Silvio Costa: Manifestações foram confraria entre democratas e tucanos

Criticado por manifestantes durante a manifestação, o deputado federal Silvio Costa (PSC), vice-líder do governo na Câmara, atacou os opositores afirmando que o evento foi uma “confraria” entre tucanos e democratas que se utilizaram dos manifestantes para levantar bandeiras políticas.

“Essas manifestações têm o tamanho da credibilidade política do PSDB e do DEM. Ou seja, o povo brasileiro acordou e percebeu que esses dois partidos – que não tem ética nem moral para criticar a presidente Dilma – estavam querendo surfar numa insatisfação momentânea de parte do povo brasileiro”, avaliou o deputado, pontuando a redução de público nos atos políticos.

“Essa oposição brasileira está praticando a indignação seletiva. Ou seja, em relação aos ladrões do PSDB e do DEM eles não dizem nada, eles calam. Mas em relação ao PT, eles vem com ataque feroz. Isso eu chamo de indignação seletiva”, afirmou.

Sobre as declarações do deputado Jarbas, Costa afirmou que a declaração de Jarbas foi uma “atitude emocional, no calor da confraria”, ironizou. “Ele é um deputado estudioso e sabe que na Constituição um presidente só pode sofrer impeachment se tiver cometido um erro no mandato em exercício. Dilma não cometeu e nem vai cometer”, pontuou.

Esquerda está sendo perseguida como os judeus pelos nazistas, afirma Lula

Da Agência Brasil

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (24) que a esquerda brasileira está sendo perseguida como os judeus foram perseguidos pelos nazistas e os cristãos pelos romanos, e criticou setores do país que, segundo ele, não aceitaram a vitória nas urnas da presidente da República, Dilma Rousseff.

“Quero dizer para vocês que estou cansado de mentiras e safadezas, estou cansado de agressões à primeira mulher que hoje governa esse país. Estou cansado com o tipo de perseguição e criminalização que tentam fazer à esquerda desse país. Parece os nazistas criminalizando o povo judeu e romanos criminalizando os cristãos”, disse, em discurso na posse da diretoria do Sindicato dos Bancários do ABC, em Santo André.

“Nunca tinha visto na vida pessoas que se diziam democráticas e não aceitaram uma eleição que elegeu uma mulher presidente da República”, acrescentou.

O ex-presidente lembrou de realizações de seus governos, como o ingresso de milhares de estudantes no ensino superior e a ascensão econômica de milhões de pessoas.

“Eles não suportam que um metalúrgico quase analfabeto tenha colocado mais gente na faculdade do que eles, não suportam que a gente não deixou privatizar o Banco do Brasil e comprou a Nossa Caixa e o Banco Votorantim”, disse Lula.

“Eu, sinceramente, ando de saco cheio. Profundamente irritado. Pobre ir de avião começa a incomodar; fazer faculdade começa incomodar; tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa”, acrescentou o ex-presidente.

Lula disse ainda estar otimista com o futuro do país e compreender a apreensão de parte da população com o desemprego e com a inflação, mas ressaltou que o cenário já esteve pior.

“A inflação está 9%, com perspectiva de cair. Quando eu peguei esse país, a inflação estava a 12%, o desemprego a 12%”, declarou ele.

“Não é porque a criança está com febre que vamos enterrá-la”, concluiu Lula.

Para Mendonça, rejeição a Dilma é resultado da corrupção e da crise econômica

mendonça

Blog de Jamildo

O expressivo índice de rejeição do governo da presidente Dilma Rousseff/PT mostra que os brasileiros estão cansados dos recorrentes casos de corrupção, como o mensalão e o petrolão e de ter de enfrentar uma situação econômica adversa. A avaliação é do líder do Democratas na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), ao comentar o resultado da pesquisa Confederação Nacional dos Transportes (CNT), feito em parceria com a MDA Pesquisa, mostrando que a avaliação negativa do governo Dilma Rousseff cresceu para 70,9% e que 62,8% dos entrevistados são a favor do impeachment da presidente.

Segundo Mendonça, a crise é reflexo do aumento da taxa de desemprego e dos índices de inflação de quase 10%, associados à perda de renda, num cenário de forte recessão. Para o líder do Democratas, infelizmente, a situação ainda vai piorar.

“Não há perspectiva de melhora porque o governo do PT foi eficiente para jogar o Brasil numa crise sem precedentes, mas é ineficiente para propor caminhos que tire o país da estagflação”.

Dilma teve no segundo turno da eleição do ano passado 51,64% dos votos válidos. Agora, 62,8% dos entrevistados pela CNT/MDA querem que ela saia. “Até entre os eleitores de Dilma há aqueles que são favoráveis ao impeachment, decepcionados com as mentiras que ela contou para se reeleger”, afirmou.

Mendonça Filho também comentou o dado da pesquisa referente ao nível de emprego. Segundo o levantamento, metade dos brasileiros temem ficar desempregados.

“O desemprego tem tirado o sono das pessoas e reduzido a renda média das famílias, o que acontece justamente num momento em que o governo corta direitos trabalhistas”, completou.

Renan diz que próximos meses serão “nebulosos” no Congresso

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acredita que o Legislativo, que até o dia 31 de julho está em recesso branco, terá um segundo semestre difícil, concentrando agendas sensíveis. Entre os temas delicados, Renan citou as dificuldades na economia, a análise de vetos presidenciais, as comissões parlamentares de inquéritos (CPIs), o projeto de Lei de Responsabilidade das Estatais. “Não diria que será um agosto ou setembro negro, mas serão meses nebulosos, com a concentração de uma agenda muito pesada. Cabe a todos nós resolvê-la”.

Em pronunciamento veiculado pela TV Senado na noite da última sexta-feira (17), Renan avaliou que a maioria do Congresso é contrária à aprovação de novos tributos ou ao aumento de impostos e disse que a sociedade já está no limite de sua contribuição com impostos, tarifaços, inflação e juros. Para atingir as medidas necessárias para o ajuste fiscal, Renan voltou a pedir que o governo enxugue a máquina.“É preciso cortar, cortar ministérios, cortar cargos comissionados, enxugar a máquina pública e ultrapassar, de uma vez por todas, a prática superada da ‘boquinha e do apadrinhamento”, disse.

Sobre o desempenho do vice-presidente da República, Michel Temer, no comando da articulação política do governo, o presidente do Senado disse que Temer tem as virtudes da paciência e da perseverança. “É um homem prudente, da conciliação, do diálogo, que está sendo importante para este momento de instabilidade do país”, reconheceu.

Ainda durante o pronunciamento, o presidente do Senado voltou a se defender das acusações de recebimento de propina que estão sendo investigadas pela Operação Lava Jato. Disse que não há fato novo envolvendo o seu nome e que a acusação que lhe é feita é “um disco arranhado, um ventilador repetitivo”. O senador acrescentou que prestará esclarecimentos todas as vezes que a Justiça solicitar.

A atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que anunciou rompimento com o governo na semana passada, também foi lembrada por Renan que elogiou o colega. Para ele, Cunha tem sido um bom presidente, implementando um ritmo de votações.

Da Agência Brasil

Na TV, PSDB vai dizer que governo transfere conta do ajuste para população

Do Estadão Conteúdo

O PSDB começa a veicular na TV neste domingo (9) uma série de propagandas em que acusa o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) de transferir a conta do ajuste fiscal para a população.

Em uma das peças de 30 segundos divulgada nas redes sociais do partido, uma família tenta se proteger de uma tempestade em baixo de um guarda-chuva. “Economia parando. Preços subindo. Desemprego aumentando”, afirma o narrador.

De repente, uma mão arranca o guarda-chuva, deixando a família desabrigada. O narrador então diz: “E, justo agora, o governo aumenta os impostos, a luz, os juros, a gasolina e quer cortar o seguro-desemprego. Quando mais você precisa, o governo quer que você pague a conta dos erros que ele cometeu”.

O PSDB tem criticado a aprovação na última quinta-feira (7) da Medida Provisória 665, que altera o acesso a benefícios trabalhistas, como o seguro-desemprego. Na próxima semana, deve ser votada a MP 664, que restringe o acesso à pensão por morte. As duas medidas fazem parte do pacote de ajuste fiscal elaborado pela equipe econômica do governo para tentar colocar as finanças públicas em ordem.

Situações de unidades são criticadas pelo Sinpol

Pedro Augusto

Desordem em alguns presídios, aumento no número de homicídios praticados. O primeiro quadrimestre de 2015 não está sendo nada fácil para o sistema de segurança pública do Estado. Assim como em vários municípios, atualmente a Secretaria de Defesa Social também está tendo de lidar com alguns problemas emergenciais em Caruaru. Um deles se refere à estrutura física do Instituto de Medicina Legal que levou o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) a entrar com uma ação junto ao Ministério Público solicitando a sua interdição. De acordo com o diretor Áureo Cisneiros, atualmente dificuldades são o que não faltam na unidade.

“Verificamos que várias gavetas de acondicionamento de cadáveres estão sem funcionar. A manipulação dos corpos tem sido realizada com materiais inadequados bem como há a exposição de lixo hospitalar. Fora isso, encontramos fios expostos, documentos empilhados, geladeiras sem funcionar, dentre outros problemas. Desta forma, entramos com uma ação junto ao MP com o objetivo de sensibilizar o Governo do Estado a melhorar as condições não só da estrutura física da unidade, como também dos próprios policiais que vêm atuando de forma precária. Essas dificuldades precisam acabar”, criticou Cisneiros.

Além do IML, o Sinpol se encontra preocupado com as supostas más condições da 3ª Delegacia de Caruaru, no bairro Alto da Banana. “Inclusive, nesses próximos dias solicitaremos junto ao Ministério Público, a interdição da mesma. Lá, os problemas também são estruturais como goteiras, fios expostos e ausência de banheiro feminino. Não tem como os policiais trabalharem desta forma. E o mais preocupante é que essa situação não tem sido ‘privilégio’ apenas das unidades de Caruaru. Em inspeções por todo o Estado, constatamos mais 31 delegacias e duas unidades do IML com dificuldades de ordem física e sem materiais de trabalho”, acrescentou Áureo Cisneiros.

No que se refere à ação do IML, o promotor de Justiça Paulo Augusto, informou sobre o posicionamento do MP. “Na verdade, o Ministério Público já havia instaurado um inquérito civil sobre as instalações do IML de Caruaru. Em dezembro, solicitamos a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) que realizasse uma nova inspeção na unidade. Com as denúncias do Sinpol, reiteramos esse pedido bem como emitimos um ofício solicitando informações sobre o caso para a Secretaria de Defesa Social. Queremos saber quais providências estão sendo tomadas para, somado ao relatório da Apevisa, tomarmos as providências cabíveis”.

Procurado pela reportagem do Blog, o chefe da unidade administrativa da Polícia Científica, doutor Henrique do Vale, comentou a respeito da situação atual do IML de Caruaru. “Existe certo atraso em relação ao repasse de materiais de trabalho, porém eles nunca deixam de faltar na unidade. No que se refere à estrutura física do local, o Governo do Estado vem se empenhado para concluir o Complexo da Polícia Científica, que não só abrigará as atividades do IML, como também do Instituto de Criminalística e do Instituto de Identificação Tavares Buril. Por conta de um problema com a empresa que estava realizando a obra, ele ainda não foi inaugurado. Porém, a expectativa é que o complexo seja concluído dentre em breve. Assim, as atividades do IML poderão ser transferidas”.

Quanto às denúncias sobre a 3ª Delegacia de Caruaru, o chefe da Diretoria Integrada do Interior 1, delegado Darley Cleber Timóteo, explicou que “durante a realização do projeto Todos por Pernambuco, do Governo do Estado, o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Antônio Barros, verificou as dificuldades das delegacias de Caruaru. As demandas da 1ª e 2ª se encontram pequenas em relação à 3ª. Realmente a situação desta última está alarmante, inclusive, chegamos a elaborar um relatório, mas isso tende a acabar. A intenção da SDS é alugar um prédio para comportar as atividades da 3ª ou até mesmo transferi-la para o Complexo Policial que irá no 4º Batalhão da Polícia Militar. Um dos prédios já está praticamente pronto o que facilitaria a mudança”.

Vereador lamenta abandono de teatro

O vereador Antonio Carlos (DEM) lamentou a situação do Teatro João Lyra Filho, em reunião pública da Câmara Municipal de Caruaru. O edil fez referência às dificuldades que a Associação dos Artistas vem enfrentando na manutenção da casa de espetáculo, executada sem qualquer tipo de subvenção ou apoio por parte da municipalidade. “O prefeito José Queiroz, já no seu 2º mandato, prometia a construção de um teatro municipal, mas a promessa não foi cumprida”, retorquiu o vereador, que lembrou, no plenário, de outra promessa de campanha do prefeito: “Em 2008 Queiroz se reuniu com artistas, diretores e atores teatrais e afirmou que construiria seis teatros de médio porte e um teatro municipal de grande porte, mas até agora, nada, o sonho dos artistas tornou-se um pesadelo”.

A situação precária do João Lyra Filho, que enfrenta sérios problemas estruturais, levou o parlamentar, que é da bancada de oposição, a afirmar que espera “que o prefeito encaminhe, pelo menos, um projeto que possa viabilizar alguma subvenção para a Associação dos Artistas de Caruaru”.

Sulanqueiros questionam valores dos miniboxes

Pedro Augusto

Na primeira Feira da Sulanca após o anúncio dos preços dos novos miniboxes, o semblante dos sulanqueiros que comercializam no Parque 18 de Maio, no centro de Caruaru, era de poucos amigos. Além do baixo fluxo de consumidores que imperava no local, outro problema nada agradável tomava conta dos pensamentos dos feirantes em plena manhã da última segunda-feira (16). Dos 20 sulanqueiros que foram entrevistados na data pelo blog, pelo menos a metade repetiu a mesma expressão: “não tenho condições de pagar R$ 27 mil”. A quantia, excessivamente citada por eles, refere-se ao valor que deverá ser praticado no novo espaço da Sulanca, às margens da BR-104, em Caruaru, em relação à unidade do banco.

De acordo com o que ficou definido na sessão do Conselho Consultivo e Deliberativo da Sulanca, realizada na semana passada, na Acic, caso não disponham do montante para o pagamento à vista, os sulanqueiros poderão adotar o sistema de parcelamento. Alternativas essas que não têm agradado aos feirantes Cláudio Pontes e Rosilene Maria. “Nem tenho R$ 27 mil para comprar o banco à vista, nem tampouco poderei pagar R$ 35 mil parcelado. O que estão querendo cobrar do sulanqueiro está fora da realidade”, comentou Cláudio. “Parece que esse conselho desconhece que a maioria dos feirantes é pobre. Agora, se ele prefere atender apenas a minoria, ou seja, aos sulanqueiros ricos, fique à vontade. Quero ver se a feira irá sobreviver”, acrescentou Rosilene.

Outro feirante que se mostrou preocupado com os preços divulgados foi Sebastião Ferreira. Ele fez um comparativo entre o Moda Center, em Santa Cruz do Capibaribe, e a nova Feira da Sulanca. “Eles (representantes do conselho) disseram que logo de início um box no Moda Center chegou a custar R$ 100 mil, mas isso é mentira. Comprei dois bancos por lá a R$ 1.300 e R$ 1.800. Se eles forem depender das vendas antecipadas para iniciarem as obras ‘quebrarão a cara’. Os sulanqueiros de Caruaru não irão se comprometer em fazer um parcelamento alto se não se sentirem seguros. Uma verdadeira palhaçada!”, criticou.

Feirante há 25 anos, Aparecida Silva também não poupou críticas aos valores dos novos bancos. “Atualmente mal está dando para sobreviver no Parque 18 de Maio, quanto mais desembolsar uma dessas quantias. Isso é um absurdo. Espero que esse conselho reveja o que foi divulgado, do contrário decretarão a falência da feira. Sim, porque sem o trabalho do feirante, a tão ‘poderosa’ Sulanca simplesmente deixará de existir”, questionou.

Por telefone, a presidente do Conselho Deliberativo e Consultivo da Feira da Sulanca, Fátima Amaral, comentou a respeito das críticas dos sulanqueiros. Segundo ela, está faltando interesse por parte da categoria. “Temos nos reunido já há certo tempo na Acic para discutirmos os assuntos relacionados à nova Feira da Sulanca, porém pouquíssimos feirantes vêm comparecendo aos nossos encontros. Ora, as reuniões são abertas ao público, entretanto eles não têm demonstrado interesse. É preciso esclarecer que o Parque 18 de Maio não possui já há vários anos infraestrutura necessária para atender com qualidade tanto aos sulanqueiros como aos consumidores. Essa mudança para o terreno da BR-104 permitirá que a feira continue viva na cidade, porque, se permanecer do jeito que ela está, simplesmente irá acabar. Quanto aos valores divulgados, caberão aos feirantes optarem pela compra dos miniboxes ou não”, pontuou.

Até o fechamento desta matéria, o local onde o conselho pretende instalar a nova Feira da Sulanca encontrava-se embargado por decisão do Ministér

Sulanqueiros questionam valores dos miniboxes

Pedro Augusto

Na primeira Feira da Sulanca após o anúncio dos preços dos novos miniboxes, o semblante dos sulanqueiros que comercializam no Parque 18 de Maio, no centro de Caruaru, era de poucos amigos. Além do baixo fluxo de consumidores que imperava no local, outro problema nada agradável tomava conta dos pensamentos dos feirantes em plena manhã da última segunda-feira (16). Dos 20 sulanqueiros que foram entrevistados na data pelo Blog do Wagner Gil, pelo menos a metade repetiu a mesma expressão: “não tenho condições de pagar R$ 27 mil”. A quantia, excessivamente citada por eles, refere-se ao valor que deverá ser praticado no novo espaço da Sulanca, às margens da BR-104 em Caruaru, em relação à unidade do banco.

De acordo com o que ficou definido na sessão do Conselho Consultivo e Deliberativo da Sulanca, realizada na semana passada, na Acic, caso não disponham do montante para o pagamento à vista, os sulanqueiros poderão adotar o sistema de parcelamento. Alternativas essas que não têm agradado aos feirantes Cláudio Pontes e Rosilene Maria. “Nem tenho R$ 27 mil para comprar o banco à vista nem tampouco poderei pagar R$ 35 mil parcelado. O que estão querendo cobrar do sulanqueiro está fora da realidade”, comentou Cláudio. “Parece que esse Conselho desconhece que a maioria dos feirantes é pobre. Agora, se ele prefere atender apenas a minoria, ou seja, aos sulanqueiros ricos fique à vontade. Quero ver se a feira irá sobreviver”, acrescentou Rosilene.

Outro feirante que se mostrou preocupado com os preços divulgados foi Sebastião Ferreira. Ele fez um comparativo entre o Moda Center, em Santa Cruz do Capibaribe, e a nova Feira da Sulanca. “Eles (representantes do Conselho) disseram que logo de início um box no Moda Center chegou a custar R$ 100 mil, mas isso é mentira. Comprei dois bancos por lá a R$ 1.300 e R$ 1.800. Se eles forem depender das vendas antecipadas para iniciarem as obras ‘quebrarão a cara’. Os sulanqueiros de Caruaru não irão se comprometer em fazer um parcelamento alto se não se sentirem seguros. Uma verdadeira palhaçada!”, criticou.

Feirante há 25 anos, Aparecida Silva, também não poupou críticas aos valores dos novos bancos. “Atualmente mal está dando para sobreviver no Parque 18 de Maio quanto mais desembolsar uma dessas quantias. Isso é um absurdo. Espero que esse Conselho reveja o que foi divulgado, do contrário, decretarão a falência da feira. Sim porque sem o trabalho do feirante, a tão ‘poderosa’ Sulanca simplesmente deixará de existir”, questionou. Por telefone, a presidente do Conselho Deliberativo e Consultivo da Feira da Sulanca, Fátima Amaral, comentou a respeito das críticas dos sulanqueiros. Segundo ela, está faltando interesse por parte da categoria.

“Temos nos reunido já certo tempo na Acic para discutirmos os assuntos relacionados a nova Feira da Sulanca, porém pouquíssimos feirantes vêm comparecendo aos nossos encontros. Ora, as reuniões são abertas ao público, entretanto eles não têm demonstrado interesse. É preciso esclarecer que o Parque 18 de Maio não possui já há vários anos infraestrutura necessária para atender com qualidade tanto aos sulanqueiros como aos consumidores. Essa mudança para o terreno da BR-104 permitirá que a feira continue viva na cidade, porque se permanecer do jeito que ela está simplesmente irá acabar. Quanto aos valores divulgados, caberão aos feirantes optarem pela compra dos miniboxes ou não”, pontuou.

Até o fechamento desta matéria, o local onde o Conselho pretende instalar a nova Feira da Sulanca, encontrava-se embargado por decisão do Ministério Público.

Paulo Câmara minimiza críticas de João Lyra

Com a necessidade de se afirmar como liderança do PSB, o governador eleito Paulo Câmara defende as suas escolhas com afinco. Após ter sido criticado pelo governador João Lyra, o socialista se manteve firme. Nesta terça-feira (23), o socialista afirmou que possui uma relação de respeito e consideração muito grande por João Lyra, mas que precisa agir de acordo com suas convicções.

Em entrevista à Folha de Pernambuco, João Lyra acusou o correligionário de não tê-lo escutado durante o processo de escolha do novo secretariado. Magoado, ele também ressaltou que o partido também não tem uma liderança política definida, desde a morte do ex-governador Eduardo Campos. Seu depoimento foi retrucado parte dos membros da legenda, que colocam Paulo Câmara no posto de maior líder.

Com o objetivo de neutralizar as críticas, Paulo garante que o diálogo entre os dois não foi estremecido. “Falei com ele, tenho sempre conversado com o governador João Lyra. Inclusive no dia que ele deu a entrevista. Nós temos tido sempre a oportunidade de conversar. Temos maneiras de pensar diferentes. Isso faz parte do processo político”, explicou, durante entrevista à Rádio Jornal.

No entanto, Câmara fez questão de manter o seu posicionamento. “Eu tive que fazer minhas escolhas. Eu tive que fazer a minha equipe de acordo com o que eu acredito e de acordo com o que eu acho que vai dar certo para o futuro de Pernambuco. E isso foi feito”, colocou.

“Entendo todos os movimentos que são legítimos em relação ao que aconteceu, no processo de escolha do candidato, agora no processo de escolha do secretariado. Acho que isso faz parte da política. Mas o que é importante é o respeito pessoal que tenho com ele”, completou Câmara.

Para justificar sua postura, o socialista decidiu separar a relação pessoal da relação política. “De minha parte, no aspecto pessoal, não tenho nada. E no aspecto político, essas divergências com certeza a gente supera mais pra frente”, finalizou.