Grande do Sul e nas serras de Santa Catarina. Entre as capitais, a mínima será de 8 °C em Curitiba (PR) e a máxima de 22 °C em Porto Alegre (RS).

Sudeste

A volta do feriadão no Sudeste terá pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Triângulo Mineiro. Chuvas isoladas ocorrem no centro-norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Nas demais áreas da região, o céu fica com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada.

O frio começa a diminuir no Sudeste. Entre as capitais, a mínima será de 11 °C em São Paulo. As máximas voltam a superar a marca dos 20 °C em todas as capitais, chegando a 25 °C no Rio de Janeiro (RJ).

Norte

No Norte, a terça-feira segue com instabilidades sobre grande parte dos estados do Amazonas, Tocantins e no sudeste do Pará, onde ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas. Há possibilidade de chuvas isoladas em outras localidades e tempo com muitas nuvens no norte do Pará e no Amapá. Em relação às temperaturas, a mínima será de 20 °C em Rio Branco (AC), e a máxima, de 36 °C em Rio Branco, Manaus (AM) e Palmas (TO).

Nordeste

Já no Nordeste, as condições para pancadas de chuva isoladas persistem sobre o centro-sul e oeste da Bahia, no sul e noroeste do Maranhão. Também há possibilidade de chuvas isoladas no centro-sul do Piauí e do Maranhão e na faixa litorânea da região Nordeste. Nas demais áreas, o dia terá muitas nuvens, mas sem chuva.

Entre as capitais, a temperatura mínima será de 23 °C em Aracaju (SE) e Maceió (AL), e a máxima chega a 33 °C em São Luís (MA) e 39 °C em Teresina (PI).

Fachin aguarda explicações de ministros para decidir sobre crise

Brasília -Presidente do CNJ Ministro Edson Fachin. Fotos: G. Dettmar/ CNJ

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.

No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.

Antes de decidir, porém, Fachin deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.

Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.

No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.

O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.

Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.

O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados.

Quaest: pesquisa mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 2º turno

Do jornal O Globo

Divulgada nesta segunda-feira, a nova pesquisa Quaest, contratada pelo jornal O Globo e a TV Globo, mostra um empate entre os dois principais candidatos na corrida pela Presidência da República em um eventual segundo turno. Nele, tanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm 41% das intenções de voto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Nesse cenário, 13% são classificados como brancos, nulos ou não vão votar. Outros 5% são indecisos.

Esse é o primeiro empate numérico entre os dois candidatos desde março de 2026. A última pesquisa da Quaest já mostrava empate técnico entre os dois candidatos, com Lula marcando 42% contra 41% do senador fluminense. Os levantamentos anteriores do instituto já indicavam uma progressiva redução da distância entre o petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 26 de julho, a distância entre os dois chegou a oito pontos percentuais, com o atual presidente tendo 45% das intenções de voto contra 37% do adversário.

No primeiro turno projetado pela Quaest, Lula aparece com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 29%. No terceiro lugar, está Augusto Cury (Avante), com 8%. Já Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Goiás marca 38%, e o petista 41%. Outros 17% são brancos e nulos, enquanto 4%, indecisos. No cenário em que Cury chega ao segundo turno, o escritor tem 35% das intenções de voto. Já o petista marca 39%, e o número de brancos e nulos chega a 21%.

Em uma disputa entre Lula e Romeu Zema, a Quaest projeta que o petista alcance 44% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Minas Gerais fica com 33%. Já em um segundo turno entre o atual presidente e Renan Santos, Lula tem 42%, e o adversário, 37%.

Essa é a primeira pesquisa do instituto totalmente feita após a crise entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) escalar com o pedido de Alexandre de Moraes para investigar André Mendonça.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-01720/2026.

Faltam 26 dias: confira os principais prazos da prestação de contas eleitoral

Identidade visual da contagem regressiva para as eleições 2026

Candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações devem prestar contas das Eleições 2026 por meio do novo sistema da Justiça Eleitoral, o Conta+JE. O envio deve observar os prazos e as regras estabelecidos na resolução que regulamenta a prestação de contas eleitoral.

Principais datas e prazos

Desde 20 de julho, partidos políticos e candidaturas devem enviar à Justiça Eleitoral informações sobre os recursos financeiros recebidos para o financiamento das campanhas.

Entre 9 e 13 de setembro, deverá ser enviada a prestação de contas parcial pelo sistema Conta+JE. O documento deve registrar a movimentação financeira e os recursos estimáveis em dinheiro recebidos ou utilizados desde o início da campanha até 8 de setembro de 2026.

As prestações de contas referentes ao 1º turno deverão ser encaminhadas entre 5 de outubro e 3 de novembro. No caso de eventual 2º turno, o prazo para envio será de 26 de outubro a 14 de novembro.

Todas as datas relevantes das Eleições 2026 podem ser consultadas no calendário eleitoral, na versão em linha do tempo, e na Resolução nº 23.760/2026.

O que pode acontecer em caso de descumprimento

A não apresentação ou a rejeição da prestação de contas pode trazer consequências para candidaturas e partidos. Entre elas, estão a impossibilidade de obter a quitação eleitoral, o que pode impedir candidaturas futuras, a devolução de recursos ao erário, a aplicação de multas e a suspensão de repasses do Fundo Partidário.

Em situações graves, o candidato também pode ficar sujeito à inelegibilidade, conforme as circunstâncias e as decisões da Justiça Eleitoral.

Onde consultar as contas eleitorais

O portal Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, conhecido como DivulgaCandContas, já está atualizado para as Eleições 2026.

A plataforma permite consultar informações detalhadas sobre atas de convenções partidárias, pedidos de registro de candidatura apresentados à Justiça Eleitoral e contas eleitorais de candidatas, candidatos e partidos políticos.

Conta+JE facilita o envio de informações

Uma das novidades das Eleições 2026 é a adoção do Conta+JE, sistema desenvolvido para tornar o processo de prestação de contas mais simples e totalmente digital. Com a nova ferramenta, deixa de ser necessária a entrega de mídias físicas à Justiça Eleitoral.

O sistema também se conecta a outras bases e aplicações utilizadas pela Justiça Eleitoral, como o Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP), o CAND e os dados da Receita Federal. Essa integração permite o preenchimento automático de informações relacionadas a partidos, candidaturas, doadores e fornecedores, reduzindo a necessidade de inserção manual de dados.

Luisa Stefani vai às quartas de final nas duplas femininas do US Open

Nova Iorque, 07/09/2026 - Luisa Stefani vai às quartas de final nas duplas femininas do US Open de Tenis. Foto: Mike Lawrence/USTA
A paulista Luisa Stefani está nas quartas de final do torneio de duplas do US Open.

Nesta segunda-feira (7), a parceria entre a brasileira, número 4 do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), e a canadense Gabriela Dabrowski (3ª) venceu a da japonesa Eri Hozumi (68ª) com a eslovena Andreja Klepac (66ª) por 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/3.

“Eu daria uma nota 9 na escala até 10 [pela atuação]. Sempre há espaço para melhora. Temos um grande time por trás, com muito trabalho, e dou a eles grande crédito pelos resultados que estamos tendo”, disse Luisa, em comunicado à imprensa.

As adversárias da dupla serão conhecidas na noite desta segunda, no confronto das chinesas Jiang Xinyu (32ª) e Zhang Shuai (7ª) contra a japonesa Miyo Kato (43ª) e a taiwanesa Fang-Hsien Wu (60ª). O jogo pelas quartas ainda será marcado pela organização do evento, que ocorre em Nova York (Estados Unidos).

Se avançarem, Luisa e Dabrowski repetem o feito dos outros três Grand Slams (como são conhecidos os quatro maiores torneios do tênis mundial) do ano, quando chegaram, ao menos, às semifinais.

A paulista busca o primeiro título deste tipo de competição na carreira em disputas femininas. Nas duplas mistas, ela foi campeã do Aberto da Austrália de 2023, tendo o gaúcho Rafael Matos como parceiro.

Em 2026, a parceria conquistou três títulos em etapas do circuito mundial da WTA, disputadas em Dubai (Emirados Árabes Unidos), Estrasburgo (França) e Eastbourne (Inglaterra).

Nos Grand Slams, o melhor desempenho foi em Wimbledon, na capital inglesa Londres, quando ficam com o vice.

Duplas masculinas
No último domingo (6), Marcelo Melo se despediu do torneio de duplas masculinas do US Open. O mineiro, 56º do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), atuou com o australiano John Peers (76ª).

Em duelo pela segunda fase, eles perderam para os norte-americanos Brandon Carpico (1103º) e Nikita Samuel Filin (739º) por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 7/6 (7-0) e 6/4.

“Era uma dupla perigosa, são praticamente os primeiros do College [universitário] nos Estados Unidos, sabem jogar dupla, são rápidos. Fizemos um belo primeiro set e depois jogamos bem, mas faltou dar um click assim de alguns pontos na sequência para poder passar na frente e dominar o jogo”, resumiu Marcelo, via assessoria de imprensa.

Em reunião com empresários em São Caetano, Raquel reforça compromisso com as obras da duplicação da BR-232 para o desenvolvimento do Estado

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), reforçou, em agenda, nesta segunda-feira (7), com empresários em São Caetano, no Agreste, o compromisso com a execução da duplicação da BR-232, que já conta com as obras do trecho entre o município e Belo Jardim em ritmo acelerado, para o desenvolvimento de Pernambuco, principalmente do interior. Ao lado do candidato ao Senado na sua chapa e deputado federal, Túlio Gadêlha (PSD), Raquel fez um balanço do forte investimento na recuperação de estradas.

“Recuperamos mais de 1.600 quilômetros de estradas. Já são R$ 7 bilhões entre obras executadas, em execução, em projeto e em licitação. A duplicação da BR-232 é um sonho antigo dos pernambucanos. O trecho entre São Caetano até Belo Jardim já está em obras. Serão 28 quilômetros de extensão, com R$ 236 milhões de investimentos já garantidos. Estamos em ritmo acelerado para entregar essa demanda tão aguardada, levando mais desenvolvimento para nosso interior”, disse a candidata da Coligação Pernambuco de Coração.

Presente na reunião, o empresário do ramo de móveis e colchões, conhecido como Narcizo Colchões, ressaltou a importância da duplicação da rodovia na atração de indústrias e na geração de emprego e renda na região, além de pontuar que desde a gestão do ex-governador Jarbas Vasconcelos o Agreste não recebia investimento na infraestrutura viária.

“A nossa governadora Raquel Lyra tem um ponto muito positivo em ver esse desenvolvimento, que é essa duplicação da BR-232. Desde a época de Jarbas Vasconcelos que não tem investimento aqui. E agora, a nossa governadora Raquel vem com esse investimento, essa duplicação da BR-232, que vai trazer muita indústria, emprego e renda para essa região”, afirmou o empresário.

Quando assumiu o Governo do Estado, em 2023, Raquel encontrou um cenário de completo abandono da BR-232, toda esburacada, pondo em risco quem trafegava por ela e comprometendo a fluidez do trânsito da principal ligação entre a Região Metropolitana do Recife (RMR) e o Agreste, além de aumentar o custo da logística das empresas, impactando a economia. A triplicação da rota de entrada e saída do Recife estava paralisada. Na gestão da governadora e candidata à reeleição, a triplicação do trecho inicial foi concluída, com investimento de R$ 195 milhões.

Hoje há uma manutenção permanente da BR-232, melhorando e recuperando o trecho entre Recife e São Caetano, cuja responsabilidade é do Governo de Pernambuco. A duplicação dos 28,8 quilômetros entre São Caetano e Belo Jardim conta com R$ 236 milhões custeados integralmente pelo Governo do Estado. A gestão estadual também entregou ao Governo Federal o projeto próprio para duplicar a rodovia até Serra Talhada, no Sertão, outro sonho antigo. No seu plano de governo, Raquel propõe viabilizar, junto com a gestão federal, a duplicação até Serra Talhada e levar a duplicação da BR-423 de São Caetano até Garanhuns, alavancando ainda mais a economia do Agreste.

Acompanharam Raquel na agenda o deputado estadual e candidato à reeleição, Edson Vieira; a candidata a deputada estadual, Professora Ana Lúcia, e o candidato a deputado federal, Jerlandy Macedo.

Eleições 2026: Ambiente Inóspito e Hostil para a Participação Feminina

Por João Américo de Freitas

A matemática eleitoral brasileira escancara uma hipocrisia que a legislação, sozinha, tem se mostrado incapaz de resolver. Em uma análise dos dados fornecidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no seu Portal de Dados Abertos, verificamos que as eleições de 2026 escancaram um problema histórico, participação das mulheres no processo político eleitoral na condição de serem votadas, ou seja, o problema estrutural de representação.

As mulheres representam a maioria absoluta, somando 52,81% do eleitorado nacional, o que equivale a 83,8 milhões de eleitoras. No entanto, quando os holofotes se voltam para o topo do poder Executivo estadual, elas encolhem para ínfimos 16,7% das candidaturas aos governos, totalizando apenas 25 mulheres entre 150 postulantes.

O abismo entre quem vota e quem tem o direito real de ser votada revela que a política, historicamente, continua sendo um ambiente inóspito e hostil para a participação feminina.

A ausência é tão gritante que em nove das 27 unidades da federação não há sequer uma mulher disputando o governo estadual. Esse apagão feminino perpassa diversas ideologias, com legendas como PT, Republicanos, PSB e Novo não apresentando nenhuma candidata na cabeça de chapa no levantamento dos dados do TSE.

O problema central é que a estrutura partidária opera, na prática, como um clube fechado.

Os partidos políticos, dominados por homens, que tomam todas as decisões olhando exclusivamente para as suas próprias necessidades e interesses. Isso significa que, mesmo com a existência de mecanismos legais que estabelecem a cota mínima de 30% de candidaturas de cada gênero nas disputas proporcionais, falta um compromisso genuíno com a inclusão.

As mulheres esbarram na falta de distribuição real de oportunidades e recursos, tornando necessário que os investimentos formem quadros a longo prazo para que elas não dependam de vínculos familiares com políticos para chegar aos espaços de poder.

Essa barreira estrutural afeta até mesmo a renovação geracional, que deveria ser o motor natural da mudança.

Após três eleições consecutivas de avanços na diversidade e aproximação da paridade de gênero, o cenário de candidaturas de jovens até 29 anos ao Legislativo sofreu um revés, com as mulheres representando apenas 40,5% dos concorrentes. O recorte racial torna esse freio de arrumação ainda mais cruel: a participação de candidatas jovens e negras despencou de 28,7% para 21,3%, enquanto os homens brancos voltaram a ser o maior grupo, saltando de 26,2% para 30,8%.

Esse desequilíbrio recente é impulsionado, em parte, pelo forte ingresso de novas legendas na disputa, como o partido Missão, cujos candidatos jovens registrados no Tribunal Superior Eleitoral são esmagadoramente homens, somando 70,8%.

João Américo de Freitas é advogado e analista político

Os dados do TSE provam de forma incontestável que a caneta do legislador não é suficiente para mudar a realidade do balcão de negócios das urnas.

Não precisamos apenas de mais imposições legais que obriguem o sistema a reservar um espaço protocolar na prateleira eleitoral para as mulheres. O que o Brasil necessita urgentemente é de estímulos reais, financiamento justo e a desconstrução do machismo institucionalizado. A verdadeira paridade não nascerá de uma cota preenchida a contragosto, mas da construção inadiável de uma cultura política que finalmente viabilize e respeite a mulher como protagonista plena das decisões do país.

Zé Queiroz participa do desfile de Sete de Setembro em Caruaru e destaca importância da participação política

Mantendo a tradição de acompanhar as comemorações do Sete de Setembro em Caruaru, o candidato a deputado estadual Zé Queiroz (MDB) participou, nesta segunda-feira (7), do desfile cívico realizado na cidade. Durante o evento, o ex-prefeito circulou entre o público, recebeu cumprimentos e atendeu aos pedidos de fotos de eleitores.

A participação no desfile também foi acompanhada de uma mensagem publicada por Zé Queiroz nas redes sociais. O candidato aproveitou a celebração da Independência do Brasil para fazer uma reflexão sobre liberdade, democracia e a importância da participação política na construção do futuro.

“Independência de verdade é ter liberdade para escolher o futuro que a gente quer construir. É poder acreditar que a política pode melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

Quatro vezes prefeito de Caruaru e com cinco mandatos exercidos na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Zé Queiroz destacou a experiência acumulada na vida pública e reafirmou o compromisso de continuar trabalhando pelo município e pelo Estado.

“Tenho uma história construída com trabalho, experiência e compromisso por Caruaru e por Pernambuco. Sei dos desafios que o nosso Estado enfrenta. Sei que ainda temos muito a fazer. E é por isso que sigo nessa caminhada, para trabalhar, lutar e ajudar Pernambuco a avançar”, declarou.