Raffiê recebe apoio da Associação dos Atiradores Civis de Pernambuco

O pré-candidato a deputado estadual Raffiê Dellon (PL), consolidou um importante apoio político em sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). A Associação dos Atiradores Civis de Pernambuco (APC), expressiva entidade que reúne cerca de 4 mil associados em todo o estado, declarou oficialmente suporte à sua pré-candidatura. O anúncio chancela o alinhamento de Dellon com as pautas de segurança pública, direito à legítima defesa e fomento ao esporte do tiro prático na região.

O presidente da APC, Luiston Santos, destacou que a escolha pelo nome de Raffiê Dellon se baseia no compromisso real do pré-candidato com as demandas da categoria. Segundo a liderança, a associação enxerga em Raffiê a voz necessária para defender os interesses dos atiradores desportivos, caçadores e colecionadores (CACs) no âmbito estadual, desmistificando o setor e promovendo debates técnicos na legislação. A força dos 4 mil membros da entidade promete impulsionar a mobilização da campanha em diversas cidades pernambucanas.

Raffiê Dellon recebeu o apoio com entusiasmo e reforçou a relevância de representar um segmento expressivo e cumpridor das leis. O pré-candidato afirmou que seu mandato será um canal aberto para dialogar sobre segurança, liberdades individuais e o fortalecimento de clubes de tiro como ambientes familiares e esportivos. Com essa aliança, Dellon ganha musculatura política e consolida uma base de apoiadores altamente engajada e presente em todo o território estadual.

Prefeitura entrega Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i) no Indianópolis

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizará nesta quinta-feira (28), a entrega do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i). O novo equipamento representa um avanço importante na política pública de saúde mental de Caruaru, garantindo acolhimento humanizado, acompanhamento multiprofissional e cuidado integral para crianças e adolescentes com sofrimento psíquico intenso e persistente, incluindo aqueles relacionados aos transtornos mentais e ao uso de álcool e outras drogas.

O novo serviço passa a atuar como referência no atendimento infantojuvenil em saúde mental, promovendo cuidado territorializado, fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, além da articulação com escolas, assistência social e demais serviços da rede de proteção.

A unidade contará com equipe multiprofissional composta por psiquiatra, psicólogo(a), assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeiro(a), técnicos de enfermagem, arte-educador, profissionais de apoio e demais trabalhadores comprometidos com a promoção da saúde mental e da cidadania.

Serviço

Entrega do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i)
Data: 28/05/2026
Horário: 9h30
Local: Rua Maria Clemente da Soledade, nº 22 – Indianópolis

Prefeitura de Caruaru promove ação de sensibilização e enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes nesta quinta (28)

A Prefeitura de Caruaru realiza, nesta quinta-feira (28), das 8h às 17h, no Marco Zero da cidade, a ação “Proteção em Ação, Cuidado também é Tradição – Ano I”. A iniciativa integra as mobilizações alusivas ao 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e tem como objetivo fortalecer a cultura de proteção e prevenção às violências.

Ao longo do dia, serão desenvolvidas atividades educativas, culturais e de orientação à população, com foco na prevenção das violências contra crianças e adolescentes, fortalecimento da rede de proteção e divulgação dos canais de denúncia e acolhimento. A programação contará ainda com espaços lúdicos, oficinas, apresentações culturais e orientações realizadas por equipes técnicas e instituições parceiras.

A ação reúne serviços e instituições do Sistema de Garantia de Direitos, reforçando a importância da atuação integrada entre poder público e sociedade no cuidado e proteção da infância e adolescência. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome de Caruaru, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA)

Thayse Dias e Klever Lemos dão voz ao jingle do São João de Caruaru 2026 Além dos artistas caruaruenses, outros artistas da terra também participam do clipe

O jingle do São João de Caruaru ganhou uma nova roupagem para a edição 2026. Já interpretada por nomes consagrados como Batista Lima, Solange Almeida, Petrúcio Amorim e Santanna, a música oficial da festa ganha, desta vez, as vozes dos cantores caruaruenses Thayse Dias e Klever Lemos, que vão embalar os forrozeiros durante o Maior e Melhor São João do Mundo. A composição é assinada por Carlinhos Pompom, Herlon Cavalcanti, Paulo Long e Thiago Azevedo e foi produzida no estúdio do também caruaruense Juninho Vanerão, reforçando um dos pilares da festa: a valorização dos artistas da terra e das tradições culturais nordestinas. A música já está disponível em todas as plataformas digitais.

Com o tema deste ano, “Tecido de tradições, costurando gerações”, o clipe foi pensado para traduzir, em imagens e sentimentos, a essência da identidade cultural caruaruense. As gravações aconteceram no Alto do Moura, na Feira de Artesanato e no São João na Roça, reunindo elementos marcantes da festa, como os bacamarteiros, a banda de pífanos, a gastronomia regional e o artesanato produzido por famílias que mantêm vivas tradições passadas entre gerações.

O enredo acompanha três gerações de mulheres ligadas à costura na vida real, reforçando a conexão com o tema do São João 2026. A produção também mostra figurinos confeccionados manualmente por artesãos locais e destaca a cultura que segue sendo costurada todos os dias por diferentes gerações.

“É muito importante ver a nossa música oficial sendo interpretada por artistas da nossa terra, que conhecem e vivem a cultura do São João de Caruaru. O clipe traduz muito bem o sentimento do tema deste ano e valoriza as tradições que fazem da nossa festa algo único”, destacou o prefeito Rodrigo Pinheiro.

Dólar sobe para R$ 5,06; bolsa cai com IPCA-15 e recuo do petróleo

Notas de dólar
16 de maio de 2016
REUTERS/Kham

O dólar subiu e a bolsa brasileira recuou nesta quarta-feira (27), num pregão marcado pela prévia da inflação acima das expectativas e pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

O dólar atingiu o maior valor em oito dias, enquanto o índice Ibovespa caiu pressionado pelas ações da Petrobras e pela cautela com os juros no Brasil.

A moeda estadunidense encerrou esta quarta-feira (27) vendida a R$ 5,061, com alta de R$ 0,033 (+0,66%). Em alta durante toda a sessão, a cotação chegou a R$ 5,07 na máxima do dia, pouco antes das 11h30.

O dólar está no maior valor de fechamento desde o último dia 19. A divisa sobe 2,18% em maio, mas acumula queda de 7,79% em 2026.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,48%, aos 175.744 pontos, em sua segunda sessão consecutiva de perdas.

Câmbio
O avanço do dólar refletiu o fortalecimento global da moeda norte-americana, além do aumento da cautela dos investidores em relação ao cenário externo.

As negociações entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz provocaram forte oscilação nos preços do petróleo e ampliaram a aversão ao risco em mercados emergentes.

No caso do Brasil, exportador de petróleo, a queda na cotação diminui a entrada de moeda estrangeira no país, pressionando para cima o dólar.

Prévia da inflação
O Ibovespa foi pressionado principalmente pela queda das ações da Petrobras, acompanhando o recuo do petróleo no exterior, mas também reagiu negativamente ao resultado da prévia da inflação oficial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) subiu 0,62% em maio, acima das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, o índice alcançou 4,64%, acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.

O resultado reforçou a percepção de que o Banco Central poderá manter juros elevados por mais tempo ou reduzir a Selic de forma mais lenta. Taxas mais altas tendem a diminuir o interesse por ações.

Em relação à Petrobras, papel com o maior peso no Ibovespa, as ações ordinárias (com voto em assembleia de acionistas) caíram 1,62%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 1,43%.

Petróleo despenca
Os preços do petróleo registraram forte queda após notícias sobre um possível avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência nas negociações internacionais, caiu 4,57%, encerrando o dia a US$ 92,25. O WTI, do Texas, recuou 5,55%, para US$ 88,68.

Mais cedo, a TV estatal iraniana informou que havia um esboço preliminar de acordo entre Teerã e Washington para restabelecer o tráfego comercial de navios pelo Estreito de Ormuz. A Casa Branca negou a informação, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações seguem avançando.

Mesmo sem confirmação oficial de um acordo, investidores passaram a apostar em menor risco de interrupção no fluxo global de petróleo, o que pressionou os preços da commodity.

*Com informações da Reuters.

STF: shoppings devem ter espaços de amamentação para funcionárias

Brasília - Nádia Costa amamenta a filha Rafaela Costa. A secretaria de Saúde do DF e o Metrô-DF promovem atividades para incentivar a amamentação em público e estimular o aleitamento materno (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (27) que os shoppings devem garantir espaços de amamentação para funcionárias das lojas.

Por unanimidade, a Corte validou a norma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que obriga empresas que possuem mais de 30 mulheres a terem locais apropriados para as empregadas amamentarem seus filhos.

Pelo entendimento, a regra da CLT deve ser cumprida pela administradora dos shoppings, e não pelos lojistas. Os shoppings terão prazo de até um ano para implementarem a decisão.

O caso chegou ao Supremo por meio de recurso apresentado por um shopping de Natal, que foi condenado pela Justiça do Trabalho a garantir o espaço para as empregadas das lojas.

O empreendimento sustentou que a obrigação trabalhista não pode ser transferida para a administradora do centro comercial.

Segundo a administradora, cabe aos lojistas, que são os empregadores, o dever legal de garantir os direitos das funcionárias.

Votos
O relator do caso, o ministro Gilmar Mendes, reconheceu que os shoppings devem disponibilizar os locais para amamentação, mas ponderou que os custos devem ser repassados aos lojistas.

“Por se tratar de uma transferência de obrigações que está sendo promovida, mediante interpretação ampliativa da CLT, penso que deve ser reconhecido, no mínimo, o direito do centro comercial de repassar, aos seus condôminos lojistas e efetivos empregadores das profissionais beneficiadas, os custos com a implantação e manutenção da estrutura”.

O ministro Flávio Dino rebateu as alegações de prejuízos financeiros e disse que o setor de shoppings vive um momento econômico de “grande pujança” e não há empreendimento hipossuficiente.

O ministro citou também que o próprio Supremo possui um espaço amamentação.

“Todos nós caminhamos pelas dependências do tribunal e encontramos nossas funcionárias com seus bebês no colo. As comerciárias dos shoppings centers não são menos do que as nossas servidoras”, completou.

Moraes acrescentou que não tem sentido obrigar cada lojista a ter um espaço de amamentação.

“Pouquíssimos lojistas têm 15 mulheres [funcionárias]. Só as lojas âncora têm. A administração do shopping facilmente consegue um local tranquilo. Não há necessidade de grandes investimentos”, completou.

Cármen Lúcia, única ministra da Corte, afirmou que a Constituição garante proteção à maternidade.

“O que a mãe quer nesta fase é o direito ao sossego. Ela não quer ficar desesperada no trabalho. Ela prefere abrir mão do trabalho, é isso que tem acontecido, inclusive na magistratura”, comentou.

Os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin completaram o placar unânime.

Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1

Câmara aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para votação no Senado.

A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.

“Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta.

“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.

Transição
De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

>> Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.

A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.

“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6×1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.

“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6×1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.

“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou.

Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.

“Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6×1”, disse.

O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores”, afirmou.

>> Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6×1:

.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

– Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.

– Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)

– Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Comissão aprova relatório de PEC que acaba com escala 6X1

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e quatro contrários, o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6X1.

O texto prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

A matéria segue agora para o plenário da Casa para votação em dois turnos, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares. A expectativa é que a proposta seja votada ainda nesta quarta-feira.

O relatório foi apresentado na segunda-feira (25), mas um pedido de vista da oposição adiou a votação da proposta para hoje. A Câmara dos Deputados realizou uma sessão protocolar de oito minutos, pela manhã, para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial.

Proposta aprovada
O texto aprovado é a versão do relator para duas propostas de emenda à Constituição que previam a redução de jornada: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de dez anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4X3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

O parecer apresentado por Prates modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

A proposta também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, o fim da escala 6X1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

O relatório aprovado prevê uma transição em dois períodos para a implementação da nova jornada de trabalho. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais.
Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.
Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Debates
Após deputados do PL assinarem uma emenda prevendo um período de 10 anos para o fim da escala 6X1, o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou que protocolaria um destaque para que, em vez da redução de jornada 6X1, construída em acordo com o governo e a presidência da Câmara dos Deputados, fosse votada a escala de trabalho 4X3.

A atitude foi criticada como uma tentativa de prejudicar a votação do texto.

“Sem nenhum tipo de estudo, sem nenhum aprofundamento no debate, sem sequer ter participado desta comissão, o PL, em uma tentativa de manipular a opinião pública, propõe a escala 4X3 e ameaça que, se não for aprovada no plenário hoje, vai propor imediata aplicação da lei sem tempo de transição”, criticou o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ).

“Depois que o presidente Lula passou a apoiar o fim da jornada de trabalho 6X1 até a oposição vai votar favorável, até o PL já está defendendo o fim da jornada de trabalho 6X1. Eles correram do debate e, envergonhados, vão terminar votando favoráveis”, ironizou o líder do governo na Câmara, Rubens Pereira Junior (PT-MA).

“Eu desafio qualquer pessoa a pegar um vídeo deste líder dizendo que eu era contrário. Não existe. Porque nós nunca emitimos juízo de valor sobre isso”, rebateu Sóstenes.

O líder do PL protocolou um destaque para derrubar o período de transição de 60 dias para a redução da jornada de trabalho e afirmou que apresentaria, no plenário, o destaque para votação da escala 4X3. O texto foi rejeitado.

O pedido de supressão da regra de transição ocorre após o relator Leo Prates não acolher as emendas apresentadas por mais de 170 parlamentares do centrão e da oposição que pretendiam estabelecer uma regra de transição de dez anos a partir da promulgação da Emenda Constitucional.

As emendas determinavam ainda a redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores, manutenção das 44 horas para serviços essenciais e compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6X1.

“Quero parabenizar o deputado Leo Prates que não admitiu o texto de dez anos de transição e nem a Bolsa Patrão. Foram vários do PL que assinaram a Bolsa Patrão e assinaram os dez anos de transição”, lembrou o deputado Rogério Correia (PT-MG).

A lista de deputados que inicialmente apoiaram a emenda inclui, principalmente, parlamentares do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13). Muitos deputados retiraram o apoio depois de sofrer críticas em suas bases eleitorais.

Fagner dos Animais participa de reunião em Brasília para fortalecer ações em Caruaru

O secretário de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal, Fagner dos Animais, esteve em Brasília, hoje (27), participando de uma importante reunião no Ministério do Meio Ambiente ao lado do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, e do deputado federal Fernando Monteiro. O grupo se reuniu com o secretário executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente, Guilherme Checco, para discutir demandas da pasta.

Durante o encontro, foram debatidas pautas como projetos de arborização da cidade, ampliação das castrações animal e ações nos parques ambientais. A comitiva também solicitou apoio do Ministério para ampliar investimentos e parcerias para Caruaru.

“Foi uma reunião muito importante para buscarmos apoio e fortalecer ações que impactam diretamente a qualidade de vida da população e o cuidado com os animais. Caruaru precisa avançar cada vez mais na arborização, na proteção ambiental e nas políticas públicas voltadas à causa animal”, destacou Fagner.

Noite gospel traz momento de fé e celebração ao São João de Caruaru nesta quinta-feira

Após o sucesso do São João na Roça, a Prefeitura de Caruaru traz, nesta quinta-feira (28), um momento de celebração e fé em meio à programação do São João. A noite especial dedicada à música gospel vai reunir artistas consagrados em louvor e adoração no Polo Azulão.

A programação começa com a apresentação da dupla Edylla e Levy, conhecida pelo trabalho voltado à música cristã e bastante querida pelo público do Agreste pernambucano.

Na sequência, quem sobe ao palco é o cantor Eli Soares, um dos principais nomes da música gospel nacional. O artista promete emocionar o público com canções marcadas por mensagens de esperança e fé, entre elas “Me Ajude a Melhorar” e “Os Sonhos de Deus”.

Encerrando a noite, o público receberá o cantor Davi Sacer, referência da música cristã contemporânea no Brasil. Com mais de três décadas de trajetória, o artista conquistou admiradores em todo o país com composições que abordam fé, superação e espiritualidade. No repertório, sucessos como “Deus de Promessa”, “Tua Graça Me Basta” e “Maior Valor” devem marcar a apresentação.

“A noite gospel reforça a diversidade cultural e religiosa do São João de Caruaru, que seguirá reunindo artistas de diferentes estilos musicais ao longo das próximas semanas”, ressalta Hérlon Cavalcanti, presidente da Fundação de Cultura de Caruaru.

Confira os horários dos shows desta quinta-feira (28):

19h – Edylla e Levy
20h45 – Eli Soares
22h45 – Davi Sacer