STF: shoppings devem ter espaços de amamentação para funcionárias

Brasília - Nádia Costa amamenta a filha Rafaela Costa. A secretaria de Saúde do DF e o Metrô-DF promovem atividades para incentivar a amamentação em público e estimular o aleitamento materno (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (27) que os shoppings devem garantir espaços de amamentação para funcionárias das lojas.

Por unanimidade, a Corte validou a norma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que obriga empresas que possuem mais de 30 mulheres a terem locais apropriados para as empregadas amamentarem seus filhos.

Pelo entendimento, a regra da CLT deve ser cumprida pela administradora dos shoppings, e não pelos lojistas. Os shoppings terão prazo de até um ano para implementarem a decisão.

O caso chegou ao Supremo por meio de recurso apresentado por um shopping de Natal, que foi condenado pela Justiça do Trabalho a garantir o espaço para as empregadas das lojas.

O empreendimento sustentou que a obrigação trabalhista não pode ser transferida para a administradora do centro comercial.

Segundo a administradora, cabe aos lojistas, que são os empregadores, o dever legal de garantir os direitos das funcionárias.

Votos
O relator do caso, o ministro Gilmar Mendes, reconheceu que os shoppings devem disponibilizar os locais para amamentação, mas ponderou que os custos devem ser repassados aos lojistas.

“Por se tratar de uma transferência de obrigações que está sendo promovida, mediante interpretação ampliativa da CLT, penso que deve ser reconhecido, no mínimo, o direito do centro comercial de repassar, aos seus condôminos lojistas e efetivos empregadores das profissionais beneficiadas, os custos com a implantação e manutenção da estrutura”.

O ministro Flávio Dino rebateu as alegações de prejuízos financeiros e disse que o setor de shoppings vive um momento econômico de “grande pujança” e não há empreendimento hipossuficiente.

O ministro citou também que o próprio Supremo possui um espaço amamentação.

“Todos nós caminhamos pelas dependências do tribunal e encontramos nossas funcionárias com seus bebês no colo. As comerciárias dos shoppings centers não são menos do que as nossas servidoras”, completou.

Moraes acrescentou que não tem sentido obrigar cada lojista a ter um espaço de amamentação.

“Pouquíssimos lojistas têm 15 mulheres [funcionárias]. Só as lojas âncora têm. A administração do shopping facilmente consegue um local tranquilo. Não há necessidade de grandes investimentos”, completou.

Cármen Lúcia, única ministra da Corte, afirmou que a Constituição garante proteção à maternidade.

“O que a mãe quer nesta fase é o direito ao sossego. Ela não quer ficar desesperada no trabalho. Ela prefere abrir mão do trabalho, é isso que tem acontecido, inclusive na magistratura”, comentou.

Os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin completaram o placar unânime.

Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1

Câmara aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para votação no Senado.

A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.

“Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta.

“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.

Transição
De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

>> Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.

A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.

“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6×1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.

“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6×1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.

“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou.

Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.

“Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6×1”, disse.

O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores”, afirmou.

>> Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6×1:

.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

– Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.

– Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)

– Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Comissão aprova relatório de PEC que acaba com escala 6X1

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e quatro contrários, o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6X1.

O texto prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

A matéria segue agora para o plenário da Casa para votação em dois turnos, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares. A expectativa é que a proposta seja votada ainda nesta quarta-feira.

O relatório foi apresentado na segunda-feira (25), mas um pedido de vista da oposição adiou a votação da proposta para hoje. A Câmara dos Deputados realizou uma sessão protocolar de oito minutos, pela manhã, para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial.

Proposta aprovada
O texto aprovado é a versão do relator para duas propostas de emenda à Constituição que previam a redução de jornada: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de dez anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4X3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

O parecer apresentado por Prates modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

A proposta também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, o fim da escala 6X1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

O relatório aprovado prevê uma transição em dois períodos para a implementação da nova jornada de trabalho. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais.
Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.
Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Debates
Após deputados do PL assinarem uma emenda prevendo um período de 10 anos para o fim da escala 6X1, o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou que protocolaria um destaque para que, em vez da redução de jornada 6X1, construída em acordo com o governo e a presidência da Câmara dos Deputados, fosse votada a escala de trabalho 4X3.

A atitude foi criticada como uma tentativa de prejudicar a votação do texto.

“Sem nenhum tipo de estudo, sem nenhum aprofundamento no debate, sem sequer ter participado desta comissão, o PL, em uma tentativa de manipular a opinião pública, propõe a escala 4X3 e ameaça que, se não for aprovada no plenário hoje, vai propor imediata aplicação da lei sem tempo de transição”, criticou o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ).

“Depois que o presidente Lula passou a apoiar o fim da jornada de trabalho 6X1 até a oposição vai votar favorável, até o PL já está defendendo o fim da jornada de trabalho 6X1. Eles correram do debate e, envergonhados, vão terminar votando favoráveis”, ironizou o líder do governo na Câmara, Rubens Pereira Junior (PT-MA).

“Eu desafio qualquer pessoa a pegar um vídeo deste líder dizendo que eu era contrário. Não existe. Porque nós nunca emitimos juízo de valor sobre isso”, rebateu Sóstenes.

O líder do PL protocolou um destaque para derrubar o período de transição de 60 dias para a redução da jornada de trabalho e afirmou que apresentaria, no plenário, o destaque para votação da escala 4X3. O texto foi rejeitado.

O pedido de supressão da regra de transição ocorre após o relator Leo Prates não acolher as emendas apresentadas por mais de 170 parlamentares do centrão e da oposição que pretendiam estabelecer uma regra de transição de dez anos a partir da promulgação da Emenda Constitucional.

As emendas determinavam ainda a redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores, manutenção das 44 horas para serviços essenciais e compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6X1.

“Quero parabenizar o deputado Leo Prates que não admitiu o texto de dez anos de transição e nem a Bolsa Patrão. Foram vários do PL que assinaram a Bolsa Patrão e assinaram os dez anos de transição”, lembrou o deputado Rogério Correia (PT-MG).

A lista de deputados que inicialmente apoiaram a emenda inclui, principalmente, parlamentares do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13). Muitos deputados retiraram o apoio depois de sofrer críticas em suas bases eleitorais.

Fagner dos Animais participa de reunião em Brasília para fortalecer ações em Caruaru

O secretário de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal, Fagner dos Animais, esteve em Brasília, hoje (27), participando de uma importante reunião no Ministério do Meio Ambiente ao lado do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, e do deputado federal Fernando Monteiro. O grupo se reuniu com o secretário executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente, Guilherme Checco, para discutir demandas da pasta.

Durante o encontro, foram debatidas pautas como projetos de arborização da cidade, ampliação das castrações animal e ações nos parques ambientais. A comitiva também solicitou apoio do Ministério para ampliar investimentos e parcerias para Caruaru.

“Foi uma reunião muito importante para buscarmos apoio e fortalecer ações que impactam diretamente a qualidade de vida da população e o cuidado com os animais. Caruaru precisa avançar cada vez mais na arborização, na proteção ambiental e nas políticas públicas voltadas à causa animal”, destacou Fagner.

Noite gospel traz momento de fé e celebração ao São João de Caruaru nesta quinta-feira

Após o sucesso do São João na Roça, a Prefeitura de Caruaru traz, nesta quinta-feira (28), um momento de celebração e fé em meio à programação do São João. A noite especial dedicada à música gospel vai reunir artistas consagrados em louvor e adoração no Polo Azulão.

A programação começa com a apresentação da dupla Edylla e Levy, conhecida pelo trabalho voltado à música cristã e bastante querida pelo público do Agreste pernambucano.

Na sequência, quem sobe ao palco é o cantor Eli Soares, um dos principais nomes da música gospel nacional. O artista promete emocionar o público com canções marcadas por mensagens de esperança e fé, entre elas “Me Ajude a Melhorar” e “Os Sonhos de Deus”.

Encerrando a noite, o público receberá o cantor Davi Sacer, referência da música cristã contemporânea no Brasil. Com mais de três décadas de trajetória, o artista conquistou admiradores em todo o país com composições que abordam fé, superação e espiritualidade. No repertório, sucessos como “Deus de Promessa”, “Tua Graça Me Basta” e “Maior Valor” devem marcar a apresentação.

“A noite gospel reforça a diversidade cultural e religiosa do São João de Caruaru, que seguirá reunindo artistas de diferentes estilos musicais ao longo das próximas semanas”, ressalta Hérlon Cavalcanti, presidente da Fundação de Cultura de Caruaru.

Confira os horários dos shows desta quinta-feira (28):

19h – Edylla e Levy
20h45 – Eli Soares
22h45 – Davi Sacer

Programa Entre Elas abre inscrições para segunda turma em Caruaru

Empreendedoras de Caruaru e região já podem se inscrever na segunda turma do Programa Entre Elas, iniciativa do Sebrae Pernambuco voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino. O programa é destinado a mulheres formalizadas como MEI, microempresas ou empresas de pequeno porte que desejam fortalecer seus negócios. As inscrições são limitadas e podem ser feitas, gratuitamente, até o dia 5 de junho.

O programa foi desenvolvido para apoiar empreendedoras no crescimento dos seus negócios por meio de capacitações, consultorias individuais, palestras, oficinas e momentos de troca de experiências. A proposta é unir desenvolvimento pessoal, fortalecimento da identidade empreendedora e construção de uma rede de apoio entre mulheres que compartilham desafios e objetivos semelhantes.

Com duração de quatro meses, a jornada será iniciada no dia 28 de julho, com o encontro “Café com Propósito”, momento de abertura e integração das participantes. Ao longo da programação, as empreendedoras terão acesso a conteúdos sobre planejamento, finanças, marketing, vendas, gestão do tempo, inteligência emocional, precificação, fluxo de caixa, estratégias digitais, atendimento e técnicas de vendas.

O programa conta ainda com consultorias individuais nas áreas de finanças e marketing, realizadas entre setembro e outubro. O encerramento acontecerá no evento “Celebra Delas”, em novembro. De acordo com Paloma Pessey, gestora de projetos no Sebrae/PE, o Entre Elas busca fortalecer a essência empreendedora e incentivar o crescimento dos negócios com autenticidade, estratégia e conexão em comunidade. “O programa é uma oportunidade de transformação pessoal e profissional, promovendo aprendizado, networking e fortalecimento da liderança feminina”, destaca.

Entre os benefícios oferecidos estão mais de 40 horas de capacitações, 150 horas de consultorias, participação em eventos exclusivos e exposição na Vitrine Delas.

As atividades do Programa Entre Elas serão desenvolvidas de forma remota e presencial, na sede da gerência regional do Sebrae no Agreste Central e Setentrional, localizada na Avenida Adjar da Silva Casé, 277, Indianópolis, em Caruaru. Os inscritos vão passar por uma seleção para preencher 25 vagas. Mais informações sobre as inscrições podem ser obtidas pelo telefone (81) 21018233.

TJPE publica edital do concurso público para o cargo de juiz substituto

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) divulgou, nesta quarta-feira (27/5), o Edital 1/2026 que torna pública a abertura do concurso público para provimento do cargo de juiz(a) substituto(a) da instituição. As inscrições têm início às 16h do dia 1º de junho e seguem até as 16h do dia 10 de julho, no site da o Getúlio Vargas, responsável pelo certame. Confira o edital publicado na edição 118/2026 do Diário de Justiça eletrônico (DJe).

O concurso tem o objetivo de suprir a escassez de magistrado (s) no Estado, cuja demanda por Justiça aumenta a cada ano. Na última segunda-feira (25/5), o presidente do Tribunal, desembargador Francisco Bandeira de Mello, anunciou a conclusão da elaboração do edital. Para o desembargador, o novo concurso é fundamental para manter – e aumentar – a agilidade, a eficiência e qualidade da prestação jurisdicional.

Ao todo, estão sendo oferecidas 30 vagas mais cadastro de reserva, sendo 5% reservadas a pessoas com deficiência, conforme a Resolução nº 75/2009 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e das disposições constantes no edital e 30% reservadas a negros (pretos e pardos), indígenas e quilombolas, de acordo com a Lei nº 15.142/2025 e as Resoluções nº 203/2015, 512/2023 e 657/2025 do CNJ. Deste último número, 25% será destinado para negros (pretos e pardos), 3% para indígenas e 2% para quilombolas.

No momento da inscrição, os(as) candidatos(as) precisam preencher o requerimento de disponível no site da FGV; enviar, por meio de upload, o certificado de habilitação no Exame Nacional da Magistratura (Enam) emitido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam); declarar estar ciente de que, até a data final da inscrição definitiva, deverá preencher os requisitos para ingresso na carreira, conforme o edital; e realizar o envio, via upload , de foto 3×4, conforme subitem 7.4. O pagamento do valor da taxa de inscrição poderá ser efetuado até o dia 13 de julho.

Para concorrer às vagas reservadas a negros (pretos e pardos), indígenas ou quilombolas, os(as) candidato(as) deverão, no momento da inscrição, optar por concorrer a essas vagas e juntar a documentação complementar indicada no regulamento do concurso. Também será necessário encaminhar, além de foto colorida de um documento oficial, uma foto colorida, datada e recente, emitida há, no máximo, um ano e nítida. A foto precisa seguir as seguintes orientações: ambiente com boa iluminação; cabelo solto, sem adereço; destaque do rosto ao ombro. As pessoas que se autodeclararem negras(pretas ou pardas) serão submetidas ao procedimento de heteroidentificação realizado pela Comissão de Heteroidentificação da Fundação Getulio Vargas, conforme termos da Resolução nº 541/2023 do CNJ.

Os pedidos de isenção da inscrição podem ser solicitados das 16h do dia 1º de junho até as 16h do dia 3 de junho, no momento da inscrição, devendo os(as) candidatos(as) fazerem o upload dos documentos comprobatórios para a obtenção do benefício, conforme regras do certame. Somente serão aceitos documentos enviados nos formatos PDF, JPEG e JPG, cujo tamanho não exceda 5 MB. Não serão aceitos documentos encaminhados para endereço eletrônico diferente do indicado, bem como aqueles entregues pessoalmente na sede da FGV. Também não será aceito o envio dos documentos por fax, correio eletrônico ou outras vias que não a expressamente prevista no edital.

O concurso público será composto por cinco fases, sendo a primeira, a segunda e a quarta etapa de caráter eliminatório e classificatório; a terceira de caráter eliminatório e a quinta de caráter classificatório. Na primeira fase, os(as) candidatos(as) farão uma prova objetiva; na segunda serão realizadas provas escritas (discursiva e sentenças). As pessoas classificadas para a terceira etapa terão a inscrição definitiva e participarão da sindicância da vida pregressa e investigação social, do exame de sanidade física e mental e do exame psicotécnico. Na quarta fase, os(as) candidatos(as) farão uma prova oral e, na etapa posterior, será realizada a avaliação de títulos.

A primeira etapa do concurso está prevista para o dia 27 de setembro e terá questões sobre Direito Civil, Processual Civil, do Consumidor, da Criança e do Adolescente, Penal, Processual Penal, Constitucional, Eleitoral, Empresarial, Financeiro e Tributário, Ambiental, Administrativo, noções gerais de Direito e formação humanística e Direitos Humanos. A segunda etapa está prevista para os dias 6 de dezembro (discursiva e sentença cível) e 7 de dezembro (sentença criminal).

INSS: PF e CGU investigam descontos não autorizados de pensionistas

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto nos estados de Pernambuco, de São Paulo e da Paraíba, além do Distrito Federal. A operação investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, além de outras medidas constritivas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial”, destacou a PF.

Em março, a PF e a CGU já haviam deflagrado a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto. À época, policiais federais e auditores cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal.

Entenda
Em abril de 2025, a PF e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto. As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas a descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A estimativa é de que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. À época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diversos estados e no DF.

Maior Cuscuz do Mundo confirma edição 2026 no dia 7 de junho, em Caruaru

Tem cheiro de milho no fogo, som de sanfona no ar e um encontro marcado com a tradição. No dia 07 de junho, a partir das 13h, o Alto do Moura recebe mais uma edição do Maior Cuscuz do Mundo, evento que já faz parte da memória afetiva do povo nordestino e do calendário do São João de Caruaru.

O que começou em 1993 com a tradicional Caminhada do Forró, reunindo um pequeno grupo de amigos pelas ruas da cidade, virou uma das maiores celebrações populares do período junino em Pernambuco. Hoje, o evento reúne mais de 100 mil pessoas entre moradores, turistas e forrozeiros vindos de várias partes do Nordeste.
Mais do que servir um cuscuz gigante, o evento celebra uma tradição que atravessa gerações.

O cuscuz, presente na mesa do nordestino desde cedo, se transforma em símbolo de encontro, pertencimento e orgulho cultural. É comida com memória, com história e com identidade.

A festa reúne caminhada, trio elétrico, muito forró e a já conhecida cuscuzeira gigante, que se tornou um dos grandes símbolos do São João de Caruaru. Tudo isso no Alto do Moura, bairro reconhecido como um dos maiores polos de cultura popular do Brasil.

A edição 2026 conta com apoio de marcas que acreditam e investem na força da cultura nordestina: Sazón, Pitú, Aposta Ganha, Assaí e Virtron.

SERVIÇO
📍 O Maior Cuscuz do Mundo
📅 07 de junho de 2026
🕐 A partir das 13h
📌 Alto do Moura – Trevo da Av. Kennedy | Caruaru-PE

Ceaca anuncia novo horário de funcionamento aos domingos para reforçar logística e organização

A Central de Abastecimento de Caruaru (Ceaca) passará a adotar um novo horário de funcionamento aos domingos a partir do dia 31 de maio. A medida tem como objetivo fortalecer a organização logística, garantir mais eficiência no descarregamento de mercadorias e melhorar a dinâmica de funcionamento do espaço.

Com a mudança, a Ceaca será fechada à meia-noite do sábado e reaberta à meia-noite do domingo, funcionando exclusivamente para atividades de descarregamento e organização de mercadorias. Durante esse período, não será permitida a realização de feira nem a comercialização de produtos no local.

Compradores e clientes poderão acessar normalmente o espaço a partir da meia-noite do domingo. A iniciativa busca oferecer mais estrutura, segurança e melhores condições para comerciantes, permissionários e consumidores que circulam diariamente pela Central de Abastecimento de Caruaru.

O comerciante Valmir Tavares, que atua no setor de frutas, aprovou a mudança no horário de funcionamento. “O novo horário ficou muito bom, porque dá mais tempo para a gente descansar um pouco e também melhora a organização para descarregar as mercadorias”, destacou.

A Ceaca atende atacado e varejo com ampla oferta de frutas, verduras, hortaliças e temperos e está localizada na BR-104, no bairro Cidade Alta.