Mais de 800 inscrições concorrem ao Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social

A décima edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social recebeu propostas de 25 estados da federação e do Distrito Federal. Ao todo foram inscritas 801 iniciativas, sendo 781 da categoria Nacional e 20 da categoria Internacional. O estado de São Paulo enviou o maior número de inscrições, 154, seguido pelo Paraná com 87. Já a categoria com mais propostas recebidas foi Educação, com 370 iniciativas. As inscrições internacionais vieram da Argentina, Colômbia, Guatemala, Honduras, Peru e República Dominicana, totalizando 20 iniciativas. Para as premiações especiais foram cadastradas 355 propostas, todas inseridas nas categorias nacionais, sendo 96 para Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico; 100 para Mulheres na Agroecologia e 159 para a Primeira Infância.

A partir de agora uma comissão julgadora da Fundação BB certificará as tecnologias sociais que passarão a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS). As experiências precisam ser reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já implementadas em âmbito local, regional ou nacional e passíveis de serem reaplicadas. O BTS é uma base de dados on-line que reúne atualmente 986 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Acesse aqui para conhecer: http://tecnologiasocial.fbb.org.br/tecnologiasocial.

A divulgação das tecnologias sociais certificadas está prevista para a primeira quinzena de julho. Na ocasião, também serão conhecidas as 24 finalistas. A seleção leva em conta o mérito de efetividade, inovação, sistematização da tecnologia e a interação com a comunidade. Para a escolha das tecnologias finalistas, além dos critérios anteriores, o júri considera também o potencial de transformação social e a reaplicabilidade das iniciativas. As vencedoras do Prêmio serão anunciadas no evento previsto para acontecer em outubro.

Neste ano, o total da premiação é de R$ 700 mil, divididos entre as categorias nacionais: “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda” e “Meio Ambiente” e as premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico” e “Primeira Infância”. O Prêmio é destinado a instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

A categoria Internacional irá reconhecer três iniciativas do exterior, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções de impacto social. Propostas que promovam a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação final, conforme previsto no regulamento.

Nesta edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Pedro Augusto é jornalista e repórter do Jornal VANGUARDA.

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