Cesta básica pesa no bolso: custo consome 48,3% do salário mínimo no Grande Recife e preços variam mais de 200%

O Procon Pernambuco divulgou o levantamento da cesta básica referente ao mês de outubro de 2026, revelando um novo aumento no custo de vida para os moradores da Região Metropolitana do Recife. A pesquisa, realizada em 26 estabelecimentos comerciais distribuídos entre Recife (14), Camaragibe (3), Jaboatão dos Guararapes (3), Olinda (3) e Paulista (3), aponta que o conjunto de produtos essenciais atingiu o valor médio de R$ 784,18. O montante representa uma elevação de 1,09% em relação a setembro, quando a cesta custava R$ 775,74, gerando um acréscimo de R$ 8,44 no orçamento das famílias. Com este reajuste, a compra dos 27 itens pesquisados passa a comprometer 48,38% do salário mínimo atual, fixado em R$ 1.621,00.

No segmento de alimentação, os dados apontam oscilações significativas, no preço médio analisado, entre os itens. A cebola liderou o ranking de aumentos no mês, com expressiva alta de 21,95%, fazendo o quilograma subir de R$ 7,29 para R$ 8,83. O pacote de 500 gramas de fubá registrou acréscimo de 4,07%, passando de R$ 1,69 para R$ 1,76, enquanto o quilograma da charque de segunda subiu 4,02%, saltando de R$ 47,88 para R$ 49,80. Em contrapartida, alguns gêneros alimentícios registraram redução de preço, com destaque para a batata inglesa, que teve queda de 13,09% no quilo, reduzindo de R$ 8,20 para R$ 7,13. O quilograma da banana (prata ou pacovan) diminuiu 6,84%, caindo de R$ 4,91 para R$ 4,57, e a farinha de mandioca torrada apresentou recuo de 5,91%, passando de R$ 4,97 para R$ 4,68.

O setor de higiene pessoal apresentou reajuste em todos os itens pesquisados pelo órgão de fiscalização durante o mês de outubro. A maior variação média foi registrada no sabonete em unidade, que subiu 13,34%, passando de R$ 2,13 para R$ 2,42. O pacote de absorvente higiênico com 8 unidades teve aumento de 10,72%, alterando seu preço de R$ 4,03 para R$ 4,46. O creme dental (tubo de 70g a 90g) encareceu 8,44%, subindo de R$ 3,00 para R$ 3,25, enquanto o pacote de papel higiênico registrou alta de 7,36%, elevando-se de R$ 4,86 para R$ 5,21. Já na categoria de limpeza doméstica, o comportamento dos preços foi misto: o pacote de 500 gramas de sabão em pó teve elevação de 5,99%, subindo de R$ 2,89 para R$ 3,06, ao passo que a água sanitária apresentou redução de 3,09%, caindo de R$ 2,46 para R$ 2,38.

Além do acompanhamento dos valores médios, a pesquisa do Procon-PE evidenciou amplas discrepâncias de preços para produtos idênticos entre os diferentes supermercados visitados na RMR, reforçando a importância da pesquisa antes da compra. No setor de higiene pessoal, foram encontradas as maiores variações percentuais da amostragem: o pacote com 8 unidades de absorvente higiênico oscilou entre R$ 2,39 e R$ 7,99 (diferença de 234,31%), o papel higiênico com 4 unidades variou entre R$ 2,85 e R$ 9,49 (variação de 232,98%), e o creme dental foi encontrado de R$ 1,99 até R$ 5,99 (diferença de 201,01%).

No segmento alimentício, as oscilações também se mantiveram elevadas entre os estabelecimentos. O pacote de 500 gramas de fubá de milho apresentou variação de 204,24%, sendo vendido desde R$ 1,18 até R$ 3,59. O pacote de 400 gramas de macarrão espaguete foi localizado por valores entre R$ 1,89 e R$ 5,59 (variação de 195,77%), enquanto o quilograma do alho registrou diferença de 191,25%, variando de R$ 18,85 a R$ 54,90. Por fim, os materiais de limpeza doméstica mantiveram a tendência de dispersão de valores: o sabão em pó de 500 gramas apresentou oscilação de 175,17%, variando de R$ 1,45 a R$ 3,99, e o pacote de sabão em barra com 5 unidades oscilou 101,29%, sendo encontrado entre R$ 6,25 e R$ 13,99.