Pesquisa em Pernambuco da CNN mostra disputa acirrada, mas João Campos numericamente à frente de Raquel: 45%x43%

Na disputa pelo governo de Pernambuco, levantamento realizado pelo Real Time Big Data mostra um cenário de equilíbrio entre os principais candidatos. Segundo a pesquisa, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparece com 45% das intenções de voto, enquanto a atual governadora Raquel Lyra (PSD) registra 43%.  .

Esse é o primeiro levantamento com o ex-prefeito de Recife, numericamente à frente, mesmo numa disputa que aponta empate técnico, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Outros nomes também foram citados: Ivan Moraes (PSOL) e Renan (Missão) têm 2% cada, enquanto Guilherme Fonseca (PSTU), Professora Camila (UP) e Victor Assis (PCO) somam juntos 1%, aparecendo na categoria “outros”. Votos brancos e nulos representam 4%, e 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Em um eventual segundo turno, o cenário permanece o mesmo: João Campos aparece com 46%, contra 45% de Raquel Lyra. Brancos e nulos somam 4%, e 5% não souberam ou não responderam.

A pesquisa entrevistou 1.600 eleitores entre os dias 23 e 26 de setembro, por telefone e recrutamento digital. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. Está registrado no TSE sob o protocolo PE-06087/2026.

Esse resultado reforça a disputa intensa pelo comando do estado, com os dois principais candidatos praticamente empatados e a definição dependendo da reta final da campanha e da mobilização dos eleitores.

Anderson Correia reúne protetores e amantes da causa animal em Encontrão Pet no comitê, em Caruaru

Na tarde deste sábado (26), o candidato a deputado estadual Anderson Correia (PP) reuniu protetores, tutores e amantes da causa animal, de Caruaru e de cidades vizinhas, durante o Encontrão Pet, realizado em seu comitê, em Caruaru. Diversas famílias participaram do momento acompanhadas de seus pets, entre eles animais que foram resgatados ao longo da atuação de Correia na causa animal e que hoje vivem em lares com seus tutores.

O encontro também contou com uma roda de conversa, na qual o advogado animalista apresentou propostas, ouviu as demandas dos participantes e fortaleceu o diálogo com todos, em um momento de confraternização, registros de fotos e aproximação com apoiadores.

“Foi um momento muito especial, reunindo quem acredita e apoia o nosso trabalho e, principalmente, celebrando histórias de animais que passaram pela nossa atuação, foram resgatados e hoje têm uma vida digna ao lado de suas famílias. Aqui, conversamos, ouvimos os tutores, apresentamos nossas propostas e reafirmamos o compromisso com a causa animal. Este comitê é a casa de todos que acreditam nessa luta e querem construir, junto conosco, uma nova realidade para os animais em Pernambuco”, destacou Anderson Correia.

Débora Almeida cumpre agenda intensa e se prepara para grande ato com Raquel Lyra neste domingo

A deputada estadual Débora Almeida (PSD) manteve o ritmo acelerado de sua agenda de campanha no Agreste pernambucano durante este sábado (26). A parlamentar percorreu municípios da região reforçando laços com a população e alinhando forças políticas em importantes atos de rua.

As atividades do dia começaram em São Bento do Una, onde Débora realizou uma caminhada no comércio e bairros locais. Em contato direto com moradores e eleitores, a parlamentar ouviu demandas e apresentou as propostas do seu mandato para a região.

Em seguida, a deputada seguiu para Belo Jardim, onde participou de uma concorrida carreata. O ato contou com a presença do prefeito Gilvandro Estrela e do deputado federal Augusto Coutinho, consolidando a união de forças regionais em prol de novas melhorias para a população belo-jardinense. Por onde passou, o comboio atraiu acenos e apoio de moradores ao longo das ruas da cidade.

CAMINHADA – Após os compromissos do sábado, a parlamentar já ajusta os últimos detalhes para a grande mobilização programada para este domingo (27), em São Bento do Una. A partir das 18h55, a cidade será palco de uma grande caminhada que reunirá a governadora Raquel Lyra, o deputado federal Fernando Filho, o candidato ao Senado, Mendonça Filho, além de diversas lideranças regionais e estaduais. A concentração do evento acontecerá na Praça da Rua Nova e a expectativa dos organizadores é reunir uma multidão para demonstrar a força do grupo político no Agreste.

STF determina retirada da Federação PSDB-Cidadania de coligação em Pernambuco

Detalhe arquitetônico da fachada do edifício-sede do STF à noiteFoto: Gervásio Batista/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada da Federação PSDB-Cidadania da coligação “Pernambuco de Coração”, formada para a disputa dos cargos majoritários nas Eleições 2026 no estado. A decisão foi proferida na Reclamação (RCL) 99662.

Toffoli ordenou que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) ajuste, com urgência, o tempo de propaganda eleitoral gratuita e adote as demais providências necessárias, considerando a posição de neutralidade da Federação PSDB-Cidadania na disputa majoritária.

Atuação conjunta

Segundo o ministro, a permanência da Federação na coligação contrariava suas regras internas e o entendimento do STF de que os partidos que integram uma federação devem atuar de forma unificada.

O relator destacou que, antes da conclusão da convenção estadual, a maioria absoluta do Colegiado Nacional da Federação havia manifestado discordância com a condução do processo em Pernambuco, porque a conjuntura política e as possíveis alianças não foram previamente submetidas ao órgão nacional, como previsto nas regras internas.

Toffoli considerou que a manifestação demonstrou a falta de consenso entre os partidos para a formação da coligação. Ele também citou o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7021, em que o STF assentou que os partidos de uma federação devem atuar conjuntamente, como uma única agremiação.

Entenda o caso

A reclamação foi apresentada pelo prefeito de Petrolândia (PE), Fabiano Jaques Marques (Cidadania), contra decisões da Justiça Eleitoral que mantiveram a Federação PSDB-Cidadania na coligação. Ele alegou que essas decisões contrariavam o entendimento firmado pelo STF no julgamento da ADI 7021, que reconheceu a constitucionalidade das federações partidárias.

Ao analisar o caso, o ministro julgou a reclamação parcialmente procedente, cassou a decisão do TRE-PE e determinou a retirada da Federação PSDB-Cidadania da coligação, além das providências para o ajuste do horário político obrigatório.

Mega-Sena acumula para R$ 52 milhões; veja os números sorteados

22/06/2023 - Brasília - Mega-Sena, concurso da  Mega-Sena, jogos da  Mega-Sena, loteria da  Mega-Sena. - Volantes da Mega Sena sendo preenchidos para apostas em casas lotéricas da Caixa. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O prêmio da Mega-Sena acumulou neste domingo (27) para R$ 52 milhões, após o sorteio do Concurso 3063, realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo. 

Nenhum dos apostadores acertou as dezenas 05, 35, 36, 41, 43 e 48.  

O prêmio de R$ 73.111,35 será pago a 29 apostas que acertaram cinco números.

As 2.642 apostas que acertaram quatro números vão faturar R$ 1.322,81.

O próximo sorteio será realizado na terça-feira (29). A aposta mínima, de seis números, custa R$ 6.

Humberto Costa comemora decisão de Lula que proíbe bets no Brasil

O senador Humberto Costa (PT) comemorou a assinatura, pelo presidente Lula, da medida provisória que proíbe as plataformas de apostas online, as chamadas bets, no Brasil. Para o parlamentar, a decisão protege a saúde mental e a renda das famílias brasileiras.

Na última sexta-feira (25), Humberto estava ao lado de Lula, em caminhada no Recife, quando ele prometeu publicamente que assinaria a medida. O compromisso foi cumprido pelo presidente naquele mesmo dia, durante ato em São Paulo.

Humberto é presidente da Frente Parlamentar Por Um Brasil Sem Jogos de Azar, grupo que atua no Congresso Nacional contra a expansão das apostas no país, e tem acompanhado os efeitos das bets sobre a população.

“Eu acompanho o drama de quem vê o dinheiro da feira, do aluguel, da conta de luz, da universidade sumir na tela do celular. São famílias inteiras afundando nas dívidas”, afirmou o parlamentar.

Médico de formação, o senador também chama atenção para os danos que as plataformas causam à saúde mental, destacando que o endividamento vem acompanhado do adoecimento. Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao vício em apostas cresceram 140% nos últimos cinco anos.

“Por isso eu digo, sem medo, que essa é mais uma decisão acertada do presidente Lula, que, como sempre, teve coragem para proteger a saúde e o bolso do povo brasileiro”, concluiu o senador.

Multidão toma as ruas da Zona Sul do Recife em carreata do Coronel Feitosa

O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa realizou neste domingo (27) uma carreata que tomou as ruas da Zona Sul do Recife, percorrendo a Imbiribeira, Jordão, Ibura, Ipsep e Boa Viagem numa demonstração de força do campo conservador na reta final da campanha.

O ato reuniu nomes importantes do PL e aliados. Estiveram presentes Carlos Sant’Anna, candidato ao Senado pelo Partido Novo o segundo senador indicado por Flávio Bolsonaro para compor com Mendonça Filho, o candidato o deputado federal Coronel Meira, que é candidato a reeleição, os Coronel Fábio e o Suboficial Santiago, que são candidatos a deputado federal.

A carreata refletiu o momento da campanha de Flávio Bolsonaro, que vem crescendo nas pesquisas e levando cada vez mais pessoas às ruas. Carros, motos e a juventude tomaram o percurso com animação e Feitosa foi cumprimentado pelos apoiadores em todos os pontos por onde passou, num clima de entusiasmo que marca a virada da direita pernambucana na disputa de 2026.

Eleitor deve se antecipar na consulta a local de votação, alerta TSE

Brasília (DF) 03/09/2024- Aplicativo e-Título com função onde votar.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A menos de oito dias para o primeiro turno das eleições, o eleitor deve lembrar de conferir o local de votação, uma vez que sua seção pode ter mudado de endereço desde o último pleito, alerta o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No caso dos eleitores de primeira viagem, é preciso descobrir onde fica a zona e a seção eleitorais que constam em seu título.

Para os mais antigos, o mais comum é que o endereço de votação permaneça o mesmo por sucessivas eleições. Ainda assim, a Justiça Eleitoral alerta que mesmo poucas alterações podem afetar milhares de eleitores, dado o universo de 158,7 milhões de cidadãos aptos a votar.

Somente no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, as mudanças afetam ao menos 670 mil eleitores, com alteração em 277 locais de votação, 72 dos quais foram modificados por motivos de segurança.

A Justiça Eleitoral de ao menos 10 estados e do Distrito Federal anunciaram alterações em endereços das seções eleitorais.

Os 27 tribunais regionais eleitorais costumam manter em seus portais uma lista completa das mudanças. O eleitor deve acessar o seu TRE local e verificar avisos sobre o tema.

Além disso, o TSE liberou desde 1º de setembro a consulta ao endereço do local de votação diretamente no aplicativo do e-Título, disponível para aparelhos com sistema operacional Android e iOS. A informação pode ser acessada de duas formas:

Pelo aplicativo e-Título:

Na tela inicial do aplicativo, clique em “onde votar”.

Pelo Portal do TSE:

Acesse a área “Serviços Eleitorais” e selecione “Onde votar”.

Informe o número do CPF ou do título de eleitor, a data de nascimento e o nome da mãe.

O eleitorado brasileiro está distribuído em 5.571 municípios, além de 186 cidades no exterior. A votação ocorrerá em 517.206 seções eleitorais, organizadas em 2.641 zonas eleitorais.

Dino derruba decisão de Mendonça e libera post sobre Nossa Senhora

Brasília (DF), 25/02/2026 – Ministro  Flávio Dino no plenário da primeira turma durante segundo dia do julgamento no STF dos mandantes do assassinato da ex-vereadora, Marielle Franco.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet para restaurar uma postagem no X sobre Nossa Senhora Aparecida, que havia sido removida por decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O humorista veiculou uma foto de imagem religiosa com a legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.

“A mensagem não trazia o nome de Flávio Bolsonaro ou de qualquer familiar”, ponderou Dino.

Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. O pedido obteve decisão liminar no TSE para a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes sob pena de multa diária de R$ 30 mil.

Durante a semana, surgiram informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida de “Padroeira do Brasil”. O candidato do PL nega.

“Não há ilicitude”
A defesa de Tabet alegou que a ordem de Mendonça promovia “censura”. Dino ponderou que a remoção do conteúdo dependeria de presumir como verdade que “família miliciana” estaria relacionada ao candidato Flávio Bolsonaro. Para o ministro, a ação de Mendonça foi “destituída de motivação e proporcionalidade”.

A decisão, segundo Dino, abrange também outras postagens que foram excluídas sob o mesmo fundamento que excluiu a do humorista Antonio Tabet. O candidato à Presidência pediu a remoção de mais de 1,5 mil publicações sobre o tema nas redes sociais.

“Concluo que é impossível enxergar na postagem do peticionário (Tabet) o grau de certeza de ilicitude para – sem a adequada instrução processual – extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa (…)”

Para Dino, a cassação da decisão no TSE preserva a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos que defendem a manutenção da lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em “Padroeira do Brasil”.

“Carga depreciativa”
Ao aceitar o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e excluir a postagem de Tabet, o ministro André Mendonça, que é vice-presidente do TSE, afirmou que havia no conteúdo publicado “expressões de elevada carga crítica e depreciativa”.

De acordo com as informações fornecidas pela defesa de Flávio Bolsonaro ao TSE, a publicação havia superado 195 mil visualizações, 2 mil compartilhamentos e 11 mil curtidas em poucas horas.

Segundo Mendonça, a mensagem ultrapassava o campo da opinião política e veiculava fato “objetivamente falso, informação fabricada ou grave descontextualização, aptos a interferir na livre formação da vontade do eleitor”.

Mendonça considerou, na análise preliminar, que os elementos apresentados no processo indicam que essa informação “não encontra suporte na realidade fática”.

Liberdade de expressão
A defesa de Antonio Tabet repudiou a decisão liminar de André Mendonça. “A ordem judicial de exclusão atinge uma manifestação que em momento algum citou o nome do candidato Flávio Bolsonaro”, afirmou o humorista.

Os advogados do humorista apontaram que a liberdade de expressão e a crítica política, por mais ácidas ou incômodas que sejam, constituem elementos protegidos do debate democrático.

MP das Bets: veja o que muda e saiba datas para devolução de valores

Brasília - DF - 09/07/2026 - Governo notifica 37 fintechs por movimentarem dinheiro de bets ilegais. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Sob o argumento de problema de saúde pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (25) medida provisória (MP) que determina o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets no Brasil. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e também as autorizações concedidas por estados e pelo Distrito Federal.

A medida não atinge outras modalidades de loteria com autorização prevista em lei.

O que muda?

Com a publicação da MP, as empresas que operavam legalmente no país deixam de poder oferecer apostas ou fazer publicidade da atividade.

A medida estabelece ainda um calendário para o encerramento das plataformas e a devolução dos valores que permanecerem nas contas dos apostadores.

•    25 de setembro: publicação da MP e início da proibição de novos aportes;

•    5 de outubro, às 23h59: termina o prazo para retirada voluntária dos valores;

•    6 de outubro: sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar;

•    7 e 8 de outubro: empresas deverão informar aos bancos os saldos remanescentes, discriminados por CPF;

•    9 a 14 de outubro: instituições financeiras deverão devolver os valores aos apostadores;

•    A partir de 14 de outubro: em caso de impedimento para a devolução, a Caixa Econômica Federal receberá os recursos e fará o pagamento aos apostadores.

E a publicidade?

As empresas também terão de retirar anúncios e materiais de patrocínio.

O prazo para a retirada voluntária termina em 5 de outubro e inclui publicidade veiculada em meios físicos e em peças de publicidade no exterior.

A partir da publicação da MP, não poderão ser feitas novas ações de divulgação das bets.

Haverá indenização?

Segundo o governo, a extinção das autorizações ocorre por motivo de interesse público.

Por isso, a MP estabelece que as empresas não terão direito a indenização por:

•    lucros cessantes;

•    investimentos realizados;

•    expectativa de continuidade da atividade;

•    devolução, total ou parcial, dos valores pagos pelas outorgas.

Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa. Cada uma custou R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas no processo de concessão.

E quem descumprir?

A MP prevê sanções administrativas para pessoas físicas e jurídicas que desrespeitarem as novas regras.

As punições podem incluir:

•    advertência;

•    multas de até R$ 2 bilhões;

•    suspensão parcial das atividades;

•    suspensão total das atividades, no caso de empresas.

Projeto prevê prisão

Além da medida provisória, o governo enviará ao Congresso projeto de lei para criar crimes específicos relacionados às apostas de quota fixa.

A proposta estabelece cinco condutas que poderão ser consideradas crimes e precisará ser analisada e aprovada pelo Congresso para entrar em vigor.

Entre as condutas previstas estão:

•    Explorar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão;

•    Divulgar apostas ou captar apostadores: 2 a 4 anos e multa;

•    Usar dados pessoais para captar apostadores: 2 a 4 anos e multa, com possibilidade de aumento da pena em situações específicas;

•    Facilitar financeiramente a exploração: 2 a 4 anos e multa;

•    Fornecer aplicação de internet para apostas: 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.

O projeto também prevê agravamento quando houver uso de dados de saúde, histórico de apostas ou informações de crianças e adolescentes, além de situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados.

Como será a fiscalização?

O governo afirma que pretende intensificar o combate ao mercado ilegal após o encerramento das plataformas autorizadas.

Os ministérios da Fazenda e da Justiça deverão atuar no bloqueio de sites irregulares. Entre as medidas previstas estão:

•    bloqueio de domínios;

•    remoção de aplicativos;

•    restrição dos meios de pagamento;

•    bloqueio de contas utilizadas ilegalmente;

•    rastreamento de recursos movimentados pelas plataformas.

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda atualmente usa mecanismos de monitoramento do mercado ilegal.

A MP também cria um Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil.

Por que o governo decidiu?

O governo apresenta a saúde pública e os impactos financeiros das apostas como algumas das principais justificativas para a medida.

Segundo os dados divulgados pelo Executivo, o transtorno relacionado ao jogo pode estar associado a problemas como ansiedade, depressão, alterações no sono e no humor, conflitos familiares e prejuízos financeiros.

O governo também cita o crescimento da demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionada a problemas com apostas.

Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, segundo os dados apresentados pelo governo. Até 2028, se nada fosse feito, a demanda cresceria outros 104%.

O governo citou um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde que estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos. Desse total, R$ 30,6 bilhões (quase 79%) estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

E os apostadores?

A principal orientação neste momento é observar o calendário estabelecido pela MP.

Quem possui valores nas plataformas terá até 5 de outubro, às 23h59, para pedir voluntariamente a retirada.

Depois desse prazo, começa o processo de identificação e devolução dos saldos remanescentes pelas instituições financeiras.

O governo também mantém uma plataforma de autoexclusão para restringir o acesso às casas de apostas autorizadas, ferramenta criada antes da decisão de encerrar o mercado.

O que acontece agora?

A MP produz efeitos imediatos a partir da publicação, mas o processo legislativo continua no Congresso Nacional. O Parlamento tem até 120 dias para votar o texto.

Paralelamente, o projeto que cria os cinco crimes relacionados às bets ainda dependerá de análise dos deputados e senadores.