Agreste recebe obras hídricas para reduzir os efeitos da estiagem

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Para minimizar os efeitos do sexto ano consecutivo de seca no agreste pernambucano, o governo do Estado, por meio da Companhia Pernambucana de Saneamento – Compesa – está executando várias obras hídricas na região. O balanço foi feito na manhã de hoje (20), em Caruaru, pelo diretor Regional do Interior, Marconi de Azevedo, durante entrevista coletiva. Uma das ações destacadas pela Compesa é a obra para transposição de água do Rio Pirangi, em Catende, na Mata Sul, que irá regularizar a vazão da Barragem do Prata, situada em Bonito, em 500 litros de água por segundo, permitindo que a barragem tenha água durante todo o ano e não apenas no inverno. A expectativa da Compesa é finalizar a obra em janeiro de 2017 e irá beneficiar mais de 500 mil pessoas nas cidades de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama.

Orçada em R$ 60 milhões, a Adutora do Pirangi tem recursos garantidos, mediante um convênio com o Banco Mundial. Segundo Marconi de Azevedo, esta obra será muito importante para essas cidades do agreste, que enfrentam a pior seca dos últimos 50 anos.“Vamos trazer água da Mata Sul para que possa se conectar e garantir a segurança do Sistema do Prata e, assim, possibilitar a redução do rodízio em Caruaru e aliviar a situação de Toritama e Santa Cruz do Capibaribe”, pontuou Azevedo.

O Sistema Pirangi terá uma adutora de quase 27 quilômetros de extensão e duas estações elevatórias (sistemas de bombeamentos) para a exploração de vazões de até 500 litros por segundo. A água irá para a Estação Elevatória do Prata. A chegada dessa água vai “poupar” a exploração da Barragem do Prata, uma vez que será preciso retirar menos água do reservatório. “Também há a possibilidade de, futuramente, integrar esse sistema ao de Jucazinho, atualmente em pré-colapso, contemplando as cidades hoje atendidas por ele”, explica o diretor da Compesa.

O gestor da Compesa também informou sobre as outras obras em execução para atendimento a região do Agreste, que detém o pior balanço hídrico do Brasil. Para contemplar a cidade de Surubim, que tem uma única fonte de abastecimento, que é a Barragem de Jucazinho, que entrará em colapso em outubro, por falta de chuvas. A previsão é de concluir a obra da adutora de Palmerinha, que sairá da cidade de Bom Jardim para Surubim, em até 60 dias. O investimento é de R$ 2,6 milhões.

Outra obra irá atender as cidades de Belo Jardim, Sanharó e Tacaimbó, que hoje estão em colapso por meio da Adutora do Moxotó, que transportará água de Rio da Barra, em Sertânia para essas cidades. A previsão para o sistema entrar em operação é janeiro do próximo ano, um investimento de R$ 80 milhões.

Ainda no Agreste, o governo está finalizando outra obra, uma adutora de 3 km que transportará água da Barragem de Pau Ferro, em Quipapá, para atendimento das cidades de Lajedo e são Bento do Uma. Estão sendo aplicados recursos da ordem de R$ 3 milhões e a previsão é de que a água chegue às cidades, que estão em colapso, em agosto deste ano.

Ao reconhecer a grave crise hídrica que o agreste pernambucano enfrenta o diretor da Compesa, Marconi de Azevedo, afirmou que o governo e a companhia não estão medindo esforços para correr com essas obras tão importantes para amenizar os efeitos da seca. “Nunca vivenciamos uma crise hídrica tão grave como essa, mas estamos trabalhando arduamente para reverter esse quadro, realizando obras que visam à regularização da distribuição de água nas cidades atingidas pela estiagem prolongada”, finalizou Azevedo.

Pedro Augusto é jornalista e repórter do Jornal VANGUARDA.

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